Archive for October, 2010

Brasileirão – Fluminense 2 x 0 Grêmio

October 29, 2010

Em um país sério, Héber Roberto Lopes jamais seria juiz de futebol. Em um campeonato com o mínimo de decência, Héber Roberto Lopes seria afastado após “errar” da dessa forma no minuto derradeiro de um jogo. Uma imprensa séria não criticaria um dirigente por falar o óbvio. Mas, infelizmente, esse tipo de pensamento no Brasil ainda é encarado com mera utopia.

Héber roubou no varejo e no atacado. Usou do velho “descritério” na marcação de faltas. Matou o time do Grêmio e deu seu grande golpe ao ignorar o pênalti escandaloso, de concurso, de Leandro Eusébio em Jonas, aos 19 minutos do segundo tempo.

Duas garfadas nos dois últimos jogos que nos alijaram da disputa pelo título e muito provavelmente do G3. O Grêmio cresceu no campeonato e não demorou muito para que velhos fantasmas voltassem a aparecer nesta reta final.

Na Copa do Brasil o Grêmio conseguiu passar por cima da arbitragem e venceu o Fluminense por duas vezes. Ontem não foi possível.

O Grêmio não fez uma grande partida, mas certamente não merecia perder. Não foi menos time em campo do que o Fluminense. A equipe começou um pouco titubeante, mas sempre indo ao campo de ataque. Aos poucos, ia equilibrando o duelo, mas sofreu um duro golpe no gol marcado na bela jogada de Conca. A partir daí só deu Grêmio, que ensaiou uma pressão e quase empatou numa jogada de linha de fundo de Jonas. No início do segundo tempo o Grêmio levou outro susto, no chute de Júlio Cesar. Logo reagiu e teve sua melhor chance de ampliar, mas André Lima errou cabeçada após bom cruzamento de Lúcio. O Grêmio teve a bola no campo de ataque, próximo da área adversária, mas pouco conseguia concluir. A não marcação do pênalti e a profusão de cartões que vieram na seqüencia praticamente acabaram com as chances de recuperação do Grêmio na partida.

Achei muito estranha a demora do Sportv em reprisar o lance do pênalti. Assim como no jogo contra o Santos, foi preciso que o treinador provocasse a répoter no campo para que fosse exibido o replay da falta na transmissão. Faltou pouco para que se repetisse o que foi feito em Flamengo 2 x 0 Grêmio em 2007, onde um lance de pênalti pro Grêmio jamais foi repetido.

Renato pode até ter cometido uma deselegância com o time adversário, mas não falou nenhuma inverdade. Além da notória e decantada competência, da rabugice cômica, os títulos de Muricy também foram marcados por arbitragens amigas.

Não gostei da solução dada pelo treinador para as ausências de Rochemback e Adílson. Do ponto de vista tático, o time perdeu em poder de marcação, Vilson deixou de fazer a cobertura do Gabriel para jogar centralizado e não houve um ganho na saída de bola com a entrada de mais um meia. Souza não vive seu melhor momento e não deveria ter começado o jogo, mas acho um pouco exagerado atribuir a ele a derrota.

Mais uma vez, achei exagerada a importância dada as questões referentes ao Twitter. Não se pode superdimensionar coisas ditas no calor do momento, na emoção do jogo. A torcida, o clube e a imprensa tem assuntos mais importantes para discutir.

Fotos: Cleber Mendes (Lance), Alvaro Riveros (Terra) e Ricardo Paes (UOL)

Fluminense 2 x 0 Grêmio

Conca 19´
Conca 81´

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum e Leandro Euzébio; Carlinhos, Diguinho (Belletti, 42’/2ºT), Fernando Bob (Valencia, 32’/2ºT), Marquinho, Conca e Julio Cesar (Thiaguinho, 34’/2ºT); Washington.
Técnico: Muricy Ramalho.


GRÊMIO: Victor; Gabriel, Rafael Marques, Paulão e Fábio Santos (Gilson, 29’/2ºT); Vilson, Souza (Diego Clementino, 35’/2ºT), Douglas e Lúcio; Jonas e André Lima (Júnior Viçosa, 26’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi


32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2010
Local: Estádio Engenhão, Rio de Janeiro – RJ
Data: 28/10/2010, quinta-feira, 21h00min
Público: 15.397 (13.592 pagantes)
Renda: R$ 214.485,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Gílson Bento Coutinho (PR) e José Amilton Pontarolo (PR)
Cartões amarelos: Washington, Diguinho, Gum, Ricardo Berna (FLU); Rafael Marques, Souza, Douglas, André Lima, Gilson (GRE)
Gols: Conca, aos 19min do 1º tempo, e aos 36min do 2º tempo

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Reunião do Conselho – 27 de outubro

October 28, 2010

Ontem, foi realizada mais uma reunião do Conselho Deliberativo do Grêmio. A ordem do dia era a eleição do Presidente e do Vice-Presidente do Conselho.

Raul Régis e Milton Camargo foram eleitos por aclamação. O relato da reunião publicado no site do Grêmio está muito bem feito, de tal modo acho que desnecessário eu repetir todas as informações aqui. Apenas acrescentarei alguns detalhes.

Ao solicitar a recondução de Raul Régis, Odone reconheceu o grande trabalho do mesmo no cargo, dizendo que fazia isso com toda tranquilidade possível, uma vez que tinha apoiado outro candidato na eleição para presidência do conselho em 2007, ressaltando que uma eleição jamais pode ser vista como um fator de divisão ou diminuição do clube e dos envolvidos.

Achei muito oportuna a lembrança feita pelo Milton Camargo em seu discurso, que existe um crescente interesse do sócio gremista sobre o que se passa dentro do conselho.

No sua fala, Raul Régis lembrou todas as realizações do conselho durante seu mandato, destacando a questão da Arena e lamentando profundamente a não redução da cláusula de barreira.

A comemoração do quinto árbitro

October 27, 2010
Toda essa discussão em torno da comemoração do quinto árbitro no Grenal acaba fazendo com que, mais uma vez, o trabalho da imprensa esportiva do Rio Grande do Sul seja questionado.

O primeiro aspecto é a dificuldade (ou má-vontade) na hora de dar o crédito para a fonte da notícia. Quem primeiro chamou a atenção para a comemoração do quinto árbitro foi o Blog Alento Gremista. Não é tão difícil assim descobrir isso. Atribuir o YouTube ou a internet como fonte é de uma imprecisão grosseira.

Outro fenômeno que chama a atenção é o costume que muitos jornalistas tem de defender suas teses antes de apurar os fatos. O vídeo por si só até permitiria mais de uma interpretação, ainda que fosse bastante peculiar, mas a imprensa, apressadamente optou por taxar as reclamações dos torcedores de paranóia, sem nem mesmo ouvir os envolvidos no lance. Então vieram as explicações e a dita “teoria da conspiração” ganhou força.

Aí esbarramos em um outro problema que é a tendência que a imprensa tem de ouvir alguns personagens sem jamais questioná-los ou confrontá-los. A tese de Carlos Simon, de que o quinto árbitro “vibrou pela decisão correta” é um despautério, e ainda assim passou como verdade até ser desmentida pelo próprio Alexandre Kleiniche, que garantiu estar somente tentando informar o pênalti ao juiz do jogo.

Contudo, do mesmo modo, a explicação de Kleiniche é insuficiente e conflitante, motivo pelo qual acaba provocando alguns questionamentos, que até agora não foram respondidos por nenhum dos responsáveis (diretos ou indiretos) pela arbitragem do jogo:

– O pênalti foi claríssimo, o estádio inteiro viu, ninguém o questionou. Havia de fato essa necessidade de informar o árbitro principal?
– Desde quando o punho cerrado é um sinal de toque de mão em futebol?
– Se efetivamente estava comunicando sobre o lance ocorrido, por que o 5º árbitro conteve seu gesto repentinamente?

E nunca é demais que, no fim das contas, essa polêmica acabou sendo muito conveniente para Carlos Simon, que se viu livre de ter que dar explicações sobre o lance de pênalti aos 29 minutos do primeiro tempo, uma vez que a imprensa foi incapaz de aproveitar a ocasião para perguntar sobre algumas marcações dele no jogo.

Brasileirão – Grêmio 2 x 2 Internacional

October 25, 2010

O primeiro tempo começou com um leve domínio colorado, que trocava passes na intermediária. Contudo, mesmo cedendo alguns escanteios, o Grêmio não via sua meta ameaçada. Logo o tricolor emparelhou o jogo e não demorou muito para passar a mandar na partida. O jogo gremista fluía pelas laterais. De lá saiam as melhores jogadas. Aos 36, Douglas cobrou falta na área e André Lima completou completou de cabeça, abrindo o placar. O gol consolidou o time do Grêmio no campo, e as chances foram se acumulando, e o segundo gol poderia ter vindo ainda no primeiro tempo.
Mas onde o Grêmio efetivamente deixou de matar o jogo foi no início da segunda etapa, quando teve 4 grandes oportunidades em pouco mais de 10 minutos. Aos 20 do segundo tempo aconteceu o lance que alterou a dinâmica do jogo. Rochemback pôs a mão numa bola que ia entrando, fazendo o pênalti e sendo expulso. Alecsandro converteu a cobrança (Victor quase pegou) e o Grêmio pela primeira vez teve dificuldades defensivas em função da desvantagem numérica. Até então, o time não dava bote precipitado e não permitia que o Inter dobrasse em cima da marcação. Mas o Grêmio conseguiu o desempate numa grande jogada de Fábio Santos, aos 24 do segundo tempo e passou a fazer o que era possível para segurar a vantagem. Talvez tenha deixado de truncar um pouco o jogo, quebrando o ritmo até mesmo com faltas. E aos 38, D’alessandro teve espaço e empatou o jogo num chute da entrada da área.

Bons e maus filmes já foram feitos com esse mesmo roteiro. Um veterano quer deixar a vida bandida para trás, mas algo o impede. Talvez um velho comparsa pedindo um último favor. No seu último Grenal, Simon não perdeu a chance de aprontar. Inverteu faltas, errou nos critérios, administrou os cartões, apitou para si e, como não poderia deixar de ser, prejudicou o Grêmio. Aos 29 minutos do primeiro tempo, poderia escolher uma das duas faltas para marcar o pênalti. No empurrão de Bolívar em Lúcio ou no choque de Renan em Jonas. Obviamente acabou ignorando as infrações e nada marcou. Foi elogiado pelo presidente do Inter, o que é sintomático.
Fábio Santos foi eleito por muitos o melhor em campo, e de fato o camisa 6 fez grande partida. Méritos pra ele que não se abalou com as críticas (sejam as justas ou as injustas). Méritos para Renato que seguiu apostando nele. E um bom cala-boca para alguns corneteiros que insistem em vaiar atleta do Grêmio em pleno Olímpico.
André Lima foi outro de excelente atuação. Gol, assistência, muita briga, catimba.
Nunca vi um jogador ter seu futebol tão bem compreendido por uma torcida como o zagueiro Paulão no Grêmio.
Um empate em clássico cabe muito bem nos planos dos times que postulam o G4 (ou G3). O problema da campanha gremista passa antes por outros insucessos. O 2×2 de ontem acaba tendo gosto amargo em função das chances criadas pelo Grêmio e pela maneira pela qual o time dominou a maior parte da partida.

Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Vipcomm)

Grêmio 2 x 2 Internacional
André Lima 36′
Alecsandro (pênalti) 65′
Fábio Santos 69′
D’alessandro 83′

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Vilson, Fábio Rochemback, Lúcio e Douglas (Gilson, 42’/2ºT); Jonas (Diego Clementino, 35’/2ºT) e André Lima (Adilson, 25’/2ºT).

Técnico: Renato Portaluppi


INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias (Leandro Damião, 45’/2ºT), Guiñazu, Glaydson (Rafael Sobis, intervalo) e D’Alessandro; Giuliano (Andrezinho, 32’/2ºT) e Alecsandro.

Técnico: Celso Roth.


31 Rodada – Campeonato Brasileiro 2010
Data: 24/10/2010, domingo, 18h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 45.234 (41.661 Pagantes)
Renda: R$ 945.528,00
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS).
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR).
Cartões amarelos: Adilson (GRE); Guiñazu (INT).
Cartões vermelhos: Fábio Rochemback (GRE, 19’/2ºT).
Gols: André Lima, 36’/1ºT ; Alecsandro, 20’/2ºT (pênalti), Fábio Santos, 24’/2ºT, D’Alessandro, 38’/2º.

Homenagem à Simon

October 22, 2010

No BloGrêmio (rede de blogs gremistas) uma proposta de homenagem à Carlos Simon:

“Dizem que Carlos Eugênio Simon é o homem que mais aprecia um chato e monótono empate no futebol. Simon gosta do resultado igual para os dois lados principalmente quando é o árbitro da partida. Isso porque sua imagem fica mais diplomática com todos. Também há quem diga com muitos argumentos que Simon é colorado. Sua reputação com os gremistas é tão vergonhosa que o xingamento preferido dos torcedores para o apitador é, justamente, “colorado”.

Simon também já deu demonstrações que não faz questão de cumprir com sua palavra. Disse que se aposentaria depois da Copa do Mundo 2010. Mentira. Está aí para colocar desconfiança nas expectativas que tínhamos de um bom Grenal. Em clássicos, tem a sua última chance de não ser asqueroso. Supõe-se que tenha sido escolhido para este jogo em um ato de muita generosidade do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto. Ele queria homenagear Simon com essa escalação mesmo sabendo que nos clássicos regionais a melhor indicação é um juiz que está fora desta forte atmosfera.

A partir disso, a rede de blogs gremistas, o BloGrêmio, sugere que tu também leve tua homenagem a este homem de pouca modéstia e muito gel no cabelo. Sim, além de gritar os “melhores” adjetivos, vamos fazer cartazes, manifestações e exaltações do quanto não sentiremos ausência de Simon “mediando” nossos embates. Domingo, mostre no Olímpico tudo que tens guardado para Simon. À este árbitro, nossos sinceros votos de boa e rara arbitragem para domingo e nosso aliviado adeus”

http://blogremio.wordpress.com/2010/10/22/homenagem-a-simon/

Gauchão 1986 – Grêmio 1 x 3 Internacional

October 21, 2010

O Vidarte postou em seu blog uma listagem (feita por Fábio Mundstock) dos Grenais que Renato jogou como jogador do Grêmio.

Entre esse clássicos, destaco um de 1986, o primeiro Grenal que Renato disputou após ser cortado por Telê da seleção que disputaria a Copa do México.
O jogo era válido pela nona rodada do segundo turno do Gauchão daquele ano. O placar final foi de 3×1 para o Inter. Renato marcou o gol gremista, mas acabou sendo expulso no início do segundo tempo.

Grêmio 1 x 3 Internacional
GRÊMIO: Mazarópi; Raul, Baidek, Luis Eduardo e Casemiro; Bonamigo, Osvaldo e Luis Carlos; Renato, Albeneir e Caio Junior (Sabella)
Técnico: Valdir Espinosa

INTERNACIONAL: Taffarel; Luis Carlos Winck, Pinga, Aloísio e Mauro Galvão; Marquinhos, Airton e Alcântara; Robertinho, Marcelo e Balalo.
Técnico: Otacílio Gonçalves

Data: 11 de maio de 1986
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 46.175 pagantes
Renda: Cz$ 802.694,00
Árbitro: Renato Marsiglia
Auxiliares: Celso Pastro e Carlos Kruse
Cartões Amarelos: Luis Eduardo, Renato, Mazaropi e Balalo
Cartão Vermelho: Renato
Gols: Renato, aos 15; Balalo, aos 20 e Aírton aos 42 minutos do primeiro tempo; Marcelo aos 27 minutos do segundo tempo.

Renato explicou o lance da expulsão e garantiu que o fato não tinha nada a ver com um trauma pós corte. Também comentou o seu duelo particular com Mauro Galvão (que era uma constante nos anos 80). Naquela tarde, Galvão foi deslocado para lateral-esquerda com a tarefa de parar o camisa sete gremista.
Em 2012, o juiz do jogo, Renato Marsiglia falou sobre o cartão vermelho para o jornal Zero Hora:

Você expulsou o Renato no clássico 278, em maio de 1986. Lembra?
Marsiglia – Ele tinha amarelo. Depois, empurrou o Robertinho, atacante do Inter, e o jogou no chão. Vermelho. Foi meu primeiro Gre-Nal e me marcou muito. Acho que os outros jogadores pensaram, “se ele expulsou o Renato, um superstar do futebol brasileiro, imagina a gente”. A repercussão no país foi enorme
.

Valdir Espinosa ocupava a casamata Tricolor, enquanto Otacílio Gonçalves era o treinador colorado.
Outro fato curioso foi a entrada de Alejandro Sabella no time do Grêmio na segunda etapa. O argentino sofria com as lesões e a falta de ritmo.
Mas, no fim das contas, Renato deu a volta por cima e o Grêmio se sagrou campeão gaúcho ao vencer o quadrangular final da competição. Renato aproveitou a ocasião para alfinetar Telê e comemorar o título em grande estilo:

“O ponta-direita, por sinal, ainda não se esqueceu de Telê. Nas comemorações nos vestiários, esperou que os microfones das emissoras de televisão e rádio se aproximassem dele. O discurso estava pronto. “O triunfo foi a prova de que time com ponta é campeão”, afirmava. “Aquele treinador atrasou o futebol brasileiro em mais de uma década e não ganhou nada. Sou profissional há quatro anos e tenho igual número de títulos.”

A bordo de seu Escort XR-3 conversível vermelho, Renato festejou o título estadual percorrendo alguns lugares da noite de Porto Alegre. Ao deixar o apartamento do amigo Moysés e levar para casa Maristela, a noiva e ex-amiga de infância em Bento Gonçalves, entregou-se às delícias da mesa no bem-locatizado e frequentado restaurante Barranco: “Sua carne de ovelha é impecável”, sugere o craque.” (fonte: Arquivo Gremista)

Link

Simon no Grenal

October 21, 2010
Toda essa questão envolvendo da escolha do Simon no Grenal é muito estranha. Por muito tempo pairou no ar um boato que Carlos Simon seria o juiz do clássico 383 como forma de “homenagem” a sua carreira que se encerrará no final do ano. Uma nova premiação por um novo adeus, uma vez que mesmo Simon, após perder o sorteio da final do Gauchão, foi homenageado pela FGF no Beira-Rio e ali anunciou sua despedida dos gramados após a copa do mundo.

Tudo ficou mais estranho depois que a imprensa, no início da semana, cravava antes mesmo do sorteio que Simon seria o juiz do confronto de domingo. Tal fato, infelizmente, foi confirmado. Aí passou a se ver uma defesa incondicional e patética do nome de Simon por parte da imprensa, o que talvez se explique por clubismo, por corporativismo e até por um futuro “coleguismo”. Fosse só por bairrismo a imprensa local deveria também ter feito lobby por Vuaden e Márcio Chagas, o que não aconteceu.

Assim, a questão do juiz gáucho x juiz de fora é um falso dilema. Da mesma maneira, não passa de um sofisma a forma como o retrospecto do Simon é citado para comprovar sua suposta isenção. Ainda, é risível essa história contada por Novelletto, de se dizer surpreendido com a escalação dele.

Igualmente estranho é ver a torcida de um clube defendendo tanto um juiz de futebol. Não que todos os colorados tenham gostado da escolha do Simon, mas a maioria tenta contemporizar a questão, o que dá praticamente no mesmo.

A opção por Simon é uma afronta a quem gosta de futebol e principalmente ao Grêmio e sua torcida. Explico:

1) Levando em conta somente a questão de estilo de arbitragem, o nome de Simon, a priori, é ruim para o Grêmio (que é quem efetivamente precisa vencer o jogo). Simon é acomodador, trunca o jogo, administra cartões, marca qualquer faltinha no meio de campo enquanto não considerada nenhum contato faltoso perto ou dentro da área. O jogo tende ao 0x0.

2) Simon conta com uma série de erros grosseiros ao longo da sua carreira. Não só erros de interpretação e de visualização do lance, mas erros de desconhecimento da regra: Impedimento em lateral, recuo para o goleiro, tempo a menor na prorrogação, etc.

3) Simon não possui mais nenhum isenção e condição para apitar um jogo do Grêmio. Não vou entrar aqui na questão de qual é o clube que ele e sua família torcem, mas é óbvio que Simon tem uma péssima relação com o Grêmio e a sua torcida. Exemplos claros disso são a ofensa que ele dirigiu ao Danrlei e o processo que ele moveu contra um autor de um livro sobre a história do Grêmio.

Mas o pior de tudo é que essa escolha de Simon gerou uma polêmica desnecessária. A arbitragem virou o foco do Grenal do próximo domingo, quando as atenções deveriam estar voltadas para os jogadores, treinadores, torcidas e até mesmo dirigentes, mas nunca para o juiz.

Agora resta torcer para que Simon não erre. Ou para que não erre muito. Ou para que, pela primeira vez em sua carreira, erre contra o Internacional.

Brasileirão – Classificação – 30ª Rodada

October 19, 2010
Time P J V E D GP GC SG
Cruzeiro 54 30 15 9 6 40 28 12
Fluminense 53 30 15 8 7 49 31 18
Corinthians 50 30 14 8 8 52 38 14
Santos 48 30 14 6 10 51 39 12
Internacional 47 30 14 5 11 35 31 4
Atlético-PR 46 30 13 7 10 33 36 -3
Grêmio 46 30 12 10 8 50 37 13
Botafogo 45 30 10 15 5 42 32 10
São Paulo 44 30 12 8 10 43 43 0
10° Palmeiras 44 30 10 14 6 36 30 6
11° Vasco 41 30 9 14 7 34 32 2
12° Ceará 39 30 9 12 9 25 30 -5
13° Flamengo 37 30 8 13 9 33 32 1
14° Guarani 35 30 8 11 11 31 43 -12
15° Vitória 34 30 8 10 12 34 40 -6
16° Atlético-GO 32 30 9 5 16 41 47 -6
17° Atlético-MG 31 30 9 4 17 37 51 -14
18° Avaí 30 30 7 9 14 39 48 -9
19° Goiás 28 30 7 7 16 33 50 -17
20° G. Prudente 21 30 5 9 16 28 48 -20

Fonte: Gazeta Esportiva

Artilheiros
20 Gols – Jonas (Grêmio)
11 Gols – Bruno César (Corinthians)
10 Gols – Elias (Atlético-GO), Washington(Fluminense), Kléber (Palmeiras) e Neymar (Santos)
9 Gols -Zé Eduardo (Santos)
8 Gols -Iarley (Corinthians), Alecsandro (Internacional), Fernandão (São Paulo) e Éder Luís (Vasco)

Fonte: UOL

Classificação do “2º Turno”
Fonte: http://tabelasdefutebol.blogspot.com


Brasileirão – Grêmio 2 x 1 Cruzeiro

October 17, 2010

O primeiro ponto a ser destacado do confronto de ontem é que foi efetivamente um grande jogo de futebol. Bem jogado, muito disputado, pegado, corrido. O Grêmio foi superior no início, sofreu com o gol tomado, mas teve força para reagir, empatar, virar e segurar os 3 pontos. A vitória tricolor foi merecida, mas um empate (ou até mesmo uma vitória cruzeirense) não seria nenhum absurdo em face do que se viu em campo.

Paulo César de Oliveria, para variar, foi mal. Mas se percebe uma grita exagerada (e/ou pouco coerente) em relação à arbitragem. Na minha avaliação os lances polêmicos são todos discutíveis. Acho que não houve pênalti em Junior Viçosa no primeiro tempo. Já o pênalti em Gilson me pareceu ter sido bem marcado. Jonas parecia um pouco a frente no gol anulado (muito embora a câmera não esclareça tanto) e finalmente Wellington Paulista não estava impedido no momento do cruzamento do Gilberto.

Os lances são de alguma dificuldade, muito embora eu defenda que o juiz está ali para acertar nos fáceis e nos difíceis. Só não consigo entender a postura de alguns jornalistas falando em gol criminosamente ou escandalosamente anulado. É pouco coerente com a manifestação que fizeram (ou o silêncio que mantiveram) sobre as arbitragem de Grêmio 0 x 2 Goiás (com o mesmo P.C.Oliveira), Grêmio 1 x 1 Vasco, Corinthians 0 x 1 Grêmio e Vasco 3 x 3 Grêmio.

Foi interessante o embate ocorrido no lado esquerdo do time do Grêmio. Cuca jogou com Thiago Ribeiro aberto como ponta direita, bloqueando a boa jogada do Grêmio pelo setor e tendo grande vantagem sobre Fábio Santos (que destoou do restante do time). No segundo tempo, com a entrada de Gílson, a dinâmica do duelo se alterou, e foi o Grêmio que passou a dominar este espaço.

Me pareceu válida e acertada a idéia de Renato de escalar Rochemback como primeiro volante. O time ganha em saída e distribuição de jogo.

Júnior Viçosa entrou numa fogueira e foi muito bem. Foi duramente marcado, cansou de receber balão e sempre girava rápido em cima dos defensores.

Douglas mais uma vez jogou muito. A jogada do primeiro gol foi sensacional. Marcado, achou um espaço e deu um baita passe pra Jonas.

Na origem do gol do Cruzeiro nota-se um erro de posicionamento da defesa do Grêmio. No escanteio faltou um jogador posicionado na meia-lua e Léo acabou pegando o rebote sozinho.

Eu fiquei bastante incomodado e um pouco preocupado com a dificuldade de locomoção na arquibancada.

Fotos: Lucas Uebel (Vipcomm), Camila Domingues e Vinicius Roratto (Correio do Povo)

Grêmio 2 x 1 Cruzeiro
Montillo 27´
Juniro Viçosa 48´
Jonas (pênalti) 74´

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos (Gilson, intervalo); Vilson (Ferdinando, 44’/2T), Fábio Rochemback, Lúcio e Douglas; Jonas (Diego Clementino, 38’/2T) e Júnior Viçosa.
Técnico: Renato Portaluppi

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Léo, Edcarlos, Pablo (Gilberto, 15’/2T); Fabrício, Marquinhos Paraná (Roger, 41’/2T), Henrique, Montillo; Thiago Ribeiro (Farías, 34’/2T) e Wellington Paulista.

Técnico: Cuca

30ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2010
Data: 17 de outubro de 2010, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 41.435
Renda: R$ 914.890,50
Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Cartões amarelos: F.Santos Douglas, Ferdinando; Montillo, M. Paraná, Fabrício, Léo
Gols: Montillo, aos 27, e Júnior Viçosa, aos 48 do 1º tempo; Jonas (pênalti), aos 29 do 2º tempo.

Puma 2014

October 15, 2010
O tema do fornecedor de material esportivo de clubes de futebol sempre gera grande repercussão. O contrato entre Grêmio e Puma voltou ao noticiário (e a discussão entre torcedores) logo depois que Luis Zini Pires publicou nota dando conta de um “namoro” entre a Nike e o tricolor. O jornalista garantiu se tratar de uma informação, mas até onde foi possível apurar, o dito interesse da marca americana parece se tratar na verdade de um mero desejo de alguns conselheiros.

A partir daí, se multiplicaram manifestações de torcedores sobre a sua marca preferida para vestir o Grêmio. O que até certo ponto é legal (os diversos mock-ups são uma boa prova disso), mas a conversa acaba tomando aquele clima de mesa de bar e se distanciando bastante da realidade. E no caso a realidade é a seguinte: O Grêmio renovou seu contrato com a Puma até 2014.

Essa informação já tinha sido divulgada no início do ano. Foi reiterada pelo Presidente Paulo Odone em entrevista recente (Não pretendo discutir agora a questão dos adiantamentos, se são certos, se já foram feitos anteriormente também e etc). Acho que esse dado, da renovação do contrato, precisa ficar bem claro para a torcida. Hoje, uma eventual troca de fornecedor precisaria passar necessariamente pelo rompimento com a Puma, o que não é tão simples assim.

Tirando algums exceções, a questão da beleza da camisa passa muito pelo gosto e pela subjetividade. Entendo que todas as marcas tiveram seus acertos e seus erros ao longo da história. Assim sendo, me parece que o melhor fornecedor pro Grêmio é o que oferece o melhor contrato.

Dito isso, não considero o fim do mundo a permanência da Puma, mesmo sendo um grande crítico do trabalho da marca no Grêmio. Acredito que em muitas vezes a Puma errou com a anuência (ou leniência) da diretoria. Sigo achando que o mais fácil, e mais correto, é o clube se impor, e exigir certos aspectos na hora da definição do desenho da camisa. Os próprios responsáveis pelas marcas confirmam que isso é uma questão de conversa, de negociação. O que não dá mais pra aceitar é ver o clube refém de uma marca, seja ela Puma, Nike, Adidas, Kappa, Penalty, etc..

Atualização em 15 de dezembro de 2010 O contrato que o Grêmio mantém é com a Filon