Archive for June, 2010

Marketing?

June 30, 2010

Na semana passada, fiquei um pouco espantado e muito decepcionado ao ler a seguinte notícia:

Grêmio e Nacional não convidaram De León para a “festa”
Ídolo dos dois clubes, ex-zagueiro não estará presente no amistoso
O amistoso entre Grêmio e Nacional, no domingo, às 16h, em Rivera, não contará com sua principal personagem: o ex-zagueiro Hugo de León. O curioso é que o eterno ídolo dos dois clubes, o grande homenageado do encontro, sequer foi convidado para a partida na fronteira. “O jogo é na minha cidade, vão me homenagear e não me avisaram”, revelou o uruguaio na noite desta quarta-feira ao jornalista Ernani Campelo, da Rádio Guaíba. (…)” (Correio do Povo – 23/06/2010)

 

Torci muito para que não fosse verdade, mas o jogo ocorreu e nem sinal de Hugo De Léon no estádio. Uma lástima.

Pensando nesse episódio, me lembrei prontamente de duas coisas:

1) Um texto de Erich Beting, intitulado “Marketing não é vender patrocínio“, onde se fala justamente sobre um episódio de não aproveitamento de uma ocasião especial por parte do departamento de marketing de um grande clube brasileiro. Além do ótimo título, destaco o seguinte trecho:

 

“É mais uma chance perdida. E outra mostra da miopia do dirigente esportivo, que confunde marketing com captação de patrocínio, que não vê que a verdadeira função do departamento não é apenas trazer parceiros comerciais, mas mobilizar o torcedor em volta da marca do clube.”

2) A “lição” contida no vídeo abaixo:

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Amistoso – Grêmio 3 x 1 Nacional

June 27, 2010

É difícil fazer uma maior avaliação do jogo de hoje. É bom que se diga que de amistoso teve muito pouco, foi um jogo bastante brigado e corrido. O Grêmio teve a iniciativa nos minutos iniciais, mas pouco concluiu. O Nacional ameaçou em algumas cobranças de escanteio. Mas a maior qualidade do time gremista acabou se impondo e em dois cruzamentos de Fábio Santos, Maylson fez os dois primeiros gols de cabeça.
No segundo tempo a reação do Bolso foi só até 3 minutos, quando García descontou. Com todas as alterações e gramado bastante pesado, o jogo ficou feio e desinteressante. Depois do gol contra, marcado Regueiro (no escanteio batido por Rochemback) apenas uma ou outra jogada mais ríspida foi capaz de levantar a torcida.
Fábio Santos voltou bem, assim como Neuton.
Bergson e Roberson novamente não aproveitaram a chance dada.
Jonas atuou em bom nível. Borges ainda carece de mais jogo, mas fez sua tradicional jogada de pivô no segundo gol.
Desnecessária a polêmica entre Mário Fernandes e Silas. Não é a primeira vez que isso acontece. Poderia ser evitado. O treinador precisa entender que o jogador é um valor do clube.
Desnecessário também é o Leandro dar uma de Zamorano e usar a camisa 1+9. Precisa chamar menos a atenção pra si e jogar mais bola.
Ruidosa a presença da torcida gremista em Rivera. Uma pena não ter havido uma maior divulgação e o horário coincidente com um jogo de copa do mundo.
Fotos: Daniel Badra (Correio do Povo) e UOL

Grêmio 3 x 1 Nacional
Maylson 36′
Maylson 39′
Garcia 48′
Regueiro (contra) 57′


GRÊMIO – 1º TEMPO: Victor; Edilson, Ozéia, Rodrigo e Fábio Santos; Adilson, Willian Magrão, Maylson e Hugo; Jonas e Borges.

Técnico: Silas

GRÊMIO – 2º TEMPO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Ozeia (Henrique 17 do 2

ºT

) Rafael Marques e Neuton; Fernando, Rochemback, Leandro e Douglas. Roberson e Bergson.

NACIONAL: Muñoz (Burián); Núñez, Lembo (Godoy), Coates e Diego Rodríguez (Gone); Ferro (Cabrera), Calzada (Guigou), Pereyra e Reguero; García (Cauterusio) e Diego Vera (Balsa).

Técnico: Luis González (interino)

Data: 27 de julho de 2010, domingo, 16h00min

Local: Estádio Municipal Atílio Paiva, em Rivera (Uruguai)

Árbitro: Leonardo Gaciba

Auxiliares: Rogério Gonçalves e José Eduardo Calza

Cartões Amarelos: Aranda e Balsas (NAC)

Gols: Maylson , aos 36 e aos 39 do primeiro tempo; García, aos 3, e Regueiro (contra), aos 12 do segundo tempo

Isenções

June 23, 2010
No dia 16 de junho, O projeto da Arena do Grêmio foi incluído entre os beneficiados da isenção fiscal prevista na Lei Complementar nº 605 da cidade de Porto Alegre.

Claro que a medida é questionável. São diversos os pontos de vistas válidos nesta questão da Copa do Mundo no Brasil. Só fica difícil de aceitar a incoerência nas opiniões.

Antes da aprovação, duas estranhas manifestações passaram despecebidas:

Rosane de Oliveira:
Não há qualquer sentido em estender isenção do ISS para a arena do Grêmio. Beneficiaria apenas a Construtora OAS, não o clube.” (No twitter, em 09/06/2010)

– Wianey Carlet:
“A Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre está discutindo a isenção de impostos para a reforma do Beira-Rio, visando a Copa de 2014. Deveria ser uma questão sem muita discussão mas, estranhamente, foram incluídas no debate a Arena do Grêmio e possíveis obras que venham a ser feitas por São José e Cruzeiro. Seria justo e não caberia debate algum se o benefício atingisse o Grêmio. Entretanto, os defensores da nova proposta querem repassar o benefício da isenção para a OAS, a empreiteira que vai construir a Arena. O Grêmio, teoricamente, não terá um centavo de ganhos se o incentivo for estendido. O que haverá por trás da discussão proposta? Que interesses se escondem atrás da incrível vontade de beneficiar a OAS? Sinceramente, dá para pensar em tudo. Não acredito que haja, apenas, a deliberada intenção de prejudicar o Inter com uma possível negação do benefício. Seria pequeno demais. Quem ganharia com a ampliação do benefício? Apenas a OAS?” (Zero Hora, 13/06/2010)

O primeiro ponto a se ressaltar é da assustadora falta de visão e compreensão do negócio que os colunistas demonstram ao afirmar que apenas a OAS seria beneficiada pela isenção. Pelo raciocínio apresentado, se supõe que o Internacional reformará seu estádio sem o auxílio de nenhuma empreiteira, sem fazer uso de mão-de-obra terceirizada e etc…

Outra questão que salta aos olhos é a incoerência da Rosane de Oliveira, tendo em vista as manifestações da referida colunista a respeito de isenções fiscais em casos passados.

Profissionalismo e Paixão

June 21, 2010
Nessas férias na parada da Copa do Mundo, o assunto mais discutido pela mídia e pela torcida no Rio Grande do Sul foi a contratação do novo técnico do Internacional.

Ventilaram-se os nomes de Luis Felipe Scolari e Adílson Batista. Claro que em meio a isso foi possível perceber que as notícias traziam muito mais o desejo dos jornalistas do que propriamente uma informação bem apurada. O jornalismo sério parece ter sido deixado de lado.

No fim, nem Adílson e nem Felipão desembarcaram no Beira-Rio. Ingênuos (como eu) esperavam um mea culpa por parte da mídia. Obviamente isso não aconteceu (sequer foi cogitado), e pra piorar a situação a não concretização dos negócios foi atribuída a uma suposta falta de profissionalismo dos dois. Adílson por ter dito que secaria o Inter em 2006 (uma história que é sempre mal contada) e Felipão pelos termos da sua nota oficial.

Em suma, os dois foram acusados de falta de profissionalismo por terem se declarado gremistas, e por isso ter pesado nas suas negativas.

Eu não poderia discordar mais dessa acusação.

Não é preciso ser nenhum gênio pra perceber que o negócio do futebol é justamente a paixão. É a paixão que enche os estádios, é a paixão que faz com que as cifras envolvidas subam vertiginosamente, enfim a paixão é o “core business” do esporte.

Quem vive do futebol deveria ter alguma facilidade para entender isso. Mas isso nem sempre acontece. Bem sucedidos são os que sabem captar ou medir o sentimento que cerca o jogo, a paixão que impulsiona os times.

Assim sendo, me parece extremamente insensível (para não dizer muito burro) duvidar do profissionalismo do trabalhador que leva em conta a paixão no momento de tomar decisões na carreira.

Copa do Brasil 2001

June 17, 2010
Acho muito legal que o Grêmio lembre de algumas datas especiais na história do clube.

Contudo, isso não deveria implicar no esquecimento de outros tantos dias especiais. Como o de hoje, que foi devidamente lembrado pelo Grêmio Copero:

17/06/2001 – Tetracampeão da Copa do Brasil


http://copadobrasil2001.blogspot.com/

Aproveitamento

June 14, 2010

São 8 pontos em 7 jogos disputados. 38% de aproveitamento. Foram 2 Vitórias, 2 empates e 3 derrotas. 10 gols marcados e 11 sofridos.

Eu confesso que estou um pouco apreensivo com o desempenho apresentado até aqui pelo Grêmio no Brasileirão. Considero que, mesmo com algumas carências, o elenco gremista não é muito inferior aos demais postulantes ao título. Contudo vem obtendo resultados pouco producentes.

Observei a classificação todos os campeonatos da era dos pontos corridos e fiz o levantamento abaixo. Sem nenhum grande rigor e sem maiores pretensões, demonstro os aproveitamentos necessários para o Brasileirão.

Claro que ainda é cedo, mas a campanha até aqui é de time rebaixado. Isso me incomoda, e penso que deveria incomodar mais gente. Contudo vejo uma certa resignação no vestiário tricolor. Essa idéia de que depois da Copa tudo melhora tem muito de pensamento mágico. Acho que não é bem por aí. O Grêmio já poderia estar em melhor situação neste momento.


Talvez já fosse o caso de ligar o sinal de alerta.

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Campeão – 66% de aproveitamento – 76 pontos *

O máximo que o vice-campeão teve de aproveitamento foi de 63% em 2003 e 2008. (O segundo lugar teve 63% de aproveitamento em 2003, 62% em 2004, 61% em 2005, 61% em 2006, 54% em 2007, 63% em 2008 e 57% em 2009.)

O mínimo de aproveitamento que um campeão teve foi de 59% em 2009.

*com essa pontuação o chance de gol considera que o time tem 92,9% de chances de ser campeão

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Libertadores – 58% – 66 pontos
O mínimo que um time teve que fazer de aproveitamento para classificar para a Libertadores foi 53% e o máximo foi 57% (O último classificado para a Libertadores teve 53% em 2003, 57% em 2004, 55% em 2005, 53% em 2006, 53% em 2007, 57% em 2008 e 54% em 2009. Sendo que em 2003, 2006 e 2007 0 quinto colocado se classificou para a libertadores)

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Fugir do rebaixamento – 41% – 47 pontos**

O máximo de aproveitamento que um rebaixado fez foi 39% em 2007, 2008 e 2009.

** com essa pontuação o chance de gol considera que o time tem 1,2% de chances de ser rebaixado

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GRUPO 1 P J V E D GP GC S %
1Corinthians 17 7 5 2 0 15 8 7 80
2Ceará 17 7 5 2 0 7 1 6 80
3Fluminense 15 7 5 0 2 11 5 6 71
4Santos 12 7 3 3 1 15 10 5 57
5Guarani 12 7 3 3 1 8 7 1 57
6São Paulo 11 7 3 2 2 9 6 3 52
7Goiás 10 7 3 1 3 9 10 -1 47
8Botafogo 9 7 2 3 2 13 11 2 42
9Flamengo 9 7 2 3 2 9 8 1 42
10Palmeiras 9 7 2 3 2 6 5 1 42
11Cruzeiro 9 7 2 3 2 8 8 0 42
12Grêmio 8 7 2 2 3 10 11 -1 38
13Avaí 8 7 2 2 3 10 11 -1 38
14Vitória 8 7 2 2 3 7 8 -1 38
15G. Prudente 8 7 2 2 3 9 12 -3 38
16Internacional 7 7 2 1 4 11 13 -2 33
17Atlético-PR 7 7 2 1 4 10 15 -5 33
18Atlético-MG 6 7 2 0 5 10 16 -6 28
19Vasco 5 7 1 2 4 5 12 -7 23
20Atlético-GO 4 7 1 1 5 5 10 -5 19

Copa 2010

June 10, 2010

Assim como fiz em 2006, vou tentar manter um blog sobre o mundial da áfrica durante essa parada para a copa do mundo.

O endereço é:

http://2010africa.blogspot.com

Terceira camisa

June 9, 2010

Enfim foram divulgadas, no Blog do Zini e na coluna Bola dividida as imagens dos modelos que irão para votação do terceiro uniforme do Grêmio.

Já adianto que não gostei de nenhuma. Não me agrada esse modelo “africano”, esse corte no ombro/manga não ajuda nada. Questiono esse fato de oferecer 5 possibilidades, todas com mesmo layout (também já usado na camisa branca). Todas com um design “moderno”. A escolha fica muito limitada. Custava muito oferecer um modelo mais “tradicional”?

E aquela história de não ter grafismos no lado direito do peito? Só vale pra camisa branca?

Eu não fiquei surpreso. As informações que tinha não eram nada animadoras. Mas nem por isso deixei de ficar decepcionado. Não sinto a menor vontade de votar, ainda que ache o modelo predominantemente azul (primeira foto abaixo) o menos feio.

Segundo o Pacheco “A Puma nos entregou seis tipos de camisa e nós escolhemos as que consideramos mais bonitas“.

Afirmação questionável. Assim como é questionável o timing do lançamento. Na véspera da Copa do Mundo, quando só se fala de Joanesburgo, Jabulani, Mandela, Soweto e etc…

Outro fator a ser considerado é que as imagens (creditadas a assessoria do Grêmio) já aparecem antes na coluna/blog de um jornalista, e ainda não foram divulgadas no site oficial do clube.

atualização Segundo a assessoria do Grêmio, o clube adotou como estratégia divulgar em primeira mão na coluna do Zini Pires na Zero Hora impressa. O site do clube seria o primeiro a divulgar on-line. Mas o jornalista não seguiu o que fora combinado e divulgou no seu blog. Outro fato muito questionável.

Enfim, o desânimo é forte.

Brasileirão – São Paulo 3 x 1 Grêmio

June 6, 2010

Com vários desfalques, Silas parece ter optado pela tática do “já que tá no inferno, abraça o capeta“. Há alguns jogos o Grêmio vinha carecendo de maior poder de marcação. O técnico ignorou isso, e, levando em conta o meio campo igualmente faceiro do São Paulo, escalou somente um volante, colocando o time num 4-1-3-2. É preciso dizer que a postura kamikaze teve relativo sucesso. O Grêmio iniciou o jogo muito bem, tocando a bola no campo de ataque, criando oportunidades e abrindo o placar logo aos 7 minutos: Cruzamento de Collaço, insistência de Roberson e oportunismo de Hugo, que, de virada, marcou o 1×0. Quatro minutos mais tarde, era possível ver um dos problemas dessa formação ousada. Marlos foi lançado, completamente livre, e tentou por cobertura, por cima de Victor. Aos 17, Rodrigo teria neutralizado ataque do São Paulo ao se antecipar a Marlos, mas o zagueiro gremista resolveu brincar na frente do adversário e acabou perdendo a bola. O meia são paulino aproveitou o presente, cruzou para área, a bola passou por Fernandão e Ozeia e terminou nos pés de Dagoberto, que empatou o jogo. Aos 25, nova bobeira de Rodrigo, que se esqueceu que não é zagueiro do Santos e ficou agarrado na camisa de Alex Silva. Gutemberg de Paula Fonseca marcou e Rogérico Ceni desperdiçou o pênalti, batendo no travessão. O guarda-metas são-paulino começou a se redimir segundos depois, quando fez boa defesa no chute de William. Ceni ainda faria mais duas grande defesas, ainda no primeiro tempo, no chute de Hugo, aos 35, e na cabeçada de Douglas (foto abaixo), aos 41. O Grêmio ainda teve outra boa chance de ampliar aos 31, quando foi marcado um pé alto dentro da área do São Paulo. Mas, como sói acontecer, o árbitro recuou o lugar da cobrança, permitiu o adiantamento da barreira e o atletas gremistas desperdiçaram o chute.
O segundo tempo também começou com superioridade gremista. Aos 2 minutos, Douglas recebeu na área, cortou a zaga e chutou por cima. A bola rondava a área são paulina. Aos 12, Maylson recebeu de Roberson e chutou forte, para mais uma boa defesa de Ceni. Era de se lamentar as chances perdidas e o “quem não faz leva” mais uma vez se fez presente. Hernanes tentou o passe pelo alto, a bola bateu em Collaço e sobrou para Dagoberto chutar com a parte de fora do pé, virando o jogo aos 21 da segunda etapa. Três minutos mais tarde a fatura foi liquidada quando Marlos arrancou do meio do campo, passou por Rodrigo, chutou na trave e Dagoberto apanhou o rebote, anotando o 3×1 final. A partir daí tudo ficou fácil para o São Paulo e difícil para o Grêmio, que ainda tentou diminuir. O mais perto que chegou foi em novo chute de Maylson, que mandou a bola no ângulo, para Rogério Ceni fazer sua melhor defesa no jogo.

Mencionei no post do último jogo que um dos fatores determinantes para a vitória tinha sido o fato de ter errado menos do que o Atlético. Hoje, indubitavelmente, o Grêmio errou mais que o São Paulo, e passa muito por aí a explicação para a derrota.
Uma das maiores virtudes que Rodrigo mostrou com a camisa do Grêmio foi a de jogar com muita seriedade. O fatídico lance de hoje não condiz com seu futebol.
8 pontos em 7 jogos. A campanha segue sendo de zona de rebaixamento.
Algumas coisas seguem sem explicação. O descritério no apito é uma delas. Ozeia botou a mão na bola e levou amarelo. Rodrigo Souto fez a mesma coisa e saiu impune.
Por falar em descritério, acho que hoje era um bom dia para reclamar (com veemência) dos desmandos do STJD.

Fotos: Bruno Miani (VIPCOMM), Robson Ventura (Folhapress), Nelson Almeida (UOL) e Ricardo Matsukawa (Terra)

São Paulo 3 x 1 Grêmio

Hugo 7′
Dagoberto 17′
Dagoberto 66′
Dagoberto 69′

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva e Richarlyson; Cicinho (Wellington), Rodrigo Souto, Hernanes, Marlos (Marcelinho Paraíba) e Junior Cesar; Dagoberto e Fernandão (Fernandinho)
Técnico: Ricardo Gomes

GRÊMIO: Victor; Edílson, Ozeia (Rafael Marques), Rodrigo e Bruno Collaço; Fábio Rochemback, Maylson, Douglas e Hugo; Roberson (Fernando) e William
Técnico: Silas

7ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2010
Data: 6/6/2010, domingo, 16h00min
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo – SP
Público: 14.408 pagantes
Renda: R$ 309.541,87
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Assistentes: Hilton Moutinho Rodrigues (FifaRJ) e Lilian da Silva Fernandes (RJ)
Cartões amarelos: Alex Silva, Richarlyson (SP); Ozeia, Rodrigo, Edílson (G)
Gols: Hugo (G), aos 7 min, Dagoberto, aos 17 min do primeiro tempo; Dagoberto, aos 21 min e aos 24 min do segundo tempo

Brasileirão – Grêmio 2 x 1 Atlético-MG

June 4, 2010

Em situação já um pouco incômoda no campeonato, Grêmio e Atlético Mineiro fizeram um jogo bastante aberto e movimentado no Olímpico. Mas isso não quer dizer que tenham feito uma boa partida. Foram muitos os passes errados, diversas as jogadas frustradas e raras as chances de gol. Digno de nota, apenas um chute de longa distância de Adílson e uma grande defesa de Victor na bomba de João Pedro. O Atlético incomodava com seu trio ofensivo (Ricardinho, Muriqui e Tardelli) mas esbarrava na noite pouco inspirada dos demais. O Grêmio, por sua vez, se ressentia justamente da ausência dos seu trio ofensivo (Douglas, Jonas e Borges).
Depois de algumas cobranças desperdiçadas, Rochemback caprichou no escanteio batido aos 37 e a bola encontrou Hugo, que se abaixou para cabecear dentro da pequena área e abrir o placar. O Atlético empatou o jogo no final da primeira etapa, quando Ricardinho chutou de forma despretensiosa, para o que seria mais uma fácil defesa de Victor, mas a bola desviou em Ozeia e matou o arqueiro gremista.
A qualidade do jogo não melhorou muito no segundo tempo. William fez boa jogada aos 4 minutos. Tardelli seguia sendo a melhor figura atleticana, mas jogava muito longe do gol. Aos 15, o segundo tento do Grêmio. Novamente de bola parada, novamente um cruzamento de Rochemack e novamente uma cabeçada de Hugo. O tricolor poderia ter ampliado pouco depois, quando Hugo sofreu pênalti, mas o árbitro ignorou. Depois disso, o jogo aconteceu quase que exclusivamente no campo de defesa do Grêmio, que não conseguia sair pro jogo. Apesar disso, não houve uma forte pressão por parte do Atlético, que ainda assim teve algumas chances (em especial a desperdiçada por Diego Macedo). No fim, prevelaceu o time que aproveitou melhor as suas oportunidades.

Valeu pelo resultado. O Grêmio jogou mais que o adversário (errou menos) mas não fez uma boa exibição.
Como era de se esperar, o time sentiu bastante a ausência de Jonas. A bola ficava pouco no ataque.
Não vejo mais ninguém sugerindo tratamento psicológico para Victor. Ainda bem.
Novamente não gostei do posicionamento do Maylson. Jogou como um ponta direita. Silas inclusive mencionou que o usou como atacante após a saída do William. Acho que o Maylson pode sim ocupar esse espaço do campo, mas vindo de atrás, como elemento supresa. Fixo no flanco acaba virando presa fácil para marcação. Até entendo, no jogo de ontem, como uma estratégia para desestabilizar os 3 zagueiros do Galo, mas o Grêmio perdeu um jogador no combate do meio campo.
Vejo alguns exageros nas críticas ao futebol apresentado por Hugo ontem. Fez dois gols e sofreu um pênalti (não marcado). O que mais poderia se exigir dele? Nunca foi um jogador de atuação intensa durante os 90 minutos.
Por que o jogo não foi antecipado para um horário mais civilizado?

Fotos: Neco Varella (UOL), Valdir Friolin (ClicRBS) e Pedro Revillion (Correio do Povo)

Grêmio 2 x 1 Atlético Mineiro
Hugo 37′
Ricardinho 44′
Hugo 60′

ATLÉTICO-MG: Marcelo, Lima, Werley e Jairo Campos (Ricardo Bueno, 25’/2ºT); Diego Macedo, Rafael Jataí (Wendel, 41’/2ºT), João Pedro, Ricardinho e Leandro (Júnior, 31’/2ºT); Muriqui e Diego Tardelli.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

GRÊMIO: Victor, Edilson, Ozéia, Rodrigo e Bruno Collaço; Adilson, Fábio Rochemback, Maylson e Hugo; Roberson (Bergson, 40’/2ºT) e William (Fernando, 23’/2ºT).

Técnico: Silas.

6ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2010

Data: 3/6/2010, quinta-feira, 21h00min

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS

Público: 14.605

Renda: R$ 212.379,00

Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez(RJ).

Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Marco Aurélio S. Pessanha (RJ).

Cartões amarelos: William, Edilson, Hugo, Fábio Rochemback, Adilson, Fernando (GRE); Leandro, Jairo Campos, Rafael Jataí, Marcelo (ATL).

Cartão vermelho: João Pedro (ATL, 39’/2ºT).

Gols: Hugo, 37’/1ºT; Ricardinho, 44’/1ºT; Hugo, 15’/2ºT