Archive for September, 2012

Classificação 26ª Rodada – Aproveitamentos e projeções

September 28, 2012

No Campeonato Brasileiro de 2012 o Grêmio conquistou 49 pontos nas primeiras 26 rodadas, tendo um aproveitamento de 62,8%. Até aqui a média de público pagante nos jogos do Olímpico é de 19.132 e a média de público total é de 25.882.
Na era dos pontos corridos com 20 times somente em 2008 o clube conseguiu um aproveitamento superiora a este:
– Em 2011 o Grêmio fez 36 pontos nos primeiros 26 jogos* (46,15% de aproveitamento) 
– Em 2010 o Grêmio fez 36 pontos nos primeiros 26 jogos (46,15% de aproveitamento)
– Em 2009 o Grêmio fez 39 pontos nos primeiros 26 jogos (50,00% de aproveitamento) 
– Em 2008 o Grêmio fez 50 pontos nos primeiros 26 jogos (64,10% de aproveitamento) 
– Em 2007 o Grêmio fez 41 pontos nos primeiros 26 jogos (52,56% de aproveitamento) 
– Em 2000 o Grêmio fez 45 pontos nos primeiros 26 jogos (57,69% de aproveitamento) 
Vanderlei Luxemburgo diz que sua meta é atingir 74 pontos no final do campeonato. Ainda faltam 12 rodadas (36 pontos a serem disputados). O time precisaria conquista 25 pontos nos jogos restantes, o que significaria um aproveitamento de 69,44% nas rodadas futuras.
Somente em uma edição dos pontos corridos o clube fez uma marca superior ou igual a esta. Veja abaixo como foi o aproveitamento do Grêmio nessa reta final em anos anteriores:

Em 2011 o Grêmio fez 12 pontos nos últimos 12 jogos (33,33% de aproveitamento)
Em 2010 o Grêmio fez 27 pontos nos últimos 12 jogos (75,00% de aproveitamento) 
Em 2009 o Grêmio fez 16 pontos nos últimos 12 jogos (44,44% de aproveitamento)
Em 2008 o Grêmio fez 22 pontos nos últimos 12 jogos (61,11% de aproveitamento) 
Em 2007 o Grêmio fez 17 pontos nos últimos 12 jogos (47,22% de aproveitamento)
Em 2006 o Grêmio fez 22 pontos nós últimos 12 jogos (61,11% de aproveitamento)

*Jogo contra o Santos foi adiado para 5 de outubro

Fontes: Folha de São Paulo. Correio do Povoe  Bola na Área.

Sulamericana – Barcelona 0x1 Grêmio

September 27, 2012
O resultado conquistado pelo Grêmio foi excelente, a atuação vista em campo nem tanto. Mas não resta dúvida que, no futebol, o mais importante é conseguir o resultado, especialmente num torneio de mata-mata. 
O jogo começou aberto, franco e bem movimentado. O tricolor parecia um pouco mal posicionado e dava espaços para as corridas dos rápidos avantes do time da casa. Marcelo Grohe começou a ser exigido cedo na partida, mas no primeiro tempo o Grêmio também levou perigo, como nos chutes de Tony, Pico e Kléber. Mas no desenrolar da primeira etapa o Barcelona foi se impondo e aumentando a pressão em cima da defesa gremista. Levar o 0x0 para o intervalo já parecia um grande feito do time de Luxemburgo, mas aos 44 minutos Elano cobrou um falta para o centro da área e Werley acertou uma bela cabeçada, colocando o Grêmio em vantagem.
Os 45 minutos finais foram todos de pressão do Barcelona. O Grêmio tinha dificuldade em sair no contra-ataque, e isso só se acentuou depois da expulsão de Tony, aos 14. Aí o tricolor acabou sendo encurralado, mas acabou resistindo com garra e raça aos constantes ataques do time da casa e o empate só não aconteceu devido a espetacular atuação de Marcelo Grohe, que fez grandes defesas e nas poucas vezes em que foi superado acabou contando com ajuda da trave do pé salvador de Léo Gago.

Na minha ótica Vilson jogou (mal, diga-se de passagem) como um terceiro zagueiro. Esteve sempre mais recuado dos que os laterais/alas. Tony, liberado para apoiar, conseguiu se destacar até ser expulso.

Fotos: Rodrigo Buendia (Terra e Correio do Povo)

Barcelona 0x1 Grêmio
Werley 44´


BARCELONA: Banguera, Perlaza (Ferreyra, 17’/1ºT), Jairo Campos, Erazo; De La Torre (Ayoví, 33’/1ºT), Roosvelt Oyola, Amaya (Quiñonez, 22’/1ºT), Arroyo e Matías Oyola; Damián Díaz e Mina  Técnico Gustavo Costas.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Naldo, Werley e Vilson (Léo Gago, 22’/1ºT); Tony, Fernando, Souza, Elano (Marquinhos, 33’/1ºT) e Anderson Pico; Kleber (Edilson, 19’/2°T) e Marcelo Moreno 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Copa Sul-Americana – Oitavas de final – Jogo de ida
Data: 26/9/2012, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Monumental Banco Pichincha, Guayaquil (EQU)
Árbitro: Georges Buckley (PER)
Auxiliares: Raúl López (PER) e Braulio Cornejo (PER)
Cartão Amarelo: Vilson, Tony, Elano e Fernando (GRE); Perlaza (BAR)
Cartão vermelho: Tony (GRE), aos 14 do 2º tempo
Gol: Werley, aos 44 minutos do 1º tempo

1º turno da eleição para Presidente

September 26, 2012

Ontem, no Conselho Deliberativo, ocorreu o primeiro turno da eleição para a presidência do Grêmio em 2013/2014. Participaram do pleito 314 conselheiros, sendo 22 suplentes, um quórum recorde na história do Clube“. O resultado foi o seguinte. 

Chapa 1 – Fábio Koff: 93 votos (29,71%)
Chapa 2 – Eldir Antonini 2 votos (0,63%)
Chapa 3 – Homero Bellini Jr: 67 votos (21,40%)
Chapa 4 – Paulo Odone: 151 votos (48,24%)
 e 1 voto nulo.

Disse em inúmeras ocasiões que julgo ser inadequada essa forma de votação em primeiro turno dentro do conselho. Até entendo que os conselheiros possam fazer algum tipo de controle (ou aval) sobre as candidaturas, mas não concordo com a idéia do conselho decidir sozinho a eleição.
Mas essa é a regra e temos que obedecer. Em razão do acima exposto, eu fui um dos conselheiros que assinou a inscrição da Chapa 2 do Grêmio do Prata. Infelizmente eles não conseguiram votos suficientes para disputar a eleição junto ao associado. 
Já tinha aberto o meu voto em Homero Bellini Jr. E não é novidade para ninguém que sou integrante do Movimento Grêmio Independente. Tenho motivos objetivos e subjetivos para justificar a minha escolha, mas em suma digo que considero o Homero o candidato mais adequado para o momento e para o futuro do clube. Acho que é dele a candidatura que tem a chapa mais heterogênea e mais capacitada e que possui o projeto mais factível para o Grêmio. Mas respeito as opiniões divergentes e vejo virtudes em todas outras candidaturas.
Foi um noite bem fria no Olímpico ontem, com algumas pessoas ocupando o pátio (entre os quais muitos ex-conselheiros). O conselho em si estava bem cheio, contando com a presença de muitos membros que não costumam aparecer nas sessões ordinárias. Mas o clima era bom, cordial e a eleição transcorreu de forma pacífica e organizada.
Acho importante ressaltar como foi importante a redução da cláusula de barreira de 30% para 20%. Não tivesse sido promovida essa alteração (em duas ocasiões ela não foi) nós não teríamos eleições no pátio.
Outro dado importante é que a votação serviu para desmentir uma série de inverdades repetidas nos últimos anos. A principal delas talvez seja aquela frase irresponsável que afirma que o “presidente Odone domina/controla o conselho”.
Eu fiquei feliz com o resultado. Teremos 3 candidatos no pátio. Acho importante que a escolha seja feita pelo sócio. Se o sócio vai escolher sabiamente aí já é uma outra história, mas isso faz parte da democracia.

1977 – Gauchão – Grêmio 1×0 Inter

September 25, 2012

Depois de 3 turnos e 33 jogos, Grêmio e Inter finalmente começaram a decidir o Campeonato Gaúcho de 1977 em 25 de setembro. Começaram e terminaram, porque o tricolor tinha a vantagem de precisar apenas de dois dos quatro pontos disputados nas finais. Bastavam dois empates ou uma simples vitória para garantir a título. E o jejum foi quebrado com uma vitória logo no primeiro jogo da final, disputado no Olímpico. Mas não foi fácil.
O Grêmio sofreu para confirmar a sua melhor campanha no campo. Aos 25 minutos do primeiro tempo Tarciso desperdiçou um pênati. Aos 42 André Catimba fez  o gol do jogo, saltou para a sua antológica comemoração e deixou o campo machucado.
O segundo tempo foi de pura tensão e pouco futebol, até que a torcida invadiu o gramado minutos antes do termino do jogo. Formou-se uma confusão generalizada, onde o juiz levou um voadora de um torcedor, Escurinho agrediu o torcedor e acabou sendo surrado pela massa, e o Inter deixou o campo. O juiz Luis Torres aguardou que Brigada retomasse a ordem, esperou 30 minutos pelos colorados e decretou o Grêmio como vencedor. Todo esse cenário só postergou a entrega formal da taça, mas a festa já tinha se iniciado, contando inclusive com a presença de Gilberto Gil no vestiário.

Zero Hora

Grêmio campeão com o gol de André
Os oito anos de sofrimento do Grêmio terminaram com o time de Telê Santana vencendo o Inter por 1 a 0, ontem no estádio Olímpico. Mas a festa que a torcida do Grêmio esperava fazer não pôde ser como ela queria. O jogo foi interrompido aos 42 minutos do segundo tempo, houve invasão de campo e o Inter acabou se retirando do estádio, depois de ter jogadores agredidos, alegando que não havia condições de segurança para a partida chegar a seu final.

O jogo não teve a movimentação técnica de outros Gre-Nais, nem chegou a ter jogadas, empolgantes, com freqüência. Teve duas características, ditadas pelo gol de André. O Inter começou mais cauteloso, fazendo questão de prender a bola e só indo à frente com segurança. O Grêmio mostrava mais força ofensiva, embora no início sentisse a marcação por pressão do adversário.

Como maior preocupação defensiva Gardel em cima de André (Marinho sobrava),
Vacaria matava Tarciso com a ajuda de Caçapava, enquanto o resto marcava por setor. Mesmo assim o Grêmio levava ligeira vantagem tática, pois a movimentação e postura de seus jogadores era melhor. Tanto que ia à frente com mais perigo do que o adversário. No entanto, o primeiro lance perigoso de gol só foi ocorrer aos 19 minutos. Caçapava demorou para sair com a bola da defesa, Éder recebeu um passe de Iura e chutou forte para Benitez fazer boa defesa.

Aos 22 minutos o Grêmio teve uma grande chance de abrir o marcador, quando Gardel colocou a mão na bola dentro da área, em jogada que sua defesa tinha dominado, assustado com a proximidade de André e Éder. O juiz assinalou, os jogadores do Inter reclamaram muito, fizeram catimba, mas Luis Torres confirmou o pênalti. Tarciso, encarregado da cobrança, chutou forte, mas seu pé bateu no chão e a bola desviou para fora, pelo lado esquerdo de Benitez, que saltara para o canto direito.

O pênalti perdido deu moral ao Inter, sua torcida começou a gritar. Mas o Grêmio era melhor em campo e numa jogada rápida, acabou fazendo seu gol. Aos 42 minutos, Tarciso bateu uma falta pela direita, a bola veio para Tadeu que fez um “corta-luz” levando o seu marcador. Iura, com a bola, atraiu a marcação de Caçapava e Gardel e deu para o lado esquerdo onde entrava André. O centroavante ainda trocou de pé e chutou forte, bem colocado, no ângulo direito de Benitez que pulou inutilmente. Aí o trabalho do Grêmio foi só esperar terminar o primeiro tempo.

Para o segundo, em desvantagem, o Internacional voltou mais ambicioso, enquanto era a vez do Grêmio prender a bola, segurar o resultado. Buscando mais força, Gainete tirou Bereta (Batista foi para lateral), entrando Jair e Santos saiu para Dario entrar. O Inter foi cercando, Telê colocou Alcindo no lugar de André, que se lesionara na comemoração do gol. Depois foi a vez de Wilson substituir Iúra o Grêmio foi dando cada vez mais espaço ao adversário, enquanto esperava o tempo passar.
O clima do jogo ficou muito nervoso alguns jogadores já deixavam a bola para ir com mais violência no adversário. Mas Luis Torres ainda controlava as ações. Éder já tirava bola em sua área pelo lado direito, o Grêmio ia recuando, tentando jogar em contra-ataques, uma tática que sempre deu os melhores resultados contra mesmo adversário. A defesa do Inter avançava, procurando se juntar ao ataque. O tempo ia passando, entrou nos 15 minutos finais, quando começou, pouco a pouco, a invasão de campo pelos torcedores. Primeiro os do Grêmio, eufóricos com a vitória. E a invasão de campo aconteceu porque a torcida achou que a partida estava terminada, quando o juiz paralisou uma jogada aos 42 minutos. Houve invasão geral, alguns jogadores do Inter brigaram com torcedores, acabou abandonando o estádio a partida teve de ser suspensa. O Grêmio fez sua festa, só não pode complementá-la, embora a euforia dos torcedores fosse
justa, o time jogou melhor, merecia sair vitorioso. Teve a melhor campanha do campeonato, foi o melhor no Gre-Nal da decisão. Agora a questão se transfere para os tribunais, o Grêmio com a garantia de ter vencido dentro de campo, enquanto o Inter desesperado vai tentar mudar o resultado no TJD. E só se consola em ter prejudicado a grande comemoração do adversário. (Zero Hora – 26/09/2012)


“A partir daí a confusão foi enorme. Escurinho e Cláudio, que também entrara em campo, conversavam com Luís Torres quandoeste foi agredido por um torcedor. Escuro foi atrás do torcedor, e agrediu o desconhecido. Depois apanhou de vários torcedores e teve que sair do Olímpico direto para o hospital, com o nariz fraturado, a face cortada, e suspeita de traumatismo craniano” (Zero Hora – 26 de setembro de 1977)

“De repente, de bermudas desfiadas, alpargatas, camiseta desenhada, cabelos encaracolados à moda africana, lá estava Gilberto Gil no vestiário do Grêmio. Os olhos estavam completamente vermelhos – Gil chorava com o título conquistado pelo Grêmio – mas o astral estava ótimo.” (Zero Hora – 26 de setembro de 1977)

Correio do Povo


“O CAMPEÃO DE CAMPO. HÁ OUTRO?

Escrevo antes de saver o que fez a Federação com a súmula do Torres. Já existe um campeão, o Grêmio. Ganhou quatro gre-nais, empatou um, perdeu apenas dois. O campeão passa por essa contabilidade. No Rio Grande do Sul não existe outra forma de avaliação. Imagine-se um campeão que tivesse o número de vitória e empates que teve o Internacional. Não poderia ser o campeão porque teria ganho cinco pontos e o Grêmio nove.” (Ruy Carlos Ostermann – Correio do Povo – 27 de setembro de 1977)

Folha da Tarde 

“O Gre-nal não chegou a terminar com futebol, pois quando faltavam seis minutos para o seu encerramento, parte da sofrida e emocionada torcida do Grêmio invadiu o gramado. Não houve condições a partir desse incidente, até que os policiais militares tirassem os torcedores do campo, do jogo continuar. Mas quando isso ocorreu, o time e a delegação do Inter já haviam abandonado as dependências do Olímpico. Alguns jogadores do Inter, como Escurinho e Luisinho, tinha sido espancados por torcedores do Grêmio.

Sob a alegação de que não havia garantias para seus jogadores, os dirigentes do Inter optaram pelo abandono do campo. No entanto, a precipitada atitude da direção do Inter não influenciou na decisão do árbitro Luís Torres. Ao perceber que os policiais militares tinham adquirido o controle sobre a torcida, deu um prazo de meia hora para que o time dirigido por Carlos Gainete voltasse ao gramado. O do Grêmio permaneceu, batendo bola, sob os aplausos e gritos emocionados de seus torcedores.
Quando encerrou-se o prazo determinado, Luis Torres proclamou o Grêmio como vencedor do Gre-Nal pelo escorede 1 a 0, que já tinha sido obtido durante a partida, através de André” (Folha da Tarde – 26 de setembro de 1977)

“Luís Torres fez o que pôde, para dirigir o Gre-Nal mais catimbado do ano. Socos, pontapés, cotoveladas, sempre longe das vistas do apitador. Mas Torres teve um erro capital, aos 8 minutos: Santos, inexplicavelmente, empurrou André, dentro da área. O árbitro não marcou nada. Havia muita gente em sua frente. Isso não justifica. Sua sorte foi que o Grêmio acabou fazendo um gol.” (Ataíde Ferreira – Folha da Tarde – 26 de setembro de 1977)



Grêmio 1×0 Inter

GRÊMIO: Corbo, Eurico, Cassiá, Oberdan e Ladinho; Vitor Hugo, Tadeu Ricci e  Iúra (Vilson); Tarciso, André (Alcindo) e Éder.
Técnico: Telê Santana

INTER: Benitez, Beretta (Jair), Gardel, Marinho e Vacaria, Caçapava, Batista e Escurinho, Valdomiro, Luisinho e Santos (Dario).
Técnico: Gainete

Data: 25 de setembro de 1977, domingo 
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre – RS
Público: 57.186 pagantes

Renda: CR$ 1.642.960,00
Arbitragem: Luis Torres
Auxiliares: Adão Alipio Soares e Paulo Serafim.
Cartões Amarelos: Marinho, Dario, Corbo e Cassiá
Gol: André Catimba, aos 42 minutos do primeiro tempo

Brasileirão – Atlético-MG 0x0 Grêmio

September 24, 2012

E a chamada “partida de seis pontos” acabou distribuindo apenas um ponto para cada lado. O Grêmio pode até se queixar das chances desperdiçadas, mas não do seu nível de atuação. A proposta de jogo do tricolor foi bem pensada e bem executada. O time atuou um pouco mais recuado, com os laterais mais presos, conseguindo assim frear a tradicional correria feita pelo Galo. É claro que o time da casa teve seus momentos de pressão, mas situações claras de gol só ocorreram numa conclusão de Guilherme e num chute de Carlos César que acertou o travessão. E, embora não jogasse tanto no seu campo de ataque, o Grêmio também acertou o travessão em falta cobrada por Elano e na sequência Souza desperdiçou a oportunidade mais clara da primeira etapa.
No segundo tempo o Atlético foi para cima e se expôs mais. Bernard quase abriu o marcador logo na volta do intervalo, mas Marcelo Grohe evitou o gol ao sair nos pés do atacante atleticano. O Grêmio seguiu bem postado na defesa e as ameaças dos mandantes foram rareando. Aos 23, Pará roubou uma bola no ataque e serviu Marcelo Moreno, mas o boliviano, desequilibrado, chutou para fora com o gol vazio. Depois disso o jogo seguiu tenso e peleado até o seu final, mas sem maiores ocorrências.

Eu esperava coisa muito pior do Heber Roberto Lopes, mas ele parece nutrir uma estranha implicância com o Kléber. Aos 20 do segundo tempo Ronaldinho entrou de sola no peito do avante gremista e Heber nada marcou.

Ainda que o Grêmio tenha tido as duas melhores chances de abrir o placar eu não consigo deixar de achar que o resultado foi bom. Empate fora de casa com o segundo colocado é sempre bom resultado.
Não entendi por que o time não usou a camisa azul celeste lançada na sexta. O jogo era contra uma adversário de camisa preto e branca. Situação ideal para inagurar uma camiseta toda azul.
O grande trunfo do Atlético tem sido as jogadas em velocidade dos seus pontas. O Grêmio conseguiu brecar esse setor. Bernard vem sendo o grande destaque do campeonato. Pará o anulou e conseguiu sair, ainda que raramente, bem pro jogo.
Fernando começou a partida meio atrapalhado e depois se encontrou. Souza foi um monstro na meia cancha. E não é a primeira vez que Elano inicia bem e cai de rendimento no segundo tempo.
O Fluminense aumentou sua vantagem na liderança. Mas ainda é cedo. Faltam 36 pontos a serem disputados.

Fotos: Bruno Cantini (Atletico-MG) e Gil Leonardi (Terra)


Atlético-MG 0x0 Grêmio


ATLÉTICO-MG: Victor, Carlos César (Serginho 28’/2ºT), Réver, Leonardo Silva e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Guilherme (Neto Berola 14’/2ºT), Ronaldinho Gaúcho e Bernard; Leonardo (Escudero 30’/2ºT). 

Técnico: Cuca 


 GRÊMIO: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando, Souza, Elano (Leo Gago 34’/2ºT) e Zé Roberto; Kléber (André Lima 38’/2ºT) e Marcelo Moreno. 
 Técnico: Vanderlei Luxemburgo. 


26ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 23/9/2012, domingo, 18h30min
Local: Arena Independência, em Belo Horizonte (MG)
Público: 19.668 pagantes
Renda: R$ 688.505,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Marcelo Van Gasse (Fifa-SP) e Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa-GO)
Cartões amarelos: Leonardo Silva, Bernard, Neto Berola (ATL); Zé Roberto, Elano, Kléber, Marcelo Moreno (GRE)

Camisas castelhanas

September 22, 2012

 Já disse em outras ocasiões que sou um defensor ardoroso da camisa celeste do Grêmio e acho que a camisa reserva que a Puma fez para a Libertadores de 2009 é o melhor fardamento branco já feito para o clube.

Assim sendo eu fiquei bem empolgado quando fiquei sabendo dessa coleção inspirada nos uniformes das seleções da Argentina e do Uruguai. De um modo geral eu achei as camisas bem legais.

 
Não há nenhuma grande novidade nelas. O corte/design e a fonte dos números é a mesma da camisa titular. O posicionamento dos patrocinadors, do distintivo e do logo da Topper também é bem  parecido. 
A camisa celeste tem uma marca d’água em V que lembra muita a camisa do Werder Bremen da temporada passada. E, por uma questão de gosto, eu gostaria de ver um algum detalhe em branco nesse uniforme azul (talvez na gola e punho), afinal de contas o time é tricolor e a seleção uruguaia tradicionalmente ostenta algum elemento branco no seu uniforme titular. Do jeito que está, a camisa se assemelha muito a reserva do Santos desse ano.

Acho legal que exista bastante oferta e que o torcedor tenha opção. Mas com esses o Grêmio chega a cinco uniformes lançados na temporada (sendo que dois são brancos). Qual o limite? Quantas vezes cada um deles vai ser usada pela equipe principal? Os times ingleses, como Arsenal, Chelsea e Liverpool deixam bem claro para os seus sócios/torcedores/consumidores a vida útil dos  fardamentos.
Outras críticas também podem ser feitas. Concordo que a referência aos vizinhos do Rio da Prata não precisava ser tão óbvia e direta. E não consigo entender porque se lança em setembro um produto que só vai estar disponível em 20 de outubro.
Mas é preciso repetir que achei as camisas bem bonitas. E talvez seja este o ponto mais importante.

Como foi a inauguração do Olímpico

September 19, 2012


Hoje o Estádio Olímpico completa 58 anos. Talvez seja o seu último aniversário. Todos sabem que a partida de inauguração foi Grêmio 2×0 Nacional do Uruguai. Mas como foi a cerimônia de abertura? Qual era o clima da cidade no dia?

Eu fiz uma pesquisa nos jornais da época e encontrei alguns dados curiosos.

– O Grêmio tinha cerca de 11.000 sócios em 1954. Nenhum deles precisou pagar ingresso para ver o jogo inagural.

– Cinco dias antes da inaguração o estádio ainda estava em obras e última parte de arquibancadas estava recebendo o cimento. Os jogadores já treinavam no gramado do Olímpico.

– O estádio tinha somente 7 portões naquela época.

– O presidente Saturnino Vanzelotti deixou claro no seu discurso que o estádio não estava completo e que as obras deveria seguir nos anos que viriam.

Seguem abaixo algumas fotos e textos retirados dos jornais Correio do Povo e Folha da Tarde Esportiva:


“O PRIMEIRO SÓCIO

Às 12 horas em ponto o esportisita Hermínio Bitencourt, que estava no controle dos portões, distribuiu o policiamento e ordenou a abertura das sete entradas do Estádio. O primeiro associado tricolor a penetrar no Estádio Olímpico foi o dr. Dario Strasntassen.

[…]

GRANDES FILAS

Grandes filas organizaram-se em torno do Estádio, por volta do meio-dia, e até às três horas o movimento foi intenso. Somenta à noite a reportagem teve conhecimento dos dados oficiais sobre o numero de assistentes e o total da renda. O sr. Siqueira, chefe das arrecadações da FRGF, forneceunos os dados sobre este movimento.

SÓCIOS E CONVIDADOS

Nos portões de sócios e convidados os relógios acusaram 20.238 pessoas, não incluídos os menores. Estão incluídos nesta soma associados, convidados especiais, cronistas esportivos, etc.

10.848 GERAIS

Foram vendidas 10.848 entradas gerais, que renderam Cr$ 325.440,00. As bilheterias acusaram a venda de 2.222 meias-gerais, num total de Cr$ 44.440,oo. Foram vendidas 1.936 entradas colegiais, somando Cr$ 19.360.

APENAS 267 CADEIRAS VENDIDAS

Talvez devido ao preço altíssimo das cadeiras, que foram postas à venda a razão de 200 cruzeiros cada uma, a renda foi fraca, neste setor. Foram vendidas, apenas 267, que deram um renda total de Cr$ 53.400,00.
A renda total foi de Cr$ 442.640,00, não sendo quebrado o recorde total de assistentes: 35.511

SE OS SÓCIOS PAGASSEM

As entradas vendidas, em número de 15.273, acusaram a soma de Cr$ 442.640,00. Se os sócios do Grêmio houvessem contribuido com gerais, teríamos então quebrado todos os recordes, já que se teria recolhido Cr$ 1.049.780,00.” (Folha Esportiva – 20 de setembro de 1954)


“Dois triunfos espetaculares rubricou o Grêmio Porto Alegrense, na tarde de anteontem.

O primeiro deles, que constituiu, igualmente uma grande surpresa para o nosso público, foi a solene inauguração do Estádio Olímpico, situado à avenida Carlos Barbosa.

A nova Baixada suplantou em muito a imaginação popular, evindenciando um conjunto de linhas harmoniosas e as mais amplas e confortáveis instalações.

Com capacidade para cerca de 50.000 pessoas, todos os que compareceram ao Estádio ficaram otimamente situados, podendo torcer e vibrar perfeitamente instalados, sentados e sem o constraginmento habitual em nossas arquibancadas.

E foi um acontecimento impressionante e que perdurará por certo, na retina do público, o majestoso e bem organizado desfile que deu início às solenidades.

Via-se, inicialmente, um menino simbolizando o Mosqueteiro, que acompanhava, uma encantadora garota, a qual durante o longo desfile, executava repetidas acrobacias, sob aplausos entusiasticos.

Sob o dístico – O Grêmio de ontem – viam-se as bandeiras nacional, riograndense e do Grêmio conduzidas, respectivamente pelos atletas Ilse Gerdau, Pedro Mayerski e o veterano campeão dr. Augusto Maria Sisson. Seguiam-se os dirigentes gremista, destacando-se o grandes beneméritos da construção do Estádio: Saturnino Vanzelotti, Alfredo Obino e Silvio Toigo Filho, que constituem, hoje em dia, sem favor algum, o “tri de ouro” da família tricolor.

Sucederam-se atletas de todos os atuais departamentos tanto masculinos como femininos e o “Grêmio do futuro”, onde se viam meninos e meninas, que estão dando os primeiros passos na senda esportiva.

Sócios fundadores, ex-presidentes, diretores antigos todo o Grêmio, emfim, estava presente na pista olímpica, acompanhados por delegações dos clubes co-irmãos, todos com os seus respectivos pavilhões.

Ao som do Hino Nacional, foi hasteada a Banderia Brasileira e , logo após, o general Ernesto Dorneles, governador do Estado, desmanchava o laço de fita tricolor, dando por inaugurado o Estádio Olímpico.

D. Vicente Scherer, arcebispo metropolitano, deu a bênção do ritual, seguindo-se diveros oradores, sendo o discurso oficial proferido pelo dr. Ari Delgado, ex-jogador, atualmente prestimoso membro da diretoria.

Todas essas solenidades foram muito aplaudidas, constituindo, em conjunto, um espetaculo grandioso e agradavel ao mesmo tempo.

[…]

A renda das bilheterias esteve aquém do calculo previsto.

Tão somente Cr$ 442.640,00 passaram pelos “bordereaux”, acusando uma assitência de 35.511 pessoas.

Deve se ressaltar, entanto, que mais de 18.000 espectadores entraram gratuitamente, o que veio prejudicar em muito o montante da arrecadação.

Outro espetáculo magnifico era o representando pelas filas de torcedores, que, desde, o meeio-dia, se comprimiam ao redor da grandiosa Baixada.

Por vários quilometros se estendiam os esportistas, a esppera do instante de penetrarem no Estadio, indo as “bichas” desde a avenida Carlos Barbosa e rua da Azenha e José de Alencar, até além da Igreja do Menino Deus.

Nada mais será preciso escrevermos, para justificar o sucesso que alcançou a inaguração do monumental Estádio Olímpico do Grêmio Porto-Alegrense.” (Correio do povo – 21 de setembro de 1954)

“Aproximadamente às 15 horas, começou o desfile no Estádio Olímpico. A frente vinha uma banda da Brigada Militar do Estado, cadencinado a marcha.

O público de pé, aclamou vibrantemente os atletas e diretores de agora e do passado. As manifestações chegaram em certos casos ao delírio, provocando emoções profundas a todos.

“O GRÊMIO DE ONTEM”

Sob este dístico, desfilaram os homens que defenderam o prestígio esportivo do Grêmio nas liças do passado. Como porta-bandeiras havia a atleta Ilse Gerdau, Pedro Mayesky e dr. Augusto Maria Sisson, jogador de football dos primeiros tempos do tricolor cinquentenário. Nas colunas seguintes, viam-se homens como Luiz Carvalho, Luiz Assunção, Telêmaco Frazão de Lima, Alfredo Day, Luiz Luz, Nenê, Augusto Teixeira (Tigre), Eduardo de Rose, Túlio de Rose e os mais velhos como Waldemar Karl, Schuback, Mordieck e Dorival Fonseca. Baskettballistas, atletas e tenista de outrora também formaram no pelotão de “O Grêmio de ontem”.” (Folha Esportiva – 20 de setembro de 1954)

“Foi, por isso, particularmente feliz o presidente tricolor quando, chamado a dizer algumas palavras ao microfone, acentuou que as obras do estádio aindão não foram completadas. E, cheio de confiança, declarou: “É tocar para a frente!” (Folha Esportiva – 20 de setembro de 1954)

“Com as deficiências naturais de uma inauguração, o espetáculo de ontem no Estádio Olímpico do Grêmio Pôrto Alegrense, mesmo assim, ficará inesquecível para aquelas trinta e três mil e tantas pessoas que o assistiram confortavelmente instaladas na nova praça de esportes, sem contar as outras dez mil e muitas que tudo apreciaram de cima dos morros circunvizinhos” (Amaro Junior – Folha Esportiva – 20 de setembro de 1954)

A convite de Saturnino Vanzelotti e de Silvio Toigo, visitamos ontem, durante duas horas – que em menos tempo não é possível vêr tudo – o Estádio Olímpico do Grêmio Pôrto Alegrense.
[…]

O que ali estará plantado no dia 19 aos olhos do público, terá custado realmente 20.000.000 de cruzeiros. Mas valerá, sem exagero, algum, cinquenta milhões, na concretização do melhor negócio que um clube de futebol já fez em sua vida, no Brasil.


A TRANSCEDENCIA DA OBRA
Poderriamos dedicar ao estádio do Grêmio todos os adjetivos laudatórios em “oso” – fabuloso, grandioso, etc – que estariamos batizando condignamente o que nosso olhos viram.

Preferimos, porém, botar os olhos mais adiante. Que influência terá para o esporte, e desde já para o futebol de Pôrto Alegre, esse cenário modelar, que convidda, que atrai? Isso é o mais importante, o transcendente. Sabemos todos que o “bloco de choque” do futebol metropolitano, isto é, aquele corpo de assistentes mais ou menos permanente, que lhe dá vida, lotando os nosso exíguos estádios de até hoje anda oa redor das 15 000 pessoas. Excepcionalmente e sujeitand-se a sacríficos inauditos, tem chegado a 20.000. Não há em realidade possibilidade para mais. Daí a estagnação.

A importância maior do Estádio Olímpico, do ponto de vista do interesse e do bem coletivo, e abstraindo-se desde logo o que representará na vida privada da agremiação cinquentenária – a importância maior está reconheçamos, na influência decisiva que terá para o aumento da coletividade futebolística pôrto-alegrense. […] ” (Cid Pinheiro Cabral – Correio do Povo – 15 de setembro de 1954)

“No Estádio Olímpico da Avendia Carlos Barbosa praticaram durante 90 minutos os players do plantel tricolor. Os profissionais abateram os reservas por 4×0, goals de Tesourinha, Camacho, Zunino e Torres. Os quadros treinaram com as seguintes formações:

TITULARES – Sérgio; Roberto e Orli; Silvio, Sarará e Mauro; Tesourinha, Vitor, Camacho, Zunino e Torres

RESERVAS – Vilson; Mirão e Celso; Hugo, Roni e Português; Milton, Delem, Chico Preto, Alvim e Jorginho”(Correio do Povo – 15 de setembro de 1954)


“À esquerda, a última parte das arquibancadas que será posta em condições. Hoje receberá cimento e até domingo estará pronta. Trabalha-se a jato na Av. Carlos Barbosa: cerca de 300 operários
” (Correio do Povo – 15 de setembro de 1954)

“O Liverpool só amanhã entrará em ação na festa inaugural do Estádio Olímpico, embora também tome parte, hoje, no desfile de atletas que antecipará o grande jogo Nacional x Grêmio” (Correio do Povo – 19 de setembro de 1954)

“Visão panorâmica do pavilhão social, quando recebia ontem os últimos retoques. Poderá abrigar 20.000 sócios. Metade dessa cifar já está coberto, com o aumento vertiginoso nos últimso tempo do quadro social tricolor.” (Correio do Povo – 15 de setembro de 1954)




 

 
 
 
 

1977 – Gauchão – Inter 0x2 Grêmio

September 18, 2012

O Campeonato Gaúcho de 1977 teve uma fórmula disputa que parece pouco usual para os dias de hoje, mas era bem comum na época: 3 turnos para apurar os finalistas. O Inter ganhou o primeiro, o Grêmio ganhou o segundo e a dupla chegou a última rodada do terceiro turno empatada na liderança, e ali se enfrentariam no Beira-Rio no dia 18 de setembro de 1977. O ganhador ficaria em vantagem nas finais.

O clima do campeonato era pesado. O Grêmio reclamava da FGF. O Inter se queixava de Agomar Martins, que no GreNal anterior não apitou o pênalti numa falta cometida por Ancheta, marcando equivocadamente a cobrança fora da área.

O presidente do Inter, Frederico Arnaldo Ballvé lembrava que este Grenal do terceiro turno seria “diferente”, pois seria disputado no Beira-Rio e “Lá, juiz nenhum terá coragem de nos roubar. Nós não criamos clima de hostilidade durante o campeonato, mas se querem ver quem é melhor nisso, vamos criar um clima pior ainda.” O juiz da partida foi escolhido num sorteiro na manhã do jogo e o vice de futebol do Inter, Artur Dallegrave repetiu “o Inter não vai ser roubado no Beira-Rio.

E por essas coincidências do futebol também ocorreu um lance polêmico no GreNal 234. Mais uma falta cometida dentro da área que o juiz não marcou pênalti.

O Grêmio adotou uma postura cautelosa na primeira meia hora do clássico. Aos 32 minutos Tarciso arrancou da intermediária em passou para Iura. O “Passarinho” sairia na cara do goleiro Manga não fosse o toque de mão de Bereta, dentro da área. Mas Carlos Martins marcou falta fora da área. Contudo essa polêmica durou pouco segundos. Tadeu Ricci cobrou a falta no ângulo, inaugurando o placar.

Com o 1×0 o Grêmio passou a dominar o jogo e ainda marcou o segundo com Tarciso, eleito o melhor em campo. A vitória colocou o Grêmio em vantagem para as finais do campeonato. Bastava um vitória (ou dois empates) para quebrar o jejum.

Folha da Tarde

“Arbitragem

Carlos Martins foi um árbitro que soube controlar os ânimos dos jogadores e evitar a violência. Mostrou cartão amarelo de maneira correta e não influiu no resultado do jogo, por sorte. Isto porque cometeu um grande erro, ao não assinalar a mão de Bereta dentro da área. Estava próximo ao lance, mas determinou que a falta fosse batida de fora da área. Assim mesmo Tadeu Ricci marcou o gol. Além desse erro, inverteu faltas. Mas num aspecto geral, seu trabalho pode ser considerado como bom. Os auxiliares Adão Alípio Soares e Paulo Serafim não cometeram erros.”
(Folha da Tarde – 19 de setembro de 1977)


Os gols

1 a 0 – 31 minutos do período inicial – Num contra-ataque do Grêmio, sem muita agressividade, Bereta disputou o lance com Iúra, dentro da área, desequilibrou-se e na queda tocou com mão na bola. O árbitro não marcou o pênalte, alegando ter sido a mão fora da área. Tadeu cobrou a falta, no ângulo.

2 a 0 – 21 minutos do segundo tempo – O Inter atacava desordenadamente, quando Iúra pegou a bola pela ponta-esquerda, mas no meio-campo. Correu até quase a linha de escanteio, driblou Bereta e passou a bola para André, que evitou Marinho e cruzou alto na área pequena. Tarciso entrou correndo e de cabeça marcou o gol.” (Folha da Tarde – 19 de setembro de 1977)


“Pois os 2 x 0 ainda saíram bareto para o Inter, pela superioridade gremista e o seu (dele Inter) completo desarvoramento, principalmente depois dos 30 minutos, quando sofreu o primeiro gol.

A vitória tricolor foi a do muito superior em execução de jogadas e plano de jogo. Marcação rígida, solidariedade tanto nas ações ofensivas como defensivas, onde sempre havia, perto, além do que estava com a bola, mais um ou dois – enfim, um time orientado, que mordeu, que valeu pelo todo mas com cada um dentro do seu rendimento normal para cima. E mesmo jogando no estádio adversário, ainda, quando a catimba foi útil, soube fazê-la. Oberdan esteve sempre em cima do juiz, sem acinte, mas com a utilidade que isso pode produzir, enquanto isso, do outro lado, ninguém nesse tarefa. Indiferença total…

É difícil destacar no time do Grêmio sem usar a palavras todos, mas uma nota especial para Oberdan, que não só foi insuperável como zagueiro, como estabeleceu um comando, em campo, cuja influência foi sentida em todos os quadrantes do gramado.” (Cid Pinheiro Cabral – Folha da Tarde – 19 de setembro de 1977)


Placar

“Sérgio Moacir afinal fez entrar Escurinho no lugar de Luisinho, que não mostrou jeito para ajudar o meio-campo nem disposição para as divididas. Mas tal era a tensão do Inter, que o primeiro lance de Escuro foi um pontapé sem bola em Vítor Hugo.

Briga: Em teoria não era GreNal para isso – Ninguém queria ficar fora dos jogos decisivos. Iúra começou dando uns bicos nas canelas de Falcão, mas logo levou um pito de Oberdã. A violência do Inter, contudo, ao sentir a derrota leva a pensar que muitos jogadores tenham perdido o jogo e algo mais. Senão, como interpretar a escandalosa agressão de Manga a Tarciso, ele que, aos 40 anos, nunca havia sido expulso a
ntes?” (Divino Fonseca – Revista Placar – 23 de setembro de 1977)

Correio do Povo

“Com o resultado favorável, o Grêmio cresceu em campo, favorecido também pela perturbação do Inter, que passou a atacar desordenadamente. Cauteloso na defesa, o Grêmio passou a explorar mais ainda as jogadas de contra-ataque, principalmente com Tarciso e Tadeu Ricci, que souberam aproveitar muito bem os espaços deixados na meia-cancha e defesa do Inter.

Os dois time voltaram sem modificações para o segundo tempo. Igualmente o panorama do jogo não mudou muito. O Grêmio sempre esteve mais perto dos 2 a 0, do que o Inter do empate. A pressão do Inter era tranqüilizada pela boa colocação da defesa do Grêmio que, por sua vez, continuava insistindo nos contra-ataques, sempre com relativo perigo” (Correio do Povo – 19 de setembro de 1977)

Zero Hora

“Antes da partida, a torcida do Grêmiopresentia a vitória no clássico. Uma hora e meia antes do início do GreNal, os torcedores já ocupavam todo o espaço destinado as suas acomodações nas gerais e arquibancadas do Beira-Rio. Pouco a pouco, a cor azul começou a encher os espaços vazios no meio da torcida do Inter.

A partida foi realizada no campo do adversário e a administração do Inter se encarregou de colocar faixas nos locais que seriam ocupados por sua torcida. Pois a massa gremista deu uma demonstração de sua força colorindo o Beira-Rio de azul, com muito maior número de faixas e bandeiras.

Acima da torcida do Internacional, nas arquibancadas, estavam as faixas com os dizeres: Adão não sofria porque o Grêmio não existia, Camisa 12, Octacampeão, Chegou a hora da verdade, Garra, Colora..Qua..Qua. Os tricolores, que tomaram conta de boa parte do Beira-Rio, respondiam com as suas faixas: O Inter não vencia porque Hofmeister não existia, Tribunal de Justiça deles, Tem senhora suspeita no TJD, Grêmio, ontem, hoje, sempre.

As 26 bandeiras coloradas fixas nas arquibancadas, eram as únicas, enquanto os gremistas entravam no estádio carregando e agitando mais de 30 bandeiras” (Zero Hora – 19 de setembro de 1977)


“Até os 24 minutos, a partida continuava indefinida, com poucos lances mais fortes. Num escanteio para o Inter, Marinho subiu para a área. Durante a jogada, acertou um tapa no rosto de Iúra. O meia-direita reclamou e recebeu cartão amarelo. Aos 32 minutos, houve o lance do gol do Grêmio. Numa disputa de bola, Bereta cometeu toque dentro da área: pênalti. Carlos Martins marcou fora da área. Na cobrança, Tadeu marcou. Quase ao final do primeiro tempo, o juiz mostrou cartão amarelo Bertta, por falta violenta em Éder.

Na segunda etapa, como na fase inicial, Carlos Martins teve pequenos erros. Marcou faltas vencidas e até algumas faltas inexistentes mas na maior parte do jogo. Martins deixou a bola andar, sem truncar muito o andamento do jogo. Aos 15 minutos, Oberdan levou cartão amarelo por segurar demais a bola. Aos 30 minutos, Escurinho acertou violentamente Vitor Hugo, num lance claro de expulsão. Mas o juiz deu só cartão amarelo.” (Zero Hora – 19 de setembro de 1977)


O Placar

32 minutos, do primeiro tempo, 1 a 0, Tadeu Ricci. O Inter foi à frente, Vitor Hugo tomou a bola e lançou a Éder. O ponteiro, com a defesa aberta, sofreu combate de Beretta, passou a bola para Iúra, que cercado por Marinho e Caçapava foi avançando para entra na área, chocou-se com os adversários e na disputa entre Éder e Beretta, a bola foi tocada com a mão pelo lateral. Iúra ainda protestou pedindo pênalti, o juiz deu falta fora da área. Manga formou a barreira com seis jogadores, se postou no canto esquerdo. Tadeu Ricci, encarregado da cobrança, tocou no canto por cima da barreira, bem no ângulo, para o pulo inútil de Manga.

22 minutos do segundo tempo, 2 a 0, Tarciso. A jogada (ensaiada) começou com a reposição rápida de bola em jogo por Corbo. O goleiro entregou a Iúra, este sofreu combate de Caçapava, passou para André no lado direito da área do Inter. O centroavante driblou Beretta, foi perseguido por Marinho na corrida e já dentro da área, quase na linha de gundo, cruzou para trás. Tarciso entrou rápido, por trás de Vacaria e cabeceou para baixo, no meio de gol de Manga, que não aiu para cortar o cruzamento que passara dentro da sua pequena área.” (Zero Hora – 19 de setembro de 1977)


Internacional 0x2 Grêmio

INTER: Manga; Bereta, Beliato, Marinho e Vacaria; Caçapava, Falcão e Luisinho (Escurinho); Valdomiro, Dario e Santos (Benítez)
Técnico: Sérgio Moacir

GRÊMIO: Corbo; Eurico, Cassiá, Oberdã e Ladinho; Vítor Hugo, Tadeu Ricci e Iúra (Wilson); Tarciso, André (Alcindo) e Éder.
Técnico: Telê Santana

8ª Rodada – 3º Turno – Campeonato Gaúcho 1977
Data: 18 de setembro de 1977, domingo, 15h3o minutos
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 1.955.940,00
Árbitro: Carlos Martins
Auxiliares: Adão Alípio Soares e Paulo Serafim
Cartões Amarelos: Iúra, Bereta, Escurinho e Oberdã
Cartão Vermelho: Manga
Gols: Tadeu Ricci, aos 32 minutos do primeiro tempo e Tarciso, aos 22 minutos do segundo tempo

Brasileirão – Flamengo 1×1 Grêmio

September 16, 2012

Diante da situação do Flamengo o enfrentamento no Engenhão se desenhava como um partida de paciência e inteligência, cabendo o Grêmio passar para o outro lado todo o nervosismo e pressa. E no primeiro tempo o tricolor conseguiu fazer isso. Resistiu bem a pressão inicial do Flamengo e aos 17 minutos abriu o placar com Marcelo Moreno, que tirou do goleiro após belo passe de Elano. Depois disso até levou alguns sustos defensivos, mas seguiu bem na partida, trocando passes com alguma desenvoltura no campo de ataque.

Mas o Grêmio não conseguiu manter esta situação no segundo tempo. O Flamengo foi para cima, o Grêmio não conseguia articular um contra-ataque e raramente passava do meio do campo. Aos 15 Ibson cavou uma falta que Adryan bateu com perfeição para empatar o jogo. Luxemburgo mexeu no time sem muito sucesso, Marcelo Grohe foi muito mais ameaçado do que Felipe e a equipe rubro-negra terminou o jogo pressionando pelo gol da virada, que acabou não acontecendo.


Sem Fernando, Vanderlei Luxemburgo optou por colocar Marco Antônio de volante. Disse no twitter que na minha concepcao é sempre melhor comecar fechado para depois abrir. Contudo, é preciso reconhecer que a opção feita funcionou bem. Coincidência ou não o Grêmio teve seu melhor momento com essa formação.

Foi um jogo que causou sensações mistas. Pelos primeiros 45 minutos ficou o sentimento de que o Grêmio poderia ter arrancado 3 pontos. Por outro lado, pelo que se viu nos minutos finais finais restou uma alívio pelo empate.

Sigo com alguma dificuldade de entender a marcação do Grêmio nos escanteios. Aos 24 do 2º tempo Liedson ficou completamente desmarcado no segundo pau, por sorte a bola não chegou lá. E aos 46 foi a vez de Caceres ficar livre e cabecear na mesma posição, obrigando Marcelo a fazer uma importante defesa.

A rodada foi boa. O Grêmio poderia torna-la ainda melhor. Mas um empate com o Flamengo não é nenhum tragédia. Ademais o Grêmio “só” precisa chegar na liderança em dezembro. Até lá ainda disputará 39 pontos.

Fotos: Mauro Pimentel (Terra) e Alexandre Loureiro (Vipcomm)

Flamengo 1×1 Grêmio

FLAMENGO: Felipe; Welington Silva, Frauches, Marcos González e Ramon; Luiz Antonio (Adryan – intervalo), Cáceres, Ibson e Léo Moura (Bottinelli – 36’/2ºT); Liedson (Nixon – 28’/2ºT) e Vagner Love.
Técnico: Dorival Júnior

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Marco Antonio (Vilson – 12’/2ºT), Souza (Marquinhos – 30’/2ºT), Elano e Zé Roberto; Kleber e Marcelo Moreno (Leandro – 12’/2ºT).

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

25ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 16/09/2012, domingo, 18h30min
Local: Estádio do Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Público total: 15.625 (11.968 pagantes)
Renda: R$ 233.790,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Auxiliares: Fabio Pereira (TO) e Carlos A. Nogueira Junior (SP)
Cartões amarelos: Léo Moura, Marcos González (FLA); Gilberto Silva, Vilson (GRE)
Gols: Marcelo Moreno 17’/1ºT e Adryan 15’/2ºt

109 Anos e as memórias do Olímpico

September 15, 2012
Hoje é um dia de festa. De comemorar 109 anos. De abraçar o Olímpico e automaticamente lembrar dos grande momentos do Estádio.

Em 1977 o clube deu início as obras para completar o anel superior do estádio, deixando conforme o previsto no projeto original. Para isso, voltou-se a sua torcida, vendendo títulos de sócios e cadeiras para custear a obra.

A campanha, veículada a partir de agosto daquele ano, apelava para as memórias das partidas memoráveis disputadas na Azenha. Abaixo alguns exemplos.

“O dia em que Ortunho jogou (e ganhou) um Grenal com a cabeça quebrada.”

“O dia em que Volmir Massaroca entortou o famoso Djalma Santos.”

“O dia em que Iura conquistou o mais rápido gol dos grenais.”

“É para os jovens campeões que o Olímpico vai crescer, vai se tornar o maior, o mais completo e confortável estádio do sul do país”

“O presidente do Grêmio pediu a colaboraçao de todos para a obra”