Gauchão – Ypiranga 1 x 1 Grêmio

O Grêmio passou pelo Ypiranga e segue na briga pela conquista do segundo turno do Campeonato Gaúcho, o que pode lher dar o título. Mas a vitória nos pênaltis nos dá mais motivos para lamentar do que para comemorar.

Apesar de alguns percalços, o primeiro tempo do Grêmio foi satisfatório. O time criou bastante, mesmo diante de uma forte marcação do Ypiranga. As principais jogadas saíram pela direita, nos pés de Weverson Leandro. O mandante assutou em contra-ataques, se aproveitando de passes errados do tricolor. Mas, aos 23 minutos, Douglas apanhou a bola e fez um golaço em chute de fora da área. O 1×0 refletia a superioridade gremista no primeiro tempo.

O jogo seguiu parecido na volta do segundo tempo, mas aos poucos o Grêmio foi se acomodando com a vantagem mínima, e após novo contra-ataque cedido, sofreu o empate no chute rasteiro de Geovanni. A partir daí o tricolor buscou o segundo gol com inisistência (Lins e Carlos Alberto entraram bem) mas a vitória só veio nas disputas de pênaltis.


Dificuldades devem ser esperadas sempre. Ganhar do Ypiranga nos pênaltis não é demérito. Mas o que preocupa é essa dificuldade que o Grêmio tem de converter sua superioridade em gols, de ter maior controle sobre a partida em que é superior, em amorcegar o jogo, em encaminhar para o final o jogo no qual tem vantagem no placar.

O que também incomoda é que o Grêmio mais uma vez desperdiçou uma vantagem que tinha. A do dia foi o mando de campo num eventual Grenal que decida o turno.

Eu não teria tirado o Leandro. Mas não condeno a opção feita pelo técnico.

Gostei muito da entrevista do Victor. É um jogador que poderia (e deveria) falar mais.

Deu pra ver que Carlos Alberto não é o problema do Grêmio. Pode vir a ser uma solução.

Outro que passa longe de ser um problema é Borges. Mas precisa de tranquilidade. Está claramente incomodado com os gols que vem perdendo.

Fotos: Edson Castro (Terra) e Pedro Revillion (Correio do Povo)
Ypiranga 1 x 1 Grêmio (4 x 2 Grêmio nos pênaltis)
Douglas 23´
Geovanni 62´

YPIRANGA: Luiz Carlos; Gasparino, Frede, Glauco e Branco; Saulo, João Paulo, Geovani e Bodini (Sylvestre, 5’/2ºT); Cleiton e Tiago Pereira.TÉCNICO: Agenor Piccinini.
GRÊMIO: Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Neuton; Fábio Rochemback, Adilson (Fernando, 38’/1ºT), Lúcio e Douglas (Carlos Alberto, 18’/2ºT); Leandro (Lins, ‘/2ºT) e Borges.TÉCNICO: Renato Portauppi
Quartas de final – 2 turno – Campeonato Gaúcho 2011Data: 17/04/2011, domingo, 16h00minLocal: estádio Colosso da Lagoa, em Erechim – RSÁrbitro: Leandro VuadenAssistentes: Paulo Ricardo Conceição e João Lúcio de Souza (ambos gaúchos)Cartões amarelos: Gabriel (GRE), Fernando (GRE), Frede (YPI), João Paulo (YPI), Glauco (YPI)Gols: Douglas, a 23 minutos do primeiro tempo; Geovanni, a 17 minutos do segundo tempo;
Pênaltis: Borges, Lúcio (errou), Fábio Rochemback, Carlos Alberto e Gabriel pelo Grêmio. Cleiton, Saulo (errou), Frede, e Branco (errou) pelo o Ypiranga.

One Response to “Gauchão – Ypiranga 1 x 1 Grêmio”

  1. RafaeL Says:

    Muito bom o texto! Concordo com o amigo: Carlos Alberto é marrento, um ícone do carioquismo, metido a facão sem cabo, esquentado, mas talvez recupere a bola que já jogou. Douglas era condenado por muitos (me incluo nesses), assim como Rochemback (também me incluo nesse bolo) e agora são peças fundamentais. Talvez grande parte dessas recuperações devemos ao Renato. Uma pena que estamos perto de uma fase que costuma punir experimentações em ambas competições. Será que ainda vamos nos arrepender de ter questionado a presença desse cidadão no elenco? Torço que sim. Os números sugerem que estamos patrolando tudo pelo caminho: classificados com uma rodada de antecedência na LA, campeões da Taça Piratini e classificados para a semi-final da Taça Farroupilha. Mas ao vermos os jogos, surge a desconfiança: todo mundo entra brincando na nossa zaga, desde o Pelotas até o Junior, todo mundo fez o que quis, parando no Victor quando este já cansava de fazer milagres na mesma partida.
    Sabemos que a mídia tem mania de fazer terra arrasada com tudo. O que eles querem é ibope! Eu, como todo mundo que se interessa pela coletiva, acabo ouvindo a nossa “querida” rádio gaúcha e, às vezes, me pego sendo envenenado pelo Wianey e sua corja de colorados.
    Portaluppi tem dado desculpas para sofrer críticas. Insistiu com Gilson, foi jogar futvolei, insistiu com Carlos Alberto a ponto de ser expulso junto com ele. Quando as coisas dão certo como na época do Fábio Santos, ele é chamado de gênio por ser teimoso. Se formos eliminados na Libertadores, vão querer instaurar uma crise. Odone não se manifesta contra as críticas ao treinador, nem tenta mandar o Nando Gross pro lugar que ele merece, não exige respeito com o clube e parece estar ocupado demais para lidar com algumas questões importantes. Essa direção que só falava em reforços antes do final do brasileirão, tratou de tirar férias na época em que devia estar negociando. Podíamos ter conseguido outro reforço pra defender o meio-campo. Tirando Rocha, temos W. Magrão, Adílson, Fernando e mais alguns guris da base. Em quem vocês confiam para substituir nosso camisa 5? Eu não confio em nenhum desses para entrar numa fumaceira da copa contra um time argentino e uma chuva de pedras vindas da arquibancada. Se o time não está indo bem, existe uma série de fatores de administração, não culpemos só o grupo que vai a campo. Quando o mercenário foi pro Flamengo, ficaram de beiço com a Traffic e dispensaram o Coates. Daí anunciaram quem? Os que foram apresentados, tirando Escudero, vieram por pura consideração à amizade com o “santo”. Para quem ainda não sabe, não dá para fazer muito agora. Reforços decentes só por milagre! Teremos que amargar Viçosa e Clementino no banco para encarar uma LDU qualquer? Que seja. Existe aquele torcedor que vai passar 8 horas no ônibus para Porto Alegre bebendo e contando onde estava em 1995, chegando no Olímpico borracho, disposto a perder a voz, aplaudir cada carrinho bem executado enquanto sabe que vai trabalhar só de tarde no outro dia; Existe aquele que vai ficar em casa dando soco no sofá e xingando Deus e o mundo enquanto fica correndo até a geladeira para se abastecer, se lamentando por não poder ir no jogo seja porque mora fora do estado, seja porque não conseguiu alvará de soltura, seja por decisão judicial; Existem também os incrédulos, que se limitam a xingar por hábito, chegaram ao ponto de vaiar todos os jogadores, técnicos e até mesmo outros torcedores. Estes não acreditam em mais nada e vão ao estádio ficar de braços cruzados esperando Victor falhar pra dizer: “Eu avisei que ia dar nisso” ou “quem não faz leva” ou “eu sou sócio dessa m3rd4?”. Cada um pode escolher seu lado: ou torce pro Grêmio ou contra ele.
    Acho que vaia molda caráter e dá vergonha na cara, mas enquanto a partida não acaba eu não canso de apoiar.
    Em frente!

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