Archive for May, 2011

Brasileirão – Atlético Paranaense 0 x 1 Grêmio

May 30, 2011

Logo aos 13 minutos de jogo, o Grêmio recebeu um presente (o gol contra de R.Santos) e soube aproveitá-lo. Jogou de acordo com a vantagem que tinha, esperando o Atlético. Atacava pouco, mas ainda assim teve chances de liquidar o jogo. O time fechou a entrada da área e isso freou o adversário na maioria das vezes; nas outras o Grêmio se defendeu como pode. O primeiro tempo foi de uma resistência mais tranquila, enquanto no segundo tempo o empate foi evitado graças as grandes defesas de Victor e alguma dose de sorte.

No momento o resultado positivo era mais importante do que o desempenho. E nunca é demais lembrar que nesse campeonato o 1×0 sofrido vale os mesmos 3 pontos de um convincente 4xo.


Victor foi monstruoso. Rochemback também jogou muito. Mas acho que é importante destacar a grande atuação de Saimon, ganhou a maioria das bolas por cima.

Neuton foi seguro na defesa e conseguiu sair bem para o ataque, tendo inclusive sofrido um pênalti não marcado pelo árbitro.

Achei um tanto exageradas as críticas feitas a Lins. Não conseguiu segurar a bola no ataque, mas correu bastante, marcou muito. Foi o primeiro dos “zagueiros“.

Lamentável o estado do gramado do meio-estádio.

Foto: Felipe Gabriel (Lance e Terra) e Richard Ducker (Ducker.com.br)

Atlético Paranaense 0 x 1 Grêmio
12′ Rafael Santos (Contra)

ATLÉTICO-PR: Renan Rocha, Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Marcelo Oliveira, Cleber Santana (Branquinho, intervalo) e Paulo Baier (Madson, 17’/2ºT); Guerrón e Adaílton (Nieto, intervalo).
Técnico: Adilson Batista.

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Rafael Marques, Saimon e Neuton; Fábio Rochemback, Fernando, Lúcio e Douglas (William Magrão, 44’/2ºT); Júnior Viçosa (Roberson, 25’/2ºT) e Lins (Escudero, 40’/2ºT).
Técnico: Renato Portaluppi

2 Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 29 de maio de 2011, domingo, 16h00min
Local: Arena da Baixada, Curitiba – PR
Público: 17.031.
Renda: R$ 285.750,0o
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Fabio Rodrigo Rubinho (MT) e Lincoln Ribeiro Taques (MT)
Cartões amarelos: Paulo Baier, Branquinho e Rômulo (Atlético). Fábio Rochemback, Fernando e Douglas (Grêmio).
Gol: Rafael Santos (contra) aos 12 minutos do 1º tempo

Letreiro em 1981

May 27, 2011
Pro meu gosto, o letreiro em neon azul visto por quem está do lado de fora Estádio Olímpico é o definitivo. Dificilmente será superado. Contudo, entendo que são válidas outras tentativas, mas elas precisam se valer de criatividade e inteligência.

Por óbvio eu não gostei do novo letreiro colocado acima dos camarotes (flagrado pelo Ducker) e que gerou justa revolta e polêmica. Não há justificativa para que a flauta influa tão grosseiramente na comunicação do clube. Eu pensava que a frase “nada por ser maior” fosse suficiente e auto-explicativa.

Mas esse episódio serviu para lembrar de uma outra troca de letreiro, ocorrida trintas anos trás, logo após a conquista do primeiro título de Campeão Brasileiro. Conforme a matéria abaixo:

(Zero Hora – 19 de maio de 1981)

“Rafael Bandeira dos Santos prometeu e cumpriu: mandou colocar em cima da marquise das gerais do Olímpico a frase: “a verdadeira MAIOR TORCIDA do Rio Grande”

Votação da cláusula de barreira

May 26, 2011
Ontem, no Conselho Deliberativo, foram votadas as seguintes propostas de mudanças do estatuto do Grêmio:

“Proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários, na Assembléia Geral, para eleição proporcional de uma chapa para o Conselho Deliberativo do GRÊMIO; Proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários no Conselho Deliberativo, para aprovação prévia de uma chapa para concorrer ao Conselho de Administração do GRÊMIO;

Proposta de eleições para o Conselho Deliberativo e para o Conselho de Administração diretamente pela Assembléia Geral, com extinção da denominada “cláusula de barreira”

A sistemática foi a seguinte. Cada conselheiro foi chamado duas vezes. Na primeira, dizia se era favorável a redução de 30% para 20% para eleição do conselho e para eleição para presidente. Na segunda dizia se era favorável a extinção da cláusula de barreira para eleição do conselho e para eleição presidencial.

– A proposta de redução para 20% (tanto para conselho, como para presidente) foi aprovada com 219 votos a favor e 1 abstenção.
– A proposta de cláusula zero para presidente teve 8 votos favoráveis, 164 contrários e 1 abstenção,
A proposta de cláusula zero para o conselho: 13 votos favoráveis, 159 contrários e 1 abstenção.
*

Agora, essa mudança de 30% para 20% na cláusula de barreira será submetida a assémbleia geral do clube.

Votei sim para as quatro mudanças. Desde 2007 eu sou contrário a existência de cláusulas de barreira.

Entendo quem defende a existência de alguma barreira para que se evitem alguns problemas relativos a representatividade e unidade no conselho, mas acho que existem outras maneiras de se atingir tal objetivo, com outros dispositivos e mecanismos. Acredito que não se pode nunca ignorar o voto do associado e mexer com a proporcionalidade da votação feita.

Farei posteriormente um relato mais detalhado da reunião.

* Atualização Os números das votações foram computados e revisados pela presidência do Conselho:

  • Redução da cláusula de barreira de 30% para 20% na eleição para o Conselho de Administração
    218 votos a favor
    1 abstenção
    61 ausências
    35 faltas justificadas
  • Redução da cláusula de barreira de 30% para 20% na eleição para o Conselho Deliberativo
    218 votos a favor
    1 abstenção
    61 ausências
    35 faltas justificadas
  • Extinção da cláusula de barreira para o Conselho Deliberativo
    165 votos contra
    28 votos a favor
    1 abstenção
    86 ausências
    35 faltas justificadas
  • Extinção da cláusula de barreira para o Conselho de Administração
    167 votos contra
    26 votos a favor
    1 abstenção
    86 ausências
    35 faltas justificadas”

Brasileirão – Grêmio 1 x 2 Corinthians

May 23, 2011

O Grêmio não fez grande partida. O time, mesmo com todos os desfalques e o desânimo da semana, poderia ter jogado mais. O primeiro tempo foi morno, com um leve domínio tricolor que teve a melhor chance no voleio de Viçosa. A segunda etapa seguia no mesmo ritmo até a brilhante arracanda de Leandro ser interrompida com falta dentro da área. Douglas converteu o pênalti e o Grêmio ia cumprindo sua “obrigação” como mandante. Mas em menos de 10 minutos, Liedson se aproveitou de dois vacilos gremistas, cavando o pênalti que empatou o jogo e marcando o segundo após um lateral arremessado na área tricolor.

O meu diagnóstico segue sendo o mesmo que fiz na partida anterior. O principal problema do Grêmio é a imaturidade. É reconfortante saber que o treinador e o vice de futebol pensam da mesma forma.

Uma curiosidade: O juiz da partida marcou falta em uma cama de gato. Vai ver a regra do brasileirão é diferente da do Gauchão.

Lúcio não se achou na lateral esquerda. Rochemback esteve irreconhecível. É natural que o restante do time tem caído junto.


Grêmio 1 x 2 Corinthians

GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Saimon, Rodolfo (Escudero 38’/1ºT ) , Neuton; Fábio Rochemback, Adilson (Willian Magrão 33’/2ºT ), Lúcio e Douglas; Leandro e Júnior Viçosa (Lins 26’/2ºT ).
Técnico: Renato Portaluppi

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán, Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Luis Ramírez (Lins 34’/2ºT )e Morais (Danilo 10’/2ºT); Willian (Jorge Henrique 34’/2ºT ) e Liedson.
Técnico: Tite.


1 Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 22/05/2011, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre – RS
Público: 22.147 (19.002 pagantes)
Renda: R$ 378.291,00.
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Erich Bandeira (FifaPE) e Carlos Berkenbrock (FifaSC)
Cartões amarelos: Ramírez, Paulinho, Chicão e Jorge Henrique (Corinthians).
Gols: Douglas, aos 13min (pênalti); Chicão, aos 20min (pênalti) e Liedson, aos 29min , todos no 2º tempo.

A odiosa generalização

May 18, 2011
Esse post deveria começar com um nariz de cera obrigatório repudiando toda e qualquer forma de discriminação.

Eu não quero discutir o direto de alguém se sentir ofendido com algum termo. Também não abordar a questão da coerência do mascote e da estranha tabela de valores entre racismo e homofobia (assunto muito bem abordado pelo Grêmio Libertador).

O estranho é que nessa questão do Zé Roberto foi possível ver claramente que a polêmica foi “plantada” por um grupo bem identificado de colorados (majoritariamente branco, que quer introduzir uma vaca como mascote). A imprensa gostou de ser pautada e o circo estava armado. A lamentável “denúncia” do vice de futebol do Inter é só o ápice dessa movimentação.

E não se enganem, não existem motivos nobres por trás disso. Não há o desejo de uma melhor convivência, de discutir a fundo a possível inadequação de alguns termos ou mesmo a busca por justiça. O único propósito é o de demonizar o Grêmio.

A tática vai muito além da habitual mania de projetar defeitos no rival. Chamar toda uma torcida de racista e de nazista extrapola qualquer limite do aceitável. Aliás, parece não haver limite para quem tenta incessantemente associar o Grêmio a tudo de ruim que existe no mundo.

E não se trata da postura isolada de um dirigente, e sim de um grupo influente de conselheiros, sócios, torcedores e jornalistas que crêem deter o monopólio sobre o direito de proferir impropérios, e não tem nenhuma parcimônia em fazer uma acusação leviana, vazia, difamando todo o clube e sua torcida. E fazem isso com uma tranquilidade aterradora, jogando irresponsavelmente a denúncia ao vento e só esperando para tachar de racista qualquer um que se atreva a questionar tal conduta.

A intenção dessa prática não é a de identificar e punir quem eventualmente cometeu um crime, e sim a de atingir o clube (e não vai faltar jornalista para apoiar essa injustiça), lhe atribuindo uma pecha e uma fama injustas, visando somente propagar o ódio.

Gauchão – Grêmio 2 x 3 Inter (4×5 nos pênaltis)

May 16, 2011

O jogo de ontem, com toda a complexidade do seu desenrolar, foi uma bela amostra do principal defeito do Grêmio na temporada: A imaturidade.

A imaturidade do time que não consegue ter maior controle sobre o jogo e que não sabe aproveitar as oportunidades que aparecem.

O Grêmio levou para o Olímpico uma vantagem que lhe permitia entrar em campo para não querer jogo. Para amorcegar, para catimbar. Mas não foi essa opção feita pelos tricolores. O Grêmio foi pra cima e marcou um gol. A vantagem ficava ainda maior. O time seguiu tocando em cima, mas acabou deixando de marcar o segundo e liquidar a fatura. A primeira meia hora foi de clara superioridade azul, mas tudo isso foi lentamente indo pra espaço enquanto o Grêmio levava gols bobos, evitáveis. A desatenção costuma ser castigada no futebol, e com o Grêmio, num clássico, numa final, não foi diferente.


Ainda foi possível levar a decisão para os pênaltis, mas isso serviu tão somente para perceber que não foi ali que o Grêmio perdeu o campeonato. Foi aos poucos, nas chances e nas oportunidades perdidas. Foi na montagem da tabela. Foi na omissão do debate com imprensa x arbitragem. Foi ao perder a vantagem de decidir o segundo turno em casa. Foi na cama de gato na final do segundo turno. Foi ao não sair com uma vantagem maior do Beira-Rio na semana passada e foi por não saber controlar o jogo no Olímpico.

Nenhum time que se preze pode sofrer cinco gols em dois jogos.

Quem concordou com a expulsão do Escudero no jogo anterior deveria, por uma questão de coerência, pedir a prisão de D´alessandro ontem.

Um eventual título do Gauchão não poderia mascarar os problemas do time. Da mesma forma, a perda da taça não pode servir de motivo para que se faça terra arrasada. Os problemas existem, mas há de se ter cuidado com as soluções. Remédio em demasia também mata.

Fotos: Richard Ducker

Grêmio 2 x 3 Inter

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson (William Magrão, 32’/2ºT); Fábio Rochemback, Adilson Lúcio e Douglas; Leandro (Lins, 31’/2ºT) e Júnior Viçosa (Borges,30’/2ºT)
Técnico : Renato Portaluppi

INTERNACIONAL: Renan, Bolivar, Índio, Juan (Zé Roberto, 28’/1ºT); Nei, Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Oscar, 4’/2ºT), D’Alessandro e Kleber; Leandro Damião.
Técnico: Paulo Roberto Falcão.


Final – 2º jogo – Campeonato Gaúcho 2011

Data: 15/5/2011, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 45.995 (42.282 pagantes)
Renda: R$ 1.298.273,00 
Árbitro: Leandro Vuaden 
Auxiliares: Altemir Hausmann e Júlio Cesar dos Santos 
Cartões amarelos: Juan, D’Alessandro, Zé Roberto, Guiñazu (INT); Vílson, Fábio Rochemback (GRE)
Gols: Lúcio, 15’/1ºT ; Leandro Damião, 31’/1ºT, Andrezinho, 46’/1ºT , D’Alessandro, 29’/2ºT, Borges, 36’/2ºT

Pênaltis: Douglas (acertou), D´Alessandro(acertou), Willian Magrão (errou), Leandro Damião (errou), Rochemback (acertou), Kleber (errou), Lúcio (errou), Oscar (acertou), Lins (acertou), Bolatti (acertou), Rodolfo (acertou), Nei (acertou), Adilson (errou),
Zé Roberto (acertou).

Segurança?

May 12, 2011
Eu me surpreendi com o baixo público do último Grenal, mesmo levando em conta o mau momento da dupla e que o domingo em questão era dia das mães. 23.391 torcedores representam muito pouco num universo de mais de 150.000 associados.

Eu sigo achando que o melhor lugar para se ver futebol ainda é o estádio. Mas ir a campo tem cada vez mais se tornado tarefa de gincana. Piores são os clássicos, quando passa a vigir um “estado de sítio” na cidade, onde as mínimas liberdades, direitos e garantias são solenemente ignorados.

Era praticamente impossível um gremista chegar ao Beira-rio neste último do domingo sem ser obrigado a se juntar a escolta. E aí era forçado passar por diversas barreiras, e a entrada da torcida no estádio era liberada a conta-gotas, mesmo faltando poucos minutos para o jogo.

Mas a pior parte foi a revista final. Feita entre o Gigantinho e o centro de eventos do beira-rio, onde ninguém pode ver nada. Ali fizeram todos os torcedores gremistas tirar os tênis, e alguns ainda tiveram que tirar as meias. Como se não fosse o bastante, a torcida era obrigada a andar uns 30 metros de pés descalços antes de poder colocar o tênis de volta.

E não faltou gente da imprensa elogiando o desempenho da Brigada Militar (Justiça seja feita, o único repórter que eu vi no estádio questionou toda a operação, mas parece ser voz solitária). Todos exageros da “rigorosa” revista se justificariam pela segurança no campo. Mas lá dentro, se viu um festival de rojões jogados pela torcida da casa. Um jogado na direção de Paulo Odone e Raul Régis, outro estourou perto dos integrantes do Departamento de futebol gremista, e mais uns tantos caíram próximos a grade que separava as torcidas.

E na saída, depois da já tradicional espera (que até é compreensível), o torcedor era novamente forçado a seguir a escolta até o Olímpico, tolhido do seu direito de ir e vir.

A ida a um estádio deveria ser um lazer, um divertimento, e não um desafio, uma aventura. Do modo como se apresenta hoje, a situação beira o insustentável. Eu temo pelo próximo passo que seja dado em nome da “segurança”. Até que ponto é possível aguentar esses abusos?

A solução tem que ser maior do que as continuadas proibições e cerceamento de direitos. Futebol não pode virar um evento de torcida única. Ou virar um evento exclusivamente televisivo, sob pena de perder sua essência.

Gauchão – Internacional 2 x 3 Grêmio

May 9, 2011

Renato supreendeu ao escalar o Grêmio num 4-3-3 com Escudero, Leandro e Junior Viçosa no ataque. A estratégia parecia ser a de ter mais a posse de bola e adiantar a marcação sobre os laterais do Inter. Os primeiros minutos de jogo mostravam que a idéia era acertada, tendo o Grêmio chegado com força na frente. Contudo, aos 8 minutos, numa jogada constrúida de pé em pé, o Inter abriu o marcador com Andrézinho, no que era o primeiro ataque colorado. Aí teve início o curto período no qual o co-irmão foi superior no jogo. Marcelo Grohe teve papel importante, garantindo que o Grêmio passasse pela turbulência pós-gol. Aos poucos, as virtudes tricolores voltaram a aparecer, Leandro passava por cima de quem quer que surgisse pela sua frente e Escudero fazia importante função tática ao partir da ponta esquerda e entrar pelo meio. Viçosa, que já tinha desperdiçado duas grandes oportunidades (a primeira aos 10, a segunda aos 37), empatou o jogo ao aproveitar a saída atabalhoada “a la Peter Shilton” de Renan. O 1×1 era um placar minimamente justo para o que se viu em campo no primeiro tempo.

A segunda etapa começou com o segundo gol tricolor. Júnior Viçosa fez a assistência e Leandro mandou pra rede com o “biquinho do Romário”. O Grêmio passou a ter total controle do jogo, trocando passes e encaixando triangulaçoes, especialmente pelo lado esquerdo do ataque. O tricolor procrastinou o terceiro gol e acabou sofrendo o empate numa cabeçada de Damião, que contou com o desvio em Gílson para vencer Marcelo Grohe. O 2×2 era absolutamente injusto naquele momento. Mas a poucos minutos do fim, Rochemback fez belo desarme de carrinho, Mário Fernandes puxou contra-ataque em velocidade, Lúcio lançou e Viçosa mostrou apurada visão de jogo ao encobrir, pela segunda vez, Renan com uma cabeçada de fora da área.


Pelo visto, em uma semana “a qualidade” mudou de lado.

A superioridade tricolor foi cristalina. O que incomoda é o fato da vitória só ter sido definida aos 41 minutos do segundo tempo.


O treinador do adversário disse que Escudero fez a mesma função do Lúcio. Não vi assim. O argentino foi um dos pontas (Na esquerda, na direita, por vezes recuado) no 4-3-3 do Grêmio.

Rochemback e Fernando souberam se revezar na proteção da zaga e na saída pro jogo.

Renato segurou os laterais e soltou os volantes. E tem gente que diz que ele não entende nada de tática.

Jean Pierre acertou a imensa maioria dos lances, mas teve grande dificuldade em manter um critério na exibição dos cartões. A exagerada expulsão de Escudero é só um exemplo. Tivemos também a violência de Bolívar para cima de Leandro, as repetidas faltas de Tinga e Bolatti matando contra-ataque.

Não consigo lembrar de um Grenal, em final de campeonato, com um público tão baixo.

Fotos: Tárlis Schneider (UOL), Ricardo Rimoli (Lance), Pedro Revillion (Correio do Povo), Lucas Uebel (Grêmio.net) , Francis Targanski e Jefferson Bernardes (Vipcomm)

Internacional 2 x 3 Grêmio
Andrézinho 8′
Júnior Viçosa 39′
Leandro 46′
Leandro Damião 81′
Júnior Viçosa 86′

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bolatti, Tinga, Andrezinho e D’Alessandro (Oscar, 14’/2ºT); Rafael Sóbis (Cavenaghi, 14’/2ºT) e Leandro Damião.Técnico: Paulo Roberto Falcão
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo (Neuton, 15’/2ºT) e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando e Douglas (Lúcio, 23’/2ºT); Escudero, Leandro (Lins, 33’/2ºT) e Júnior Viçosa.Técnico: Renato Portaluppi


Gauchão 2011 – Final – Primeiro Jogo
Data: 08 de maio de 2011, domingo, 16h00minLocal: Estádio Beira-Rio, Porto Alegre – RSPúblico: 23.391 (20.829 pagantes)Renda: R$ 685.330,00Árbitro: Jean Pierre Gonçalves LimaAuxiliares: Marcelo Bertanha Barison e José Javel SilveiraCartões amarelos: Tinga, Rodrigo, Bolatti, Bolívar, Nei (INT); Fernando, Neuton (GRE)Cartões vermelhos : Escudero, 44’/2ºT (GRE)Gols: Andrezinho, aos 8min do primeiro tempo; Júnior Viçosa, aos 39min do primeiro tempo. Leandro, aos 40seg do segundo tempo; Leandro Damião, aos 36min do segundo tempo; Júnior Viçosa, aos 41min do segundo tempo.

Balanço Patrimonial 2010

May 7, 2011

Balanço patrimonial de 2010 publicado na semana passada.

E como curiosidade, posto também uma matéria do Correio de Povo, sobre o orçamento do Grêmio para 1981.

Libertadores – Universidad Católica 1 x 0 Grêmio

May 5, 2011

A eliminação do Grêmio na Libertadores passa muito mais pelos jogos anteriores do que por essa partida derradeira em Santiago.

Com um time desfacelado, o tricolor fez o que pode, tendo um bom início de partida, com presença no campo de ataque. O time teve algumas oportunidades em cobranças de faltas e escanteios, mas a bola parada não foi bem aproveitada e logo se viu que o conjunto carecia de maior entrosamento e criatividade. Por sua vez, a Católica parecia não saber bem o que fazer com sua vantagem, esperando timidamente que o Grêmio tomasse a iniciativa.

No segundo tempo o Grêmio ensaiou uma rápida e insuficente pressão, ficando perto de abrir o marcador no voleio de Viçosa. Mas não se viu nenhuma outra grande chance depois de tal lance. O problema da falta de combate, da marcação tardia, da ausência de roubadas de bola apareceu muitas vezes. Os cruzados seguiam fazendo pouco e se contentando com a passagem do tempo. O gol de Mirosevic só foi acontecer aos 41, depois de Renato escancarar o time na busca do tudo ou nada.

O resultado era esperado e foi, de certo modo, aceitável. O problema não está em perder um jogo de oitavas fora de casa por diferença mínima. Está em fazer uma partida tão atabalhoada no primeiro jogo. Está nas lesões (em quem quer que seja o culpado por elas, podendo mesmo ser o azar). Está nos fracos resultados e desempenhos nos jogos na Bolívia e no Peru.

Mas são diversos os fatores que resultaram na precoce desclassificação gremista. Se precipita quem já tem um único diagnóstico feito e uma única solução imaginada.

Fotos: Emol e La Cuarta

Universidad Católica 1 x 0 Grêmio
Mirosevic 86´

U. CATÓLICA : Garcés, Valenzuela, Martínez, Henríquez e Eluchans; Ormeño, Silva, Meneses, Costa (Mirosevic, 8’/2ºT) e Cañete; Lucas Pratto (R. Gutiérrez, 45’/2ºT).
Técnico: Juan Pizzi.


GRÊMIO _: Marcelo Grohe, Mário Fernandes (Vinícius Pacheco, 38/2ºT), Rafael Marques (Leandro, 18’/2ºT), Rodolfo, e Gilson; Vílson, Adilson, Fernando e Douglas; Lins (Escudero, 33’/2ºT) e Junior Viçosa.
Técnico: Renato Portaluppi


Oitavas de Final – Jogo de Volta – Libertadores 2011
Data: 04/05/2011, quarta-feira, 21h50min.
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, Santiago, Chile.
Árbitro: Carlos Amarilla
Auxiliares: Rodney Aquino e Cesar Franco.
Cartões amarelos : Eluchans, Costa, Ormeño, Felipe Gutierrez e Vilson
Gol: Mirosevic, aos 41min do 2º tempo (Católica).