Archive for October, 2011

Brasileirão – Grêmio 4 x 2 Flamengo

October 31, 2011

Foi um grande jogo, numa grande tarde de futebol no estádio Olímpico. O simples fato de um dos times ter transformado um 2×0 contra em um 4×2 a favor já serviria para comprovar essa afirmativa. Mas essa partida tinha muito outros contornos que já o deixavam interessante mesmo antes da bola rolar. A vaia que sucedeu o anúncio do camisa 10 do Flamengo foi algo sem precedentes (infelizmente os vídeos não captaram a magnitude daquele momento)
Com o estádio repleto de torcedores exaltadamente e justificadamente vingativos, o Grêmio se mostrou nervoso ao tentar propor o jogo. O Flamengo, mais organizado nos minutos iniciais, se aproveitou disso e quase abriu o placar em erros infantis da retaguarda gremista. O jogo era franco, o Grêmio também ameaçava, especialmente nos chutes de Douglas, que exigiu três grandes defesas de Felipe. Mas o Grêmio seguiu errando. Aos 23 minutos Thiago Neves deu bom passe, Rafael Marques escorregou e Deivid saiu sozinho na cara de Victor. 1×0. Doze minutos mais tarde, Thiago Neves recebeu de Léo Moura e bateu de perna direita, o chute estava tomando o rumo da linha de fundo, mas a bola desviou em Fernando e acabou no fundo das redes. 2×0 Flamengo. Aí o time do Grêmio mostrou calma e soube se recompor. O gol marcado ainda no primeiro tempo foi fundamental para a reação. Um gol de uma jogada trabalhada, de movimentação (notem o deslocamento de Mário Fernandes) e de presença de área de André Lima.

No início do segundo tempo, André Lima foi buscar jogo fora da área, recebeu de Douglas, aplicou uma janelinha em Renato e chutou no canto de Felipe. 2×2 no placar e partir daí só deu Grêmio em campo. A mudança de Roth surtiu efeito (Adílson no lugar de Saimon, recuando Gilberto Silva para a zaga). Gilberto Silva se estabilizou na zaga, Fernando cresceu como 1º volante e Adílson foi bem na caça. Léo Moura deu um presente para Escudero, mas o argentino não soube aproveitar. Mas a virada veio aos 34 minutos da segunda etapa. Mário Fernandes desarmou Ronaldinho e partiu pro ataque. Douglas pedia a bola ponta esquerda, recebeu, avançou, passou por Júnior César a chutou cruzado. Aos 38 minutos, Miralles recebeu no bico da área, trouxe a bola pro meio e chutou de canhota, marcando um golaço e estabelecendo o 4×2 final.

E Ronaldinho teve uma atuação dentro da média em vem se apresentando desde a Copa de 2006. O que é muito pouco para quem ja foi considerado melhor do mundo e é tido por alguns como craque.

Um capitão que não demonstra liderança. Um camisa 10 que não chama o jogo pra si. Um atacante que raramente dribla um defensor e hesita em partir pra cima dos zagueiros. Uma sombra de jogador, que se limita a alguns chutes a gol e enfiadas de bola.

Fora disso, segue mostrando uma indiferença/dificuldade de comunicação que beira o autismo.


O Flamengo só teve o ônus de ter Ronaldinho em campo no Olímpico. Sem ele dificilmente teríamos um estádio cheio e um Grêmio tão motivado.

Há menos de duas semanas tinha jornalista querendo ver Victor longe do Grêmio. Felizmente Victor segue sendo o camisa 1 tricolor. Infelizmente o jornalista em questão segue empregado.
Mais uma vez vimos a Brigada Militar tomando medidas absolutamente arbitrárias e inócuas. Tentaram vetar a livre expressão e as manifestações pacíficas. Tentaram mostrar serviço. A expressão “pilantra” era vetada, mas estranhamente insinuações pouco elogiosas a matriarca dos Assis Moreira podiam ser vistas por todo o mundo via televisão.

Um dia eu vou conseguir entender os critérios de Evandro Rogério Roman. Até agora eu bem que tentei, mas não consegui.

Com o que se viu no gramado do Olímpico, fica bem difícil acreditar que esse era o mesmo time que levou o empate do lanterna na semana passada.

Fotos: Richard Ducker, Pedro Revillion (Correio do Povo), Ricardo Rimoli (Lance), Itamar Aguiar (Vipcomm) e Neco Varella (Jornal do Comércio e UOL)

Grêmio 4 x 2 Flamengo

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Saimon (Edílson), Rafael Marques e Julio Cesar; Gilberto Silva, Fernando, Marquinhos, Douglas e Escudero (Miralles 32’2/2ºT); André Lima.
Técnico: Celso Roth.

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, Alex Silva e Junior Cesar; Aírton, Renato, Thomás (Muralha 12’/2ºT), Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid (Diego Maurício 25’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 30/10/2011, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa)
Público Total: 44.781 (39.647 pagantes)
Renda : R$ 945.191,00
Cartões amarelos : Junior Cesar 14’/1ºT, Saimon (17’/1ºT), Douglas (43’/1ºT), Adílson (4’/2ºT), Fernando (13’/2ºT)
Gols : Deivid (23’/1ºT), Thiago Neves (35’/1ºT), André Lima (43’/1ºT e 5’/2ºT), Douglas (35’/2ºT), Miralles (39′/2ºT )

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Foguinho 1909-1996

October 27, 2011

Oswaldo Rolla faleceu no dia 27 de outubro de 1996. Lá se vão 15 anos, contudo, seu legado permaneceu.

Foguinho, como atleta e treinador, foi o maior responsável pela criação e pelo desenvolvimento da identidade futebolística do Grêmio.

Num momento em que tanto se lamenta a ausência de valores, a falta de caráter no futebol, me parece oportuno lembrar de algumas das idéias defendidas por ele:

Link

“Nós não mostramos que somos mais homens driblando. Nós mostramos tocando a bola e vencendo”

“Jogar mal a gente joga, ninguém vai jogar sempre bem, agora a luta tem que ser constante, a vontade de vencer é indispensável. Isso aí o jogador tem que ter. Jogar mal é outra coisa.”

“Os meus critérios como técnico: O primeiro deles era observar o caráter do homem. A dignidade do homem. Porque se não for um homem digno e de bom caráter, não se pode formar um time de futebol.” (Vídeo aqui)

“Eu não era craque. Ninguém, entretanto, me superava em vontade. Graças a isso, consegui algum sucesso como jogador de futebol. Minha função, por vontade própria, era ajudar o meio-de-campo e ser parte do ataque.”

“Depois da arbitragem, Rolla passou a treinador, iniciando no Esperança de Hamburgo Velho. Numa ocasião, foi procurado por outro clube, que lhe ofereceu 5 mil cruzeiros por mês. Era muito dinheiro. Foguinho, surpreendente, fez sua contraproposta. Queria 3 mil cruzeiros. E justificou ao dirigente: “É que com 5 mil o pagamento vai atrasar, eu vou reclamar e nós vamos acabar brigando”. Assinou por 3 mil.” (Correio do Povo – 28 de Outubro de 1996)

Oswaldo Rolla viveu os seus últimos anos longe do futebol que tanto o emocionou. Comentarista e cronista esportivo, resolveu se afastar do meio jornalístico desde que deixou de freqüentar os estádios. “Ele se negava a participar de programas, pois dizia que só comentava o que via no próprio campo”, lembrou a viúva Joana Lemanski. (Correio do Povo- 28 de outubro de 1996)

Copa das Confederações e o Balde de Caranguejos

October 23, 2011
O futebol gaúcho sofreu um duro golpe na semana que passou. Até é possível minimizar o fato de Porto Alegre ter se tornado uma “cidade coadjuvante” na Copa de 2014. Mas é inegável que a perda da Copa das Confederações é uma derrota. Não há como fugir disso.

É uma derrota não só pelos prejuízos financeiros, mas também pelo simples fato de que Porto Alegre queria ser sede da copa das Confederações. Queria e não conseguiu.

E por que não conseguiu? São vários os motivos, e o que não faltou nesse semana foi o uso da velha tática de “transferência de responsabilidade”.

Eu acho válido lembrar da anedota que compara o Rio Grande do Sul a um balde de caranguejos: “Sempre que um caranguejo tenta sair do balde, um outro o puxa de volta“. E foi possível ver esse tipo de atitude nas questões relativas a copa de 2014 em Porto Alegre. Além disso, vimos uma série de outras características comumente atribuídas ao povo gáucho na sua forma mais negativa.

Fazendo uma retrospectiva crítica, tudo remonta a inexplicável decisão, feita ainda em 2009, de escolher o Beira-Rio como único estádio de Porto Alegre para a copa de 2014.

Uma decisão que não se sabe por quem foi tomada. O Ministro do Esporte afirmou que a escolha foi do Governo do Estado e da Prefeitura. Já o Secretário Municipal da Copa disse que a decisão foi da Fifa.

Uma decisão tomada ainda em 2009, e aparentemente sob falsas premissas. Por aqui foi pregado que o estádio deveria ser escolhido pelo momento que vivia seis anos antes do mundial. Para tanto, foi necessário ignorar que as obras do Stade de France (principal estádio da Copa de 1998) só começaram em maio de 1995 e que a Allianz Arena (local do jogo inaugural da Copa de 2006) só foi sair do papel em Outubro de 2002.

E ainda por cima, o discurso para legitimar a escolha em 2009 se baseava em informações falsas. Em junho daquele ano, Fortunati afirmou que o Beira-Rio tinha “aproximadamente 95% das obras concluídas“. O então secretário mentiu ou acreditou numa mentira.

Além disso, eu nunca consegui entender porque os responsáveis pela Copa no RS não usaram o dualismo do futebol gaúcho a seu favor. Se a cultura local é de dois estádios, por que não se valer disso com um trunfo na candidatura? Por que não pleitear mais jogos pelo fato de ter mais estádios? Na pior das hipóteses estaríamos aumentando as chances gaúchas. Mas idéia nunca parecer ser a de incluir, e sim a de excluir.

Ainda, a cantilena sobre a “ausência de plano B” não serviu para mostrar confiança no projeto escolhido, e sim para ilustrar a arrogância e a incoerência de quem comanda a candidatura gaúcha.

Também não me pareceu inteligente a postura de aceitar tão passivamente a idéia de somente um estádio por sede. Ainda mais quando víamos Johannesburgo se valendo do Soccer City e Ellis Park (isso sem falar em diversos outros exemplos históricos). Ademais, me parece estranho que uma sinalização feita por Ricardo Teixeira foi esquecida nesses últimos tempos.

Com tudo isso, eu fiquei supreso com o baixo número de críticas que foram feitas a condução deste processo. Quando os questionamentos partiam de torcedores, apressadamente se taxavam as ponderações como frutos de inveja ou clubismo. Na imprensa, as perguntas demoraram demais a aparecer (Se é que apareceram).

Só agora vemos críticas à “politicagem“. Como se não fosse essa mesma “politicagem” a responsável pela escolha do Beira-Rio com único estádio gaúcho para 2014. Ou como se fosse possível dissociar a política de um evento dessa magnitude.

Da mesma forma, só agora vemos críticas à “grenalização” da copa, como se a escolha da sede em 2014 não tivesse sido tratada com um grenal desde o seu início. E tal crítica fica ainda mais estranha quando é feita por quem vive de, cotidianamente, alimentar essa disputa da forma mais maniqueísta possível.

É curioso ver como a mera sugestão de rever a decisão tomada em 2009 gera um desconforto e uma reação totalmente desproporcionais. O revés sofrido em Zurique deveria ser motivo suficiente para rever tudo (Estádio, secretaria, planejamento, comitê, papel da imprensa, etc..), mas infelizmente estamos assistindo um triste jogo de empurra.

Brasileirão – América-MG 2 x 2 Grêmio

October 23, 2011

Faltando ainda 7 rodadas para o final, o Grêmio tem muito o pouco a fazer no campeonato. Um dos principais motivos disso é o baixo aproveitamento do tricolor contra os clubes da ponta de baixo da tabela. O time somou apenas 2 dos 6 pontos disputados contra o lanterna América Mineiro. Isso explica muita coisa.
O Grêmio teve o jogo na mão. Ainda que tenha saído atrás no marcador. Teve um jogador a mais desde os 32 minutos do segundo tempo. Empatou o jogo aos 34. Virou aos 7 minutos do segundo (dois gols de André Lima). O time fez a parte mais díficil. A partir daí era só liquidar ou mesmo administrar a vantagem contra um adversário desesperado. Mas isso o Grêmio não soube fazer. E acabou levando o empate aos 41 minutos do segundo tempo.

Fotos: SuperEsportes e Douglas Magno (Terra)

América-MG 2 x 2 Grêmio

AMÉRICA-MG: Neneca, Micão (Fabrício 13’/2ºT), Anderson e Everton Luiz; Marcos Rocha, Glauber, Amaral, Rodriguinho e Carleto; Kempes (Léo 14’/2ºT) e Alessandro (Fábio Júnior 30’/2ºT)
Técnico: Givanildo Oliveira.

GRÊMIO: Vitor, Mário Fernandes, Gilberto Silva, Rafael Marques e Julio Cesar; Fábio Rochemback, Fernando (Edcarlos – Intervalo), Marquinhos (Adilson 35’/2ºT), Douglas (Diego Clementino 23’/2ºT) e Escudero; André Lima
Técnico: Celso Roth.

31ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 21/10/2011, sábado, 18h00min,
Local: Arena do Jacaré, Sete Lagoas – MG
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Auxiliares: Jossemmar Diniz Moutinho (PE) e Clóvis Amaral Silva (PE)
Cartões amarelos: Marcos Rocha e Micão (AMG); Fernando r Edcarlos (GRE)
Cartão vermelho: Marcos Rocha 32’/1ºT (AMG)
Gols: Carleto, aos 11 e André Lima aos 34 do 1º tempo; André Lima, aos 7 e Anderson, aos 41 do 2º tempo

Brasileirão – Classificação 30ª Rodada

October 21, 2011

Fonte: Correio do Povo

Brasileirão – Santos 0 x 1 Grêmio

October 16, 2011


Não foi um primor de atuação, mas o Grêmio foi superior a um desinteressado Santos durante todos os 90 minutos. Foi uma vitória construída a partir da imposição do meio-campo tricolor, que soube criar e destruir.

Tal como foi feito no segundo tempo no jogo do Olímpico, Muricy tentou incomodar o Grêmio ao jogar com três atacantes. Mário Fernandes soube compor bem junto aos demais zagueiros e essa ameaça foi neutralizada.
Borges, mais uma vez, passou em branco. As poucas chances que teve foram em jogadas aéreas.

Já é o segundo pênalti perdido por Douglas. O aproveitamento é preocupante.

A vitória serviu, na pior das hipóteses, para derrubar o tabu, forçando que se crie uma nova pauta para os confrontos na Vila Belmiro.

E o tabu caiu com o Grêmio usando as meias pretas. Será que é o fim dessa superstição?

Fotos: Ricardo Saibun (Santos FC e Terra)

Santos 0 x 1 Grêmio

Escudero 20´

SANTOS: Rafael, Danilo (Leandro Silva, 32’/2ºT), Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Durval; Arouca, Henrique e Ibson (Tiago Alves, 33’/2ºT); Alan Kardec, Rentería (Breitner, 19’/2ºT) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho.

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Gilberto Silva, Rafael Marques e Julio Cesar (Bruno Collaço, 44’/2ºT); Fábio Rochemback, Fernando, Marquinhos (Adilson, 25’/2ºT), Douglas e Escudero (Diego Clementino, 31’/2ºT); André Lima.
Técnico: Celso Roth.

30ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 16/10/2011, domingo, 16h00min
Local: Estádio Vila Belmiro, Santos (SP)
Público: 3.477 pagantes
Renda: R$ 90.310,00
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Auxiliares: Janette Arcanjo (MG) e Antônio Parreão (TO)
Cartões amarelos: Rafael, Edu Dracena (SAN); Fernando, André Lima (GRE)
Gol: Escudero, aos 20 minutos do 1º tempo.

Reunião do Conselho – 06 de outubro

October 14, 2011

A ordem do dia da Reunião do Conselho Deliberativo de 06 de outubro era a seguinte:

Apreciar e deliberar sobre as seguintes propostas de alteração estatutária:

– Inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos Conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio.
– Obrigatoriedade de nomeação das Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo.
– Obrigatoriedade nos processos eleitorais, de registro de chapas unicamente por grupos organizados de associados.
– Impossibilidade de candidato integrar mais de uma chapa concorrente ao Conselho Deliberativo.Exceção

As propostas foram previamente encaminhadas para os conselheiros via e-mail, uma iniciativa que merece ser louvada.

Devido ao baixo quorum (eram necessários 158 conselheiros para para deliberar sobre mudanças de estatuto) o início da sessão foi adiado em mais de 30 minutos. Nunca é demais dizer o quão constragedora é essa situação.

O presidente em exercício do Conselho, Milton Camargo, iniciou a sessão informando que a proposta sobre a necessidade das chapas serem inscritas unicamente pelos chamados grupos políticos foi retirada de pauta por pedido de quem a propôs. Depois disso as demais proposições foram discutidas e votadas. O resultado foi bem relatado pelo site do clube:

“Na reunião, foi aprovada por unanimidade a inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio. Também foi aprovada a obrigatoriedade de nomeação das Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo. No entanto, por maioria dos votos, foi rejeitada a proposta que impossibilitava um candidato de integrar mais de uma chapa concorrente ao Conselho Deliberativo.”

A questão da ficha limpa foi alvo de algumas ponderações e dúvidas, na sua maioria em relação a questões dos crimes ambientais. Nisso a proposta recebeu uma alteração e foi aprovada.

O tema que gerou maior debate foi a proposta de um candidato ficar impedido de concorrer ao conselho deliberativo em mais de uma chapa. Aqui eu entendo que ocorreu um conflito conceitual sobre qual o papel do conselheiro, onde alguns pensam que o conselho deliberativo é o lugar de “grandes gremistas, com serviços prestados ao clube” e outros entendem que o conselho é órgão de representação do associado perante o clube. Os conceitos não são totalmente excludentes, mas na minha avaliação era isso que permeava as manifestações feitas. Achei que pouco foi falado no direito de escolha do sócio. Por fim, numa votação disputada a proposta foi rejeitada.

Eu votei a favor de todas as alterações. Acho que a “ficha limpa” é um tanto inócua, de difícil aplicação, valendo mais pelo seu aspecto simbólico. A questão de nomes repetidos em mais de uma chapa é algo que sempre me incomodou (mas é preciso reconhecer que tal aspecto melhorou bastante na última eleição) .

Entretanto, eu acho que essas questões de ficha limpa e nomes repetidos não necessariamente precisariam ser reguladas por disposições estatutárias, devendo ser sim preocupações de quem vai votar, de iniciativa dos próprios candidatos e, principalmente, de quem monta as chapas.

Brasileirão – Grêmio 1 x 3 Figueirense

October 13, 2011

Foi um jogo estranho, como costumam ser os jogos contra o Figueirense no Olímpico. Muito embora o Grêmio tenha exercido alguma pressão, tenha colocado 3 bolas na trave e tenha obrigado Wilson a fazer várias boas defesas o time passou a sensação de estar fazendo uma partida abaixo de suas possibilidades. Isto se explica pela desorganização vista em campo, especialmente na hora de defender. O tricolor dava espaços demasiados para o adversário e a defesa parecia sempre fora de lugar. Assim o Figueirense abriu 2×0 ainda no primeiro tempo. O Grêmio conseguiu diminuir na segunda etapa, aos 23 minutos. Havia tempo de sobra para se tentar um resultado melhor, mas aí faltou maior paciência e maior consciência.

Escudero vinha fazendo a diferença nesse time do Grêmio. Era o grande responsável por fazer a ligação entre meio-campo e ataque. Ontem, pouco apareceu na partida e inexplicavelmente se “enfiou” dentro da área do Figueira.

Miralles segue muito afoito.

Não quero entrar na questão da qualidade técnica individual, mas acho que Rafael Marques e Edcarlos possuem características muito parecidas. Não formam uma boa dupla.

Fotos: Richard Ducker e Itamar Aguiar (Grêmio FBPA)

Grêmio 1 x 3 Figueirense

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Edcarlos, Rafael Marques (Gilberto Silva intervalo) e Julio Cesar; Fernando, Fábio Rochemback, Marquinhos (Diego Clementino 22’2T), Douglas e Escudero (Miralles intervalo); André Lima.
Técnico:
Celso Roth.

FIGUEIRENSE: Wilson, Pablo (João Paulo 25’2T), Édson Silva, Roger Carvalho, Juninho; Ygor, Túlio (Jonatas 22’2T), Coutinho e Elias; Wellington Nem e Aloísio (Rhyaner 30′ 2T).
Técnico: Jorginho.

29ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Data: 12/10/2011, quarta-feira, 16h00min
Público total: 23.151 (16.449 pagantes)
Renda: R$ 336.455,00
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Assistentes : Vicente Romano Neto (SP) e Herman Brumel Vani (SP)
Cartões amarelos: Edcarlos (GRE); Ygor e Pablo (FIG)
Gols: Aloísio, 33’1T; Elias, 36’1T; Edcarlos 23’2T e Wellington Nem aos 29’2T.

Brasileirão – Classificação 28ª Rodada

October 11, 2011


Nós últimos 5 anos, a pontuação mínima que um time precisou fazer para alcançar a vaga na Libertadores foi de 60 pontos. A máxima foi 65 pontos.

Em 2006 e 2007 o quinto colocado do Brasileirão se classificou para a Libertadores, situação que pode se repetir nesse ano. O que pode ser inédito é o fato de somente três clubes conseguirem vaga via Campeonato Brasileiro.

Abaixo a classificação após a 28ª Rodada em 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010:

CLASSIFICAÇÃO FINAL
4º Colocado – Grêmio – 63 Pontos
(5º – 60 P)
16º Colocado – Atlético-GO – 42 Pontos
CLASSIFICAÇÃO FINAL
4º Colocado – Cruzeiro – 62 Pontos (5º – 62P)
16º Colocado – Fluminense – 46 Pontos

CLASSIFICAÇÃO FINAL
4º Colocado – Palmeiras – 65 Pontos (5º – 64P)
16º Colocado – Náutico – 44 Pontos

CLASSIFICAÇÃO FINAL
5º Colocado – Cruzeiro – 60 Pontos (4º – 61P)
16º Colocado – Goiás – 45 Pontos

CLASSIFICAÇÃO FINAL
5º Colocado – Paraná – 60 Pontos (4º – 64p)
16º Colocado – Palmeiras – 44 Pontos

Brasileirão – Coritiba 2 x 0 Grêmio

October 9, 2011

Mesmo com os desfalques e a falta de opções o Grêmio ia fazendo boa figura no Couto Pereira. O jogo era absolutamente igual quando Marcos Aurelio abriu o placar para o Coritiba, pegando rebote do chute de Leo Gago. O tricolor ensaiou uma reação, tendo sua melhor chance que jogada de linha de fundo de Júlio César concluída por Marquinhos. Mas aos 34 minutos, Brandão se machucou, foi substituído e o Grêmio não se achou mais em campo. O segundo tempo foi de total controle do Coxa.

Na coletiva, Roth mostrou que viu bem o que aconteceu no jogo. Será que poderia ter feito algo melhor/diferente?

Será que não um pouco cedo para Yuri Mamute jogar entre os profissionais?

Fotos: Cortiba FC

Coritiba 2 x 0 Grêmio

CORITIBA: Vanderlei, Jonas, Jéci, Emerson e Lucas Mendes; Willian, Léo Gago, Tcheco e Everton Costa (Anderson Aquino 43’/2ºT); Marcos Aurélio (Davi 25’/2ºT) e Bill (Leonardo 40’/2ºT
Técnico: Marcelo Oliveira.
Link
GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Gilberto Silva, Rafael Marques e Júlio César; Fernando, Fábio Rochemback, Marquinhos (William Magrão 38’/2ºT) e Escudero; Brandão (Adilson 34’/1’ºT) e Diego Clementino (Yuri Mamute – Intervalo)
Técnico: Celso Roth.


28ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 8 de outubro de 2010, sábado, 18h00min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Público total: 21.960 (19.951 pagantes)
Renda: R$ 386.750,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva/ PA
Assistentes: Dibert Pedrosa Moisés/ RJ (FIFA) e Lúcio I. R. da Silva de Mattos/ PA
Cartões amarelos: Vanderlei e Jeci (Coritiba); Rochemback (Grêmio)
Gols: Marcos Aurélio, aos 14 do 1º tempo, e Jeci, aos 30 do 2º tempo.