Gauchão – Inter 2×1 Grêmio

Como a aguardada Van não chegou a Caxias, o Grêmio acabou indo para o Grenal como seu time reserva. Com isso, era de se esperar que a iniciativa fosse colorada e desde o apito final o Inter foi pro ataque. Houve uma certa pressão vermelha, mas não propriamente por um predomínio técnico (não se viam dribles, tabelas, chutes de fora da área) e sim pela dificuldade do Grêmio em sair jogando. O time tricolor não se encontrava no 3-5-2. Adriano e Matheus Biteco estavam excessivamente presos na defesa, Tony e Alex Telles pouco contribuiam na criação e Marco Antônio ficava sobrecarregado na armação das jogadas. Enquanto isso, o Inter ameaçava, principalmente em lances de escanteio. A rigor o Grêmio só teve uma chance na primeira etapa, uma cabeçada de Welliton após cruzamento de Tony. Mesmo sem fazer uma grande atuação o Inter era superior e se colocou em vantagem no placar aos 26, com Forlan convertendo um pênalti (cavado, porém existente).
Luxemburgo voltou para o 4-4-2 nos 45 minutos finais. Mas o Grêmio não demonstrou melhoras no início do segundo tempo. O time cedia muitos escanteios e assim o Inter ampliou aos 12 minutos. Uma falha grosseira da marcação permitiu que Rodrigo Moledo (o mais alto dos jogadores de linha do Inter) corresse livre para cabecear no primeiro pau. Com o 2×0, o Inter passou a trocar passes, a torcida chegou a ensaiar um olé, mas o Grêmio correu atrás do prejuízo. E isso muito se deve a indignação de Bertoglio, que era o atleta mais inquieto em campo. Aos 22, Jean Pierre marcou um pênalti infantil de Josimar em Douglas Grolli. Willian José diminuiu. Mas pouco aconteceu depois disso. O Grêmio ocupou o campo de ataque, mas quase não ameaçou. O Inter tinha espaço no contra-ataque, mas igualmente não conseguiu articular uma jogada para matar o jogo.

Assim um time reserva acabou sendo derrotado por um time titular pelo placar mínimo. O resultado é ruim, mas está dentro do esperado. É de se lamentar que essa fórmula do Gauchão acrescente um número excessivo de jogos a um calendário já tão atribulado. Até aqui, o Grêmio fez 13 jogos em 2013. E 2 destes 13 foram clássicos. 2 clássicos disputados por time reserva diante de um público pequeno. Não poderia ser diferente? Não deveria ser diferente?
Já vimos que no Brasil, ninguém tem atuado tanto nesse ano. Acho que também é interessante fazer a mesma comparação com os grandes clubes europeus. Barcelona fez 13 partidas desde o início do ano. Manchester United e Juventus 12, enquanto o Bayern de Munique só entrou em campo 7 vezes em 2013.
Diante disso, parece ser inevitável que o Grêmio se valha de um rodízio de atletas para enfrentar a maratona de jogos. Até aqui foram 41 jogadores utilizados em 8 partidas do campeonato gaúcho.

Uma pergunta que fica: Qual o critério para definir qual o treinador do Grêmio na beira do campo. Roger não teria maior conhecimento das características dos jogadores reservas do que o Luxemburgo?

Dida jogou com uma camisa de treino. Convenhamos que é um tanto sintomático. E Douglas Grolli entrou em campo com a camisa 11, que já foi usada por Éder, Carlos Miguel, Zinho…

Não estou tão convencido que o lance entre Gabriel e Alex Telles foi um acidente. Se a disputa tivesse se dado numa bola rasteira certamente teríamos maiores debates sobre a atitude do atleta do Inter.

Eu tenho dificuldade de entender algumas condutas dos juízes. No primeiro tempo, Jean Pierre fez intervalo para hidrataçao, conversou com Dunga, mas só deu pouco mais de 30 segundos de acréscimos.

Mais uma vez eu considero que o futebol apresentado no Grenal foi fraco. É certo que o clássico nunca se caracterizou pelo primor da técnica, mas inegavelmente as disputas entre Grêmio e Inter tem como marca história a intensidade do jogo, intensidade na marcação e intensidade na movimentação. E eu não consegui ver essas carcaterísticas presentes no gramado do Centenário.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Inter 2×1 Grêmio 

INTERNACIONAL: Muriel; Gabriel, Rodrigo Moledo, Juan e Fabrício; Ygor (Elton, 25’/2ºT) Josimar, Fred e D’Alessandro; Forlán (Vitor Júnior, 46’/2°T) e Leandro Damião (Gilberto, 42’/2ºT)
Técnico: Dunga.
GRÊMIO: Dida; Bressan (Bertoglio, Intervalo), Douglas Grolli e Werley; Tony, Adriano, Matheus Biteco, Marco Antônio e Alex Telles; Welliton (Guilherme Biteco, 18’/2ºT) e Marcelo Moreno (Willian José, Intervalo)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Quarta-de-final – 1º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 24/2/2013, domingo,  16h00min
Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul-RS
Público: 11.560 (9.365 pagantes)
Renda: R$ 498.645,00  
Árbitro: Jean Pierre Lima (RS)
Auxiliares: AltemirHausmann (Fifa-RS) e Marcelo Barison (RS)
Cartões amarelos: Josimar e D’Alessandro (INT); Adriano e Douglas Grolli (GRE)
Gols: Forlán, 26’/1ºT(pênalti); Rodrigo Moledo, 12’/2ºT e Willian José, 22’/2ºT(pênalti).
Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s


%d bloggers like this: