Archive for November, 2008

Brasileirão – Grêmio 2 x 1 Coritiba

November 17, 2008

Não consegui ir ao Olímpico ontem. Sequer consegui ver o jogo na televisão.

Tive a desagradável experiência de acompanhar o jogo pelo rádio, na estrada. Misturando a agonia de querer chegar em casa com o nervosismo do jogo.

No rádio (com os seus sabidos exageros) um jogo difícil, nervoso. Grêmio pressionou o primeiro tempo, fez seu gol e foi pressionado no segundo, até fazer o segundo gol, gol do desafogo.

Nos melhores momentos do Lance Final, deu pra ver que o goleiro do Cortiba (Vanderelei) trabalhou bem mais do que Victor. Mas melhores momentos podem ser enganosos, ou até mesmo ser fruto de uma edição tendenciosa.


Muito mais que isso não posso dizer, viraria um comentarista de resultado.

Roth manteve o time que saiu vitorioso do Parque Antártica, o que me pareceu ser um acerto.

André Luís novamente foi opção para o segundo tempo, assim como Adílson.

“Chengue” Morales, de fraca reputação no Uruguai (isso eu lhes digo), regressou.

Grêmio ganhou, fez o que tinha o que fazer. Nesta altura do campeonato isso me parece ser mais importante do que determinar como o time jogou.

Fotos: Grêmio.net, ClicRBS e Agência FreeLancer

Grêmio 2 x 1 Cortiba
Tcheco 28´
Ale (contra) 75´
Ariel 90+1

GRÊMIO:Victor; Amaral, Réver e Héverton; Rafael Carioca (Adilson, 35/2º), Willian Magrão, Tcheco e Hélder; Reinaldo (André Luís,25/2º) e Marcel (Morales, 25/2º)
Técnico: Celso Roth

CORITIBA: Vanderlei; Maurício, Rodrigo Mancha e Felipe; Marcos Tamandaré, Alê, Leandro Donizete (Carlinhos, 20/2º), Marlos e Ricardinho; Hugo e Keirrison (Ariel, 21/2º)
Técnico: Dorival Júnior

35ª rodada – Campeonato Brasileiro 2008
Data: 16/11/2008, Domingo, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre.
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique, auxiliado por Dibert Pedrosa Moisés e Hilton José Moutinho (trio do RJ).
Público: 43.385 pessoas.
Renda: R$ 760.02,00
Cartões amarelos: Marlos, Maurício, Leandro Donizete (C), Adílson (G).
Cartão Vermelho: Marcos Tamandaré (C).
Gols: Tcheco (G), a 28 minutos do primeiro tempo. Alê (C, contra), a 30, e Ariel (C), a 46 minutos do segundo tempo.

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Copa América 1997

November 14, 2008
DISPENSA

Tenho certeza de que Dunga dispensará Alex do amistoso contra Portugal para não desfalcar o Inter no segundo jogo contra o Chivas, no dia 19. Desde que treinei a Seleção, a orientação de Ricardo Teixeira tem sido essa: quando um clube está representando o país em competição internacional, tem preferência sobre a Seleção, especialmente em amistosos. Claro que o resultado do jogo de amanhã também pesará na decisão. Se o Inter conseguir uma vitória fácil – o que acho improvável, pois os mexicanos estão embalados – aí talvez Alex fique com a Seleção.” (Paulo Roberto Falcão – Zero Hora 11/11/08)

A informação dada por Falcão é contrastante com o que ocorreu com Paulo Nunes em 97. O jogador foi convocado para Seleção, que disputaria o Torneio da França (entre 3 e 10 de junho) e a Copa América (entre 11 e 29 de junho).

O problema foi que Paulo Nunes era o principal jogador do Grêmio, que disputava a Libertadores daquele ano, nos dias 27/05 e 03/06 enfrentaria o Cruzeiro pelas quartas de final da competição.

O Grêmio pleiteou a liberação do Paulo Nunes para estes jogos. Foi solenemente ignorado.

O jogador acabou indo defender a seleção. Foi subaproveitado. Jogando poucos minutos em 2 jogos (um em cada torneio). Seus únicos dois jogos pela seleção principal.

Enquanto isso, Dida (do Cruzeiro na época) sequer foi convocado.

Camisa Comemorativa Mundial 1983

November 12, 2008

Sem nenhum aviso, apareceu na Loja virtual do Grêmio uma camisa da Puma comemorativa ao Mundial de 83.

Aparentemente existem diferenças em relação a camisa comemorativa à libertadores, lançada pelo Grêmio em Julho. Feita pela Puma, não parece ser uma réplica, e sim um modelo retrô inspirado na camisa daquele ano.

Para mim, ficou um tanto semelhante ao modelo comemorativo ao Brasileiro de 1981 lançado pela mesma Puma.

Vendo assim, de longe, não me encantou.

E é cara (150 reais). Penso que este tipo de linha poderia ser comercializada num preço inferior à linha de jogo.

Ainda em relação ao site da Grêmio Mania, finalmente o Grêmio passa a vender camisas com o número e nome de seus jogadores. Disponíveis a do Tcheco(10), Perea(7) a Pereira(4). Fica faltando ainda uma personalização que deixe a camisa igual a usada pelos jogadores.

* Atualização em 20/11/2008: Vi a camisa e mantenho tudo o que disse anteriormente

Erros de arbitragem

November 11, 2008

O GloboEsporte.com faz um levantamento que somente pela Manchete, seria bom para o Grêmio: “Num Brasileirão sem erros de arbitragem, Grêmio assumiria a liderança da tabela

Apesar de todo o meu Gremismo nunca avaliei as coisas vendo se eram boas ou ruins para o Grêmio. Avalio de acordo com o que eu acho certo ou errado (muito embora minha vivência como gremista possa acabar influenciando a minha ótica).

Superado isso, digo que esse levantamento do GloboEsporte não merece ser levado a sério. Por diversos motivos.

O primeiro deles é o mais comum a maioria desse levantamentos: Ser feito de trás para frente.

Segundo o levantamento o Grêmio teria sido prejudicado apenas 1 vez pela arbitragem, sendo beneficiado em 4 opurtunidades. Teria 1 ponto a menos na atual classificação.

Não é nenhum pouco razoável imaginar que o Grêmio só foi prejudicado em uma ocasião.

Seja por esquecimento, seja por critérios esdrúxulos, o levantamento ignora diversos erros. Alguns que beneficiaram o Grêmio (como contra o Vitória); vários que prejudicaram o tricolor, como os pênaltis não marcados em: Grêmio 0x0 Flamengo, pela 2ª Rodada. Santos 1×1 Grêmio, pela 10ª rodada. Fluminense 0x0 Grêmio, pela 24ª Rodada e Atlético-PR 0x0 Grêmio, pela 26ª Rodada.

Por estas e outras, o levantamento do Mauro Beting me parece mais sério, e válido. É feito desde o começo do campeonato, rodada a rodada, e não partiu de um pressuposto inicial. Coincidência ou não, na 34ª Rodada, o Grêmio seria um dos times mais prejudicado: beneficiado em 5 lances; atrapalhado em 8. Tendo perdido 6 pontos por erros de juiz.

Erros de arbitragem sempre irão exisitir. Me parece um tanto utópico imaginar o contrário. Mas existem erros e “erros”.

Respeito quem não dá muito bola para isso.

Mas não tenho nenhum respeito por que profere aquela velha frase: “erros acontecem igualmente para todos os lados“. Isso não é verdade, está mais do que provado, estamos cheios de exemplos para demonstrar isso, qualquer olhar mais atento percebe. A frase normalmente é dita por quem é historicamente acaba sendo sempre beneficiado.

Classificação – 34ª Rodada

November 11, 2008
Colocação Time PG J V E D GP GC SG %
São Paulo 65 34 18 11 5 59 33 26 64%
Grêmio 63 34 18 9 7 49 29 20 62%
Cruzeiro 61 34 19 4 11 50 35 15 60%
Palmeiras 61 34 18 7 9 51 39 12 60%
Flamengo 60 34 17 9 8 54 35 19 59%
Internacional 51 34 14 9 11 46 41 5 50%
Coritiba 50 34 13 11 10 46 39 7 49%
Botafogo 49 34 14 7 13 46 36 10 48%
Goiás 48 34 13 9 12 51 42 9 47%
10º Vitória 45 34 13 6 15 41 40 1 44%
11º Sport 45 34 12 9 13 39 37 2 44%
12º Atlético-MG 44 34 11 11 12 46 55 -9 43%
13º Santos 40 34 10 10 14 42 48 -6 39%
14º Atlético-PR 38 34 10 8 16 35 46 -11 37%
15º Vasco 37 34 10 7 17 52 64 -12 36%
16º Fluminense 37 34 9 10 15 42 45 -3 36%
17º Náutico 37 34 9 10 15 34 47 -13 36%
18º Portuguesa 36 34 9 9 16 44 61 -17 35%
19º Figueirense 35 34 8 11 15 38 65 -27 34%
20º Ipatinga 31 34 8 7 19 32 60 -28 30%

ARTILHEIROS
21 gols
Kléber Pereira (Santos)

18 gols
Washington (Fluminense)
Alex Mineiro (Palmeiras)

17 gols
Guilherme (Cruzeiro)

16 gols
Keirrison (Coritiba)

14 gols
Nilmar (Internacional)

13 gols
Edmundo (Vasco)

12 gols
Iarley (Goiás)
Hugo (São Paulo)

11 gols
Borges (São Paulo)
Roger (Sport)

10 gols

Paulo Baier (Goiás)
Alex (Internacional)

Brasileirão – Palmeiras 0 x 1 Grêmio

November 9, 2008

2008 palmeiras 0x1 gremio Rubens Cavallari uol2008 palmeiras 0x1 gremio Ricardo Nogueira2008 palmeiras 0x1 gremio Rubens Cavallari 22008 palmeiras 0x1 gremio Rubens Cavallari 3a

Grêmio tinha desfalques, Palmeiras os tinha também. Tricolor foi a campo com uma zaga reserva, e com Souza (única opção possível) na ala-direita. Amaral fazia marcação individual em Denílson. Souza batia de cabeça com Leandro, teve uma desvantagem inicial, mas acabou vencendo o duelo.

O jogo era bastante ríspido, truncado, com muitas faltas. Em lances diferentes, Martinez e Amaral receberam curativos por “machucados” na cabeça. O Grêmio conseguiu segurar o entusiasmo inicial Palmeirenses, muito embora permanecesse com dificuldades, pois raramente ganhava os rebotes e as “segunda bola”.

Aos 15 Evandro bate falta, Alex Mineiro cabeceou, a bola bateu no travessão e na linha, mas foi só o susto, a arbitragem já parava o jogo por impedimento. Aos 25 Reinaldo recebeu bom passe e deixou Marcel pifado, o centro-avante gremista fez tudo certo, tirou de Marcos, mas a bola saiu pelo lado.Aos 27, falta curta, Souza driblou Leandro sucessivamente e chutou rasteiro, Marcos fez grande defesa e mandou para escanteio. Aos 40 claro impedimento marcado antes de Alex Mineiro mandar para as redes. Aos 41 bela jogada de Rafael Carioca, que terminou no forte chute de Reinaldo, onde mais uma vez Marcos fez grande defesa. Aos 43 Jumar bateu falta da intermediária, a bola parecia que iria sair, mas Victor conferiu mesmo assim.

No segundo tempo o jogo seguiu equilibrado, mas as opurtunidades rarearam. Jogo seguia pegado. Aos 14 Roth fez a primeira mudança do jogo, sacou Reinaldo e colocou André Luís. E o avante gremista participou de dois lances importantes. No primeiro, bom cruzamento de Hélder e Pierre atropela André Luís, calçando-o e impedindo-o de concluir. pênalti. Héber não marcou. Mais tarde, no rebote do escanteio, André Luís leva uma voadora de Leandro, o juiz dá uma vantagem questionável e “se esquece” do cartão. Aos 28, falta para o Grêmio, Hélder rola para Tcheco, que com espaço avança e cruza em direção ao gol, Marcel e Jean não alcançam, Marcos fica para e a bola entra no canto esquerdo do goleiro palmeirense.

O treinador do Palmeiras/comentarista da globo tentou colocar seu time no ataque, retirando volantes e pondo atacantes. Ainda vimos as surreias idas de Marcos ao ataque, que começaram quando ainda faltavam 15 minutos. Esses mesmos 15 minutos que custaram a passar, pareciam uma eternidade. Mas, a bem da verdade, o Grêmio esteve muito mais perto do marcar o segundo gol do que de levar o empate. André Luís, William Magrão e Souza fizeram bons arremates. O Palmeiras só foi ameçar nos minutos finais, quando Jorge Preá, dentro da área ficou livre para chutar, após rebote de Victor em chute de Léo Lima, mas ex-jogador do Pelotas mandou a bola em direção ao trator que adorna o Parque Antártica.

Time inteiro teve boa atuação, ninguém destoou dos demais.

Victor foi novamente seguro. Amaral cumpriu bem a função.

Jean calou a minha boca e fez um partidaço. Héverton entrou numa fogueira para ser o melhor em campo.

Hélder, apesar das suas limitações é a melhor opção para ala-esquerda. É canhoto e é da posição.

Tcheco torna cada vez mais rídicula a acusação feita de que “ele some em jogos decisivos”

Souza fez sua melhor partida pelo Grêmio

Reinaldo e Marcel formaram sim uma boa dupla.

Roth “enxergou” bem o jogo e foi correto nas substituições.


Héber Roberto Lopes é o pior tipo de juiz ladrão: o que sabe roubar. Descritério nas cartões, inversão na marcação de faltas, lances que normalmente passam despercebidos. A tática é minar o time a ser prejudicado. Mas isso não foi suficiente ainda. Teve o pênalti não marcado em André Luís. Teve a voadora de Leandro no mesmo André Luís. E para terminar, teve um exagerado cartão vermelho para Jean e os CINCO MINUTOS de acréscimos.

Pior que isso foi a parcialidade de José Roberto Wrigt. Extrapolou todos os limites. A única explicação possível e ele não ter sido avisado que o jogo era transmitido para o Rio Grande do Sul.

Fui tentar acompahar a repercussão da rodada. Na ESPN Brasil clima de velório pelo insucesso do “projeto” Traffic/Luxemburgo. Na TVCom só se falava no co-irmão.

Ainda estamos atrás, o campeonato está em aberto, mas as chances são pequenas. Contudo, parece claro que a vaga para a Libertadores dificilmente escapará.

Me pareceu claro que só um time merecia a vitória.


Fotos: TerraRubens Cavallari e Ronaldo Nogueira (Uol) e ClicRBS

Palmeiras 0 x 1 Grêmio
Tcheco 74´

PALMEIRAS: Marcos: Elder Granja, Gustavo, Martinez e Leandro; Jumar (Maicousuel, 20’/2ºT), Pierre (Lenny, 32’/2ºT), Léo Lima e Evandro; Denílson (Jorge Preá, 16’/2ºT) e Alex Mineiro.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

GRÊMIO: Victor; Amaral, Jean e Héverton; Souza, Rafael Carioca, William Magrão, Tcheco e Hélder (Adilson 37’/2ºT); Marcel (Orteman, 40’/2ºT) e Reinaldo (André Luis 14’/2ºT).
Técnico: Celso Roth

34ª Rodada – Brasileirão 2008
Data:9/11/2008, Domingo – 17h00min
Local: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Público: 26.025 pagantes (80 não pagantes)
Renda: R$ 761.095,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Erich Bandeira (PE)
Cartões amarelos : Martinez e Maicosuel (PAL); Hélder, Marcel, Amaral, Rafael Carioca, Tcheco (GRE)
Cartão vermelho : Jean, 44’/2ºT (GRÊ)
Gol : Tcheco aos 27 do 2ºT

Diego Souza Suspenso

November 7, 2008
Diego Souza foi suspenso por um jogo, ao ser punido pelo artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário ou companheiro de equipe) do CBJD, em virtude da agressão ao meio-campo Fabrício do Cruzeiro.

Vejam o que Fabrício disse sobre o lance: “Eu tomei aquela cotovelada, aquele tapa no nariz, correu sangue e tudo. Tomei dura do árbitro (Heber Roberto Lopes). É isso que eu fico indignado

Vejam o lance no vídeo abaixo:

Sobre a punição, André Krieger comentou:
Este resultado representa a seriedade do tribunal. Foi restabelecida a situação de igualdade entre os competidores

É a percepção dele, tem de ser respeitada, mas eu discordo. Até entendo que não seja bom o diretor de futebol ficar remoendeo esses casos. Mas não dá pra dizer que foi estabelecida a igualdade.

Diego Souza agrediu um adversário. O Juiz provavelmente não viu. Foi absolvido na primeira instância e punido com um jogo na segunda. Uma pena justa, fosse expulso no jogo ( o que seria correto) teria que cumprir uma partida pela suspensão automática. Quem dera todas os julgamentos ocorressem assim.

Mas o fato de o STJD ter sido justo com Diego Souza de forma alguma anula todas outras injustiças cometidas pelo mesmo órgão. Lembremos de algumas delas:

Punição de Réver, Morales e Léo, que ainda aguarda um julgamento definitivo.

A rídicula suspensão de Tcheco por dois jogos após ter sido pisoteado no grenal.

As inúmeras absolvições de Kléber, bem como a falta de denúncia em agressões cometidas pelo mesmo jogador.

Mas o problema talvez esteja em esperar justiça neste Tribunal. Faz tempo que as decisões são moldadas por lobbys, clamor “popular”, política e pressões de toda a forma (como foi no caso dos banheiros). A Zero Hora de hoje confirma uma informação que já circulava, que é no mínimo curiosa:

Com uma agenda lotada, o Pleno sequer marcou os julgamentos de Léo, Réver e Morales. Em 15 de outubro, eles foram punidos com 120 dias, três jogos e oito partidas, respectivamente, na terceira comissão disciplinar do tribunal. Além do pedido de efeito suspensivo do advogado Gustavo Pinheiro, o Grêmio agiu politicamente para obter a liberação de seus atletas até novo julgamento.

Recorreu a Eurico Miranda. O ex-presidente do Vasco fez lobby junto ao presidente da Federação Carioca de Futebol, Rubens Lopes da Costa Filho, para que intercedesse a favor do Grêmio no caso. Lopes procurou o também carioca Virgílio Val, presidente interino do STJD, e pediu que ele concedesse o efeito suspensivo ao trio. Deu certo. Léo, Réver e Morales seguem jogando e o recurso no Pleno ainda não tem data marcada” (Zero Hora – 07/11/2008)

Protesto

November 6, 2008

Notadamente não vivemos em época boa para fazer protestos.

Terça-feira houve “tentativa de invasão” e protesto no Olímpico.

Bom não é, melhor seria o time estar ganhando e o torcedor ir a treino só para aplaudir.

Mas não é o fim do mundo.

Não sei se o torcedor tem esse “direito”. Provavelmente não.

Mas fato é que o protesto foi feito. Contudo, para o bem ou para o mal, o efeito é mínimo.

Nenhum perna-de-pau virará craque. Mas também ninguém ficará acuado ao ponto de não jogar.

O “protesto” foi pacífico e durou poucos minutos. No entanto a repercussão em torno dele foi desmedida.

Percebe-se claramente muito oportunismo. Gente que nunca gostou da Geral aproveitando desse fato para fazer todo o tipo de crítica.

Pouco foi lembrado que houve protesto semelhante em 2007 e os resultados que seguiram não foram negativos, muito antes pelo contrário.

Declarações Anônimas

November 5, 2008


“– Viramos um time caseiro. Somos leões no Olímpico, com o apoio da torcida, e tímidos na casa dos outros – admitiu um dirigente“. (Zero Hora, 31/10/2008)

A briga de Roth com um dirigente

A frase “um leão no Olímpico, um gatinho longe de casa” teria azedado a relação entre o técnico Celso Roth e Luiz Onofre Meira, um dos integrantes do departamento de futebol. Duas fontes ouvidas ontem por Zero Hora confirmam que os dois estiveram próximos do confronto físico.

André Krieger, no entanto, não confirma a informação e a considera ‘absurda‘” (Zero Hora, 04/11/2008)

Vejam as duas reportagens publicadas na Zero Hora. Quando da publicação da primeira, comentei no meu Twitter, que era estranho que somente uma frase entre as várias da reportagem tinha autor. Mas ficava bem claro quem tinha dito tal frase, bastava lembrar da obsessão com as analogias ao reino animal. Mais uma vez, imprensa e dirigentes apostam na burrice e na memória curta dos torcedores.

Entra aí o velho problema do uso do expediente do “um dirigente”, “alguns conselheiros”, “pessoas ligadas ao clube” e etc…

Hoje, enfim foi revelado o autor da frase. Nenhuma surpresa.

Dirigente tem sim que cobrar seus jogadores, há varias maneiras de se fazer isso, mas o achincalhamento público não é uma delas.

Por óbvio, o treinador não gostou e saiu em defesa de seus jogadores, escancarando de vez o racha entre o departamento de futebol e técnico.

Brasileirão – Grêmio 1 x 1 Figueirense

November 3, 2008

Em um assunto não relacionado, a tarde começou mal quando Massa perde o título na última volta. (Por que escrevi isso? Não sei, talvez para situar bem o dia)

Voltando ao futebol e ao Brasileirão o fim de tarde/início de noite era razoavelmente positivo quando Léo Lima, faz um gol aos 45 do segundo tempo e coloca o Palmeiras provisoriamente na liderança.

As rádios e os alto-falantes anunciavam a escalação de Makelele no lugar de Douglas Costa. Me pareceu acertada a decisão. Roth afirmou que 0 3-5-2 seria mantido e Souza seria ala-esquerdo.

Novamente não deu pra ver se daria certo ou não. Cedo, aos 7 minutos, bola mal afastada pela zaga do Grêmio e Marquinhos chuta forte, cruzado, rasteiro, de fora da área para abrir o placar.

Ja foi suficientemente irritante o nervosismo e histeria da boa parte da torcida. Pior ainda foi ver parte desse nervosismo dentro de campo. Para ajudar Léo se machucou e Paulo Sérgio ingressou, desmanchando o esquema inicialmente proposto.

O gol cedo fez com que o Figueirense reforçasse a convicção no seu esquema de jogo, quer era de esperar o Grêmio e parar os adversários quando necessário. O Tricolor tinha a bola no campo de ataque, mas sem muita efetividade. Alguns escanteios, muitos deles despediçados em cobranças curtas; nos outros os zagueiros do Figueira levaram vantagem. A melhor chance do Grêmio ocorreu numa falta batida da entrada da área por Paulo Sérgio, em que Wilson colocou para linha de fundo.

Aos 45, o juiz Jailson Macedo Freitas marcou os 6 segundos de Wilson. Segundo o repórter Sergio Boaz da rádio gaúcha, o árbitro já havia alertado o goleiro sobre a possibilidade da marcação. De qualquer forma, na melhor das hipóteses, foi um preciosismo do árbitro. Marcou algo que ninguém marca, isso se a reposição de fato durou mais de 6 segundos. Não marcaria e reclamaria bastante se marcassem contra o meu time.

A falta foi batida por Tcheco, que rolou para Paulo Sérgio, o lateral chutou contra um companheiro, a bola voltou para ele chutar denovo, só que dessa vez o chute encontrou Reinaldo, que mandou para as redes.

O gol gerou mais revolta entre os comandados de Mário Sérgio, e o juiz claramente perdeu o “controle da partida”. Um amarelo e um inócuo cartão vermelho para um reserva foi pouco para a “pressão” feita pelos “catarinenses”.


O Grêmio teria todo o segundo tempo para buscar a virada. Tempo de sobre, mas o nervosismo tomou conta de todos. Faltou um pouco de organização. A bola estava sempre no campo de ataque, mas o Grêmio só ameaçava em lances casuais. Mattioni entrou na área fazendo fila, mas fugiu da conclusão com a perna esquerda. Reinaldo dominou mal o lançamento de P.Sérgio e não conseguiu arrematar. Havia tempo, faltava futebol. Entraram Marcel e Douglas Costa (eu não teria tirado Makelele).

Mais alguns lances criados, destaque para a jogada onde Perea se atrapalhou com Tcheco e chutou por cima. Ainda tinha tempo, mas continuava sobrando nervosismo e faltando futebol. Em erros de marcação o Figueirense teve chance para matar o jogo. Tadeu chutou por cima e Marquinho pelo lado. Mas o jogo ficou no empate, resultado mais justo com o que foi apresentado em campo.

O juiz marcou os 6 segundos e se perdeu. Conseguiu dar amarelo para “todos ” jogadores do Figueirense sem expulsar ninguém, apesar das constantes reincidências. Perdi a conta das vezes em que ele se dirigiu a um jogador amarelado com o gesto de “foi a última”. Felipe Mattioni não teve esse benefício e foi expulso.

Ok, está faltando sorte, Muitas suspensões, muitas lesões, resultados paralelos que não ajudam. Arbitragem “ruins”, mas é inegável que está é faltando futebol ao time do Grêmio.

Roth, embora tenha boa parcela de culpa, não pode ser responsabilizado integralmente.

Jogadores como Tcheco e Perea vivem seus piores período no campeonato. Souza ainda não mostrou ao que veio.

Só os muito ingênuos não imaginavam o resultado e as atuações do Morumbi. Por uma questão de eqüidade, tal jogo deveria entrar para história juntamente com Grêmio 1 x 3 Goiás em 96.

Fotos: Gremio.net e ClicRBS

Grêmio 1 x 1 Figueirense
Marquinho 7´
Reinaldo 45+1


GRÊMIO
:Victor; Thiego, Léo (Paulo Sérgio, 14’/1°) e Réver; Mattioni, Amaral, Makelele (Douglas Costa, 22’/2°), Tcheco e Souza; Perea e Reinaldo (Marcel, 22’/2°)
Técnico: Celso Roth

FIGUEIRENSE: Wilson; Alex, Bruno Perone e Asprilla; Diogo, Gomes, Cleiton Xavier, Ramon (Anderson Luís, 24’/2°) e Marquinho; Bruno Santos (Alex Kazumba, int.) e Tadeu (Wellington Amorim, 31’/2°).
Técnico: Mário Sérgio

33ª rodada – Campeonato Brasileiro 2008
Data: 2/11/2008, Domingo, 19h10min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público Total: 35.925 (32.780 pagantes)
Renda: R$ 606.599,75
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas, auxiliado por Adson Márcio Lopes Leal e Belmiro da Silva (trio da Bahia).
Cartões amarelos: Mattioni, Perea, Thiego, Réver (G); Gomes, Marquinho, Diogo, Asprilla, Kazumba, Alex, Wellington Amorim, Cleiton Xavier (F).
Cartão vermelho: Mattioni (G); Lima (F), no banco de reservas.

Gols: Marquinho (F), aos sete minutos e Reinaldo (G), aos 46 minutos do primeiro