Archive for April, 2012

Gauchão – Inter 2×1 Grêmio

April 30, 2012

Não foi um bom jogo esse grenal de hoje. O Grêmio em especial fez uma partida muito ruim. Perdeu, o que faz parte, mas o tricolor não “vendeu caro” a derrota, nem mesmo exigiu muito do Inter pra que ele saísse vencedor.

O Grêmio perdeu em dois erros infantis. O primeiro do seu lateral direito, que do alto da sua experiência, achou que era adequado usar o calcanhar para afastar a bola de dentro da área. Resultado: Gol de Dátolo. O segundo aconteceu num escanteio. Falha de posicionamenteo e de marcação. A defesa do Grêmio estava amontoada dentro da pequena área. Perto da marca do pênalti havia quatro colorados acompanhados de longe por três gremistas. Resultado: Gol de Fabrício.

A partida teve poucos momentos de bom futebol. O Grêmio teve raríssimos momentos de alguma fluência no jogo. Foi levemente superior no início do segundo tempo, quando inclusive marcou o gol de empate (Falta bem batida por Fernando que Werley aproveitou o rebote). O Inter teve facilidade nos momentos pós marcação de gol. Afora isso o jogo foi nivelado por baixo.

Eu tenho dificuldade em aceitar que um dos melhores atletas gremistas em campo tenha sido Pará, jogando improvisado na lateral esquerda. Além dele, tiveram atuações dignas de algum registro: Victor, Werley, Gilberto Silva e Fernando. Os demais ficaram devendo. Alguns ficaram devendo bastante.

Não gostei muito de nenhum dos dois esquemas proposto por Luxemburgo. No 4-3-3 o Grêmio pouco atacou e na hora de defender os avantes pouco contribuíam, criando espaços entre ataque e defesa. No segundo tempo, apesar de uma leve melhora com a entrada de Marquinhos, o Grêmio seguiu marcando de forma frouxa no meio campo.

Eu acho curioso que num futebol que movimenta milhões de reais sigam acontecendo situações que são inaceitáveis até mesmo em campeonato de várzea. Começando pelo fato do Grêmio não fornecer a escalação antecipadamente, passando pelo sal jogado no banco de reservas tricolor e terminando na anunciada e previsíviel questão dos gandulas.

O Grêmio perdeu porque jogou pior que o Inter. Foi mal no jogo e errou demais. A participação dos gândulas não gerou nenhum prejuízo direto para o Grêmio, mas isso não quer dizer que seja aceitável que os gandulas atuem de forma ativa em favor do time da casa. A situação não é nova, mas a FGF nada fez, se omitindo do debate sobre a validade da ação. Pro meu gosto os gandulas deveriam ser neutros, assim como o juiz (teoricamente) é.

Mas no futebol a malandragem do lado vencedor nunca é criticada, e sim exaltada. Não duvido que o Luxemburgo estaria sendo elogiado pelo mistério criado caso fosse o Grêmio o vencedor da partida.

Em geral eu aprecio a postura proativa de Luxemburgo, que demonstra interesse por todos os detalhes do futebol. Contudo, acho que ele não deveria ter comprado briga com o gandula. Mas, verdade seja dita, ele tem toda razão ao dizer que a arbitragem estava sendo conivente com os gandulas. A propósito, o que fazia o quarto árbitro naquele momento? Será que estava esperando “para comemorar o acerto de uma marcação“?

O resultado da partida foi justo, mas é preciso dizer que Márcio Chagas foi mal no Grenal. O primeiro erro se credita muito mais ao assistente, que marcou impedimento inexistente de Miralles no início do jogo (o argentino costuma “dar azar” com a arbitragem em Grenal). Os lances de pênaltis protestados me pareceram jogadas normais. Na área do Grêmio me pareceu que a bola sequer tocou na mão de Werley, e na área colorada o toque me pareceu involuntário. O fato de não ter mostrado cartão amarelo para Guiñazu é quase cômico, e o cartão amarelo para Moledo é bem questionável (O zagueiro colorado não impediu uma “oportunidade clara de gol da equipe adversária, quando um jogador se movimenta em direção à meta adversária, mediante infração punível com tiro livre”?).

Mas o mais grave para mim foi a questão dos acréscimos dados. Não pelos minutos faltantes em si, uma vez que o Grêmio nada faria nesse tempo, mas sim pelo fato de que Márcio Chagas mostrou que cedeu as pressões criadas pelo setores identificados com o co-irmão. E cedeu somente no Grenal, somente no Beira-Rio. Nesse mesmo Gauchão, esse mesmo juiz deu sete minutos de acréscimo em Santa Cruz. Hoje, estranhamente, economizou no tempo de descontos de modo a fazer até o Maurício Saraiva se envergonhar.

Os gandulas e a arbitragem caseira talvez sejam um ônus que o Grêmio suportou por ser a equipe visitante. E foi a equipe visitante porque fez menos pontos no segundo turno. E fez menos pontos no segundo turno, porque fez pouco caso da tabela que o obrigava jogar em casa em menos ocasiões do que o seu principal rival. Os detalhes também fazem a diferença no final.

Enfim, foram muitos os erros cometidos. Erros que causaram a eliminação do Grêmio no Gauchão. Menos mal que não é ali que reside o objetivo do clube no ano. Há tempo hábil para se repensar e trabalhar para que esses erros não se repitam em competições mais importantes.

Fotos: Richard Ducker (Ducker.com.br) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Inter 2×1 Grêmio

INTERNACIONAL: Muriel; Jackson, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga, Dátolo (Jô, 29/2T) e Jajá (Bolatti, 40/’2T); Leandro Damião
Técnico: Dorival Júnior.

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Werley, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza, Marco Antônio e Bertoglio (Leandro, 28’/2T); Miralles (Marquinhos – Intervalo) e André Lima (Marcelo Moreno – Intervalo)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Campeonato Gaúcho 2012 – Segundo Turno –
Data: 29 de abril de 2012, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público: 22.239 (18.921 pagantes)
Renda: R$ 561.140,00.
Árbitro: Márcio Chagas da Silva
Auxiliares: Altemir Hausmann e Paulo Ricardo Conceição.
Cartões amarelos: Sandro Silva, Leandro Damião, Jackson e Rodrigo Moledo (Inter); Pará, Bertoglio, Gilberto Silva e Werley (Grêmio).
Gols: Dátolo (aos 35min/1º tempo); Werley (aos 10min/2º tempo) e Fabrício (aos 31min/2º tempo);

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Roubo na final do Brasileirão de 1982

April 25, 2012

Hoje, completam-se 30 anos de um dos maiores roubos da história do Estádio Olímpico. Um dos maiores “erros” de arbitragem de todas as ediçoes do Campeonato Brasileiro. Enfim, uma das maiores roubalheiras da história do futebol.

Foi em 25 abril de 1982. Era o terceiro jogo da final do Brasileirão daquele ano. No primeiro, empate em 1×1 no Maracanã. No segundo houve novo empate, dessa vez por 0x0, no Olímpico. José Roberto Wright apitou as duas primeiras partidas. Oscar Scolfaro estava no trio escolhido pela cobraf para para comandar o confronto decisivo e ganhou o sorteio para ser o árbitro principal.

O juiz paulista já havia beneficiado o Flamengo naquela competição, nas oitavas de final, quando anulou um gol legítimo do Sport Recife que eliminaria o time da Gávea.

No Olímpico, Scolfaro causou péssima impressão em virtude da má forma física e consequente má colocação em campo. Aos 35 minutos do primeiro tempo, não marcou um pênalti em Tonho.

Mas o lance que entrou para história aconteceu aos 10 minutos do segundo tempo. Após um escanteio, houve um lance de bate e rebate na área rubro-negra e Andrade tirou a bola de dentro do gol com a mão, para depois ter a ajuda de Raul na “complementação” da defesa.

Na transmissão da rede Globo (vídeo acima), o narrador Luciano do Valle e os comentaristas Márcio Guedes e Juarez Soares afirmam que a bola entrou.

Três atletas do Grêmio estavam em cima do lance, disputando a bola. Eis os seus relatos:

Paulo Isidoro: “Tivemos três pênaltis e ele não marcou nenhum. O primeiro foi em Tonho, no primeiro tempo; o outro foi em mim mesmo, e o terceiro, acho, o juiz podia ter dado gol. Digo com sinceridade, se foi gol eu não vi bem, mas que o Andrade pôs a mão na bola, isto eu tenho certeza.” (Zero Hora – 26 de abril de 1982)

Newmar: “Cabeceei e Marinho ou o Figueiredo, não sei ao certo, deu um tapa na bola. Se o árbitro estivesse perto do lance, como deveria, teria dado o pênalti. Esse Scólfaro está fora de forma, gordo.” (Folha da Tarde – 26 de abril de 1982)

Renato Portaluppi: “A bola tava entrando e o Andrade esticou o corpo junto com o braço. Eu acredito que tenha sido com o braço. Tava em cima da linha, aí podia ter sido pênalti, se tivesse colocado o braço na bola ou de repente a bola até tivesse entrado já.” (Entrevista a Regis Roesing, TV Globo -2009)

Em 2009, Andrade praticamente confessou a sua infração:

Andrade:Eu pensei em retirar a bola com mão” […] “pra te dizer a verdade eu não sei o que aconteceu, eu não sei se eu levei a mão na bola ou se eu fui com a bola realmente de/com a cabeça” (Entrevista a Regis Roesing, TV Globo -2009)

Folha da Tarde: “Oscar Scolfaro teve um erro grave aos 35 minutos, que poderia mudar o jogo. Afinal, num pênalte, a maior possibilidade é do atacante, e no mínimo 90 por cento dos pênaltis assinalados são convertidos em gol. Mas Scolfaro preferiu mandar a jogada prosseguir quando Tonho foi visivelmente derrubado dentro da área. A área do Flamengo um lugar onde dificilmente os árbitros erram contra o Flamengo. […] Aos dez minuos de jogo, numa confusão na área, Raul tirou a bola de dentro do gol.” ( 26 de abril de 1982)

Vilson Tadei:Meu desejo é ressaltar os erros do juiz, que foram prejudiciais aos nossos interesses” Tadei lembra que houve três jogadas em que o árbitro podia ter marcado pênalti a favor do Grêmio, e que ele não deu nada, “Numa delas, em que o Andrade tocou a bola com a mão, ele até podia ter dado gol, porque a bola tinha entrado” (Zero Hora – 26 de abril de 1982)
Batista: “Se o juiz tivesse um pouco mais de tranquilidade teria dado o pênalti, no lance do segundo tempo, em que um jogador do Flamengo tirou a bola com a mão de dentro do gol”. (Folha da Tarde – 26 de abril de 1982)

De León:Está certo que são 11 contra 11, mas hoje (ontem), foi demais. O Scolfaro beneficiou muito ao Flamengo, pois além de estar mal posicionado em campo, deixou de marcar um pênalti a nosso favor e muitas outras coisas, como aquele lance em que o Raul tirou a bola lá de dentro do gol deles.” (Zero Hora – 26 de abril de 1982)

Ruy Carlos Ostermann: “Oscar Scolfaro deu azar na decisão. Lento, distanciou-se do lance. Não deu pênalti em Tonho (ele foi calçado por trás), considerou normal o confuso lance da área do Flamengo em que a bola tapeada ou simplesmente ultrapassara a linha de gol, errou muitas vezes na marcação de faltas, e flagrantemente, relevou as reclamações dos jogadores do Flameno. E não deu descontos num jogo que foi marcado pela interrupção e pelo propósito de não reiniciá-lo logo.” (Zero Hora – 26 de abril de 1982)

Loureiro Junior – Rádio Globo SP: “O erro do juiz determinou a vitória do Flamengo, uma vez que deixou de marcar um pênalti claro do time carioca. Se ele desse a falta, isto mudaria o espírito da partida, que levaria a uma prorrogação, podendo até o Grêmio ganhar” (Zero Hora – 26 de abril de 1982)

Folha de São Paulo – “E até Batista, incansável no combate a Zico, foi tentar o empate. Na verdade, o time gaúcho esteve bem perto dele. Como logo no início, quando após uma cobrança de escanteio pela esquerda, ocorreu uma grande confusão na pequena área e o zagueiro Marinho, ao perceber que não conseguiria impedir o gol do adversário usando a cabeça, devolveu-a com a mão. Mas Oscar Scolfaro ignorou o pênalti e deixou o lance seguir, para desespero dos jogadores gremistas.” (26 de abril de 1982)

As imagens são da Zero Hora, Correio do Povo e Folha da Tarde.

Victor e a análise da crítica

April 24, 2012

Eu já afirmei aqui no blog e reitero: Victor vem sendo tratado de forma injusta pela imprensa. E isso fica evidente quando confrontamos a análise feita sobre atuações do arqueiro gremista com análise feita sobre outros goleiros.

A Zero Hora publicou hoje mais uma parcial com a média das notas dadas aos jogadores da dupla grenal. Muriel e Victor fizeram os mesmos 23 jogos, mas o colorado tem uma média superior em 0,2.

Será que é justa essa diferença? Será que a análise feita foi criteriosa?

Um exemplo. Uma falha em um gol anulado: conta ou não conta?

– Once Caldas 2×2 Inter. Muriel soltou uma bola nos pés de um avante colombiano que marcou o gol. O juiz marcou impedimento. O jornal não mencionou o lance como falha e deu nota 8 para o goleiro colorado, mesmo tendo sofrido dois gols.

– Grêmio 3×0 Ipatinga. Victor recebeu nota 6, mesmo com o zero do seu lado do marcador. Uma suposta falha sua, ocorrida em lance igualmente anulado pela arbitragem foi citada na avaliação feita pelo jornal.


Os critérios adotados nas análises são os mesmos? Se são diferentes, isso não implica em um injustiça?
Pra mim, parece claro que o tratamento é injusto.

Gauchão – Grêmio 1 x 0 Canoas

April 21, 2012
Pelo que fez nos minutos iniciais da partida, o Grêmio dava indícios de que conseguiria mais uma fácil goleada pelo campeonato Gaúcho, mas isso acabou não acontecendo. O time não manteve durante os 90 minutos o padrão mostrado no começo da primeira etapa, quando pressionou o adversário, marcou o 1×0 (André Lima pegando rebote da sua própria cabeçada), criou chances e teve um pênalti não marcado por Jean Pierre (Em André Lima, aos 2o minutos). Depois disso, o tricolor diminuiu o ritmo, o Canoas finalmente conseguiu sair do seu campo de defesa mas a partida perdeu muito em qualidade. O jogo parecia desinteressante. O Grêmio acabou administrando um placar que não é dos mais confortáveis de se administrar.

Achei interessante que André Lima usou uma malha de manga comprida (e com tom diferente) por baixo da camisa tricolor de manga curta. Ano passado, nenhum atleta do profissional usou a camisa tricolor de manga longa.

Estou curioso para ver quem Luxemburgo escalará no lugar de Léo Gago na próxima partida.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial)

Grêmio 1 x 0 Canoas
André Lima 6´

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Werley, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza, Léo Gago (Miralles, 10’/2T) e Marco Antônio; Bertoglio (Marquinhos, 28’/2T) e André Lima (Felipe Nunes, 37’/2T)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

CANOAS: Vaná, Renato Martins, Cauê Carvalho e Brock; Rondinelle, Dudé, Moisés, Jé, Miro Bahia (Maxwell, 41’/2T) e Tiago Silva (Diogo Rincón, 29’/2T); Márcio Jonatan
Técnico: Rogério Zimmermann


Campeonato Gaucho 2012 – Segundo Turno – Semifinal
Data: 21 de abril de 2012, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público: 19.358 (15.282 pagantes)
Renda: R$ 417.409,00
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima,
Auxiliares: Jose Javel Silveira e Alexandre Kleiniche
Cartões amarelos: Léo Gago, Werley e Souza (GRE); Brock, Carvalho, Renato Martins e Miro Bahia
Cartao vermelho: Renato Martins
Gol: André Lima, aos 6 minutos do 1º tempo

1962 – Amistoso – B1909 2×5 Grêmio

April 20, 2012

Há 50 anos, o Grêmio enfrentava o B1909, na cidade Odense, na Dinamarca. Era a sétima partida do Grêmio na excursão européia realizada naquele ano.
No campo o tricolor não teve maiores dificuldades, estabelecendo a goleada já no primeiro tempo, mas na alimentação o time passou por uma experiência curiosa. Enquanto Airton, de dieta, se alimentava a base de chás e torradas, Ortunho, inadvertidamente, saboreou um filé de cavalo (Carne encontrada no país escandinavo).

“Nova vitória do Grêmio na Dinamarca 
Odense, Dinamarca, 21 (A.P.) – A equipe de futebol do Grêmio Porto Alegrense, voltou a atuar em gramados da Dinamarca ontem à tarde, ao enfrentar amistosamente nesta cidade o esquadrão do B-1909. O quadro visitante foi o vitorioso pela contagem de cinco a dois. 

Já ao finalizar o primeiro tempo o quadro brasileiro estava com ampla vantagem no marcador, por 4×1. A crônica local apreciou bastante a produção da equipe sul-americana, cujos jogadores deram uma demonstração de habilidade no manejo da bola. Cêrca de 5 mil afeiçoados aplaudiram as belíssimas jogadas do quadro gremista. 

 O avante Abílio, logo aos 2 minutos de ações, colocou o Grêmio em vantagem no placar. Aos 17, Vieira aumentou para dois. Per Jacobsen, aos 18, diminuiu a vantagem dos visitantes. Mais tarde, Marino e Abílio elevaram o marcador para 4×1. 

No segundo período, os brasileiros passaram a demonstrar sua habilidade no campo de jôgo, maravilhando aos afeiçoados dinamarqueses. Faziam combinações de um extremo a outro sem contudo procurar marcar mais tentos. Em um contra-golpe, Palle Hansen marcou o segundo tento para os locais. Quando apenas faltava um minuto para o término da contenda, Marino marcou o quinto goal gremista” (Correio do Povo – 1962) 

Per Jacobsen recebeu passe de Kähler e marcou o primeiro gol para os dinamarqueses, superando Airton e o goleiro Henrique.
Abilio em lance com o zagueiro Nielsen e o arqueiro Rask.
” Em plena manhã de Sexta-feira Santa, no dia 20 de abril, em Odense, perante numerosa assistência, o Grêmio defrontou-se com a representação local do 1909, um dos vice-líderes do certame da primeira divisão da Dinamarca. Os rapazes do Estádio Olímpico, pelo que realizaram durante os primeirs 45 minutos, mereceram a sensacional vitória obtida no gramado de Odense, por 5×2. Iniciram a contenda os pupilos de Enio Rodrigues com uma disposição extraordinária e já no primeiro minuto, numa investida fulminante, Abílio, num tiro rasteiro, movimentou o placarcara A ação dos tricolores foi das notavéis nesta primeira fase. A seguir o placar novamente foi movimentado através de Vieira. Até os 34 minutos, seu domínio foi patente. O conjunto do 1909, vice-líder do certame local, não desenvolveu seu costumeiro jôgo, isto porque foi colhido de surprêsa pelos tricolores que largaram na frente, trazendo assim um certo mal-estar a defensiva contrária. Na fase final, o quadro local voltou com grande disposição, mas encontrou a defesa tricolor muito sólida, com o lateral Sérgio aparecendo como principal figura. Também foi digna de registro a performance cumprida pelo atacante Abílio, que se revelou um dos pontos altos da equipe gremista.

[…]

O juiz Fred Hansen, do quadro da Fifa, teve ba atuação, tendo apenas deixado de passar uma penalidade máxima de cado lado.
Auxiliares – Anton e Gerner, com perfeito trabalho na marcação dos impedimentos.

[…]

O público que sempre aplaudia as jogadas bonitas executadas pelos atletas dos dois bandos, no final do cotêjo, com palmas prolongadas homenageou o quadro visitante. A representação local, contou com 2 atletas no selecionado da Dinamarca.
As substituições da equipe gremista foram feitas na fase final. No início do 2º tempo, apareceu Adroaldo, entrando na ponta direita, e Marino, para o miolo, em lugar de Juarez. A entrada de Fernando deu-se na metade do 2º tempo, quando Enio tratou de poupar Joãozinho, já que o resultado estava garantido.”  (Revista Super Grêmio – Nº 5)

B1909 2×5 Grêmio

B1909: Rask; Lnde, Nielsen e Tehansen; Madsen e Per Jacobsen; Kahler, Hansen, Enóstrem, Danielsen e Palle Hansen.
Técnico: Walther Pfeiffer
GRÊMIO: Henrique; Sérgio, Airton, Elton e Ortunho; Joãozinho (Fernando) e Milton; Marino (Adroaldo), Juarez (Marino), Abílio e Vieira
Técnico: Ênio Rodrigues

De pé: Milton, Sérgio, Ortunho, Henrique, Airton e Elton 
Agachados: Marino, Joãozinho, Juarez, Abilio e Vieira.

Copa do Brasil 1997 – Grêmio 2 x 0 Vitória

April 18, 2012

Há 15 anos, numa sexta-feira a noite, o Grêmio vencia o Vitória por 2×0 no estádio Olímpico pela Copa do Brasil. Repetia-se o confronto acontecido em 1994, também nas quartas de final da mesma competição.

Paulo Nunes e Goiano marcaram os gols do Grêmio. Danrlei, na noite do seu aniversário, teve grande atuação, travando o ataque adversário composto por Bebeto e Agnaldo, garantindo o 2xo no placar.

O Grêmio enfrentava um sério problema de lesões em função do calendário de jogos (foram 12 jogos nos mês de abril daquele ano). O curioso é que nesse jogo o tricolor sofreu duas baixas inusitadas: Dauri, vítima de um golpe baixo do adversário e o presidente Cacalo, que se lesionou ao exagerar na comemoração do gol de Goiano.

Jogo perigoso
O meia Dauri está impossibilitado de participar dos jogos do Grêmio devido a uma lesão pouco comum – inflamação nos testículos. O tratamento está sendo feito à base de antibióticos e repouso, muito repouso. A causa do problema foi um agarrão de um jogador do Vitória-BA, em jogo pela Copa do Brasil. Para impedir Dauri de avançar em direção à sua área, o zagueirão segurou-o pelos testículos (Folha de São Paulo)

“O presidente do Grêmio conseguiu a proeza, inédita, de romper o tendão de aquiles do pé direito enquanto extavava a alegria pelo segundo gol contra o Vitória, da Bahia. Equilibrado em uma mesa, na sala da presidência – que fica atrás das sociais do Olímpico – Luiz Carlos Silveira Martins via a partida por um vão na janela, nervoso. Quando goiano marcou o golação de fora da área, Cacalo pulou mais alto que pôde. Resultado. Está no quarto 722 do Hospital Mãe de Deus, se recuperando de uma cirurgia feita pelo médico e diretor de futebol Márcio Bolzoni para reconstituir o tendão. Levou 25 pontos na perna, passou a noite sedado por morfina para aliviar a dor e terá de ficar 75 dias com o pé engessado.” (Zero Hora – abril de 1997)


Grêmio 2 x 0 Vitória

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Luciano, Mauro Galvão e André Silva; Dinho (Rodrigo Gral 44/2), Luiz Carlos Goiano, Emerson e Dauri (Otacílio 24/2); Paulo Nunes e Zé Alcino.
Técnico: Evaristo de Macedo

VITÓRIA: Nílson; Russo, Flávio Tanajura, Júnior, Esquerdinha; Hélcio, Bebeto Campos, Chiquinho (Nelsinho 40/2), Uéslei (Gil Baiano 25/2); Agnaldo, Bebeto.
Técnico: Arthurzinho

Copa do Brasil 1997 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 18/4/1997, sexta-feira 21:40
Local:Olímpico,Porto Alegre-RS
Público: 41,395 (36.064 pagantes)
Renda: R$ 238.804,00
Juiz: Antonio Pereira da Silva-GO
Auxiliares: Filomeno Dourado e Ramon Rodrigues
Cartões Amarelos: Hélcio, Agnaldo, Gil Baiano
Cartões Vermelhos: Russo 31/2
Gols: Paulo Nunes 02/2T, Luiz Carlos Goiano 38/2T


Gauchão – Grêmio 4 x 0 Ypiranga

April 16, 2012

Pode não ter sido brilhante, mas é possível dizer que o Grêmio fez um partida inteligente na tarde de hoje. Diante de um Ypiranga fechado atrás, o time teve paciência, rodou a bola, se valendo da passagem dos seus jogadores pelos lados do campo para chegar ao arco adversário. Fez isso com calma, sem ceder contra-ataques para o Ypiranga. E foi assim que o Grêmio construiu o placar de 4×0. Aos 34, Werley foi ao ataque e apareceu dentro da área para concluir para as redes, após assistência de Marco Antônio. Um minuto depois, André Lima foi lançado por Gabriel, driblou o goleiro e marcou o segundo. Os outros dois gols foram anotados no segundo tempo. Aos 9, Fernando concluiu após uma jogada confusa de bate e rebate (vi a bola batendo na mão de Edílson). E aos 40, Werley marcou novamente, soltando a bomba depois do passe de peito de Felipe Nunes.

Muitos já tinha avaliado Werley com base nesse vídeo. Será que já mudaram essa avaliação?

Me parece claro que, hoje, Bertoglio e Miralles são jogadores da mesma função.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial) e Mauro Schaefer (Correio do Povo)

Grêmio 4 x 0 Ypiranga

GRÊMIO: Victor, Gabriel (Edilson Intervalo), Gilberto Silva, Werley e Pará; Fernando (Marquinhos 10’/2ºT), Léo Gago (Felipe Nunes 26/2ºT), Souza e Marco Antônio; Miralles e André Lima
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

YPIRANGA: Fernando Vizzotto, Jefferson, Anderson santos, Éder Gaucho e Edinho; Tomas, Evandro, Ederson e Júlio; Tiago Duarte e Rodrigo de Jesus
Técnico: Leocir Dall’Astra

Gauchão 2012 – Segundo Turno – Quartas de final
Data: 15/4/2012, domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público Total: 15.578 (12.233)
Renda: R$ 311.948,0
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Rafael da Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: André Lima, Éder Gaúcho e Jefferson
Gols: Werley, aos 34 minutos, e André Lima, aos 35 minutos do primeiro tempo. Fernando, aos nove, e Werley, aos 40 minutos do segundo tempo.

Camisa de Treino 1994 – "Fluminense"

April 13, 2012

O site oficial do Fluminense tem uma seção que considero muito interessante onde é contada a história do uniforme do clube. Um exemplo é a explicação do modelo reserva criado pela Penalty para o tricolor das Laranjeiras em 1992:

“A idéia dessa camisa de design inusitado, surgiu da necessidade de se dificultar a ação de falsificadores, já que o uniforme anterior todo branco era fácil de ser copiado. Lançada em 24 de janeiro de 1992 a considerada espalhafatosa demais por muitos torcedores, introduzido a gola branca tipo pólo com borda tricolor que seria imitado tanto pela Reebok como pela Adidas, futuros fornecedores do Flu. A logomarca estampada na camisa era da Coca-cola, que já vinha patrocinando o clube desde 1987.”

Foi a camisa que o Fluminense usou na final da Copa do Brasil de 1992 e no confronto contra o Grêmio pelo Brasileirão de 1993, no Maracanã (foto abaixo):

A curiosidade é que o Grêmio, que também tinha a Penalty como fornecedora de material esportivo nos anos 90, e acabou usando um uniforme de treino azul que se valia do mesmo desenho, conforme se pode verificar nas fotos abaixo de Felipão e Fabinho na temporada de 1994:

Copa do Brasil 2012 – Grêmio 3 x 0 Ipatinga

April 12, 2012

A tarefa do Grêmio na noite de ontem era fácil: Não ser surpreendido pelo Ipatinga no Olímpico. E o time começou a cumprir essa tarefa bem cedo, com o gol de Bertoglio logo aos 2 minutos de jogo. Tal situação deixou a partida um tanto tediosa. O time mineiro não se atirou ao ataque e o tricolor adotou um compreensível e até justificável ritmo mais parcimonioso. Os laterais se limitaram a tarefa defensiva. O andamento do jogo só mudou com a entrada de Miralles, que marcou o 2×0 no seu já característico golaço. E Léo Gago marcou o terceiro, no seu também característico chute de fora da área.
Link
Luxa parece ter definido que irá utilizar Bertoglio como atacante. Faz sentido, pelo que se viu do argentino até aqui.

Eu fiquei positivamente supreso com o fato do treinador ter chamado a atenção para a o nervosismo do time no momento do desarme. É um aspecto técnico decisivo, mas muito pouco falado.

Mais uma assistência de Marco Antônio. Candidato a “patinho feio” é o que não falta nesse time.

Fotos: Richard Ducker (Ducker.com.br)

Grêmio 3 x 0 Ipatinga

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Gilberto Silva, Werley e Julio Cesar; Fernando, Léo Gago, Souza e Marco Antônio (Felipe Nunes 26’/2ºT); Bertoglio (Miralles 16’/2ºT) e André Lima (Leandro 35’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

IPATINGA: Bruno, Fabinho (Laécio 43’/2ºT), Claudio Luiz, Azevedo e Bruninho; Everton, Leanderson, Marcel (Kaká 19’/2º), Wellington Bruno e Leandro Brasília (Diney 38’/2ºT); Jonatas Obina
Técnico: Ney da Matta.


Copa do Brasil 2012 – Segunda Fase – Jogo de volta
Data: 11/4/2012, quarta-feira, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público Total: 15.775 (12.605 pagantes)
Renda: R$ 170.313, 25
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Michael Correia (RJ)
Cartões amarelos: Léo Gago, Werley e Gilberto Silva (G); Wellington Bruno, Fabinho e Kaká
Gols: Bertoglio (2min/2ºT), Miralles (31/2ºT) e Léo Gago (39min/2ºT).

Público X Aproveitamento

April 10, 2012
Como vimos, no início de março, a CBF divulgou a tabela do Brasileirão 2012. Lá constava que Grêmio jogaria em casa em 9 das 10 rodadas que foram marcadas para o meio de semana.

O Grêmio não gostou, uma vez que sabidamente as partidas em meio de semana levam menos público ao estádio. O clube tomou as medidas cabivéis e conseguiu algum reparo nessa questão.

– Em 19 de março a CBF anunciou mudanças em datas do 1º turno. A 14ª rodada estava marcada para o dia 1º/08 (quarta-feira). o Grêmio recebe o Bahia em casa e o Inter joga com o Palmeiras em São Paulo. Essa rodada passou para os dia 4 e 5 de agosto, um final de semana. E a 15ª rodada que estava marcada para um fim de semana passou para o meio da semana. O Grêmio joga contra a Ponte em campinas e o Inter recebe o Nautico.

– Em 04 de abril a CBF anunciou um revisão no caléndário de competiçoes em função de mudanças de datas na sulamericna. Com isso as datas das rodadas 29, 30, 31 e 32 mudaram. Sport X Grêmio – Passou de 14/10 (domingo) para 10/10 (quarta); Grêmio X Botafogo – Passou de 17/10 (quarta) para 14/10 (domingo); Fluminense x Grêmio – Passou de 21/10 (domingo) para 17/10 (quarta); Grêmio X Coritiba – Passou de 24/10 (quarta) para 21/10 (domingo)

Com isso tudo, o Grêmio passa a jogar em casa em 6 das 10 rodadas previstas para meio de semana. É uma melhora. Primeiro porque, conforme já dito, os jogos em final de semana levam mais público ao Olímpico. E o Grêmio tem um aproveitamento melhor quando o estádio está mais cheio.

Ao analisar o público total de todos os 111 jogos disputados no estádio Olímpico pelo campeonato Brasileiro entre 2006 e 2011 se percebe que o aproveitamento do time aumenta conforme o público cresce.

Num primeiro momento eu dividi esses jogos em duas categorias. Os com público abaixo e os com píblico acima de 23.000 espectadores.

A tendência se repete quando se divide os jogos em 3 categorias, de 0 a 15 mil, de 15 mil a 30 mil e acima de 30 mil.

Apenas como curiosidade, fica o dado de que nós jogos com público abaixo de 10 mil pessoas o aproveitamento cai para 50%.

É verdade que os números precisam ser vistos com alguma cautela. Primeiro porque a diferença não é tão considerável assim, muito embora esses números possam decidir um campeonato. Segundo, porque também é possível fazer a leitura de que a torcida comparece mais quando o time está em um melhor momento.