Archive for November, 2012

O último Gre-Nal da Baixada

November 28, 2012

 

Estamos na semana que antecede a última partida do estádio Olímpico. Não fosse isso um fato importante por si só, o jogo marca também o último clássico Gre-Nal na Azenha. Certamente será bem interessante poder vivenciar um evento histórico, um marco na história do clube.
Diante disso, eu me pergunto, o que efetivamente será lembrado desse evento nos próximos anos? O que será esquecido? O que aconteceu em situações parecidas com esta?
Pesquisando um pouco eu acabei encontrando fotos e uma crônica do último Gre-Nal disputado no estádio da Baixada. O jogo foi realizado em novembro de 1953, e foi vencido pelo Inter, que aquela altura já era campeão citadino. O evento em si parece não ter gerado maior comoção na época.
Eu confesso que fiquei um tanto surpreso com a Baixada retratada nessas fotos. Sabia que era um estádio acanhado (segundo o relato o campo estava lotado com pouco mais de 8 mil pessoas), mas além disso podemos ver claramente que as arquibancadas careciam de alguma manutenção (assim como também vemos um curioso placar manual e torcedores com sombrinhas). Talvez seja um retrato fiel da época; talvez não seja. E o que será que as pessoas iram “enxergar” daqui há 50 anos nas fotos do Olímpico?
“O SEGUNDO TENTO MARCADO PELOS RUBROS foi de autoria do winger esquerdo Canhotinho. Acima vemos um flagrante do Gre-Nal de ontem, apanhando justamente na metade do lance que terminaria nas redes de Sérgio. Canhotinho, que se vê à esquerda, aproveitou a oportunidade para consolidar a vitória de sua equioe. Na foto vê-se ainda Mirão, Sérgio, Hugo, Bodinho e Zé Ivo.” (Folha da Tarde Esportiva – 02 de novembro de 1953)

 

“Internacional Manteve a Invencibilidade!
A FALTA DE TÉCNICA NO GRE-NAL FOI COMPENSADA PELA COMBATIVIDADE DOS JOGADORES
 
Com o clássico Gre-Nal do foot-ball porto-alegrense, encerrou-se ontem o campeonato do ano em curso. As tradicionais dependências do “fortim” da Baixada apanharam, por esta ocasião, uma grande assistência, que as lotou completamente, em que pese a tarde cálida, que não animava o afeiçoado deter-se várias horas sob um sol causticante.
 
Não obstante, o velho campo da Baixada reviveu uma de suas horas mais animadas; pois o público, presente, como dissemos, em grande número, manteve-se sempre entusiasta e vibrante.
 
O match em si, como soe acontecer nos confrontos entre as equipes do Grêmio e do Internacional, não foi dos mais brilhantes, no que tange ao aspecto técnico. Mas não faltou combatividade aos jogadores, de modo que, em momento algum, o cotejo entrou em monotonia.
 
O E.C. Intenacional, que já ingressou em campo, com as honras de campeão, indiferente ao resultado do Gre-Nal, logrou triunfar mais uma vez, fechando assim com chave de ouro sua temporada oficial, durante a qual não sofreu nenhuma derrota. Encontrou ontem no Grêmio um adversário bem mais capacitado do que, no fundo, calculava; mas, mesmo assim, galgou bem o obstáculo, completando sua campanha com mais uma vitória, justa, sem dúvida, e merecida; tanto mais que seu adversário, superando-se a si mesmo, mais que lhe dignificou a conquista.
 
De fato, o Grêmio, que vinha de uma decepcionante derrota frente ao Cruzeiro, capacitou-se de sua responsabilidade, como participe nato do mais importante choque do foot-ball porto-alegrense, e, se bem não tenha conquistado a vitória, reabilitou-se em parte, atuando bem melhor do que nas vezes anteriores. Mormente sua defensiva, sem embargo das vezes que foi vencida, se constituiu num sector bastante sólido e eficiente, considerando-se ainda que atuou sem dois titulares: Orli e Pipoca. Pôde assim o quadro tricolor impor séria resistência aos comandos de Bodinho, fazendo que as ações durante grande parte da contenda se equilibrassem e desta maneira emprestassem ao clássico uma feição emocionante.
 
O Internacional fez jús á vitória particularmente por duas circunstâncias: contou além de uma defesa soberba e coêsa, com uma linha, que se bem menos brilhante, muitas vezes mesmo tolhida pelo adversário, foi suficiente prática para aproveitar as excassas opôrtunidades que se lhes ensejaram. E nisso vai o melhor elogio de um sector que encontrou difícil barreira pela frente mas, que a despeito disso, ainda fez prevalecer sua classe, construindo um triunfo laborioso, todavia brilhante.
 
Os primeiros cinco minutos do embate caracterizaram-se pelo equilíbrio das ações: ambos bandos alternaram-se na ofensiva, ensaiando estabelecer o primeiro predominio territorial. Numa de suas investidas, o Internacional marcou, mas o juiz anulou o tento por estar Jeronimo, seu autor, em posição ilegal. Sucedeu-se um período breve de mais insistência do Grêmio na ofensiva; mas o Internacional revidou energicamente, colocando em sério perigo o arco de Sérgio. Houve então uma fase de indecisão, durante a qual os dois teams não conseguiam firmar-se no ataque, em face do melhor trabalho das defensivas. A partir do 20º minuto, o Internacional passou a apresentar mais agressividade, controlando melhor as ações e ameaçando mais amiudamente o último reduto tricolor. Aos 32 minutos, Canhotinho,de pois de fintar Mirão, desejou atirar violentamente ao arco; mas falhou e o arremate se converteu num passe a Jeronimo, que recém ingressara na área: o insider encheu o pé e surpreendeu Sérgio, cujo salto sobre a bola foi tardo: estava marcado o primeiro tento da partida:
 
Internacional .. .. .. .. . 1
Grêmio .. .. .. .. .. .. ..  0
 
Depois da conquista desse goal, quando se acreditou que o Grêmio reagiria, viu-se pelo contrário, mais animado e tranquilo, o Internacional a aumentar o seu volume de ações, procurando a todo pano consolidar a vantagem com novo tento
 
Desta maneira, o restante do período pertenceu nitidamente aos rubros, cuja dianteira contudo, não obstante o maior número de investidas, não conseguia suplantar a vigilância dos defensores da Baixada.
 
Entretanto, aos 41 minutos, originou-se uma confusão diante do arco do Grêmio: Solis e Bodinho dela se aproveitaram, para alvejar, mas, em ambas oportunidades o couro foi devolvido, sendo que na segunda vez pelo arqueiro Sérgio, defendendo parcialmente: a bola derivou para a esquerda, onde Canhotinho, entrando oportunamente, entre dois defensores gremistas, logrou impulsionar a bola para dentro do arco estabelecendo o escore definitivo
 
Internacional .. .. .. .. . 2

Grêmio .. .. .. .. .. .. ..  0

 
No segundo período, viu-se o Internacional ainda predominando nas jogadas, durantes os primeiros minutos; mas a seguir o Grêmio repontou um pouco e carregou com alguma insistência sobre a área colorada. Nada de prática porém faziam os dianteiros do Grêmio, que não coordenavam as tramas, deixando-se desarmar pelos rubros com relativa facilidade. Camacho e Paulinho, ainda no início dessa etapa, machucaram-se, retirando-se ambos por alguns instantes da cancha. O atacante gremista contudo não mais conseguiu recuperar-se. foi deslocado para a ponta, onde passou a fazer mera figura. Jogou o Grêmio assim praticamente o restante do match com apenas dez homens válidos.
Podia por isso o Internacional, valendo-se dessa circunstância, assenhorar-se definitivamente do terreno e das ações, impondo ao adversário duro castigo. A dianteira colorada, porém, cada vez mais dominada pelos tricolores, não colaborou o suficiente para isso: de modo que o match foi-se arrastando, já agora com o Internacional mais preocupado em fazer passar o tempo, e conservar a vantagem inicial, do que mesmo alardear sua superioridade técnica.
 
Era virtualmente impossível, de resto, ao Grêmio, recuperar o terreno perdido; seu quinteto avançado já era uma peça nula, mas inoperante ficou depois que Camacho resumiu sua atividade a intervir em lances esporádicos .
 
O foot-ball, que já não era dos melhores, com  Internacional agora a conformar-se com os 2×0 e o Grêmio impossibilitado de reagir, decaiu ainda mais; e teria resvalado definitivamente para a completa pasmaceira, não fosse a ação enérgica e laboriosa de alguns elementos, que não deixaram o jogo “morrer” de todo.
 
Não se registrou porém nenhum contraste nessa segunda fase, findando o match com o placard da fase inicial: 2×0, pró Internacional.
 
Ao terminar o cotejo, os jogadores, dando bonita demonstração de cavalheirismo, abraçaram-se amigavelmente, encerrando-se assim com exemplar cordialidade mais uma página do clássico eterno: o Gre-Nal.
 
[…]
Foi juiz do prélio o sr. Fortunato Tonelli, que em geral marcou bem as faltas, com erros de pequena monta. As vezes, querendo resguardar sua autoridade, excedeu-se nas repreensões, desagradando a torcida e os jogadores. Mas conseguiu levar a bom termo sua espinhosa missão.
 
“Na preliminar, bateram-se os quadros de aspirantes das duas agremiações. Alardeando grande superioridade técnica, os rapazes do Grêmio levaram a melhor, por um escore que não refelete sua inconteste supremacia nas jogadas: 1×0  […] Ao encerrar-se o match, demonstrando cabalmente o inconveniente, injustificavelmente não repremido, de soltar rojões em campos de foot-ball, um deles estourou junto às vistas de um player gremista, somente por grande sorte não se registraram consequências lamentáveis.” (Folha da Tarde Esportiva – 2 de novembro de 1953)

 

Fotos: Folha da Tarde Esportiva – 2 de novembro de 1953

Grêmio 0x2 Internacional

GRÊMIO: Sérgio, Hugo e Noronha; Mirão, Laerte e Zé Ivo; Tesourinha, Bebeto, Camacho, Mujica e Torres
INTER: Milton; Lindoberto e Oreco; Paulinho, Salvador e Odorico; Luizinho, Solis, Bodinho, Jeronimo e Canhotinho
Data: 1º de novembro de 1953, domingo
Local: Baixada, em Porto Alegre-RS
Público: 8.955 (6.287 pagantes)
Renda: Cr$ 163.740,00
Árbitro: Fortunato Tonelli
Auxiliares: Belo e Sroka
Gols: Jeronimo aos 32 minutos e Canhotinho aos 41 minutos do primeiro tempo
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Brasileirão – Figueirense 2×4 Grêmio

November 26, 2012

Com o Figueirense já rebaixado, se imaginava alguma facilidade para esse confronto. E foi justamente isso que aconteceu no Orlando Scarpelli, num jogo que o time da casa aproveitou para testar alguns jogadores da base. Após 15 minutos iniciais mornos, o Grêmio se soltou na partida e fez valer sua maior qualidade. Zé Roberto passou a fazer assistências. Na primeira Leandro desperdiçou ao chegar na frente do goleiro, mas na segunda, aos 24 minutos, Elano acertou um belo chute e abriu o placar. O 1×0 facilitou ainda mais as coisas para o Grêmio, o Figueira ficou sem reação e o tricolor ampliou para 3×0 antes do intervalo. Foram dois lances de escanteio. No primeiro Zé Roberto pegou o rebote e chutou rasteiro. No segundo, Souza subiu bem no primeiro pau e cabeceou sem chances para o goleiro.

O segundo tempo parecia que seria meramente protocolar, mas o Figueira ensaiou uma reação com dois gols de Aloísio (o primeiro num pênalti bem questionável). Mas as possibilidades de empate do time da casa foram sepultadas aos 25 minutos, quando Elano deu belo lançamento e Leandro fuzilou o goleiro Tiago Volpi.
Só ficou faltando o resultado de Botafogo X Atlético para garantir a vaga direta a Libertadores. E depender do Botafogo nunca é bom.
Boa estreia da camisa celeste. Contudo sigo achando que falta algum elemento na cor branca nela.
Eu ainda não entendi porque o Aloísio estava com tanta raiva da torcida do Grêmio.
Não fez tanta diferença, mas o cartão amarelo recebido por Fernando foi uma das coisas mais absurdas que eu já vi no futebol. O adversário se jogou contra ele.

Fotos: Edu Andrade (Correio do Povo), Luiz Henrique (Figueirense) e Cristiano Estrela (Diario Catarinense)

Figueirense 2×4 Grêmio

FIGUEIRENSE: Tiago Volpi, Léo, Américo, Gutti e Helder; Túlio (Claudinei – intervalo), Diogo, Ryan e Bruno Nazário (Léo Lisboa – 18’/2ºT); Jean Deretti e Aloísio (Héber – 41’/2ºT). 
Técnico: Fernando Gil 

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Tony, Naldo, Werley e Léo Gago; Fernando (Marco Antônio – intervalo), Souza, Elano (Marquinhos – 26’/2ºT) e Zé Roberto; Leandro e André Lima (Anderson Pico – 30’/2ºT). 

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

37ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 25/11/2012, domingo, 17h00min 
Local: Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC) 
Árbitro: Elmo Alves Resende da Cunha (GO) 
Assistentes: Christian Passos Sorence (GO) e Edson Antônio de Sousa (GO) 
Cartões amarelos: Fernando, Marco Antônio, Anderson Pico (GRE) Aloísio (FIG)
Gols: Elano, aos 23, Zé Roberto, aos 42 e Souza, aos 46 minutos do 1º tempo; Aloisio, aos 19 (pênalti) e aos 23 e Leandro, aos 25 minutos do 2º tempo.

Luxa de treinador e Rui Costa de executivo de futebol

November 22, 2012
Eu tenho achado cada vez mais insuportáveis as discussões em torno de assuntos gremistas. Qualquer situação que ocupe o noticiário por mais de um dia acaba virando motivo para uma “guerra civil” na torcida tricolor. As tratativas de renovação do Luxemburgo não foi diferente. Eu tentei não embarcar no maniqueísmo, pois ao mesmo tempo que acho que seria uma pena interromper um bom trabalho por mesquinharia também acredito que num clube do tamanho do Grêmio NINGUÉM  é insubstituível.

É inegável que Vanderlei Luxemburgo teve um bom desempenho no comando do Grêmio em 2012. Renovar com ele me parece ter sido a medida mais certa, diante de todo o cenário que se apresentava. Luxa fica e pode render ainda mais.  Quando chegou no início desse ano dois grandes “contras” pesavam contra ele:

1) O seu desejo de ser “manager” – Luxemburgo foi um treinador zeloso e pro-ativo, se engajando em contrações de atletas, mas não foi um manager propriamente dito, em nenhum momento extrapolou a sua função de técnico. E não há  indicativo de insatisfação ou de mudança nesse sentido, o que é muito bom

2) O estilo de jogo das suas equipes e a consequente dificuldade em torneios de mata-mataLuxa desambarcou no Olímpico falando em “resgate de identidade”. Muito embora a equipe seja visivelmente bem treinada eu não me arrisco a dizer que temos um time com o estilo clássico do Grêmio. E isso não é de todo ruim, não fossem as traumáticas eliminações na Copa do Brasil e Sulamericana. Justamente aí é que se voltou a questionar a falta de identidade desse time com as características históricas do Grêmio. Luxemburgo vai ter que repensar algumas questões, e com pequenos ajustes pode apresentar uma equipe mais ao gosto do torcedor e mais preparada para esse tipo de competição.

Outra novidade da semana foi o auto-anúncio de Rui Costa como diretor executivo (remunerado) de futebol. A notícia causou alguma supresa, uma vez que se esperava que Rui ocupasse o cargo político de vice de futebol. Eu defendo a profissionalização do Grêmio e já escrevi  que entendo que os dirigentes do Grêmio devam ser devidamente remunerados. Mas acho que essa remuneração deve ser estabelecida com regras e metas claras, de acordo com princípios de transparência e governança.

Nada contra a escolha feita, muito antes pelo contrário. O Rui Costa é um sujeito sério, com uma boa passagem pelo vestiário gremista e merece toda a confiança. O que causa alguma estranheza é a repetição de um método bem peculiar de profissionalização do clube. O Grêmio não buscou um profissional no mercado, e sim no seu quadro político. Reitero que profissionalização é um conceito mais amplo do que simplesmente contratar um profissional ou remunerar uma determinada função.

Brasileirão – Portuguesa 2×2 Grêmio

November 19, 2012


Fotos: Léo Pinheiro (Terra)

Portuguesa 2×2 Grêmio

PORTUGUESA: Gledson; Luis Ricardo, Gustavo, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Léo Silva, Boquita e Moisés (Zé Antônio, 42’/2ºT); Ananias e Bruno Mineiro
Técnico: Geninho.

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Naldo, Werley e Andeson Pico (Marquinhos, 12’/2ºT); Fernando, Souza, Léo Gago, Elano (Leandro, 12’/2ºT) e Zé Roberto; Marcelo Moreno (André Lima, 12’/2ºT) 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.


36ª Rodada –  Campeonato Brasileiro 2012
Data: 18/11/2012,  domingo,  19h30min 

Local: Canindé, São Paulo (SP)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)
Público: 3.993 
Renda: R$ 105,460,00  
Cartões amarelos: Valdomiro e Ferdinando (POR); Pará, Werley, Léo Gago e Zé Roberto (GRE)
Gols: Moisés, 7’/2ºT; Léo Silva, 15’/2ºT; André Lima, 28’/2ºT e Zé Roberto, 32’/2ºT

Sulamericana – Millonarios 3×1 Grêmio

November 16, 2012


Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Eitan Abramovich (Lance)

Millonarios 3×1 Grêmio

MILLONARIOS: Luis Delgado, Lewis Ochoa, Román Torres (Henríquez, 16’/1ºT), Franco e Martínez; Ramírez, Otálvaro, Juan Ortiz e Candelo (Vásquez, Intervalo); Rentería e Cosme.
Técnico: Hernán Torres.

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando, Souza, Léo Gago, Marco Antônio (Elano, 15’/2ºT) e Zé Roberto; Marcelo Moreno (Kléber, 22’/2ºT, depois André Lima, 27’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Copa Sulamericana – Quartas de final – jogo de volta
Data: 15/11/2012, quinta-feira,  22h15min (de Brasília)
Local: Estádio El Campín, em Bogotá (COL)   
Árbitro: Carlos Vera (Fifa-EQU)
Auxiliares: Luis Alvarado (Fifa-EQU) e Carlos Herrera (Fifa-EQU)
Cartões Amarelos: Ramírez (MIL); Zé Roberto, Anderson Pico e Werley (GRE)
Gols: Werley, 12’/1ºT ; Cosme, 14’/2ºT e Rentería, 34’/2ºT  e 48’/2ºT (pênalti)

1984 – Amistoso – Millonarios 1×1 Grêmio

November 13, 2012

O segundo confronto da história de Gremio e Millonarios aconteceu mais de 30 anos depois do primeiro enfrentamento destas equipes. Novamente o jogo foi um amistoso de início de temporada, disputado no estádio El Campin, pelo qual o tricolor recebeu 20 mil doláres.
Apesar de terem se passado poucos dias da conquista do mundial em Tóquio, o Grêmio já estava em plena atividade na primeira fase do Brasileirão de 1984. Mas era uma equipe modificada em relação a que se consagrou no Japão. O mestre de Felipão, Carlos Froner, tinha entrado no lugar de Valdir Espinosa na casamata tricolor. Mazarópi, Paulo Roberto, Mário Sérgio e Paulo César Caju tinham deixado o Olímpico.
Os destaques gremistas foram De León e Renato. Este último de contrato renovado após rejeitar uma proposta do futebol italiano. Na escalação dos colombianos chama a atenção a presença de um jovem Carlos Valderrama. O empate em 1×1 foi considerado um bom resultado pela imprensa de Bogotá.
“empatarle al campeón intercontinental de clubes no deja de ser un honor, así se trate de un partido amistoso. Es cierto que el resultado no es fundamental en juego de esse carácter pero el 1 a 1 frente al econpetado Grêmio de Porto Alegre, ayter en El Campín, justifica plenamente ese aire de optimismo que rodea ahora a la institución albiazul, que ya no quiere dilatar más sua anhelada estrella doce.

[…]

A los 34 minutos de juego, la presión reventó sobre la última línea de Grêmio. Carlos Valderrama metío un excelente servicio para Asciselo Córdoba que escapó a la marca de Casemiro y tuvo timepo para medir el centro para Wilmar Cabrera. El cabezazo del uruguayo derrotó a João Marcos y Grêmio se fue para el vestuario pensando como iba parar un rival que ya le habia perdido el respeto…

[…]

La visita jugó el as de la manga: sacó de la cueva al zaguero uruguayo Hugo de León y lo mandó al medio, con libertades incluidas para sumarse al ataque cuando lo considerara propicio. Para este cronista que vioa a de León en la Copa Libertadores – un torneo poco amigo de los riesgos – resultó increible ver al recio jugador charría como intérprete de un papel opuesto a la simples destrución.

De León armó, desbordó, ordenó la salida y abrió todo un boquete en la zona de volantes de Millonarios. Jamás apareció una fórmula adecuada para neutralizar los arranques del uruguayo y, a sua compás, todo Gremio resucitó. Volvió a animarese Renato Gaúcho hastar ganarle una pelotas dividida en el área a “Pocillo
” López para consguida crucificar a Mario Jiménez con un perfecto remate a los 3 minutos del regreso.” (Mario Posso Jr. – El Tiempo – 20 de fevereiro de 1984)

“Los mejores. Del visitante De León y Renato se llevaron el reconocimiento. El oriental por su espírtu y liderazgo en las empresas requeridas y el puntero, porque en su duelo personal com Alonso López, apeló a los recursos más variados para sobresalir. Quizás el golazo obtenido por él, fuera una recomensa justa a su calidad.” (Hernan Pelaez Restrepo – El Tiempo – 20 de fevereiro de 1984)

“Nos primeiros 45 minutos, o Grêmio jogando com cautela – antes da partida havia uma preocupação com a altitude – postou-se mais defensivamente, e com isso, permitiu que o adversario tomasse conta do jogo, mas sem resultado mais objetivo. Os dois ponteiros, Cordoba e Iguaran, levaram vantagens sobre os laterais Raul e Casemiuro e só não traduziram essa vantagem em gols porque os cruzamentos para a área eram sempre rasteiros, o que facilitava a perfeita cobertura de Baidek e De León. O gol do Millonários surgiu aos 34 minutos do primeiro tempo, quando Cordoba driblou Casemiro e De León e cruzou para Cabrera fazer 1 a 0.” (Folha da Tarde – 20 de fevereiro de 1984)

“O Grêmio visivelmente se ressentia e, por isso, cuidava-se em campo, sem a preocupação de virar o resultado, segurando o jogo pelo meio de campo. O Estádio El Campin, aplaudiu a apresentação dos brasileiros, especialmente de Renato, contra quem os colombianos resolveram colocar dois marcadores” (Zero Hora – 20 de fevereiro de 1984)

Fontes: El Tiempo, Folha da Tarde e Zero Hora

Millonarios 1×1 Grêmio

MILLONARIOS: Mario Jiménez; Redondo, Van Tuyne, Prince e Alonso López, García, Morales e Carlos Valderrama (Caicedo); Córdoba, Wilmar Cabrera e Iguarán
Técnico: Jorge Luis Pinto 
GRÊMIO: João Marcos, Raúl (Paulo César), Baidek, De León e Casemiro; Bonamigo, Osvaldo e Luís Carlos (Leandro); Renato Portaluppi, Guilherme Macuglia (Tarciso) e Júlio César
Técnico: Carlos Froner

Data: 19 de fevereiro de 1984, domingo
Local: Estádio El Campin, em Bogotá, Colômbia
Público: entre 14 mil e 18 mil pessoas
Arbitragem: Octavio Sierra
Gols: Cabrera aos 34 minutos do 1º tempo e Renato aos 3 minutos do segundo tempo

Brasileirão – Grêmio 2×1 São Paulo

November 12, 2012
Com vários desfalques, Luxemburgo optou por um cauteloso 4-5-1 para enfrentar o 4-3-3 do São Paulo. O jogo do Grêmio não fluiu tão facilmente no ataque, mas com empenho o time chegava perto da área São Paulina, tendo criado algumas chances em cruzamentos e chutes de longa distância. Na hora de defender a disposição do Grêmio era impressionante. A marcação sobre Lucas era dobrada e ninguém aliviou nas disputas de bola. A partida, ainda que carecesse de uma maior exibições de técnica, era bastante movimentada. O Grêmio tinha um leve domínio, mas o São Paulo sempre ameaçava. Aos 42, Saimon era o último homem e titubeou em um bola recebida na fogueira, Osvaldo o desarmou e sofreu o pênalti. Rogério Ceni converteu o São Paulo saiu em vantagem para o intervalo. 
O Grêmio não mostrou abatimento no segundo tempo. De cara Zé Roberto deu mostra da sua imensa categoria ao entrar a dribles na área adversária e concluir de perna direita. Aos 10 minutos, Luxemburgo retirou um volante (Souza) e promoveu a entrada de outro centroavante (André Lima). No mesmo momento Ney Franco acabou cedendo terreno ao trocar Osvaldo por Maicon. O Grêmio cresceu na partida e chegou ao empate aos 15, quando Zé Roberto recebeu de Marcelo Grohe, passou por dois marcadores e acionou André Lima, que chutou sem chances para Rogério Ceni. A partir daí o volume de conclusões do Grêmio passou a ser maior, Marcelo Moreno, Zé Roberto e Anderson Pico exigiram que Rogério Ceni fizesse grandes defesas. Pico passou a ser uma importante arma ofensiva ao entrar pelo meio (enquanto Léo Gago permanecia aberto pela esquerda). Aos 39, Pico lançou Pará, que cortou o marcador e cruzou de pé esquerdo para a cabeçada certeira de Marcelo Moreno, que tomou o rumo das redes e decretou o 2×1 final.

Foi impressionante a atmosfera do Olímpico no jogo de ontem, especialmente no segundo tempo.
Achei bem interessante ver como o Grêmio se valeu de bolas longas e inversões de jogo para abir a defesa adversária. O segundo gol surgiu assim.

Com essa vitória o Grêmio se  igualou ao Atlético-MG e tem o melhor aproveitamento no confronto direto entre os 4 primeiros colocados (11 pontos em 18 possíveis, contra apenas 6 do campeão Fluminense).

Calamitosa a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio. Os pequenos “erros” foram por demais revoltantes. Deu dois cartões amarelos injustos para Pico e Fernando que reclamaram de lances em que ele errou bisonhamente a marcação do escanteio/tiro de meta e nenhum dos seus auxiliares tentou intervir.
É uma prazer ver o Zé Roberto exibindo a sua classe e a sua facilidade para jogar futebol aos 38 anos de idade.

A festa de ontem foi justa e merecida. Espero que a motivação continue na Sulamericana.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Edu Andrade (Terra), Rubens Chiri (SPFC), Ricardo Rimoli (Lance) e Fabiano do Amaral (Correio do Povo)

Grêmio 2×1 São Paulo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Naldo, Saimon e Anderson Pico; Fernando, Souza (André Lima – 10’/2ºT), Léo Gago, Marco Antônio (Marquinhos – 30’/2ºT) e Zé Roberto; Marcelo Moreno (Vilson – 41’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Casemiro (Ademilson – 26’/2ºT), Lucas, Jadson (William José – 36’/2ºT) e Osvaldo (Maicon – 10’/2ºT); Luis Fabiano.
Técnico: Ney Franco.

35ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 11/11/2012, domingo, 17h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público Total: 45.894 (40.217 pagantes)
Renda: R$ 1.066.416,50 
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (SC) e Thiago Gomes Brigido (CE)
Cartões amarelos: Saimon, Marcelo Moreno, Souza, Fernando, Anderson Pico (GRE) Douglas, Luís Fabiano, Rhodolfo (SPO)
Gols: Rogério Ceni aos 43’/1ºT (pênalti); André Lima  aos 15’/2ºT e Marcelo Moreno aos 39’/2ºT

Confronto direto

November 6, 2012
Já escrevi em mais de uma ocasião que tenho sérias restrições a fórmula de pontos corridos. No domingo, assistindo ao empate entre São Paulo e Fluminense, eu fiquei particularmente incomodado com o fato de que o time das Laranjeiras encaminhava o título mesmo com um desempenho fraco no confronto com os times da parte de cima da tabela.
Em razão disso eu resolvi fazer um levantamento levando em conta somente os confrontos diretos entre os times que estão no G4.

05ª Rodada – São Paulo  1×0  Atlético-MG

07ª Rodada – Grêmio  0x1  Atlético-MG
12ª Rodada – Grêmio  1×0  Fluminense
13ª Rodada – Fluminense  0x0  Atlético-MG
15ª Rodada – Fluminense  2×1  São Paulo
16ª Rodada – São Paulo  1×2  Grêmio
24ª Rodada -Atlético-MG  1×0  São Paulo
26ª Rodada -Atlético-MG  0x0  Grêmio
31ª Rodada – Fluminense  2×2  Grêmio

32ª Rodada – Atlético-MG  3×2  Fluminense
34ª Rodada – São Paulo 1×1 Fluminense
35ª Rodada – Grêmio  2×1 São Paulo

Uma hipotética classificação desses confrontos ficaram assim:

Atlético-MG – 11 Pontos (3V, 2E, 1D)
Grêmio – 11 pontos (3V, 2E, 1D)
Fluminense – 6 pontos (1V, 3E, 2D)
São Paulo –  4 pontos (1V, 1E, 4D)
Com isso fica claro que o problema na campanha do Grêmio não está nos ditos grandes jogos (ou confrontos de seis pontos).  E o mérito do Fluminense foi justamente o de ter acumulado “gordura” nos enfrentamentos tidos como mais simples. O site Futdados faz uma análise mais ampla, analisando os confrontos entre os 6 primeiros colocados. Ali o Grêmio tem um aproveitamento bem superior ao do líder. 


E parece que o furo da campanha gremista também não está numa eventual queda de rendimento fora de casa. Novamente o Futdados informa que o Grêmio tem o segundo melhor aproveitamento como visitante e o terceiro melhor aproveitamento como mandante.
Então, existe um “defeito” facilmente identificável na campanha do Grêmio nesse Brasileirão? São erros pontuais? ou é a campanha do Fluminense, que por uma série de fatores, se tornou inalcançável?

Brasileirão – Classificação 34ª Rodada

November 5, 2012
Times P J V E D GP GC SG %
1 Fluminense Fluminense 73 34 21 10 3 56 26 30 71
2 Atlético-MG Atlético-MG 64 34 18 10 6 55 30 25 62
3 Grêmio Grêmio 63 34 18 9 7 48 28 20 61
4 São Paulo São Paulo 59 34 18 5 11 53 33 20 57
5 Botafogo Botafogo 51 34 14 9 11 53 43 10 50
6 Internacional Internacional 51 34 13 12 9 44 35 9 50
7 Vasco Vasco 50 34 14 8 12 39 40 -1 49
8 Corinthians Corinthians 50 34 13 11 10 42 34 8 49
9 Santos Santos 46 34 11 13 10 43 40 3 45
10 Coritiba Coritiba 45 34 13 6 15 47 51 -4 44
11 Náutico Náutico 45 34 13 6 15 41 47 -6 44
12 Flamengo Flamengo 44 34 11 11 12 34 42 -8 43
13 Cruzeiro Cruzeiro 43 34 12 7 15 38 46 -8 42
14 Ponte Preta Ponte Preta 43 34 11 10 13 36 43 -7 42
15 Portuguesa Portuguesa 40 34 9 13 12 35 36 -1 39
16 Bahia Bahia 40 34 9 13 12 33 37 -4 39
17 Sport Sport 36 34 9 9 16 35 53 -18 35
18 Palmeiras Palmeiras 33 34 9 6 19 34 45 -11 32
19 Figueirense Figueirense 29 34 7 8 19 36 62 -26 28
20 Atlético-GO Atlético-GO 23 34 5 8 21 31 62 -31 22

Brasileirão – Grêmio 1×0 Ponte Preta

November 4, 2012

É sabido que a Ponte Preta é um time chato. Uma equipe consciente de suas limitações e bastante aplicada na sua proposta de jogo. E também igualmente sabido que o Grêmio encontra dificuldades contra advesários que jogam fechados no Olímpico. E assim o jogo foi chato, com o tricolor pouco inspirado na hora de propor o jogo.  Os comandados de Luxemburgo forçavam o ataque pelo lado direito, com Leando e Pará aparecendo por ali, mas a bola pouca chegava em Marcelo Moreno. Enquanto isso a Ponte levava perigo nos contra-ataques e esteve sempre muito  mais perto de abrir o marcador.
O jogo não melhorou no segundo tempo. O Grêmio seguiu tendo a bola longe do gol e a Ponte ficou ainda mais confortável na partida, ainda que tenha rareado as suas idas ao ataque. Luxemburgo atendeu a torcida e colocou Elano em campo (parecia descontado). Minutos mais tarde foi André Lima que entrou e deu um pouco mais de “vida” ao ataque, mas o tricolor não criava chances concretas. Aos 25 do segundo tempo Júlio César foi expulso ao impedir, com falta, uma oportunidade clara de gol da equipe adversária. Aí estranhamente a Ponte se acomodou e passou a tentar amorcegar o jogo. O Grêmio passou a ter uma série de escanteios (a maioria mal aproveitado) até que aos 45 minutos André Lima tomou a frente do goleiro e marcou o único gol de jogo.

Reitero que André Lima é um atleta muito útil para se ter no grupo. Dentro da área ele tem grande serventia. E deu uma declaração interessante para um jogador que é considerado como “marketeiro” por alguns.
Bem que tentei, mas não vi falta no lance do gol. André Lima não fez carga em nenhum dos seus marcadores. O goleiro da Ponte saltou muito pouco.
Júlio César foi expulso ao fazer uma falta providencial para os rumos da partida. Era a sua obrigação, mas muito atletas se furtam dessa obrigação. É importante dizer que houve uma falta não marcada em Elano no início da jogada.

Eu já disse que não gosto muito da forma que o clube faz estas promoções de ingressos. Mas ontem foi mais uma vez reconhecido que um estádio cheio pode fazer a diferença. É preciso achar um meio termo nessa questão, encontrar um ajuste na política de preço dos ingressos.

Ainda que não venha jogando bem o Grêmio atingiu uma interessante marca de 13 jogos invictos.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial)

Grêmio 1×0 Ponte Preta
André Lima 90´

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Naldo e Anderson Pico (Julio Cesar, 46’/1ºT) ; Fernando (Elano, 15’/2ºT) , Souza, Marco Antônio e Zé Roberto; Leandro (André Lima, 23’/2º T) e Marcelo Moreno
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
PONTE PRETA: Roberto; Tiago Alves, Ferron, Cleber e João Paulo; Baraka, Renê Júnior, Wendel e Nikão (Marcinho, 31’/2º T) ; Luan (Rildo, 20’/2ºT) e Roger (Giancarlo, 36’/2º T)
Técnico: Guto Ferreira.

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2012
Data: 3/11/2012, sábado, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público: 40.760 (21.833 pagantes)
Renda: R$ 577.215,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Marco Antônio e Werley (GRE); Luan e Renê Junior (PPO)
Cartão vermelho: Julio Cesar, aos 24 do 2º tempo
Gol: André Lima, aos 45 minutos do 2º tempo