Archive for December, 2011

Quadro Social – Promoções 1996 e 2011

December 23, 2011

Olhando nos meus arquivos, eu achei esse anúncio do Quadro Social do Grêmio publicado na edição da Zero Hora de 28 de dezembro de 1996.

Destaco a promoção referente a uma cadeira por 2 anos ao preço de R$ 400,00. Atulizando esse número por diversos índices disponíveis na Calculadora do Cidadão (do Banco Central) teríamos um valor por volta de 1.400 reais.

Hoje, a promoção que o Quadro Social tricolor oferece para as cadeiras é o pagamento antecipado de todo o ano por R$ 1733,00 (A mensalidade é de R$ 169,00).

Vale lembrar que o salário mínimo em 1996 era de R$ 112,00.

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Data especial?

December 19, 2011
No último dia 17 de dezembro, os sites dos principais veículos de informação registram os cinco anos do campeonato mundial vencido pelo Co-irmão.
Disse, no Twitter, que não tinha visto nada parecido no dia 11 de dezembro (data do mundial gremista). E de fato não há qualquer registro da passagem da data.

Alguns dirão que a diferença se deve ao fato do registro colorado se tratar de uma “data redonda”. Contudo, o Bicampeonato Brasileiro do Grêmio completou 15 anos no último dia 15 e foi igualmente ignorado.

O que explica tamanha diferença no tratamento dessas datas especiais? É uma assessoria mais atuante que a outra? É a memória curta? É clubismo?

Abaixo segue o registro das notícias publicas pela Zero Hora, Correio do Povo, UOL, Globo Esporte e Terra (todos esses mencionaram o mundial colorado no dia 17) nos dias 11 e 15 dezembro de 2011.

Zero Hora

UOL

Correio do Povo
Terra

Globo Esporte

Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 0 Portuguesa

December 15, 2011

Em 15 de dezembro de 1996, o Grêmio entrava em campo pela segunda partida da final do Campeonato Brasileiro tendo que devolver os dois gols sofridos no Morumbi.

O clima no Olímpico era indescrítivel. A pressão tricolor foi forte, e depois de uma sequência de escanteios, Paulo Nunes abriu o placar, logo aos 3 minutos. O jogo seguiu nervoso, brigado, até os 39 minutos do segundo tempo, quando Aílton marcou o golaço que iniciou a festa no Olímpico.

Detalhes sobre a campanha do Grêmio naquele campeonato podem ser encontrados em:

Abaixo seguem algumas fotos e textos dos jornais Correio do Povo, Folha de São Paulo e Zero Hora:

Ironia lusa contrapõe ameaça gremista
No vestiário da Portuguesa, momentos antes de o time entrar em campo, os jogadores rezavam.
Dava para escutar os gritos da torcida: “Ê, ê, ê, paulista vai morrer” ou “Ó Portuguesa pode esperar, a sua hora vai chegar”.
Foi sob um clima de guerra que o time se preparou, durante uma hora e 45 minutos, no estádio Olímpico, para encarar o Grêmio.
A reportagem da Folha acompanhou a Portuguesa nos momentos que antecederam o jogo.
Para controlar a tensão, a ansiedade e a expectativa, a tática era falar bastante. O assunto não interessava, o importante era falar.
Valia conversar sobre a torcida, as férias que se aproximavam, a família, o tempo, como em qualquer bate-papo normal dentro de um elevador, ou até fazer piadas dos gritos de guerra dos gremistas.
“Alguém tem que avisá-los que eu sou do Maranhão”, brincava o goleiro Clêmer, referindo-se às ameaças contra os paulistas.
“Não vão vocês gritar contra os gaúchos, porque eu sou do Rio Grande”, disse o meia Caio, que nasceu no interior do Estado e defendeu o Grêmio até janeiro de 94.
A recepção
A comissão técnica da Portuguesa tentou despistar a torcida do Grêmio, chegando a Porto Alegre antes do horário previsto. O time deixou São Paulo, às 10h, pousando em Porto Alegre às 12h.
Um ônibus contratado pelo clube e que esperava os jogadores na pista do aeroporto transportou-os para um hotel no centro da cidade.
No trajeto ao hotel e depois ao estádio, vários torcedores com camisas do Grêmio xingavam o time e mostravam dois dedos das mãos, insinuando o placar de 2 a 0.
No caminho, no entanto, torcedores com camisas do Internacional, rival do Grêmio, aglomeraram-se para dar apoio aos paulistas. Candinho e seus pupilos acenavam, agradecendo o incentivo.
E uma surpresa curiosa: as ruas e avenidas que cercam o Olímpico estavam pintadas de verde, vermelho e branco, cores da Portuguesa. É que a Prefeitura de Porto Alegre preparou a decoração de Natal antes de conhecer os finalistas.
Protegidos por seguranças do Inter, os paulistas chegaram ao estádio às 17h15.
A preleção
Na última hora, já dentro do vestiário do Olímpico, o técnico Candinho, mais do que um estrategista, vira um psicólogo. A análise tática do adversário, as orientações, a estratégia de jogo foram passadas ao elenco em São Paulo e no hotel.
Conversando “de verdade” com os atletas, no estádio, Candinho só descontrai o ambiente, acalma o time, motiva-o e brinca. “Já que o avião não caiu, estamos aqui, haverá jogo, vamos para ganhar.”
Mas também fala sério e elogia o elenco. “Fizemos história na Portuguesa, mostramos nosso valor. Estamos em alto-mar”, lembrou, referindo-se aos comentários de que o time costumava nadar, nadar e morrer na praia.
O goleiro Clêmer, um dos líderes do grupo, é o que mais palpita. Além de dar as instruções finais para seus companheiros de defesa, pede cuidado com a arbitragem.
O aquecimento
O preparador físico José Roberto Portella comanda os quase 30 minutos de exercícios dos jogadores antes do início do jogo. “Sem o aquecimento bem feito, o risco de alguma contusão é grande”, diz.
Diferentemente do Grêmio, que aqueceu no campo de treinamento que fica do lado de fora do estádio, a Portuguesa teve que se contentar em se aquecer no vestiário, já que o gramado do Olímpico era palco de um jogo preliminar.
Portella, que trabalhou no futebol português, preparou exercícios individualizados. “Cada um tem uma necessidade diferente, uma característica específica.”
A imagem
A diretoria da Portuguesa, porém, não contava só com a preleção de Candinho, o aquecimento de Portella ou a técnica dos jogadores. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima também foi levada ao vestiário para dar sorte.
“No Canindé, estamos acostumados com a imagem”, afirmou o zagueiro César, que diz ser evangélico. “É uma força a mais.”
A ausência foi o mascote Nirlei Tigre, 5, chamado pelos jogadores de “campeão”. Sem lugar no avião fretado pelo clube, ele ficou torcendo em casa, pela televisão.
O grupo de apoio da equipe, formado por roupeiro, massagista, treinador de goleiros e seguranças, acendia velas no vestiário e fazia promessas. “É a macumba portuguesa”, brincava Carioca, treinador de goleiros do time.
É a a tal história: em decisão, vale tudo. Bola para o mato que o jogo é de campeonato. (JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO – Folha de São Paulo)

Portuguesa perde controle dos nervos e título inédito
Pela primeira vez, desde o início da fase final do Brasileiro, a Portuguesa sentiu ontem, diante do Grêmio, em Porto Alegre, a pressão de estar jogando uma partida decisiva fora de casa.
Isso foi determinante para a derrota do time por 2 a 0 e a perda do inédito título brasileiro, sofrendo o gol fatal a nove minutos do fim.
A equipe paulista entrou em campo apavorada pelos gritos ensurdecedores da torcida gremista e tomou o primeiro gol aos 2min.
Depois de um passe de Zé Alcino, Paulo Nunes bateu forte de pé esquerdo, marcando seu décimo sexto gol no Brasileiro.
Ele terminou a competição como artilheiro do campeonato, ao lado de Renaldo, do Atlético-MG.
Tomar um gol no começo era tudo que o técnico Candinho mais temia. E isso se provou no fim.
Sua estratégia de valorizar a posse de bola e explorar rápidos contra-ataques com Alex Alves e Rodrigo não funcionou.
O Grêmio marcava a saída de bola, enervando os zagueiros César e Emerson, e não deixava o time paulista respirar. O lateral-direito Arce, que atuou sentindo uma contusão, era a principal arma ofensiva da equipe gaúcha.
O primeiro chute a gol da Portuguesa só aconteceu aos 15min, com Rodrigo.
Mas o domínio do Grêmio foi completo. O time cobrou 13 escanteios só no primeiro tempo e exigiu, pelo menos, três grandes defesas de Clêmer.
Aos 46min, César, de cabeça, salvou o que seria o segundo gol.
No segundo tempo, a ansiedade do Grêmio em fazer o gol e a impaciência da torcida tornaram o jogo melhor para a Portuguesa.
O time passou a organizar perigosos contra-ataques, sem oferecer espaços em sua defesa.
Mas, aos 39min, todo o esforço foi por água abaixo. Numa rebatida da defesa, Aílton, que acabara de entrar, acertou um belo chute, garantindo o título para o Sul. (Arnaldo Ribeiro – Folha de São Paulo – 16/12/1996)

Sangue azul – Por JUCA KFOURI
O Olímpico é um oceano azul banhado pela mais bela luz deste país, o sol que se põe na capital gaúcha.
Tudo pronto para fazer a nau lusitana afundar em alto mar.
O primeiro torpedo vem do comandante Paulo Nunes, nem bem a batalha havia começado. O artilheiro não estava mesmo ali por acaso.
A intranquilidade toma conta da tripulação do Canindé, que acusa o golpe e bate cabeça, o que era natural.
O capitão Capitão, mais que uma redundância, um herói, berra com César. Ave, César, que susto!
“Grêmiôôô, Grêmiôôô”, o grito de guerra inunda o palco do combate.
Ave, Caio, quase! Danrlei defende o indefensável.
O menino Rodrigo vira gigante, a Lusa cresce.
Por todos os lados, os gremistas atacam, atacam e atacam.
As escaramuças se sucedem em cada convés, como não convém mas é inevitável.
Clêmer salva a pátria-mãe novamente.
O mais argentino dos times brasileiros, que seria campeão até na Alemanha, tem dois paraguaios para ajudar a evitar que o toque africano rubro-verde faça o vira que vale o troféu.
O mundo da bola gira eletrizante no sul do Brasil.
Navegar é preciso, viver não é preciso. O arqueiro Clêmer sobe. E desce. E sobe.
Caía a noite. Era hora de ajustar as bússolas. Estava tudo justo e nada resolvido. Piscava a segunda estrela mosqueteira. E a primeira portuguesa.
Batalha reiniciada, os piratas aparecem de preto e amarelo. Uma bandeira mal içada impede que a vela lusa infle em direção à meta adversária, na arrancada de Rodrigo.
A luta é por cada palmo de espaço. Emerson pela esquerda, Zé Alcino pela direita, o segundo míssil ronda o casco português.
Rodrigo perde chance, o Grêmio perde o grande Rivarola, o que, para quem já não tinha Adílson, não é pouca coisa.
“Grêmiôôô, Grêmiôôô”, a massa queria jogar.
Os piratas reaparecem, agora contra o Grêmio, que busca força sabe-se lá de onde, tão visível é o desgaste de sua gente.
Aí, Aílton, sangue novo, nobre, fulmina sem piedade e inunda o porto de alegria.
Justa alegria, Grêmio grande campeão.
E porque tudo vale a pena se a alma não é pequena, a Lusa é uma enorme vice-campeã.” (Folha de São Paulo – 16 de dezembro de 1996)


FUNDAMENTOS (Folha de São Paulo)

Grêmio 49 – Bolas perdidas – 47 Portuguesa
Grêmio 41 Faltas cometidas – 33 Portuguesa
Grêmio 22 – Faltas na Defesa – 14 Portuguesa
Grêmio 19 – Faltas no ataque – 19 Portuguesa
Grêmio 7 – Finalizações certas – 1 Portuguesa
Grêmio 8 – Finalizações erradas – 6 Portuguesa
Grêmio 8 – Lançamentos certos – 3 Portuguesa
Grêmio 11 – Lançamentos errados – 1 Portuguesa
Grêmio 15 – Escanteios conquistados – 4 Portuguesa
Grêmio 3 – Impedimentos – 7 Portuguesa
Grêmio 198 Passes certos – 215 Portuguesa
Grêmio 81 – Passes errados – 215 Portuguesa

“GRÊMIO É O CAMPEÃO!
O Grêmio barrou a tentativa de “ascensão” social da Portuguesa para o quadro de grande times do país e conquistou ontem, em Porto Alegre, o título do Campeonato Brasileiro de Futebol.
É o segundo do Grêmio na competição. A equipe, anteriormente, já havia vencido em 1981.
O time, também, se tornou o segundo da história a reverter a vantagem no mata-mata da decisão, após perder o primeiro jogo. Antes, só o Flamengo, em 1980 e 83.
Além do troféu, o time ganhou o direito de disputar a Taça Libertadores da América em 1997, o mais importante torneio interclubes da América do Sul.
A vitória por 2 a 0 consagra o técnico Luiz Felipe, da equipe gaúcha, como um dos profissionais mais vitoriosos do país.
No comando do Grêmio, o técnico já conquistou o Campeonato Gaúcho, a Copa do Brasil e a Libertadores. O Brasileiro era o único título que faltava para Luiz Felipe no cenário nacional.
Agora, o “passe” do treinador passa a ser mais valorizado. Ele tem propostas do Palmeiras e do futebol japonês para 1997.
O grande destaque da campanha do Grêmio é o atacante Paulo Nunes, autor do primeiro gol do jogo. O atacante terminou a competição como artilheiro, ao lado de Renaldo (Atlético-MG), com 16 gols.
“Eu amo vocês. Esse título é para vocês”, disse o jogador, após a partida, quando jogou sua camisa aos torcedores que lotaram o estádio Olímpico.
“É o melhor time do mundo”, disse o meia Aílton, autor do segundo gol gremista.
A equipe gaúcha terminou o Brasileiro com 48 pontos. É o melhor ataque da competição, com 52 gols. Sua defesa tomou 34 gols. (Alexandre Gimenez – Folha de São Paulo 16 de dezembro de 1996)

Vestiário oscila entre tensão e decepção
O clima no vestiário da Portuguesa era semelhante ao de um velório logo após a partida.
Os jogadores, cabisbaixos, mal tinham ânimo para falar.
A decepção contrastava com o a empolgação da equipe antes do jogo. A reportagem da Folha acompanhou, com exclusividade, a Portuguesa nos momentos que antecederam a finalíssima.
“É duro engolir uma derrota quando estávamos a seis minutos do título”, lamentou o goleiro Clêmer. “Foi uma tragédia.”
Os atletas reconheceram que o time entrou tenso em campo.
“Não sei o que foi, talvez os gritos da torcida, a pressão que sofremos desde que chegamos a Porto Alegre… O fato é que entramos meio desligados no jogo”, disse o zagueiro Émerson.
“Somos jovens e, pelo menos uma vez, temos o direito de dizer que sentimos a pressão”, disse o zagueiro César.
“Mas depois melhoramos e poderíamos ter conseguido um resultado melhor.”
O técnico Candinho também achou que os minutos iniciais foram decisivos para a derrota. “Levar um gol no começo dá força para o adversário.”
Candinho diz que faltou o gol. “Futebol é simples. Podem ridicularizar minha frase, mas foi isso. Faltou o gol.”
Para o vice-presidente de futebol Ilídio Lico, o título do Grêmio foi merecido. “Jogavam por dois resultados iguais e conseguiram. Estão de parabéns.”
A preparação
Apesar da derrota, a torcida da Portuguesa aplaudiu a saída do time. “Reconheceram nosso esforço. O vice-campeonato foi um feito inesquecível”, disse o presidente Manuel Pacheco.
A Portuguesa bem que tentou se preparar para o clima de guerra da torcida gaúcha.
A comissão técnica tentou despistar a torcida do Grêmio, chegando a Porto Alegre antes do horário previsto.
Durante a semana, Candinho anunciara que a delegação partiria para o Sul entre 14h e 14h30.
Ele dizia que o almoço seria na concentração, em São Paulo, e que assim que o time chegasse a Porto Alegre iria direto ao estádio.
O trajeto
O time, porém, deixou o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h, pousando no Salgado Filho, em Porto Alegre, às 12h.
Um ônibus contratado pelo clube e que esperava os jogadores na pista do aeroporto transportou-os para um hotel no centro da cidade.
No trajeto ao hotel e depois ao estádio, vários torcedores com camisas do Grêmio xingavam o time.
Para controlar a tensão, a ansiedade e a expectativa, a tática era falar bastante.
Valia conversar sobre a torcida, as férias que se aproximavam, a família, o tempo, como em qualquer bate-papo normal dentro de um elevador, ou até fazer piadas dos gritos de guerra dos gremistas.
“Alguém tem que avisá-los que eu sou do Maranhão”, brincava o goleiro Clêmer, referindo-se às ameaças contra os paulistas.
Na última hora, já dentro do vestiário do Olímpico, o técnico Candinho, mais do que um estrategista, virou um psicólogo. A análise tática do adversário, as orientações e a estratégia de jogo foram passadas ao elenco em São Paulo e no hotel em Porto Alegre.
No vestiário, a tática era tentar tranquilizar os jogadores, lembrando que eles já tinham ido longe demais na disputa.
O goleiro Clêmer, um dos líderes do grupo, foi, dos jogadores, o que mais palpitou. Além de dar as instruções finais para seus companheiros de defesa, pediu cuidado com a arbitragem.
O preparador físico José Roberto Portella comandou os quase 30 minutos de exercícios dos jogadores dentro do vestiário.
“O ideal seria ter feito o aquecimento dentro do campo, porque o vestiário era acanhado”, comentou depois do jogo.
Como o estádio Olímpico era palco de um jogo preliminar, a Portuguesa não conseguiu sair do vestiário.
O Grêmio aqueceu-se no campo de treinamento ao lado do estádio.
A diretoria da Portuguesa levou uma imagem de Nossa Senhora de Fátima ao vestiário para dar sorte.
O grupo de apoio da equipe, formado por roupeiro, massagista, treinador de goleiros e seguranças, acendia velas no vestiário.
No final, além da melancolia, sobraram restos de velas e rosas vermelhas.
“Não deu. Fica para outra. O problema é que eu não sei quando”, afirmou Gallo, sintetizando a tristeza lusitana. (Folha de São Paulo – JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO – 16/12/1996)

“O técnico Luiz Fellipe atendeu ao pedido do volante Dinho, que pediu para sair, justamente para que Aílton entrasse na equipe. Mesmo correndo o risco de abrir o setor do meio-de-campo, o treinador fez a mudança. “A equipe precisava ser mais ofensiva”, justificou o volante

O meia explicou que teve dificuldade para se movimentar em campo, porque nesse momento a Portuguesa estava recuada, tentando garantir a derrota por 1 a 0, que daria o título ao clube paulista. “O técnico pediu que desse o máximo nos 10 minutos que faltavam para terminar a artida”, explicou. “Tinha de ajudar no ataque e voltar rápido.”

Mas, aos 39 minutos do segundo tempo, Aílton, livre de marcação na área, pegou um rebote sem tempo para dominar a bola, acertou um chute potente de pé esquerdo, no canto esquerdo do quase instransponível goleiro Clemar, num belíssimo sem-pulo. “Decidi arriscar o chute e tive muita sorte”, declarou Aílton.” (Correio do Povo – 16 de dezembro de 1996)


“Com os olhos cheios de lágrimas, o técnico Candinho, que deve deixar o time no final do ano, disse que o Grêmio mereceu o título. “A torcida, o Luiz Felipe e os jogadores está de parabéns”, felicitou o treinador derrotado. Depois do final da aprtida, Candinho demonstrou elegância e cumprimentou o juiz Márcio Rezende de Freitas. “Apitaste muito bem, obrigado”, agradeceu o técnico ao árbitro. Para Candinho, o gol sofrido no começo do jogo foi o fator decisivo para a perda do título. “Se tivéssemos segurado o Grêmio no início, tenho certeza que o resultado seria outro.
” (Zero Hora – 16 de dezembro de 1996)


No festivo vestiário do Grêmio, o meia Aílton, autor do gol que deu o título brasileiro ao time, disse que entrou em campo no segundo tempo com “fé”.
Jogador mais contestado pela torcida do Grêmio, foi mantido pelo técnico Luiz Felipe, admirador do futebol do atleta, que joga tanto na meia como na lateral, contra a vontade dos próprios torcedores.
No final do jogo, quando todos os jogadores se reuniram em comemoração no meio do campo, Aílton correu sozinho em direção às arquibancadas, gritando palavrões.
*
Folha – Você se acha o herói do jogo? O que sentiu quando fez o gol do título?
Aílton – Entrei em campo com fé e confiante na vitória, ou com um gol meu ou de outro, feio ou bonito, pouco importava.
Folha – Mas foi você o autor do gol…
Aílton – Sou pé-quente, vencedor por onde passo. Felizmente, mais uma vez a sorte esteve ao meu lado.
Folha – Houve algum momento em que você achou que não daria para o Grêmio fazer o segundo gol e ganhar o título?
Aílton – Não. Acreditei sempre, nunca perdi a confiança em Deus. Apertamos o adversário durante toda a partida e, como prêmio, conseguimos o placar que necessitávamos.
Folha – O Grêmio mereceu o título?
Aílton – Mereceu pelo futebol que vem jogando faz tempo, pela luta e pela união de jogadores e dirigentes. Estou muito feliz com o gol, com o título, com tudo de bom que aconteceu comigo hoje “ (Folha de São Paulo – 16/12/1996)


O JOGO: O Grêmio precisava vencer por dois gols de diferença e, empurrado por sua torcida entusiasmada, conseguiu. No primeiro tempo, foi totalmente superior à Portuguesa. No segundo, a Lusa cresceu de produção, mas não foi suficiente para deter as investidas gaúchas. Foi um gol no início e outro no final, com os pés esquerdos de dois destros.

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola (Luciano 15 do 2º), Mauro Galvão e Roger; Dinho (Aílton 30 do 2º), Goiano, Émerson (Zé Afonso 15 do 2º) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino
Técnico: Luis Felipe Scolari

PORTUGUESA: Clemer; Valmir, Émerson, César e Carlos Roberto (Flávio 40 do 2º); Capitão, Gallo, Caio e Zé Roberto; Alex Alves e Rodrigo Fabri (Tico 40 do 2º).
Técnico: Candinho

Campeonato Brasileiro 1996 – Final – Jogo de volta
Data: 15 de dezembro de 1996, 19h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 54.112(42.587 pagantes)
Renda: R$ 502.151,00
Juiz: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Auxiliares: Klever Gonçalves e Marco Antônio Martins – MG
Cartão Amarelo: Gallo, Flávio, Goiano e Dinho
Gols: Paulo Nunes aos 3 do 1ºtempo e Aílton aos 39 do 2º.


Topper – Argentina Copa Davis

December 12, 2011

Nessa época do ano muito começam a tentar imaginar como será a camiseta do Grêmio em 2012. É possível fazer suposições em cima do trabalho que a Topper fez em outros times do Brasil e da Argentina, mas não vi grandes novidades nesse sentido.

Um trabalho que da marca que me chamou a atenção foi o feito para equipe Argentina da Copa Davis. O design da camiseta poderia facilmente ser usado por um time de futebol.

Com base nesse corte, fiz algumas possibilidades de uniformes reservas para 2012 (dois brancos, dois pretos e dois azuis.)



Brasileirão 1996 – Portuguesa 2 x 0 Grêmio

December 12, 2011

Na noite de 11 de dezembro de 1996, Grêmio e Portuguesa jogavam a primeira partida das finais do Campeonato Brasileiro daquele ano.

O Grêmio chegava para a decisão com a vantagem da melhor campanha; A Lusa chegava como a “namoradinha do Brasil”, unindo não só os quatro grandes de São Paulo, como também a imprensa do centro do País na sua torcida.

O jogo começou bem para o tricolor, mas a questionável expulsão de Marco Antônio e o gol de Gallo na sequência acabaram mudando os rumos da partida.

“O Grêmio, ontem, provou do próprio veneno. Enfrentou um time sólido na defesa, eficiente na marcação e agudo nos contra-ataques. O Grêmio jogou bem, atacou com insistência, perdeu chances de gol, em certos momentos perdeu a calama e, pior, perdeu o jogo: 2 a 0 para a Portuguesa, na noite chuvosa do Estádio Morumbi, em São Paulo. “ (Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

“Foi um resultado injusto para o time comandado por Luiz Felipe, que, inclusive, começou pressionando o adversário em busca do gol. Aos 18 minutos, Carlos Miguel acertou um forte chute de fora da área e Clemer salvou para escanteio” (Correio do Povo – 12 de dezembro de 1996)

“Enquanto quase todos os jogadores da Portuguesa conversavam com os repórteres depois do fim do último treinado para a partida contra o Grêmio, na ensolarada manhã de terça-feira passada, o volante Gallo não se importou com o assédio da mídia e tratou de ensaiar cobranças de faltas. Depois de quatro chutes consecutivos na trave, o técnico Candinho se aproximou e perguntou o que estava se passando. “Não se preocupe, Candinho, porque no jogo a bola vai entrar”, assegurou o confiante Gallo. E entrou mesmo. Gallo abriu o caminho da vitória da Portuguesa por 2 a 0 com uma cobrança de falta perfeita aos 38 minutos do primeiro tempo.

[…]
“O Gallo é a alma da equipe”, disse Candinho, depois do jogo.” (Alexandre Corrêa – Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

“Irritado, vermelho de raiva e de tanto gritar, ilhado em um canto do vestiário do Morumbi por dezenas de microfones, o técnico Luiz Felipe começou o comentário da derrota em São Paulo pela atuação do árbitro: “O Sidrack tem critérios diferentes, em Minas não deu cartão para preservar jogadores e contra nós ele chegou a expulsar no primeiro tempo!” Inconformado com os dois cartões de Marco Antônio, o treinador disse que o lance da primeira punição foi injusto. “Não era jogada para cartão”.

[…]

Mal terminou o jogo, o atacante Paulo Nunes saiu correndo do gramado. Já à beira do gramado, arfando, ele só teve força de dizer três palavras: “Dá pra reverter”. Os demias jogadores o acompanharam. Todos eles, depositaram na torcida a esperança de vitória no segndo jogo do Olímpico: “Vou ficar gritando junto com a torcida para a gente vencer de qualquer jeito”, declarou Adílson. “O resultado de ontem foi meio injusto, tomamos gol de bola parada, tivemos um jogador expulso e agora dependemos da nossa superação.” Goiano se virou para a cabisbaixa comissão técnica gremista e disse uma frase emotiva. “Vai dar, sim”, falou. “O juiz complicou demais”, lamentou-se Goiano. (Alexandre Côrrea -Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

PLACAR – O JOGO: O equilíbrio da partida acabou aos 36 minutos do primeiro tempo com a expulsão de Marco Antônio e o gol de Gallo. A partir daí, o Grêmio ficou no dilema entre segurar o resultado ou tentar o empate. Não fez nem uma coisa nem outra. Tomou mais um gol e por pouco não perdeu de mais porque faltou empenho à Lusa.

ZERO HORA – O JOGO: Prejudicado pela expulsão de Marco Antônio e o gol de Gallo, no minuto seguinte, o Grêmio ainda tentou esboçar uma reação para garantir a vantagem de dois empates. Mas um gol de Rodrigo, no segundo tempo, atrapalhou os planos do Grêmio e obrigou
a equipe a trabalhar dobrado no Olímpico.

Portuguesa fica próxima da história

Time bate o Grêmio por 2 a 0 e pode até perder por um gol de diferença, domingo, no Sul, que será campeão

Portuguesa fica próxima da história
da Reportagem Local
A Portuguesa derrotou o Grêmio por 2 a 0, ontem, no Morumbi, e está próxima do feito mais importante de sua história.
O time pode perder por um gol de diferença, domingo, em Porto Alegre, que conquistará o inédito título brasileiro, garantindo vaga na Taça Libertadores de 97.
Pela terceira vez, desde o início da fase final do Brasileiro, a equipe, que jamais havia passado da sétima colocação, conseguiu reverter a vantagem do adversário.
Os jogadores e a torcida deixaram o campo otimistas.
Domingo, a Portuguesa poderá contar com os retornos do zagueiro César e do lateral Carlos Roberto, enquanto o Grêmio não terá o lateral Marco Antônio e o zagueiro Adílson, suspensos.
Em um gramado em perfeitas condições, apesar das chuvas, a Portuguesa teve muitas dificuldades no início do jogo.
O time, com três volantes (Capitão, Gallo e Roque), foi mais cauteloso que de costume, como prometera o técnico Candinho. O que o treinador não esperava era o nervosismo de alguns jogadores.
O Grêmio, mesmo com a ausência do lateral Arce, foi mais perigoso, insistindo nas jogadas pela direita, nos espaços deixados por Zé Roberto, que avançava pelo meio.
Com o domínio gremista, o goleiro Clêmer precisou fazer duas grandes defesas, numa cabeçada de Goiano e num chute forte de Carlos Miguel.
O jogo começou a virar somente aos 36min, quando Marco Antônio, que já tinha o cartão amarelo, foi expulso ao derrubar Alex Alves.
Na cobrança, Gallo, que não havia acertado nem uma sequer nos treinos de terça-feira, colocou a bola no ângulo direito de Danrlei.
No segundo tempo, mesmo com um atleta a mais, a Portuguesa caiu surpreendentemente de produção. Aos 11min, Clêmer evitou o gol de empate, em chute de Zé Alcino.
Mas, quatro minutos depois, a Portuguesa definiu o jogo. Caio cruzou da direita, e Rodrigo desviou para as redes, arrancando os gritos de ”É campeão!” da torcida.
Depois do segundo gol, o time pressionou em busca de uma vantagem maior, com as entradas dos atacantes Tico e Flávio.
Mas o Grêmio, bem armado taticamente, não deu chances, mantendo suas esperanças (Folha de São Paulo)


“Árbitro acusado de prejudicar a equipe gaúcha
O árbitro sergipano Sidrack Marinho dos Santos não escapou das críticas do técnico do Grêmio após a partida. Descontente com a expulsão de Marco Antônio ainda no 1º tempo. Luiz Felipe Scolari lançou suspeitas sobre o árbitro, “que não havia dado qualquer cartão amarelo a jogadores da Portuguesa já na partida contra o Atlético Mineiro”. Para Felipe, faltou, novamente, maior força política a seu clube. “Não temos força para agir contra a arbitragem.
Também na opinião do preparador Paulo Paixão, houve influência direta da arbitragem, “que truncou muito a partida”. Só mostrou alegria com a força do tome, “que teve superação mesmo com 10 jogadores”. O goleiro Danrlei não conseguiu esconder seu abatimento com o fato de o time ter criado várias chances, sem conseguir marcar sequer um gol. “Agora, complicou”, entende. “Vai ser difícil, mas temos qualificação para obter um resultado diferente no estádio Olímpico”, avalia o lateral direito paraguaio Arce, que se recupera de lesão no tornozelo, em Porto Alegre.
A vitória foi festejada sem excessos pelos jogadores da Portuguesa. “Ainda estamos muito longe”, entende Rodrigo, autor do 2º gol. Para o craque da Portuguesa, será preciso administrar a partida do próximo domingo. “Já fizemos isso contra o Cruzeiro e Atlético.”
(Correio do Povo – 12 de dezembro de 1996)


Candinho reclama da violência

da Reportagem Local
O técnico Candinho reclamou de jogadas faltosas do Grêmio.

Ele está preocupado com a escolha de Márcio Rezende de Freitas para apitar o segundo jogo. ”O Grêmio joga duro e às vezes chega a ser violento. Espero que o juiz saiba punir quando tiver a pressão da torcida.”
Candinho gostou da atuação da Portuguesa. ”Jogamos com velocidade e provamos que estamos preparados para decisões.”
”Depois de nos classificarmos duas vezes no Mineirão, não é agora que vamos tremer”, afirmou. (Folha de São Paulo)

Paulistas tentaram adiar o jogo
da Reportagem Local
O presidente Manuel Pacheco, da Portuguesa, não teve sucesso em adiar o jogo de ontem.
O dirigente, preocupado com as dificuldade
s causadas pela forte chuva de ontem, pressionou a CBF para que transferisse a partida para hoje.
”Infelizmente o Farah e o Gilberto Coelho lavaram as mãos”, afirmou, referindo-se ao presidente da Federação Paulista e ao diretor técnico da CBF.
A diretoria do Grêmio aprovou a decisão do árbitro.
Acidente A Portuguesa viveu momentos de tensão para chegar ao estádio.
Na saída do hotel, o ônibus que levava a delegaç
ão chocou-se, de leve, com os carros do preparador físico José Roberto Portella e do diretor Toninho Duque.
A Portuguesa chegou ao Morumbi às 20h33. ”O atraso prejudico
u o aquecimento e enervou todo o nosso time”, disse Portella.
A torcida da Portuguesa também enfrentou problemas antes do início do jogo. Vários torcedores com ingresso na mão não puderam assistir à primeira partida da final.
No Canindé, por exemplo, 50 ônibus que partiriam ao Morumbi ficaram ”ilhados”, não podendo deixar o estádio da Portuguesa.
Os ônibus, cedidos pelo patrocinador do clube, fariam o tran
sporte gratuitamente.
Familiares e amigos do volante Capitão, que foram ao Morumbi nos ônibus da Portuguesa, chegaram no fim do primeiro tempo. (Folha de São Paulo)

“OS DESEMPENHOS
Portuguesa 08 –CHUTES A GOL– 12 Grêmio
Portuguesa 01 – CONCLUSÕES DE CABEÇA– 01 Grêmio
Portuguesa 06 –ESCANTERIOS CEDIDOS– 03 Grêmio
Portuguesa 21 –FALTAS COMETIDAS – 18 Grêmio
Portuguesa 05 –IMPEDIMENTOS – 05 Grêmio”
(Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

“O ÁRBITRO
O sergipano Sidrack Marinho dos Santos usou cartões amarelos para colocar ordem no jogo. Errou ao expulsar Marco Antônio, pois quem cometeu a falta em Alex Alves foi Rivarola. Inverteu algumas faltas e falhou em marcações laterais no segundo tempo.“(Zero Hora – 12 de dezembro de 1996)

FRASES 1

”O Grêmio bateu demais.”
Rodrigo, meia-atacante

”No começo do segundo tempo vacilamos.”
Clêmer, goleiro

”O Grêmio, apesar da derrota, mostrou que é forte. No Sul, vamos ter que nos preparar, porque vai ser duro.”
Gallo, volante

”Não tomei cartão amarelo e vou jogar a final.”
idem

”Este time já entrou para a história.”
Capitão, volante (Folha de Sã0 Paulo)

”O Sidrack está aprontando. Pergunte a ele a razão da expulsão do Marco Antônio.”
Luiz Felipe, técnico

”O Gallo está de parabéns. Ele bateu bem a falta, sem chances de defesa. É difícil, mas podemos vencer em casa”
Danrlei, goleiro

”Dá para reverter o resultado. É só o juiz não apitar da mesma maneira que o Sidrack apitou”
Paulo Nunes, atacante (Folha de São Paulo)



PORTUGUESA: Clemer; Valmir, Émerson, Marcelo e Roque; Capitão, Gallo, Zé Roberto e Caio; Rodrigo (Tico 44 do 2º) e Alex Alves (Flávio 45 do 2º)
Técnico: Candinho

GRÊMIO: Danrlei, Marco Antônio, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho (Mauro Galvão 44 do 2º), Goiano, Émerson (João Antônio 37 do 2º) e Carlos Miguel (Aílton 24 do 2º); Paulo Nunes e Zé Alcino.
Técnico: Luis Felipe Scolari

Campeonato Brasileiro 1996 – Final – jogo de ida
Data: 11 de dezembro de 1996, 21h40min
Ingressos: R$ 10,00 (arquibancada) R$ 25,00 (numerada superior)
Local: Morumbi, São Paulo
Público: 29.359 pagantes
Renda: R$ 363.550,00
Juiz: Sidrak Marinho dos Santos (SE)
Auxiliares: Antônio Hora Filho e Luis Eduardo Souza
Cartão Amarelo: Roger, Adílson, Émerson e Valmir
Cartão Vermelho: Marco Antônio
Gols: Gallo aos 38 do 1º e Rodrigo Fabri aos 15 do 2º tempo

Brasileirão – Classificação Final

December 11, 2011
PARTICIPANTES PG J V E D GP GC SG

Corinthians (SP)

71 38 21 8 9 53 36 17

Vasco (RJ)

69 38 19 12 7 57 40 17

Fluminense (RJ)

63 38 20 3 15 60 51 9

Flamengo (RJ)

61 38 15 16 7 59 47 12

Internacional (RS)

60 38 16 12 10 57 43 14

São Paulo (SP)

59 38 16 11 11 57 46 11

Figueirense (SC)

58 38 15 13 10 46 45 1

Coritiba (PR)

57 38 16 9 13 57 41 16

Botafogo (RJ)

56 38 16 8 14 52 49 3

10º Santos (SP)

53 38 15 8 15 55 55 0

11º Palmeiras (SP)

50 38 11 17 10 43 39 4

12º Grêmio (RS)

48 38 13 9 16 49 57 -8

13º Atlético (GO)

48 38 12 12 14 50 45 5

14º Bahia (BA)

46 38 11 13 14 43 49 -6

15º Atlético (MG)

45 38 13 6 19 50 60 -10

16º Cruzeiro (MG)

43 38 11 10 17 48 51 -3

17º Atlético (PR)

41 38 10 11 17 38 55 -17

18º Ceará (CE)

39 38 10 9 19 47 64 -17

19º América (MG)

37 38 8 13 17 51 69 -18

20º Avaí (SC)

31 38 7 10 21 45 75 -30

ARTILHEIROS

23 Gols – Borges (Santos)

22 Gols – Fred (Fluminense)

15 Gols – Deivid (Flamengo)

14 Gols – Willian (Avaí), Ronaldinho Gaúcho (Flamengo) e Leandro Damião (Internacional)

13 Gols – Kempes (América-MG), Loco Abreu (Botafogo) e Neymar (Santos)

12 Gols – Anselmo (Atlético-GO), Liédson (Corinthians), Montillo (Cruzeiro) e Thiago Neves (Flamengo)

11 Gols – Souza (Bahia), Felipe Azevedo (Ceará), Bill (Coritiba) e Rafael Moura (Fluminense)

10 Gols – Anselmo Ramón (Cruzeiro), Júlio César (Figueirense), Rafael Sóbis (Fluminense), Oscar (Internacional), Diego Souza e Elton (Vasco)

Grêmio
Média de Público Total: 19.108
Média de Público Pagante: 15.809

Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 2 Goiás

December 11, 2011

Depois da grande vantagem conquistada no Serra Dourada, o Grêmio recebia o Goiás no Olímpico podendo perder por até dois gols de diferença que ainda assim se garantiria na final.

Isso e o calor absurdo que fazia naquela tarde fez com o que a atuação do time tricolor não fosse tão brilhante como de costume. Ainda, claramente havia o temor de que o Goiás repetisse a façanha feita na última partida da primeira fase.

O Grêmio saiu atrás e teve que buscar o empate em duas vezes. Dois gols do Capitão Adílson. Com o 2×2 o time garantiu não só a vaga na final, como também, trouxe a segunda partida da decisão para o Olímpico, com a vantagem de jogar por resultados iguais (O que foi motivo de festa na arquibancada nos minutos finais do jogo).

‘Exibição’ frustra torcedores do Grêmio

Gaúchos empatam em 2 a 2 com o Goiás; resultado foi o suficiente para garantir o time na final do Brasileiro

O Grêmio decepcionou sua torcida e apenas empatou, em 2 a 2, com o Goiás. O resultado serviu para ratificar a passagem do Grêmio à final do Brasileiro.
O que era para ser ”exibição” tornou-se uma verdadeira tortura para as pessoas que lotaram o estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS). O time gaúcho sempre esteve atrás no placar.
”Jogamos mal. Temos que nos concentrar muito para a partida contra a Portuguesa. A vantagem que temos é enganosa”, disse o goleiro Danrlei.
O técnico do Goiás, Paulo Gonçalves, começou a partida com uma surpresa tática. Necessitando da vitória, escalou o meia Túlio no lugar do atacante Dill.
Com isso, Gonçalves posicionou o meia Lúcio, um dos destaques do Brasileiro, no ataque, ao lado de Alex. A modificação fez o ataque do Goiás mais ágil, levando preocupação aos defensores gaúchos.
Para tentar conter a principal jogada do Goiás na partida de quinta-feira, o apoio do lateral-direito Índio, o técnico do Grêmio, Luiz Felipe, posicionou o atacante Zé Alcino no setor do jogador goiano.
Com isso, o Goiás centralizou suas jogadas ofensivas pelo meio, sendo facilmente interceptadas pela defesa gaúcha. Mas, sem Carlos Miguel e Dinho _suspensos_ o Grêmio não conseguiu armar contra-ataques.
A marcação do Grêmio se mostrou eficiente até aos 22min. O meia Evandro lançou Lúcio no meia da zaga do Grêmio, que dividiu a bola com o goleiro Danrlei e marcou o primeiro gol da partida.
Depois do gol, Luiz Felipe deslocou Zé Alcino para o lado direito do ataque do Grêmio, servindo como um suporte para os avanços do lateral Arce.
Aos 45min, Arce bateu um escanteio e Adílson escorou de cabeça, empatando a partida: 1 a 1.
Segundo tempo
O Grêmio começou a segunda etapa tentanto decidir a partida logo nos primeiros minutos.
Em menos de dez minutos, em duas faltas batidas, respectivamente, por Goiano e Arce, o time gaúcho quase chegou ao gol.
Mas o Grêmio continuou tendo problemas na criação das jogadas ofensivas. O time centralizava suas jogadas pelo meio campo.
O Goiás não conseguiu manter o mesmo ímpeto ofensivo do primeiro tempo. Mas aos 36min, numa falha da defesa do Grêmio, Evandro marcou, de cabeça, o segundo gol de seu time.
Mas o sofrimento da torcida do Grêmio não durou muito. Aos 40min, Paulo Nunes sofreu um pênalti. Adílson cobrou e fez seu segundo gol na partida: 2 a 2.
A diretoria do Grêmio vai pedir que os paraguaios Arce e Rivarola não sejam convocados para a partida que o Paraguai faz no dia 15, contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa da França. (Folha de São Paulo, ALEXANDRE GIMENEZ e LÉO GERCHMANN)

Grêmio leva susto, mas está na final.
O empate em 2 a 2 com o Goiás foi obtido à custa de muito sacrfício. A decisão será contra a Portuguesa.

Na hora da decisão, valeu a liderança e a personalidade do Capitão América. Com um gol de cabeça e um de pênalti, Adílson garantiu o empate em 2 a 2 com o Goiás, ontem à tarde no Estádio Olímpico, e, o mais importante, a presença do Grêmio nas finais do Campeonato Brasileiro, contra a Portuguesa de Desportos. Mas ainda: o resultado levou a segunda partida da decisão para Porto Aelgre.
Mas não foi fácil. A resistência do Goiás foi firme e inesperada. Tocando bem a bola, envolvendo o meio-campo do Grêmio, o Goiás mostrou qualidade e esteve duas vezes com vantagem no placar. Os meis Lúcio e Evandro e os laterais Índio e Augusto não deram sossego à defesa do Grêmio e demonstraram por que o Goiás chegou às semifinais.” (Zero Hora – 9 de dezembro de 1996)

Zero Hora – O Jogo: Com a vantagem de perder por até dois gols de diferenças, o Grêmio entrou em campo descomprometido com a vitória. O desleixo propiciou ao Goiás o contrle do jogo e a vantagem no placar em duas oportunidades. Adílson foi o grande destaque, marcndo os dois gols do Grêmio.

Placar -O JOGO: O Grêmio podia perder por até dois gols de diferença. Limitou-se a administrar um resultado que o levasse às finais. Mesmo jogando mal, conseguiu o que queria.

“A atuação na partida de ontem mereceu algumas críticas de Luiz Felipe. Em sua avaliação, a equipe não esteve bem e só conseguiu o resultado na base da força física. A apatia do Grêmio diante da precisa marcação dos goianos também não agradou Koff. Segundo ele, a vantagem provocou um certo relaxamento na equipe. “os jogadores atuaram de sangue doce”, opinou o presidente”. (Zero Hora, 9 de dezembro de 1996)


“Luiz Felipe explicou a decisão de tirar Roger na metade do segundo tempo pelo cansaço que o lateral sentiu. “Ele não tinha mais condições nem de dar um pique”, afirmou.

[…]

“Conforme o treinador, a equipe está desgastada pela maratona de jogos. A partida de ontem à tarde foi a de número 84 do Grêmio nesta temporada. “Quero que alguém me aponte um time que jogou mais vezes neste ano”, desafiou” (Zero Hora – 9 de dezembro de 1996)


“O desgaste físico dos jogadores do Grêmio é a principal preocupação do técnico Luiz Felipe Scolari para as duas partidas finais do Campeonato Brasileiro. “Disputamos nossa 87ª partida e vários jogadores estão atuando na base do sacrifício”, afirma o técnico, citando Adílson, Émerson e Paulo Nunes como os mais prejudicados. Ele usa o desgaste para explicar o desempenho apenas regular na partida de ontem, contra o Goiás. “Fomos razoáveis”, avalia. “Fazíamos ligações diretas da defesa com o ataque e perdemos muitos rebotes”.”
(Correio do Povo, 9 de dezembro de 1996)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger (André Silva 13 do 2º); Goiano, João Antônio, Émerson (Mauro Galvão 33/2º) e Aílton; Paulo Nunes e Zé Alcino (Zé Afonso 24/2º)
Técnico: Luis Felipe Scolari

GOIÁS: Kléber; Índio, Sílvio Criciúma, Richard e Augusto; Romeu, Reidner, Túlio (Dill 37 do 2º) e Lúcio; Evandro e Alex (Maurílio, 20 do 2º)
Técnico: Paulo Gonçalves

Campeonato Brasileiro 1996 – Semifinal – jogo de volta
Data: 8 de dezembro de 1996, domingo, 17h00min
Local: Olímpico, Porto Alegre
Público: 51.604 (40.917 pagantes)
Renda: R$ 403.761,00
Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Auxiliares: Aristeu Tavares e Nilton Moutinho
Cartão Amarelo: André Silva, Arce, Rivarola, Adílson, Émerson, Zé Alcino, Zé Afonso, Augusto, Sílvio Críciuma, Índio, Lúcio e Dill
Gols: Lúcio aos 22 e Adílson aos 45 do 1º; Evandro aos 35 e Adílson (pênalti) aos 40 d0 2º tempo

Reunião do Conselho – 29 de novembro de 2011

December 9, 2011
A reunião do conselho deliberativo do Grêmio do dia 29 de novembro de 2011 teve a seguinte pauta:

1) Decidir sobre pedido do Conselho de Administração de suplementação do orçamento para o exercício de 2011;
2) Discutir e votar o orçamento do exercício de 2012.

A sistemática foi praticamente a mesma de todas as outras reuniões sobre este tema de orçamento/finanças.

O executivo geral do Grêmio, Cristiano Koehler, apresentou os números de 2011 (despesas e receitas realizadas) e o pedido de suplementação. Depois, apresentou o orçamento para 2012, que foi definido como mais “conservador em receitas e mais realista em despesas”. Foram definidos algums objetivos para o time no próximo ano (que são bem mais realistas do que os previstos para 2011). Foi mencionado que o clube se empenhará mais no cumprimento do orçamento com o aumento de receitas e diminuição de despesas. Estariam sendo implementadas as recomendações referentes aos controles internos feitas pela auditoria externa. Foi dito que a idéia é de que não haja antecipação de verba de TV em 2012, ficando essa atrelada ao fluxo de caixa. Foi dito que o clube tem trabalhado na questão da criação de indicadores e governança corporativa. Foi revelado o valor da folha para 2012, bem como o valor gasto com algumas consultorias (mudança para arena, plano de negócios da arena).

O conselheiro Odorico Roman leu o relatório da Comissão de Finanças, apontando o quanto as receitas e as despesas ficaram acima do orçado. Foi dito, que sem a verba do novo contrato da Globo o pedido de suplementação seria semelhante ao de 2010. Foi enfatizada a necessidade se usar o orçamento como “peça de gestão”. E em relação ao orçamento de 2012, foi dito que a perspectiva era não haver necessidade de antecipação de receitas.

O conselheiro Roberto Sommer, leu o parecer do Conselho Fiscal e a palavra foi colocada a disposição dos conselheiros.

Eu fiz as seguintes perguntas em relação aos indicadores/governaça corporativa: Quando esses índices seriam apresentados no conselho? Se já serão aplicados no ano de 2012? E se estas medidas abragem as constantes recomendações feitas pela comissão de finanças e conselho fiscal de usar o “orçamento como peça de gestão” e de se criar “um manual de normas e procedimentos”?

O conselheiro Pierre Gonçalves leu uma manifestação em nome do Movimento Grêmio Democrático, mencionando que os conselheiros do grupo passaram o 1º ano do mandato aprendendo/entendendo os meandros do clube e do conselho. Registrou que o movimento aprova o orçamento de 2012, mas iria rejeitar o pedido de suplementação para 2012.

O conselheiro José Paulo Araújo perguntou sobre o condomínio de credores, no que foi esclarecido o montante que ainda é devido e que o mesmo se encontra perto do fim.

O conselheiro Homero Belini Jr. disse que, infelizmente, a sua manifestação seria muito parecida com a de anos anteriores, dizendo que era necessário uma mudança de paradigma, lembrando do que Luiz Carvalho fez no seu mandato como presidente.

O conselheiro Jorge Bastos disse acreditar que o orçamento de 2012 será cumprido.

O conselheiro Zé Pedro Goulart lembrou do paradoxo do futebol, de situações em que o time está ameaçado de rebaixamento ou na iminência de um título e se vê com necessidade de fazer um gasto extra e descumprir o orça
mento.

O conselheiro Ricardo Gothe lembrou a sua experiência no setor público, junto ao prefeito Fortunatti e lembro que o orçamento representa a intenção de uma entidade.

O conselheiro Sergio Bombassaro questionou o percentual da arreacação do clube que é destinado ao futebol.

O conselheiro Juarez Aiquel perguntou sobre a da consultoria contrada para transição para arena, questionando se isso não estava contemplado no aditivo da arena. Foi esclarecido que eram questões distintas.

O conselheiro Antônio Vicente Martins lembrou da cultura do clube, que possui mais de cem anos, que não é tão simples de se mudar.

O presidente Paulo Odone fez uma longa manifestação, passando pelos números apresentados, por propostas por jogadores que ele recusou (que caso fossem aceitas poderiam “zerar” os números do ano), da saída de Roth, da contratação do novo treinador, mencionando que é preciso dar respaldo para ele num momento de dificuldade, da contração do Kléber e de outros assuntos. Pediu para que o Movimento Grêmio Democrático não votasse contra a suplementação, no que o conselheiro Pierre Gonçalves esclareceu o grupo mudou o voto, se dando por satisfeito com o debate que foi feito no conselho.

Então o pedido de suplementação e orçamento para 2012 foram colocados em votação e aprovados.

Por mais elementar que possa ser, eu achei positivo que o clube adote medidas mais conservadoras na montagem do seu orçamento para o próximo ano.

Brasileirão 1996 – Goiás 1 x 3 Grêmio

December 6, 2011

No dia 5 de dezembro de 1996, o Grêmio iniciava a briga por um vaga nas finais do Campeonato Brasileiro de 1996. O adversário era o Goiás, que já havia surpreendido o tricolor na última rodada da fase de classificação.
Com uma campanha superior a do Goiás na soma de todas as fases, o Grêmio tinha a vantagem de decidir em no Olímpico e de jogar por resultados iguais. Contudo a classificação foi praticamente definida já no Serra Dourada.

O goiano Paulo Nunes convocou a torcida do Vila Nova, seu time do coração, para ajudar o Grêmio na arquibancada. No campo, o tricolor freou o entusiasmo esmeraldino e construiu o placar numa atuação madura, com direito a golaço de Arce.

Abaixo algumas matérias da Folha de São Paulo, Correio do Povo e Zero Hora.


Correio do Povo: “Émerson desequilibrado no lance contra o lateral Índio. Zé Alcino apenas observa a jogada (TELEFOTOS/SÉRGIO MOREIRA)

Grêmio derrota Goiás, amplia a vantagem e é virtual finalista

O Grêmio venceu ontem, em Goiânia, o Goiás, por 3 e 1, e aumentou sua vantagem na série semifinal do Campeonato Brasileiro disputada entre as duas equipes.
Agora, o Grêmio pode até perder por dois gols de diferença no próximo domingo, em Porto Alegre, que garantirá sua classificação para a final do campeonato.
A postura tática adotada pelo técnico Luiz Felipe, do Grêmio, deu resultado.
O treinador colocou seu time na defesa, deixando apenas o atacante Paulo Nunes na frente para tentar contra-ataques. Após o primeiro gol do Grêmio, o time goiano deu mostras de um bom futebol, concentrando as jogadas pelo lado direito do seu ataque, com o apoio constante do lateral Índio.
Mas os atacantes falharam muito nas finalizações. O segundo gol do Grêmio, que surgiu de uma falha de marcação da zaga do Goiás, praticamente acabou com o ímpeto dos goianos.
O Grêmio reforçou seu perfil defensivo no segundo tempo e contou com uma mais uma falha da defesa goiana para marcar o terceiro gol. O Goiás só conseguiu marcar seu gol nos descontos, quando não tinha mais chances de reverter o placar. (Folha de São paulo)

ZERO HORAContra o cerco: o meia Emerson, autor do segundo gol, enfrenta dois adversários ao tentar organizar um dos ataques do Grêmio” (Foto: Cacalos Garrastazu)

“Goiano de nascimento, era natural que Paulo Nunes fosse o mais visado pela torcida do Goiás. As brincadeiras protagonizadas por ele durante a semana ampliaram a fúria do adversário. Prometer um gol para a torcida do Vila Nova, o grande inimigo do Goiás, convenhamos, foi a superema provocação. O mais odiado dos últimos dias, o mais assediado durante o dia de ontem, o mais xingado a cada toque na bola. Paulo Nunes acabou cometendo também o supremo desaforo. Fez o “gol Vila Nova”, o terceiro do Grêmio, comemorou com a coreografia de uma música de Leandro e Leonardo, e mandou embora boa parte dos torcedores. Aquilo fora demais para eles.

“Todo o povo de Goiás está em meu coração”, afirmou ao final da partida, enquanto tentava livras-se da briga por sua camiseta que envolveu até integrantes do policiamento” (Eliziário Goulart Rocha, Zero Hora , 6 de dezembro de 1996)

ZERO HORA: “Disputa: Carlos Miguel fica prensado entre o goleiro Cléber (D) e o lateral Índio (E)” (Foto: Cacalos Garrastazu)

A voz embargada denunciava tudo aquilo que o técnico do Goiás, Paulo Gonçalves, procurava esconder depois da derrota de 3 a 1. Ainda perplexo com a a marcação implacável do Grêmio, Gonçalves estava desolado, sem esperanças em uma vitória por diferença de três gols no Estádio Olímpico. “Mas ainda faltam 90 minutos”, lembrou, desanimado.

Para o técnico goiano, predmoniou a experiência e o aspecto coletivo do Grêmio na partida. Ele enalteceu a a marcação exercida pelos gaúchos, principalmente no primeiro tempo, que anulou as investidas dos rápidos Lúcio e Evandro. “Nesse aspecto, o Grêmio é a melhor equipe do Brasil”, elogiou” (Zero Hora – 6 de dezembro de 1996)


“Na primeira cobrança de Arece a casa caiu. Aos 6 minutos, Émerson recuperou o primeiro de um balaio de passes errados do Goiás e sofreu falta de Índio. O goleiro Cléber colocou a barreira em um canto e foi para o outro. Foi um erro fatal. O paraguaio fez a bola colar na trave direita de Cléber. Era o 1 a 0.” (Zero Hora , 6 de dezembro de 1996)

 ZERO HORA: “Determinação: o meia Émerson (C) tenta o avanço mesmo diante da falta iminente de Índio (D), enquanto Sílvio Criciúma (E) observa” (Foto: Cacalos Garrastazu)

Placar – O JOGO: O Goiás partiu para cima desde o início, acertando duas bolas na trave. Porém, esbarrou num adversário experiente e mortal nos contra-ataques. Muito bem armado pelo técnico Luiz Felipe e com Paulo Nunes em noite inspirada. (Placar)

Zero Hora – O jogo: O Grêmio entrou na semifinal com a vantagem de ser uma equipe mais madura que o Goiás. E isso foi fundamental. Eufóricos, os goianso foram surpreendidos pelo Grêmio e desmoronaram já no primeiro gol, em uma bela cobrança de Arce. A vitória de 3 a 1 no Serra Dourada garantiu a vaga na final.

GOIÁS: Kléber; Índio, Sílvio Criciúma, Richard e Augusto; Romeu, Reidner, Lúcio e Evandro; Alex (Maurílio 25 do 2º) e Dill (Jacques 25 do 2 º)
Técnico: Paulo Gonçalves

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Carlos Miguel (João Antônio 33 do 2º) e Émerson (Aílton intervalo); Paulo Nunes (Rodrigo Gral 30 do 2º) e Zé Alcino.
Técnico: Luis Felipe Scolari

Campeonato Brasileiro 1996 – Semifinal – jogo de ida
Data: 5 de dezembro de 1996, quinta-feira, 21h40min
Local: Serra Dourada em Goiânia
Público: 38.126
Renda: R$ 569.540,00
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Cartão Amarelo: Romeu, Lúcio, Dinho, Rodrigo Gral, Paulo Nunes, Aílton e Goiano
Gols: Arce aos 6 e Émerson aos 40 do 1º; Paulo Nunes 21 e Evandro 47 do 2º tempo

Brasileirão – Internacional 1 x 0 Grêmio

December 5, 2011

O Grenal pode ter sido emocionante pelas circusntâncias, pode ter sido brigado e disputado com o costumeiramente é, mas não foi um bom jogo de futebol. O Inter fez muito pouco para conseguir a vitória. O Grêmio fez ainda menos para evitar o objetivo colorado.

Foram poucas chances criadas, pouco momentos de brilho. O jogo foi decidido num lance isolado, num pênalti infantil cometido por Rochemback (que chegou atrasado na marcação e entrou lotado em Oscar). Esse “lance isolado” também poderia ter favorecido o Grêmio, caso alguma das duas bolas que acertaram trave colorada tivesse tomado o rumo das redes.

A maior figura colorada em campo, D´Alessandro, se destacou muito mais pelo seu esforço e luta do que propriamente pelo técnica, por dribles, chutes ou passes.

O Grêmio até fez um primeiro tempo razoavél, segurando o Inter e criando chances. No segundo, o time não tinha mais saída para o ataque, levou o gol e demorou a reagir, tendo se submetido a “amorcegada” do adversário e só tendo levado perigo nos últimos minutos da partida.

Depois da atuação de Victor ontem eu espero que se diminua um pouco o ritmo da campanha contra o arqueiro gremista.

Saimon mais uma vez foi bem no clássico. Mostrou personalidade, vontade, coragem e , juntamente com Vilson, neutralizou o decantado Damião.

Poderíamos ainda citar Fernando com outro jogador com boa atuação no Grêmio e paramos por aí. Os demais atletas pouco fizeram.

Rochemback praticamente errou tudo o que tentou fazer. E tinha jogador, visivelmente, se arrastando em campo. Um desinteresse grave. Também considero grave o treinador, vendo isso, não ter o sacado de campo.

É possível fazer algumas ressalvas a arbitragem de Vuaden, mas no geral ele foi bem. Não dá pra entender como ele ficou tanto tempo sem apitar o clássico. Teve um lance, logo depois do gol, em que o Miralles caiu na área e pediu pênali com veemência. O estranho é que tal jogada foi solenemente ignorada pelo narrador, pelo comentarista e pelo replay.

Fotos: Itamar Aguiar (Grêmio FBPA) e Marcos Nagelstein (VIPCOMM)

Internacional 1 x 0 Grêmio

INTERNACIONAL: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber (Fabrício, 12/2T); Guiñazu, Tinga, D’Alessandro (Andrezinho, 43/2T) e Oscar; Gilberto (Zé Roberto, 31/2T) e Leandro Damião
Técnico: Dorival Júnior.

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Saimon, Vilson e Julio Cesar; Fábio Rochemback (Leandro, 41/2T), Fernando, Marquinhos (Miralles, 17/2T), Douglas e Escudero (Lúcio, 12/2T); André Lima
Técnico: Celso Roth.

38ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2011
Data: 4 de dezembro de 2011, Domingo, 17h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Público total: 35.041 (31.777 pagantes)
Renda: R$ 579.980,00
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Erich Bandeira (Fifa/PE)
Cartões amarelos: Leandro Damião, Tinga, Rodrigo Moledo; Vilson, Fábio Rochemback, Saimon
Gol: D’Alessandro (pênalti) aos 17min/2ºT