Archive for March, 2011

Valdir Espinosa – BloGrêmio

March 12, 2011

Foi o Minwer que teve a brilhante idéia de convidar Valdir Espinosa para tomar uma(s) cerveja(s) com o pessoal do BloGrêmio. No encontro da semana passada o mestre cativou todos os blogueiros presentes, confirmando todas as expectativas e impressões que o torcedor tem a respeito dele. Um grande sujeito, carismático, solícito, atencioso, um baita contador de histórias. Entre os diversos assuntos abordados na noite, é possível destacar alguns pontos:
– Espinosa disse que segue atrás do vídeo do jogo entre a Seleção Gaúcha e Seleção Brasileira (3×3 em 1972), no qual ele compôs a defesa rio-grandense juntamente com Figueroa, Ancheta e Everaldo.
– Disse que o melhor técnico que teve foi Otto Glória, no Grêmio.
– Afirmou que fica arrepiado em cada vez que um torcedor gremista lhe agradece pelo ano de 1983.
– Reiterou que “Libertadores se ganha com estádio lotado”. Que o time e, principalmente, o adversário sente o Olímpico cheio.
– Confirmou que iria mesmo jogar na partida contra o América em Los Angeles, tendo sido autorizado pelo Koff para tanto. Mas após alguma reflexão, deixou tal idéia de lado. Contou que nesse o jogo o time foi treinado por alguns jogadores que não fardaram (entre eles De León)
– Fumante, tinha um ritual nos jogos: Fumava 8 cigarros por partida. 4 em cada tempo.
– Perguntado sobre o temperamento de Renato como jogador, revelou que brigou com ele em duas ocasiões:
1) Na primeira, antes da Batalha de La Plata, em virtude da insatisfação de Renato com uma substituição. Chegou a comunicar ao presidente Koff que iria sacar o ponta da viagem. Mudou de idéia em função de um pedido de De León, que considerava fundamental a presença de Renato na Argentina.
2) Na outra ocasião, Espinosa ficou enraivecido com uma expulsão boba de Renato num Grenal. Estava remoendo o fato na sua casa, quando foi surpreendido pela visita de Osvaldo e Renato, que trazia consigo duas pizzas e um pedido de desculpas.
– Falou sobre a opção na lateral esquerda em Tóquio. Para ele, P.C. Magalhães e Casemiro eram jogadores equivalentes (um mais ofensivo, outro mais defensivo) e o que realmente motivou a decisão foi a parte física (Casemiro voltava de lesão). Contou que sofreu muita pressão da torcida e da imprensa nessa questão, mas ficou ao tranqüilo com a opção feita ao consultar De León já no Japão.
– Aírton é seu grande ídolo no Grêmio, tendo grande admiração pelo Pavilhão desde a época em que era da base gremista. Disse que Aírton “enxerga o jogo” como ninguém, tendo tido inúmeras provas disso ao assistir partidas junto com ele nas cadeiras do Monumental. Confessou que tem imensa curiosidade em saber se os gremistas mais jovens têm a exata dimensão do Aírton representa para o Grêmio. Descreveu com riqueza de detalhes um lance onde Pavilhão se valeu de um corta-luz para evitar um gol do Aimoré no Olímpico.
– Contou que, num dia frio, assistiu a um jogo de forma incógnita, no mesmo lugar das sociais onde ficou sentado após ter sido dispensado como atleta (e onde fez uma importante promessa)
– Afirmou que o Grêmio de 83 era um time jovem, que gostava de festa, mas que também era extremamente responsável e compromissado com o clube.
– Disse que como gremista, ficava agoniado com a responsabilidade do jogo contra o Hamburgo, confessando não saber o que faria no caso de um insucesso.
– No jogo contra Estudiantes no Olímpico, o resultado se caminhava para um empate e o treinador resolveu tirar Renato para colocar Tarciso em campo. Ao ouvir os gritos de burro, virou pro Ithon Fritzen e disse “Quero ver nós sairmos do estádio agora ”. Minutos depois, Tarciso faz o gol salvador e Espinosa comunica a seu preparador “nós vamos sair caminhando”
– Ao analisar o Hamburgo, percebeu que era Mário Sérgio o jogador que precisava para o mundial, tendo o requisitado publicamente nas rádios.
– Seu onze gremista de todos os tempos seria o Grêmio de 1983 com o Aírton na zaga.
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Gauchão – Grêmio 2 x 2 Caxias (4×1 nos pênaltis)

March 10, 2011

Um jogaço. Foi isso que fizeram Grêmio e Caxias ontem no estádio Olímpico. Os motivos que levaram a partida a se desenrolar de forma tão frenética foram vários: O começo tibuteante do Grêmio, o Caxias decidido no primeiro tempo, o nervosismo da final, a torcida atuante, a retração grená e a insistência tricolor no segundo tempo.

O Grêmio teve as mesma dificuldades já apresentadas em jogos anteriores. Saída de bola lenta e consequente pouca criatividade no ataque. Rochemback seguia desamparado na distribuição de jogo, o que era acentuado pela inteligente marcação individual feita por Dê. A marcação tricolor era distante, e o Caxias chegava com alguma facilidade na área gremista. Itaqui abriu o marcador aos 19, cobrando falta. aos 39, Gerley fez o 1-2 em cima de Gabriel e chutou cruzado, marcando o 2×0. Sem infiltração e jogadas de linha de fundo as melhores chances do Grêmio foram em chutes de fora da área. André Sangalli deu rebote nos arremates de Rochemback e Douglas, mas não chegou na bola mandando no cantinho por William Magrão, aos 44 minutos do primeito tempo.

No segundo tempo o Grêmio conseguiu jogar mais pelos lados do campo, especialmente pela esquerda, e passou a forçar mais na bola área. André Lima e, principalmente, Borges perderam boas chances. Apesar do abafa, o Grêmio continuou com problemas defensivos, e estave muito perto de levar um terceiro gol. Mas, aos 50 do segundo tempo, depois de diversas chances criadas e muita cera do Caxias, surgiu o empate gremista. Confusão na área, Borges ganhou no chão e Rafael Marques aninhou a pelota nas redes.

O aspecto “emocional” dos pênaltis era todo favorável ao Grêmio. Victor pediu para que a torcida fosse para a sua goleira, defendeu duas cobranças e viu seus companheiros acertarem todos os chutes, garantindo a vaga na grande final do Gauchão 2011.

Gostei muito do que Renato falou na coletiva. Reafirmou que muda o time tão logo ache necessário (como fez com a entrada de Collaço, ainda no primeiro tempo). Me parece ter enxergado bem o jogo, detectando os problemas apresentados. Fez bem em acatar a sugestão de Rodolfo, passando W.Magrão para zaga no final do jogo. E achei perfeita a síntese que ele fez sobre cobrança de penalidades, reconhecendo a importância do treinamento sem esquecer do elemento “sorte” no resultado final.

Fábio Rochemback, mais uma vez, jogou demais. Lucidez e consciência tática impressionantes. Deu alguns lançamentos espetaculares.

Lúcio é titularíssimo desse time. Seja na meia, seja na lateral. Me parece que é seguro afirmar que Bruno Collaço é seu reserva imediatado nas duas posições.

O André Lima não deve ser um cara tão fácil de lidar em campo. Mas nada justifica a infeliz declaração do bandeirinha Altemir Hausmann.

Lisca provavelmente é uma das maiores figuras do atual futebol gáucho. Inexplicavelmente, saiu de campo girando camisa na mão. Na coletiva, bem sereno, reclamou dos descontos dados e logo depois reconheceu a cera por parte do seu time e lembrou dos 10 minutos de descontos dados pelo mesmo Márcio Chagas da Silva no jogo entre Juventude e São José.

Odone faz muito bem em cobrar maior presença da torcida gremista.

Fotos: Richard Ducker (Ducker.com.br), Ramiro Furquim (Sul21), Luciano Leon (Final) e Pedro Revillion (Correio do Povo)

Grêmio 2 x 2 Caxias
Itaqui 19´
Gerley 39´
William Magrão 44´
Rafael Marques 90+5

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Rodolfo, Rafael Marques e Gilson (Lúcio 17 do 2ºt); Rochemback, Willian Magrão, Carlos Alberto (Bruno Collaço 26 do 1ºt) e Douglas; Borges e André Lima (Diego Clementino 28 do 2ºt).Técnico: Renato Portaluppi
CAXIAS: André Sangalli; Alisson, Edson Rocha (Neto 22 do 2ºt), Marcelo Ramos e Gerley; Marcos Rogério, Itaqui (Diogo 24 do 2ºt) , Edenilson e ; Everton e Lima (Pedro Henrique 38 do 2ºt).Técnico: Lisca


Final – 1º Turno – Campeonato Gaúcho 2011Data: Quarta-feira, 9 de março de 2011, 21h50minLocal: Estádio Olímpico, em Porto AlegrePúblico Total: 23.465 ( 21.147 pagantes)Renda: R$ 633.833,00Árbitro: Márcio ChagasAuxiliares: Altemir Hausmann e Júlio César SantosCartões Amarelos : Willian Magrão, Rodolfo, Douglas, André Lima (G) Alisson, Edenílson, Marcos Rogério, Éverton, André Sangalli eCartões vermelhos : Rodolfo e Marcelo Ramos. André Lima(G)
Gols: Itaqui, aos 19; Gerley, aos 39 e Willian Magrão, aos 44 minutos do primeiro tempo. Rafael Marques, aos 50 minutos do segundo tempo.
– Pênaltis: Borges marcou (1×0); Dê errou (1×0), Douglas marcou (2×0); Diogo errou
(2×0); Rochemback (3×0) marcou; Everton marcou (3×1) e Lúcio marcou (4×1)

Grêmio x Caxias – Gauchão 1988

March 9, 2011

A Juliana de Brito lembrou de dois importantes confrontos entre Grêmio e Caxias na história: As partidas do Gauchão de 2000 e 2007.

Eu acrescentaria mais um jogo a esta lista. O empate sem gols no Centenário que garantiu o Tetracampeonato Gaúcho do tricolor em 1988. Jogo que ficou marcado pela grande presença da torcida gremista em Caxias.

O Grêmio venceu o primeiro e o segundo turno da competição, garantindo dois pontos extras no hexagonal final. Na penúltima rodada um movimentado empate por 3×3 no Grenal disputado no Olímpico manteve a vantagem gremista para a rodada final.

O tricolor foi até Caxias com o regulamento embaixo do braço e com apoio maciço de seus adeptos, garantindo o 0x0 que precisava para sagrar-se campeão.


Abaixo seguem matérias da Placar, Jornal do Brasil e Folha de São Paulo sobre o jogo:

No inicio desta década, o Grêmio colocou como prioridade a conquista da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes. Com estas duas façanhas, em 1983, conseguiu ofuscar o brilho dos quatro títulos regionais obtidos pelo arquiinimigo Internacional de 1981 a 1984. Domingo, em Caxias do Sul — 131 km de Porto Alegre e a 817 m de altitude —, os gremistas trituraram de vez com este que era o único orgulho recente dos torcedores adversários; também é tetra-campeão nos anos 80.

Para maior agonia dos colorados, o titulo não foi definido num Grenal, como de costu­me, e, sim, num econômico empate sem gols com o Caxias. Se esta final não teve a emoção das anteriores, o fato é que o time do Olímpico colhia os dividendos de sua exuberante campanha durante toda a competição. Afinal, ganhou os dois turnos classificatórios e entrou no hexagonal decisivo com dois pontos de bonificação. Uma vantagem que soube conduzir até a derradeira partida e determinou a medida certa que o separou do rival.

Desta vez o Grêmio-Show não esteve dentro de campo, mas nas arquibancadas. O Estádio Centenário, do Caxias, foi invadido pela torcida tricolor. Desde o início da manhã, uma festiva romaria de 152 ônibus tomou conta da estrada que faz ligação com a capital gaúcha. Ao entrar no gramado, os donos da casa tiveram de ouvir uma vaia digna de um Estádio Olímpico.

Assim à vontade, os jogado­res do Grêmio trataram de correr atrás da bola de olho no regulamento: precisavam somente de um ponto para sacramentar o título. E conseguiram. Pela primeira vez, o time colocou de lado a idéia fixa de atacar, que o conduzira até ali e fez somente o necessário para garantir a conquista. “Esta partida mostrou a verdade do Gauchão”, afirmava o treinador Otacílio Gonçalves. “Não existe jogo fácil no interior”. Especialmente quando o adversário tem uma motivação a mais para correr: o prêmio extra de 3 milhões de cruzados oferecidos pelo Inter.

“Nem com gratificação eles seguram o Grêmio”, exultava o presidente de futebol do clube, Raul Régis de Freitas Lima. Momentos antes, ele e os jogadores haviam sido carregados pela torcida, que invadiu o gramado, derrubou as traves e rasgou as redes para comemorar.

“Foi a vitória da harmonia”, definia Otacílio “O equilíbrio entre o espetáculo e a competição”.Essa é, em essência, a filosofia atual do Grêmio-Show. Uma equipe que conseguiu conciliar o futebol de suas três estrelas neste campeonato: o meio-campo Cristóvão e os atacantes Valdo e Lima.

Cristóvão só não recebeu a coroa de craque da competição porque o centroavante Lima esteve mágico- Isso mesmo. E a ponto de passar a antecipar seus gols em sonho. Contra o Caxias — a exemplo do que acontecera contra o Pelotas e no último Grenal — previu que iria marcar. Desta vez, contudo, seus passos de vidente falharam. “Diante dessa conquista, o gol nem era necessário”, procurou desconversar. Mas não será esta promessa não cumprida que manchará a campanha do artilheiro do campeonato. Afinal, os 17 que marcou neste ano foram decisivos para a equipe.

Já Valdo representou o terceiro vértice da tríade de astros gremistas. Vendido ao Benfica desde o inicio de março, disputou o campeonato sob forte carga emocional. Domingo, vestiu a pela última vez a cami­sa tricolor e não resistiu à homenagem dos companheiros antes de entrar em campo. Chorou. “Este titulo tem um sabor especial para mim por ter sido o derradeiro”, dizia.


Numa partida que representou a despedida do ponteiro Valdo dos gramados brasileiros (a camimnho do seu novo clube, Benfica, de Portugal), o grande espetáculo ficou mesmo com a torcida gremista, que levou mais de 140 ônibus de Porto Alegre e animou, gritou, cantou, chorou e riu. Dois minutos antes do final do jogo, alguns torcedores invadiram o campo, levando o juiz Carlos Martins a suspender o jogo. No final, era a festa, o carnaval regado a vinho e polenta.



Fontes:
Revista Placar, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Arquivo Gremista e Arquivo Grená

S.E.R Caxias 0 x 0 Grêmio F.B.P.A

CAXIAS: Chico; Paulinho, Sérgio Odilon, Jairo e Ricardo; Caçapava, Leco e Mazzari; Zico (Gérson Lopes), Sanabria e Marquinhos
Técnico: Homero Cavalheiro

GRÊMIO: Mazarópi; Alfinete, Henrique, Luís Eduardo e Aírton; Bonamigo, Cristóvão, Cuca e Valdo; Zé Roberto (Darci) e Lima
Técnico: Otacílio Gonçalves

Campeonato Gaúcho 1988 – 10ª Rodada – Hexagonal Final
Data: 26 de Junho de 1988, domingo
Local: Estádio Centenário(Caxias do Sul)
Público: 18.370 pagantes
Renda: Cz$ 6.871.050,00
Árbitro: Carlos Sérgio Rosa
Cartões Amarelos: Caçapava e Valdo

Libertadores – Grêmio 2 x 0 León de Huánuco

March 4, 2011


Um jogo de Libertadores daqueles bem chatos de se jogar. O León todo no seu campo, jogando atrás da linha da bola. A receita era ter paciência e rodar a bola com calma, até que se abrissem os espaços. Mas não foi exatamente isso que o Grêmio fez, não no começo do jogo. O Grêmio teve dificuldades no seu meio do campo. Faltava movimentação, Rochemaback ia distribuir o jogo entre os zagueiros e se via sem muitas opções. Carlos Alberto ficou longe de Douglas e Adílson não se apresentava para o ataque. O León era eficiente no que propunha, e chegou a ameçar, mas parou em Victor. O tricolor melhorou um pouco quando deixou de tentar a bola enfiada pelo meio e passou a jogar mais pelos dois lados do campo. Mas o jogo seguia truncado, muito em função das diversas faltas cometidas. E foi numa delas, sofrida e batida por Douglas, que André Lima marcou o primeiro gol, de cabeça, aos 41 minutos do primeira etapa.

Com o 1×0, o Grêmio voltou um pouco mais tranquilo do para o segundo tempo. Renato inverteu o posicionamento de Adílson e Carlos Alberto. O León saiu um pouco para o jogo e tricolor passou a jogar com maior velocidade pelo lado de campo, acionando com mais frequência os seus avantes. Logo aos 8, um pênalti foi marcado num lance em que mais de um atleta gremista foi derrubado dentro da área. Borges bateu forte, sem chance pro arqueiro adversário. Depois disso, registra-se uma grande defesa de Victor, uma chance perdida por André Lima e a boa entrada de Bruno Collaço.


O objetivo primordial do jogo era o de sair de campo com o três pontos. E isso o Grêmio conseguiu. É claro que a atuação ficou longe do esperado, mas há uma expectativa de facilidade nesses jogos que não se corresponde ao que se tem visto na competição.

Ontem tivemos uma boa lição de como a torcida pode ajudar ou atrapalhar o time. Momento marcante do jogo aconteceu no final do primeiro tempo quando a geral passou a cantar mais forte, abafando o murmurinho dos impacientes. Segundos depois, falta marcada para o Grêmio e gol do André Lima.

Por falar em torcida, fiquei negativamente surpreso com o baixo público. É bem estranho que as partidas da briga pela vaga na libertadores levem mais gente do que os próprios jogos desta competição.

Gostei do retorno de Rafael Marques ao time. Foi bem como zagueiro central, tanto por cima como também por baixo.
Com exceção de alguns lances mais afobados, eu gostei da apresentação do Gílson. Sua melhor partida sem contar com o auxílio de Lúcio.

Acho que os gols marcados são a prova de que tem valido a pena escalar Borges e André Lima juntos.

Fotos: Richard Ducker, Luciano Leon (FinalSports), Mauro Schaefer (Correio do Povo), Terra e UOL

Grêmio 2 x 0 León de Huánuco
André Lima 40´
Borges 54´

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo(Mário Fernandes) e Gilson; Fábio Rochemback, Adilson, Carlos Alberto(Bruno Collaço) e Douglas; André Lima(Escudero) e Borges.

Técnico: Renato Portaluppi.

LEÓN: Flores; Espinoza, Araújo, Cardoza e Salas; Ferrari(Cevasco), Zegarra, Céspedes e Elías(Otálvaro); Orejuela e Gonzáles(Rodríguez).
Técnico: Franco Navarro

3ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 2011
Data: 3 de março de 2011, Quinta-feira, 20h15min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 28.605 (25.864 pagantes)
Renda: R$ 612.469,00
Árbitro : Enrique Osses (CHI)
Assistentes : Patricio Basualto (CHI) e Sergio Román (CHI)
Cartões amarelos : Ferrari, Zegarra, Araujo (L), Rochemback, Gabriel, Gilson (G)
Gols: André Lima, aos 41 minutos do primeiro tempo: Borges (pênalti), aos 9 do segundo tempo

Adversário – León de Huánuco

March 3, 2011

O Leon de Huánuco classificou-se pela primeira vez para a Libertadores da América ao vencer o seu grupo no Campeonato descentralizado 2010. Na final, empatou em 1×1 o primeiro jogo em casa contra o Universidad San Martin, num jogo tumultuado, e acabou sendo derrotado por 2×1 na partida de volta, disputada em Lima. Assim, ficou no Grupo 2 da Libertadores 2011.

O time manda seus jogos no Estádio Heraclio Tapia, constrúido em 1972 e reformado em 2010.


Na Libertadores 2011 o León jogou duas partidas em casa. Derrota por 2×1 para o Júnior de Barranquilla (gol de Elias) e vitória de 1×0 sobre o Oriente Petrolero (Gol de Zegarra).

No campeonat Peruano 2011 o time entrou em campo em três ocasiões até aqui. Derrotas para o Inti Gas (1×0) em Ayacucho e para o Cobresol em casa por 1×0 e derrotou o César Vallejo, em Trujillo, por 1×0 (gol de Leiva)

Grêmio e León jamais se enfrentaram. Mas o site do próprio time peruano trás um dado interessante sobre os confrontos do tricolor contra clubes daquele país pela Libertadores:

  • “Gremio ha enfrentado en ocho oportunidades a equipos peruanos en el marco del certamen desde 1997. En estas series, el empate no ha sido un marcador posible y los resultados señalan seis triunfos y dos derrotas para el cuadro brasileño.
  • Un buen dato radica en que el Gremio siempre ganó en Porto Alegre a los conjuntos peruanos, y es más, todos por el mismo resultado: 2 – 0. En el año 97′ las victimas fueron Alianza Lima y Sporting Cristal, en el 2002 fue Cienciano y en el 2009 la Universidad San Martín.”


Guia da Libertadores do Trivela:

“Depois de mais de uma década militando na Copa Peru – espécie de terceira divisão peruana, na qual o campeão sobe para a Série A e o vice, para a Série B -, o León se reergueu em grande estilo: logo em sua temporada de reencontro com a elite do país – direito conquistado após o título da Copa Peru 2009 -, conquistou o vice-campeonato, com direito a goleada por 6 a 0 sobre o Sporting Cristal, e garantiu pela primeira vez na história uma vaga na Copa Libertadores. A façanha deixou os habitantes de Huánuco, município situado na parte central do Peru e com população estimada em 120 mil habitantes, ansiosos para ver o time na principal competição do continente. E quem deverá lucrar com a mais nova atração da cidade é o presidente do clube, o empresário Luis Picón Quedo. Acusado de crimes como sonegação de impostos e venda de órgãos humanos, Quedo busca, através do León, conquistar a simpatia da população local para conquistar seus objetivos políticos, prática similar a de vários cartolas em times do interior do Brasil. O investimento para a Libertadores foi, dentro da realidade do clube, pesado. O meia colombiano Harrison Otálvaro, que já atuou no Dynamo Kiev e recentemente estava no Huracán-ARG, é o principal reforço e chega para ser o camisa 10 do time. Outros nove jogadores já foram contratados, entre eles o goleiro argentino Sebastián Cuerdo e o zagueiro colombiano Roller Cambindo, que chega para formar dupla de zaga com seu compatriota Luis Cardoza. Outro reforço sob o qual são depositadas muitas expectativas é atacante panamenho Orlando Rodríguez. Aos 26 anos, ele chega para substituir o colombiano Luis Alberto Perea, artilheiro do time no ano passado com 23 gols, que foi para o Deportivo Quito, assim como o argentino Gustavo Rodas, eleito o melhor jogador do Campeonato Peruano. O centroavante brasileiro Ronaille Calheira, vice-artilheiro do time na temporada passada com 11 gols, viajou à Grécia para fazer testes em clubes por lá, mas segue com o futuro indefinido

Orejuela (esquerda), Zegarra (deitado) e Gonzales Vigil (direita)

Guia da Libertadores do Globo Esporte

“Estreante na Libertadores, o vice-campeão peruano é outro que corre bem por fora para conseguir uma das vagas para a próxima fase. Na verdade, apesar dos discursos otimistas do presidente e do técnico, Franco Navarro, o grande objetivo é debutar na competição ao menos com dignidade. Para isso, o time até que se reforçou, mas nada sensacional. O destaque fica por conta do atacante Carlos Orejuela, com várias presenças na seleção nacional. Rápido, passou a ser a esperança da torcida por contra-ataques que terminem no fundo da rede.

Olho nele: é no veterano goleiro Juan Flores, de 34 anos, que a torcida bota fé por uma campanha sem vexames na primeira Libertadores.

Curiosidade: apesar da idade, Juan Flores, que mede 1,95m, não é o mais velho do time. O vovô é G. Salas, que tem 36.

Time-base (3-4-1-2): Flores; Cardoza, Cambindo e Espinoza; Salas, Ferrari, Zegarra e Céspedes; Otálvaro; Orejuela e Rodríguez.
Técnico: Franco Navarro

Opinião: “A primeira participação deste modesto clube peruano na Libertadores não deve ser das mais longas. O surpreendente vice-campeonato nacional fez o time perder alguns jogadores importantes da campanha histórica. Para compensar, o clube investiu em quatorze reforços para que o treinador Franco Navarro tenha um elenco mais equilibrado e com mais opções. Ele deve escalar o time no 3-4-1-2, com o recém-contratado colombiano Otálvaro sendo o cérebro da equipe. O zagueiro Espinoza fez parte da convocação mais recente para a seleção peruana.”
Cauê Dias, do blog La Pelota”

Guia da Libertadores da Zero Hora

Cotas de TV

March 2, 2011
Eu acho salutar que se discuta a questão dos direito de televisionamentos dos jogos do Brasileirão. O tema merece diversas reflexões, ponderações, comparações com modelos de outros países, mas até agora o assunto era levado pela pura inércia.

Obviamente que não gostei muito da forma como os clubes despertaram para esse assunto agora em 2011, mas ainda assim acho que a discussão é válida. Os motivos para descontentamentos são muitos. O Clube dos Treze se limitou a negociar aumentos nos valores dos direitos (no que foi bem), mas em nenhum momento se propos a discutir a melhor forma de distribuir esse dinheiro. A união dos grandes clubes, tão propalada em 1987, virou autofágica com o passar dos anos. E ainda temos a promessa da tão prometida Liga, que nunca saiu do papel.

O torcedor gremista tem imensa dificuldade em entender os motivos que levam o Grêmio a receber menos dinheiro do que o Santos, receber tão menos do que o Vasco e receber a mesma coisa do que o Botafogo. Me parece bastante injusto, ainda que se leve em conta questões de mercado, geografia e etc…

Nesse sentido, eu achei muito pertinente uma declaração do Presidente Paulo Odone, transcrita no FinalSports:

Desde o começo dos Clube dos 13 eu tenho a ideia de que Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Atlético-MG são o ponto de equilíbrio do futebol brasileiro. Não podemos deixar de que alguns sejam muito favorecidos por serem de um maior mercado, o que até respeitamos e entendemos que Corinthians e Flamengo possam ganhar mais, mas nada tao distante do Grêmio, nem achar que se deve humilhar os pequenos

Em face disso, considero compreensível a decisão do Conselho de Administração do clube, anunciando que ira negociar diretamente com a Rede Globo a transmissão dos seus jogos. É interessante saber que a escolha levará em conta diversos fatores e não somente o valor pago diretamente pela emissora.

É claro que esse tema do televisionamento mexe com muita gente, de modo que o debate público é bastante prejudicado. Fica complicado para o torcedor confiar em dados e análises feitas na mídia. Globo, Record, ESPN e demais empresas do ramo tem claro interesse na resolução da questão.

Como o Minwer bem salientou, é precipitado concordar ou discordar da decisão feita sem ter acesso a todos os dados. Só discordo dessa obrigação de obedecer Fábio Koff. Como prócer do clube a opinião dele sempre deve ser levada em conta, mas não podemos olvidar que o seu papel hoje é o de presidente do Clube dos Treze.

O Grêmio deve procurar escolher o que é melhor para o momento e para o futuro clube . Este é o ponto fundamental, que deve prevalecer sobre os eventuais pormenores.