Regulamento embaixo do braço

1978 juventudeJá faz algum tempo que separei um material da placar, sobre um jogo campeonato gáucho em que o Grêmio, levando a máxima de jogar com o “regulamento embaixo do braço” as últimas conseqüências, perdeu de propósito. Foi em 78. Passado 30 anos este jogo já ganhou status de lenda, com todas as imprecisões que as lendas trazem consigo.

O Material, retirado de uma revista Placar do final dos anos 90 é auto-explicativo. Ainda não havia achado nenhum motivo especial para publica-lo até ler sobre o mesmo jogo no Blog Almanaque Esportivo do ClicRBS. Coloco primeiro a reportagem da Placar, e, na seqüência, o que foi postado naquele blog. Tirem suas próprias conclusões:

Terça-feira, 03 de junho de 2008
Regulamentos Idiotas, parte II

Aconteceu no Campeonato Gaúcho de 1978, disputado em três turnos. O campeão e o vice de cada turno classificava-se para um Hexagonal. No primeiro (sem participação da dupla Gre-Nal, que disputava o Brasileiro), deu Esportivo e Novo Hamburgo. No segundo, Inter e Juventude.

Restavam duas vagas. Na noite de 25 de outubro daquele ano, o Grêmio enfrentava o Juventude, pela última rodada do Terceiro Turno. Empatando ou vencendo, o Tricolor ia para o Quadrangular do turno, mas poderia classificar o Inter de Santa Maria.

Isso obrigaria o Grêmio a ficar em primeiro ou segundo no Terceiro Turno para se garantir no Hexagonal. Perdendo, o caminho ficava fácil: Inter, Caxias, Juventude e Grêmio iriam para o Quadrangular do Terceiro Turno.

Como Inter e Juventude já estavam assegurados no Hexagonal final, Grêmio e Caxias começariam a disputa do Terceiro Turno também garantidos para o Hexagonal, como terceiro e quarto colocados no turno.

Toda a semana foi repleta de especulação. Até mesmo o técnico Telê Santana se recusava a falar que o Grêmio propositadamente entregaria. O Tricolor até fez um esforço para não ficar feio, mas claramente perdeu sem maiores tristezas. O problema é que para o Juventude era interessante perder também, O Grêmio saiu na frente, mas depois levou a “virada” para vaia da torcida. No final do “jogo da vergonha”, o time saiu abraçado, agradecendo a “compreensão” da torcida. Mas o Internacional terminou campeão gaúcho daquele ano.

Ficha do jogo:

Grêmio 3×4 Juventude

Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre) Juiz: Pedro Ivo Reis Plein
Renda: Cr$ 101,277,00
Público: 4.091 pagantes
Gols: Valdir aos 13m, Plein (de pênalti) aos 23m, Rubenval aos 33m e Amauri aos 37m do 1º tempo. Amauri aos 2m, Flecha aos 19m e Serginho aos 42m do 2º tempo.

Grêmio: Remi, Valdoir, Adílson (Vilson), Baidek (Vicente) e Serginho; Valderez, Rubenval e Valdir; Botelho, Everaldo e Jurandir. Técnico: Telê Santana

Juventude: Vandeir, Jorge Gonçalves, Édson (Renato Cogo), Sánchez e Cacau; Amauri, Assis e Flecha; Plein (Vânio) e Ivanildo. Técnico: Ênio Andrade (Blog Almanaque Esportivo)

 

Reportagem da seção Há 30 anos em ZH, do Jornal Zero Hora, dos dias 25 e 26 de outubro de 2008.

Devido à fórmula confusa do Gauchão, o Grêmio vive um impasse na noite de hoje. Se perder para o Juventude, estará automaticamente no hexagonal final da competição. Se empatar ou vencer, ainda depende dos resultados de outras partidas para a classificação. Perplexo com a situação, o técnico Telê Santana (foto) afirmou que ainda não sabe com que equipe entrará em campo, nem a orientação que dará aos time: “Eu não saberia mandar meus jogadores entrar para perder. Isso seria um absurdo” (Zero Hora, 25/10/2008)




O Grêmio disputou ontem a partida mais confusa de sua história. Para se classificar ao hexagonal do Gauchão, o time precisava perder. E foi isso que os jogadores fizeram: facilitaram todas as jogadas para o Juventude. O esquema era apenas um: recuar e passar o mínimo possível do meio-de-campo. A estratégia surtiu efeito, e o clube conseguir perder de 4 a 3 para seu adversário. Valdir, Rubenval e Serginho marcaram para o Grêmio, e Plein, Amauri (2) e Flecha para o Juventude. (3) Grêmio: Remi; Valdoir, Adilson (Vilson), Baidek (Vicente) e Serginho; Valderez, Rubenval e Valdir; Botelho, Everaldo e Jurandir. (4) Juventude: Vandeir; Jorge, Gonçalves, Edson (Renato Cogo), Sanches; Cacau, Amauri e Assis; Flecha, Plein (Vânio) e Ivanildo.” (Zero Hora, 26/10/2008)

1978

Revista Placar da época:

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One Response to “Regulamento embaixo do braço”

  1. Gabriel Says:

    Porque diabos a Placar gosta de utilizar o escudo do Grêmio nos 90? Eu sinceramente não suporto aquela fonte. Será que é dificil baixar da internet o atual?

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