Copa do Brasil 1993 – Grêmio 1×1 Palmeiras


Depois de empatar a primeira partida em São Paulo, o Grêmio fez uma breve excursão ao Japão antes de enfrentar o Palmeiras no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil de 1993. Em território japonês o Grêmio foi derrotado pelo Shimizu S-Pulse (do técnico Emerson Leão) e pelo Nagoya Grampus Eight (do centroavante Gary Lineker). Os rumores davam conta que o técnico Sérgio Cosme não retornaria empregado ao Brasil.

Mas ele permaneceu, e tinha dúvidas na escalação do tricolor. Uma delas era no gol. Eduardo Heuser tinha uma lesão no pulso e poderia ser substituído por Ademir Maria. Contudo, quem defendeu a meta do Grêmio foi o goleiro de Santa Cruz, que acabou a partida como herói, tendo defendido cobranças nas penalidades, após novo empate por 1×1 no tempo normal.


“Grêmio se classifica em jogo dramático
Os times empataram a partida e a decisão foi levada para os pênaltis. A vantagem foi gremista: 7 a 6

O Grêmio sofreu muito, ontem à noite, no Olímpico, mas conseguiu vencer o Palmerias nos pênaltis por 7 a 6, e classificar-se para as semifinais da Copa do Brasil. No tempo normal, os gols foram marcados por Tonhão para o Palmeiras e Charles (de pênalti) empatou. Nos pênaltis, Geraldão, Paulão, Jamir, Charles, Eduardo Souza, Fabinho, Júnior converteram e Gílson errou. Sorato, Daniel, Mazinho, Edmundo, Roberto Carlos e Maurílio converteram. Zinho e César Sampaio erraram. O próximo adversário será o Flamengo.

O placar do primeiro tempo foi injusto para o Grêmio, mais pelos próprios erros do que por méritos do Palmeiras. O time gaúcho tinha domínio no meio-campo, com Pingo, Jamir e Juninho, apesar da apatida de Fabinho, perdeu quatro boas chances e desperdiçou um pênalti, quando Gílson cobrou por cima, aos 22min. O castigo veio logo depois. Em cobrança de escanteio da esquerda, por Edmundo, Tonhão cabeceou livre entre Paulão e Geraldão e fez 1 a 0 aos 30min. Carlos Miguel perdeu outra oportunidade aos 34min.

No segundo tempo, Charles substituiu a Carlos Miguel para dar mais força ao ataque, enquanto Luxemburgo trocou o lateral Cláudio por Daniel e recuou Mazinho. Mas a reação gremista foi fulminante e Juninho sofreu outro pênalti, a 25seg. Charles cobrou com precisão, empatando aos 2min30seg.


O jogo passou a ficar dramático, pois os zagueiros, e principalmente Winck, se arrastavam em campo. O Palmeiras criou sucessivos ataques e o goleiro Eduardo Heuser fez grandes defesas em chutes de César Sampaio, Edmundo e Jean Carlo. Winck, que tinha cartão amarelo, foi expulso por voltar ao campo sem autorização. Juninho, com câimbras, foi substituído por Júnior e Sorato entrou no Palmeiras, mas houve empate no tempo normal.” (Zero Hora – 14 de maio de 1993)
“Vitória nos pênaltis foi a prova da superação do time

Foi a noite dos pênaltis. Gílson errou um no primeiro tempo, Charles converteu outro na segunda etapa e o jogo terminou em 1 a 1. A decisão foi para as cobranças livres e o Grêmio venceu por 7 a 6. A classificação, apesar do fraco desempenho nos minutos finais, apagou o clima tenso antes do início da partida pela forma como foi conquista: na garra. “É maravilhoso. Conseguimos superar todas as adversidades – e a expulsão do Winck e os gols perdidos”, disse Júnior que fez o gol decisivo.

Na decisão dramática, Eduardo Heuser foi o grande destaque ao defender dois pênaltis. “Foi só o começo. Tem muita coisa pela frente. Temos que esquecer o Palmeiras e pensar no Flamengo”, destacou. No campo, Juninho foi um guerreiro, principalmente por ter sofrido os dois pênaltis. “O time e o treinador foram contestado. Tivemos vergonha na cara e superamos tudo isso”, revelou. Fabinho se recuperou no segundo tempo, o garoto Jamir também foi destaque e Charles entrou para com tranqüilidade. Winck, expulso por entrar em campo sem autorização do árbitro, foi o destaque negativo.

COSME – O técnico Sérgio Cosme, bastante criticado por ter modificado sua equipe em três posições – tirou Charles, Marco Aurélio e Júnior e colocou Jamir Juninho e Fabinho -, subiu para a concentração e só desce depois de uma longa reza. “Os nosso companheiros estão de parabéns”, sintetizou. “Eu acredito no trabalho do meu treinador”, prestigiou o vice-presidente de futebol, Luís Carlos Silveira Martins. “Foi uma vitória heróica. Os jogadores entraram em campo 48 horas após uma viagem de mais de 30 horas”, ressaltou o presidente Fábio Koff. “Hoje, vamos dar um capítulo final na novela Dener”, concluiu. (Zero Hora – 14 de maio de 1993)



“Zinho errou mais um pênalti e repetiu o erro da Copa do Brasil de 1992, quando o Palmeiras foi eliminado pelo Internacional. Ele treina muito e, na ausência de Evair, é o que se apresenta para a cobrança de penalidades. Destava vez, o gramado estava molhado e Zinho escorregou antes de bater na bola. “Chutei meio desequilibrado e o goleiro saltou no canto certo”, conta. “Errar faz parte do jogo.”

Equíovoco – E todos assumiram seus erros, sem receio de cobranças, até o técnico Luxemburgo. Ele disse que falhou ao tirar Jean Carlos para colocar Sorato, tentando com isso ter um jogador de definição na área. Jean Carl ficou aborrecido com a substituição e só depois disso é que Luxemburgo se convenceu de que havia feito uma mudança equivocada. “O Jean Carlo ainda estava descansado, o que não sabia, e com ele poderia manter a movimentação no ataque”, supõe o treinador.” (Estado de São Paulo – 15 de maio de 1993)

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Grêmio elimina o Palmeiras
Supertime de Luxemburgo é desclassficado da Copa do Brasil na decisão por pênaltis

O Grêmio classificou-se ontem à noite para a semifinal da Copa do Brasil ao vencer o Palmeiras nos pênaltis por 7 a 6, no estádo Olímpico, em Porto Alegre. Seu próximo adversário é o Flamengo. No tempo normal, houve empate de 1 a 1. Na cobrança dos penais, Gílson, Zinho e César Sampaio erraram, Júnior (emprestado ao Grêmio pelo Palmeiras) marcou o pênalti decisivo.

O campo pesado (choveu forte), os desfalques (sem quatro titulares) e a obrigação de vence (houve empate de 1 a 1 na primeira partida) resultara em incômoda mistura para o Palmeiras. Confuso, o time permitiu que articulasse seu ataque. O resultado foi evidente aos 23 min do 1º tempo, quando Tonhão fez pênalti em Juninho.

A tranquilidade gremista, porém, revelou-se frágil – Gílson chutou por cima do gol. A falha tranquilizou o Palmeiras, especialmente Tonhão. Disposto a reparar o erro, o zagueiro cabeceou forte em um escanteio cobrado por Edmundo, aos 30min. A bola entrou no canto direito.

Esperto, o técnico Wanderley Luxemburgo sacou Cláudio e escalou Daniel, para manter o resultado. No primeiro lance do 2º tempo, porém, Daniel fez pênalti em Juninho, Charles cobrou no canto esquerdo e empatou. (Folha de São Paulo – 14 de maio de 1993)

Fotos: Zero Hora

Grêmio 1×1 Palmeiras

GRÊMIO: Eduardo Heuser; Luís Carlos Winck, Paulão, Geraldão e Eduardo Souza; Pingo, Jamir e Juninho (Dorival Júnior); Fabinho, Gílson e Carlos Miguel (Charles)
Técnico: Sérgio Cosme

PALMEIRAS: Sérgio; Cláudio (Daniel – Intervalo), Tonhão, Alexandre Rosa e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Jean Carlos (Sorato) e Zinho; Edmundo e Maurílio.
Técnico: Wanderley Luxemburgo

Copa do Brasil 1993 – Quartas de Final – Jogo de volta
Data: 13 de maio, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 16.348 pagantes
Renda: Cr$ 2.343.550.000,00
Preço dos ingressos: Cadeiras Cr$ 250 mil, Arquibancada Cr$ 150 mil, Sociais Cr$ 100 mil e acompanhante de sócio Cr$ 200 mil
Árbitro: Claudio Cerdeira – Fifa/RJ
Auxiliares: Sergio Nascimento e Carlos da Fonseca
Cartões Amarelos: Pingo, Winck, Edmundo, Tonhão, Aleandre Rosa e Daniel
Cartão Vermelho: Luís Carlos Winck
Gols: Tonhão, aos 30 minutos do 1º tempo e Charles (pênalti), aos 2 minutos do 2º tempo.

2 Responses to “Copa do Brasil 1993 – Grêmio 1×1 Palmeiras”

  1. Anonymous Says:

    Quem é o jogador em destaque na primeira foto?

  2. André Kruse Says:

    Juninho

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