Archive for September, 2011

Sabella no Grêmio – 1985/1986

September 29, 2011

Um fato marcante da semana que passou foi a fotografia de Mano Menezes entregando uma camiseta tricolor para Alejandro Sabella. O técnico da seleção Argentina foi atleta do clube nos anos de 1985 e 1986.

Sabella foi trazido do Estudiantes no início de 1985, numa contratação de 170 mil dólares encaminhada por Adalberto Preis e Raul Régis de Freitas Lima.

O meia argentino estreou com a camisa do Grêmio no empate em 1×1 com o Cruzeiro, no Mineirão, em jogo válido pela 7ª Rodada do Campeonato Brasileiro de 1985.


Relato da revista Placar sobre o jogo:

Uns 50 torcedores do Grêmio viajaram do Sul para assistir a estréia do meio-campista argentino Sabella contra o Cruzeiro, no Mineirão. “Não esperem muito dele hoje”, advertiu, porém, o técnico Rubes Minelli. O técnico tinha razão. Mas, apesar da falta de ritmo e da cerrada marcação de Douglas, Sabella conseguiu mostrar lances de muita classe e manter preocupados todos os cruzeirenses.

Ao fim dos 90 minutos, Minelli mostrava-se otimista com Sabella. Mas, mais que isso, aliviado com o empate…” (Placar, 1º de Março de 1985)

Placar: Sabella – Nota 6 – Criativo mas sem ritmo. Bem marcado.

Ficha do jogo:

Cruzeiro 1 x 1 Grêmio

CRUZEIRO: Ademir Maria; Carlos Alberto, Orlando Fumaça, Geraldão e Ademar; Douglas, Eduardo e Tostão; Carlinhos (Dedé de Dora, 38 do 2º), Carlos Alberto Seixas (Aluísio, 29 do 2º) e Joãozinho
Técnico: João Francisco

GRÊMIO: Mazarópi; Ronaldo, Baidek, Luís Eduardo e Casemiro; China, Valdo e Sabella; Renato Portaluppi, Roberto César e Ademir (Osvaldo – intervalo)
Técnico: Rubens Minelli

7ª Rodada – Campeonato Brasileiro 1985
Data: 23 de fevereiro de 1985
Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte – MG
Público: 31.253
Renda: Cr$ 135.489.500,00
Juiz: Manuel Serapião Filho (BA)
Cartão Amarelo: Baidek, Geraldão, Valdo, Ademar, Joãozinho, Roberto César e Osvaldo
Gols: Tostão, aos 41 minutos do 1º tempo e Roberto César aos 18 minutos do 2º tempo.

Sabella no Gauchão de 1986, sendo marcado por Júlio César do Aimoré

Apesar da estreia promissora Sabella não conseguiu se firmar no clube. Sofreu com a adaptação, com o estilo de jogo, com o ritmo da preparação física, com a mudança de função no campo, com lesões e até mesmo com uma virose.

Apesar de reconhecer que Sabella era “adorado” por todos no clube, João Carlos Belmonte considerou o argentino a decepção da excursão européia tricolor em 1985.

Para Rubens Minelli, somente no segundo semestre de 1985 é que os demais atletas foram comprender que Sabella era um “craque de toque curto e preciso e de ótimos lançamentos”. Mesmo assim, o meia foi emprestado ao Estudiantes por três meses no início de 1986.

Voltou ao Olímpico em meio ao Gaúchão de 1986, e ao ter algumas boas atuações, explicou o mau desempenho do ano anterior, detalhando a diferença do papel que exercia em campo e criticando o preparador físico Gilberto Tim por não considerar a idade dos atletas e pela falta de períodos de descanso. Sabella acabou retornando em definitivo a Argentina no final daquele ano, e reconheceu que seus “principais inimigos foram a preparação física, muito puxada, e o estilo veloz do futebol gaúcho”.

As imagens são da Placar e da Zero Hora

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Brasileirão – Avaí 1 x 2 Grêmio

September 26, 2011

O primeiro tempo de Avaí e Grêmio foi morno. As duas equipes tinham muita liberdade pra jogar , mas ainda assim nenhum grande lance foi criado. As poucas conclusões aconteceram em cruzamentos e chutes de fora da área. Mário Fernades parece ter se cansado dessa pasmaceira, apanhou a bola roubada por Marquinhos na intermediária, arrancou e só foi parar dentro do gol.

1×0 para o Grêmio no primeiro tempo, que logo virou 2×0, aos 30 segundos da segunda etapa, quando Douglas aproveitou o rebote da boa jogada de Júlio César e Escudero pela ponta esquerda. O jogo ficou bom para o tricolor, que passou a tocar a bola com alguma facilidade. Contudo, o time não aproveitou essa superioridade para liquidar a fatura, tomou um gol em cobrança do escanteio e teve que conviver com a possibilidade de um empate “criminoso” até o final da partida.

O Grêmio cumpriu o seu objetivo em Florianópolis, mas poderia ter feito isso de forma bem mais tranquila.

Fotos: Jamira Furlani e Frederico Tadeu (Avaí FC)

Avaí 1 x 2 Grêmio

AVAÍ: Felipe, Arlan (Cleverson, 24’/2T), Gian, Gustavo Bastos e Fernandinho; Junior Urso, Batista (Rafael Coelho, intervalo), Pedro Ken e Lincoln; Robinho (Estrada, 24’/2T) e William.
Técnico: Toninho Cecílio.

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Rafael Marques, Edcarlos e Julio Cesar; Gilberto Silva, Fábio Rochemback, Marquinhos (Adilson, 29’/2T), Douglas e Escudero (Bruno Collaço, 47’/2T); André Lima (Brandão, 29’/2T).
Técnico: Celso Roth.


26ª rodadaBrasileirão 2011
Data: 25 de setembro, domingo, 16hoomin
Local: Estádio Ressacada, em Florianópolis.
Público: 8.727
Árbitro: Paulo Cesar Oliveira-SP
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van GasseSP e Fabiano da Silva Ramires-ES.
Cartões amarelos: Gustavo Bastos e Estrada (Avaí); Gilberto Silva (Grêmio).
Gols: Mário Fernandes, 42 minutos do 1º tempo ; Douglas, 24 segundos e Pedro Ken, 24 minutos do segundo tempo

Brasileirão – Grêmio 0 x 1 Botafogo

September 23, 2011

Foi um jogo de dois tempos bem distintos. No primeiro, o Botafogo quis fazer um jogo franco e foi dominado. O Grêmio controlou o meio de campo, acumulou chances, enquanto Victor era um privilegiado espectador. O problema tricolor foi a falta de maior precisão nos vários arremates dados na primeira etapa.

No segundo tempo, o Botafogo aumentou os seus cuidados defensivos, esperando por um contra-ataque. O Grêmio não conseguia superar o bloqueio alvinegro. Com o passar do tempo a bola passou a “queimar” no pé e as jogadas terminavam sem conclusão, seja por precipitação, seja por hesitação. O Botafogo aproveitou e marcou seu gol em uma bela jogada de Maicossuel concluída por Loco Abreu.

O treinador do adversário, vendo seu time sendo dominado, aproveitou o intervalo para sacar um atacante e colocar um meia, trocou o lateral direito por outro mais defensivo, recuou o time, que cresceu na partida e levou os três pontos. O que tem a dizer os ofensivistas sobre isso?

Collaço já não estava bem no jogo. Piorou quando a torcida passou a pegar no pé. Se mostrou indeciso e sem confiança até para cruzar a bola na área, que é uma das suas virtudes.

Sigo tentando achar um explicação para isso: http://www.twitpic.com/6pa9vm (P.S. Me refiro a grande separando a Geral)

Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo), Roberto Vinicius (Terra) e Richard Ducker (Ducker.com.br)

Grêmio 0 x 1 Botafogo
Locao Abreu 65´

GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Edcarlos, Rafael Marques e Bruno Collaço; Fernando (Gilberto Silva, 18’/2ºT), Fábio Rochemback, Marquinhos (Miralles, 25’/2ºT), Escudero e Douglas; André Lima (Brandão, 25’/2ºT).
Técnico: Celso Roth.


BOTAFOGO: Jefferson; Lucas (Alessandro, intervalo) Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Lucas Zen, Renato, Maicosuel (Everton, 41’/2ºT) e Elkeson; Herrera (Felipe Menezes, intervalo) e Loco Abreu.
Técnico: Caio Junior.


25ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 22/09/2011, quinta-feira, 20h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 17.324 (14.347 pagantes).
Renda: R$ 239.410,50
Árbitro: Alício Pena Junior (MG)
Assistentes: Helbeth Costa Andrade (MG) e Kleber Lucio Gil (SC)
Cartões amarelos: Fernando e André Lima; Jefferson, Lucas e Herrera
Gol: Loco Abreu aos 20 minutos do 2ºT

Grenal 331 – Campeonato Brasileiro 1996

September 22, 2011

Hoje completam-se 15 anos do Grenal 331, válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro de 1996. Um clássico que entrou para a história em virtude do golaço de bicicleta de Paulo Nunes no início da partida.

Grêmio e Inter vinham tendo trajetórias parecidas na competição até aquele momento. O tricolor era o 11º colocado, com 13 pontos em 8 jogos. Já o co-irmão ocupava a 12º posição (12 pontos em 9 jogos).

Durante a semana grenal, a direção colorada pediu (e levou) árbitro de fora do estado, reclamou da violência do time do Grêmio e da escolha dos bandeirinhas. No Olímpico, as atenções eram divididas com a estréia do clube na Supercopa, com uniforme novo, onde vencia por 3×1 e cedeu o empate em 3×3 para o Velez de Chilavert.

A Zero Hora tratou o jogo como a reedição do Gre-nal Farroupilha, disputado no mesmo 22 de setembro, em 1935. O Correio do Povo chamava a atenção para a possibilidade de se inverter a “gangorra”.

O resultado final ja é do conhecimento de todos. A partir dali, o Grêmio encaminhou sua classificação e a conquista do título do torneio. No Beira-rio, Nelsinho Batista deixou o clube poucos dias depois, indo treinar o Corinthians.

Um detalhe pouco lembrado é que, ainda no primeiro tempo, Dinho foi bater um escanteio e levou uma pedrada no queixo (é possível ver o curativo em algumas das fotos).

O post é composto por imagens e trechos de reportagens retirados dos jornais Zero Hora e Correio do Povo.


“A história do clássico, que proporcionou a maior renda da competição até o momento, começou com o gol magnífico de Paulo Nunes, logo aos 5 minutos. Arce cobrou escanteio da esquerda, a bola foi desviada e sobrou para o atacante, que bateu de bicicleta, surpreendendo André.
” (Correio do Povo – 23 de setembro de 1996)

“Aos 20 minutos o Grêmio parecia não ter forças para reagir, então, o bom árbitro Carlos Pimentel apitou uma falta na intermediária. Arce ajeitou a bola, mas quem veio de trás foi Dinho. Rente à grama, a bola entrou no canto direito de André. Era o gol da vitória. Garantida no final, pelas defesas de Danrlei, que saiu de campo ovacionado pela torcida que o vaiou na quarta-feira” (Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

André – Sem culpa nos gols. Firme nas intervenções. 8″

[…]Danrlei – Simplesmente garantiu a vitória do Grêmio. 10” (Correio do Povo – 23 de setembro de 1996)

GAMARRA: Não perdeu nenhuma disputa individual e saiu jogando sempre com qualidade. NOTA 9

[…]

DANRLEI: Foi o grande nome do jogo. Com incríveis defesas evitou a derrota do Grêmio. NOTA 9 (Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

OS DESEMPENHOS
Chutes a gol:
Inter 10 x 7 Grêmio
Conclusões de cabeça: Inter 10 x 1 Grêmio
Escanteios cedidos:
Inter 3 x 11 Grêmio
Faltas cometidas:
Inter 26 x 25 Grêmio
Impedimentos:
Inter 3 x 1 Grêmio(Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

“O goleiro André, ao comentar os gols sofridos, disse que no primeiro, marcado por Paulo Nunes, houve um desvio da bola no escanteio cobrado por Arce na esquerda. “A bola foi para o segundo pau e não deu tempo para eu chegar” (Renato Dornelles – Zero Hora – 23 de setembro de 1996)


“Paulo Nunes contou que, quando a bola chegou até ele, sentiu que o lance era seu, apesar de Adílson gritar, atrás: “Eu, eu, eu!”” Então saltou com os dois pés e atingiu a bola em cheio com o pé direito.” (Zero Hora – 24 de setembro de 1996)

“Conversando com Jardel, pela Gaúcha, Paulo Nunes foi traído pela euforia e, por alguns segundos, esquece a elegância, garantindo que “o mais bonito mesmo, foi calar a boca da torcida do Inter” (Wianey Carlet – Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

“Depois do jogo, em meio a festa no vestiário, Paulo Nunes conversou com outro craque, seu ex-companheiro de ataque Jardel. Via Rádio Gaúcha, o atacante do Porto brincou com o estilo dos gols de Paulo Nunes, segundo Jardel “de canela”. “Aqui faço gol de tudo o que é jeito, até de bicicleta para calar a boca da torcida do Inter“, ironizou o jogador gremista. Coisa de craque.” (Eduardo Tessler – Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

“Os zagueiros colorados até tiveram cuidado de armar a barreira, aos 20 minutos do segundo tempo. Mas à frente dela, Arce disfarçava, ajeitava as meias e Dinho se posicionava a sete passos, atento a tudo. Carlos Miguel se juntou à barreira, trocou empurrões e a barreira abriu. O volante gremista sentiu naquele instante que o chute fatal era seu. Viu André mais à direita do gol, cobrindo o lado contrário da barreira, olhou para Arce como se pedisse permissão para bater, e partiu para a bola feito um carrasco: “Naquele momento eu decidi bater de três dedos, o chute tomou a curva certinha e entrou onde queria“, narrou o volante” (Jones Lopes da Silva – Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

“Contido durante toda a semana, Luiz Carlos Silveira Martins desabafou fortemente após o clássico. “Violento é o chute do Dinho“, ironizou o vice de futebol do Grêmio, referindo-se às queixas do Internacional quanto ao comportamento dos jogadores do Grêmio.” (Correio do Povo – 23 de setembro de 1996)

“Bate que o goleiro está do outro lado“, sussurrou o lateral para Dinho. “Deixa comigo”, respondeu o volante, já projetando na cabeça a curva que a bola faria ao passar pela barreira.(Zero Hora – 24 de setembro de 1996)


“No final da partida, Danrlei foi tão contido e seco como na atuação durante todo o jogo. “
O importante foi o grande jogo da equipe do Grêmio“, limitou-se a dizer no vestiário. Com pelo menos quatro defesas fundamentais, nem precisava dizer mais anda. (Lourenço Flores – Zero Hora – 23 de setembro de 1996)

Internacional 1 x 2 Grêmio

INTERNACIONAL: André, César Prates, Tonhão, Gamarra e Arílson; Fernando, Enciso (Luis Gustavo), Marcelo e Murilo (Yan); Fabiano (Fabinho) e Leandro.
Técnico: Nelsinho Batista

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (João Antônio) e Saulo (Zé Alcino).
Técnico: Luís Felipe Scolari

11ª Rodada – Primeira Fase – Campeonato Brasileiro 1996
Data: 22/09/96, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre – RS
Público: 47.172 (39.621 pagantes)
Renda: R$ 491.200,00
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Auxiliares: Adriano Sajonc (RS) e José Carlos Oliveira (RS)
Cartão Amarelo: Leandro, Arílson, Adílson e Arce
Cartão Vermelho: Carlos Miguel
Gols: Paulo Nunes aos 5 do 1° tempo; Murilo aos 7 e Dinho aos 21 minutos do 2° tempo

Faltas II

September 19, 2011
No início do Campeonato Brasileiro 2011, o Grêmio era o time que menos cometia faltas na competição, com uma média de 14 infrações por jogo. Agora, na 24ª Rodada, o Grêmio já o décimo clube neste quesito, tendo subido a sua média para 18, 5 faltas por partida. Confira na imagem abaixo o levantamento do UOL:


Eu tinha uma desconfiança de que sob o comando de Celso Roth o Grêmio passou a fazer mais faltas, especialmente a chamada “falta inteligente”, como as feitas para evitar um contra-ataque. Mas esse é um conceito que gera mais debate. Contudo, no total faltas, é possível fazer um levantamento sobre a média de faltas cometidas pelo time no Brasileirão 2011 sob o comando de cada treinador. Eis o resultado:


Por óbvio, esses números não levam em conta o adversário, o estilo de arbitragem, a situação do jogo, do gramado, do clima e etc, mas me parece que os dados coletados podem indicar algo. Na divisão entre vitórias, empates e derrotas o levantamento fica da seguinte forma:

– Nas 8 vitórias do Grêmio no campeonato, a média de faltas é de 20,25 por jogo.
– Nos 6 empates gremistas no Brasileirão, a média de faltas fica em 18, 5 por jogo.
– Nas 9 derrotas do tricolor no torneio, a média de faltas é de 16,9 por jogo.

Reitero que não acho que a frase “time que faz mais falta é o que ganha” seja um verdade, mas acho que esse é uma aspecto que sempre deve ser observado:

– O Grêmio disputou 23 jogos nesse campeonato Brasileiro. Em 12 deles, o time cometeu mais infrações que o adversário. Em 8, fez menos faltas e em 3 deles fez o mesmo número de faltas.
– Em 5 das suas 8 vitórias o Grêmio fez mais faltas do que o seu oponente.
– O Grêmio empatou 6 jogos nesse campeonato. Em 4 deles o time foi mais faltoso que o adversário.
– Nas 9 derrotas, foram 3 jogos com mais, 3 jogos com menos e 3 jogos com o mesmo número de faltas do que o adversário.

Brasileirão – Vasco 4 x 0 Grêmio

September 18, 2011

O jogo começou muito mal para o o Grêmio, levando um gol cedo, antes de ter a posse de bola, em uma jogada manjada do Vasco: Éder Luís cruzando rasteiro para a antecipação de Elton. O tricolor não se abalou com o 1×0 em dois minutos de partida e saiu pro jogo. Aos 10, André Lima quase empatou de cabeça. Aos 12, o juiz Ricardo Marques Ribeiro deixou de dar um pênalti de Dedé em Escudero. Mesmo com alguma dificuldade na marcação, o Grêmio fazia um jogo igual com o Vasco e infelizmente levou o segundo na execução de uma “linha burra”, na qual Edcarlos ficou para trás e foi driblado por Diego Souza. Aos 42, o Grêmio teve sua melhor chance, num lance em que Fernando Prass fez boa defesa em chute de Escudero e Marquinhos terminou cabeceando fraco. A tentativa de reação do Grêmio parou ali. O time “não voltou” para o segundo tempo, tomou outros dois gols e ficou vendo o tempo passar.

Uma derrota era esperada e aceitável. O placar elástico é que assusta um pouco. Mas o time não virou uma porcaria com esse insucesso, assim como não tinha virado um cano com as três vitórias em sequência.

Um dado curioso: O Grêmio, visitante e goleado, fez 14 faltas no jogo. Já o Vasco, que é líder do campeonato, cometeu 22 infrações na partida.


Um 4×0 contra depõe contra a atuação de todo o time. Seria injusto depositar a derrota na conta de um ou outro atleta, por mais que alguns tenham tido exibições abaixo da crítica. O Grêmio, como conjunto, pouco lembrou o time das rodadas anteriores.

O Grêmio não vem tendo “sorte” contra o Vasco. Dessa vez não foi diferente. De fato, pode até parecer estranho falar do juiz depois desse resultado final. Mas nunca é demais lembrar que o grande erro da arbitragem aconteceu quando o jogo ainda estava 1×0. Ademais, é sempre preciso apontar incoerências da “nossa” arbitragem. Depois de receber um cartão amarelo, Dedé fez o que quis em campo: Dedo na cara do juiz, pênalti e profusão de faltas. E quando já nem era mais “necessário”, foram marcados dois impedimentos muito “estranhos” do ataque tricolor.

Assim, seria preciso mudar muitos elementos para que a a história do jogo fosse outra.

Fotos: Alexandre Loureiro (Terra) e Gilvan de Souza (Lance)

Vasco 4 x 0 Grêmio

VASCO: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Renato Silva e Jumar; Rômulo, Eduardo Costa, Fellipe Bastos e Diego Souza (Allan, 39’/2ºT); Eder Luis (Leandro, 38’/2ºT) e Elton (Bernardo, 31’/2ºT)
Técnico: Cristovão Borges.

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Saimon, Edcarlos e Julio Cesar; Fábio Rochemback, Fernando, Marquinhos, Douglas (13’/2ºT) e Escudero (Leandro, 13’/2ºT); André Lima.
Técnico: Celso Roth.


24ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 17/09/2011, sábado, 18h30min
Local: Estádio São Januário, no Rio de Janeiro – RJ
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Fábio Pereira (TO)
Renda: R$ 400.095,oo
Público: 16.014 pagantes
Cartões amarelos: Dedé (VAS); Saimon (GRE)
Gols: Elton, 2’/1ºT; Diego Souza, 33’/1ºT ; Eder Luis, 6’/2ºT ; Fagner, 16’/2ºT


Grêmio – 108 anos – Fundação – Frederico Panitz

September 15, 2011
Em 1971, a Revista Grandes Clubes Brasileiros entrevistou o único fundador do Grêmio vivo a época, Frederico Reinoldo Panitz, que fez um primoroso relato sobre as origens do tricolor:

-Os dirigentes do Grêmio não sabem a que horas foi fundado o clube. O senhor se lembra?
– Espere só um pouquinho. Deixe ver. Já estava escurecendo. No mês de setembro, quando começa a escurecer são 19 horas. Isso mesmo. Pode escrever 19 horas. Essa a hora em que nós reunimos na Rua José Montauri, para fundar o Grêmio, por idéia do paulista Cândido Dias da Silva, o dono da bola.
– O senhor disse na Rua José Montauri? Não foi na Praça 15 de Novembro?
– Não. Foi na José Montauri. É ali onde hoje existe um restaurante da Dona Maria. Era um hotel muito bom na época. Tinha uma comida que era uma beleza.

Frederico Panitz entrou em campo contra o Fussball, no jogo entre os segundos quadros das equipes, no que foi primeiro confronto do Grêmio. Então com 20 anos de idade, Panitz é o atleta mais a direita da foto abaixo:


Panitz explicou em que posição atuava e como se desenvolvia o jogo na época:

– O senhor jogava em que posição?
– Como é que eu vou explicar. Eu jogava na segunda linha. Ah, já sei. Eu jogava na linha média. Poderia se dizer half.
– Jogava bem, seu Frederico?
Depois de uma gostosa gargalhada, o fundador do Grêmio responde:
– Naquela época, ninguém jogava nada. Era só correria. O negócio era chutar pra frente. Para que o senhor tenha uma idéia, basta lhe dizer que, quando um jogador tocava a bola como a mão, todos gritavam hands. E aí parava o jôgo e era cobrada a falta. E todo mundo obedecia. Ninguém queria enganar os outros. Isso era muito feito. Pelo menos a grande maioria era gente de vergonha e o jôgo parava.


Seu Frederico explicou a sua estranha, porém bonita relação com o Estádio Olímpico:

– Há muito que não vai a futebol?
– Olhe, meu filho, eu até nem conheço o estádio Olímpico, que foi inaugurado em 1954.
– Por que não foi lá?
– Os dirigentes do Grêmio quiseram me levar lá no cinqüentenário do clube. Ia, mas depois, fiquei com medo. Não gosto de chorar e acho que não ia resistir vendo aquela coisa maravilhosa.
Por último, o fundador demonstra seu espanto com o patamar que o Grêmio atingiu:

– O senhor sabe mais ou menos quantos associados o Grêmio tem?
– Acho que uns 10 mil. É isso, não?
– Não. São 50 mil sócios.
– Tantos assim? Pensei que fossem 10 mil. E já achava muito. Que coisa, como o meu clube ficou grande.

Brasileirão – Classificação – 23ª Rodada

September 12, 2011

Link

É sempre bom lembrar que o Grêmio e Botafogo tem um jogo a menos. Já o Santos tem dois jogos atrasados.

Copiando descaradamente a idéia que o Leonardo Oliveira teve na sua coluna na Zero Hora, pesquisei qual era a pontuação do Grêmio após a 23ª rodada nos campeonato brasileiros de 2006 a 2010:

201029 pontos – 11º lugar

200933 pontos – 08º lugar

200848 pontos – 01º lugar

200735 pontos – 07º lugar

200639 pontos – 04º lugar

Nenhum campeonato é igual ao outro, mas o curioso é que em 2010 o Grêmio tinha uma pontuação inferior a que tem hoje e chegou na Libertadores. Por outro lado, em 2007 e 2009 o que Grêmio estava na “parte de cima” da tabela na 23ª rodada, mas não conseguiu galgar os primeiros lugares nas rodadas finais.

Os exemplos do Flamengo e do Cruzeiro em 2009 podem ser animadores. Já os exemplo do Guarani de 2010 e do Corinthians de 2007 podem servir de alerta.




As tabelas foram retirados do site do Correio do Povo e da Folha de São Paulo.

Brasileirão – Grêmio 1 x 0 São Paulo

September 12, 2011

Os dois tricolores vinham de uma sequência de bons resultados. O Grêmio usou os lados do campo para atacar e soube resistir bem a rápida movimentação dos avantes são-paulinos e a torcida tratou de “marcar” Heber Roberto Lopes de cima. Assim, o mandante teve um leve domínio na partida, que foi tensa e duramente disputada. O Grêmio criou mais na primeira etapa. Escudero teve boa oportunidade, mas a bola caiu no pé direito e foi parar longe. Aos 24 Marquinhos recebeu de Mário Fernades e cruzou rasteiro, a bola entrou mansamente no gol são paulino, mas foi marcado um impedimento de André Lima no lance. O mesmo André Lima recebeu um cruzamento alto, dominou no peito e tentou o voleio, mas a conclusão foi fraca. Aos 31, Marquinhos recebeu dentro da área e caiu. Héber marcou simulação e advertiu o meia.

Roth inverteu o posicionamento de Marquinhos e Escudero no segundo tempo. O São Paulo cresceu no jogo, testando Victor em chutes de longe e cruzamentos fechados. Mas aos 19, o Grêmio atacava pela esquerda. Júlio César cobrou lateral, fez a passagem por cima da linha, recebeu de Marquinhos, cortou Piriz e rolou para Douglas marcar o único gol da partida.

Mais um gol em jogada de Júlio César. Mais um gol em jogada de linha de fundo.

Mário Fernandes está impossível. A bola parece grudar no pé dele quando parte para cima do adversário.

Adilson Batista reclamou do seu xará Adilson Warken. Nisso ele tem alguma razão, mas o alemão não fez nada mais do que repetir o que André Dias e Josué fizeram em tantos outros confrontos entre Grêmio e São Paulo.

Roth contariou o folclore em torno de si, retirou um meia e colocou um atacante quando o time vencia por 1×0. Imagino que esse fato será prontamente esquecido no primeiro insucesso.

O nosso técnico analisou bem os últimos jogos do adversário. E por mais que eu concorde com ele, achei desnecessário os comentarios sobre as últimas vitórias do São Paulo. Era o momento de exaltar o time ganhador, e não de cutucar o perdedor. Mas fico tranquilo quando o “erro” do treinador acontece somente na coletiva.

Fazia muito tempo que a torcida do Grêmio não pegava no pé da arbitragem, e isso faz muita diferença. O cartão para Casemiro (justo, mas dado com um estranho atraso) foi um belo exemplo disso. Os jogadores também souberam pressionar o juiz conforme manda a cartilha.

Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo), IG , Luciano Leon (FinalSports), GrêmioFotos

Grêmio 1 x 0 São Paulo
Douglas 64´

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Saimon, Edcarlos e Julio Cesar; Adilson, Fernando, Marquinhos (Miralles, aos 24’2T), Douglas e Escudero; André Lima (Brandão, aos 40’2T).
Técnico:
Celso Roth.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Piris, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Wellington, Casemiro (Jean, aos 27’2T), Carlinhos e Cícero (Willian José, aos 29’2T); Lucas e Dagoberto (Rivaldo, aos 35’2T).
Técnico: Adilson Batista.

23ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data: 11 de setembro de 2011, Domingo, 18h00min
Público: 30.078 (25.741 pagantes)
Renda: R$ 561.727,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Bruno Boschilia (PR)
Cartões amarelos : Marquinhos, Saimon, Julio Cesar, Douglas e Edcarlos; Casemiro, Juan e Dagoberto
Gol: Douglas, aos 19 minutos do segundo tempo

Visita a Arena – 10 de setembro de 2011

September 11, 2011

Visitei ontem as obras da Arena. Colocar os pés na construção realmente ajuda a compreender melhor a magnitude do novo estádio. As distâncias são outras. Fica difícil fazer comparações com o que nós estamos habituados. Impressiona a altura da obra e a proximidade da arquibancada para o campo.

A visita começou pelo Espaço do Torcedor, onde se encontra a maquete da Arena, um café e uma pequena GrêmioMania. Todo o terraço desse prédio é um mirante da obra. Depois, ingressamos no canteiro de obras, guiados por engenheiros da OAS por uma trilha demarcado que nos levava até o setor norte (que é a parte mais adiantada do estádio).

Dentro do estádio, num espaço imediatamente acima de onde ficará a geral, os engenheiros nos situaram na obra, fornecendo alguns detalhes e dando algumas referências. Informaram que o cronograma está em dia, que 32,5% da obra está concluída (sendo que o crescimento é de 1% por semana).

Frente do Espaço Arena

Maquete da Arena

Maquete de dois camarotes da Arena

Vista do terraço do espaço Arena


Todas fotos que eu lá tirei podem ser encontradas no link abaixo:

Arena – 10 de setembro de 2011