O Cabrito e a influência

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Esse episódio do Cabrito deveria motivar uma séria reflexão sobre os rumos do jornalismo esportivo, tanto da parte dos jornalistas como também do público consumidor. Deveria, mas parece que isso, infelizmente, não vai acontecer. A história já caiu no folclore, servindo para gozações e para discussões com um certo grau de corporativismo.
Seria muito fácil fazer uma série de generalizações a partir disso, especialmente contra quem faz constante uso das generalizações no seu trabalho. Mas vamos nos ater ao caso. Paulo Brito, em pleno ano de 2013, embarcou, mais de 12 horas depois, num erro que já havia sido feito por um colega de outra emissora. Não se deu ao trabalho de verificar uma informação que parecia absurda. Na melhor das hipóteses ele foi muito mal assessorado. Na melhor das hipóteses o canal permitiu que ele entrasse no ar mal assessorado/mal informado.

E eu considero tal fato grave. Por mais que o Paulo Brito já tenha cometido outros erros cômicos, por mais que ele mesmo não se leve tão a sério, ele ainda é o principal narrador da principal emissora de televisão do estado. E por isso acaba sendo muito influente, gostemos ou não. A Forbes já explicou porque devemos ter atenção com a influência exercida pelos narradores e comentaristas:
“Why care? Because the business of sports is massive in the United States, with television rights for the NFL alone topping an average of $3.7 billion a year and Major League Baseball generating in excess of $750 million annually. These guys–and yes, the top-10 list is all guys–are the public face of those multi-billion dollar investments.

By dint of their experience, insight and personal style, sportscasters shape the way fans see the action. They shape the conversation and bring fans closer to the game.”

Numa tradução livre:

Esses caras (narradores) … são o rosto desses investimentos de bilhões de doláres.

Os jornalistas esportivos moldam a forma que os torcedores vêem a ação. Eles moldam a conversa.


Quantos jogos decisivos o Paulo Brito narrou? Quantos Grenais? Quantos lances tiveram replays exibidos por solicitação dele? Quantos deixaram de ser repetidos por desatenção dele? O quanto será que a sua narração influenciou nos debates pós-jogo?

Será que o nosso futebol, que é um negócio milionário, não merecia um narrador mais antenado?

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One Response to “O Cabrito e a influência”

  1. Anonymous Says:

    O grêmio tem buscado reforços para seu elenco e tem uma filosofia de um grande clube de futebol, é ridículo esse tipo de comentário e uma total falta de respeito com o grêmio, por que não falaram de reforços na obra do “remendão” da beira rio que está ameaçada de nem ficar pronto para a copa. inter(zinho) não tem nada para fazer além de jogar gauchão e secar grêmio na libertadores. ficam falando merda com inveja da ARENA e de contratações do tricolor.

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