Archive for July, 2008

Receitas e Despesas 2007

July 19, 2008

Muito boa a entrevista com Cristiano Koehler – diretor executivo de planejamento e controle do grêmio porto-alegrense, feita por José Carlos Ferreira, do Jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, publicado na edição de 16 de Fevereiro de 2008.

Destaque para a discriminação das principais receitas e despesas dos clube:

GS – Como se formam as receitas e as despesas do clube? Qual é a participação de cada fonte na composição da arrecadação do Grêmio?

Koehler – As principais receitas e despesas, base 31 de dezembro de 2007, estão assim compostas:

Receitas:

47% – negociações com jogadores
15% – direito de TV
13% – arrecadação de sócios
9% – receitas de marketing (patrocínio, publicidade, exclusividade de marcas, concessões e licenciamentos)
7% – lojas GrêmioMania
6% – bilheterias
3% – receitas com locações (box estacionamento, camarotes, copas do estádio e aluguéis).

Despesas:

40% – operacionais
34% – de pessoal
26% – financeiras (decorrentes da inclusão no Timemania e atualização do Condomínio de Credores).

Gazeta do Sul – Como se deu a construção do atual plano de gestão do Grêmio?

Cristiano Koehler – Diante de um modelo de gestão ultrapassado, de uma dívida expressiva e da transformação do futebol enquanto negócio, a reformulação era indispensável, vital. O Grêmio entendeu que a melhor forma de avançar para o futuro, com vitórias e com vantagem competitiva num mercado de concorrência implacável, utilizando as potencialidades do clube, seria mediante a mudança de mentalidade e a estruturação de um novo modelo gestão. Nesse sentido, houve alteração estatutária com a formatação de um Conselho de Administração – presidente e vices-presidentes – eleito e uma Diretoria Executiva profissional contradada – nas áreas de Futebol, Planejamento e Controle, Administrativa, Financeira, Marketing e Jurídica –, além da concepção de um Planejamento Estratégico, com objetivos e estratégias, sustentado por um Sistema de Gestão pela Qualidade Total e por ferramentas modernas de gestão.

Com a adoção de um sistema moderno de gestão, o Grêmio tem mais alternativas para superar as dificuldades financeiras e, com isso, investir no futebol e obter melhores resultados de campo, compatibilizando performance técnica e caixa equilibrado. A implementação do atual plano de gestão teve o respaldo, principlamente, do presidente Paulo Odone e dos vices-presidentes, membros do Conselho de Administração. É importante salientar que o processo está em curso, no qual a palavra-chave é continuidade.

GS – Que transformações foram necessárias na estrutura do clube para efetivar esse novo plano?

Koehler – Transformação em 360º, na estrutura política, legal, executiva, parceiros internos e externos. Houve a necessidade de redimensionar e criar uma nova estrutura organizacional, adaptada às novas exigências e realidade do Grêmio, através de um processo de oxigenação, mobilização e comprometimento.

Objetivamente, houve, no Grêmio, um “choque de gestão”, pelo confronto de uma cultura de resistências e a quebra de paradigmas. Cito a área do futebol como preponderante nesta mudança comportamental. Houve uma reformulação administrativa e a implementação de uma política de futebol, com foco no desenvolvimento e na eficiência técnica de alto rendimento. Algumas ações relevantes: organização dos processos internos, avaliação do perfil dos jogadores, contratação de comissão técnica qualificada, capacitação do corpo funcional, filosofia de trabalho integrado entre a base e o profissional, aproveitamento dos jogadores da base, cumprimento com as obrigações estabelecidas, garantias para assegurar direitos federativos e financeiros dos atletas, orçamento matricial (receitas, despesas e investimentos), padronização dos contratos, recuperação do CFT (Centro de Formação e Treinamento em Eldorado do Sul), remodelação da estrutura física (fisiologia, fisioterapia, musculação, vestiários, túneis de acesso ao campo), implantação do programa de estatística e desempenho técnico (Scout) e sistema informatizado do futebol (banco de dados de jogadores).

GS – Quais são as diretrizes e ações que orientam o andamento dos diversos setores do clube?

Koehler – O Mapa da Estratégia do Grêmio está resumido em cinco objetivos estratégicos: modernização do patrimônio físico, confiabilidade na gestão financeira, filosofia de trabalho própria no futebol, gestão profissional e relacionamento com todos os públicos. São 21 estratégias vinculadas, as quais foram desdobradas em planos de ações anuais por áreas. Para cada estratégia, existem projetos identificados, os quais foram priorizados de acordo com o custo e benefício (retorno de curto prazo) e a necessidade imediata de execução, face à demanda existente. São acompanhados no sistema corporativo do clube, estando cada etapa descrita e monitorada pela diretoria executiva, com avaliação permanente dos objetivos atingidos.

Além da utilização do Gerenciamento pelas Diretrizes, instrumento utilizado para o estabelecimento e implementação do plano anual de melhorias, somos adeptos, também, do Gerenciamento da Rotina, metodologia adequada para habilitar os colaboradores na obtenção e manutenção dos melhores resultados de desempenho nos processos pelos quais são responsáveis, nos aspectos qualidade, custo, entrega, segurança e meio ambiente.

GS – Como se formam as receitas e as despesas do clube? Qual é a participação de cada fonte na composição da arrecadação do Grêmio?

Koehler – As principais receitas e despesas, base 31 de dezembro de 2007, estão assim compostas:

Receitas:

47% – negociações com jogadores

15% – direito de TV

13% – arrecadação de sócios

9% – receitas de marketing (patrocínio, publicidade, exclusividade de marcas, concessões e licenciamentos)

7% – lojas GrêmioMania

6% – bilheterias

3% – receitas com locações (box estacionamento, camarotes, copas do estádio e aluguéis).

Despesas:

40% – operacionais

34% – de pessoal

26% – financeiras (decorrentes da inclusão no Timemania e atualização do Condomínio de Credores).

GS – Qual era o tamanho da dívida encontrada pela atual gestão e em quanto ela está hoje? Que medidas foram determinadas para eliminá-la? Quais são os principais credores?

Koehler – O passivo está sendo equacionado, principalmente pela inclusão das dívidas com a União na Timemania e das dívidas cíveis e trabalhistas no Condomínio de Credores. Nestes últimos três anos (gestão Paulo Odone), foram pagos R$ 35 milhões de dívidas geradas em períodos anteriores ao ano de 2005. Além disso, não foram constituídos novos passivos, de qualquer natureza, sendo as obrigações integralmente liquidadas.

A Timemania é uma loteria criada para ajudar os principais clubes brasileiros a pagar dívidas com a União (INSS, Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e FGTS) em até 240 meses, vencidas até agosto de 2007. Para participar, os clubes cederam o direito ao uso de suas marcas. Em contrapartida, terão direito ao rateio de um percentual da arrecadação bruta.

O Condomínio de Credores é um plano coletivo de pagamentos (plano de recuperação extra-judicial) através de créditos de percentuais predeterminados, oriundos de receitas ordinárias (direito de TV) e receitas extraordinárias (venda de atletas e mecanismo de formação e solidariedade). Mais de 70% dos grandes credores já aderiram ao condomínio. Os demais credores estão em fase de negociação.

No que tange ao fluxo de caixa, somos ainda deficitários, principalmente, pelo pagamento das dívidas. Considerando somente as receitas e as despesas operacionais, apresentamos superávit. Não existe outro caminho, precisamos maximizar receitas e/ou reduzir despesas para atingirmos o equilíbrio financeiro. A fórmula é conhecida, estamos em busca do resultado.

GS – Quais são as realizações que se percebe no clube nesse período da gestão Paulo Odone Ribeiro?

Koehler – De uma forma geral, resgatamos a credibilidade e a respeitabilidade junto aos parceiros internos, externos e, principalmente, com o nosso maior ativo: a torcida. O presidente Paulo Odone foi decisivo neste processo ao usar sua liderança para interagir com os torcedores, buscando o apoio incondicional. Foi assim na volta à Série A, na conquista do Campeonato Gaúcho e na Libertadores em 2007. Analisando os indicadores (fontes/pesquisas externas), somos a maior torcida do Rio Grande do Sul e da Região Sul, a sexta maior torcida do Brasil, a maior média de público em 2005, disputando a Série B, a maior média de público na Série A em 2006 e a terceira maior média de renda na Séria A em 2007.

Mais especificamente, posso citar algumas realizações, nestes últimos três anos, além das já mencionadas: planejamento da Arena Multiuso (em fase de análise das propostas); nova loja GrêmioMania (na entrada do Olímpico, com 600 metros quadrados) – no mês de dezembro de 2007, ultrapassamos R$ 1 milhão de faturamento –; implementação dos novos sistemas de acessos (sistema smart card – seguro, eficiente e moderno); estruturação da Grêmio TV (estúdio moderno de 200 metros quadrados); reorganização das categorias de base (profissionalização integral a partir dos 12 anos – foco em resultados – inúmeros títulos conquistados, com vários atletas revelados); reestruturação do quadro de sócios (foco no cliente – atendimento personalizado, modernização da infra-estrutura, 42 mil sócios com mensalidades em dia); inúmeras obras, reformas e qualificação dos serviços e produtos no estádio, para atender às necessidades dos nossos torcedores (otimização dos ativos); implementação de um plano de capacitação e desenvolvimento para todos os colaborados (aumento da produtividade); estruturação do e-commerce (portal de negócios via web – cadastro, loja, associação, compra de ingresso, publicidade, consultas on line, área exclusiva com notícias especiais, acesso à Grêmio TV e Rádio Grêmio); atualização dos equipamentos de tecnologia de informação (software e hardware); up-grade nas lojas e nos produtos licenciados (qualidade e rentabilidade); e reestruturação do sistema de segurança – interno e externo (câmeras modernas 24 horas e qualificação colaboradores).

GS – O que o Grêmio projeta para os próximos anos quanto ao crescimento do seu patrimônio, do quadro social, das receitas e dos resultados nos esportes?

Koehler – Um clube de futebol é movido por vitórias e títulos em campo. Em especial o Grêmio, como um grande clube e por sua estratégia de montar times competitivos e vencedores, acaba por ficar com a obrigação de sempre estar entre os primeiros. Neste nível, os torcedores ficam cada vez mais exigentes e o clube deve estar estruturado para suprir tais expectativas. É nessa linha de raciocínio que o Grêmio e sua apaixonada torcida projetam, anualmente, os resultados esportivos. Com os resultados positivos em campo e com solidez patrimonial e financeira fora dele, consolidaremos cada vez mais a marca Grêmio no cenário mundial do futebol. Buscamos a liderança permanente.

Convergindo para o sucesso do futebol do Grêmio (é o nosso Cor-Business!), temos metas ambiciosas para os próximos cinco anos que vão tornar o clube cada vez maior e moderno. Relaciono algumas: construir a Arena Multiuso (padrão Fifa); construir o centro de treinamento do futebol profissional; concluir a construção do Centro de Formação e Treinamento das categorias de base (orçado em R$ 15 milhões e investidos, na primeira etapa já concluída, R$ 2 milhões); captar e fidelizar 100 mil sócios (implantação do CRM para ampliar o relacionamento e solidificar a base de sócios); liquidar integralmente o passivo existente (tornar o clube superavitário); concluir a transição do modelo de gestão (alta eficiência nos processos e máximo retorno nos investimentos realizados); concluir a implementação do modelo de marketing (desenvolvimento da marca e alta geração de receita e rentabilidade); obter prêmio de qualidade (PGQP – Plano Gaúcho de Qualidade e Produtuvidade); e expandir as lojas GrêmioMania através de franquias em pólos regionais com potencial de venda.

GS – A administração do Grêmio serve de modelo a outros clubes brasileiros. Com esta proposta de crescimento contínuo é possível, no Brasil, alcançar o patamar dos maiores clubes europeus, reconhecidos no mundo inteiro?

Koehler – O modelo de gestão implantado no Grêmio é uma tendência crescente no Brasil e no mundo entre os principais clubes de futebol. Posso citar dois cases referenciais para o Grêmio: o F.C. Barcelona e Real Madrid C.F., ambos da Espanha. Há alguns anos, estão executando ações sustentadas por diretrizes elaboradas por uma estrutura integralmente profissional.

Na viagem realizada a Portugal em 2007, com intuito de conhecer a operacionalidade dos principais estádios portugueses, tive a oportunidade de interagir com alguns dos principais executivos de futebol daquele país. Uma frase do diretor geral da Porto Estádio (F.C. do Porto, de Lisboa), Gil Santos, ficou registrada: “Hoje, estamos planejando 2008 e pensando anos à frente, quando a maioria dos clubes ainda faz uma administração por caixa, através de um sistema amador”.

Acredito que, para atingirmos o patamar de clubes organizados no exterior, precisamos, além da profissionalização integral da gestão e da mudança comportamental, ter persistência, constância de propósito e saber aproveitar adequadamente as oportunidades de melhorias, como será a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, por exemplo, principalmente no que diz respeito aos serviços prestados aos nossos torcedores (acessibilidade, conforto, segurança e atendimento). Externamente, é preciso regulamentar leis de organização societária dos clubes de futebol (controle, transparência, autoridade sobre os meios e responsabilidade sobre os fins) e buscar a valorização econômica deste esporte no País e no exterior.

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Jogada Ensaiada

July 18, 2008
Observando com alguma atenção aos jogos do Grêmio no campeonato brasileiro, deu pra perceber que a equipe possuiu algumas jogadas ensaiadas, entre elas chamam atenção:

– No ponta-pé inicial, a bola é rolada para trás, até Paulo Sérgio, que lança a bola em direção a ponta esquerda, mais ou menos do bico da área. Lá estão os zagueiros para tentar a cabeçada.

– Bolas paradas, Pereira fica imediatamente atrás de seu companheiro, se segurando nele (foto acima), tentando ludibriar a marcação.

Curiosas, mas até agora não trouxeram resultado.

Brasileirão – Sport 2 x 2 Grêmio

July 17, 2008

Duas equipes no 3-5-2. Primeiro tempo de lateral batendo contra lateral no péssimo gramado da Ilha do Retiro. Grêmio esperava e tentava sair no contra ataque em bolas longas. O Sport tentava trocar passes no ataque, mas insistia em bola alçadas a área. Merecedor de registro, apenas um passe de André Luís para Marcel, que a arbitragem marcou um impedimento inexistente.

Segundo tempo o jogo melhorou um pouco. Logo aos 7, Marcel deixa a bola passar, Willian Magrão, vindo de trás, domina, corta o zagueiro e bate cruzado da entrada da área. Belo gol. Contudo o Grêmio pouco fez para admistrar a vantagem. O Sport foi para cima. Ameaçava em bolas paradas. Aos 15 minutos, um jogador do Sport chuta a bola contra o braço de Tcheco. Paulo César de Oliveira faz o sinal de dar sequência ao lance mas segundos depois mudou de idéia e marcou a falta. Fumagalli cobrou e Durval cabeceou sem pular para fazer o gol de empate. Falha de Pereira, preocupado em agarrar o adversário, poderia ter cabeceado facilmente. Rodrigo Mendes, que já estava aquecendo, entrou no lugar de André Luís. Aos 17, cruzamento de Paulo Sérgio, Marcel pula na meia lua, mata no peito, na raça e na insistência chega até a linha de fundo e cruza, Mendes, de cabeça, antecipa Magrão e faz o 2×1. Aos 21, escanteio batido por Tcheco, Pereira cabeceia para o chão e Magrão faz uma defesa milagrosa. Mas, novamente o Grêmio não soube segurar a vantagem. Não valorizou a posse de bola, não segurou a bola na frente, não esfriou o jogo. Fez, isso sim, várias faltas. Algumas desnecessárias, outras marcadas com demasiado rigor pelo Juiz. Aos 37 Fumagalli levanta na área, a bola desvia (em Durval? em Pereira? nos dois?) e entra no canto. Mais uma vez, pouco fez o Grêmio para guardar o ponto que ainda levava para a casa. Escanteio, cabeçada de Durval, por sorte a bola caí para Sandro Goiano, que de virada chuta por cima. Aos 47, erro de passe no meio campo, Joelson é lançado, dribla Victor e é traído pelo “gramado” da Ilha. Chute para o alto.

Antes do jogo, todos concordavam que o empate seria um bom resultado.
Depois, a sensação foi de que deixou-se escapar uma boa opurtunidade de obter mais um vitória fora de casa.

Não gostei de Tcheco. Errou algumas bolas paradas e não se fez presente quando o time precisava trocar passes para administrar a vantagem.

Helder voltou a ter uma atuação satisfatória.

Apesar de não fazer de não ter feito gols, acho que Marcel teve uma atuação superior ao jogo passado.

Pereira muito mal. levou um “baile” do Durval.

Por que um zagueiro (Gabriel) do Sport vestia a camisa 10?

Fotos: ClicRBS e Terra

Sport Recife 2 x 2 Grêmio
58´William Magrão
60´ Durval
62´Rodrigo Mendes
82 ´ Fumagalli

SPORT: Magrão, Gabriel (Luciano Henrique), Igor e Durval; Diogo, Daniel Paulista, Sandro Goiano e Fumagalli, Dutra; Carlinhos Bala e Leandro Machado (Enilton) (Joélson).
Técnico: Nelsinho Baptista.

GRÊMIO: Victor, Léo, Pereira e Rever (Thiego); Paulo Sérgio, Willian Magrão, Rafael Carioca, Tcheco e Helder (Anderson Pico); André Luís (Rodrigo Mendes) e Marcel.
Técnico: Celso Roth.

12ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2008
Data: 16/07/2008, quarta-feira, 19h30min
Local: Ilha do Retiro, Recife-PE
Público: 24.625
Renda: R$ 142.140,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa/SP).
Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos/RN (FIFA) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP).
Cartões amarelos: Gabriel, Durval, Dutra (S); Helder, Marcel, Victor, R.Mendes, Thiego (G).

Gols: Willian Magrão, aos sete, Durval, aos 15 minutos, Rodrigo Mendes, aos 18, Durval, aos 37 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2008 – Ocupação dos estádios

July 16, 2008

Estudo do Datafolha e Casual Auditores. Saiu na Folha de São Paulo, sábado (12/07/2008)

Vazio prevalece nas arenas nacionais

Taxa de ocupação é de apenas 28,2%, enquanto principais campeonatos da Europa chegam a preencher 91% dos lugares

Para lotar, arenas da elite dependem do desempenho do mandante; europeus apostam na venda de carnês de ingressos em suas ligas

MARIANA BASTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Futura sede da Copa do Mundo-2014, o Brasil pena para ver seus estádios lotados no torneio mais importante do calendário nacional. Segundo levantamento do Datafolha, a taxa de ocupação das arenas -porcentagem obtida da divisão da média de público pela capacidade- do Campeonato Brasileiro é pífia se comparada à dos torneios europeus.
No Brasil, ocupou-se, em média, apenas 28,2% da capacidade total das arenas utilizadas no torneio de elite. Porcentagem muito inferior à do Campeonato Italiano (45%), que ostenta a pior taxa entre as principais ligas européias.
“Esses números demonstram que o clubes têm um grande espaço para explorar e, assim, obter mais renda com a venda de ingressos”, afirma Amir Somoggi, especialista em marketing e gestão de futebol da Casual Auditores.
Somoggi cita o Flamengo como clube que tem um grande potencial de turbinar sua receita com o dinheiro da bilheteria.
“Se considerarmos a média de público do Flamengo, que foi a melho
r do Brasileiro de 2007, ela estaria em 31º lugar em um ranking europeu. É muito pouco se considerarmos que o Flamengo tem condições de encher seus estádios em todos os jogos”, diz o especialista.
O exemplo mais emblemática da falta de capacidade do Brasil de encher seus estádios é o Morumbi. A arena do atual campeão brasileiro, São Paulo, ocupa o penúltimo lugar no ranking da taxa de ocupação. Fica à frente apenas do Serra Dourada, usado pelo Goiás, hoje na zona de rebaixamento.

Até agora, a arena favorita para sediar o jogo de abertura do Mundial conseguiu ocupar, em média, apenas 11,4% de sua capacidade. Além disso, ostenta, em média, um público de 9.105 pessoas por jogo, bastante inferior à dos estádios de mesmo porte, como Maracanã (22.510) e Mineirão (19.014).
Dirigentes do clube atribuem a escassa presença do público ao desempenho do time no Nacional e ao fato de o torcedor preferir a Taça Libertadores.
“O são-paulino é apaixonado pela Libertadores. Depois que fomos eliminados nas quartas-de-final, o time tem que melhorar no Brasileiro para o público voltar ao estádio”, afirma Osvaldo Vieira de Abreu, diretor financeiro do clube.
Segundo ele, a bilheteria foi o quarto item na lista de receitas que mais renderam dinheiro ao clube no ano passado.
Na Europa, as receitas com estádio estão entre duas principais fontes de renda dos clubes.
“Lá, os clubes dependem menos do desempenho para atrair público.
Eles mantêm a ocupação dos estádios tão alta por causa da venda antecipada de carnês”, afirma Somoggi.
Segundo ele, os ingressos obtidos com carnês representam até 80% do total de lugares que são colocados à disposição para uma partida na Europa.
“A gente tem tentado fazer isso aqui. Na primeira fase da Libertadores, colocamos os ingressos à disposição com antecedência, mas só compraram 10 mil dos 68 mil postos à venda”, lamenta Abreu, que acredita que a venda de carnês ainda vai demorar para se tornar uma realidade viável no país.

RECIFE ABRIGA AS ARENAS MAIS CHEIAS
Os estádios da Ilha do Retiro e dos Aflitos, do Sport e do Náutico, respectivamente, são os dois que mais conseguem preencher os lugares disponíveis durante os jogos. Ambos têm uma taxa de ocupação superior à média dos campeonatos Francês e Italiano. “Isso ocorre porque a capacidade desses estádios é baixa. Difícil é ter uma capacidade de público alta e manter todos os lugares ocupados, assim como ocorre na Europa”, diz Amir Somoggi, da Casual Auditores. O estádio do Náutico é o líder no ranking nacional, com 60,7% de ocupação, mas ocupa apenas o nono lugar, se for considerado o público médio.

Saiu na Zero Hora de terça, 15/07/2008 também:

Copa do Brasil 1992

July 15, 2008


PRIMEIRA FASE

Jogo de ida – 21/07/1992 – Terça-feira – 20h30min
Ji-Paraná ox4 Grêmio – Estádio: Aluízio Ferreira,Porto Velho-RO
Gols: Caio 16/1T, Caio 18/1T, Carlinhos 37/2T, Marcos Severo 39/2T

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Jogo de volta – 28/07/1992 – Terça-feira – 15h30min
Grêmio 4×0 Ji Paraná-RO – Estádio: Olímpico
Gols: PMarcos Severo 16/2T, Alcindo 18/2T, Alaércio 30/2T, Caio 38/2T (Gre), Ademirzinho 41/2T (JiP)

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OITAVAS DE FINAL
Jogo de ida – 18/09/1992 – Sexta-feira – 21h45min
Grêmio 0 x 1 Paraná – Estádio: Olímpico
Gol: Serginho 30/2T

“Após 26 partidas e mais de três anos invicto, o Grêmio perdeu o primeiro jogo na Copa do Brasil. Desde a estréia, o clube havia conquistado 16 vitórias e 10 empates. No dia 18 de setembro, o Paraná acabou com a festa gremista. O jogo acabou 1×0, mas não garantiu a vaga para a equipe paranaense. No jogo de volta em Curitiba, o Tricolor Gaúcho deu o troco e venceu por 2×1, se classificando para as Quartas-de-Final”. (Bola na área)

Jogo de volta – 23/10/1992 – Sexta-feira – 21h30min
Paraná 1×2 Grêmio – Estádio: :Pinheirão,Curitiba-PR
Gols: Luís Américo 25/1T, Carlinhos 12/2T, Caio 37/2T

QUARTAS DE FINAL
Jogo de ida – 06/11/1992 – Sexta-feira – 21h30min
Grêmio 1 x 1 Internacional – Estádio: Olímpico
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GRÊMIO: Emerson; Carlão, Paulão, João Marcelo, Xará; Jandir, Alaércio (Caçapa), Caio; Alcindo (Jairo Lenzi), Lima, Carlinhos.
Técnico: Cláudio Garcia

INTERNACIONAL: Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga, Ricardo; Márcio (Simão), Silas (Zinho), Marquinhos, Elson; Maurício, Gérson.
Técnico:Antônio Lopes

Público: 52.252

Juiz: José Mocellin
Cartões Amarelos: Fernandez, Márcio, Elson, Maurício, Gérson
Gols:Alcindo 04/2T, Gérson 27/2T

Jogo de volta – 17/11/1992 – Terça-feira – 21h30min
Internacional 1 x 1 Grêmio – Estádio: Beira-Rio
Inter 3X0 nos pênaltis

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INTERNACIONAL: Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga, Daniel; Márcio (Simão), Elson, Marquinhos, Luciano (Silas); Maurício, Gérson.
Técnico: Antônio Lopes

GRÊMIO: Emerson; Leandro Silva, Paulão, Vilson, Xará; Jandir, Alaércio, Carlos Miguel; Alcindo (Lima), Carlinhos.
Técnico: Cláudio Garcia

Juiz: Renato Marsiglia
Cartões Amarelos: Xará, Jandir, Lima
Gols: Gérson 09/2T, Carlinhos 29/2T

 

Copa do Brasil 1991

July 15, 2008

PRIMEIRA FASE

Jogo de ida – 21/02/1991 – Quinta-feira – 21h00min
Auto Esporte-PB 0x1 Grêmio – Estádio: Almeidão
Gol: Vilson (pênalti)

Jogo de volta – 28/02/1991 – Quinta-feira – 20h30min
Grêmio 2×0 Auto Esporte-PB – Estádio: Olímpico
Gols: Assis e Chiquinho

 Fonte: Folha de Hoje

 

OITAVAS DE FINAL

Jogo de ida – 13/03/1991 – Quarta-feira – 21h30min
Fluminense-BA 0x1 Grêmio – Estádio: Jóia da Princesa
Gol: Mabília

Jogo de volta – 27/03/1991 – Quarta-feira – 19h00min
Grêmio 2×0 Fluminense-BA – Estádio: Olímpico
Gols: Paulo Egídio e Maurício

QUARTAS DE FINAL

Jogo de ida – 08/05/1991 – Quarta-feira – 16h00min
Corinthians 1×1 Grêmio – Estádio: Pacaembu
Gols: Neto (Cor) e China (Gre)

http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf
Jogo de volta – 15/05/1991 – Quarta-feira – 21h30min
Grêmio 2×1 Corinthians – Estádio: Olímpico
Gols: Caio e Chiquinho (Gre); Édson Pezinho (Cor)

1991-corinthians

 Fonte: Folha de Hoje


SEMIFINAL

Jogo de ida – 22/05/1991 – Quarta-feira – 16h00min
Coritiba 1×1 Grêmio – Estádio: Couto Pereira
Gols: Caio (Grê) e Hélcio (Cor)
Público: 11.702 pagantes – Renda: Cr$ 12.520.000,00

Jogo de volta – 25/05/1991 – Sábado – 18h30min
Grêmio 1×0 Coritiba – Estádio: Olímpico
Gol: Caio

 Fonte: Folha de Hoje

 

FINAL

Jogo de ida – 30/05/1991 – Quinta-feira – 18h30min
Grêmio 1 x 1 Cricíuma – Estádio: Olímpico

 Fonte: Folha de Hoje


GRÊMIO: Gomes; China (Jamir), João Marcelo, Vilson, Hélcio; Norberto, Donizete Oliveira (Darci), João Antônio, Caio; Maurício, Nando.
Técnico: Dino Sani

CRICIUMA: Alexandre; Sarandi, Vilmar, Altair, Itá; Roberto Cavalo, Zé Roberto, Grizzo; Gélson, Soares, Jairo Lenzi (Vanderlei).
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Local: Olímpico (Porto Alegre-RS);
Público: 32.052
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG);
Cartões Amarelos: Alexandre, Itá, Vanderlei
Gols: Vilmar 15′ do 1º; Maurício 38′ do 2º tempo.

FINAL

Jogo de volta – 02/06/1991 – Domingo – 18h30min

Criciúma 0 x 0 Grêmio

 

 

CRICIÚMA : Alexandre, Sarandi, Vilmar, Altair e Itá; Roberto Cavalo, Gélson e Grizzo (Vanderlei); Zé Roberto, Soares e Jairo Lenzi.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

GRÊMIO : Sidmar, Chiquinho, João Marcelo, Vilson e Hélcio; Norberto, Donizete e João Antônio; Maurício, Nando (Darci) e Caio.
Técnico: Dino Sani.

Local: Heriberto Hulse (Criciúma-SC);
Público: 19.525;
Árbitro: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ);
Cartões Amarelos: Soares, João Antônio, Chiquinho,Sarandi e João Marcelo;
Expulsões: Gélson e Maurício;pan>: Gélson e Maurício;

Brasileirão – Grêmio 2 x 1 Portuguesa

July 14, 2008

30 minutos iniciais, posse de bola era quase exclusiva do Grêmio, mas a bola ficava muito nos pés do zagueiros. Portuguesa, num 4-5-1, jogando atrás da linha da bola, incomodava, principalmente com Edno, e suas chuteiras laranjas, pela esquerda. Principais chances foram criadas pela Lusa. Bruno desviou de Victor e viu a bola saindo caprichosamente pela linha de fundo. Patrício cabeceou e viu Victor fazer uma defesa de Gordon Banks. Mas aos 30, Léo comete um erro infantil, atravessa uma bola rasteira. Rogério intercepta, chapeleia um amarelado e receoso Pereira, conduz a bola, escapa da falta, dribla Victor e abre o placar. Golaço. Grêmio tem a sorte, e a competencia, de empatar pouco depois. Escanteio bem batido por Tcheco, Rever e Marcel sobem, e o centroavante cabeceia para as redes. O esquema proposto por Roth não deu certo. R.Mendes não pode fazer a função a ele proposta. Tcheco não é segundo volante. Os alas deram uma contribuição muito fraca. Em suma, Grêmio perdeu o meio campo.


Volta do segundo tempo sem correços. Com um minuto, cruzamento de R.Mendes, corta luz de Marcel, e André Luís tem o chute abafado por seu xará. Apesar do entusiasmo inicial, as coisas não melhoraram, Roth mudou, e mudou bem. Desmanchou os 3 zagueiros. Recuperou o meio campo, substitiui R.Mendes e André Luís que não corresponderam. Um pouco mais de posse de bola, mas a melhora foi pouca. Aos 30, cruzamento de Paulo Sérgio. 3 jogadores da Portuguesa disputaram a bola com Soares, o primeiro deles deu uma raspadinha que acaboou no peito de Marcel, que pôs no chão e mandou um foguete. 2×1 salvador. Má atuação, bom resultado.

O juiz fazia uma arbitragem impecável, até expulsar o Halisson num ato de pura prepotência.

Marcel perdeu a maioria dos lances que disputou. Lhe falta o “tempo” da bola. Contudo, fez os dois gols. Melhor em campo?

Os melhores momentos de Rodrigo Mendes no Grêmio foi como atacante. Ia bem também de quarto homem do meio campo, bem avançado, aproveitando seu bom chute. Jogar mais recuado, buscanod o jogo, sendo 0 terceiro da meia cancha não dá, ainda mais agora, mais “veterano”.

Desde o Grenal, Helder parece ser outro jogador.

Descabidos os palpites de Odone e Meira em relação ao esquema tático do Grêmio. Tem o direito de sugerir ao treinador sim, mas não publicamente.

Fotos: ClicRBS e Gremio.net

Grêmio 2 x 1 Portuguesa
Rogério 30´
Marcel 36´
Marcel 75´

GRÊMIO: Victor, Léo (Makelele), Pereira e Réver; Paulo Sérgio, Rafael Carioca, Tcheco, Rodrigo Mendes (Soares) e Hélder; André Luís (Anderson Pico) e Marcel.
Técnico: Celso Roth

PORTUGUESA: André Luis, Patrício, Bruno Rodrigo, Halisson e Bruno Recife; Eric, Carlos Alberto, Gavilán (Claudecir), Preto (Vaguinho) e Edno; Rogério (Washington).
Técnico: Vágner Benazzi

11ª Rodada — Campeonato Brasileiro 2008
Data: 13/7/2008, domingo, : 18h10min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público Total: 24.893 (Pagante: 22.357 )
Renda: R$ 355.966,50
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ), auxiliado por Milton Otaviano dos Santos (Fifa-RJ) e Carlos Berkenbrock (SC)
Cartões amarelos: Pereira (G), Gavilán, Carlos Alberto (P)
Cartão vermelho: Halisson (P)

Gols: Rogério (P), aos 30 do primeiro tempo, e Marcel, aos 36 minutos do primeiro tempo e 30 minutos do segundo tempo

Entrevista de Vagner Mancini – Rádio Guaíba

July 12, 2008
Na quinta-feira, 10 de julho, ouvi parte da entrevista do atual técnico do Vitória, Vagner Mancini no programa Plantão Esportivo, da rádio Guaíba. Os entrevistadores eram Rogério Böhlke, Ernani Campelo e Alex Bagé. O ex-técnico gremista fez algumas afirmações interessantes.

– Disse que foi demitido do Grêmio por teve a coragem de “peitar” Paulo Pelaipe, que segundo ele queria interferir no trabalho. Perguntaram se isso passava por contratações, Mancini disse que não.

– Confirmou que é um “ofensivista” e que a direção do Grêmio deveria saber disso antes de ir busca-lo.

– Disse que quando chegou havia uma lista de reforços elaborados por Mano e a direção. No gol, Rafael (ex-paulista) era o primeiro e Victor, o segundo. Pelo fato de Rafael ser filho de seu auxiliar, Armando Bracalli, Mancini vetou a contratação de Rafael e recomendou Victor.

– Confirmou a história do chá gelado. Mas culpou Pelaipe pela maneira como a história foi divulgada. Disse que era um momento para reunir todo departamento de futebol e dar valor a profissionais menos cotados como Roupeiro, massagista e etc…

Tcheco Liberado

July 12, 2008

http://www.trt4.jus.br/portal/portal/trt4/comunicacao/infonoticia/InfoNoticiaWindow?cod=40850&action=2&destaque=false

http://200.159.15.35/registro/bid.aspx

Brasileirão – Classificação – 10 Rodadas

July 11, 2008
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
Flamengo 23 10 7 2 1 22 9 13 77%
Vitória 20 10 6 2 2 17 8 9 67%
Cruzeiro 18 10 5 3 2 17 10 7 60%
Grêmio 18 10 5 3 2 14 7 7 60%
Palmeiras 18 10 5 3 2 15 10 5 60%
Náutico 17 10 5 2 3 12 11 1 57%
Vasco 14 10 4 2 4 16 12 4 47%
Internacional 14 10 4 2 4 13 12 1 47%
São Paulo 14 10 3 5 2 15 10 5 47%
10º Coritiba 13 10 3 4 3 13 11 2 43%
Figueirense 13 10 3 4 3 14 22 -8 43%
12º Atlético-PR 12 10 3 3 4 10 11 -1 40%
Portuguesa 12 10 3 3 4 13 18 -5 40%
Atlético-MG 12 10 2 6 2 13 14 -1 40%
15º Botafogo 11 10 3 2 5 10 14 -4 37%
Sport 11 10 3 2 5 8 14 -6 37%
17º Goiás 9 10 2 3 5 8 16 -8 30%
18º Santos 7 10 1 4 5 7 15 -8 23%
Ipatinga 7 10 1 4 5 11 20 -9 23%
20º Fluminense 6 10 1 3 6 7 11 -4 20%

ARTILHEIROS

7 gols
-Marcinho (Flamengo)
-Alex Mineiro (Palmeiras)

6 gols
-Hugo (Coritiba)
-Guilherme (Cruzeiro)
-Cleiton Xavier (Figueirense)
-Borges (São Paulo)

5 gols
-Dinei e Ramon (Vitória)

4 gols
-Alan Bahia (Atlético-PR)
-Lucio Flavio (Botafogo)
-Ibson (Flamengo)
-Roger (Grêmio)
-Alex (Internacional)
-Adeílson (Ipatinga)
-Wellington (Náutico)
-Diogo (Portuguesa)

-Edmundo e Jean (Vasco)