Archive for March, 2009

Origens

March 31, 2009
Em janeiro de 2009, o blog Supremacia Colorada começou a publicar uma série de artigos sobre o fundador do co-irmão, Henrique Poppe Leão. Tais artigos são obra do conselheiro do Internacional, Tiago Andres Vaz. A pesquisa é interessente, e elucida alguns aspectos sobre a fundação do Internacional.
Tiago Vaz merece todos os elogios pelo seu trabalho, mas sua pesquisa não o autoriza a sair dando “chutes” e “palpites” sobre as origens dos clubes desta capital. Como por exemplo, na questão da suposta recusa pelo Grêmio dos irmãos Poppe:

“Entendo que eles sequer procuraram o Grêmio para jogar, pois sabiam tratar-se de um clube fechado. O Inter nasce com valores sólidos, é difícil acreditar que fosse criado por causa de uma rejeição

Entender ele pode entender o que quiser. Agora, é impossível afirmar categoricamente se houve ou não esta rejeição. Faltam dados, fatos, documentos, e etc…

Mas também pouco me importa que os colorados reescrevam a história do seu clube. Se quiserem afirmar que o clube nasceu tão logo a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, tudo bem. Se acharem mais legal pensar que os irmãos Poppe trouxeram o futebol para o Brasil antes de Charles Miller, também não me importo.

Ocorre que a Zero Hora fez um uso completamente equivocado disso tudo. A começar pelo editor Ricardo Stefanelli, que achou que seu repórter Leandro Behs estava fazendo uma grande descoberta ao achar texto já disponíveis na internet desde janeiro. O título é pretensioso “A nova história do Inter“. Menos mal que os dois tiveram a felicidade (ou a sorte) de usar a palavra “versão” em seus textos. Nas versões, me incomoda um ponto em especial, o qual transcrevo:


Versão Atual: A motivação da criação do novo clube foi a rejeição pelo Grêmio, um dos principais clubes de futebol da época, e por outras diversas associações de tiro, de remo e de tênis. Não foram aceitos como sócios porque eram gente desconhecida, sem nome na cidade, recém-chegados a Porto Alegre, e todas as agremiações eram fechadas (ou direcionadas para determinadas etnias, como a alemã).

Descoberta: Os Poppe tiveram a idéia de criar um novo clube (algo comum naquele começo de Século 20) por idealismo, para popularizar o esporte, e jamais teriam procurado o Grêmio – que era uma entidade fechada, voltada para a comunidade alemã.

Tais versões ignoram fatos notórios sobre a história do Grêmio. Como por exemplo, o maior responsável pela fundação do clube, o dono da bola, paulista de Sorocaba, Cândido Dias da Silva.

Ata da reunião de fundação

Ignora também a presença de sobrenomes de origem portuguesa entre os fundadores do clube, como por exemplo: Francisco França Júnior, Joaquim F. Ribeiro (vice-presidente), Álvaro Brochado.

Ignora ainda a presença de descendentes de italianos, como Alfredo Cattaneo, que se tornou sócio na primeira (e rígida) seleção de novos associados, ainda em 1903 conforme relata Edison Pires em seu livro “História do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense Passado e Presente de um Grande Clube” (imagem abaixo):

Pior foi ver pessoas de grande prestígio no futebol repetir este erro.

Mauro Beting: “O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo e Rio para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Dizem que tentaram jogar bola no clube alemão – e não teriam deixado; tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – também não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata

Ibsen Pinheiro: “Como também nunca consegui confirmar minha teoria preferida, a de que o Internacional nasceu subversivo e revolucionário em 1909 para reviver o fantasma sessentão de Karl Marx e novamente assombrar a Europa e o Mundo. Nunca achei nenhuma prova e por isso nunca publiquei como tese acadêmica, embora mais consistente do que a falecida dissidência. Afinal, a minha hipótese tinha a seu favor ao menos dois fortes indícios: o nome e a cor do indigitado.

Graças ao brilhante trabalho de Tiago Vaz, tenho que ficar com a lógica histórica, a de que a cidade de 1909 já não se satisfazia com dois clubes étnicos, surgidos fortes e lindos no mesmo dia para ocupar em dupla os aprazíveis grounds do Moinhos de Vento até os anos 40

o Internacional ecumênico nasceu com a vocação universal do Clube do Povo e sabe que o Colorado, por ser igualitário, não é melhor do que os outros

Até tú, Ibsen? Autor de um belíssimo texto em homenagem ao centenário do Grêmio em 2003. As afirmações de Ibsen são facilmente desmentidas por Arlei Sander Damo, no seu livro “Futebol e Identidade Social“:

Já a texto de Mauro Beting, sobre assinaturas da ata de fundação é conflitante com a informação trazida por Cláudio Dienstmann, em artigo publicado na Zero Hora de 31/03/2009:

“Infelizmente, para historiadores e curiosos, as atas das reuniões dos primeiros três anos do Inter desapareceram, como já reconhece em sua abertura o livro 2, de 1912.

Aliás, toda esta questão sobre a fundação dos clubes é melhor explicado no artigo de Dienstmann:

Os primeiros clubes do futebol brasileiro, no início do Século 20, foram todos fundados num mesmo modelo: por jovens que apenas queriam jogar futebol. Na verdade, já jogavam, e a criação de um clube era apenas o modo de organizar e oficializar essa atividade.

Não é por acaso que o primeiro do país, o Rio Grande, teve exatos 22 fundadores, em 1900 – isto é, dois times, para “partidas internas”, “matchs-trainings”. No Grêmio, em 1903, foram 33. No Inter, 40, em 1909. Os fundadores-sócios eram também dirigentes, jogadores, limpadores do campo. Ninguém pensava em campeonatos (que não existiam), em títulos, em estádios, rivalidades. A garotada só queria correr atrás da bola.

Com a entrada de novos sócios-jogadores, porém, os antigos fundadores podiam perder lugar na equipe.

Em Porto Alegre só existiam dois clubes de futebol em 1909: o Fuss Ball (dos ciclistas da Blitz) e o Grêmio. Se aceitassem novos sócios-jogadores, alguém perderia lugar no time. A renovação se dava com a aposentadoria futebolística, geralmente ao final dos estudos e começo de um emprego. Tentar sustentar que o Inter foi fundado por rapazes recusados pelo Grêmio é uma meia-verdade, e afirmar que o Inter é dissidência do Grêmio chega a ser besteira.

Da indumentária ao vocabulário, passando pelo material de jogo, tudo era importado da Europa. Com pouco mais de uma década do fim da escravatura no país, seria absurdo pensar que, criado meio século antes nas melhores escolas da Inglaterra, o futebol fosse esporte “popular” no Brasil.

Os fundadores do Inter eram pequenos comerciantes, comerciários, funcionários públicos, intelectuais, estudantes, como Napoleão Gonçalves de Oliveira, funcionário do Arquivo Público; Miguel Ballvê, da firma Oppenheim & Cia.; Alfredo Wetternich, do Tribunal de Contas; Luiz Portella, do Banco da Província; Horácio Carvalho, da companhia de energia, e Tertuliano Gonçalves, redator do jornal “O Elmo”.

O Grêmio teve a mesma origem, seis anos antes, em 1903, criado por jovens de origem alemã, portuguesa, italiana, empregados especialmente das casas comerciais Pimenta, Pavão e Tigre, e da Farmácia Caleya. (Cláudio Dienstmann, Zero Hora, 31/03/2009)

Mesma informação é trazida por David Coimbra, em coluna publicada em dezembro de 2008:

“Essa onda migratória foi importante. O grande Sérgio da Costa Franco conta que um viajante norte-americano descreveu a Capital em 1880 como “uma alegre mistura de Alemanha e Brasil”. Por volta de 1900, mais de 20% dos 70 mil habitantes da cidade eram alemães. E os alemães é que tinham essa tendência associativa que depois contaminou as outras etnias.

É basicamente por causa dos alemães, portanto, que tantos clubes foram fundados em Porto Alegre entre os séculos 19 e 20. O Grêmio não era exatamente um clube de alemães. Entre seus 33 fundadores havia alemães, italianos, portugueses e brasileiros que os imigrantes denominavam de “pêlos-duros”. Alemão, alemão mesmo era o Fuss-Ball, clube fundado no mesmo dia que o Grêmio. E, como só existiam os dois na cidade, o jeito era um jogar contra o outro.” (David Coimbra, Zero Hora, 14/12/2008)

Como se vê, é incorreto dizer que o Grêmio era um clube étnico ou exclusivo de alemães.

Obviamente que não teria nada de errado em se criar uma associação voltada para a comunidade alemã, mas acontece que não é o caso. O problema é que este seria o ponto de partida para acusações mais graves, ainda que levianas:


Eu ficaria bem menos incomodado se os colorados, ao reescreverem sua história, não falseassem fatos notórios sobre a história do Grêmio.

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Gauchão – Grêmio 2 x 0 São Luiz

March 31, 2009

Sigo sem entender por que um jogo isolado é marcado tão cedo, às 19h30min. Só consegui acompanhar (pela TV) a última meia hora de jogo, que foi bastante chata. Antes disso ouvi alguns trechos no rádio (o que é sempre uma tortura).

Time titular entrou em campo com o ataque reserva, e cumpriu o seu papel, superando a equipe de Ijuí, somando os três pontos e logrando a classificação. Aparentemente não fez muito mais do que isso, e vamos combinar que nem dava para exigir nada além da vitória.

Roth foi o primeiro a reconhecer que a equipe jogou mal, e fazer este diagnóstico é sempre importante.

Souza, até onde eu sei, teve jornada infeliz e desabafou, tendo que explicar coisas óbvias, mas muito bem colocadas.

fotos: Final e Grêmio.net

Grêmio 2 x 0 São Luiz
Makelele 46´
Reinaldo 82´

GRÊMIO: Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy (Makelele, 22 do 1º), Adilson, Tcheco, Souza e Jadílson; Herrera (Reinaldo 25 do 2º) e Maxi López (Jonas 25 do 2º)
Técnico: Celso Roth

SÃO LUIZ: Oliveira; Marcão (Gabriel), Bronzatti e Neguetti; Genison, Alex, Daniel Coracini, Carlos Lima (Alan) e Xaro; Ronaldo Capixaba e Kill (Felipe).
Técnico: Itamar Schulle

Gauchão 2009 – 2º Turno – 6ª rodada
Data: 30/março/2009, segunda-feira, 19h30min
Local: Olímpico (Porto Alegre)
Público: 10.031
Renda: R$ 111.694,00
Árbitro: Ronaldo Santos Silva
Auxiliares: Júlio César dos Santos e Carlos Selbach
Cartão amarelo: Rafael Marques, Adílson, Oliveira, Felipe e Neguette
Gols: Makelele 40 segundos e Reinaldo 37 do 2º

Agasalhos 2009

March 27, 2009
Notei que nos dois jogos fora de casa na libertadores os atletas do banco de reservas usaram os abrigos da coleção de 2007.

Entrei no site de GrêmioMania e para minha total supresa vi que já estão a venda os novos agasalhos (fotos abaixo), da coleção 2009.

Seguem o polêmico (para não dizer feio) design que a Puma vem usando nos seus novos lançamentos, como nos casos de Feyenoord, Shimizu S-Pulse, Olympiakos, Independiente e Zenit. Todas muito parecidas, feias, e com esta lamentável antena, copiano design já usado pela Penalty.

Agasalho Oficial Banco Grêmio 2009
Agasalho Oficial Viagem Grêmio 2009

Jaqueta Oficial Grêmio 2009

Taça Brasil e Robertão

March 27, 2009
No futebol, a polêmica nacional da semana foi um estranho pedido feito por alguns clubes brasileiros:

Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense, Cruzeiro e Bahia apresentaram nesta terça-feira um dossiê, que será enviado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para tentar unificar o título de campeão brasileiro.

A intenção dos clubes é que a entidade considere que as conquistas da Taça Brasil (1959 a 1968) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 a 1970) tenham o mesmo valor do atual Campeonato Brasileiro, que teve início apenas em 1971.” (Estadão, terça-feira, 24 de março de 2009)

O Salão Nobre do Palestra Itália tornou-se nesta terça-feira um palco de nostalgia para convencer a CBF a transformar as conquistas entre 59 e 70 da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ambos já extintos, em títulos brasileiros. Com a ausência de Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, diretores de Palmeiras, Santos, Botafogo, Fluminense e Bahia apresentaram um dossiê para multiplicar seus feitos.

O espaço localizado abaixo das numeradas do estádio palmeirense estava decorado com um painel que expunha fotos dos vencedores das competições nacionais antes da criação do Campeonato Brasileiro, em 71. Todos eram chamados de campeões brasileiros. Acima do quadro, um telão exibia gols das decisões daqueles torneios, para deleite de ex-jogadores presentes.

A iniciativa do documento partiu do Santos, os dirigentes apresentaram o dossiê “Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959”, escrito pelo jornalista Odir Cunha, que passou a dar argumentos para a validação das conquistas como títulos brasileiros, com reportagens da época e até fotos, como uma em que jogadores do Bahia recebem faixas com a inscrição “Campeão Brasileiro de 59”. O jornalista disse que o futebol europeu registra como campeões nacionais até mesmo clubes vencedores antes da criação das ligas, e ninguém contesta estes feitos. E lembrou que a CBF só substituiu a CBD, antiga Confederação Brasileira de Desportos, em 79, quando o atual Brasileiro já estava em sua oitava edição. “O João Havelange (presidente da CBD em 59) criou a Taça Brasil para definir o campeão nacional e indicar o dono do título para a Libertadores. E foi ele que criou posteriormente o Robertão e o Brasileiro, que só adotou este nome em 89 – já foi Nacional, Copa União e até Copa Brasil. É infundado dizer que a Taça Brasil é igual à Copa do Brasil, já que era a principal competição do país e a Copa do Brasil foi criada como alternativa para quem não estava no Brasileiro“, informou Odir.” (IG,24/03 – 16:13)

Esvaziado- No evento de lançamento do projeto para a unificação de títulos, ontem, na sede do Palmeiras, apenas o anfitrião e o Bahia foram representados por seus presidentes. O Cruzeiro nem foi” (Folha de São Paulo 25 de março de 2009)

Não é algo inédito, já se teve o Vasco com o Sul-americano de 1948, o Palmeiras com a Copa Rio de 1951. Olhando exclusivamente pelo lado do resgaste histórico tal evento é positivo. Mas somente isso que propõe os clubes. Sou contra, por diversos motivos. Tais títulos não devem e nem precisam de chancela da CBF. Outros argumentos contrários já foram mais bem expostos por alguns jornalistas:

A frase definitiva, para mim, é de meu amigo Celso Unzelte. Você não precisa chamar Dom Pedro II de Presidente da República. Aliás, não pode. Dom Pedro II era o homem mais importante da Nação no século XIX. Era o Imperador.

Bahia, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense ganharam títulos extremamente relevantes entre 1959 e 1970. Ganharam a Taça Brasil, irmã mais velha da Copa do Brasil, e o Robertão, irmão mais velho do Brasileiro. Mas não se deve incluir esses títulos na galeria dos campeões brasileiros.
Quem conhece a história, sabe a importância de cada um deles.
Para quem desconhece, equiparar ou não não faz a menor diferença.“(Blog do PVC, 24/03/09)

em 1967 o Palmeiras ganhou a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa. Então vamos somar os dois títulos como campeonatos nacionais? Se for assim o Cruzeiro poderá pedir o mesmo, afinal, em 2003 ganhou o Brasileirão e a Copa do Brasil. E todos os demais títulos do atual torneio de mata-mata deverão valer como o Brasileirão. Claro que não é bem assim, não é nada difícil perceber. Basta um pouco de atenção e equilíbrio na análise.”

“Fica evidente a contradição dos que reivindicam a unificação como se fosse tudo a mesma coisa, uma lamentável tentativa de manipular a opinião das pessoas, de iludir quem não conhece bem a história. E a história tem que ser contada direito, como ela aconteceu.” (Mauro Cezar Pereira, 24/03/09)

Tem ainda a questão do favorecimento dos clubes paulistas e cariocas nas duas competições, que foi minimizado pelos jornalistas “do eixo”, mas ao meu ver é relevante.

E também não foi dito que o Paysandu poderia reivindicar o reconhecimento a copa dos campeões, por exemplo, e aí vai.

Mas aonde o Grêmio entra nesta história? Entra justamente neste achincalhamento feito em relação a Copa do Brasil, competição da qual o Grêmio detém a hegemonia. E também quando se faz esta rídicula lista de “como seria”, onde o Grêmio aparece lá embaixo, numa posição nenhum pouco condizente com suas conquistas.

Libertadores – 3ª Rodada – Fase de Grupos

March 26, 2009


03/03 22:15
Caracas
2×0
Chivas Olímpico (Caracas)
04/03 21:50
Univ. de Sucre
0x1
Cruzeiro Olímpico Patria (Sucre)
05/03
19:00
Libertad
2×0
San Lorenzo F. Caceres (Luque)
10/03
19:00
Dep. Quito
1×0
Estudiantes Atahualpa (Quito)
10/03
21:40 Universitario
0x0
San Luis M. de Lima (Lima)
10/03
23:30
A. de Cali
1×1
Ind. Medellin Pascual Guerrero (Cali)
11/03
19:30
Everton
1×1
Lanús Sausalito (Viña del Mar)
11/03
21:50
Dep. Táchira
1×0
Dep. Cuenca Pueblo Nuevo (San Cristóbal)
12/03
19:00
San Martin
2×1
Nacional-PAR A. Villanueva (Lima)
12/03
21:15
Colo Colo
3×0
LDU Mon. D. Arellano (Santiago)
18/03
19:30
Boyacá Chicó
3×0
U de Chile La Independencia (Tunja)
18/03
21:50
Guaraní
1×3
Boca Juniors Manuel Ferreira (Assunção)
18/03
21:50
Defensor

0x1
São Paulo Centenario (Montevidéu)
19/03
21:45
Nacional-URU
3×0
River Plate Centenario (Montevidéu)
25/03
21:50
Aurora
1×2
Grêmio Felix Capriles (Cochabamba)
08/04
21:50
Sport
0x2
Palmeiras Ilha do Retiro (Recife)


Libertadores – Aurora 1 x 2 Grêmio

March 26, 2009

Com um minuto de jogo o Aurora assustou o Grêmio pela primeira e única vez no primeiro tempo. Paredes chutou para o gol após corte mal feito por Léo, mas a arbitragem, corretamente, anulou o gol por impedimento. Os bolivianos ainda tiveram alguns escanteios nos minutos iniciais ,mas depois disso só se viu uma equipe em campo. Quando o tricolor botou a bola no chão, chegou fácil a área do Aurora. Aos 6 Jonas chutou da entrada da área e acertou o travessão. Aos 9 foi a vez de Fábio Santos acerta a trave. Aos 19 Ruy fez boa jogada com Alex Mineiro, mas chutou para fora. A0s 21 Jonas saiu na cara do goleiro, mas chutou em cima de Dulcich.

Nos primeiros 25 minutos de jogo o Aurora confirmou tudo aquilo de ruim que se dizia sobre a equipe. Grêmio jogava com facilidade e já se lamentavam as chances perdidas quando Jonas fez bela tabela com Alex Mineiro e chutou forte na saída do goleiro. Gol do pior atacante do mundo e Grêmio em vantagem na ida para o vestiário.

No segundo tempo, Baldivieso alterou sua equipe e voltou a um esquema mais ofensivo. Porém, com um minuto foi Jonas que teve a chance de ampliar por duas vezes no mesmo lance. Aos 4, cruzamento na área do Grêmio, Victor saiu do gol e quase foi encoberto na cabeçada, mas o arqueiro gremista mostrou reflexo na defesa. Aos 6 Alex Mineiro teve chance claríssima, mas chutou rasteiro, em cima do goleiro. Aos 7 o tricolor estava em 3 contra 1 no ataque, Alex Mineiro foi displicente ao tentar a letra. Dulcich defendeu. Então ocorreu a jogada que Roth havia alertado. Ligação direta, balão do goleiro cai perto da área do Grêmio e Paredes só desviou de Victor. 1×1. Grêmio se abalou com o gol sofrido. Passou a aceitar provocações baratas dos bolivianos. O camisa 5 Mendez catimbou todos os lances que participou. Natural, era o que lhe restava fazer. Problema está em Grêmio, time que deveria querer jogar bola, aceitar este tipo de coisa. Não se sabe ao certo o que ocorreu aos 13 minutos, mas o bandeira alertou o árbitro e Jonas foi expulso.

Jogo ficou ruim para o Grêmio. Roth fez o correto, tirou Alex Mineiro e colocou Herrera para brigar sozinho na frente. Muito embora contasse com um ambiente favorável, o Aurora não ameaçou. O Grêmio teve duas chances com Réver. A primeira, aos 21, na arrancada desde a zaga que acabou em chute rasteiro. Aos 31 Souza cobrou escanteio, a bola passou por Dulcich mas Réver não acertou a cabeçada. Aos 41, falta para o Grêmio na intermediária, Tcheco bateu e Dulcih levou um frangaço. 2×1 que se manteve até o apito final.


Mais uma vez o Grêmio escapou do castigo. Contudo não concordo com essa de que o time teve “mais sorte do que juízo”. Evidentemente que o segundo gol foi de uma infelicidade do goleiro, mas o empate não condizia com as produções das duas equipes.

Hoje, sem nenhum risco de soar precipitado, dá pra se dizer que o Grêmio tem um sério problema de conclusão. As jogadas se desenvolvem bem, as chances são criadas em bom número, mas o último toque é falho.

Tcheco teve uma atuação discretíssima. Contudo fez o gol decisivo.

Me parecem um tanto exageradas as críticas direcionadas a Alex Mineiro. Perdeu um gol é verdade, mas por duas vezes deixou Jonas na cara do goleiro. Inegavelmente é o atacante de maior talento no elenco.

Mais descabidas são as reclamações feitas à Celso Roth. Sua equipe produziu bastante e só foi ameaçada em um lance que o próprio alertou repetidamente antes da partida. Após a expulsão, fez o que tinha que fazer.

O Grêmio poderia e deveria ter ganho com maior facilidade. O Aurora é sim um time muito, mas muito ruim. Passado o susto, que fique fique a lição, já que o 3 pontos foram garantidos.

Fotos: ClicRBS e Terra

Aurora 1 x 2 Grêmio
Jonas 41´
Paredes 53´
Tcheco 86´

AURORA: Dulcich, Leonforte, Edward Zenteno e Méndez; Escobar, ,Fernandez, Castellón (Rodríguez 36 do 2ºt), Edson Zenteno (López, intervalo), Cardozo (Sossa 34 do 2ºt) e Bongioanni; Paredes.
Técnico: Julio César Baldivieso

GRÊMIO: Victor, Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy (Makelele 39 do 2ºt), Adílson (Thiego 43 do 2ºt), Tcheco, Souza e Fábio Santos; Jonas e Alex Mineiro (Herrera 19 do 2ºt)
Técnico: Celso Roth

Libertadores 2009 – Grupo 7 – 3ª Rodada
Data: 25/03/2009, quarta-feira, 21h50min
Local: Estádio Félix Capriles, em Cochabamba (Bolívia)
Público: 11.059 pagantes
Renda: Bs. 283.555,00
Árbitro: Juan Soto (Venezuela)
Auxiliares: Plácido Chuello (Venezuela) e Jorge Urrego (Venezuela)
Cartões amarelos: Paredes, Edward Zenteno e Cardozo (Aurora), Ruy e Adílson (Grêmio).
Cartão vermelho: Jonas (Grêmio) aos 13 do 2ºT.
Gols: Jonas, aos 41 minutos do primeiro tempo, e Paredes, aos oito, e Tcheco, aos 41 do segundo.

Adversário – Aurora

March 24, 2009


FinalSports
Nome completo: Club Aurora
Site oficial: www.clubaurora.com.bo
Sede: Cochabamba, na Bolívia
Fundação: 27 de maio de 1935
Estádio: Estádio Felix Capriles
Jogadores inscritos na Libertadores: Ver site da Conmebol

Títulos:
-Campeonato Boliviano: 1963 (Copa Simon Bolivar)
-Campeonato Boliviano da 2ª Divisão: 2002.
-Campeonato Boliviano Clausura: 2008


Carta na Manga

O Aurora é um clube de nome poético, 74 anos de fundação e atual campeão boliviano. O título do Clausura foi conquistado em novembro, com 8 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Nas finais, o time de Cochabamba (2,6 mil metros de altitude) levou 2 a 0 do Bolívar, fez 3 a 0 e segurou um 2 a 2 definitivo. Trata-se do primeiro título nacional do clube, (na era profissional) que tem ainda um vice-campeonato na conta, levado em 2004.

El equipo del pueblo, como é conhecido em seu país, tem apenas uma participação na Libertadores, no distante 1964, quando caiu na primeira fase. A história, portanto, é minguada. No Apertura, disputado de fevereiro a junho, o time ficou num modesto 7º lugar entre 12 equipes


GloboEsporte

Fique de olho: o goleiro argentino Silvio Dulcich, que tem 27 anos e iniciou a carreira no Boca Juniors, é uma das figuras de confiança do técnico.

Técnico: Julio César Baldivieso (BOL), que disputou a Copa do Mundo de 1994 como jogador.

Opinião: “O Aurora conseguiu viradas importantes na última temporada. Mas a mais incrível se deu quando Baldivieso deixou de jogar e assumiu o cargo de técnico. Com ele, o time se livrou do rebaixamento no primeiro torneio e foi campeão do segundo, atuando bem em qualquer altitude. O relacionamento é ótimo entre Baldivieso e os jogadores, que se doam em campo por seu treinador. A equipe é muito jovem. O meio-campo, por exemplo, é muito habilidoso, mas tem pouca malícia. Uma boa campanha na primeira fase já estaria de bom tamanho para o Aurora.” Eduardo Chávez, do jornal “La Razón”

Zero Hora
Como joga o Aurora

Com jogadores leves, de baixa estatura e com aquela disposição que parece torná-los capazes de disputar dois jogos no mesmo dia. Como todo o time boliviano, tem um meia-esquerda canhoto habilidoso, Hurtado, que tenta organizar a correria, e dois atacantes mais altos, o argentino Christian Fernándes e Paredes. Apesar da leveza, o time não conseguiu jogar em velocidade. Viveu de lançamentos longos e chutões.

OLHO NELES: Hurtado é o dono do time. Cobra as faltas e escanteios. Toda a bola que sai da defesa em direção ao ataque e que não tenha sido uma tentativa de ligação direta parece ter obrigação de passar pelos seus pés. O argentino Cristian Fernández também levou perigo com chutes de longa distância.

PONTOS FORTES: Disposição para dividir todas e rapidez no contra-ataque. Aperta a saída de bola do adversário quando tem fôlego e tenta conclusões de longa e média distâncias.

PONTOS FRACOS: Falta habilidade aos zagueiros para sair jogando. Meio-campo e ataque formado por maioria de jogadores de baixa estatura fragiliza o time nas bolas altas. Mostrou-se vulnerável na marcação do meio. Deu liberdade aos armadores do Boyacá Chicó e ao toque de bola da equipe colombiana.

ESQUEMA: No 4-4-2 do Aurora, os meias Escobar e Hurtado se projetam ao ataque. Ambos fecham para o meio e tentam tabelas na entrada da área. (Zero Hora, 12/02/2009)


Blog Preleção
Sistema tático
: 3-5-2, com três zagueiros (Edward Zenteno na sobra. Huayhuata pela direita e Leonforte pela esquerda); dois alas (Rodríguez na direita, Hurtado na esquerda); dois volantes (Edson Zenteno na primeira linha, fazendo as coberturas, e C.Fernandéz saindo pela esquerda); um meia (Cardozo, bem próximo dos atacantes) e dois atacantes de velocidade (Paredes e O.Fernández).

Estratégia: o Aurora joga pelos lados, prioritariamente pela direita. Com a bola, o zagueiro Huayhuata avança, empurrando o ala Rodríguez para a linha de fundo. No mesmo setor joga o camisa 7 O.Fernández, referência da equipe. Os bolivianos apostam muito na velocidade deste jogador, e nas combinações dele com o zagueiro e o ala que apoiam em dupla pela direita.

Virtudes: talvez isso tenha acontecido por estar jogando com a torcida, mas pode ser uma característica – a marcação adiantada. O Aurora pressiona a saída de bola adversária. A defesa confia muito no goleiro, certamente o melhor jogador da equipe.

Defeitos: o Aurora é um time sem criatividade. Os bolivianos não sabem o que fazer com a bola. Nenhum dos volantes, e muito menos o meia Cardozo, são articuladores. Com isso, o principal defeito do Aurora é recorrer à ligação direta. Muitas vezes a estratégia recai no balão em direção a O.Fernández, na tentativa de contar com suas arrancadas, ou de pegar a segunda bola. O time também sofre de má pontaria crônica, os atletas concluem muito mal. E o meio fica bastante despovoado em função da preferência pelos lados do campo. (11 de fevereiro de 2009)


Gauchão – Ulbra 1 x 1 Grêmio

March 22, 2009

A única surpresa na escalação do time reserva do Grêmio em Canoas foi a presença de Orteman na meia cancha. Mal deu pra se ajeitar no sofá e a Ulbra abriu o placar: linha de impedimento mal feita, Lê recebeu na ponta direita e após o cruzamento rasteiro, Tatá fez o 1×0. A vantagem cedo na partida era o que a Ulbra mais queria, o time de Beto Almeida passou a valorizar o resultado, segurando e até catimbando o jogo. Isto somado ao forte calor da grande Porto Alegre na tarde de domingo acabou tornando o jogo bastante enfadonho no primeiro tempo. Grêmio criava pouco. Makelele era ala-direito no papel, na prática era mais um meio campo. As melhores chances foram dois chutes de Orteman e uma falta mal batida por Maylson, que passou pelo meio da barreira e só parou no ombro do goleiro André Luís, que defendeu no susto.

Time voltou do intervalo com Douglas Costa e Maxi Lopez no time. A equipe melhorou, muito mais pela iniciativa pessoal destes dois atletas do que por uma maior organização tática do time. Aos 10, Maxi girou dentro da área e cruzou rasteiro, Makelele chutou no alto, de perna esquerda, para empatar o jogo. Não tendo mais a vantagem no placar o time da Ulbra passou a sair mais para o jogo, e teve chances em erros do Grêmio, especialmente em chutes de Lê (talvez o melhor jogador em campo). O tricolor também teve chances de desempatar, em dois lances nos quais Maxi Lopez, na melhor das hipóteses, mostrou falta de ritmo. No primeiro grande jogada de Douglas Costa pela ponta esquerda, mas o cruzamento passou pelo avante; no segundo o argentino escorregou antes de pegar o rebote do goleiro.

Com o resultado “negativo” sobrarão críticas ( a maior parte delas infundadas) sobre a utilização dos reservas, sobre a escalação de Maxi e Douglas, etc…

Ficou bem claro que mesmo os reservas, entraram em campo pensando no jogo de quarta pela Libertadores. É inegável que a mobilização do clube se concentra no torneio continental.

fotos: GloboEsporte e Terra

Ulbra 1 x 1 Grêmio
Tatá 1´
Makelele 55´

ULBRA: André, Jonathan, Dudu (Henrique), Bruno e Júnior (Rogério Pereira); Wanderson, Teco, Gavião e Léo Dias; Tatá e Lê.
Técnico: Beto Almeida

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Saimon, Thiego e Héverton; Makelele, Júlio César, Maylson, Orteman (Douglas Costa, intervalo) e Jadílson (Helder); Reinaldo (Maxi López, intervalo) e Herrera.
Técnico: Celso Roth

Gauchão 2009 – 2º Turno – 4ª Rodada
Data: 22/03/2009, domingo, 16h00min
Local: Complexo Esportivo da ULBRA, em Canoas (RS).
Árbitro: Leandro Vuaden.
Auxiliares: Alexandre Kleiniche e Sedenir Martins
Cartões amarelos: Herrera, Saimon, Reinaldo (Grêmio); Tatá, Júnior (Ulbra).
Gols: Tatá, a 1 minuto do primeiro tempo; Makelele, aos 10 minutos do segundo tempo.

Ingressos do Jogo da Seleção

March 20, 2009
Vou pedir licença para fugir um pouco do assunto do blog (que, se por acaso alguém não notou, é sobre o Grêmio) e falar mais sobre o problema de venda de ingressos.

Recentemente reclamei do que aconteceu no Gaúchão e da decisão judicial que consentiu com o descumprimento do estatuto do torcedor.

Menos de um mês depois, confusão em Porto Alegre causada pela desorganização na venda dos ingressos para o jogo da Seleção.

O responsável de agora é o mesmo que era réu naquela ação: Presidente da FGF-MULTISOM.

Problemas na venda de ingressos feita pela Multisom não é nenhuma novidade.

Em favor de Novelleto deve ser dito que ao menos ele é dotado de uma cara de pau sem limites :
Venderam 12 mil ingressos normais e mais de 4 mil para idosos, estava desproporcional. Mandei parar porque senão iam acabar todos. Isso aí caiu na mão de cambista, com certeza. Não tem controle. E, na hora do jogo, não vai ter como fiscalizar. Vai entrar gente de 18 anos com ingresso de idoso. Tu achas que tem como alguém ficar cobrando carteira de identidade no meio do tumulto?” (ClicRBS, 20/3/2009)

Libertadores – Boyacá Chicó 3 x 0 U. de Chile

March 20, 2009

Com a coincidência com o horário do jogo do Grêmio, não foi possível assistir este jogo. Tinha vontade de ver a equipe (bem) treinada por Markarian mais uma vez, como também tinha muita curiosidade de ver como o Boyacá reagiria depois da derrota para o Grêmio. Por óbvio que o empate era o melhor resultado para o tricolor.

Abaixo “colei” parte de algumas matérias de jornais colombianos e chilenos. Parece bem claro que o Boyacá definiu o jogo nos 30 minutos iniciais.


JORNAIS COLOMBIANOS:

La primera media hora de juego fue de dominio total del equipo local que, muy rápido, a los tres minutos, abrió el marcador con un gran remate cruzado de Edwin Móvil que no pudo detener el portero Miguel Pinto.

Segundos antes Marco Pérez había estado cerca de conseguir la primera anotación tras un remate que se estrelló en el palo.

El equipo colombiano siguió presionando y, gracias a esto, en el minuto siete, a Marco Pérez le anularían un tanto pues el árbitro ecuatoriano Carlos Vera pitó una falta del mismo Pérez contra un rival en el área chica.

En el minuto 17, Boyacá Chicó alcanzó la segunda anotación por intermedio de Wiston Girón, tras un centro de Pedro Pino, para que el primero, de cabeza, derrotara una vez más al portero Pinto ante una defensa chilena que nunca supo controlara a sus rivales. Esta actitud del visitante llevó al entrenador Sergio Markarian a hacer dos cambios, quien sacó del terreno a Ángel Rojas y a Mauricio Arias para darle paso al argentino Walter Montillo y a Felipe Seymour.

Y las sustituciones dieron resultado, pues la ‘U’ detuvo el ataque del equipo local e intentó inquietar la portería colombiana, en especial con Emilio Hernández, de buen trabajo en la delantera chilena, y en algunas ocasiones con Marcelo Díaz y Montillo, quienes también lograron llegar con peligro al a portería de Velásquez” (El Colombiano)

La primera parte la manejó muy bien el Chicó, se acercó con insistencia y peligro al área rival. Eso le bastó en los primeros 45 minutos al Boyaca para ir ganando el encuentro 2-0.

Para la segunda etapa las cosas se enfriaron un poco, aunque el Boyacá mantuvo la posesión del balón. El cuadro chileno no pudo descifrar el cerrojo impuesto por Edigson ‘Prono’ Velásquez.” (El Espectador)


Desde el pitazo inicial Boyacá Chicó salió a buscar el partido. Después de generar varias llegadas por el sector derecho que conducía Pedro Pino, llegó el gol de Edwin Móvil en el minuto tres de la primera parte, luego de aprovechar un rebote y lanzar un tremendo derechazo que se fue al fondo de la red.

Universidad de Chile intentó reaccionar pero el onceno ajedrezado siguió atacando y en el minuto seis, el baló pegó en el horizontal tras remate de Móvil. Un pase preciso de Pedro Pino por la zona derecha sirvió para que Winston Girón definiera con un cabezazo al minuto 18.

Con el ingreso al terreno de juego de Walter Montillos y Felipe Seymour, el equipo visitante recuperó el dominio del balón, generando claras y peligrosas opciones de gol, las cuales supo resolver muy bien Edigson ‘El Prono’ Velásquez, quien otra vez se constituyó en figura.

La ‘U’ atacó de manera desordenada y poco clara y se encontró con un ‘Prono’ muy seguro.

Al final una victoria justa para la zaga boyacense que dominó el esférico la mayor parte de tiempo el partido, ante un desdibujado equipo chileno, que poco produjo para alzarse con la victoria.” (El Tiempo)

JORNAIS CHILENOS:

“La incertidumbre, la desconfianza, los titubeos nunca son bienvenidos. Ni en el fútbol, ni en la vida. Pero a Universidad de Chile le cayeron todos juntos en el peor momento. En su más deslucida presentación de la temporada, los azules fueron derrotados, casi sin oposición, a manos de Boyacá Chicó en Colombia (3-0), y nublaron el buen panorama que avizoraban en la Copa Libertadores.” (El Mercurio)
“El equipo colombiano partió con todo el partido, dominando sin contrapeso durante la primera media hora de juego. Dos goles y tres tiros en los postes resumen la superioridad de Chicó, que provocó los peores momentos en la ‘era Markarián’ y, por ende, dos modificaciones realizadas por el técnico uruguayo luego de esa fatídica media hora.” (La tercera)

Si para algunos el sinónimo de infierno es Dicom, suegra o jefe, para la “U” en los primeros 25 minutos era Tunja. El Boyacá Chicó arrasaba en su cancha con los pupilos de Markarián. Les tenía dos pepas adentro y habían pegado tres palos. Era como para pedir la hora, agarrar el avión y volver con un resultado digno de vuelta a Chile” (La Cuarta)

Fotos: La Tercera

Boyacá Chicó 3 x 0 Universidade de Chile

Boyacá Chicó: Edigson Velásquez; Pedro Pino, Ever Palacios, Mario García, Ormedis Madera; Juan Gilberto Núñez (m.76, Anthony Tapia), Yhonny Ramírez, Miguel Caneo, Edwin Móvil, Winston Girón (m.86, Luis Durán); Marco Pérez (m.91, Raúl Asprilla).
Entrenador: Alberto Gamero.

Universidad de Chile: Miguel Pinto; Osvaldo González, Rafael Olarra, José Rojas, Marcelo Díaz; Manuel Iturra, Marco Estrada, Angel Rojas (m.30, Walter Montillo), Mauricio Arias (m.31, Felipe Seymour), Emilio Hernández (m.75, Nelson Cuevas) y Juan Manuel Olivera.
Entrenador: Sergio Markarian.

Libertadores 2009 – Grupo 7 – 3ª Rodada
Data: 18/03/2008, quarta-feira, 19h00min
Local: Estadio La Independencia, em Tunja
Árbitro: el ecuatoriano Carlos Vera, asistido por sus compatriotas Carlos Herrera y Marco Muzo.
Cartões Amarelos: Núñez, García, Olarra, Hernández, Palacios y Móvil
Goles: 1-0, m.3: Edwin Móvil. 2-0, m.17: Winston Girón. 3-0, m.70: Juan Gilberto Núñez.