Vanderlei Luxemburgo

A ideia de ter Luxemburgo treinando o Grêmio era impensável nos anos 90. Eu confesso que o meu ranço em relação a Vanderlei ficou no passado, mas entendo e respeito quem ainda tenha restrições a este treinador.
A rivalidade do passado não é o único motivo para ter dúvidas em relação a Luxemburgo, que também se atrapalha por problemas extra-campo e um permanente desejo de ir além das suas atribuições como treinador.

Contudo, não resta dúvida que ele é competente no trabalho de dentro de campo e de dentro do vestiário. Se a direção deixou esses limites claros para o treinador a contratação tem grandes chances de dar certo.

A polêmica do nº da camiseta usada na apresentação é tão idiota que não merece maiores comentários. Nas suas manifestações desde que chegou a Porto Alegre duas coisas me chamaram a atenção:

– Se colocou na obrigação de colocar o clube na Libertadores. No ano passado, no Flamengo, dizia ter o mesmo objetivo mesmo quando liderava Brasileirão. Não me parece que a classificação para a Libertadores seja um objetivo em si mesmo. E não acho que o treinador deve prometer classificações ou mesmo títulos. A única promessa deve ser a de trabalhar duro.

– Deixou claro para os jogadores da necessidade de se observar a identidade do clube. Não se sabe bem o que Luxemburgo entende por “identidade do Grêmio” e nem como ele vai passar isso aos atletas, mas o simples fato de ele ter em mente que o clube possui suas peculiaridades de estilo de jogo é um bom sinal, por mais banal que isso pareça.

Enfim, eu sempre defendo que o treinador não deve ser avaliado pelo que fala, e sim pelo que ele faz e pelo que o time dele apresenta dentro de campo.


Se você pegar os últimos anos aqui, o único clube que eu não coloquei na Libertadores foi o Atlético Mineiro. Se você pegar todos os outros clubes que eu trabalhei nos últimos tempos, eu ganhei os títulos estaduais. O título, o Grêmio, por si, só vai conquistar pela grandeza que o Grêmio tem, a minha obrigação profissional é colocar o Grêmio na Libertadores, na competição internacional. As melhores competições da América do Sul, o Grêmio tem que estar pertencendo. Se está pertencendo vai ganhar, a primeira edição, a segunda, a terceira edição, se você está ali vivendo aquilo ali você vai ganhar, se você não estiver você não vai conquistar. Então eu não estou preocupado com o Vanderlei, com as conquistas, porque eu não ganho o Campeonato Brasileiro. São diversas conquistas. E eu vou ganhar mais uma vez, eu não vou me aposentar. Então, se eu estou disputando, com certeza eu vou ganhar. E isso não me incomoda. A ele ganhou o título carioca esse ano invicto, mas não presta, pro Luxemburgo não vai prestar o título carioca invicto, pra todo mundo presta ser campeão invicto há oito meses, mas pro Luxemburgo não, porque ele tem que ser Campeão Brasileiro. Então isso me motiva a dar uma piscadinha, vontade de querer ganhar. Então não perdi isso, está comigo até hoje. Vim para o Grêmio com a vontade de ganhar que sempre tive nos clubes. Está piscando, está com vontade, dá aquele friozinho de estar próximo de uma conquista.

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