Archive for June, 2011

Brasileirão – Grêmio 2 x 0 Bahia

June 5, 2011

Num aparente sinal de evolução, o Grêmio não se complicou ao receber o Bahia em casa. Com alguma tranquilidade o tricolor gaúcho resolveu o jogo em pouco mais de meia hora. Os comandados de Renato usaram muito das triangulações e das jogadas pelos lados do campo. Mário Fernandes ia com força ao ataque pela direita, e ao receber toque de calcanhar de Fernando e cruzou na cabeça de Viçosa. Com 5 minutos de jogo o Grêmio abria o placar. O Bahia tentou reagir, mas esbarrava num seguro Marcelo e numa zaga sólida, que não tinha vergonha de dar chutão. Aos 32 saiu o segundo gol do Grêmio. Novamente Viçosa completando um boa trama de ataque, dessa vez iniciada por Lins e Escudero.

O time de Renê Simões só foi esboçar nova reação no início do segundo tempo, mas o Grêmio se segurou bem (contando com providenciais intervenções de Rafael Marques). Passado esse curto período pós volta do vestiário, o Grêmio se mostrou muito mais consciente no gramado, administrando o resultado e ainda assim sempre esteve mais perto de marcar o terceiro do que de levar um gol de desconto.

Mário Fernandes jogou muito. Na pior das hipóteses será uma incomoda sombra para o Gabriel.

Diferente do que aconteceu no Grenal, hoje sim eu vi o Escudero fazendo a função do Lúcio. E o argentino se saiu muito bem por ali.

Lins não foi bem, especialmente no enfrentamento com os zagueiros. Mas lutou bastante e ajudou o time (tendo participação efetiva no segundo gol). A pegação de pé de parte da torcida é desproporcional.

Fernando ainda comete alguns erros bobos, demonstrando certa afobação com a bola. Mas acrescenta muito a movimentação meio campo. Combina bem com o Rochemback.

Ficou bonita essa camisa do Bahia.

Baixo o público no Olímpico. Uma pena, quem foi ao estádio passou uma tarde agradabilíssima.

Foto: Luciano Leon (Final), Neco Varella (Uol),

Grêmio 2 x 0 Bahia

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Rafael Marques, Saimon e Neuton; Fábio Rochemback, Fernando, Escudero (Gabriel, 34’/2T) e Douglas; Lins (Leandro, 16’/2T) e Júnior Viçosa (Marquinhos, 28’/2T).
Técnico: Renato Portaluppi

BAHIA: Marcelo Lomba, Gabriel, Danny Morais, Titi e Ávine (Marcos, 40’/2T); Marcone, Fahel, Camacho e Lulinha (Maranhão, 33’/2T); Jobson e Souza (Rafael, 34’/2T).
Técnico: René Simões.

3 rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 05 de junho de 2011, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre, RS.
Público: 18.693 (15.835 pagantes)
Renda: R$ 277.682,00.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Lilian Fernandes Bruno (RJ).
Cartões amarelos: Souza e Camacho (Bahia); Fernando (Grêmio)
Gols: Júnior Viçosa, aos 5min e aos 32min do 1º tempo

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Irmãos Verardi

June 2, 2011
Ontem o “seu” Verardi completou 77 anos de vida. 46 destes passados dentro do Grêmio. É díficil encontrar alguém que conheça mais sobre a história e os meandros do clube.

Mas uma passagem da história do clube que pouca gente se lembra é que um irmão do atual Superintendente de Futebol do Grêmio, Waldemar Verardi, também foi funcionário do clube, iniciando como centromédio do time comando por Otto Pedro Bumbel.

Segue abaixo uma matéria da Zero Hora, de 1972, sobre o Verardi que foi atleta do Grêmio:

“Não precisou de mais de 15 minutos de treino para que Bumbel (era tido e havido como um técnico muito hábil e infalível: não precisava de mais de um treino para dizer se o cara era ou não o artigo) afirmasse:
– Um grande jogador. O Grêmio deve contrata-lo”

[…]

“Com 43 anos, Waldemar Verardi trabalha no Centro-Administrativo do Estádio Olímpico, como chefe da contabilidade. Desde outubro de 1970 ele trabalha no Grêmio e está muito contente:
– Sabe como é, a gente continua vivendo no clube que a gente gosta. Longe da bola, mas vivendo o dia a dia do Grêmio, falando com jogadores, sentindo as reações da torcida, vibrando com os bons resultados”

[…]

“Futebol é muito complexo, não adianta ter pressa nem querer alterar a ordem das coisas.”

[…]

“Hoje os bons jogadores ganham milhões. No meu tempo, não. Eu recebia mil cruzeiros velhos no Grêmio e ainda tinha que trabalhar das 7h30min às 12horas, no DES, Serviço de Higiene e Alimentação, ali perto da praça da Matriz, para ganhar mais novecentos cruzeiros. Quer dizer, era preciso trabalhar muito.”

[…]

‘Todo jogador devia cuidar dos seus estudos, afinal nunca se sabe quando o futebol vai largar a gente. Dá mais personalidade para que o jogador saiba o que quer e por uma questão de segurança. Quem pode jogar futebol preocupado com seu futuro, sua família.”