Archive for November, 2009

Autuori foi

November 11, 2009
“O treinador Paulo Autuori não é mais o técnico do Grêmio.

Junto com ele, deixam o Clube o seu auxiliar, Rene Weber, e o preparador físico, Gilvan Santos.

A informação foi oficializada pela direção gremista” (Gremio.net, 11/11/2009)

“A Direção confirmou que Marcelo Rospide irá treinar a equipe até o final do ano“.(Gremio.net. 11/11/2009)
Dos 365 dias do ano de 2009, o Grêmio ficará sem treinador e preparador físico em cerca de 100.

O mico pode ser ainda maior se o treinador interino for capaz de obter bons resultados fora de casa.

Só resta uma coisa a ser feita no Olímpico:

Colocar Duda, Meira, Koff, Cacalo, Evandro, Pacheco, Raul Régis & Cia num avião rumo à Belo Horizonte com a finalidade de contratar um treinador.

p.s. Não vale o treinador do América-MG.

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Vai Autuori? Fica Autuori?

November 10, 2009

“Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, após o treino físico no estádio Olímpico, o técnico Paulo Autuori afirmou que terá mais 48 horas para definir sua permanência no time. Caso o treinador volte ao Al-Rayyan, do Catar, a direção trabalha com o nome de Silas, que atualmente treina o Avaí.” (Final Sports – 10/11/2009 – 18:24:47 – por Gabriela Aerts)

Autuori: “–Pedi um prazo de 48h para ver se os clubes se acertam. Esta negociação entre os clubes é fundamental para definir minha posição. É uma situação diferente. Tem que ver o que será benéfico para o Grêmio em termos de grana, e isso também tem que ser definido pela direção, isso também conta, eu sou dependente disso” (ClicRBS, 10/11/2009, 18h26min)

Meira: “É importante que o Grêmio receba uma compensação financeira e nós apenas trabalhamos em cima dessa hipótese. Acredito que essa situação possa se resolver antes dessas 48 horas

Como é que os dirigentes permitem que o clube seja submetido a isto? Ainda mais depois de todo o tempo que o Grêmio esperou por Autuori?

Por que a torcida tem que ficar assistindo à esse jogo de empurra de clube e treinador, esperando que alguém de pulso tome uma atitude minimamente condizente com a situação.

O Grêmio não tem que dar 48, 24 ou 12 horas para Autuori. Tem é que dar um ultimato.

Como é que o presidente do clube não se manifesta mais enfaticamente numa hora dessas?

Compensação financeira? Alternativas? Plano B? O ano de 2009 não tinha sido sacrificado em nome do planejamento em longo prazo? em nome da convicçao em Autuori?

Grêmio começa mal 2010.

Não faço idéia de como é receber uma proposta milionária, mas Autuori não recebe um salário de fome no Grêmio. Se tem o mínimo de digninidade, deveria permanecer em Porto Alegre, pela obrigação de fazer um 2010 melhor do que 2009.


Uma análise mais racional do caso foi feita pelo Vicente Fonseca, no Carta na Manga. Análise esta que merece transcrição integral:

Um ultimato, por favor

Grêmio, Paulo Autuori e Al-Rayyan já protagonizaram a grande novela do ano de 2009, que conseguiu superar, inclusive, a da contratação de Maxi López (e olha que esta teve direito a final épico, com o jogador cruzando o Pampa de automóvel). Inacreditavelmente, estão prestes a repetir a dose.

Não é recomendável fazer jornalismo em cima de especulações, mas ninguém rebate firmemente nenhuma delas. Luiz Onofre Meira não garante o treinador no Olímpico para 2010. Diz confiar em sua palavra, mas também não nega ter um plano B. O mesmo discurso tece o presidente Duda Kroeff. Autuori diz estar focado no trabalho e no planejamento da próxima temporada, mas não nega que a proposta de R$ 16,8 milhões em salários (o equivalente ao campeão de 2009 da Fórmula-1, Jenson Button) lhe balança – a quem não balançaria?

Só não dá para saber quem tem a posição mais esdrúxula nesta história toda. Paulo Autuori fez o Grêmio esperar 50 dias em meio ao momento mais importante do ano para assinar contrato. Mostrou-se seduzido com a volta de poder competir em alto nível num gigante do futebol brasileiro, e ainda mais com a possibilidade de gerir as categorias de base do clube. Estava disposto a perder dinheiro. E agora pensa em voltar às Arábias para…ganhar dinheiro! O Al-Rayyan, por sua vez, deixou o treinador ir embora em maio e agora faz proposta exorbitante para que volte. Por que o deixou ir, então? Se os petrodólares compram tudo, por que não propuseram reajuste há seis meses atrás, e não agora? E o que falar do Grêmio, que esperou dois meses pelo seu novo técnico, pôs em risco a temporada em nome de um projeto maior e agora, na hora que Autuori seria realmente alvo maior de cobranças, na hora de planejar e pensar um time que ele próprio fosse montar, pode perdê-lo – e pior, para o mesmo clube do qual foi contratado?

Caso Autuori vá mesmo embora, e é a impressão que tenho a cada entrevista que ouço a respeito do caso, muitos ficarão com a imagem abalada. O próprio técnico, que foi motivo de angústia para a torcida por toda a espera que antecedeu sua vinda, e que não obteve bons resultados nos seis meses que comandou o time. Dificilmente ele deixará “portas abertas”, como costuma dizer, no Olímpico, caso volte ao Catar. Duda e Meira, por sua vez, pagarão o mico do ano. Esperaram por um treinador que lhes abandonará seis meses depois. Com esta manobra de mão dupla, comprometeram o ano do Grêmio e o projeto todo envolvendo o futebol do clube. A relação com a torcida, que já é tensa, beiraria o insustentável. Já o Al-Rayyan estaria nos dando um exemplo de porque os times árabes, mesmo com todo o dinheiro que têm, não fazem nem cócegas em competições intercontinentais: falta-lhes um mínimo de coerência.

O mínimo que a direção gremista pode fazer para contornar este problema é ter uma conversa definitiva com o treinador e dar um ultimato sobre sua permanência ou saída. Mais uma novela, mais um mês de indefinição, desgastaria a imagem de todos e traria sérias consequências para o ano que vem, tão ou mais pesadas que as sofridas em 2009. É lógico que o clima para Autuori poderá ficar pesado caso sua saída seja confirmada logo, mas é preciso pensar no bem do Grêmio, uma vez que seja, afinal, a instituição está acima de todos. É hora de definições. Se Autuori bate o pé e fica, ótimo: o trabalho continua. Se não tem convicção ou quer sair, que deixe o clube logo. O Grêmio não pode esperar mais do que esperou por ele. Tem de aproveitar para já pensar em 2010 desde agora: Autuori? Adílson? Tite? Silas? É uma vantagem que tem relação a vários clubes que ainda disputam algo no Brasileirão. Uma vantagem que adquiriu pela incompetência demonstrada dentro de campo, como foi o abril de 2008, tão bem aproveitado, e que gerou um belo Brasileirão no ano passado.

Que o tricolor saiba aproveitar esta chance de recuperação, então, agindo logo. Ter este tempo, no Brasil, é raridade. Seguir perdendo tempo, e repetir a longa espera de abril e maio deste ano, é pecado mortal.

Copa FGF – Grêmio B 1 x 2 Lajeadense

November 9, 2009

Fui hoje ao Olímpico ver o time B do Grêmio na Copa Dallegrave, algo que estava querendo fazer há um bom tempo. Minha curiosidade em relação aos aspirantes só aumentou depois de ter assistido a palestra sobre as categorias de Base.

Estava animado em relação as promessas da casa. Contudo, saí decepcionado da partida. E lembrando de um post do Ilgo Wink intituladoO Grêmio B, cópia do Grêmio A“. O mesmo título seria bastante adequado para um post sobre este jogo.

Não acho que sou uma daquelas pessoas que tem “olho” pra saber qual jogador vai vingar ou não. E seria bastante irresponsável de minha parte querer fazer isso a partir de um só jogo. Mesmo assim achei preocupante o que vi ontem. De qualquer forma, torço para que tenha sido apenas uma má jornada na equipe, até mesmo porque o que eu tinha visto anteriormente era bem promissor.
Outro “atenuante” é que a atuação ruim me pareceu ter como causa muito mais uma questão de estratégia equivocada do que propriamente uma suposta má qualidade dos atletas.
O time que entrou em campo era praticamente o mesmo da Taça BH. Jogando num 4-1-3-2. Saimon foi zagueiro, Spessato lateral direito. Fernando jogou de meia, bem aberto pela direita. No papel Bruno Renan era volante, na prática era meia. Roberson e Alex formavam a dupla de ataque, mas jogavam muito longe da área. Pessalli, que havia deixado boa impressão no torneio em Minas, acabou não se destacando. Igualmente Collaço, com maior rodagem entre os profissionais, não conseguiu se destacar.


O time B repetiu o toque de bola sem objetividade do time principal. Apesar de jogar pelo 0x0, oferecia o contra-ataque ao adversário, que era mais lúcido em campo (talvez pela maior idade dos seus atletas).

O centroavante Lucas, do Lajeadense foi o grande destaque do jogo. Cabeceou uma bola na trave quando o jogo estava 0x0, cavou e converteu o pênalti que abriu o placar no primeiro tempo e fez a jogada do segundo gol da equipe de Lajeado.

No Grêmio, Pessalli desperdiçou pênalti no primeiro tempo, quando a equipe perdia por 1×0. No final do jogo, já com 2×0 no placar, Grêmio teva uma falta na intermediária. Jogada ensaiada e Spessato descontou de cabeça. Faltavam menos de 10 minutos e o time ensaiou um tímida reação, na base da pressão e do abafa, que foram insuficientes.

Infelizmente Mithyuê jogou poucos minutos. Impossível fazer qualquer análise.

Uma curiosidade é que o juiz do jogo era o “Chico Colorado”. Apesar de tratar os atletas numa maneira que beira o desrespeito, não apitou mal. Um lance discutível é o rebote do pênalti perdido pelo Grêmio. Gallas defendeu em dois tempos, e Pessalli fez falta no arqueiro adversário. Só que ao se levantar, o atleta do Lajeadense acertou um soco no rosto do gremista. O juiz só advertiu o atacante.

Ainda não encontrei explicações plausíveis para o horário do jogo (10 da manhã). Em Lajeado disseram que foi uma manobra pra prejudicar os visitantes. Aliás, foi bem pequeno o público, cerca de 300 pessoas. Sendo que quase 1/3 eram torcedores do Lajeadense. O Grêmio poderia ter divulgado melhor a partida, chamando seu torcedor. Até mesmo para ter maior apoio e para acostumar os jogadores da base com a torcida, o que é cada dia mais difícil, em virtude da proibição das preliminares.

Também não entendi porque a cobertura do site do Grêmio foi tão tímida. Sequer foi publicada a ficha da partida. Não custava nada fazer um relato mais detalhado do confronto (que pode ser encontrado aqui), uma vez que a assessoria de imprensa estava presente no jogo.




Grêmio B 1 x 2 Lajeadense

Grêmio e o Clube dos Treze

November 7, 2009
“Uma sala refrigerada na sede do Clube dos 13, na Avenida 24 de Outubro, próximo a Goethe, na Capital, recebeu na tarde abafada de quarta-feira um punhado de gremistas históricos. De um lado, os ex-presidentes Fábio Koff, Luiz Carlos Silveira Martins e o atual presidente do Conselho, Raul Régis de Freitas Lima. Do outro, o convidado, Duda Kroeff, atual presidente.

Durante quase três horas, entre goles de bom café e água mineral, numa conversa séria, porém amistosa, Duda, que só conseguiu a eleição, em 2008, graças ao apoio do trio histórico, foi questionado sobre os pífios resultados do clube nos últimos 11 meses. Duda ouviu, falou, rebateu críticas, ponderou e falou dos seus planos para 2010. Saiu da conversa renovado.

O encontro mostra que Koff, que teve a ideia da reunião, Cacalo e Raul Régis continuam ao lado de Duda. Novos encontros iguais podem ser agendados.“(LUIZ ZINI PIRES, Zero Hora 06 de novembro de 2009)


“Da coluna de ontem: “Local: rua Mostardeiro, 366. Bairro Independência. É ali que os dirigentes do Grêmio vão quando o time ou as finanças estão em apuros. Estamos falando da nova sede do Clube dos 13, que antes ficava na Florêncio Ygartua. Nesta semana, o todo-poderoso do Clube dos 13 e eterna eminência gremista, Fábio Koff, teria recebido a visita de dirigentes ilustres. Na pauta, possíveis mudanças”.

Nessa reunião teria sido debatida a saída de Meira. Duda Kroeff manteve-se relutante o tempo todo. Diante da insistência na troca do comandante do futebol, rendeu-se e teria (sempre no condicional) feito a seguinte frase: “Está bem, aceito, desde que o Cacalo assuma”. Cacalo estava presente e escudou-se no fato de atuar como jornalista para recusar a intimação presidencial.

A saída de Meira é toda como certa nos bastidores. A articulação para o seu afastamento não conta com o apoio de Kroeff, que será pressionado a mudar o comando quando surgir um substituto de consenso. Os conselheiros que já se candidataram ao cargo foram rejeitados.” (Hiltor Mombach, Correio do Povo, 7 de novembro de 2009)

Duas questões preliminares:

1) Se o tema tratado era a administração do Grêmio, tal reunião não deveria ter sido realizada no Estádio Olímpico? Não seria isso que exige o protocolo? Ou é Maomé e a montanha? Até mesmo para não confundir as coisas, e não passar uma idéia errada para os demais integrantes do Clube dos Treze. Afinal, a conversar era com um ex-presidente do Grêmio ou com o atual presidente do C13?

2) O assunto não era de economia interna do Grêmio? Como é que tem tanto jornalista sabendo o que foi discutido? Ou estão chutando?

Pode parecer besteira, excesso de formalidade, mas ao ler tais notícias fiquei com essas dúvidas na cabeça. Independente disso, acho válida a intervenção de Koff (se foi isso que efetivamente aconteceu). Aliás, é isso que boa parte da torcida cobra desde a última eleição, um Fábio Koff mais presente na vida do Grêmio.

Ainda, se Duda foi até a sede do Clube dos Treze, poderia aproveitar a oportunidade para defender os interesses do Grêmio na entidade. Um deles, é algo que revolta a mim e muitos outros sócios gremistas. Considero um absurdo o Grêmio receber menos da TV do que o Santos, e ficar na mesma faixa de Botafogo e Fluminense.

Tal fato anda incomodando também os clubes mineiros, que tomaram a dianteira (veja coluna de PVC abaixo)

Não seria o caso de Duda Kroeff se somar a Perrella e Kalil nas reivindicações? Ainda mais quando são várias as notícias de união entre os clube do eixo?

“INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Com base nos números do pay-per-view, Atlético-MG e Cruzeiro reivindicarão fatia maior na divisão da cota de TV

O CAMPEONATO mais equilibrado do mundo pode ganhar um concorrente a mais nas próximas rodadas. Se vencer o Fluminense, hoje, e o Sport, no Recife, o Cruzeiro terá chance de fechar a 34ª rodada a dois pontos da ponta. É o sexto concorrente a um título que nunca teve tantos candidatos.
Incrível: os países que mais vendem craques são os de disputa mais acirrada. No ano passado, o Alemão terminou com três postulantes à taça na última rodada. O Francês fechou com equilíbrio entre Bordeaux, Lyon e Olympique de Marselha, o Argentino teve um triangular para desempatar Boca Juniors, San Lorenzo e Tigre. O matemático Tristão Garcia calcula em 22% a chance de o Brasileirão chegar ao último dia com três clubes lutando pelo troféu.
Tudo isso reforça a ideia de que nenhum outro país tem tantos clubes grandes. Mas, em Minas Gerais, dois desses candidatos apontam para um número capaz de desequilibrar tudo isso: R$ 15 milhões. Essa é a diferença estimada entre o que hoje arrecadam Flamengo, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Vasco, com as transmissões de seus jogos no Brasileirão, e o que recebem Inter, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro.
“Eu estou na comissão formada pelo Clube dos 13 para estudar a divisão do dinheiro da televisão, e temos de mudar essa situação. Ano que vem, o bicho vai pegar”, anuncia o presidente do Atlético, Alexandre Kalil. “Essa diferença financeira vai causar desequilíbrio técnico em breve”, diz Zezé Perrella, do Cruzeiro.
O ingrediente novo dessa tentativa de mudar a distribuição do dinheiro é a pesquisa realizada para dividir as cotas provenientes do pay-per-view. Os números aferidos pelo Clube dos 13 indicaram que Cruzeiro e Atlético detêm 15% dos pacotes vendidos. O Santos tem 1,2%. Cruzeiro, Atlético-MG, Inter e Grêmio representam mais telespectadores no pay-per-view do que Vasco, Fluminense e Botafogo. “Com todo o respeito, não podemos ganhar menos do que eles”, diz Zezé Perrella.
Você vai ponderar que os dirigentes mineiros não querem exatamente a igualdade, já que pretendem ganhar mais do que os cariocas, à exceção do Flamengo. Digamos que esta inconfidência mineira não carrega os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. Não é uma Revolução Francesa, mas uma pequena insurreição que, se confirmada, cria um debate importante.
O fortalecimento do Brasileirão diminui a chance de os grandes clubes do país continuarem sendo 12, os tradicionais gigantes criados em cem anos de Estaduais em SP, MG, RJ e RS. Um novo grupo de elite, mais restrito, pode ter os seis que hoje sonham com o título e incluir o Corinthians…
Por outro lado, o São Paulo pode ser tetracampeão, tornar-se clube hegemônico, mesmo num torneio tão equilibrado. O ano também pode terminar com título do Palmeiras, o sétimo consecutivo dos paulistas.
A discussão começa agora, mas só será concreta em 2011, quando termina o contrato atual de televisão. Até lá, você se delicia com o campeonato mais empolgante da história e torce para que o craque do seu time seja o fator de desequilíbrio. Mas lembre-se de que nos próximos anos o desequilíbrio pode ser causado por outro fator: a grana. (PAULO VINICIUS COELHO, pvc@uol.com.br, Folha de São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009)

Comercialização de Pay-per-view – Clubes Brasileiros (%)

2009 2008
Flamengo 12,6% Flamengo 13,8%
Corinthians 11,8% Corinthians 9,7%
Palmeiras 8,9% São Paulo 9,2%
São Paulo 8,0% Palmeiras 8,2%
Internacional 8,0% Grêmio 8,1%
Grêmio 7,7% Internacional 6,8%
Atlético-MG 7,0% Cruzeiro 6,5%
Fluminense 5,8% Vasco 6,5%
Cruzeiro 5,7% Atlético-MG 5,9%
Botafogo 4,9% Fluminense 5,5%

(http://www.futebolfinance.com/vendas-de-pay-per-view-dos-clubes-brasileiros)

Brasileirão – Grêmio 1 x 1 São Paulo

November 5, 2009

Não adianta nada querer ser correto, jogar pela honra, ter todos esse sentimentos nobres, dignos do Barão de Coubertin, quando o campeonato é uma vergonha só.

A coisa já começa mal pela escalação do mesmo juiz que validou o gol título paulista em clamoroso impedimento na última rodada do Madonnão 2008.

Jailson Macedo Freitas se mostrou tão atrapalhado quanto desonesto. Sem critério, só marcava falta para um lado. Aos 17, inverteu a marcação, quando André Dias puxou Maxi Lopez dentro da área. Foi marcada a falta de ataque, posterior à infração do defensor.

Continuou numa escalada, enervando time e torcida gremistas. Distribuindo cartões para reclamações feita por jogadores do Grêmio enquanto permitia que Rogério, André Dias e Dagoberto apitassem o jogo e era conivente com o anti-jogo dos são paulinos.

Aos 25 do segundo tempo, Douglas Costa cabeceou, Rogério se enrolou e resta a dúvida se a bola ultrapassou ou não a linha de fundo. O árbitro não quis consultar o bandeira, algo que tinha feito anteriormente para marcar um simples lateral.

Aos 30, pênalti cometido por Jean, que deslocou Fábio Santos no ar. Juiz não marcou e se perdeu. Deu as costas pro lance e ficou discutindo com Souza.

2 minutos depois, Borges chutou Túlio sem bola. Levou o segundo cartão amarelo, quando o lance era para vermelho direto. Sim, o resultado final é o mesmo, mas demonstra a “categoria” do juiz. Mais 2 minutos e Dagoberto deu carrinho por trás no mesmo Túlio e foi expulso. O árbitro subitamente criou vergonha na cara? Não, passou a administrar a passagem do tempo, juntamente com os jogadores do São Paulo. Inventou um tempo técnico e permitiu que Rogério orientasse seus colegas. Escoltou Arouca para fora do campo, garantiu que o jogo não mais andasse.

E Rogério Ceni saiu elogiando a arbitragem. Sintomático.

Claro que o Grêmio já não tinha maiores ambições no campeonato. Uma vitória hoje talvez fosse contra o desejo de parte da torcida, mas uma arbitragem como essa é capaz de revoltar até o mais letárgico dos torcedores.

Grêmio não foi inferior ao São Paulo, mas também não teve grande superioridade. No primeiro tempo lutou contra o desânimo, depois entrou no jogo e até era merecedor de melhor sorte, apesar de ter criado poucas chances concretas.

Douglas Costa teve atuação irregular. Não entendi porque terminou o jogo como ponta direita.

Lúcio novamente foi muito mal. Ignora aquela máxima do lateral que só vai na boa. Joga-se pra frente sem a menor responsabilidade. Foi corretamente sacado no intervalo.

Souza, quando se apresentou, enfeitou demais e por diversas vezes enforcou os companheiros com passes curtos.

Verdade que foi por pouco tempo, cerca de 15 minutos no relógio (menos ainda se considerarmos o que a bola efetivamente “andou”) mas ainda assim me parece que o time não soube aproveitar a superioridade numérica, não abriu o campo, não rodou a bola, etc… não fez aquilo que recomenda a cartilha de quem joga com um a mais.

E mais uma vez o time apresentou dificuldades em sair jogando. Trocava passes, rodava, mas fatalmente voltava a bola aos seus zagueiros.

Fotos: ClicRBS, Grêmio.net e UOL

Grêmio 1 x 1 São Paulo
Rafael Marques 23´
Dagoberto 31´

GRÊMIO: Victor; Thiego (Perea, 25’/2ºT), Rafael Marques, Réver e Lúcio (Fábio Santos, Intervalo); Túlio (Herrera, 36’/2ºT), Adilson, Tcheco e Souza; Douglas Costa e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias, Miranda; Jean, Arouca (Hugo, 42’/2ºT), Hernanes, Jorge Wagner (Marlos, 29’/2ºT) e Junior Cesar; Dagoberto e Washington (Borges, 18’/2ºT).

Técnico: Ricardo Gomes.

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2009
Data: 4/112009, quarta-feira, 21h50min
Local: Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público: 13.982 (11.870 pagantes)
Renda: R$ 201.098,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA)
Cartões amarelos: Túlio, Réver, Maxi López, Tcheco, Souza ; André Dias
Cartões vermelhos: Borges aos 32′, Dagoberto aos 34 e Jean aos 48 do 2º tempo
Gols: Rafael Marques aos 23 e Dagoberto aos 31 do primeiro tempo

Jogar pela honra?

November 3, 2009
Pro meu gosto o campeonato brasileiro por pontos corridos tem uma série de problemas, mas aparentemente tal fórmula virou um dogma, sendo impossível questiona-lá.

Gosto de final, onde o campeonato é decidido somente pelos postulantes ao título, e não por terceiros. Nos pontos corridos a disputa pode ser definida pelos interesses, nem sempre muito claros, de um Barueri.

Ano passado o Vitória mostrou uma vontade fora do comum para ganhar do Grêmio em Salvador. Foi mala branca? Foi revanche de Mancini? Ou simplesmente foi a vontade ganhar do então líder do campeonato?

Pois nas últimas semanas a tal da mala branca voltou a ser discutida (estranho como alguns temas aparecem e desaparecem na mídia). A princípio inexistiria problema de um jogador receber incentivo para ganhar. Contudo, a partir do momento em que se admite que o dinheiro influencia positivamente o rendimento é de se supor que a ausência do mesmo possa causar o efeito contrário.

O que se desenha no atual brasileiro é uma situação  onde times sem pretensões próprias acabam tendo um imenso poder nas mãos, podendo barganhar e definir os rumos do campeonato, conforme lhes for mais conveniente. E com a distribuição absurda de vagas para Sulamericana são muitos os times que estão no limbo do campeonato. Entre estes está o Grêmio, fato reconhecido, ainda que tardiamente, por sua própria direção.

A tempo se desenhava a possibilidade de um ou outro resultado do Grêmio acabar ajudando ou prejudicando o Internacional. Inicialmente a discussão se estabeleceu na torcida. Ganhar e ajudar o rival ou perder e afundar eles junto?

Muito influenciado pelo que aconteceu em 2008, minha vontade era de que o Grêmio não fizesse o menor esforço para ganhar de São Paulo e Palmeiras.

Lá pelas tantas a imprensa local resolveu que era o momento de tratar do tema: Meira e Souza lamentaram o ocorrido em 2008, mas garantiram empenho total contra São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo.

Não me fizeram mudar de idéia. Surgiu a história da mala branca. Desavisado e ingênuo, Rafael Marques disse que aceitaria dinheiro do co-irmão. Igualmente não me agradou.

Contudo, ao ler os posts do Minwer, no Globo Esporte e do Cassiano, no Grêmio Libertador confesso que fiquei um pouco balançado. Falam com propriedade em jogar pela honra, pela camisa, pela tradição, para justificar o salário.

Tudo muito bem colocado, mas ainda assim eu pergunto. Jogar pela honra? Mas que honra é essa? Qual é a glória em disputar o sétimo lugar? Grêmio estaria honrando sua tradição caso estivesse disputando o título, ou se credenciando para disputar o maior certame das Américas, o que definitivamente não é o caso.

Podem chamar de mesquinharia, mas o fato é que vivemos em intensa rivalidade, em dualismo, onde a gangorra pode até quebrar äs vezes, mas funciona na maioria do tempo, onde um pragmatismo desiludido pode acabar sendo mais útil do que a suposta defesa da honra.

Claro que é uma questão complicada, envolvendo uma série de fatores e componentes, onde diversos são os pontos de vista válidos, ainda que conflitantes. Acho que só não há mais lugar para hipocrisia e para as velhinhas de Taubaté, com aquele velho e vencido discurso de que “isso não existe no futebol”, ou “isso é coisa que acontecia no passado” e etc…

Brasileirão – Santo André 2 x 0 Grêmio

November 2, 2009


Não vi e não gostei.

Sequer olhei os melhores momentos, mas pelo que me contaram fui poupado de assistir o mesmo filme que se repete na imensa maioria das atuações do Grêmio como visitante. Time empilhando e desperdiçando chances, e sendo devidamente castigado por isso.

Da mesma forma, procurei não saber muito do que foi dito no vestiário gremista. Falar em planejar 2010, em mudança de perfil, no começo de novembro me soa como um deboche.

O Grêmio insiste em não se ajudar.

fotos: Terra e Correio do Povo

Santo André 2 x 0 Grêmio
Nunes 27′
Rafael Marques (contra) 47′

SANTO ANDRÉ: Neneca; Rômulo, Cesinha, Vinicius Orlando e Ávine(Élvis, 33’/2ºT); Ricardo Conceição, Marcelinho Carioca, Camilo e Júnior Dutra(Fernando, 39’/2ºT); Wanderley(Leandrinho, 34’/2ºT) e Nunes.
Técnico: Sérgio Soares.

GRÊMIO: Victor; Thiego(Herrera, Intervalo), Rafael Marques, Réver e Lúcio(Fábio Santos, 38’/2ºT); Adilson, Túlio, Tcheco e Douglas Costa(Renato Cajá, 38’/2ºT); Róberson.
Técnico: Paulo Autuori.

33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2009
Data: 1º/11/2009, domingo, 18h30min
Local: Estádio Bruno José Daniel, Santo André (SP)
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (SC)
Auxiliares: Ângelo Rudimar Bechi (SC) e Luís Alberto Kallenberger (SC)
Cartões amarelos: Ricardo Conceição, Ávine (STO); Túlio, Tcheco (GRE)
Cartões vermelhos: Roberson, 3/2ºT (GRE)
Gols: Nunes, 27/1ºT ; Rafael Marques(contra), 2/2ºT