Archive for November, 2008

Brasileirão – Ipatinga 1 x 4 Grêmio

November 30, 2008

Jogo em ritmo de treino (ou em pelada de final de ano). Grêmio formou com Léo, Pereira e Jean na zaga e Souza na ala-esquerda.

Tricolor começou bem, indo para cima do adversário, mas foi surpreendido aos 5 minutos, contra-ataque pela direita, cruzamento rasteiro não foi cortado no primeiro pau e Escobar acabou empurrando para as redes (um gol que o Grêmio já havia tomado no campeonato). Time assimilou rápido o golpe e voltou a carga. Aos 12 Jean fez o “overlaping” pela ponta esquerda, foi a linha de fundo e cruzou para a cabeçada de Marcel, que empatou o jogo. Minutos mais tarde Mattioni mandou um foguete do bico da área, Fred fez a defesa. Aos 23 falta para Grêmio, Tcheco jogou pra dentro da área, bola foi devolvida, Souza centrou-a novamente e Jean antecipou o goleiro e virou o jogo. Aos 28 a zaga do Ipatinga sai jogando errado e o Grêmio rouba a bola, Willian Magrão serve Marcel, que toca na saída de Fred. Jogo seguia aberto, Grêmio um tanto faceiro. Marcel machucou-se e Roth colocou Helder em campo, reforçando o meio-campo. Ipatinga tentou reagir, num bom chute para boa defesa de Victor, e em cruzamento no qual Ferreira subiu sozinho de cabeça.

Volta do intervalo e o jogo durou tão somente até os 8 minutos. Bola cruzada na área, Jean escorou e Léo completou em cima da linha, determinado placar final de 4×1.


Lance curioso nos minutos iniciais do jogo. Felipe Mattioni sofreu falta muito próximo da grande área. Para mim Felipe sofreu a falta fora da área e caiu dentro, logo entendo correta a marcação do árbitro.

Mas não esta aí a curiosidade. Está cobrança:

O árbitro colocou a bola no lugar e Tcheco procedeu a cobrança rápida. Evandro Rogério Roman mandou voltar o lance. Muitíssimo parecido com o 2º gol colorado no Grenal do 2ºturno, apitado pelo mesmo Roman.


Grêmio sempre proporciona forte emoções aos seus adeptos. A agonia da busca pelo título ira durar até a última rodada.

Alegria efêmera?: Ver desmontada a festa do título que seria promovida pela imprensa Paulista. Também foi legal ver desmarcado o velório que estava sendo montado pela imprensa gaúcha.

Espero ficar sabendo de boatos sobre um caminhão de dinheiro tomando o rumo do planalto central.

Libertadores 2009 (pela porta da frente): Estamos lá.


Fotos: ClicRBS, Ipatinga Superesportes e Terra

Ipatinga 1 x 4 Grêmio
Pablo Escobar 5´
Marcel 12´
Jean 23´
Marcel 28´
Léo 53´

IPATINGA: Fernando; Patrick, Sílvio e Léo Oliveira; Afonso, Recife, Paulinho Dias, Pablo (Luis Fernando 35’/2°T) e Beto (Anderson, intervalo); Adeílson e Ferreira (Muller 14’/2°T)
Técnico: Enderson Moreira

GRÊMIO: Victor; Léo, Pereira e Jean; Felipe, Rafael Carioca, William Magrão (Adilson 31’/2°T), Tcheco e Souza; Marcel (Helder 38´/1°T) e Perea (Soares 39’/2°T)
Técnico: Celso Roth

37ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2008
Data: 30 de novembro de 2008, Domingo, 17h00min
Local: Estádio Ipatingão, em Ipatinga-MG.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR).
Auxiliares: Marcos Antônio Moreira Collodetti (ES) e Gelson Pimentel Rodrigues (ES).
Cartões amarelos: Paulinho Dias, Pablo Escobar (Ipatinga). Cartão vermelho: Silvio (Ipatinga).
Gols: Pablo Escobar, aos cinco minutos, Marcel, aos 12, Jean, aos 23 minutos, Marcel, aos 28 do primeiro tempo; Léo, aos oito minutos do segundo tempo.


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13 anos – Mundial 1995

November 28, 2008

13 anos hoje. A maior tristeza “futebolística” da minha vida.

Lembro claramente de vários detalhes da véspera e do dia jogo. Também tenho vivo na mente vários lances do jogo.

Tenho o DVD desse jogo em casa. Tentei assistir uma vez, não consegui passar das escalações. Me de conta que seria “masoquismo”.

Ainda é dolorido demais lembrar de gols perdidos. Do capricho da trave no Pênalti de Arce. Da expulsão do Rivarola.

Confesso que sequer estes melhores momentos colocados aí em cima eu consegui assistir.

AJAX:Van der Sar; Reiziger, Frank de Boer, Blind e Bogarde; Ronald de Boer, Davids e Litmanen (Reuser 4 do 1ºt da prorrogação); Finidi, Kluivert e Overmars (Kanu 22 do 2ºt)
Técnico: Louis Van Gaal

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Luís Carlos Goiano, Arílson (Luciano 16 do 2ºt) e Carlos Miguel (Gélson 7 do 1ºt da prorrogação); Paulo Nunes e Jardel (Magno 33 do 2ºt)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Data: 28/11/1995, Terça-feira, 20h10 (Japão) – 08h10 (Brasil)
Local: Estádio Nacional – Tóquio, Japão
Público: 47,129
Juiz: David Ellery (ING)
Auxiliares: Jeon Woung (JAP)e Hiroshima Yoahikazu (JAP)
Cartão Amarelo: Arce, Goiano, Gelson e Arílson (GRE,Davids e Kanu (AJX)
Cartão Vermelho: Rivarola
Pênaltis: Ajax – R. de Boer, F. de Boer, Finidi e Blind (Kluivert perdeu)
Grêmio – Magno, Gelson e Adílson (Arce e Dinho perderam)

De León – Copa de 1986 ( e 1990)

November 25, 2008
No lançamento do novo livro do Peninha, estava presente (conforme anunciado) o capitão Hugo de Léon.

Quieto, mas muito simpático. Aguentou as brincadeiras feitas por Peninha. Mostrou que continua não gostando de Émerson Leão.

Foi a oportunidade que tive para tirar uma dúvida. Por que De Léon não jogou a Copa de 1986 pelo Uruguai?

Antes da resposta, um pouquinho de história:

De Léon iniciou sua carreira em 1977, mas só foi estrear na Celeste em 1979. De qualquer forma o Uruguai não classificou para a Copa de 1978 (Ficando atrás da Bolívia na primeira fase das eliminatórias)

4 anos mais tarde, embora vivesse um bom momento nos clubes e na seleção (campeão do mundialito de 1981) a Celeste mais uma vez não logou classificação a copa da Espanha em 1982. Ficando atrás do Peru nas eliminatórias.

Em 1986, o Uruguai voltou a se classificar para uma disputa de Copa do Mundo. Mas de De León não foi levado ao México pelo treinador Omar Borras.

O motivo, segundo o Capitão, passa pelo título da Libertadores conquistado pelo Grêmio em 1983.

De Léon dedicou a vitória sobre o Penãrol à torcida do Nacional. Isso lhe rendeu um banimento de 6 anos da seleção uruguaia.

Só voltou a seleção sob o comando de Oscar Tabárez, depois de conquistar sua terceira libertadores e segundo mundial. Mas voltou a tempo de disputar sua primeira e única Copa do Mundo, em 1990.


O Uruguai ficou no Grupo E daquela copa, terminado em 3º lugar grupo.,após um 0x0 contra Espanha, uma derrota de 3×1 para a Bélgica e uma vitória de 1×0 sobre a Coréia do Sul.

Por ser um dos melhores 3 colocados, o Uruguai avançou para as oitavas-de-final, onde foi eliminado pelos anfitriã Itália, na derrota de 2×0 em Roma.

De Léon foi inscrito com a camiseta de número 3 e jogou integralmente as quatro partidas.

As fotos que ilustram este post são as dos jogos contra Itália e Espanha.

Brasileirão – Classificação – 36ª Rodada

November 25, 2008
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
São Paulo 71 36 20 11 5 64 35 29 66%
Grêmio 66 36 19 9 8 53 34 19 61%
Cruzeiro 64 36 20 4 12 55 42 13 59%
Palmeiras 64 36 19 7 10 55 44 11 59%
Flamengo 63 36 18 9 9 61 40 21 58%
Coritiba 53 36 14 11 11 52 42 10 49%
Goiás 52 36 14 10 12 54 43 11 48%
Internacional 51 36 14 9 13 46 44 2 47%
Botafogo 50 36 14 8 14 49 41 8 46%
10º Vitória 48 36 14 6 16 46 44 2 44%
11º Sport 48 36 13 9 14 42 40 2 44%
12º Atlético-MG 47 36 12 11 13 50 59 -9 44%
13º Fluminense 43 36 11 10 15 47 46 1 40%
14º Santos 43 36 11 10 15 44 53 -9 40%
15º Atlético-PR 42 36 11 9 16 39 49 -10 39%
16º Náutico 40 36 10 10 16 42 53 -11 37%
17º Figueirense 38 36 9 11 16 43 71 -28 35%
18º Vasco 37 36 10 7 19 54 70 -16 34%
19º Portuguesa 37 36 9 10 17 45 64 -19 34%
20º Ipatinga 34 36 9 7 20 35 62 -27 31%

ARTILHEIROS
21 gols
Kléber Pereira (Santos)

20 gols
Keirrison (Coritiba)
Washington (Fluminense)

19 gols
Alex Mineiro (Palmeiras)

18 gols
Guilherme (Cruzeiro)

14 gols
Nilmar (Internacional)
Borges e Hugo (São Paulo)

13 gols
Paulo Baier (Goiás)
Felipe (Náutico)
Edmundo (Vasco)

12 gols
Iarley (Goiás)

11 gols
Cleiton Xavier (Figueirense)
Ibson (Flamengo)
Roger (Sport)

Brasileirão – Vitória 4 x 2 Grêmio

November 24, 2008

Jean (na vaga de Héverton) era a única novidade da equipe no barradão. O Grêmio começou bem, tendo a iniciativa do jogo e dominando o Vitória. Cedo no jogo Marcel entrou na área e levou um carrinho do jogador do Vitória, que não acertou a bola. Pênalti? Obviamente que Héber não marcou. O Grêmio tinha volume de jogo, chegava pelos dois lados do campo, mas, tirante um chute de Reinaldo e um carrinho de Réver, o Grêmio não teve grandes oportunidades. Aos 17 Reinaldo novamente se machucou, André Luís entrou ligado no jogo. Aos 25, justiça no placar: Marcel lançou Souza, que escapou pela ponta direita e cruzou rasante para a área, Anderson Martins foi se antecipar à André Luís e acabou fazendo contra. Justiça sim, porque até os 30 minutos Victor era mero espectador da partida. O Grêmio relaxou um pouco com o gol, permitindo que o Vitória se aproximasse com facilidade da área tricolor. O jogo ficou aberto. Victor salvou em lance surgido após linha de impedimento mal feita. Tripodi desperdiçou chance criada por Marquinhos, após bola recuperada em lance que o árbitro deu suposta vantagem para a equipe gremista. Em compensação o Grêmio teve ao menos 3 chances claríssimas de matar o jogo. A bela jogada de André Luís e o chute por cima de Rafael Carioca. A cabeçada de André Luís após lançamento de Tcheco e a indecisão do mesmo André Luís quando ficou cara a cara com o goleiro.

Com o resultado paralelo em São Januário eram dois os sentimentos no final do primeiro tempo: a) o campeonato poderia terminar ali. b)Não podemos perder tantos gols assim num jogo como esse. Depois isso faz falta, levamos pressão lá atrás no fim do primeiro tempoconforme profetizou Tcheco

O segundo tempo começou mal com o anúncio do gol de Hugo para o São Paulo. Ficou ainda pior com o gol de Leandro Domingues logo aos 4 minutos. O Grêmio sentiu o golpe, o futebol apresentado no primeiro tempo desapareceu. Como já aconteceu antes no campeonato, havia tempo para uma reação, faltava futebol. Amaral foi expulso, o time sentiu mais ainda. Aos 17 a virada do Vitória, num lance que combinou a falta de qualidade com o azar. Hélder foi cortar o cruzamento e jogou contra os pés de Williams, a bola acabou tomando a direção do gol, sem que Victor pudesse fazer algo. Roth tentou mudar (colocou Paulo Sérgio no lugar de Rafael Carioca). Não melhorou e nem piorou. O relógio mostrava que o Grêmio ainda tinha tempo de sobra para buscar um virada. Mas o time parecia desenganado. Rapidamente, em 2 chances em 4 minutos o Vitória fez mais dois gols. Pragmático, troquei de canal e fui torcer aonde ainda haviam chances, mas peguei um Vasco já sem nenhum poder de reação. Voltei ao jogo tricolor a tempo de ver Souza fazer um gol que tão somente servirá para preencher o quadro dos gols mais bonitos de programas esportivas.


Foi muito “bom” acompanhar pela imprensa a semana que antecedeu a este jogo decisivo para o Grêmio. No espaço dos esportes só se falou em casos de polícia e no despudorado lobby feito para uma segunda vaga a libertadores para um time gaúcho. Obviamente não foi por isso que o Grêmio perdeu. Para evitar o masoquismo, não acompanhei a repercussão do jogo e da rodada.

Foi no mínimo estranho o relato de Jean sobre o que lhe disse o juiz do jogo:“Quando eu fui reclamar da expulsão do Amaral, sabem o que ele falou para mim? ‘Jean, segura lá na defesa e se prepara para o balaio que vocês vão tomar hoje aqui’”.

A expulsão de Amaral não foi um erro absurdo, mas sim um exagero. Um bico dado na canela de Marcel, as travas deixadas na coxa de Souza, um chute no calcanhar de Rafael Carioca: nenhuma dessas jogadas teve cartão amarelo como punição. A falta de Amaral, sem violência, no metade do campo, junto à lateral, levando-se em conta o mesmo critério, igualmente não merecia advertência.

Héber foi pressionado por Renan do Vitória, fez um teatro de que não sabia que aquele era o segundo amarelo do jogador gremista, o expulsou e depois se virou para o jogador do time baiano como que querendo demonstrar que não aceitaria pressões.

Não entendo como o Grêmio não reclama da presenta constante de Héber Roberto Lopes na imensa maioria dos jogos decisivos do tricolor. Mas também não foi por isso que o Grêmio perdeu.

Ficou bem claro que a Mala Preta, que demorou a chegar, desembarcou sim em Salvador. Uma coisa é um time jogando sério, como foi o Coritiba no Olímpico (Vi o “teipe” no sábado); Outra é uma equipe hiper-motivado como foi o Vitória, jogadores alucinados quando faziam um gol que lhes valeria muito pouco. Ok, faz parte do futebol, mas nem por isso eu devo gostar e achar tudo legal. Mas tenham certeza, Vitória, seus jogadores e seu treinador estão “marcados na paleta”.

Quanto à torcida presente no barradão, digo que cada um determina suas preferências, que neste caso justificam uma histórica subserviência.

fotos: Terra e ClicRBS

Vitória 4 x 2 Grêmio
Anderson Martins (contra) 25´
Leandro Domingues 49´
Williams 62´
Jackson 70´
Marcelo Cordeiro 74´
Souza 90+1


VITÓRIA:
Viáfara, Marco Aurélio, Leonardo Silva, Anderson Martins e Marcelo Cordeiro; Vanderson (Wallace, 27’/2ºT), Renan, Wiliams e Leandro Domingues; Marquinhos e Trípodi (Osmar, intervalo) (Jackson, 7’/2ºT).
Técnico: Vágner Mancini.

GRÊMIO: Victor; Amaral, Réver e Jean; Souza, Rafael Carioca (Paulo Sérgio, 18’/2ºT), William Magrão, Tcheco e Hélder (Orteman, 30’/2ºT); Reinaldo (André, 17’/1ºT) e Marcel.
Técnico: Celso Roth

36ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2008
Data: 23/11/2008 – Domingo – 17h00min
Estádio: Barradão, Salvador (BA)
Público: 9.515 pagantes
Renda: R$127.425,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e Flavio Gilberto Kanitz (GO)
Cartões Amarelos: Renan, Marcelo Cordeiro, Leandro Domingues e Viáfara (Vitória); Paulo Sérgio (Grêmio)
Cartão Vermelho: Amaral, 14’/2ºT (GRE)
Gols: Anderson Martins (contra), 25’/1ºT ; Leandro Domingues, 4’/2ºT Williams, 17’/2ºT ; Jackson, 25’/2ºT ; Marcelo Cordeiro, 29’/2ºT ; Souza, 46’/2ºT

Maracanã – 1950

November 21, 2008

1950-gremio-ballejo_maracana

Semana passada, no dia 15 de novembro, o site do Grêmio e alguns blogs (como o Grêmio Copero e Grêmio 1903) lembraram muito oportunamente dos 58 anos da primeira partida ( e primeira vitória) Gremista no Maracanã.

Lembrou-se que foi o Grêmio a primeira equipe de fora do Rio a atuar no estádio. Mencionou-se o fato de o Grêmio ter jogado com o fardamento azul-celeste. Também foi citado que o jogo fazia parte das comemorações do aniversário do Flamengo.

O que não foi dito é que o jogo também serviu para celebrar a transferência do jogador Hermes do Grêmio para o Flamengo.

Hermes havia atuado no jogo anterior entre as duas equipes, 5×1 em junho de 49, no estádio da Montanha do Cruzeiro de Porto Alegre e fez um dos gols da equipe gremista.

Isso ajuda a explicar o que fazia um jogador Flamenguista no meio da foto da equipe tricolor. Era justamente Hermes, abaixado entre Gita e Geada.

1950-maracana-gremio

Abaixo ficha dos jogos, do livro “História do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense Passado e Presente de um Grande Clube” do jornalista Edison Pires.

Grêmio 3 x 1 Flamengo

GRÊMIO: Sérgio; Clarel e Joni; Hugo, Sarará e Heitor; Balejo, Gita (Clorí), Geada, Pedrinho e Gorrion.

FLAMENGO:Claudio; Gago(Osvaldo)e Juvenal, Nélio, Dequinha e Bigode; Harry, Hermes, Washington, Hélio e Esquerdinha(Eliézer).

Amistoso
Data: 15 de novembro de 1950
Local: Estádio Maracanã, Rio de Janeiro-RJ
Renda: 360.000,00
Juiz: Mr. Dyckes (Inglaterra)
Gols: Geada, Clorí e Balejo (Grêmio); Washington (Flamengo).

gremio-no-maracana-1950-cpia1950-maracana-gremio2Flamengo x Grêmio no Maracanã (1950)
Fonte: JulioSteffen9.com

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STJD – Pleno

November 20, 2008

Léo punido com dois jogos. Réver e Morales absolvidos.

Talvez o mais polêmico dos casos julgados neste ano no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ganhou novo e derradeiro capítulo nesta quarta-feira, dia 19 de novembro. Após muita polêmica em função das punições impostas a jogadores de Grêmio e Botafogo em primeira instância, o Pleno julgou o Recurso dos clubes em sessão extraordinária, e ambos saíram satisfeitos. As penas dos cinco jogadores foram reduzidas.

O zagueiro Réver e o atacante Morales foram absolvidos das infrações em que foram denunciados. O também zagueiro Léo e o atacante Jorge Henrique, antes denunciados no artigo 253 (agressão física), tiveram a infração desclassificada para o artigo 254 (ato hostil), sendo punidos com duas partidas. Já o meia Carlos Alberto foi absolvido da infração ao artigo 255, e teve a pena reduzida de cinco para três partidas no artigo 258. Todos os artigos são do CBJD” (Justiça Desportiva – 19/11/2008)

E se não tivesse sido concedido o efeito suspensivo?

Réver e Morales teriam cumprido uma suspensão “de graça”? Léo cumpriria uma pena maior do que a que foi condenado?

Caso semelhante aconteceu com o zagueiro Chicão do Corinthians, conforme relata André Kfouri em seu blog:

Um dos frentistas, que gosta de futebol mas não entende certas coisas que acontecem (o que faz dele um cara exatamente igual a todos nós), me contou que o STJD tinha diminuído a pena do zagueiro Chicão, do Corinthians: – Ele vai jogar (no sábado) contra o Ceará, pegou só 2 jogos. – Só dois? Tá bom para quem pegou 120 dias… – Mas André, ele já ficou fora de 3 jogos, como é que faz agora? O tribunal fica devendo um jogo pra ele?

Ainda tem essa questão da desclassificação do artigo, o que vem ocorrendo normalmente no STJD. Vejam a súmula abaixo. Vejam como são descritos os lance. “Tapa” e “chute”. Como classifcar isso como ato hostil e não agressão?

A justificativa dos auditores é que eles consideram excessiva a pena de 120 dias, e aplicam outro artigo para não deixar o jogador impune. Mas há quanto tempo isto ocorre? já não deu tempo de tentar mudar este artigo?

Mas enfim, o julgamento pelo pleno do STJD só confirmou o absurdo que foi da 3ª comissão do STJD.

Racismo?

November 19, 2008
Desde a eleição do Grêmio, eu tenho achado muito estranhas estas notícias que vem sendo publicadas “contra” a Geral.

Eram coisas menores, superdimensionando alguns fatos; inventados outros. Misturando versões fantasiosas com um resquício de realidade.

Mas essa passou todos os limites.

A Geral tem sim seus problemas, mas também tem suas virtudes. Se um supera o outro? não é o que se discute aqui.

Um sujeito disparou arma de fogo contra cidadãoes em uma rua de Porto Alegre. É um problema de polícia. Ponto final.

Valer-se disso para atacar o Grêmio, sua torcida, a Geral ou parte dela é um golpe baixo.

Se um sócio do União (Ou Sogipa, Juvenil, qualquer outro clube) atira em uma rua próxima ao clube, qual a responsabilidade da instiuição? O presidente do clube deve tomar alguma atitude?

Se ocorre uma confusão na saída de um show, a responsabilidade é da banda?

Mas o Grêmio dá uma sala para a Geral. E daí? O Grêmio também disponibiliza sala para outras torcidas, departamentento consular, etc… Também existe uma sala de imprensa no Olímpico. Se algum repórter comete um crime tem o Grêmio alguma culpa por “abrigar” o indivíduo.

Além do mais, falam dessa sala como se fosse um palácio. E falam do dinheiro como se fosse uma fortuna. Tem gente vivendo às custas de torcida, em porto alegre e no resto do brasil, há muito tempo. Por que só falar nisso agora? Por que falar de uns e esquecer de outros?

Golpe mais baixo ainda é acusação de racismo.

Aparentemente, os membros da Máfia viraram santos, e passaram a ter credibilidade. O que eles dizem é verdade a ser impressa em jornal.

Pior ainda é ver que pessoas que deveriam ter algum senso crítico acreditar em uma besteira dessas.

Ora, não me parece nem um pouco razoável que uma torcida que ostenta faixas reverenciando um jogador negro (Anderson) e um nordestino (Dinho) fique incomodada com faixas de outros Gremistas negros.


Se existem racistas na Geral? não sei, devem existir. Assim como podem existir pedófilos, drogaditos, agressores de mulheres, estelionatários e etc…, Não há um controle sobre o caráter das pessoas que frequentam aquele espaço. Mas, ao menos na minha experiência, nunca vi ou fiquei sabendo de nada parecido com que é descrito nesta denúncia, que é tão rídicula que nem vale a pena refuta-la.

Existe sim algum dinheiro rolando nas torcidas. Existe um certo tráfico de influências. O que gera uma grande disputa de egos. Foi o que gerou esse confronto. Mais um, entre tantos no futebol. Na imensa maioria dos jogos em Porto Alegre são registrados ocorrências nos juízados especiais. Recentemente comemorou-se que, devido ao baixo público, na partida entre Inter x Ipatinga não houve ocorrências.

Essa comoção surgida junto com a absolvição dos acusados no caso dos banheiros químicos não se justifica. Crimes que tem o futebol como pano de fundo não tem maior ou menor importância do que qualquer outro crime. São responsabilidades do estado, e não dos clubes.

Alguém se lembra da última acusação de racismo feita contra a geral? Recordam-se do estardalhaço feito pela imprensa? E como ficou o caso? tem tido algum acompanhamento pelos jornalistas?

Por último, esta história do vídeo está muito mal contada. Adicionado no dia da publicação das notícias, excluído no dia seguinte. Ainda bem que alguns jornalistas começam a demonstrar alguma capacidade de discernimento. Talvez seja tarde demais, pois parte do estrago já está feita.

Vitória com força máxima

November 18, 2008
Já se imaginava o Vitória motivado por um possível ressentimento de Wagner Mancini com o Grêmio. As curiosas atitudes do clube baiano confirmam essa projeção:

“As últimas rodadas do campeonato se aproximam, e algumas coincidências acontecem.

Uma delas está deixando muita gente arrepiada em Recife. E não é para menos.

Seis jogadores do Vitória (Marcelo Cordeiro, Viáfara, Vanderson, Marquinhos, Anderson Martins e Leonardo Silva) levaram o terceiro cartão amarelo no jogo contra o Atlético Mineiro, na última rodada.

Eles não enfrentarão o Atlético Paranaense, domingo, em Curitiba.

O técnico do Vitória, Vagner Mancini, disse que autorizou Anderson Martins, Viáfara e Marquinhos a forçar o cartão, e que os outros jogadores foram avdertidos “em jogadas disputadas por conta própria”.

Mancini não explicou o motivo da autorização. Talvez seja porque os dois próximos jogos do Vitória sejam contra Grêmio e Palmeiras, ambos em Salvador.

Mas o Náutico tem outra tese.

Em declaração ao jornal Diário de Pernambuco, o presidente do clube, Maurício Cardoso, afirmou que “essa é mais uma prova que o Vitória da Bahia vai abrir para o Atlético Paranaense“.

Explicando: o Náutico tem 37 pontos, seria o primeiro a cair se o campeonato acabasse hoje. O Atlético Paranaense tem 38, trava luta furiosa contra o campo magnético da Série B.

Jogando sem vários titulares na Arena da Baixada, o Vitória (que tem 45, não cai mais, mas pode perder a vaga na Sul-Americana) facilita a vida do Furacão, sem dúvida.

Jogadores e comissão técnica do Náutico, com uma numerosa família de pulgas atrás das orelhas, lembram também os episódios (mal explicados, dois dois lados) do jogo contra o Vitória, no dia 01/11 nos Aflitos, em que foram distribuídos três cartões vermelhos, dez amarelos, e houve uma confusão com a polícia militar de Recife.

Se você está se perguntando por que o Vitória teria algum interesse em ajudar o Atlético, a resposta é simples: os dois clubes têm uma parceria para empréstimos gratuitos de jogadores.

Vários atletas que disputam o campeonato por um clube, têm seus direitos federativos ligados ao outro.

Futebol é negócio, e é aí que mora o perigo.
” (Blog André Kfouri)

Confira abaixo súmula do jogo. Notem os minutos em foram mostrados os cartões:

Os baianos afastam a tese do Náutico:

Alguns atletas do Leão receberam o 3º cartão amarelo para poder atuar contra o Grêmio no Barradão, já que a diretoria pretende pagar um bicho muito alto ao nosso elenco, além de possíveis “malas brancas” vindas do São Paulo, Palmeiras e Cruzeiro, clubes interessados em um triunfo nosso neste jogo.” (Blog do Torcedor – Eu Sou Vitória)

Ok, talvez o depoimento de um torcedor em um blog não seja suficiente. Vamos ao que disse o presidente do Vitória ao Jornal “O Sul”:

Um boato que ajuda a explicar essa reação do Vitória contra Grêmio e Palmeiras reside na insatisfação dos baianos com o a divisão dos grupos do Campeonato Brasileiro de 1993. Culpam Mustafá Contursi e Fábio Koff pelo arranjo. Isso já resultou em um muito motivado Vitória no 4×3 contra o Palmeiras, na última rodada do Brasileirão de 2002 (que resultou na queda do Palestra)

Brasileirão – Classificação – 35ª Rodada

November 18, 2008
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
São Paulo 68 35 19 11 5 62 34 28 65%
Grêmio 66 35 19 9 7 51 30 21 63%
Flamengo 63 35 18 9 8 59 37 22 60%
Cruzeiro 61 35 19 4 12 52 40 12 58%
Palmeiras 61 35 18 7 10 53 44 9 58%
Goiás 51 35 14 9 12 54 43 11 49%
Internacional 51 35 14 9 12 46 42 4 49%
Coritiba 50 35 13 11 11 47 41 6 48%
Botafogo 49 35 14 7 14 47 39 8 47%
10º Atlético-MG 47 35 12 11 12 50 56 -6 45%
11º Vitória 45 35 13 6 16 42 42 0 43%
12º Sport 45 35 12 9 14 39 40 -1 43%
13º Santos 43 35 11 10 14 43 48 -5 41%
14º Atlético-PR 41 35 11 8 16 37 47 -10 39%
15º Fluminense 40 35 10 10 15 45 46 -1 38%
16º Náutico 40 35 10 10 15 39 49 -10 38%
17º Vasco 37 35 10 7 18 53 68 -15 35%
18º Portuguesa 36 35 9 9 17 45 64 -19 34%
19º Figueirense 35 35 8 11 16 39 68 -29 33%
20º Ipatinga 34 35 9 7 19 35 60 -25 32%

ARTILHEIROS

21 gols
Kléber Pereira (Santos)

19 gols
Washington (Fluminense)
Alex Mineiro (Palmeiras)

18 gols
Guilherme (Cruzeiro)

16 gols
Keirrison (Coritiba)

14 gols
Nilmar (Internacional)

Borges (São Paulo)

13 gols
Paulo Baier (Goiás)
Hugo (São Paulo)
Edmundo (Vasco)

12 gols
Iarley (Goiás)