Gauchão – Grêmio 1×2 Cruzeiro

É um filme que se repete. O Grêmio tem imensa dificuldade em achar uma alternativa para quando o seu jogo de toque, de passe, de bola no chão não funciona. Talvez influenciado pela facilidade que resolveu seus últimos compromissos no Gauchão, o tricolor entrou em campo no modo “pijama training”. Durante todo o primeiro tempo, o time tinha a posse de bola, mas era lento e não criava chances. E não foi porque encontrou uma grande retranca do outro lado. O Cruzeiro também saiu para o ataque e teve a melhor oportunidade da primeira etapa, quando Cris providencialmente travou a conclusão de Jô.
No segundo tempo o jogo seguiu igual até a trapalhada de Werley e Grohe, que resultou no gol de Jô. Aí sim o Grêmio tentou mudar, passando a explorar a jogada de lado de campo com Welliton e forçar a bola aérea. O empate saiu num escanteio, em que Welliton completou pro gol a bola desviada no primeiro pau. Mas seis  minutos depois o Cruzeiro buscou o desempate. Reinaldo tomou a frente da marcação e cabeceou no primeiro pau (não é a primeira vez que o Grêmio sofre um gol assim em 2013). Depois disso a torcida apupou, o time tentou buscar novamente o empate, mas a bola queimava no pé e nada de produtivo aconteceu.

O 4-3-3 do Grêmio nunca se pareceu com um 4-5-1 usado modernamente. Sempre houve um espaço entre o meio e o ataque. Espaço esse que Barcos (o centroavante) e o Souza (o volante) tentaram ocupar. Além do mais o Grêmio teve muito pouca presença dentro da área para um time escalado com três atacantes.
Luxemburgo garante que a derrota não passou pelo esquema, culpando “a falta de vontade” pelo insucesso da equipe. Tem certa dose de razão. Contudo, não se pode ignorar  que esse esquema até agora não rendeu o esperado. Mas é justamente no gauchão que se deve procurar saber quais são os esquemas que rendem e  quais os que não rendem.
Porto Alegre tem quase 1 milhão e 500  mil habitantes. Nessa semana foram disputadas duas partidas do Gauchão na cidade. Uma teve um público de 1600 pessoas, na outra foram pouco mais de 13 mil torcedores ao estádio. O futebol profissional movimentou apenas 1% da população. Diante disso fica difícil entender porque a Brigada Militar “proibiu” a realização de dois jogos no mesmo dia da semana. 

Foto: Guilherme Testa (Divulgação)

Grêmio 1×2 Cruzeiro

GRÊMIO: Dida (Marcelo Grohe – Intervalo); Pará, Cris, Werley e André Santos; Fernando, Souza (Marco Antônio – 25’/2ºT) e Zé Roberto; Kleber, Welliton e Barcos (Willian José – 38’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CRUZEIRO: Fábio; Reinaldo, Cláudio, Léo Carioca (Rogério – 24’/2ºT) e Marcelo Santos; Alberto, Almir, Faísca e Jean Paulo; Jean (Maxwall – 27’/2ºT) e Jô.  
Técnico: Benhur Pereira

4ª Rodada – 2ºTurno – Campeonato Gaúcho 2013
Data:  28/03/2013, Quinta-feira, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 13.791 (11.278 pagantes)
Renda: R$ 310.843,00
Árbitro: Márcio Coruja
Auxiliares: José Eduardo Calza e Alexandre Kleiniche
Cartões Amarelos: André Santos e Pará; Reinaldo, Alberto, Marcelo Santos, Cláudio, Faísca e Jô

Gols: Jô , aos 14 minutos do 2º tempo, Welliton aos 22 min do 2º tempo e Reinaldo  aos 28 minutos do 2º tempo.
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