Archive for February, 2013

Camisa de Goleiro do Grêmio 2011/2012 X Camisa de Goleiro do Barcelona 2012/2013

February 27, 2013

Já vimos aqui no blog que no final de década de 1980/início de decada de 1990 era relativamente comum que as marcas esportivas nacionais copiassem modelos dos grandes fornecedores mundiais. O Grêmio não escapou disso, ainda que tal prática tenha ficado restrita aos uniformes de treino.
O curioso é que agora parece que temos um exemplo de um caso inverso. Observando alguns jogos do Barcelona nessa temporada me chamou a atenção o uniforme de goleiro feito pela Nike para o clube catalão, que lembra muito o fardamento usado pelo goleiro Victor no Grêmio em 2011 e 2012.
Diante das imagens fica difícil dizer a semelhança entre esses fardamentos seja mera coincidência.


Gauchão – Inter 2×1 Grêmio

February 25, 2013

Como a aguardada Van não chegou a Caxias, o Grêmio acabou indo para o Grenal como seu time reserva. Com isso, era de se esperar que a iniciativa fosse colorada e desde o apito final o Inter foi pro ataque. Houve uma certa pressão vermelha, mas não propriamente por um predomínio técnico (não se viam dribles, tabelas, chutes de fora da área) e sim pela dificuldade do Grêmio em sair jogando. O time tricolor não se encontrava no 3-5-2. Adriano e Matheus Biteco estavam excessivamente presos na defesa, Tony e Alex Telles pouco contribuiam na criação e Marco Antônio ficava sobrecarregado na armação das jogadas. Enquanto isso, o Inter ameaçava, principalmente em lances de escanteio. A rigor o Grêmio só teve uma chance na primeira etapa, uma cabeçada de Welliton após cruzamento de Tony. Mesmo sem fazer uma grande atuação o Inter era superior e se colocou em vantagem no placar aos 26, com Forlan convertendo um pênalti (cavado, porém existente).
Luxemburgo voltou para o 4-4-2 nos 45 minutos finais. Mas o Grêmio não demonstrou melhoras no início do segundo tempo. O time cedia muitos escanteios e assim o Inter ampliou aos 12 minutos. Uma falha grosseira da marcação permitiu que Rodrigo Moledo (o mais alto dos jogadores de linha do Inter) corresse livre para cabecear no primeiro pau. Com o 2×0, o Inter passou a trocar passes, a torcida chegou a ensaiar um olé, mas o Grêmio correu atrás do prejuízo. E isso muito se deve a indignação de Bertoglio, que era o atleta mais inquieto em campo. Aos 22, Jean Pierre marcou um pênalti infantil de Josimar em Douglas Grolli. Willian José diminuiu. Mas pouco aconteceu depois disso. O Grêmio ocupou o campo de ataque, mas quase não ameaçou. O Inter tinha espaço no contra-ataque, mas igualmente não conseguiu articular uma jogada para matar o jogo.

Assim um time reserva acabou sendo derrotado por um time titular pelo placar mínimo. O resultado é ruim, mas está dentro do esperado. É de se lamentar que essa fórmula do Gauchão acrescente um número excessivo de jogos a um calendário já tão atribulado. Até aqui, o Grêmio fez 13 jogos em 2013. E 2 destes 13 foram clássicos. 2 clássicos disputados por time reserva diante de um público pequeno. Não poderia ser diferente? Não deveria ser diferente?
Já vimos que no Brasil, ninguém tem atuado tanto nesse ano. Acho que também é interessante fazer a mesma comparação com os grandes clubes europeus. Barcelona fez 13 partidas desde o início do ano. Manchester United e Juventus 12, enquanto o Bayern de Munique só entrou em campo 7 vezes em 2013.
Diante disso, parece ser inevitável que o Grêmio se valha de um rodízio de atletas para enfrentar a maratona de jogos. Até aqui foram 41 jogadores utilizados em 8 partidas do campeonato gaúcho.

Uma pergunta que fica: Qual o critério para definir qual o treinador do Grêmio na beira do campo. Roger não teria maior conhecimento das características dos jogadores reservas do que o Luxemburgo?

Dida jogou com uma camisa de treino. Convenhamos que é um tanto sintomático. E Douglas Grolli entrou em campo com a camisa 11, que já foi usada por Éder, Carlos Miguel, Zinho…

Não estou tão convencido que o lance entre Gabriel e Alex Telles foi um acidente. Se a disputa tivesse se dado numa bola rasteira certamente teríamos maiores debates sobre a atitude do atleta do Inter.

Eu tenho dificuldade de entender algumas condutas dos juízes. No primeiro tempo, Jean Pierre fez intervalo para hidrataçao, conversou com Dunga, mas só deu pouco mais de 30 segundos de acréscimos.

Mais uma vez eu considero que o futebol apresentado no Grenal foi fraco. É certo que o clássico nunca se caracterizou pelo primor da técnica, mas inegavelmente as disputas entre Grêmio e Inter tem como marca história a intensidade do jogo, intensidade na marcação e intensidade na movimentação. E eu não consegui ver essas carcaterísticas presentes no gramado do Centenário.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Inter 2×1 Grêmio 

INTERNACIONAL: Muriel; Gabriel, Rodrigo Moledo, Juan e Fabrício; Ygor (Elton, 25’/2ºT) Josimar, Fred e D’Alessandro; Forlán (Vitor Júnior, 46’/2°T) e Leandro Damião (Gilberto, 42’/2ºT)
Técnico: Dunga.
GRÊMIO: Dida; Bressan (Bertoglio, Intervalo), Douglas Grolli e Werley; Tony, Adriano, Matheus Biteco, Marco Antônio e Alex Telles; Welliton (Guilherme Biteco, 18’/2ºT) e Marcelo Moreno (Willian José, Intervalo)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Quarta-de-final – 1º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 24/2/2013, domingo,  16h00min
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS
Público: 11.560 (9.365 pagantes)
Renda: R$ 498.645,00  
Árbitro: Jean Pierre Lima (RS)
Auxiliares: AltemirHausmann (Fifa-RS) e Marcelo Barison (RS)
Cartões amarelos: Josimar e D’Alessandro (INT); Adriano e Douglas Grolli (GRE)
Gols: Forlán, 26’/1ºT(pênalti); Rodrigo Moledo, 12’/2ºT e Willian José, 22’/2ºT(pênalti).

1965 – Grenal em Caxias e a Taça dividida ou esquecida

February 23, 2013
Como já foi amplamente divulgado nos últimos dias Grêmio e Inter já disputaram um clássico em Caxias. Foi em 1965, pela última rodada do Torneio da Festa da Uva daquele ano.

O resultado foi de um empate em 0x0. Foi um jogo literalmente sonolento, uma vez que os jornais registraram diversos torcedores dormindo nas arquibancadas da Baixada Rubra. Os relatos da partida registram pouquissímos lances de ataque, se destacando uma bola colocada no travessão pelo colorado Darlan e um gol anulado de Airton.
O curioso é que o site do Grêmio considera este torneio como um troféu conquistado, e diversas fontes afirmam que o título foi dividido pela dupla Grenal. Mas consta no Correio do Povo da época que “O torneio da Festa da Uva será decidido com um nôvo clássico Gre-Nal, a ser realizado possivelmente em Caxias do Sul. A data será oportunidade estudada, tendo em vista os compromissos já assumidos por tricolores e rubros

Resta saber se efetivamente os clubes decidiram dividir a taça ou simplesmente esqueceram dela.

“O SONO DOS DESILUDIDOS…Êste jovem pagou 1.000 cruzeiros para dormir assim, ao ar livre, sob a azuada de dez mil pessoas. Aliás, as máquinas fotográficas registraram muitos flagrantes semelhantes, o que é uma raridade: jamais se soube que alguém dormisse em Gre-Nal. Talvez tenha influído no de ontem o caráter cem por cento amistoso de que se revestiu.” (Folha da Tarde – 22 de março de 1965)

“ARBITRAGEM
Não foi boa a conduta de Ricardo Alberto Silva. O correto argentino deixou de assinalar um penalty claro de Luiz Carlos (tranco com a perna) em Valter, aos 29´ do tempo derradeiro. Guilherme Sroka (bem) e Libino Hahn (tem que aprender a assinalar impedimento) no 2º half-time “inventou” dois impedimentos contra o Inter que foi de corar.”  (Folha da Tarde – 22 de março de 1965)

“Não sei o que faltou ao clássico foram aquelas lutas de torcidas que comumente lhe serve de moldura quente em Porto Alere, e que o torna um pouco jogo de futebol, um pouco luta de convicções. Mas que lhe faltou algum ingrediente, faltou… Uma das provas é que, pela primeira vez na história do clássico, e apesar da tarde fresca, fotografos bateram chapas de gente ressonandoan nas arquibancadas, enquanto o jogo andava…” (Cid Pinheiro Cabral -Folha da Tarde – 22 de março de 1965)
“Embora não se disputassse uma partidade de campeonato, reduzindo-se, assim, as responsabilidades dos atletas e treinadores, as duas equipes se aferraram, desde o início, a um terrível 4-2-4, que faria inveja ao “muro” do Zezé Moreira, ao mundialmente famoso “ferrolho suíço” e outros bichos… Com isso, tivemos um jôgo de meio de campo, trancado, repetido, monótono, a provocar em alguns assistentes, como se viu, a oportunidade para a sesta que não foi possível depois do meio dia, tal o afã com que, bem cedo, o público dirigiu-se, cheio de esperanças, à Baixada Rubra…” (Cid Pinheiro Cabral -Folha da Tarde – 22 de março de 1965)

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“Covnvite ao sono. Este torcedor resolveu tirar sua “soneca” durante o clássico. Aliás, o Gre-Nal foi um verdadeira “pelada” e convite a um bom sono”

[…]

“Ortunho voltou a distribuir o “sarrafo”;. Andou fazendo uns “carinhos” em Puccinelli, como aqui (foto). Mas, além do lateral, também outros craques da dupla “apelaram” em algumas oportunidades.” (Zero Hora – 22 de março de 1965)

“Ora, os escarlates no prélio decisivo tiveram uma atitude de jogo que só aqueles que reconhecem superioridade no adversário a praticam.

Depois de 70 minutos de igualdade, com domínios esporádicos de cada um, o Internacional se encolheu, caiu na defesa, sendo dominado então pelos do Olímpico” (Larry Pinto de Faria – Zero Hora – 22 de março de 1965)

“Nós últimos vinte e cinco minutos de jogo, Carlos Froner encontrou aquela que parece ser no momento a melhor fórumula ofensiva dos tricolores, isto é, com Joaozinho triangulando livremente pelo flanco direito (e com isso forçando mais os lances pela extrema) abrindo a defensiva contrária para a penetração de dois ponta-de-lança objetivos que são Alcindo e Valter” (Prof. Mendes Ribeiro – Zero Hora – 22 de março de 1965)

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Foi sem dúvida um Gre-Nal sem o ingrediente necessário, que era o gol, deixando o público recorde na Baixada Rubra frustrado, com a falta de lances de área.

[…]

ARBITRAGEM – Ricardo Alberto Silva foi o dirigente do Gre-Nal, com atuação falha. Deixou passar duas penalidades máximas”  (Correio do Povo  – 23 de março de 1965)

Grêmio 0x0 Inter

GRÊMIO: Alberto; Altemir, Airton, Áureo e Ortunho; Cléo E Sérgio Lopes; Marino, Joãozinho (Valter), Alcindo e Vieira.
Técnico: Carlos Froner
INTER: Célio; Carlos Alberto, Scala, Luiz Carlos e Sadi; Ica e Edmílson; Puccinelli, Darlan (Ênio Souza), Vanderlei e Gilberto Andrade.
Técnico: Sérgio Moacir Torres
Data: 21 de março de 1965 – Grenal 176
Local: Baixada Rubra em Caxias do Sul
Renda: Cr$ 7.807.600
Juiz: Ricardo Alberto Silva
Auxiliares: Guilherme Sroka e Libino Hahn

Libertadores – Fluminense 0x3 Grêmio

February 21, 2013

Era grande a expectativa para esse confronto com o Fluminense. A derrota para o Huachipato já colocava o Grêmio em situação complicada no grupo. As projeções indicavam que seria preciso recuperar pontos fora de casa e o jogo do Engenhão era, em tese, o mais difícil. Mas talvez fosse justamente o que Grêmio precisava. Sob o comando de Luxemburgo o tricolor gaúcho costuma se portar bem como visitante nos grandes jogos. Sua dificuldade parece ser maior contra equipes retrancadas. 
Claro que houve uma grande mudança de postura, de atitude do Grêmio, mas o bom desempenho se explica também pela característica da partida. O Fluminense gosta de um jogo franco, e dessa vez não foi diferente, tendo tentado ir para cima da defesa gremista desde o início do jogo. E o Grêmio, bem posicionado (ocupou a frente da área e ofereceu os lados para o adversário), conseguiu travar o Flu. A bola não chegava em Fred. Logo a superioridade gremista foi aparecendo, uma vez que eram azuis as melhores chances. O gol saiu aos 32 minutos, num escanteio em que o lateral Bruno se preocupou tanto em agarrar Barcos que se esqueceu da bola e marcou contra. 1×0 foi o placar da primeira etapa.
Abel mexeu no seu time no para o segundo tempo. Deco voltou no lugar de Vagner, mas o domínio gremista só aumentou. O Fluminense tentou forçar o jogo aéreo, mas a defesa do Grêmio esteve muito bem, tanto por cima, como também por baixo. Com isso foram surgindo oportunidades de contra-ataque e o Grêmio as soube aproveitar. Barcos e Vargas se entenderam na frente e o placar foi dilatado. André Santos fez o segundo aos nove e Vargas marcou o terceiro aos 24. O Fluminense praticamente não mostrou reação e no final se ouvia a torcida do Grêmio saudando a troca de passes dos seus atletas com o clássico “olé”

O resultado paralelo foi bom e tudo voltou a estaca zero. As chances de classificação voltam a ser boas e ainda é possível pensar na primeira colocação do grupo. Mas é preciso um pouco de cautlea. hoje o Grêmio pulou da lanterna para o 1º lugar. Não é improvável que o inverso possa acontecer na última rodada.

Barcos foi um monstro. Ganhou todas as bolas que disputou. Foi bem na funçao de pivô e soube sair da área para buscar jogo e criar jogadas. Uma atuação impecável.
Fernando foi outro destaque. Marcou, combateu e organizou a saída de jogo do Grêmio. Talvez o desempenho dele nessa partida não sirva para comprovar que Luxemburgo tenha errado na escalação contra o Huachipato, mas é uma boa mostra de que não é tão simples tirar o Fernando do time titular.

O gol foi um detalhe, mas André Santos mostrou significativa melhor em relação ao futebol apresentado na semana passada. Contudo, parece ainda carecer de melhor condição física.

A nosso favor é muito bonito, mas o bandeirinha nao pode errar um impedimento como o do lance do segundo gol.

Contra o Huachipato, Vargas pouco contribuiu jogando centralizado e mais recuado do que o Elano. Hoje ele se posicionou mais adiantado e aberto pela direita, rendendo bem mais assim.

Pode ser questão de memória afetiva/seletiva, mas esse uniforme com camisa celeste e calções e meias pretas sempre me traz boas recordações

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Alexandre Cassiano (O Globo) e Nelson Perez (Fluminense)

Fluminense Fluminense 0x3 Grêmio Grêmio

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, e Wágner (Deco – Intervalo); Wellington Nem (Thiago Neves – 17’/2ºT), Fred e Rafael Sobis (Samuel – 18’/2ºT).  
Técnico: Abel Braga
GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza (Adriano – 35’/2ºT), Elano (Marco Antônio – 33’/2ºT) e Zé Roberto; Vargas (Welliton – 37’/2ºT) e Barcos.  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

2ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 2013
Data: 20/02/2013, quarta-feira, 22h00min
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 18.947 pagantes
Renda: R$ 747.550,00
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa/SP)
Assistentes: Márcio Santiago (Fifa/MG) e Fabrício Vilarinho (Fifa/GO)
Cartões amarelos: Anderson (FLU); Elano e Zé Roberto (GRE)
Gols: Barcos (32min/1ºT), André Santos (9min/2ºT) e Vargas (24min/2ºT)

Gauchão 2013 – excesso de jogos e poucas transmissões

February 19, 2013
Já escrevi aqui no blog, que a fórmula do Gauchão é muito ruim, uma vez que implica numa grande quantidade de datas em um curto espaço de tempo. E tal fato é agravado com a dificuldade de remanejo de jogos em razão do campeonato ser dividido em turnos.
E em 2013 o Grêmio tem sido seriamente prejudicado com esse excesso de jogos. Até que aqui foram 11 compromissos oficiais entre Libertadores e Gauchão. Nenhum dos seus rivais brasileiros na Libertadores atuou tanto em 2013 (Palmeiras e São Paulo jogaram 9 vezes, Fluminense e Corinthians 8 e o Atlético-MG apenas 4).
O uso de time reservas tem se tornado um expediente bastante comum, mas essa prática não resolve todos os problemas. E traz consigos novos problemas também. Um deles é o entrosamento do time titular. Paulo Vinícuis Coelho defendeu um ponto interessante ao ser questionado pela Zero Hora sobre o tema: “Essa semana houve um erro grosseiro, grave, que foi pouco apercebido: o calendário não pode promover um jogo do Grêmio na quarta e um na quinta, por mais que o clube use times diferentes. Por pouco não aconteceu como em 1994, quando o Grêmio jogou mais de uma partida no mesmo dia, bateu na trave. O Grêmio não está jogando com os titulares o Campeonato Gaúcho porque o calendário brasileiro é um absurdo
Um dado interessante é que nas 8 rodadas disputadas até aqui o Grêmio só entrou com seu time titular em 2 ocasiões. O Inter não foge muito disso, uma vez que só atuou 4 vezes com todos os seus principais atletas.
Muito se discute sobre quais são os motivos que levam a manutenção dos estaduais nesse formato. No caso do Rio Grande do Sul é possível dizer que o dinheiro decorrente do contrato de televisionamento é um fator muito importante. A detentora dos direitos paga relativamente bem (Para se ter uma idéia, em 2013 o Grêmio recebeu muito mais dinheiro de TV no Gauchão do que na Copa Sulamericana). Mas o estranho é que a RBS sequer tem exibido todos os jogos do que tem direito.
Das 8 rodadas disputadas até aqui, apenas 5 foram transmitidos em canal aberto. A lista dos jogos exibidos em cada rodada pode ser conferido na tabela abaixo.
A rodada 2 coincidiu com LDU e Grêmio em Quito. De acordo com Gustavo Manhago, chefe de esportes da RBSTV, a rodada 3 deixou de ser exibida em função dos horários da partida. Ainda a rodada 4 coincidiu com Grêmio e LDU na Arena.
Pode até ser que a detentora dos direitos de televisionamento faça gosto de pagar por um produto que não vai usar. Mas não é do interesse dos clubes ter os seus jogados devidamente televisionados? Não seria o caso de adotar uma fórmula mais racional, com melhor aproveitamento de datas, conciliando interesses dos clubes e da televisão?

Gauchão – Grêmio 1×0 Veranópolis

February 19, 2013

Devido a um motivo de força maior (falta de luz no litoral) eu não consegui ver o primeiro tempo do jogo. Otimismo a parte, esperava um desempenho melhor dos titulares do Grêmio (num gramado bom) contra o lanterna da competição, mas o time parece ter feito pouco na etapa inicial. O gol de Werley acabou sendo o único da partida, ainda que tenha sido marcado cedo.

Fiquei curioso pra ver mais da dupla de ataque formada por Vargas e Welliton. Pro meu gosto, Welliton sempre rendeu mais jogando como o atacante mais avançado e centralizado, apesar de não ser um centro-avante típico.
No que vi do segundo tempo o Grêmio fez um jogo burocrático, quase desinteressado. Teve chance para ampliar o marcador, mas também correu um sério risco de levar o empate. No meu entender, Cris fez pênalti em Lê aos 14 do segundo tempo, mas Márcio Chagas não marcou. Melhor assim, até mesmo porque seria incoerente que um juiz que não da falta em cama de gato apitasse infração numa jogada bem menos violenta.
Espero que o uso dos titulares nessa partida realmente tenha sido uma decisão pontual para dar maior entrosamento ao time principal. Caso contrário, seria um planejamento pouco inteligente, esse de entrar com titulares depois de ter perdido a vantagem do mando de campo nas finais de turno.

Fotos: Tiago Baldasso (http://tiagobaldasso.wordpress.com/) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×0 Veranópolis

GRÊMIO: Dida; Pará, Cris, Werley e André Santos (Alex Telles – intervalo); Fernando, Souza, Elano (Marcelo Moreno – 26’/2ºT) e Zé Roberto; Vargas e Welliton (Bertoglio – 26’/2ºT) –
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
VERANÓPOLIS: João Ricardo; Ednei, Vagner, Jonas e Fininho; Escobar, Márcio Reis, Eduardinho e Juninho (Maicon – 26’/2ºT); Lê (Leandro Rodrigues – 43’/2ºT) e Valdo (Maranhão – 36’/2ºT)
Técnico: Julinho Camargo

8ª Rodada – 1º Turno – Gauchão 2013
Data: 17/02/2013, Domingo, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 13.117 (11.639 pagantes)
Renda: R$ 308.982,50
Árbitro: Márcio Chagas
Auxiliares: Julio Freitas e Vilmar Burini
Cartões amarelos: André Santos, Vargas, Zé Roberto (GRE) Fininho, Márcio Reis (VEC)
Gols: Werley, aos 23 minutos do 1º tempo

Camisa da Libertadores 2013

February 17, 2013
Já disse aqui no blog que gostei dessa camisa lançada para a Libertadores 2013. É uma versão melhorada da camisa usada na inauguração da Arena, com um tom de azul mais claro e com gola e punhos brancos (o que eu acho que melhora muito o resultado final).
Pro meu gosto é um modelo superior ao usado em 2012, especialmente pela volta da manga listrada. Não sou muito partidário do expediente de usar elementos dourados para fazer um fardamento “especial”, mas acho que nesse caso esses detalhes não são excessivos e não comprometem o conjunto.
De resto não há uma grande variação em relação ao ano passado. A ordem (azul centralizado) e o tamanho das listras é bem semelhante ao modelo de 2012, bem como o lugar onde foram colocados o distintivo, patrocinador e símbolo do fornecedor. Acho que este são os elementos que mais podem (e devem) variar de ano para ano na camisa tricolor, mas não vejo nenhum pecado em manter o mesmo padrão em mais de uma temporada.

Eu costumo preferir uma camisa com maior número de listras e com a listra branca um pouco maior (Como por exemplo na camisa de 2011), mas creio que o atual uniforme não se distancia tanto do que já foi usado em camisas tricolores clássicas, apesar do fato de a listra preta não ter a mesma largura da listra azul.

O calção é a meia usados no último jogo são bem simples, o que por um lado é positivo. Por outro, faz um bom tempo que não se tem nenhuma tentativa de inovação nessa área. Que eu me lembre as maiores novidades foram os calções usados em 2005 (devido ao corte) e a meia listrada do ano passado.

Libertadores – Grêmio 1×2 Huachipato

February 15, 2013
Não era a estreia do Grêmio na Libertadores, muito menos a estreia do time no ano. Mas foi uma noite de estreias de três reforços, de novidades nos três setores do time. Destes três, só Barcos deu boa resposta. Por óbvio isso afetou o conjunto tricolor. Talvez seja possível começar por aí a entender a derrota de ontem.
Mas essa não é a única explicação. Fundamentalmente o Grêmio perdeu porque jogou muito pouco. Começou a partida um tanto apático e estranhamente era o Huachipato que se mostrava mais a vontade em campo nos minutos iniciais. Não demorou muito e Falcone colocou os chilenos em vantagem, fazendo justiça a equipe se mostrava mais consciente no jogo. O resultado desfavorável evidenciou a velha dificuldade do Grêmio em jogar contra equipes fechadas. E o Huachipato não fez uma grande retranca, não catimbou, não abusou da violência, apenas fez uma partida acertada. O tricolor é que não mostrou inspiração para sair dessa situação. Elano e Zé Roberto eram bem marcados e isso engessou a criação gremista. Os laterais não contribuíam no apoio e a bola pouco chegava nos atacantes. Assim o Grêmio praticamente não teve chances no primeiro tempo.
É certo que, por estilo do treinador e por característica dos jogadores, o Grêmio é um time técnico, que gosto do jogo mais cadenciado com a bola no chão. E, preferências a parte, a não há nada de errado nisso. Mas é preciso ter alguma alternativa para quando esse tipo jogo não flui. No intervalo, Luxemburgo sacou Adriano e colocou Marcelo Moreno. Com dois centro-avantes era de se imaginar que o Grêmio iria tentar explorar o jogo aéreo. Mas isso não aconteceu. O time não está preparado para tal cenário. Quantas jogadas de linha de fundo foram feitas? Quantos rebotes o Grêmio ganhou? Para piorar a situação o Huachipato ampliou logo aos 5 da segunda etapa, numa bola lançada da intermediária que Braian Rodriguez subiu mais que Cris. O Grêmio diminuiu rápido, num bate e rebate dentro da área  em que foi marcado pênalti que Barcos converteu. Depois disso o Grêmio até teve mais chances, mas não criou uma pressão (sequer uma fumaceira) e acabou sendo merecidamente derrotado.

A derrota é ruim, mas acontece num momento onde ainda é possível buscar uma reparação. Talvez o resultado também seja usado para acalmar as expectativas mais delirantes. O Grêmio não precisa estar voando logo em fevereiro. Tem sim a obrigação de se classificar nessa fase para depois engrenar no momento de chegada.

Não deve ser fácil lidar com a pressão da torcida e os questionamentos da imprensa local. Luxemburgo abertamente adota a tática de fugir de alguma perguntas com respostas evasivas. Diversos técnicos bem sucedidos fazem o mesmo. Eu imagino que exista uma clara diferença entre o discurso interno e externo. Espero que, internamente, o Luxemburgo faça  uma análise mais coerente do que aquela que ele externou ontem na entrevista coletiva. Fica muito chato culpar o gramado.
Por outro lado o presidente Fábio Koff foi muito bem na sua fala. O diagnóstico foi correto. Resta saber quais serão as medidas adotadas a partir desse diagnóstico.
Falou-se ontem na falta de “espiríto de Libertadores“. Não que esse espírito por si só resolvesse, mas eu entendo que faz falta sim. E considero que isso passa também pelo clima do/no estádio. Eu estranho um campo sem bandeiras, sem faixas, sem fogos e sem instrumentos. Acho que é uma questão que precisa ser resolvida com certa urgência.
Por falar em estádio, decepcionante o público de ontem, ainda que se leve em conta o horário, carnaval, dificuldades de transição e etc… Atendendo pedidos o Grêmio construiu um estádio para 60 mil pessoas. Nem a metade disso compareceu ontem. E o estranho é que eram poucos (e caros) os ingressos disponíveis a venda ontem pela manhã. É mais um tema passível de ajuste.
Achei bem legal a camisa nova. Parece ser uma variação melhorada da camisa usada na inaguração da Arena. O uniforme usado pelo Huachipato ontem também era muito bonito.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Guilherme Testa

Grêmio Grêmio 1×2 Huachipato Huachipato

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Cris, Saimon e André Santos (Marco Antônio – 27’/2ºT); Adriano (Marcelo Moreno – intervalo), Souza, Elano e Zé Roberto; Vargas (Welliton – 27’/2ºT) e Barcos.  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
HUACHIPATO: Nery Veloso; Contreras, Labrín, Camilo Muñoz e Crovetto; Yedro, Sandoval, Reynero (Nuñez – 15’/2ºT), e Arrue (Aceval – 28’/2ºT); Federico Falcone (Gonzalez – 39’/2ºT) e Braian Rodríguez.  
Técnico: Jorge Pellicer.

1ª Rodada – Fase de Grupos – Libertadores 2013
Data: 14/02/2013, Quinta-feira, 19h45min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre RS  
Público Total: 29.174 ( 28.164 pagantes)
Renda: R$ 1.276.060
Árbitro: Diego Abal (ARG)
Auxiliares: Hernan Maidana e Juan Belatti (ARG)
Cartões amarelos: Crovetto, Braian, Contreras (HUA)
Gols: Falcone , aos 17 do primeiro tempo; Braian Rodriguez, aos 5 e  Barcos (pênalti) aos 8 minutos do segundo.

Gauchão – Grêmio 5×0 Santa Cruz

February 14, 2013

Venho registrando aqui no blog que esse time reserva usado no Gauchão tem se apresentado com as mais variadas formações e escalações. A novidade de ontem foi  o uso do 3-5-2. E nesse esquema, o grande destaque foi Guilherme Biteco jogando como ala-esquerda. E diga-se de passagem o guri atuou como verdadeiro ala. Aos 6 minutos ele entrou por dentro, na diagonal, e serviu Willian José, que desperidiçou. Aos 12 Biteco foi a linha de fundo e cruzou na cabeça do centro-avante tricolor. Mas apesar dessa boa movimentação o placar permaneceu intacto por um longo período. O Santa Cruz permanecia fechado atrás, tentando especular numa bola parada (no que deu chance de Follmann mostrar serviço). Depois de alguma insistência o Grêmio conseguiu fazer o 1×0 ainda no primeiro tempo. Aos 40 Biteco cobrou escanteio e Werley desviou no primeiro pau.
Depois do susto da cobrança de falta de Saldanha que atinigiu o travessão é possível dizer que o segundo tempo foi bem mais tranquilo, graças as descidas em velocidade de Deretti, Tony e Bertoglio. O argentino aproveitou duas boas chances e ampliou para 3×0,  aos 9 e 12 minutos respectivamente. Depois foi a vez de Willian José mostrar serviço, anotando aos 20 (após combinação com Bertoglio) e aos 28 (convertendo pênalti sofrido pelo argentino).
Foi um belo fim de tarde/início de noite no Olímpico. Uma pena o baixo público. Confesso que me diverto mais nesses jogos do que propriamente nas decisões de casa cheia.
Eu gosto desse 3-5-2 com um meia escalado na função de ala. Resta saber como a equipe reagiria contra um adversário que tentasse explorar o espaço deixado as costas desse jogador. Mas no caso do Biteco, é possível imaginar que ele possa exercer função parecida na segunda linha de um 4-5-1.
No primeiro tempo o Santa Cruz claramente ofereceu seu lado esquerdo de defesa para o Grêmio atacar, numa tentativa de bloquear o lado direito, onde cairiam os canhotos Deretti e Guilherme Biteco. Tony aparecia bem no setor, faltando apenas um pouco mais de capricho nos cruzamentos.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial)

Grêmio 5×0 Santa Cruz

GRÊMIO: Follmann; Douglas Grolli, Gerson e Werley; Tony (Tinga – 36’/2ºT), Ramiro, Matheus Biteco, Jean Deretti e Guilherme Biteco; Willian José (Lucas Coelho – 31’/2ºT) e Bertoglio (Yuri Mamute – 30’/2ºT)
Técnico: Roger Marques

SANTA CRUZ: Fernando Vizzotto; João Neto, Teda, Marx Ferraz e Carlão; Diego Teles (Sidrailson – 27’/2ºT), Maurinho (Felipe – 17’/2ºT), Élton e Cleiton; William Saldanha (Brasão -17’/2ºT) e Charles Moura
Técnico: Tonho Gil.

3ª Rodada (jogo atrasado) – 1º Turno – Gauchão 2013
Data: 13/02/2013, quarta-feira, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Diego Real
Auxiliares: José Silveira e Edemar Palmeira
Público: 4.063 (2.867 pagantes) 
Renda: R$ 61.114
Cartões amarelos: Gerson (GRE) Diego Teles, Teda, Charle
Cartão vermelho: Charles Moura  (34/2ºt)
Gols: Werley, aos 40 do primeiro tempo; Bertoglio, aos 9 e 11 do segundo tempo; Willian José, aos 20 e 28 (pênalti) do segundo tempo. 

Carnaval de 1984 – Baile Tricolor

February 11, 2013

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No carnaval de 1984 o Grêmio aproveitou a onda do título de Tóquio e promoveu o “Baile Tricolor” no ginásio de Petróple T.C. Eis os anúncios publicados nos jornais da época.