Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 2 Goiás

Depois da grande vantagem conquistada no Serra Dourada, o Grêmio recebia o Goiás no Olímpico podendo perder por até dois gols de diferença que ainda assim se garantiria na final.

Isso e o calor absurdo que fazia naquela tarde fez com o que a atuação do time tricolor não fosse tão brilhante como de costume. Ainda, claramente havia o temor de que o Goiás repetisse a façanha feita na última partida da primeira fase.

O Grêmio saiu atrás e teve que buscar o empate em duas vezes. Dois gols do Capitão Adílson. Com o 2×2 o time garantiu não só a vaga na final, como também, trouxe a segunda partida da decisão para o Olímpico, com a vantagem de jogar por resultados iguais (O que foi motivo de festa na arquibancada nos minutos finais do jogo).

‘Exibição’ frustra torcedores do Grêmio

Gaúchos empatam em 2 a 2 com o Goiás; resultado foi o suficiente para garantir o time na final do Brasileiro

O Grêmio decepcionou sua torcida e apenas empatou, em 2 a 2, com o Goiás. O resultado serviu para ratificar a passagem do Grêmio à final do Brasileiro.
O que era para ser ”exibição” tornou-se uma verdadeira tortura para as pessoas que lotaram o estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS). O time gaúcho sempre esteve atrás no placar.
”Jogamos mal. Temos que nos concentrar muito para a partida contra a Portuguesa. A vantagem que temos é enganosa”, disse o goleiro Danrlei.
O técnico do Goiás, Paulo Gonçalves, começou a partida com uma surpresa tática. Necessitando da vitória, escalou o meia Túlio no lugar do atacante Dill.
Com isso, Gonçalves posicionou o meia Lúcio, um dos destaques do Brasileiro, no ataque, ao lado de Alex. A modificação fez o ataque do Goiás mais ágil, levando preocupação aos defensores gaúchos.
Para tentar conter a principal jogada do Goiás na partida de quinta-feira, o apoio do lateral-direito Índio, o técnico do Grêmio, Luiz Felipe, posicionou o atacante Zé Alcino no setor do jogador goiano.
Com isso, o Goiás centralizou suas jogadas ofensivas pelo meio, sendo facilmente interceptadas pela defesa gaúcha. Mas, sem Carlos Miguel e Dinho _suspensos_ o Grêmio não conseguiu armar contra-ataques.
A marcação do Grêmio se mostrou eficiente até aos 22min. O meia Evandro lançou Lúcio no meia da zaga do Grêmio, que dividiu a bola com o goleiro Danrlei e marcou o primeiro gol da partida.
Depois do gol, Luiz Felipe deslocou Zé Alcino para o lado direito do ataque do Grêmio, servindo como um suporte para os avanços do lateral Arce.
Aos 45min, Arce bateu um escanteio e Adílson escorou de cabeça, empatando a partida: 1 a 1.
Segundo tempo
O Grêmio começou a segunda etapa tentanto decidir a partida logo nos primeiros minutos.
Em menos de dez minutos, em duas faltas batidas, respectivamente, por Goiano e Arce, o time gaúcho quase chegou ao gol.
Mas o Grêmio continuou tendo problemas na criação das jogadas ofensivas. O time centralizava suas jogadas pelo meio campo.
O Goiás não conseguiu manter o mesmo ímpeto ofensivo do primeiro tempo. Mas aos 36min, numa falha da defesa do Grêmio, Evandro marcou, de cabeça, o segundo gol de seu time.
Mas o sofrimento da torcida do Grêmio não durou muito. Aos 40min, Paulo Nunes sofreu um pênalti. Adílson cobrou e fez seu segundo gol na partida: 2 a 2.
A diretoria do Grêmio vai pedir que os paraguaios Arce e Rivarola não sejam convocados para a partida que o Paraguai faz no dia 15, contra a Bolívia, pelas eliminatórias da Copa da França. (Folha de São Paulo, ALEXANDRE GIMENEZ e LÉO GERCHMANN)


Grêmio leva susto, mas está na final.
O empate em 2 a 2 com o Goiás foi obtido à custa de muito sacrfício. A decisão será contra a Portuguesa.

Na hora da decisão, valeu a liderança e a personalidade do Capitão América. Com um gol de cabeça e um de pênalti, Adílson garantiu o empate em 2 a 2 com o Goiás, ontem à tarde no Estádio Olímpico, e, o mais importante, a presença do Grêmio nas finais do Campeonato Brasileiro, contra a Portuguesa de Desportos. Mas ainda: o resultado levou a segunda partida da decisão para Porto Aelgre.
Mas não foi fácil. A resistência do Goiás foi firme e inesperada. Tocando bem a bola, envolvendo o meio-campo do Grêmio, o Goiás mostrou qualidade e esteve duas vezes com vantagem no placar. Os meis Lúcio e Evandro e os laterais Índio e Augusto não deram sossego à defesa do Grêmio e demonstraram por que o Goiás chegou às semifinais.” (Zero Hora – 9 de dezembro de 1996)

Zero Hora – O Jogo: Com a vantagem de perder por até dois gols de diferenças, o Grêmio entrou em campo descomprometido com a vitória. O desleixo propiciou ao Goiás o contrle do jogo e a vantagem no placar em duas oportunidades. Adílson foi o grande destaque, marcndo os dois gols do Grêmio.

Placar -O JOGO: O Grêmio podia perder por até dois gols de diferença. Limitou-se a administrar um resultado que o levasse às finais. Mesmo jogando mal, conseguiu o que queria.

“A atuação na partida de ontem mereceu algumas críticas de Luiz Felipe. Em sua avaliação, a equipe não esteve bem e só conseguiu o resultado na base da força física. A apatia do Grêmio diante da precisa marcação dos goianos também não agradou Koff. Segundo ele, a vantagem provocou um certo relaxamento na equipe. “os jogadores atuaram de sangue doce”, opinou o presidente”. (Zero Hora, 9 de dezembro de 1996)


“Luiz Felipe explicou a decisão de tirar Roger na metade do segundo tempo pelo cansaço que o lateral sentiu. “Ele não tinha mais condições nem de dar um pique”, afirmou.

[…]

“Conforme o treinador, a equipe está desgastada pela maratona de jogos. A partida de ontem à tarde foi a de número 84 do Grêmio nesta temporada. “Quero que alguém me aponte um time que jogou mais vezes neste ano”, desafiou” (Zero Hora – 9 de dezembro de 1996)



“O desgaste físico dos jogadores do Grêmio é a principal preocupação do técnico Luiz Felipe Scolari para as duas partidas finais do Campeonato Brasileiro. “Disputamos nossa 87ª partida e vários jogadores estão atuando na base do sacrifício”, afirma o técnico, citando Adílson, Émerson e Paulo Nunes como os mais prejudicados. Ele usa o desgaste para explicar o desempenho apenas regular na partida de ontem, contra o Goiás. “Fomos razoáveis”, avalia. “Fazíamos ligações diretas da defesa com o ataque e perdemos muitos rebotes”.”
(Correio do Povo, 9 de dezembro de 1996)

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Adílson e Roger (André Silva 13 do 2º); Goiano, João Antônio, Émerson (Mauro Galvão 33/2º) e Aílton; Paulo Nunes e Zé Alcino (Zé Afonso 24/2º)
Técnico: Luis Felipe Scolari

GOIÁS: Kléber; Índio, Sílvio Criciúma, Richard e Augusto; Romeu, Reidner, Túlio (Dill 37 do 2º) e Lúcio; Evandro e Alex (Maurílio, 20 do 2º)
Técnico: Paulo Gonçalves

Campeonato Brasileiro 1996 – Semifinal – jogo de volta
Data: 8 de dezembro de 1996, domingo, 17h00min
Local: Olímpico, Porto Alegre
Público: 51.604 (40.917 pagantes)
Renda: R$ 403.761,00
Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira (RJ)
Auxiliares: Aristeu Tavares e Nilton Moutinho
Cartão Amarelo: André Silva, Arce, Rivarola, Adílson, Émerson, Zé Alcino, Zé Afonso, Augusto, Sílvio Críciuma, Índio, Lúcio e Dill
Gols: Lúcio aos 22 e Adílson aos 45 do 1º; Evandro aos 35 e Adílson (pênalti) aos 40 d0 2º tempo

One Response to “Brasileirão 1996 – Grêmio 2 x 2 Goiás”

  1. Diogo Says:

    O jogo-de-volta da outra semifinal também ficou 2a2. De vez em quando algum atleticano me diz que “o Grêmio não teria sido campeão em 96 se o Galo tivesse passado pela Portuguesa”.

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