Archive for September, 2009

Renato no Grêmio em 1995 II

September 30, 2009
Acrescentando informações ao post Renato no Grêmio em 1995. Um aspecto não abordado lá foi a possibilidade aventada na época de Renato disputar outro Mundial em Tóquio.


Uma notícia publicada na Zero Hora (imagem acima) depois do primeiro jogo da final da Libertadores de 1995:

“Jogaria com muito prazer para o meu clube do coração”
“Esse título não tem preço”
“Pelo Grêmio, vou até de graça

“Na abertura da Copa dos Campeões – torneio que reuniu os quatro campeões mundiais de Interclubes -, no dia 4 de julho, Renato jogou pelo Grêmio, na partida contra o Flamengo. O ponteiro, depois de uma bela jogada, tramada com Paulo Nunes, cruzou com efeito para a área do Flamengo, deixando o centroavante Jardel livre para, de cabeça, abrir o marcador.

Renato jogou apena 33 minutos, deixando o campo quando o Grêmio já vencia por 2 a 0. No vestiário, segundo revelação do próprio atacante, o presidente Fábio Koff lhe fez o convite, condicionando-o, obviamente, à conquista da Taça Libertadores” (Zero Hora, 27 de agosto de 1995)

Após a conquista do título, saiu mais uma nota na mesma Zero Hora retomando o assunto.

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Brasileirão – Goiás 2 x 1 Grêmio

September 27, 2009

Era o jogo do diferencial, da afirmação, para deixar o trauma dos jogos como visitante para trás. Mas não foi isso que aconteceu. Voltaram os mesmo erros de antes e o Grêmio mais uma vez acabou perdendo por uma diferença mínima, para um adversário que jogou mal, mas ainda assim foi superior.

O calor, o clima seco do cerrado, as dimensões exageradas do Serra dourada, ajudam a explicar o ritmo lento e um jogo “de campeonato carioca” (sem combate no meio campo). Após um desacerto nos minutos iniciais, o Grêmio se achou em campo. Aos 17, Jonas fez grande jogada e serviu Souza, que driblou o goleiro e abriu o marcador. Aí o tricolor teve seu melhor momento no jogo, trocando passes no campo de ataque, tramando jogadas, podendo inclusive ter ampliado o marcador, nas conclusões de Maxi Lopez e Rochemback. Mas aos 32, após um lento contra-ataque do time da casa, Júlio César cruzou da esquerda e Léo Lima entrou desacompanhado para cabecear e empatar o jogo.

A estratégia do Grêmio foi bem pensada, mas mal executada. É sabido que a jogada forte do Goiás passa pelos alas. Autuori fez certo em fazer o time esperar, em orientar que os laterais não abandonassem a linha de 4 defensiva. Não discordo do posicionamento, e sim da atitude. O time raramente recuperava bolas e perdia quase todos os rebotes, o que é um complicador para quem procura explorar o contra-ataque.

De fato, as duas equipes caíram no segundo tempo. Mas o Grêmio caiu mais. Depois da chance desperdiçada por Adílson, aos 4 minutos, o time não teve mais presença ofensiva. O Goiás, sem muita inspiração, pressionava. Os atacantes gremistas não retinham a bola no ataque. O Grêmio errava muito passes e facilitava o trabalho dos esmeraldinos. O castigo da virada parecia questão de tempo. E foi, num lance de azar gremista, Felipe ficou sozinho com Victor e decretou o placar final. Os minutos derradeiros foram dolorosos, uma vez que o Grêmio sequer tinha forças para dar um balão para dentro da área adversária.


Não gostei das avaliações feitas por Autuori e Meira no pós-jogo. Segundo tempo do Grêmio foi muito fraco.

Será que a preparação física não poderia começar a ser questionada? Ou só o calor justifica a apatia no final do jogo?

Mário Fernandes tinha condições? Quem é o titular da lateral direita? Não se trata de perseguição ao Thiego, até porque já fiz esta pergunta aqui antes.

Felipe estava impedido no segundo gol do Goiás? As imagens abaixo deixam claro que o jogador estava em posição de impedimento no momento do toque de Iarley, mas a bola rebateu em Thiego ou foi um passe do jogador gremista? O lance foi parecido com o do gol de Tcheco contra o Cruzeiro?

“Ganhando vantagem por estar naquela posição” significa jogar a bola que rebate em um poste, no travessão ou em um adversário, depois de haver estado em uma posição de impedimento. (CBF – REGRAS DO JOGO DE FUTEBOL 2008/2009 – Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros)

Fotos: ClicRBS

Goiás 2 x 1 Grêmio
Souza 17´
Léo Lima 32´
Felipe 81´

GOIÁS: Harlei, João Paulo, Valmir Lucas e Ernando; Vitor, Everton, Fernando, Léo Lima e Julio Cesar (Amaral, 45’/2ºT); Iarley e Fernandão (Felipe, 29’/2ºT)
Técnico: Hélio dos Anjos

GRÊMIO : Victor; Thiego, Rafael Marques, Réver e Bruno Collaço; Adilson, Fábio Rochemback, Tcheco (Tulio, 27’/2ºT) e Souza; Jonas (Herrera, 30’/2ºT) e Maxi López
Técnico: Paulo Autuori.

26ª rodada – Campeonato Brasileiro 2009
Data: 27 de setembro de 2009, domingo, 16h00min
Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Público: 12.644 pagantes
Renda: R$ 208.570,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Assistentes: Marrubson Melo Freitas (DF) e Eremilson Xavier Macedo (DF)
Cartões amarelos: Rafael Marques e Réver (Grêmio).
Gols: Souza, aos 17, e Léo Lima, aos 32 minutos do primeiro tempo. Felipe, aos 36 minutos do segundo tempo.

Arena, Copa, BNDES, Incentivos Fiscais, Dívidas

September 24, 2009
Pro meu gosto, a Copa do Mundo de 2014 deveria contar somente com investimento privado (como prometera Ricardo Teixeira). Os governos municipais, estaduais e federal deveriam ter outras prioridades.

Se já considero “errado” usar dinheiro público para auxiliar o futebol, fico ainda mais inconformado quando leio notícias que dão conta que somente alguns clubes e projetos serão beneficiados, ficando investimentos públicos sujeitos a critérios estabelecidos sabe-se-lá como pela FIFA e CBF.

Empréstimo para clubes será mais caro

BNDES diz que financiamento para estádios privados será diferente do oferecido aos governos estaduais para a Copa-2014

[…]
Segundo o banco federal, pedidos dos clubes serão enquadrados em uma linha de financiamento similar à que já se aplica hoje ao setor de comércio, serviços e turismo.
Enquanto Estados e municípios poderão tomar empréstimo com uma TJLP (Taxa de Juros a Longo Prazo) de 6% ao ano, acrescido apenas de juro básico de 1,9%, clubes terão que pagar TJLP (6%) mais 1%, juro básico de 1,8%, além de um juro de risco, que é variável de acordo com o perfil do cliente (endividamento e risco de calote aumentam esse índice).
Ou seja: o custo do dinheiro para os estádios privados pode ser até o dobro do que o repassado para as arenas estatais.
E existe outra diferença.
No caso dos estádios privados, o banco financia até 60% do valor do investimento. Para as arenas públicas, o governo federal está propondo a criação de linha de crédito de até R$ 400 milhões, ou 75% do valor do projeto, prevalecendo sempre o que for menor.” (Mariana Bastos e Paulo Cobos, Folha de São Paulo, 18 de setembro de 2009)

Projeto abre brecha para arena privada levar verba pública

Proposta de deputado gaúcho sugere que clubes donos de estádios na Copa ganhem créditos fiscais por investimentos

Texto passa por comissão sem receber emendas e espera parecer de relator aliado para seguir depois para votação na Câmara

DA REPORTAGEM LOCAL

De Brasília, ou mais precisamente da Câmara dos Deputados, pode sair uma fonte de financiamento alternativa para Atlético-PR, Inter e São Paulo bancarem as reformas de seus estádios para a Copa de 2014.
Um projeto de lei do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), que é ligado à diretoria do Inter, prevê que o dinheiro investido pelos clubes para as arenas do Mundial seja depois abatido no pagamento de dívidas em tributos federais.
Assim, o projeto, se aprovado, pode fazer, por exemplo, com que o São Paulo zere suas dívidas com órgãos federais (hoje na casa dos R$ 45 milhões) se usar igual valor na remodelação do Morumbi.
“Não tenho ainda a íntegra do projeto do Beto. Mas sei que é importante porque o Inter vai fazer um investimento para a Copa do Mundo. Acho justo que o clube receba, então, um ressarcimento pelo que for investido no estádio e ter parte de suas dívidas com o governo federal abatida”, diz Emídio Ferreira, vice-presidente de patrimônio do time gaúcho.
O projeto de Albuquerque, com quem a reportagem não conseguiu falar (ele está nos Estados Unidos), até que tem uma tramitação acelerada para os padrões da Câmara. Proposto no final de maio, ele já foi analisado pela Comissão de Turismo e Desporto, na qual não sofreu quaisquer emendas.
Aguarda agora o parecer do relator Valadares Filho (PSB- -SE) para seguir para votação. Como Albuquerque e Valadares são do mesmo partido, esse obstáculo também deve ser ultrapassado com facilidade.
No plenário, o deputado gaúcho também espera a aprovação, já que, no seu entendimento, é um projeto sem rejeição.
O PSB faz parte da base do presidente Lula, cujo governo já garantiu várias vezes que não será usado dinheiro do Orçamento federal para construir estádios -recursos do BNDES, de acordo com a administração petista, não podem ser considerados dinheiro público.
Para Albuquerque, sua ideia não irá acarretar prejuízos aos cofres públicos. Por seu raciocínio, com os clubes investindo nas suas arenas, o governo será poupado dessa tarefa.
O deputado também afirma que a troca de investimento em estádios por abatimento nas dívidas não será aberta para outros clubes -ficará restrita às arenas que serão usadas na segunda Copa em solo nacional.” (Mariana Bastos e Paulo Cobos, Folha de São Paulo, 18 de setembro de 2009)

A “íntegra” do projeto de lei 5310/2009 do Deputado Federal Beto Albuquerque é composta por 6 artigos. A idéia em si não me pareceu ruim, o problema é que ela possui pouquíssimos beneficiários. Conforme se extrai do artigo 1º e da justifcação do projeto:

Art. 1º Os investimentos, com recursos próprios, realizados por entidade desportiva da modalidade futebol em obras de construção, modernização e reforma de seu estádio escolhido para sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol do ano de 2014, organizada pela Federação Internacional de Futebol – FIFA, constituirão crédito fiscal que poderá ser usado na forma desta Lei.

§ 1º À opção da entidade desportiva, o crédito de que trata o caput poderá ser compensado com os débitos fiscais oriundos de quaisquer tributos e contribuições federais, vencidos e vincendos, em especial aqueles apurados na forma da Lei nº 11.345, de 2006.

JUSTIFICAÇÃO

[…]

Mesmo assim, entendemos importante incentivar a participação dos clubes de futebol nas despesas de construção e reforma dos estádios que sediarão os jogos da Copa de 2014. Na verdade, pretendemos com este Projeto diminuir o gasto de dinheiro público na realização da Copa do Mundo. A construção de estádios pelos governos federal ou local, além de gerar o custo do investimento imediato, trará despesa de manutenção futura. Por essa razão, há diversos projetos de privatização dessas construções pelo país. Não é papel do Estado construir e administrar estádios de futebol.”

Entrei em contato com Adalberto Preis. Solícito como sempre, me garantiu que a Grêmio Empreendimentos já estava a par da situação e que o Grêmio já trabalha em Brasília com o intuito de fazer emendas ao referido projeto.

Classificação – 25ª Rodada

September 24, 2009


ARTILHEIROS
13 gols
Adriano (Flamengo)
Jonas (Grêmio)

12 gols
Roger (Vitória)

11 gols
Diego Tardelli (Atlético-MG)
Val Baiano (Barueri)
Marcelinho Paraíba (Coritiba)
Alecsandro (Internacional)

10 gols
Éder Luís (Atlético-MG)
Felipe e Iarley (Goiás)
Gilmar (Náutico)

9 gols
Souza (Grêmio)
Carlinhos Bala (Náutico)
Obina (Palmeiras)
Kléber Pereira (Santos)

Lara o craque Imortal

September 22, 2009
A lembrança foi feita pelo Charles Hansen, do Grêmio Copero: 22 de setembro, data do grenal farroupilha, marca também o último jogo de Eurico Lara pelo Grêmio.

Abaixo, imagens de uma reportagem de Carlos Maranhão e Cláudio Dienstmann publicada na revista Placar, onde são abordadas as verdades, mitos e lendas sobre Lara naquela partida:

“A lenda nasceu no Rio Grande do Sul e foi subindo para o norte, através do litoral. Passou pelo Paraná, andou por São Paulo, cruzou o Rio de Janeiro e Chegou ao resto do Brasil”

Titular do Grêmio há 15 anos, Lara gozava da inteira confiança da torcida. Sua figura era impressionante: alto, quase 2m de altura, muito magro, feições morenas de índio.”

“Em 1925, o Paulistano, antes de seguir para a primeira excursão à Europa realizada por um clube brasileiro, tentou contratá-lo. Chegou a lhe oferecer um emprego no qual ganharia dez vezes mais do que no Exército.

Lara não foi. Cinco anos mais tarde, marchou com os vencedores na Revolução de 30, sendo promovido a tenente no final da campanha”

Pro meu gosto, a reportagem não se torna uma verdade definitiva, e sim mais uma versão. O Esporte Espetacular abordou o assunto:

Em 2007, a mesma Placar (em texto de Dagomir Marquezi) voltou a contar a história do chute desferido pelo irmão.


Ainda sobre lendários goleiros gremistas, vale a pena ler o texto de Igor Natusch (publicado no Carta na Manga) sobre a gloriosa defesa de Mazaropi contra o America de Cali em 1983.

Brasileirão – Grêmio 5 x 1 Fluminense

September 20, 2009

Mais um jogo em casa e mais uma goleada, sinal que o empate com o Vitória foi só um acidente de percurso.

Novamente o Grêmio foi pra cima do adversário, se impôs e resolveu o jogo na primeira meia hora de jogo. Aos 10, Souza bateu a falta, Adeílson cortou mal e bola acabou dentro do gol. Aos 17, o juiz marcou o mesmo pênalti que Oscar Ruiz ignorou na Libertadores. Jonas cobra, mal, goleiro defende, bandeira diz que o arqueiro se adiantou, juiz manda voltar, Autuori se desespera e troca-se o batedor. Tcheco, com a habitual categoria, acaba com a confusão. Aos 23, após cruzamento de Tcheco, Souza apareceu como centroavante e completou pro fundo das redes. 3×0 e a fatura liquidada.

Caberia ao Grêmio jogar o resto da partida com seriedade, respeitando o Fluminense e a torcida presente. Foi o que aconteceu. Não houve displicência. O único erro ocorreu na linha de impedimento mal-feita que resultou no gol de honra do tricolor carioca. De resto, foi comovente ver o esforço de Herrera e Jonas por anotar um tento, ou a disposição de Adílson na marcação. O 4º gol ocorreu quando Cássio tentou acabar com a bonita tabela entre a dupla de ataque gremista e o 5º foi um prêmio a insistência do então meio-campista Réver.

5 x 1. Resultado mais do que justo.


Meio campo vai se ajeitando. Ficou mais definido que Adílson cumpre a primeira função. Rochemback vem crescendo a cada partida.

É nobre a busca pela artilharia. A atitude de Jonas, ao querer bater o pênalti até é compreensível, mas não deixa de ser um pouco irresponsável e egoísta. Como capitão, Tcheco deveria ter se imposto. Por sorte, e um certo preciosismo do bandeirinha, não houve maiores prejuízos.

Jonas esclareceu que ele é o 2º na ordem dos batedores, e que o fim da infame dancinha não foi um pedido de sua mãe.

Depois de um período em que andou meio “enfeitado”, Réver tem jogado mais simples e melhor.

Mais uma assistência de Tcheco.

Collaço faz o feijão com arroz na marcação. Precisa acrescentar mais na parte ofensiva.

Achei o público razoável em número e fraco na “cantoria”.

Cheguei a ficar com pena do tal de Cássio.

Jonas segue empatado com Adriano como artilheiro do campeonato. Quem diria?

fotos: Grêmio.net, ClicRBS e UOL

Grêmio 5 x 1 Fluminense
Souza 10´
Tcheco (pênalti) 18´
Souza 23´
Kieza 58´
Cássio (contra) 59´
Jonas 84´

GRÊMIO: Victor; Thiego, Rafael Marques, Réver e Bruno Collaço; Adilson (Túlio, 35’/2ºT), Fábio Rochemback, Tcheco (Renato Cajá, 40’/2ºT) e Souza (Léo, 35’/2ºT); Jonas e Herrera.
Técnico: Paulo Autuori.

FLUMINENSE: Rafael, Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César (Cássio, intervalo); Urrutia, Diogo, Equi González (Marquinho, intervalo) e Conca; Adeílson (Fábio Neves, 21’/2ºT) e Kieza.
Técnico: Cuca.

25ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2009
Data: 20/9/2009, Domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público Total: 30.924 (27.205 pagantes)
Renda: R$ 570.334,00
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e José Ricardo Maciel Linhares (ES)
Cartões amarelos: Herrera (GRE); Gum, Marquinho, Adeílson, Kieza (FLU)
Gols: Souza aos 10 e aos 23, e Tcheco (pênalti), aos 18 minutos do primeiro tempo. Kieza, aos 13, Cássio, contra, aos 14, e Jonas aos 39 minutos do segundo tempo.

Seleção Grenal RBS

September 18, 2009

Não votei mas penso que, com uma óbvia exceção, todos os atletas gremistas eleitos merecem representar o clube em uma seleção de todos os tempos.

Mas a seleção é injusta e cheia de descritérios, muito embora se saiba que é muito mais uma peça publicitária do que propriamente uma homenagem histórica.

Um aspecto foi o mencionado pelo Adílson, quando falou sobre como ele foi “favorecido” pela juventude do público votante. Eu não vi Everaldo jogar, como posso dizer que merece mais ou menos do que Roger? Seria injusto, por mais que seja uma escolha pessoal.

Pela mesma lógica, dificilmente alguém que votou tenha visto Lara jogar. (isso sem nem entrar na questão de comparar jogadores de épocas distintas)

Tem solução? Talvez. Mauro Beting criou um critério interessante para sua seleção, dividindo-a em duas: a dos jogadores que efetivamente viu jogar e dos jogadores que viu, ouviu e leu a respeito. Me parece mais justo, e bem mais sincero.

Outra questão é essa pre-seleção e pré-formatação feita pelos organizadores. Por que no 4-4-2? Quando que Émerson foi volante no Grêmio? De León de zagueiro central?

Evidente que escolhas deste tipo sempre serão polêmicas e sujeitas à “liberdades poéticas”. São válidas como homenagem, resgate, lembrança de ídolos, mas não como verdades definitivas sobre a história do clube.

Capitão América esteve aqui

September 16, 2009

Como é do conhecimento de todos, o Capitão América esteve em Porto Alegre neste último final de semana.

Gente finíssima, como de costume, assim como toda a sua comissão.

Contou várias histórias, algumas impublicáveis. Falou das diferenças de estilo dos clubes, do gosto da torcida e etc… Reiterou sua preferência por um time que saiba jogar.

Duas manifestações dele merecem ser destacadas no blog. Aliás, a primeira ele pediu para que eu escrevesse aqui:

– Tudo o que ele queria era tido uma torcida como a geral na época em que foi jogador: “Ninguém nos seguraria” foram as palavras dele.

– Adílson ficou envaidecido, mas considera injusta a sua inclusão nesta seleção Gre-nal da RBS, porque na prática só gurizada vota (e tem razão). Disse que, se fosse possível, daria seu lugar para Airton Ferreira da Silva .

Enfim, é sempre bom saber que uma figura que tu admira como profissional é também uma grande pessoa.

106 Anos

September 15, 2009


Brasileirão – Náutico 0 x 2 Grêmio

September 13, 2009

Três pontos conquistados fora de casa. Era o único desejo da torcida tricolor. Ninguém exigia espetáculo, golaços, bom futebol.

Sem fazer uma grande partida, o Grêmio finalmente ganhou como visitante. Não jogou bem, mas ainda assim foi superior ao Náutico.

Com uma escalação mais equilibrada o time de Autuori teve alguma dificuldade no início da partida. Um pouco pelo posicionamento dos laterais e outro tanto pela adaptação ao já famoso gramado dos Aflitos. Bola permanente “viva” e jogo era pegado.

As oportunidades de ataque foram bem aproveitadas. Aos 17, após bom cruzamento de Tcheco, a bola passou por Maxi Lopez no primeiro pau e Souza, de peixinho, abriu o placar. Aos 26, nova assistência de Tcheco, Jonas recebeu dentro da área, chapeleou o zagueiro e ampliou para 2×0.

Junto com os gols o Náutico também perdia dois jogadores por lesão. Ao Grêmio cabia jogar com inteligência e saber se aproveitar da situação do adversário. E, salvo duas jogadas que resultaram em grandes defesas de Victor, foi o que o time fez.

O segundo tempo seguiria no mesmo ritmo, com o Grêmio posicionado mais atrás esperando pelo contra-ataque. A previsível expulsão de Maxi acabou só acentuando isso. O Argentino foi pouco inteligente, já tinha amarelo, sabia da catimba dos adversários e seguiu buscando contato. Contudo achei a expulsão injusta (Seneme não foi tão rigoroso com Márcio Barros) e a falta do segundo amarelo é bastante questionável. Jogar com 10 foi um complicador, a ação passou a ocorrer somente no campo de ataque do Náutico, mas aí o bom posicionamento defensivo gremista foi o suficiente para garantir o resultado.

Sábia a decisão da mãe do Jonas de proibir seu filho (artilheiro do campeonato) de fazer a famigerada dancinha na comemoração do gol.

Não sabia dessa “tradição” de número azul na camisa do Náutico.

Por falar em número, o Grêmio não usa numeração fixa, mas as camisas 5 e 8 tem dono. Ainda assim fica estranho ver o Rochemback com a camisa número 4. (Me lembra o Gullit na Sampdoria, e essa comparação não é boa para o tricolor)

Ainda que o Grêmio tenha jogado com um a menos em boa parte do segundo tempo, o time me pareceu por demais cansado no final do jogo.

Mais um partidaço de Victor.

Tcheco deu o passe para os dois gols.

Autuori escalou e mexeu bem no time.

Agora vai?

Fotos: Uol e Terra

Náutico 0 x 2 Grêmio
Souza 17´
Jonas 26´

NÁUTICO: Glédson, Cláudio Luiz, Márcio e Asprilla; Patrick (Sidny, 37’/1ºT), Michel, Rudnei (Kuki, 15’/2ºT), Derley e Aílton; Carlinhos Bala e Acosta (Márcio Barros, 24’/1ºT).
Técnico: Geninho

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Rafael Marques, Réver e Bruno Collaço; Adílson, Fábio Rochemback, Tcheco (Léo, 44’/2ºT) e Souza (Túlio, 38’/2ºT); Jonas (Herrera, 26’/2ºT) e Maxi Lopez.
Técnico: Paulo Autuori

24ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2009
Data: 13/9/2009, domingo, 18h30min
Local: Estádio dos Aflitos, em Recife (PE)
Público: 16.473 pessoas
Renda: R$ 94.770,00
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP)
Assistentes: Gilson Bento Coutinho (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Bruno Collaço, Maxi López, Tcheco, Fábio Rochemback (Grêmio); Asprilla, Márcio (Náutico)
Cartão vermelho: Maxi López aos 18 do segundo tempo(Grêmio)
Gols: Souza, aos 17min; Jonas, aos 26min do primeiro tempo.