Grêmio1983

Imprensa

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Grêmio precisa mudar sua relação com a imprensa.

Não defendo o conflito, tampouco quero que a direção embarque nesta relação promíscua que a mídia mantém com alguns clubes.

Mas algumas coisas não podem ser aceitas. Para não me alongar muito, vou me concentrar em um tema específico. A tentativa de avacalhar com um dos adversários do Grêmio na Libertadores:

Pouco antes do jogo no Olímpico a coisa piorou:

Pra ganhar do Aurora não precisa time titular. Se faltar alguém, pode colocar o seu Verardi, o Krieger, o presidente Duda que dá para faturar os três pontos. E se faltar alguém, estou em forma. De barril, é claro. Com equipe C, vence” (Luiz Carlos Reche, Correio do Povo, 5/4/2009)

Ok, é uma coluna, espaço de opinião, de alguém que tenta trabalhar com bom humor. Mesmo assim não dá pra aceitar. Comentário parecido fez Pedro Ernesto na rádio Gaúcha, no domingo a noite, quando disse que o Grêmio poderia escalar o neto do Guerrinha e a filha do Nando Gross que ainda assim venceria os bolivianos.

Pior ainda é fazer isto na crônica do jogo:
Sem desmerecer o Aurora, pode-se dizer: o time do Sindicato, quando chamado a enfrentar os titulares no suplementar do Olímpico, oferece mais resistência” (Diogo Olivier, Zero Hora, 8/4/2009)

Aurora está na Libertadores por seus méritos (campeão boliviano) e atualmente é 2º colocado no campeonato do seu país. Não vou discutir a qualidade da equipe, até porque isto é uma questão de opinião. O que não pode é essa tentativa de achincalhar um adversário do Grêmio.

Será que se disse algo parecido com isso quando o Cruzeiro venceu o Universitário de Sucre (4º colocado na Bolívia) por 2×0 no Mineirão?

Por um acaso a imprensa ficou insistindo em comentar sobre a fragilidade do União de Rondonópolis? Fará isto com o Guarani (rebaixado no Paulistão)?

Quando o Grêmio, com a mesmo time que recebeu o Aurora, fez 2×0 no São Luiz, o resultado foi menosprezado pela qualidade da equipe de Ijuí?

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