Archive for May, 2012

Copa do Brasil 1993 – Palmeiras 1×1 Grêmio

May 31, 2012

O primeiro confronto entre Grêmio e Palmeiras em uma Copa do Brasil aconteceu nas quartas de final da edição de 1993. A partida de ida foi disputada em 27 de abril de 1993 no Pacaembu.

Dispensado da primeira fase do Gauchão (só estrearia em maio), o Grêmio tinha alguma folga naquele momento, se limitando a disputar a Copa do Brasil e alguns amistosos. O técnico Sérgio Cosme tinha certa dificuldade em acomodar Charles e Gílson na mesma equipe. Depois da derrota para o Gimnasia em Jujuy, o treinador prometeu mudanças no time para o confronto em São Paulo.

Vanderlei Luxemburgo, recém contratado para o lugar de Otacílio Gonçalves, com a missão de tirar o Palmeiras da “fila de 16 anos” fazia o seu terceiro jogo no comando do alviverde, e não pode contar com Antônio Carlos, Zinho, Evair e Edílson (os dois primeiros suspensos, os últimos lesionados.)

Cauteloso, o Grêmio conseguiu arrancar um bom empate com gols e foi definir a classificação no Olímpico.

No 1º tempo, o Grêmio aplicou a tática considerada ideal Aos prudentes com uma linha de três volantes recuados, o time gaúcho formou uma barreira que impedia o ataque palmeirsen. E, respaldado na habilidade de Winck e Eduardo, tentava o ataque pelas laterais. Se na teoria a prudência se revelava satisfatória, na prática despencou aos poucos.

Wanderley Luxemburgo percebeu a brecha ao determinar que a troca de passes fosse rasteira. “Não adianta lançamentos altos se os zagueiros do Grêmio são altos”, disse o treinador. Foi o suficiente para que a habilidade dos atacantes se sobresaísse.

O lance mais inspirado aconteceu aos 27 minutos, quando Maurílio cruzou para Edmundo, que chutou para o gol vazio. Apesar da desvantagem, o Grêmio não mudou seu sistema de jogo. Suas jogadas de ataque, portanto, resumiam-se às falhas de marcação.

Na mais grosseira, Tonhão não acompanhou o escanteio cobrado por Carlos e Miguel e Gílson cabeceou para o canto esquerdo de Sérgio, no minuto final.” (Folha de São Paulo, 28 de abril de 1993)

Gílson confirma a fama e o goleiro Eduardo também brilha

O centroavante Gílson salvou o Grêmio na garra e na raça. Fez um gol justamente no momento em que a equipe do Palmeiras estava vencendo a partida e encaminhava a ampliação no placar. “Esta cabeçada na primeira trave foi bastante ensaiada”, explicou o artilheiro, que fez ontem seu sexto gol na Copa do Brasil e o 14º em 13 jogos disputados, numa média superior a um gol por partida. Na defesa, o herói foi o goleiro Eduardo Heuser que parou os fortes chutes de Roberto Carlos e Daniel e até saiu da área para fazer falta em Jean Carlo e impedir o segundo gol do Palmeiras. “Acho que fizemos por merecer o resultado”, disse.

O técnico Sérgio Cosme gostou do empate, apesar de considerar razoável a atuação de sua equipe. “Sem dúvida alguma, podemos jogar melhor. Mas o grupo ficou inseguro com a nova formação e ainda nos falta ritmo de competição”, explicou. O cansaço da viagem ao Japão preocupa o treinador, pois a delegação volta na manhã do dia 11 de maio, três dias do jogo de volta, no Olímpico.

Os jogadores também ficaram satisfeitos com o resultado, principalmente pela superioridade do Palmeiras na primeira etapa. “No início, nós perdemos na marcação e não conseguimos criar na frente. Eu, por exemplo, tive forte marcação do Juari, mas depois superamos nossas falhas e poderíamos ter vencido”, destacou Winck. O vice de futebol, Luís Carlos Silveira Martins foi mais duro na análise do jogo. “O que me procupa são os altos e baixos no mesmo jogo”, avaliou. (Zero Hora – 28 de abril de 1993)


” O Grêmio permitiu, no começo, que o Palmeiras adquirisse o controle do meio-campo e acionasse o perigoso Edmundo. Segurou as investidas do adversário, é certo, mas errou muitos passes. Só quando Marco Aurélio e Pingo se soltaram é que cresceu no jogo. Mas a breve reação comprometeu a marcação no meio. Maurílio, lançado na direita, chutou para defesa de Eduardo. No rebote, o próprio Maurílio recuou para Edmundo fazer, aos 25min40s, Palmeiras 1 a 0.

O time de Wanderley Luxemburgo manteve a pressão. Mas Gílson salvou o Grêmio ainda na primeira etapa. A um minuto do intervalo, Carlos Miguel cobrou escanteio da esquerda, o centrovante cabeceou alto no canto esquerdo de Sérgio e empatou em 1 a 1.

No segundo tempo, o Grêmio continuou a errar passes e permitiu que o Palmeiras ameaçasse, sobretudo nos rebotes com os fortes chutes de Roberto Carlos. Carlos Miguel, lesionado, e Gílson, cansado, saíram para a entrada de Fabinho e Caio. O Grêmio perdeu uma ótima chance com Fabinho, no final, mas a verdade, porém, é que o empate foi um ótimo resultado.” (Zero Hora – 28 de abril de 1993)

Fotos: Zero Hora e Folha de São Paulo

Palmeiras 1×1 Grêmio

PALMEIRAS: Sérgio; Mazinho, Tonhão, Alexandre Rosa e Roberto Carlos; César Sampaio, Daniel, Juari (Sorato 26/2ºT) e Jean Carlos; Edmundo e Maurílio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Luís Carlos Winck, Paulão, Geraldão e Eduardo Souza; Pingo, Dorival Júnior, Marco Aurélio e Carlos Miguel (Fabinho 17/2ºT); Charles e Gilson (Caio 27/2ºT)

Técnico: Sérgio Cosme

Copa do Brasil 1993 – Quartas de Final – Jogo de Ida
Data: 27 de abril de 1993, terça-feira, 21h30min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo-SP
Público: 12.654 pagantes
Renda: Cr$ 1.231.769.000,00
Árbitro: Antônio Pereira da Silva (GO)

Auxiliares: Marques Diadas da Fonseca e José Ferreira
Cartões Amarelos: Eduardo Heuser, Dorival Júnior e L.C.Winck
Gols: Edmundo, aos 25 e Gílson, aos 45 minutos do 1º tempo.

Comissão de arbitragem – Paulo Jorge Alves

May 28, 2012
Assim como já tinha feito contra o Atlético-PR na Copa do Brasil, o Palmeiras anunciou que “vai se queixar à CBF sobre arbitragem de jogo contra o Grêmio“. Ignorando a eventual tentativa de condicionamento, acho que o clube faz certo, é preciso tomar medidas contra erros de arbitragem.
Entendo que o Grêmio também deveria encaminhar a sua reclamção em relação ao jogo contra o Vasco e também poderia (mas acho que aí já não deveria) reclamar de alguns lances do jogo contra o Palmeiras (como uma falta em André Lima, na entrada da área, que não foi marcada).

A própria CBF (que torna pública as suas orientações aos árbitros) criou um procedimento para que os clubes encaminhem suas queixas em relação a arbitragem. A iniciativa é louvável, mas será que é suficiente? Será que trará algum resultado? Eu tenho minhas dúvidas.

O comunicado da CBF afirma que o Ouvidor da arbitragem receberá as reclamações, estudará medidas cabivéis e encaminhará para análise da Comissão de arbitragem. E aí que começam os problemas. Quem são os membros dessa comissão? Sérgio Corrêa Da Silva , Luiz Cunha Martins , Manoel Serapião Filho e Paulo Jorge Alves.

O nome de Paulo Jorge Alves é de triste recordação para a torcida gremista. Foi ele o bandeirinha que assinalou um impedimento inexistente de Jardel na semifinal da Copa do Brasil de 1996.

Em razão do reencontro das duas equipes nesse ano, a Zero Hora decidiu resgatar uma entrevista feita com Paulo Jorge Alves e com o árbitro Dacildo Mourão, sobre o fatídico lance:

No final de 2010, para a série de reportagens No Último Minuto, Zero Hora entrevistou o ex-árbitro Francisco Dacildo Mourão e o ex-auxiliar Paulo Jorge Alves. Confira trechos da conversa:

Zero Hora – O senhor reconhece que errou?
Francisco Dacildo Mourão – Veja bem, acho que nós erramos.
ZH – Foi o maior erro da sua carreira?
Mourão – Acho o seguinte: quando o bandeira erra, eu sou sincero, eu credito o erro ao bandeira. Foi o maior erro da carreira do bandeira. O árbitro não tem condições de ver, é muito difícil.
ZH – O senhor se arrepende de ter atendido ao aceno do bandeira?
Mourão – Lógico.
ZH – Sabia que após o senhor anular o gol morreram do coração dois torcedores do Grêmio?
Mourão – Sabia não, sabia não. Coitados. Estou sabendo agora. Que eles estejam bem com Deus.

Zero Hora – Dacildo Mourão afirma que o erro foi seu.
Paulo Jorge Alves – Não teve erro. Existe uma imagem da TVA que mostra o impedimento. A CBF provou isso. O Ivens Mendes, que era diretor de arbitragem, conseguiu o teipe e divulgou. Só que a imprensa gaúcha não quis divulgar, não soube, ou não quis saber.
ZH – Mourão admitiu a falha.
Alves – Ele jamais poderia admitir. É o lance da minha vida, mas graças a Deus, foi provado que eu estava certo.
ZH – O senhor sabia que morreram duas pessoas do coração após a anulação do gol?
Alves – Tenho certeza de que essas pessoas que desencarnaram estão bem. Se soubesse que isso aconteceria, faria diferente. A vida tem muito mais valor do que um impedimento. Naquela semana, também morri um pouco, mas depois ficou provado que eu estava certo.

Dacildo, ao menos, tem a dignidade de admitir o erro. Já a postura de Paulo Jorge Alves é um tanto estranha. Vale-se da benção de Ivens Mendes (presidente da Conaf afastado por suspeita de corrupção) e de um suposto vídeo da TVA para dizer que estava certo. A ESPN Brasil era o canal de esportes da TVA a época e no vídeo da emissora Jardel segue tendo condição legal.

Dito isso, fica a pergunta: Um sujeito que é incapaz de reconhecer seu próprio erro, mesmo depois de mais de 15 anos, vai conseguir identificar analisar o erro de outros árbitros? Vai ter o desprendimento de indicar medidas educativas/punitivas?

Brasileirão – Grêmio 1×0 Palmeiras

May 28, 2012

Não tivemos um bom futebol durante os 90 minutos de bola rolando no Estádio Olímpico ontem. Foi uma partida dura, de muita disputa, marcação e de pouca criatividade. Os dois times tinham problemas no seu meio campo ofensivo. Ainda assim, o Grêmio conseguiu ser superior ao Palmeiras, buscando mais o ataque e tendo chegado mais perto do gol adversário. No primeiro tempo Marcelo Moreno teve duas boas oportunidades e Léo Gago desperdiçou um pênalti (sofrido por Pará após ótimo passe de Souza). Na segunda etapa o jogo ficou um pouco mais aberto. Os dois técnicos mexeram no seu meio campo tentando inaugurar o placar. E quem fez o gol foi o Grêmio. Rondinelly sofreu falta, Fernando cobrou na área e André Lima desviou de cabeça. Depois disso o Grêmio se retraiu para manter a vantagem mínima(muito embora quase tenha marcado o segundo com Souza) e garantir os três pontos.

Me pareceu ter sido pênalti no Henrique, tanto no estádio, como revendo o lance na TV. Contudo, não achei o lance escandaloso como um comentarista do Sportv referiu. Marcelo de Lima Henrique inverteu diversas marcações. Mais uma vez o árbitro da linha de fundo mais atrapalhou do que ajudou.

Terceiro pênalti perdido na temporada (segundo em dois jogos no Brasileirão). Luxemburgo habilmente tergiversou sobre o tema na coletiva, mas a indefinição sobre o batedor me preocupa.

Felipão foi devidamente aplaudido no Olímpico. Eu não esperava nada diferente disso.

Foi interessante observar que Barcos marcava Gilberto Silva e deixava Naldo livre para avançar. Pareceu ser uma tática para aproveitar a pior qualidade na saída de bola do nossa camisa 4. Do mesmo modo, notei uma certa insistência do Palmeiras em tentar explorar a entrada em diagonal no espaço entre Gabriel e Naldo.

Fico contente pelo gol marcado por André Lima. É um atleta que pode ser muito útil e vem sofrendo com uma corneta desproporcional de certo setores da torcida.

Rondinelly novamente entrou bem na partida. Dessa vez ele jogou aberto pelo lado esquerdo, e foi por aquele setor que criou suas principais jogadas.

Eu não sei quanto do que se viu no jogo de hoje pode ser usado para tirar conclusões em relação as semifnais da Copa do Brasil. Talvez tenha servido para confirma que o Palmeiras é um time chato de se jogar, mesmo não sendo nenhum “bicho-papão”.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) Ricardo Rimoli (Lance)

Grêmio 1×0 Palmeiras
André Lima 71´

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Naldo, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza, Léo Gago e Marco Antônio (Rondinelly – 18’/2ºT); Miralles (André Lima – 33’/1ºT) e Marcelo Moreno (Vilson – 31’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PALMEIRAS: Bruno; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Fernandinho; Márcio Araújo, Marcos Assunção (Betinho – 33’/2ºT), João Vitor e Felipe (Valdívia – intervalo); Luan e Barcos (Maikon Leite – 25’/2ºT).
Técnico: Luiz Felipe Scolari


2ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 27 de maio de 2012, domingo, 18h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 22.610 (18.277 pagantes)
Renda: R$ 386.014,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ),
Auxiliares: Marco Santos Pessanha (RJ) e Ediney Mascarenhas (RJ).
Cartões amarelos: Marcos Assunção (P), Rondinelly (G)
Gols: André Lima, aos 26 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil – Grêmio 2×0 Bahia

May 25, 2012

O Grêmio conquistou sua oitava vitória na sua oitava partida na Copa do Brasil, avançando para as semifinais. E ao contrário do que aconteceu contra o Fortaleza, o tricolor não se acomodou com a vantagem conquistada na primeira partida e teve uma atuação interessada e de intensidade no gramado do Olímpico.

Desde o ponta-pé inicial o Grêmio tratou de pressionar o Bahia. A marcação era feita na saída de bola do adversário, e foi assim que o placar foi inagurado aos 12 minutos. Edilson roubou uma bola na intermediária, avançou e chutou cruzado, Miralles aproveitou o completou pro fundo do gol. O Grêmio seguiu com um bom ritmo e o Bahia praticamente não chegava perto do gol defendido por Victor.

No segundo tempo, Marcelo Moreno quase marcou um golaço logo a um minuto. Mas o boliviano só foi marcar o segundo gol gremista aos 1o, depois receber bom passe de Miralles em um contra-ataque puxado por Marco Antônio.Luxemburgo aproveitou a vantagem para fazer algumas mudanças. Vilson e Rondinelly ingressaram, o time continuou bem, contudo o terceiro gol acabou não acontecendo.

Me pareceu que os volantes chegaram mais na linha de fundo do que os laterais. Não sei se é uma movimentação prevista por Luxemburgo ou uma circunstância do jogo.

Eu bem que tentei, mas não entendi a revolta dos comandados de Falcão com a arbitragem.

Retorno a tradição ou apelo a superstição? O Bahia abandonou o calção azul marinho. O time seguiu produzindo pouco em campo.

No fim das contas, o que era previsto como o”confronto mais equilibrado destas quartas” acabou sendo o enfrentamento mais disparelho.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial), Leonardo Osmarin (Grêmio Fotos) e Fabiano do Amaral (Correio do povo)

Grêmio 2×0 Bahia

Miralles 12′
Marcelo Moreno 55′

GRÊMIO: Victor; Edilson (Gabriel – 29’/1ºT), Naldo, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza (Vilson – 16’/2ºT), Léo Gago e Marco Antônio (Rondinelly – 32’/2ºT); Miralles e Marcelo Moreno.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

BAHIA: Marcelo Lomba, Fabinho, Titi, Rafael Donato, Gerley; Fahel, Helder, Magno (Júnior – 12’/2ºT), Gabriel; Ciro (Rafael 26’/2ºT) e Lulinha (Zé Roberto – 12’/2ºT) –
Técnico:Paulo Roberto Falcão

Copa do Brasil 2012 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 23/05/2012, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 35.726 (30.721 pagantes)
Renda: R$ 569.915,75
Árbitro:Péricles Bassols (Fifa)
Auxiliares: Dibert Pedrosa (Fifa/RJ) e Guilherme Dias Camilo (Fifa/MG).
Cartões amarelos: Marcelo Lomba, Fahel (B)
Cartões vermelhos: Helder e Fahel, aos 38/2ºT
Gols: Miralles 12’/1ºT e Marcelo Moreno 10’/2ºT

Copa do Brasil 2005 – Grêmio 1 x 0 Bahia

May 24, 2012

Muito embora fosse um encontro de primeira fase da Copa do Brasil, Grêmio e Bahia fizeram um jogo tenso em 2 de março de 2005. O esquadrão de aço se posicionou todo atrás, tentando manter a vantagem mínima conquistada em Salvador. O tricolor gaúcho, empurrado por um bom público, buscava marcar um gol que lhe colocasse na fase seguinte.

Foi o primeiro jogo do Grêmio com o uniforme da Puma. Anderson, depois de jogar a Copa São Paulo, fez sua primeira aparição pela equipe principal em 2005. E ele foi um dos destaques da partida, criando as principais chances do tricolor.

Mas quem marcou o gol salvador do Grêmio foi o centroavante Samuel, que tinha começado o ano bem, chegando a receber a aprovação de Juarez Tanque, mas havia sido colocado no banco por De León em função da queda de produção. O gol só saiu aos 33 minutos do segundo tempo, depois de muita insistência do ataque gremista.


“Como o empate lhe servia, o Bahia fechou-se ainda com mais no segundo tempo. Afobado, o Grêmio passou a errar passes. Sem espaços, apostou nos chutes de fora da área, sem sucesso. Com a conivência da arbitragm, Anderson passou a sofrer faltas seguidas.

Aos 11 minutos, De León fez duas mudanças tentando dar agressividade ao time. Trocou o improdutivo Gustavo, que saiu sob vais, por Marcinho, e Ênio, por Samuel. Uma grande chance surgiu aos 28 minutos. Em novo passe de Anderson, Samuel desperdiçõu, quase dentro do gol.
Aos 33, Samuel não desperdiçou, após rebatida parcial da zaga, em cruzamento de Luiz Felipe, o centroavante concluiu com força, com o pé direito, garantindo a vaga na segunda fase da Copa do Brasil.” (Zero Hora – 3 de março de 2005)

Grêmio heróico vence o Bahia: 1 a 0
O gol foi marcado por Samuel, aos 33 minutos do segundo tempo de um jogo em que o time tricolor nunca desistiu de atacar

A torcida foi ao Olímpico em grande número, o Grêmio pressionou sem descanso o Bahia e o resultado não poderia ser outro: 1 a 0 e a vaga na segunda fase da Copa do Brasil garantida. O próximo adversário será o Vila Nova, de Goiás.

A desvantagem advinda da derrota na primeira partida com o Bahia tornou o primeiro tempo nervoso para os torcedores e o time do Grêmio, principalmente nos minutos iniciais. Sem dominar o meio-de-campo, o time de Hugo De León permitiu que o adversário chegasse com perigo à defesa gremista. Quando Dill sofreu falta na entrada da área, o silêncio no Olímpico quantificou a preocupação nas arquibancadas. Guaru cobrou rente à trave, para alívio dos torcedores.

Aos poucos, porém, Ânderson dava sinais de que seria o principal nome da partida. O meia foi responsável por quase todas as jogadas de ataque do Grêmio no primeiro tempo. Na mais bonita, passou por três marcadores antes de chutar fraco para a defesa de Márcio. Mas não foi só. Couberam também ao garoto as principais assistências, como aos 26, quando encontrou Ênio livre na área. O cabeceio, porém, saiu errado, fácil para o goleiro.

Na obrigação de fazer pelo menos um gol, De León avançou a equipe, colocando o centroavante Samuel no lugar do meia Ênio. A pressão seguiu sendo do Grêmio, que, por outro lado, oferecia o contra-ataque ao Bahia. A insistência gremista foi recompensada aos 33 minutos. Samuel aproveitou o rebote de uma dividida entre Marcus Vinícius e o goleiro e chutou cruzado para fazer Grêmio 1 a 0, garantindo o clube na Copa do Brasil. (Correio do Povo – 3 de março de 2005)

Grêmio 1 x 0 Bahia

GRÊMIO: Márcio; Luiz Felipe, Alessandro Lopes, Tiago Prado e Gustavo (Marcinho 10 do 2ºT); Marcus Vinícius, Nunes, Ênio (Samuel 10 do 2ºT) e Ânderson; Marcelinho (Márcio Oliveira 27 do 2ºT) e Somália.
Técnico: Hugo De León.

BAHIA: Márcio; Paulinho, Neto, Alyson e Cícero; Fernando Miguel, Magnum (Neto Potiguar 35 do 2ºT), Luiz Alberto e Guaru (Ernani 39 do 2ºT); Dill e Viola.
Técnico: Hélio dos Anjos.

Copa do Brasil 2005 – 1ª Fase – Jogo de ida
Data: 02 de março de 2005, quarta-feira, 21h45min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público Total: 22.202 (20.230 pagantes)
Renda: R$ 131.432,00
Árbitro: Cléber W. Abade
Auxiliares: José Otávio Bitencourt e André Veras
Cartões Amarelos: Nunes, Marcus Vinícius, Ênio e Samuel (GRE); Márcio, Alisson e Fernando Miguel (BAH)
Gol: Samuel aos 33 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 1989 – Grêmio 1×0 Bahia

May 23, 2012

A tarefa do Grêmio, no Olímpico, contra o Bahia, na Copa do Brasil de 1989 era muito parecida com a dessa semana: Manter a vantagem conquistada no jogo de ida em Salvador.

Para isso, Cláudio Duarte seguia pregando cautela. O Bahia, era comandado pelo interino Gilson Porto, depois da demissão do Renê Simões.

Tentando reverter a vantagem, os baianos entraram em campo com dois centroavantes, mas o jogo foi resolvido numa bela cobrança de falta de Edinho.

“O Grêmio garantiu, no sábado, contra o o Bahia, no Estádio Olímpico, a classificação para participar das semifinais da Copa do Brasil, ao vencer a equipe baiana por 1 a 0, gol de Edinho, em cobrança de falta, aos 41 minutos do primeiro tempo.

[…]

O Grêmio não chegou a jogar bem, mas mostrou muito espírito de luta. Por outro lado, até um empate ou derrota por 1 a 0 classificava o campeão gáucho. No segundo tempo o Grêmio fez duas substituições: Darci entrou no lugar de Assis e Nando substituiu Kita. Já no Bahia, Gilson Porto tirou Mailson, que sofreu uma torção no joelho, e colocou Wagner Basílio.” (Correio do Povo – 14 de agosto de 1989)


Preço dos ingressos
Cadeiras Especiais: NCz$ 10,00
Arquibancadas Superiores: NCz$ 5,00
Arquibancadas inferiores: NCz$ 4,00
Sócios e populares (atrás da goleira na Avenida Cascatinha): Ncz$ 3,00

Fotos: Placar, Zero Hora e Correio do Povo

Grêmio 1×0 Bahia

GRÊMIO: Mazaropi; Alfinête, Luiz Eduardo, Edinho, Fábio; Jandir, André, Cuca, Assis (Darci 01/2); Kita (Nando 15/2), Paulo Egídio.
Técnico: Cláudio Duarte

BAHIA: Ronaldo; Maílson (Wágner Basílio 01/2), João Marcelo, Claudir, Edinho; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano, Zé Carlos; Duda, Charles, Marquinhos.

Técnico: Gilson Porto

Copa do Brasil 1989 – Quartas de final – Jogo de volta
Data: 12/8/1989 – 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre-RS
Público: 32.985 pagantes
Renda: NCz$ 191.171,00
Juiz: Luiz Carlos Félix-RJ
Cartões Amarelos: João Marcelo, Zé Carlos

Gols: Edinho 40/1T

Copa do Brasil 1997

May 22, 2012

Há 15 anos o Grêmio conquistava a sua terceira Copa do Brasil.

O título foi garantido de maneira invicta, após um memorável empate em 2×2 com o Flamengo num Maracanã lotado.

Destaco algumas frases dos personagens daquela decisão:

Carlos Miguel:Tive o gostinho de calar 100 mil pessoas no Maracanã. Eles foram obrigados a ouvir minha voz”

João Antônio: “Nós não tomamos gol em Porto Alegre, e isso foi muito importante”. “Fique dois meses parado e estou correndo como um guri”

Danrlei: “É difícil uma equipe ter mais raça que a nossa. Agora, ninguém mais tira a taça do Grêmio”

Evaristo de Macedo:Sempre creio no que faço. Sei que lido com um grupo muito responsável. Superamos todas as dificuldades, mas precisamos de um pouco de sorte. Foi uma vitória de todo o grupo”

Romário: “O time do Grêmio mereceu o título

Mais dados sobre a competição e a campanha do Grêmio podem ser encontrados em:

http://copadobrasil1997.blogspot.com.br/

Brasileirão – Vasco 2×1 Grêmio

May 21, 2012

Em nenhum momento do jogo o Vasco foi superior ao Grêmio. Contudo, o tricolor cometeu alguns erros bobos que lhe custaram caro. Soma-se a isso a confusa arbitragem (e vamos imaginar que é somente confusa) e temos a explicação para o Grêmio ter saído sem nenhum ponto de São Januário.

O primeiro tempo foi de superioridade do time visitante, uma vez que o Vasco pouco apertava e pouco comparecia no ataque. O Grêmio chegava com facilidade na área, mas a partir dali, faltava um pouco mais de capricho para abrir o placar. Aos 22, falta para o Vasco. Fellipe Bastos bateu forte como costuma bater, a barreira tricolor abriu e o time da casa saiu na frente no marcador. O Grêmio se recuperou rápido, empatando o jogo em boa jogada coletiva três minutos depois. Pará foi a linha de fundo, cortou seu marcador e rolou para trás. Miralles ajeitou para Rondinelly, que por sua vez ajeitou para Fernando chutar da entrada da área. 1×1 foi placar do primeiro tempo. Na segunda etapa, o Cristovão promoveu a entrada de Juninho e Alecsandro, aumentando a produção Vascaína. O jogo ficou um pouco mais parelho, mas o Grêmio seguia ameaçando. Aos 14 o tricolor chegou ao gol da virada, mas o tento de Miralles foi anulado pelo juiz Célio Amorim. Minutos depois, Juninho fez bom cruzamento e Alecsandro aproveitou a falha de posicionamento da zaga gremista para marcar o segundo do Vasco. O Grêmio ainda teve chance de empatar a partida novamente, mas Marcelo Moreno desperdiçou um cobrança de pênalti.

O lado bom da partida é que o Grêmio, com time misto, mostrou mais futebol que o Vasco jogando em casa com time misto. O lado ruim, além do resultado em si, foi o fato do time não ter conseguido transformar essa aparente superioridade em gols.

Pra algum time deve ser bom esse baixo nível das arbitragens no Brasileirao. Pro Grêmio é que não é.


Foi muito estranha a anulação do gol do Miralles no segundo tempo. Primeiro, porque não se verifica nenhuma falta na jogada. Segundo, pela demora do juiz em assinalar a infração e também pelo fato de ter, supostamente, consultado o quarto árbitro em um lance no qual tinha visão privelgiada da jogada.

Não me pareceu ter havido intensão de Renato Silva de colocar mão na bola. Creio que o pênalti foi uma forma “pra lá de torta” de compensação do juiz da partida. Obviamente um gol que colocaria o Grêmio em vantagem “vale” muito mais do que uma penalidade que poderia gerar igualdade.

Gostei da estreia do Rondinelly, não aparentou nervosismo e mostrou qualidade. E Vilson, mais uma vez, foi bem de volante.

Fotos: Dhavid Normando (Terra) e Alexandre Cassiano (O Globo)

Vasco 2×1 Grêmio

VASCO: Fernado Prass, Allan, Renato Silva, Rodolfo (Rômulo 19’/2ºT) e Dieyson; Eduardo Costa, Nilton, Fellipe Bastos e Carlos Alberto; Wiliam Barbio (Juninho intervalo) e Kim (Alecsandro/intervalo).
Técnico: Cristóvão Borges.


GRÊMIO: Victor, Edilson, Saimon, Naldo (Leandro 28’/2ºT) e Pará; Vilson, Fernando, Marco Antônio e Marquinhos (Rondinelly 22’/1ºT); André Lima (Marcelo Moreno 20’/2ºT) e Miralles.
Técnico:
Vanderlei Luxemburgo.


1ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 20/05/2012, domingo, 18h30min
Local: Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 5.826 (3.348 pagantes)
Renda: R$ 106.440,00
Árbitro: Celio Amorim (SC)
Auxiliares: Adine Scram Camara Bastos (SC) e Kleber Lucio Gil (SC)
Cartões amarelos: Renato Silva e Juninho (VAS) e Naldo, André Lima e Marco Antônio (GRE)
Gols: Fellipe Bastos 22’/1ºT, Fernando 25’/1ºT e Alecsandro 23’/2ºT

Copa do Brasil – Bahia 1×2 Grêmio

May 18, 2012

E o Grêmio segue com um sólido 100% de aproveitamento na Copa do Brasil. E atingiu tal marca sem fazer uma atuação de encher os olhos. Ontem o Grêmio teve uma atuação razoável, alternando bons e maus momentos, o que foi suficiente para superar o Bahia.

O início de jogo foi de domínio gremista, ocupando o campo de ataque, tentanto pressionar a saída de bola e trocando passes perto da área. O Grêmio ameaçou em dois chutes, um de Marcelo Moreno e outro de Léo Gago. Mas aos 20 minutos, o Bahia, que nada fazia em campo, abriu o placar. Gabriel foi lançado nas costas de Pará, Gilberto Silva ficou indeciso em relação a cobertura, dando espaço para o meia do adversário invadir a área cruzar rasteira. Na confusão, a bola bateu em Gilberto Silva e Victor antes de Júnior empurar para o fundo do gol. A vantagem animou o time da casa, mas logo o Grêmio se recompôs e buscou o empate. Aos 22 Edílson fez boa jogada e Marco Antônio chutou beslicando a trave. Dez minutos depois, Marcelo Moreno desperdiçou boa chance no rebote dado após conclusão de André Lima. Aos 38 minutos, falta para o Grêmio. Muita catimba no posicionamento da barreira e Fernando contou com o desvio do espadaúdo Rafael Donato para marcar o gol de empate.

No segundo tempo o Bahia aumentou o seu ritmo (até porque seria difícil diminuir) e passou a forçar o jogo aéreo. O Grêmio tinha dificuldade em sair para o jogo e/ou reter a bola na frente. Luxemburgo providenciou as substituições, o time reagiu e voltou a ter superioridade. André Lima quase virou o jogo numa cabeçada, mas o defensor do Bahia salvou em cima da linha. Pouco depois, Léo Gago centrou na pequena área, Marcelo Lomba afastou mal, Marco Antônio chutou cruzado e Naldo completou, marcando o 2×1. Depois disso, o Grêmio esteve sempre mais perto de marcar o terceiro do que de levar um empate.


Vilson entrou muito bem no jogo. Foi uma mexida providencial de Luxemburgo. O ingresso de Leandro também me pareceu uma boa medida. Mas o guri esteve um tanto afoito. Pode render mais.

Por volta dos 10 minutos do segundo tempo, o Grêmio repetiu o erro de posicionamento no escanteio, tal como aconteceu no gol de Fabrício no Grenal.

Forte presença da torcida gremista em Salvador. E tem alguns espertos que insistem em não ver a “presença nacional” do Grêmio.

E por falar em espertos, sigo esperando o “confronto equilibrado” que me prometeram.

Fotos: Eduardo Martins (A Tarde), Felipe Oliveira (Correio do Povo e EC Bahia)

Bahia 1×2 Grêmio

BAHIA: Marcelo Lomba, Madson (Fabinho, 19’/2T) Rafael Donato, Titi e Gerley; Fahel (Fahel, 28’/2T), Diones, Helder e Gabriel; Lulinha e Júnior (Vander, 33’/2T)
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

GRÊMIO: Victor, Edilson, Naldo, Gilberto Silva e Pará; Fernando, Souza (Vilson, 20’/2T), Léo Gago (Marquinhos, 34’/2T) e Marco Antônio; Marcelo Moreno (Leandro, 20’/2T) e André Lima
Técnico: Vanderlei Luxemburgo


Data: 17 de maio de 2012, quinta-feira, 21h00min
Local: Estádio de Pituaçu, em Salvador (BA)
Público: 11807 pagantes

Renda:
R$ 215.130,00
Árbitro: Alício Pena Júnio-BA
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo-MG e Cleriston Barreto Rios-SE.
Cartão amarelo:
Titi, Diones (Bahia); Souza, Edilson (Grêmio).
Gols: Júnior (21min/1ºT), Fernando ( 38min/1ºT); Naldo (27min/2ºT)

Copa do Brasil 2005 – Bahia 2×1 Grêmio

May 16, 2012

Depois de 1989, Bahia e Grêmio voltaram a se enfrentar em Salvador pela Copa do Brasil em 2005. O jogo valia pela 1ª fase da competição.

Na verdade, o advesário do tricolor gaúcho deveria ter sido a Catuense, campeã do interior baiano. Contudo, o Bahia, que, como vice campeão baiano, não tinha vaga assegurada, firmou uma parceria com o clube de Catu. Com isso o time do interior alegou não ter condições de disputar a competição e vaga terminou com o tricolor de aço.

O Grêmio, comandado por De León, passava por uma séria reformulação no início daquela temporada. A equipe entrou em campo com o uniforme genérico enquanto esperava pelo novo fardamento da Puma. A partida foi marcada por uma forte chuva e por erros defensivos do Grêmio. Depois do jogo, o departamento jurídico gremista questionou as condições de jogo do atacante Dill.

Mas o que entrou pra história nesse jogo foi a declaração dada pelo lateral Marcinho, ao sair de campo, para o repórter Cristiano Silva.


Grêmio cai na Fonte Nova: 2 a 1

O Grêmio precisa vencer o Bahia em Porto Alegre se quiser seguir na Copa do Brasil. Ontem, em Salvador, a equipe perdeu por 2 a 1. A partida de volta ocorre no dia 3 de março, no Olímpico. Vitória por 1 a 0 assegura vaga ao Grêmio. Vitória por um gol com placar superior a 2 a 1 dá a vaga ao Bahia.

O gol sofrido no início mudou a estratégia pensada por Hugo De León. Aos 6 minutos, Guaru cobrou escanteio para a equipe baiana. A defesa do Grêmio não afastou a bola e acabou surpreendendo o goleiro Eduardo, que tentou afastar de carrinho, sem sucesso. O atacante Dill ainda tocou na bola, mas ela já havia cruzado a linha do gol, marcando o gol do Bahia. A chance do empate veio aos 13, quando o volante Nunes venceu dividida na área baiana e teve à frente apenas o goleiro Márcio. O chute, porém, saiu fraco.

A forte chuva que caía sobre Salvador encharcou o gramado da Fonte Nova. No segundo tempo, várias poças surgiam como obstáculos para os jogadores. Nesse cenário, o Grêmio chegou ao empate. Aos 11 minutos da etapa final, Bruno cobrou falta da intermediária, Somália venceu a zaga pelo alto e cabeceou no canto, igualando o marcador.

Não demorou muito para que o Bahia ficasse novamente em vantagem. Aos 28 minutos, Paulinho avançou pela direita e cruzou, encontrando Viola livre na pequena área. O centroavante não teve trabalho em escorar e fazer 2 a 1. O Grêmio teve nova chance de empatar, com Marcelinho. Entretanto, aos 37, o atacante, sem marcação dentro da área, errou o gol.

O presidente Paulo Odone considera o resultado positivo. ‘Esse golinho que fizemos aqui vale dois’, lembra o dirigente, comparando o placar de ontem a um empate ao citar o regulamento da competição.” (Correio do Povo – 17 de Fevereiro de 2005)

Nem mesmo o Bahia esperava receber tamanho presente do Grêmio, aos seis minutos. Após escanteio cobrado por Guarú do lado direito, o goleiro Eduardo, com a visão encoberta pelos zagueiros, acabou empurrando a bola para dentro do próprio gol.
– Foi uma bobeira. Tentei chegar de carrinho e não consegui – Justificou Eduardo.

[…]

Foi difícil jogar no segundo tempo. A chuva, cuja intensidade chegou a atrapalhar a visibilidade dos jogadores no primeiro tempo, alagou o gramado da Fonte Nova, formando poças que ocupavam. Restou as dois time apelar para os chutões. E, dentro do possível, valer-se de quem tina qualidade técnica. Foi dessa forma que o Grêmio chegou ao empate. Aos 11 minutos, Bruno, novamente de atuação destacada, bateu falta do lado direito e Somália, saltando quase um metro a mais do que o zagueiro Neto, cabeceou no canto oposto do goleiro Márcio.
O esforço físico, redobrado devido às condições do gramadom foi minando o Grêmio. Aos 21 minutos, Somália deixou o campo, sentindo dores na virilha direita. Cinco minutos mais tarde, Marcinho também saiu.
Aos 28 minutos, a defesa do Grêmio preocupou-se em reclamar de impedimento não existente e permitiu que Viola marcassse de cabeça, após cruzamento de Paulinho. ” (Zero Hora – 17 de fevereiro de 2005)

Fotos: Zero Hora e Correio do Povo

Bahia 2×1 Grêmio

BAHIA: Márcio; Paulinho, Neto, Allyson e Bruno; Magno, Fernando Miguel, Cícero e Guaru (Elias); Dill e Viola.
Técnico: Hélio dos Anjos.

GRÊMIO: Eduardo; Michell, Marcelo Oliveira, e Tiago Prado; Luiz Felipe, Nunes, Marcus Vinícius, Bruno e Marcinho (Dênis); Somália (Marcelinho) e Samuel.
Técnico: Hugo De León.

Copa do Brasil 2005 – 1ª Fase – Jogo de ida
Local: Estádio da Fonte Nova, Salvador-BA
Público: 5.350 (4.453 pagantes)
Renda: R$ 29.875,00
Árbitro: Rodrigo Cintra (SP)
Auxiliares: José Raimundo Dias da Hora (BA) e Mick Santos de Jesus (BA)

Cartão Amarelo: Marcelo Oliveira, Michell, Fernando Miguel e Viola
Cartão Veremelho: Marcelo Oliveira.
Gols: Guarú, aos 6 minutos do primeiro tempo. Somália aos 11 e Viola aos 28 minutos do segundo tempo