Archive for July, 2007

Irresponsabilidade

July 31, 2007
Como eu havia previsto, os lances envolvendo Alex Mineiro e Evandro criaram um clime de revanche contra o Grêmio. Não vou transcrever a nota oficial do presidente (?) do Atlético, que beira o rídiculo. Odone respondeu bem. Ainda assim é claro que o tricolor vai ser o maior prejudicado disso tudo, para felicidade de muitos que não suportam a idéia de ver o Grêmio disputando o título do Brasileiro e voltando a Libertadores do ano que vem.

Ruy Carlos Ostermann, supreendentemente tomou posição e foi muito feliz: “A nota oficial do presidente do Conselho do Atlético-PR (…) é, no mínimo, demasiada e preconceituosa. Exagera na avaliação das conseqüências de dois lances que se repetem a cada jogo, mas nem todos com ferimentos, é verdade, dentes quebrados, fraturas de rosto. E assume uma posição agressiva e sem atenuantes. Parece ingênua, mas ontem um técnico experiente como é Antônio Lopes deveria estar endossando essa posição

A Zero Hora traz uma informação interessante: “O meia (Evandro) caiu com a boca na chuteira de Patrício após disputa com Gavilán

Primeiro Evandro tinha levado um soco, depois tinha levado um cotovelaço, outra versão dava conta de que Gavillan acertou Evandro com o Ombro. Mais um pouco vamos chegar a conclusão de que o atleta se machucou sozinho.

Estranhamente, as manifestações do Atlético ignoram Gavillan e se voltam quase que exclusivamente contra Tcheco. Vale lembrar que Tcheco foi atleta do Paraná e do Coritiba, talvez um recalque atleticano justifique tamanha ira.

Contudo, os jornalistas do centro do país que tocaram no assunto inocentam Tcheco e condenam Gavillan. Postura covarde de aliviar o jogador de ataque, goleador e brasileiro e demonizar o jogador de defesa, da marcação e estrangeiro. Senão vejamos:

Gustavo PoliO lance de Alex Mineiro foi acidental – mas a ombrada de Gavilán em Evandro, que arrancou quatro dentes do jogador do time paranaense, foi imprudente”

Juca KfouriO lance com Tcheco foi evidentemente casual, sem nenhuma intenção. O de Gavillán foi proposital e deve merecer severa punição.”

Gustavo Poli pode até ser um jornalista sério, mas vêm numa rídicula “cruzada” contra os árbitros do brasileirão, afirmando que eles estão marcando poucas faltas e deixando o jogo correr demais. Acreditem é isso mesmo que ele defende.

Juca Kfouri é participativo, bem relacionado e bem informado. Mas não entende nada de futebol. Adora comentar jogos que não viu e incapaz de emitir opinião sobre conceitos mais básicos do futebol. Típico jornalista que “joga” pra torcida.

Posição mais feliz tem Lédio CarmonaAinda não me convenci da maldade na entrada em Alex Mineiro. No choque com Evandro, que ficou sem quatro dentes, a dúvida procede, mas a tomada de câmera não ajudou muito. Sei lá…”

Para mim os dois lances foram normais. No lance entre Tcheco e Alex Mineiro a imagem da TV deixa claro que o lance é um acidente. No lance de Evandro, a imagem nao mostra agressão alguma. Acho muito díficil alguém que não esteve em campo falar em agressão da parte do Gavillan.

Fora isso, outras afirmações também chamaram atenção. Como o presidente do Atlético afirmando que Evandro e Alex Mineiro são dois maiores craques do Brasil. Já o Antônio Lopes afirmou que Schiavi empurrou Alex Mineiro antes dele ser atingido por Tcheco. Só o “Delegado” viu esse empurrão.

Tá na hora das pessoas serem responsáveis na hora de sair falando ou escrevendo sobre qualquer coisa.

No jogo contra o Flamengo, Anderson Pico foi atingido e levou 12 pontos na cabeça. Ninguém reclamou. No jogo entre Paraná e Flamengo pela libertadores, Souza chutou o braço do zagueiro do Paraná (Neguete se não me engano), o quebrando ao meio. Acidente. Por que dessa vez é diferente?

Em 2001, Cocito, então jogador do Atlético, fez uma falta que tirou Kaká (no São Paulo na época) do jogo. Cocito e o Atlético passaram a ser perseguidos. Imaginava-se que os atleticanos tivessem tirado algo dessa situação, estando na posição de vítima.


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Brasileirão – Grêmio 1 x 1 Atlético-PR

July 29, 2007
Mais um tropeço em casa. Essa é a sensação que fica. Por mais que os times do campeonato sejam muito parecidos, seria “interessante” que o Grêmio tivesse melhor aproveitamento no Olímpico. Ontem o tricolor entrou com Itaqui fazendo uma espécie de ala-esquerda e Patrício bem adiantado, ficando o time bem próximo de um 3-5-2. No fim das contas Gavillan ficou um pouco sozinho na saída de bola, se limitando a passes laterais. Tcheco e Diego Souza estavam muito adiantados. O Atlético marcava bem, mas não conseguia atacar. O Grêmio foi tomando conta do jogo e criando boas chances, em pelo menos três delas Tuta se ressentiu de melhor forma física. O gol acabou vindo de um lance fortuito. Diego Souza queria cobrar o escanteio curto, mas acabou conbrando direto pra área de forma displicente. A bola baixa atravessou a área e Tcheco fez o 1×0.


No segundo tempo o Grêmio não saiu para matar o jogo e criou bem menos chances do que na primeira etapa, Carlos Eduardo fez boa jogada e chutou de direita. Clayton foi expulso, pra delírio da torcida. Quando Gavilan seria substituído por Edmilson o Atlético fez um gol, num exemplo clássico de o que é um “gol de chiripa”. O Grêmio saiu no desepero buscando o desempate, mas não aconteceu. Diego Souza teve boa chance, mas o time estava completamente desorganizado, todos jogadores perto da área atleticana e a bola nos pés de Thiego, Edmilson e Patrício. Kelly foi o único a tentar buscar jogo, de resto foi só balão pra área.


No meu modo de ver a expulsão de Clayton foi injusta, mas após a expulsão o árbitro de Santa Catarina (terra dos piores juízes) fez de tudo para que o jogo terminasse empatado.

Alex Mineiro e Evandro saíram machucados. Lances normais de jogo, acidentes. Mas a mídia já insinua que o Grêmio é um time violento. Filme antigo esse. O curioso é que semana passada Anderson Pico deixou o gramado com 12 pontos na cabeça e ninguém foi dizer o time do Flamengo é violento.

Não gosto de jogos do Nescafé. O público muda completamente, pessoas com opiniões e comportamentos absurdos, distoantes da torcida habitual. Ontem pela primeira vez em muito tempo tive o desprazer de ver o Grêmio vaiado (parcialmente) em seus próprio estádio.

Fotos: Gremio.net e ClicRBS

Grêmio 1 x 1 Atlético-PR

GRÊMIO:
Saja ; Patrício, William, Schiavi e Thiego; Gavilán (Edmílson), Itaqui (Kelly), Diego Souza e Tcheco; Carlos Eduardo e Tuta (Douglas)
Técnico: Mano Menezes

ATLÉTICO-PR: Guilherme; Nei, Danilo, Rodolfo e Edno; Alan Bahia (Pedro Oldoni), Valencia, Evandro (Claiton) e Ferreira; Dinei e Alex Mineiro (Marcelo)
Técnico: Antônio Lopes


15ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2007
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: 28 de julho de 2007, sábado, 18h10min
Público: 29.561 (27.377 pagantes)

Arbitragem: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (SC), auxiliado por Fernando Lopes e Kleber Lúcio Gil (ambos de SC)
Cartões amarelos: Gavilán, Tcheco (G); Dinei, Claiton, Pedro Oldoni (A)
Expulsão: Clayton (A)
Gols: Tcheco, aos 46 minutos do primeiro tempo. Marcelo, aos 29 minutos do segundo tempo.

Dinheiro da Televisão

July 28, 2007

Informações retiradas da coluna do Wianey Carlet

– Campeonato Brasileiro

A Rede Globo paga R$ 300 milhões por ano, e os clubes dividem este valor entre si. Os clubes são divididos em cinco grupos, com remuneração diferenciada. Na primeira faixa estão Flamengo, Vasco, São Paulo, Palmeiras e Corinthians. Cada um recebe R$ 21 milhões por ano. Na segunda está somente o Santos, com R$ 18 milhões. Na terceira estão, entre outros, Inter e Grêmio, cabendo a cada um cada um R$ 15 milhões por ano. O que recebe a dupla Gre-Nal:

Em dinheiro: R$ 1,250 milhão mensais ou R$ 15 milhões por ano;

– Passagens: 30 passagens por deslocamento;

– Hospedagem: em hotéis de quatro e cinco estrelas, 30 pessoas, dois dias por viagem.


Clube que cai para a segunda divisão e é fundador do Clube dos 13 recebe 50% da sua cota, no ano seguinte. E se não voltar, 25% no segundo ano. Depois, bem, se continuar na segundona, vire-se. Aconteceu com o Grêmio e todos os demais que já foram rebaixados.

Já existe um movimento entre os clubes liderado por São Paulo e Flamengo defendendo a proposta de que 50% da receita fique com os cinco clubes que estão na primeira faixa, e o restante seja dividido entre os demais clubes.

– Gauchão

A partir do ano que vem, cada clube da dupla Gre-Nal receberá da TV R$ 4 milhões pelo Gauchão.

Brasileirão – Náutico 0 x 2 Grêmio

July 26, 2007
Essa história de volta aos aflitos só serviu para fazer materia idiota. Todos sabiamos que o jogo de ontem era de uma situação bem diferente, um jogo valendo três pontos entre um time disputando as primeiras posições contra outro que tentar fugir do rebaixamento. O Grêmio começou meio devagar e o Náutico a mil, impulsionado pela torcida. Em poucos minutos os pernambucanos perderam três chances de gol. O tricolor começou a entrar no jogo e passou encaixar contra-ataques, principalmente com Carlos Eduardo. Numa dessas jogadas Diego Souza recebeu por cima e chutou para boa defesa do goleiro. Carlos Eduardo segurava bem a bola pela ponta esquerda e levava vantagem sobre os marcadores. Numa falta sofrida por ele, Tcheco cobrou e Tuta fez de cabeça, 1×0. Daí em diante se viu um Náutico afoito e um Grêmio jogando com inteligência. O Timbu bem que teve chances, mas Saja estava seguro e no único lance que foi vencido Patrício salvou. Carlos Eduardo recebeu dois bons passes de Tcheco dentro da área, no primeiro girou e chutou pra fora, no segundo cortou o zagueiro e fez o 2×0. Atuação segura do tricolor, que apenas tem que entrar mais ligado no jogo, pois um time mais qualificado nao desperdiçaria tantas chances como o Náutico desperdiçou nos 15 minutos iniciais.

Fotos: Terra

Náutico 0 x 2 Grêmio


NÁUTICO:
Eduardo; Toninho, Onildo, (Felipe, 10’/2º) e Breno; Sidny, Júlio César, (Marcelinho, 34’/2º), Elicarlos, Acosta, Daniel Paulista e Tales (Daniel Sobralense, 34’/1º); Ferreira.
Técnico: Roberto Fernandes

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Thiego e Itaqui (Leonardo, 12’/2º); Gavilán, Adilson, (Edmilson, 32’/2º), Diego Souza e Tcheco; Carlos Eduardo (Kelly, 39’/2º) e Tuta.
Técnico: Mano Menezes

14ª Rodada – Brasileirão 2007
Data: 25 de julho, quarta-feira, 20h30min
Local: Estádio dos Aflitos, em Recife (PE).
Público: 13.009
Renda: R$ 134.020,00

Cartões amarelos: Toninho, Tales, Acosta, Daniel Sobralense (N), Gavilán, Adilson e Edmilson (G).
Arbitragem: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP), auxiliares Walter José dos Reis (Fifa-SP) e Marinaldo Silvério
Gols: Tuta, aos 30min, no primeiro tempo. Carlos Eduardo, aos 37min, no segundo.

Brasileirão – Grêmio 1 x 0 Flamengo

July 23, 2007

3 pontos, foi o que de mais importante saiu do jogo de ontem. Grêmio entrou com Tcheco de segundo volante, e Anderson Pico de meia esquerda e encontrou dificuldades na saída de bola. O Flamengo venho ao Olímpico para jogar atrás do meio de campo. O rubro negro teve sua primeira e talvez única chance de gol na cabeçada de Souza que Saja salvou. O tricolor tinha mais iniciativa mas só chegava em chutes de fora da área. O domínio do Grêmio só se acentuou após a expulsão de Souza (inquestinável), mas mesmo assim o Grêmio nao criou mais opurtunidades.

Segundo tempo com Kelly em campo e o Grêmio continuava não criando muito. Tcheco se arrastava em campo, mas de qualquer jeito foi dos pés dele que saiu um bom chute que Bruno colocou para escanteio. O mesmo Tcheco cobrou no segundo pau e Irineu fez um golaço contra. A partir daí o Flamengo tentou sair pro jogo, mas com um a menos não chegava a ameaçar. Adílson entrou em boa hora. O Grêmio não criou chances para matar o jogo e o Flamengo só ameaçou no último minuto no chute de Renato Augusto.


Ontem foi sem dúvida a pior atuação do time titular no campeonato. O reconfortante foi que o Mano fez uma leitura perfeita da partida.

Lamentável foi ouvir o jornalista Silvio Benfica na Rádio Gaúcha. Após uma vitória que colocou um time do rio grande na zona da Libertadores, a participação desse radialista iniciou por uma crítica veemente ao ataque do time do Grêmio.

Fotos: Gremio.net e Zero Hora

Grêmio 1 x 0 Flamengo

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, William e Thiego (Itaqui); Gavilán, Tcheco, Ramon (Adílson) e Anderson Pico (Kelly); Carlos Eduardo e Tuta
Técnico: Mano Menezes

FLAMENGO: Bruno; Thiago (Moisés), Irineu (Obina) e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Jailton, Cristian, Léo Medeiros, Renato Augusto e Juan (Leonardo); Souza
Técnico: Ney Franco

13ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2007
Data: 22 de julho, Sábado, 16h00
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 13.486
Renda: R$ 282.315,00
Arbitragem: Elvecio Zequetto, auxiliado por Paulo César de Freitas e Adnilson Pinheiro (trio do MS)
Cartões amarelos: Tcheco, Schiavi, Itaqui, Gavilán e Tuta (Grêmio); Irineu e Tiago (Flamengo)
Cartão vermelho: Souza (Flamengo)
Gol: Irineu (contra) a favor do Grêmio

Brasileirão – Goias 0 x 0 Grêmio

July 20, 2007

Ontem sim tivemos um jogo ruim. Jogo lento, com muitos erros de passes e quase nenhuma conclusão a gol. Diego Souza mais recuado realmente teve mais espaço, mas Tcheco (sem ritmo) não encostava nos atacantes, e assim sendo Carlos Eduardo ficava sem parceria para jogar, visto que Everton novamente se mostrou ineficiente. Há um pênalti em Schiavi que Mano reclamou muito e Wilson de Souza Mendonça não deu e ainda expulsou o treinador tricolor. A “tv” não mostrou direito o lance, mas se tratando de Wilson de Souza eu estou convencido que ele errou e houve o pênalti. Anderson Pico jogou livre de marcação e mostrou algumas qualidades no ataque, sendo uma delas o fato de bater com os dois pés.

Aos 15 do segundo tempo Douglas entrou no lugar de Everton. Carlos Eduardo e Tcheco saíram cansados, Kelly e Adílson ingressaram. Diego Souza voltou a seu lugar. Kelly cruzou uma boa bola para Douglas, o bandeirinha deu uma saída de bola inexistente. Nem falo em gol anulado pois o jogo já havia parado quando Dougla cabeceou. Nos últimos, escanteio para o Goiás, Saja saiu no primeiro pau, a bola caiu nos pés de Fabiano oliveira, Schiavi (Xiavi segundo o narrador do sportv) salvou em cima da linha na primeira vez e Thiego salvou denovo na segunda. E isso foi tudo que ocorreu no jogo.

Schiavi novamente o melhor em campo. Já é sem dúvida um dos melhores zagueiros do campeonato. Será que nossa gloriosa imprensa vai admitir que errou na “avaliação” inicial desse jogador.

Marcel vem em boa hora. Fosse tão somente uma sombra para Tuta já seria bemvindo, mas creio que vai ser titular dessa equipe. Só nos falta o lateral-esquerdo.

Fotos: Diário da Manhã

Goiás 0 x 0 Grêmio

GOIÁS: Harlei; Leonardo, Paulo Henrique, Amaral e Diego; Fábio Bahia, Élson (Fernando Miguel), Felipe e Paulo Baier (Vitor); Welliton e Fabrício Carvalho (Fabiano Oliveira).
Técnico: Paulo Bonamigo.

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, William e Thiego; Edmilson, Diego Souza, Tcheco (Adilson) e Anderson Pico; Everton (Douglas) e Carlos Eduardo (Kely).
Técnico: Mano Menezes.

12ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2007
Data: 19 de julho, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça (Fifa/PE)
Cartões amarelos: Fabrício Carvalho, Edmilson, Diego Souza e Welliton
Cartão vermelho: Vitor
Renda: R$ 141.975,00
Público: 9.111 pagantes

A Mais Vendida

July 18, 2007

Muitos gremistas se lembram disso, da notícia que a camisa do tricolor foi a mais vendida no ano de 1996. 410 mil peças vendidas. Não faço idéia de quem tenha vendido mais camisas no mundo em 2006, mas o número deve ser bem superior a esse.

O desempenho do time em campo certamente impulsionou as vendas, mas nao podemos ignorar que a camisa era muito bonita. Isso deveria entrar na cabeça dos designers da Puma. Uma camisa bonita vende mais.

Matéria da Folha de São Paulo de 12 de dezembro de 1996

Clube vendeu cerca de um milhão de camisetas neste ano e tem 204 produtos licenciados com sua marca

Grêmio triunfa na guerra comercial
LÉO GERCHMANN
free-lance da Agência Folha, em Porto Alegre
Inspirado no Barcelona, da Espanha, o Grêmio incrementou há um ano e meio a venda de produtos com a sua marca e chegou a vender, só neste ano, um milhão de camisetas oficiais.
O clube gaúcho cadastra, por semana, três empresas interessadas em fabricar produtos explorando o nome do Grêmio. O número é muito maior que o da Portuguesa, seu adversário na final do Brasileiro-96 (leia texto abaixo).
Depois de conhecer o trabalho do Barcelona, o vice-presidente de marketing do Grêmio, Wesley Cardia, visitou o Arsenal (Inglaterra) e a Inter de Milão (Itália).
”Sem exagero nenhum, estamos no mesmo nível que eles têm hoje”, afirmou ele.
O presidente do Grêmio, Fábio Koff, disse que o clube não é uma empresa, mas é administrado nos mesmos moldes. O Grêmio tem diretores de marketing, finanças e comercial que ganham entre R$ 5.000 e R$ 6.000, numa estrutura totalmente profissionalizada.
Loja
A loja Grêmio-Mania, cuja matriz fica no estádio Olímpico de Porto Alegre, fatura R$ 400 mil líquidos por mês, devendo abrir filiais em outras cidades do interior.
Em domingo de jogo no Olímpico, a loja chega a faturar R$ 30 mil. Uma camiseta oficial do time é vendida por R$ 50,00.
No total, o marketing do clube tem uma receita de R$ 600 mil líquidos mensais. O time gaúcho fatura R$ 200 mil por mês em royalties, fora os produtos esportivos produzidos pela marca Pênalti.
Ao todo, o Grêmio tem 204 produtos licenciados. Um deles é o chocolate com o nome do time, produzido pela Neugebauer, quarta maior empresa do ramo no país.
Há também bicicletas, calcinhas, cuecas, erva para chimarrão, vinhos, champanhe, balas azedinhas, pirulitos e vinhos.

Desenho tirado de Minhas Camisas

Desenho tirado de FootBall Styling

Brasileirão – Grêmio 1 x 1 Palmeiras

July 15, 2007
Nem vale a pena dizer que o Grêmio jogou desfalcado novamente, fato é que o tricolor entrou com o que tinha para enfrentar o Palmeiras. Muita gente reclamando da qualidade do jogo, eu acho que foi uma boa partida. As equipes desfalcadas de seus jogadores mais criativos marcaram muito forte e brigaram o tempo inteiro pelo domínio do jogo. O Grêmio tinha dificuldade para sair jogando e errava muito na marcação. O Palmeiras teve a primeira boa chance do jogo quando Luís recebeu em posição duvidosa e encobriu Saja, Thiego salvou de cabeça. O tricolor começou a melhorar no jogo, Patrício roubou uma bola na defesa e lançou Ramon, que conduziu a bola, tabelou com Everton e lançou Patrício na ponta, Ramon ainda apareceu dentro da àrea para de cabeça fazer o 1×0. A partir daí o Grêmio tomou conta do jogo. Diego Souza perdeu grande chance quando chutou em cima de Diego Cavalieri , após novo cruzamento de Patrício.


O Palmeiras teve mudanças e melhorou no segundo tempo. O Grêmio começou a decair quando Gavilan saiu. Os jogadores Palmeirenses faziam um pressão muito forte em cima do juiz para que o paraguaio levasse o segundo amarelo. O Palmeiras teve algumas chances e o Grêmio não encaixava contra-ataques, em muitos deles os palmeirenses paravam o jogo com faltas. Adílson pediu para sair e Nunes entrou. o Grêmio perdeu completamente o meio campo. Num bom cruzamento da esquerda Luís errou a cabeçada ( se é que ele bateu de cabeça na bola) e enganou Saja: 1×1. Daí em diante o Palmeiras não quis jogo, Carlos Eduardo teve de entrar tardiamente no lugar de Ramon (eu tiraria o Everton). A cobrança de falta de Diego Souza que parou na trave parecia mostrar que não era dos dias mais felizes do Grêmio.

Fiquei com a sensação de pênalti em dois lances, no primeiro tempo Diego Souza arrancou desde o meio campo e foi derrubado no começo da área. No segundo tempo Carlos Eduardo entrou na área pela direita e levou uma “rasteira”. Isso foi o que vi no estádio, a televisão fez o favor de não mostrar esses lances.

Caio Júnior é um técnico “engraçado”. Virou queridinho da imprensa do centro do país quando proibiu seus jogadores de dar carrinho. No sábado fez uma preleção de mau gosto envolvendo o nome de Alemão. Depois mandou seus jogadores parar o jogo a todo momento com faltas e fez pressão no árbitro para expulsar Gavilán. Meio estranho tudo isso vindo de alguém que condena o carrinho. Seria bem mais fácil fazer tudo isso se ele não tivesse a postura hipócrita de condenar uma jogada corriqueira do fuebol como é o carrinho.
Fotos: Grêmio.net

Grêmio 1 x 1 Palmeiras

GRÊMIO: Saja; Patrício, Schiavi, Wiliam e Thiego; Gavilán (Edmilson), Adílson (Nunes), Diego Souza e Lúcio; Ramón e Éverton (Carlos Eduardo)
Técnico: Mano Menezes

PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Gustavo, Nen e Dininho; Paulo Sérgio (Valdívia), Pierre, Wendel, Caio (Luiz Henrique), Deyvid (Makelele) e Leandro; Luis
Técnico: Caio Júnior

11ª rodadaCampeonato Brasileiro 2007
Data: 14 de julho de 2007, sábado , 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público:
21.754 ( 19.567 Pagantes)
Renda: R$ 311.997,00
Árbitro: Cléver Assunção Gonçalves (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e José Carlos de Souza, ambos mineiros
Cartões amarelos: Gavilan, Carlos Eduardo, Schiavi (Grêmio), Nen, Luis, Paulo Sérgio, Gustavo, Pierre, Wendel, Makelele (Palmeiras)
Gols: Ramón, aos 28 minutos do primeiro tempo e Luis, aos 26 minutos do segundo tempo

Público e Renda

July 13, 2007

-Média Gauchão (8 jogos)
Público: 15.264
Renda: R$ 169.217,50

-Média Libertadores (7 jogos)
Público: 42.681
Renda: R$ 1.025.590,71

-Média Brasileirão (4 jogos)
Público: 18.655
Renda: R$ 215.536,00

Britto Fora

July 12, 2007
Britto fora de presidência do Grêmio, Odone fica e só sairá para dar lugar a um de seus vices. A melhor solução, já que Sérgio Ilha Moreira (ou André Krieger) não era uma boa alternativa.

Odone tratou de minimizar a manifestação da torcida. É verdade que as pesquisas realizadas não eram respondidas somente por sócios gremistas, mas mesmo assim era claro que a grossa maioria dos gremistas reprovaram a indicação de Britto. Mas a manifestação dos conselheiros não foi desprezada. Não sei se há mais coisas por trás disso, mas é salutar que haja este tipo de manifestação no conselho deliberativo.

Não gostei muito do modo que a mídia tratou o tema. A RBS tomou claramente o partido do Britto, ex-funcionário da casa e ex-colega de muitos que lá estão. A transmissão ao vivo, no sala de redação, do “convite” foi constrangedora. Outros veículos trataram de fazer onda em cima do Grêmio, numa nítida tentativa de criar uma crise. Infelizmente pouca gente tratou do tema com seriedade.

Outra aspecto que me incomodou foi essa história de taxar a rejeição de Britto como “ranço político”, pedindo que separessemos Britto político do Britto administrador. Ora, Britto é uma pessoas só, impossível separa-lo em fases. Pro resto da vida ele vai carregar seu passado de jornalista, porta-voz e político. Apesar de não gostar dele como político, minha reprovação foi no sentido de não achar ele gremista e qualificado o suficiente para o cargo. De qualquer jeito acho que mesmo a rejeição política é valída.

Além disso, a indicação de Britto se travestiu de golpe. Odone somente consultou Koff (ignorando diretoria, conselho e sócios) e anunciou Britto. No dia do “convite” o site oficial do Grêmio dava como certa a entrada do ex-governador. A todo momento os envolvidos tratavam de caracterizar o ato como uma sucessão natural, o que claramente não era. Buscava-se evitar uma eleição a qualquer custo. A eleição foi evitada é verdade, mas Britto está fora.

Odone deu várias justifcativas ter feito o que fez. Todas elas justas e racionais. Só que Britto não se encaixava nenhum pouco no perfil que ele buscava, parece que calculou-se mal a rejeição de um nome estranho a vida do Grêmio. Não deu pra entender porque Britto não foi colocado no Grêmio Empreendimentos, visto que sempre que mencionado seu nome se lembrava de sua colaboração para a construção da Arena.

Hélio Dourado escancarou o que tudo mundo desconfiava, que Britto não frequenta o Olímpico, e questionou a necessidade de se criar uma empresar para erguer um novo estádio. e pediu que se estudasse melhor a possibilidade de o Grêmio permanecer na azenha. Até aí nada demais. Sem obter nenhuma resposta foi chamado de retrógrado e “gagá”, uma pena, uma vez que suas manifestações foram pertinentes. Se passou é verdade quando questionou salários, mas nada disso justifica as ofensas feitas a um grande gremista.

Infelizmente, a possibilidade do “chapão” ainda não foi afastada. Uma pena. Esta ideia é uma das mais nefastas que surgiram no Olímpico ultimamente. O Grêmio mudou demais desde 2003 até agora. São necessárias mudanças, a renovação do conselho é uma delas. Não significa trocar por trocar, mas também não se quer uma renovação simbólica. Precisa-se de uma renovação efetiva do conselho, de modo que os conselheiros representem melhor o associado gremista