E o cartão amarelo?


Na vitória contra o Sport, na Ilha do Retiro, Kléber recebeu cartão amarelo. Na súmula, o árbitro da partida afirma que advertiu o avante gremista, aos 41 minutos, por “colocar a mão na bola”. Escrevi na ocasião, e reitero, que o juiz ignorou a regra do jogo.

No vídeo do lance fica claro que Kléber, em uma jogada de ataque, acabou usando o braço ao tentar dominar uma bola passada por um companheiro. Mas nem todo o toque de mão é passível de punição com cartão. Muito antes pelo contrário. As regras do jogo são bem restritivas na apresentação de cartões nesse tipo de jogada. São 3 hipóteses:

–  tocar a bola com a mão para impedir que um adversário tenha posse da mesma ou desenvolva um ataque (exceto o goleiro dentro de sua própria área penal) – CARTÃO AMARELO
– tocar a bola com a mão para tentar marcar um gol (não é necessário que consiga)- – CARTÃO AMARELO
– impedir um gol ou acabar com uma oportunidade clara de gol, com uso intencional de mão na bola (isso não vale para o goleiro dentro de sua própria área penal)- CARTÃO VERMELHO

Não há como incluir o lance do Kléber em nenhuma dessas hipóteses. O que torna o cartão recebido completamente ilegal. No jogo em questão não houve um prejuízo imediato, mas Kléber ficou de fora da partida seguinte contra o Botafogo, quando o Grêmio teve que se valer de juniores para completar o banco de reservas.
E quem era juiz da partida em questão? Francisco Carlos do Nascimento. Era de se supor que a comissão de arbitragem tomaria alguma atitude em relação à um juiz que contraria a regra do jogo. Mas na semana seguinte lá estava Francisco do Nascimento escalado para apitar na série B.
E quem foi o principal responsável pela grande confusão do jogo entre Inter e Palmeiras? Francisco Carlos do Nascimento, que incrivelmente titubeou para marcar o toque de mão de Barcos (supostamente se valendo de auxílio externo) no que seria o gol de empate alviverde. Um detalhe que vem passando quase despercebido é que, se foi marcado o toque de mão, deveria também ser apresentado o cartão amarelo para o atacante palmeirense  (que tocou a bola com a mão para tentar marcar um gol). 
Surpreendentemente (para não dizer revoltantemente) o status quo da arbitragem nacional ensaia usar esse detalhe na defesa do árbitro. Isso mesmo, na DEFESA do juiz, tentando justificar um erro com outro erro. O argumento é risível.Se não se sabe quem foi o jogador que cometeu, como foi possível dizer para qual time deveria ser marcada a falta? É de se imaginar que tal argumento de pronto caia no rídiculo, mas não dá pra se duvidar de nada em um país no qual Carlos Simon foi escolhido para apitar 3 Copas do Mundo.
O debate sobre o uso de meios eletrônicos no auxílio da arbitragem no futebol está caindo de maduro. Mas no Brasil o buraco é bem  mais em baixo.O problema reside na falta de critérios e na simples aplicação das regras. Como é que se permite a escala de um juiz que apita de forma contrária as regras do jogo? Por que a comissão de arbitragem só toma providências quando certos times são prejudicados?

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