Grêmio precisa mudar sua relação com a imprensa.
Não defendo o conflito, tampouco quero que a direção embarque nesta relação promíscua que a mídia mantém com alguns clubes.
Pouco antes do jogo no Olímpico a coisa piorou:
Ok, é uma coluna, espaço de opinião, de alguém que tenta trabalhar com bom humor. Mesmo assim não dá pra aceitar. Comentário parecido fez Pedro Ernesto na rádio Gaúcha, no domingo a noite, quando disse que o Grêmio poderia escalar o neto do Guerrinha e a filha do Nando Gross que ainda assim venceria os bolivianos.
Pior ainda é fazer isto na crônica do jogo:
“Sem desmerecer o Aurora, pode-se dizer: o time do Sindicato, quando chamado a enfrentar os titulares no suplementar do Olímpico, oferece mais resistência” (Diogo Olivier, Zero Hora, 8/4/2009)
Aurora está na Libertadores por seus méritos (campeão boliviano) e atualmente é 2º colocado no campeonato do seu país. Não vou discutir a qualidade da equipe, até porque isto é uma questão de opinião. O que não pode é essa tentativa de achincalhar um adversário do Grêmio.
Será que se disse algo parecido com isso quando o Cruzeiro venceu o Universitário de Sucre (4º colocado na Bolívia) por 2×0 no Mineirão?
Por um acaso a imprensa ficou insistindo em comentar sobre a fragilidade do União de Rondonópolis? Fará isto com o Guarani (rebaixado no Paulistão)?
Quando o Grêmio, com a mesmo time que recebeu o Aurora, fez 2×0 no São Luiz, o resultado foi menosprezado pela qualidade da equipe de Ijuí?