Capacidade ociosa

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O Grêmio já realizou 11 dos 19 jogos marcados para Olímpico no Brasileirão desse ano. Em nenhum deles o público pagante chegou na casa dos 30 mil. E em somente um jogo a o público pagante foi inferior a 15 mil (14.878 contra o Flamengo). Ou seja, mesmo com essas variações o comportamento do torcedor gremista tem tido um certo padrão. Nem mesmo o dia da semana tem afetado tanto assim (a média dos jogos de finais de semana é e 19.644 pagantes, contra 18.733 pagantes de média no meio da semana)

Até aqui a média de público total é 25.764 pessoas por jogo.
A média de público pagante é de pouco mais de 19 mil pagantes por jogo
.

O site do clube não informa com exatidão, mas é seguro afirmar que o Olímpico tem um capacidade superior a 40 mil espectadores. Segundo o Globo Esporte, a taxa de ocupação do estádio é de 42%.

Levando em conta esses dados fica claro que o Grêmio tem uma grande capacidade ociosa no seu estádio nesse campeonato. O clube deve fazer alguma coisa a respeito disso? O que pode fazer?

Diante de uma situação parecida o São Paulo criou um setor de ingressos populares. O Grêmio poderia fazer o mesmo, mas optou por franquear a entrada de certos grupos de torcedores. Contra o Figueirense um ingresso dava direito a um acompanhante. O mesmo foi mantido contra o Atlético Goianiense, com a adição da questionável medida do “mulher não paga”.

E Olímpico no dia 05 de setembro esteve um caos. A diretoria não consultou a comissão que organiza os jogos e posteriormente reconheceu a existência de problemas no acesso ao estádio.

Era possível notar no dia que o fluxo de torcedores na Azenha naquela noite era anormal. Muitos entraram sem pagar (os não pagantes superaram os pagantes) e vários sócios e portadores de ingresso ficaram de fora do estádio. Esses mesmos elementos estavam presentes no desatre de Hillsborough em 1989. Talvez só a sorte tenha impedido a ocorrência de prejuízos mais graves no jogo do dia 05/09.

Ainda assim o Grêmio anuncia nova promoção para a partida hoje a noite contra o Náutico. Essa com o viés de assistência (o que é louvável) e com uma sistemática que deve implicar em maior controle para a administração. Poderia, por exemplo, privilegiar seu sócio-torcedor, mas creio que acima de tudo o clube deve deixar de adotar medidas tão pontuais e pensar na política de ingresso e acesso ao estádio como um todo. A transição para Arena não pode ser somente uma ocasião para uma mudança física, mas também uma mudança de mentalidade e paradigmas.

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2 Responses to “Capacidade ociosa”

  1. Anonymous Says:

    Existe algum projeto de criar um setor a preços populares na Arena por algum dos candidatos a presidência? Apesar de saber que é importante aumentar o quadro social, acho que uma medida como essa ajudaria a atrair mais pessoas para a Arena, que no futuro poderiam se tornar novos sócios.

  2. Alexandre Says:

    Principalmente a imprensa de Porto Alegre fica questionando o porque dos baixos públicos nos jogos do Olímpico. Alegam que são muitos jogos seguidos, que são duas competições paralelas dividindo a atenção dos torcedores, etc. Na minha opinião, para o torcedor comum que paga ingresso na bilheteria, o que pesa mesmo é o preço dos ingressos. Não é possível gastar R$ 50,00 só no ingresso, além dos custos de deslocamento, alimentação etc.
    O futebol que era para ser um entretenimento barato e popular torna-se caríssimo principalmente com os pacotes de pay-per-view sendo comercializados com a mensalidade custando o valor de um ingresso. Além disso há o conforto e segurança de assistir no safá de casa.

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