Archive for February, 2013

Gauchão – Juventude 2×1 Grêmio

February 10, 2013
E o Grêmio fez o seu sexto jogo no campeonato Gaúcho em pouco mais de 20 dias de temporada. Como não poderia deixar de ser, usou uma equipe diferente a do jogo anterior. Um time misto, que fez um bom confronto com o Juventude em Caxias. No primeiro tempo a equipe da casa apresentou um futebol mais objetivo, enquanto o tricolor tinha alguma dificuldade em reter a bola. Mas o placar permaneceu intocado nos 45 minutos iniciais. 
Os dois treinadores promoverem mudanças no intervalo, e o Grêmio pareceu melhor na volta para o segundo tempo. Aos 30 segundos, Tony foi a linha de fundo e Mamute acertou o travessão. Alguns minutos depois a jogada se repetiu, mas dessa vez Mamute cabeceou sem chance para o goleiro.  O Grêmio tinha o jogo a seu favor e esperava o Juventude. Ia resistindo bem, até que o juiz Francisco Silva Neto marcou um pênalti duvidoso para o time da casa. O centroavante Zulu converteu. Na sequência, Marco Antônio desperdiçou uma grande oportunidade após bom passe de Guilherme Biteco. Aos 37, Zulu aproveitou uma bola que sobrou dentro da área para virar o jogo. O Grêmio tentou o empate, chegou a colocar bolar mais uma bola na trave mas teve que amargar outra derrota no gauchão.
Perder em Caxias, com bola na trave e pênalti duvidoso faz parte do jogo. O que não deveria fazer parte é este excesso de jogos no início do ano. O Gauchão merecia um calendário melhor. Para efeitos de comparação é válido lembrar que Atlético-MG e Cruzeiro só entraram em campo uma vez pelo seu campeonato estadual, contra seis de Grêmio e Inter.
O Gauchão também merecia uma arbitragem melhor. Francisco Silva Neto não poderia estar apitando jogos do Grêmio. Não só pela história do apelido de “Chico Colorado”, mas especialmente porque é um juiz confuso. Ontem mostrou amarelo para Marcelo Grohe por supostamente desperdiçar tempo. Mas na hora de repor o tempo perdido ele se omitiu. Deu pouco tempo de acréscimo e o jogo simplesmente não andou no período de recuperação.

Tony só tinha tido apresentações preocupantes em 2013. Mas ontem ele deu sinais de melhora. Apareceu bem no ataque e não deixou um vazio na defesa.
Não entendi porque o Grêmio não usou a sua camisa azul ontem. Parecia o ideal contra um adversário de uniforme listrado em branco e verde.

Fotos: Porthus Junior (O Pioneiro)

Juventude 2×1 Grêmio

JUVENTUDE: Fernando; Murilo, Fred, Diogo e Robinho (Diogo Oliveira – intervalo); Rafael Pereira, Fabrício (Léo – 29’/2ºT), Jardel (Douglas – 23’/2ºT), Alan e Rogerinho; Zulu 
Técnico: Lisca.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Tony, Bressan, Werley e Alex Telles; Fernando, Ramiro, Marco Antônio e Jean Deretti (Guilherme Biteco – 23’/2ºT); Yuri Mamute (Lucas Coelho – 19’/2ºT) e Willian José (Bertoglio – intervalo)
Técnico: Roger Marques.
07 ª Rodada – 1º turno – Campeonato Gaúcho 2013  
Data: 9/02/2013, Sábado,  16h20min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Francisco Neto
Auxiliares: Júlio Cesar dos Santos e Rogerio Gonçalves
Público: 4.798 
Renda: R$ 94.515
Cartões amarelos: Alex Telles, Bressan, Marcelo Grohe (GRE) Fabrício, Rafael Pereira (JUV)
Cartão vermelho: Alex Telles (GRE) 
Gols: Yuri Mamute , aos 2 do segundo tempo; Zulu, aos 34 (pênalti) e 37 do segundo tempo.
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Quebra de promessa e Restrição

February 8, 2013

“Com os fatos que aconteceram, tivemos que compatibilizar as duas situações. A primeira, colocar as cadeiras. Não há outra alternativa. E segundo, evitar que um estádio de futebol como esse se torne privilégio para poucos. Vamos assegurar naquele local um ingresso popular” (Presidente Fábio Koff, 07 de fevereiro de 2013)
Esse anúncio da colocação de cadeiras no setor da geral me incomodou bastante. Nem tanto pela medida adotada (que é reversível), mas por que ela me remete a dois fenômenos negativos que vem se repetindo, e não exclusivamente no Grêmio ou no futebol, e sim na sociedade como um todo. São eles a quebra de promessas e o aumento das restrições.
Quebra de promessa: Durante todo o período de idealização e construção da Arena, o Grêmio (aqui entendido no sentido amplo, no conjunto dos seus dirigentes e gestões) prometeu ao seu torcedor que o espaço da geral seria mantido, que haveria um setor para o torcedor acompanhar o jogo de pé e que a avalanche seguiria acontecendo no novo estádio. Agora, diante da primeira dificuldade essa promessa é quebrada.

– Restrição: Mais uma vez a solução para apresentada para um problema é uma medida restritiva. Uma restrição exagerada, que não guarada relação direta com a causa do problema. A segurança do torcedor não passa por ficar de pé ou sentado. A existência de um fosso no estádio não representa um perigo? Por que não averiguar se o número de pessoas no setor era o adequado? Será que não houve um erro no projeto ou mesmo uma falha na execução da obra?

Gauchão – Grêmio 5×1 São José

February 7, 2013
O jogo tinha tudo pra ser interessante. O Grêmio finalmente usaria os seus titulares no Gauchão, justamente contra o líder da competição (100% de aproveitamento e zero gols sofridos até ali). Mas o confronto foi desigual. Não houve nenhuma injustiça no placar final. O tricolor foi amplamente superior nos 90 minutos. No primeiro tempo o São José pouco foi ao ataque e os comandos de Luxemburgo pressionaram bastante. Mas o gol só saiu após um pênalti, no qual Elano aproveitou o seu próprio erro e marcou no rebote. No segundo tempo os gols saíram de forma mais fácil e a vitória foi encaminhada antes dos 10 minutos da etapa complementar, graças ao bom desempenho de Pará (melhor em campo), Zé Roberto e Yuri Mamute. O São José descontou com Rodrigo Paulista e Bertoglio conseguiu deixar o dele no seu retorno.
Vi o time postado com uma espécie de losango no meio campo. Elano jogou mais pela esquerda no primeiro tempo. O interessante é que Zé Roberto jogou como um ponta de lança, entrando constantemente na área adversária (algo que ele não vinha fazendo com tanta frequência).
Pela primeira vez eu vi o Mamute participando efetivamente do jogo. Nas suas outras aparições ele foi figura totalmente inócua em campo, mas ontem ele se movimentou, fez parede, pediu bola, tabelou e até marcou o seu gol.
Bem interessante esse uniforme do São José. Infelizmente a ligação do clube com a Multisom/Noveletto inviabiliza a compra.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 5×1 São José

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Saimon e Alex Telles; Souza, Marco Antônio, Elano (Bertoglio, 32’/2ºT) e Zé Roberto (Léo Gago, 32’/2ºT); Willian José e Leandro (Yuri Mamute – intervalo).  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
SÃO JOSÉ: Vitor; Tiago Matos, Gustavo, Douglas e Alisson (Rodrigo Paulista, 15’/2ºT); Everton, Bruno Martins, Cléber Oliveira e Hugo (Henrique, 21’/2ºT); Luizinho (Aldair, 12’/2ºT) e Lucas Gaúcho. 
Técnico: Agenor Piccinin.
6ª Rodada – 1º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 6/02/2013, quarta-feira, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público total: 8.761 (7.362 pagantes)
Renda: R$ 174.995,50
Árbitro: André Cieslak
Auxiliares: José Eduardo Calza e Maurício Coelho Silva Penna
Cartão amarelo: Leandro, Saimon e Alex Telles (G); Bruno Martins (SJ)
Gols:  Elano, aos 23 minutos do primeiro tempo; Zé Roberto, aos 4; Yuri Mamute, aos 7; Zé Roberto, aos 26, Rodrigo Paulista (SJ), aos 37; e Bertoglio aos 46 minutos do segundo tempo.

O Cabrito e a influência

February 6, 2013
Esse episódio do Cabrito deveria motivar uma séria reflexão sobre os rumos do jornalismo esportivo, tanto da parte dos jornalistas como também do público consumidor. Deveria, mas parece que isso, infelizmente, não vai acontecer. A história já caiu no folclore, servindo para gozações e para discussões com um certo grau de corporativismo.
Seria muito fácil fazer uma série de generalizações a partir disso, especialmente contra quem faz constante uso das generalizações no seu trabalho. Mas vamos nos ater ao caso. Paulo Brito, em pleno ano de 2013, embarcou, mais de 12 horas depois, num erro que já havia sido feito por um colega de outra emissora. Não se deu ao trabalho de verificar uma informação que parecia absurda. Na melhor das hipóteses ele foi muito mal assessorado. Na melhor das hipóteses o canal permitiu que ele entrasse no ar mal assessorado/mal informado.

E eu considero tal fato grave. Por mais que o Paulo Brito já tenha cometido outros erros cômicos, por mais que ele mesmo não se leve tão a sério, ele ainda é o principal narrador da principal emissora de televisão do estado. E por isso acaba sendo muito influente, gostemos ou não. A Forbes já explicou porque devemos ter atenção com a influência exercida pelos narradores e comentaristas:
“Why care? Because the business of sports is massive in the United States, with television rights for the NFL alone topping an average of $3.7 billion a year and Major League Baseball generating in excess of $750 million annually. These guys–and yes, the top-10 list is all guys–are the public face of those multi-billion dollar investments.

By dint of their experience, insight and personal style, sportscasters shape the way fans see the action. They shape the conversation and bring fans closer to the game.”

Numa tradução livre:

Esses caras (narradores) … são o rosto desses investimentos de bilhões de doláres.

Os jornalistas esportivos moldam a forma que os torcedores vêem a ação. Eles moldam a conversa.


Quantos jogos decisivos o Paulo Brito narrou? Quantos Grenais? Quantos lances tiveram replays exibidos por solicitação dele? Quantos deixaram de ser repetidos por desatenção dele? O quanto será que a sua narração influenciou nos debates pós-jogo?

Será que o nosso futebol, que é um negócio milionário, não merecia um narrador mais antenado?

Gauchão – Inter 2×1 Grêmio

February 4, 2013

É uma pena que um clássico Grenal seja realizado tão cedo na temporada. É uma pena que mais uma vez uma das equipes se veja obrigada a usar o time reserva. È uma pena que o maior clássico do Brasil esteja sofrendo um processo de banalização. Dessa vez quem pode usar seu time principal foi o Inter e quem ficou privado dos seus titulares foi o Grêmio.
O treinador reserva, Roger Machado, escalou um time se situa entre o reserva e o time B. Não era a equipe titular que jogou pela Libertadores e nem o time que vinha sendo escalado no Gauchão. Uma equipe “nova”, com um novo esquema (4-4-2 com losango no meio). A espectativa era de que o Inter tomaria a iniciativa no jogo, e de fato foi o que aconteceu. Mas o Grêmio sempre incomodou, antes dos 5 minutos o tricolor já tinha chegado duas vezes com algum perigo na área de Muriel. Mas o Inter passou a ter mais posse de bola, o tricolor passou a ter problemas no lado direito da sua defesa,  por ali apareciam Fabrício e Forlan. As chances se equivaliam, o Grêmio tinha menor presença ofensiva mas ameaçava em chutes de longa distância (especialmente com Léo Gago). Mas quem marcou foi o Inter. Aos 38 minutos D´alessandro fez boa jogada pelo meio e abriu o jogo para Forlan na ponta direita. Alex Telles fez bem em fechar por dentro, mas foi fraco no combate ao uruguaio, que chutou cruzado e Busatto não conseguiu evitar o 1×0. 
O Inter seguiu com um certo domínio no início do segundo tempo. Aos 7 minutos os colorados se aproveitaram do espaço deixado pela marcação gremista e iniciaram uma jogada que, com alguma facilidade, chegou até Fabrício. O chute do lateral saiu, forte, rasteiro e Busatto defendeu parcialmente, mas Damião completou para as redes. O 2×0 parecia indicar uma panorama ruim para o tricolor, mas a reação foi rápida. Jean Deretti sofreu falta na linha de fundo. Fernando cobrou fechado e Muriel aceitou. Dava tempo de buscar um empate, e foi o que o Grêmio tentou. As principais oportunidades foram em escanteios e num chute de Leandro, mas a reação tricolor parou por ai. As mudanças feitas por Roger não tornaram o time mais perigoso e o Inter conseguiu frear o jogo nos dez minutos finais.

Perder clássico sempre é ruim, mas o resultado está dentro do esperado. No aspecto coletivo temos  somente que lamentar o 2º gol tomado. O Inter entrou trocando passes pelo meio da defesa gremista. Não dá pra aceitar. O resto está dentro do planejamento.
Apesar truncar muito o jogo, considero que Fabrício Correa apitou bem o Grenal. Não me pareceu ter sido pênalti, mas não custava nada passar um replay decente do lance com o Deretti no final do primeiro tempo.
Tony foi opção em alguns jogos de 2012. Acho que isso dificilmente deverá acontecer em 2013. Não está com o mesmo nível de desempenho do restante do grupo.
Já foram feitas “teses” “psicológicas” sobre o desempenho do goleiro Muriel em clássicos?

Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Edu Andrade (Terra)
Inter 2×1 Grêmio  
INTERNACIONAL: Muriel; Gabriel, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Willians, Fred, Dátolo (Josimar, 31’/2ºT) e D’Alessandro; Forlán (Vitor Júnior, 41’/2ºT) e Leandro Damião (Gilberto, 34’/2ºT)
Técnico: Dunga.
GRÊMIO: Busatto; Tony, Werley, Bressan e Alex Telles; Fernando, Misael (Yuri Mamute, 38’/2ºT), Léo Gago e Jean Deretti (Rondinelly, 26’/2ºT); Leandro e Willian José
Técnico: Roger Machado
5ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 3/2/2013, domingo, 17h00min
Local: Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim (RS)
Público pagante: 9.365 
Renda: R$ 582.465,00  
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: José Franco Filho (RS) e Rafael Alves (RS)
Cartões amarelos: Leandro Damião e Fabrício (INT); Fernando e Léo Gago (GRE)
Gols: Forlán, 38’/1ºT; Leandro Damião, 7’/2ºT e Fernando, 9’/2ºT.

Gauchão – São Luiz 4×0 Grêmio

February 2, 2013

Pode ser apenas uma falta de comparação entre os adversários enfrentados até aqui, mas parece que esse Grêmio B vem caindo de rendimento desde a estréia. O 4×0 no placar talvez tenha sido um exagero, mas o tricolor se apresentou muito mal em Ijuí. Foram raras as ações ofensivas conscientes e muitas as falhas defensivas. O azar gremista foi que o São Luiz aproveitou bem esses erros, conquistando uma merecida vitória.
Werley e Léo Gago fizeram bem em assumir a responsabilidade pela derrota. É o que lhes cabe como jogadores mais experientes em campo. Mas um resultado como esse, com essa quantiade de falhas, não é culpa exclusiva de um jogador ou de um só setor da equipe.

Achava que Rondinelly, por já ter jogado no time principal, poderia contribuir mais nesse Gauchão. Mas ele apareceu muito pouco nesses 3 primeiros jogos.
Não considero ser daqueles que tem “olho” para jogadores da base. Mas me arrisco a dizer que o Yuri Mamute, pelo estilo de jogo e pelo tipo físico, ainda precisa de mais tempo de desenvolvimento nas categorias inferiores.

Fotos: Fabiano do Amaral (Correio do Povo

São Luiz 4×0 Grêmio  

SÃO LUIZ: Oliveira, Junior Barbosa, Tiago Costa (Marcelo Oliveira – 33’/2ºT), Marcel e Hélton Macaé; Marcos Rogério, Chicão, Adãozinho (Tiago Duarte – 17’/2ºT) e Marcos Paraná (Fernando Lima – 31’/2ºT); Juba e Eraldo
Técnico: Paulo Porto

GRÊMIO: Matheus; Tinga, Gerson (Rodrigo Sabiá – intervalo), Werley e Carlos Alexandre (Matheus Biteco – 16’/2ºT); Ramiro, Léo Gago, Rondinelly (Paulinho – 35’/2ºT), Calyson e Gustavo Xuxa; Yuri Mamute.  
Técnico: Roger

4ª rodada – 1º turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 31/01/2013, quinta-feira, 21h00min
Local:Estádio 19 de Outubro, em Ijuí -RS
Público: 1157 pagantes
Renda: R$ 48.325,00
Árbitro: Márcio Coruja
Auxiliares: Carlos Selbach e Leirson Martins
Cartões amarelos: Tiago Costa, Marcos Rogério, Fernando Lima (SLU) Matheus Biteco (GRE)
Cartão vermelho: Paulinho (GRE)
Gols: Marcel (43min/1ºT), Juba (17min e 19min/2ºT) e Eraldo (26min/2ºT).