Archive for April, 2013

Brasileirão 1983 – Grêmio 1×3 Ferroviaria de Araraquara

April 30, 2013

Um dos riscos corremos ao olhar para o passado é de ser tomado pela nostalgia. Ao se contar a história dos grandes times do futebol é muito comum que as vitórias sejam exaltadas e as derrotas sejam olvidadas.
Um desavisado pode achar que o ano de 1983 foi um mar de rosas para o Grêmio. Mas o olhar mais atento revela que isto esta longe de ser verdadeiro. O clube começou o ano tendo que readequar o seu orçamento, mas ainda assim se mantinha razoavelmente bem na Libertadores e no Brasileirão, que eram disputados concomitantemente naquela temporada.
O campeonato nacional, então chamado de Taça de Ouro, era disputado por 44 equipes, que precisariam passar por 3 fases de grupos antes do derradeiro mata-mata a partir das quartas-de-final. Apesar de ter avançado as duas primeiras fases do Brasileiro e estar liderando o seu grupo na Libertadores, o Grêmio sofria com algumas turbulências no primeiro semestre de 1983.
Espinosa não conseguia definir a sua formação ofensiva ideal. Renato sofria com lesões, além do problema da sua lendária indisciplina. A defesa tricolor também recebia críticas. Paulo Roberto era convocado para a Seleção Brasileira, mas sobrava do banco no Olímpico e reclamava publicamente disso. E o goleiro Remi tinha atuações inconstantes (Um belo exemplo disso foi o jogo contra o São Paulo no Morumbi, onde ele fez um gol contra, mas defendeu dois pênaltis). Koff reclamava da comissão de arbitragem, tendo se queixado da escolha de Arnaldo Cesar Coelho para São Paulo x Grêmio.
No dia 30 de abril de 1983, o Grêmio receberia a Ferroviária de Araraquara no Olímpico. Era a última rodada do Grupo S, que tinha ainda Sport Recife e São Paulo. O time do interior paulista já estava eliminado e o Grêmio precisava apenas de um empate para passar a próxima fase. AFE vinha até Porto Alegre sem o seu treinador (Sebastião Lapola foi assumir as seleções de base da CBF). A tarefa tricolor parecia ser simples.
Mas a tragédia aconteceu. Motivada pela promessa de uma vultuosa mala branca vinda do Sport e São Paulo, a Ferroviária surpreendeu o Grêmio. Com 4 minutos, Bozó abriu o placar para os visitantes. Aos 22 Casemiro, contra, marcou o segundo. Remi não esboçou reação em nenhum dos lances. O tricolor teve muita dificuldade em se recompor. Só foi conseguiu descontar aos 26 do 2º tempo, num belo chute de Bonamigo. Mas a reação parou aí. Tita foi expulso ao acertar uma voadora no zagueiro Arouca (foto acima) , e aos 46 minutos do segundo tempo, Douglas Onça marcou o 3×1 que eliminou o Grêmio.
disse aqui no blog que naquela ocasião a diretoria mostrou total confiança no trabalho de Valdir Espinosa. Mas é interessante registrar que a derrota serviu para que fossem efetuados alguns ajustes no time gremista. Paulo Roberto voltou a ocupar a lateral direita, Baidek ganhou uma chance entre os titulares e a direção foi em busca de um novo goleiro para a sequência da temporada.

REMI: “Falam que eu não me movimentei nos dois gols. E adiantaria? Adiantaria ir atrasado? Para que? Talvez fosse bonito para todos, que o goleiro batesse com a cabeça no poste. Seria bonito, mas doeria, prá caramba”;
REMI: “No primeiro gol o atacante adversário chutou da marca do pênalti e eu não consegui me mexer. O segundo foi contra. Por azar, a bola tocou no pé do Casemiro e desviou a sua trajetória. E no terceiro gol o cara entrou sozinho e quando eu sai colocou a bola por cima de mim. Que culpa tenho eu?”
REMI: “Não sei o que eles querem. O primeiro gol foi uma jogada organizada pelo ataque da Ferroviária em que o cara chegou sozinho. No segundo, a bola bateu em Casemiro e desviou de mim. Acho que me escolheram para Jesus Cristo. O futebol é muito passional. Eu não aceitei quando me chamaram de santo porque falhei naquele jogo. Não sou santo nem Jesus Cristo. Se eu defendesse seria um herói. Errei porque toda a equipe errou. Eu estou com a minha consciência tranqüila porque acho que eu fiz um trabalho honesto. Goleiro não tem que fazer milagre. Goleiro tem que defender. E isso eu fiz. Meu trabalho não tem nada a ver com a derrota.”

TITA: “Fui expulso por querer defender meu companheiro. Jamais vou admitir que alguém faça o que ocorreu com Osvaldo. De cabeça fria, não teria feito o mesmo. Mas naquela hora é impossível pensar duas vezes. Eles estavam exagerando no jogo desleal, tinha que tomar providências”
TITA: “Quando o juiz expulsou, vi que Arouca ia bater no Osvaldo. Então, fui defender o Osvaldo. Foi uma atitude antiprofissional minha. Arrependo-me dela. Mas acontece que foi instintiva. Você vê um colega seu ser atingido e vai defendê-lo. Foi o que fiz”

Valdir Espinosa, técnico do Grêmio: “É natural que agora surjam as críticas, mas nós fizemos um trabalho consciente, com muita seriedade e que acreditamos ter sido bem feito. O que aconteceu foi que perdemos um jogo que não podíamos perder.

Roberto Brida, técnico da Ferroviária: “O Grêmio entrou confiante demais. Levou um gol e se perturbou. Depois jogo errado. Em vez de tocar a bola, como sabe, passou a fazer centros para a área, consagrando o meu goleiro e os meus zagueiros.”

“Apenas o zagueiro Pinheirense parecia querer festejar, desprezando a moderaçao de seus companheiros: – Antes do jogo, o presidente Parelli telefonou e disse que havia um prêmio extra do São Paulo. Agora, acho que vamos ganhar também do Sport, pois garantimos a classificação dos dois. Qunato mais dinheiro melhor” (Folha da Tarde – 2 de maio de 1983)

A Ferroviária chutou quatro e fez três no Grêmio, bom no ataque mas falho na defesa” (Divino Fonseca – Revista Placar)

“Entre as lições da derrota, talvez fique uma que os dirigentes e jogadores já deviam ter aprendido há muito tempo: a inutilidade de pressionar a arbitragem. O tal Pedro Bregalda era desconhecido, realmente, mas teve uma atuação honeste e tranqüila. Antes de fazer críticas aos juízes, a direção do Grêmio deveria preocupar-se com coisa mais graves, como a identidade do elemento que invadiu o campo ao final e agrediu um jogador do Ferroviária” (Nílson Souza – Folha da Tarde – 2 de maio de 1983)

Atuação do Juiz
Nota: 3

Pedro Bregalda foi um árbitro que dirigiu um jogo muito confuso. Prejudicou o Grêmio ao não assinalar dois pênaltis. Um sobre Renato que ele preferiu interpretar como obstrução de Arouca (que empurrou o ponteiro) e um sobre Osvaldo, derrubado na área por Divino, aos 18 minutos do segundo tempo. Além disso, esteve sempre mal colocado dentro do campo. Fez que não viu muita coisa na pancadaria quase geral, expulsando Arouca e Tita de campo quando muita gente andou trocando socos e pontapés. Nota 3” (Zero Hora – 2 de maio de 1983)


Grêmio 1×3 Ferroviaria de Araraquara

GRÊMIO: Remi; Silmar, Newmar, De Leon e Casemiro; China (Bonamigo), Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tonho (Tarciso).
Técnico: Valdir Espinosa

FERROVIARIA: Abelha; Marinho, Arouca, Pinheirense e Divino; Sidnei, Júnior e Douglas Onça; Jorginho (Fernando), Claudinho e Bozó.
Técnico: Roberto Brida

Data: 30 de abril de 1983, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 26.846 pagantes
Renda: Cr$ 16.122.000,00
Árbitro: Pedro Carlos Bregalda (RJ)
Auxiliares: Elcio Pessoa e Teodoro Castro Lino
Cartões Amarelos: Douglas Onça, Bozó, Marinho, Sidnei e Newmar
Cartões Vermelhos: Arouca (AFE) e Tita (Grêmio)
Gols: Bozó, 4’ e Casemiro (contra), 22’ do 1º;  Bonamigo, 26’/2º e Douglas Onça, 46’ do 2º

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Gauchão – Juventude 1×1 Grêmio (Nos pênaltis: 5×4 Juventude)

April 29, 2013
E o Gauchão 2013 chegou ao fim para o Grêmio. É evidente que o melhor seria que esse final fosse acompanhado de vitória e título, mas é inegável que há um alívio para o tricolor com o fim desse penoso certame estadual. É sabido que o campeonato gáucho não é a prioridade do Grêmio nessa temporada. Diante disso é até compreensivel um certo grau de desinteresse de toda coletividade gremista (plantel, diretoria, torcida, etc…).
Mas é preciso não confundir desinteresse com desleixo, com falta de compromisso. E em muitos momentos nesse torneio o Grêmio parece ter misturado esses conceitos. O planejamento feito nunca ficou claro para mim. E acho razoável concluir que isso tenha, de algum modo, afetado o rendimento dentro de campo. 
No sábado, o Grêmio até que não foi tão sonolento como em confrontos anteriores, mas ainda assim não fez uma grande partida. E é isso o que mais me incomoda, o que mais me preocupa. O baixo desempenho tricolor tem sido um padrão. É verdade que o revés no Jaconi passa também pela arbitragem, que foi muito ruim (anulando dois gols gremistas e deixando de marcar um pênalti para o Juventude), mas não há como fugir da constatação que o Grêmio jogou pouco. Mais uma vez o time de Luxemburgo conduziu a partida de uma forma perigosa, sem muita criatividade, sem muitas alternativas, e assim acaba nivelando o confronto por baixo, se igualando a um adversário que claramente tem menor qualidade. O 1×1 acabou não sendo um resultado de todo injusto, e a derrota nos pênaltis foi o derradeiro castigo tricolor neste campeonato.
Mais uma vez eu não gostei do rendimento de Fábio Aurélio no meio de campo. Pouco contribui na criação e na marcação. E por mais que entenda que é preciso ter calma com os guris da base, achei estranho que os irmãos Biteco tenham sobrado do banco nessa partida.
Há pouco menos de dois anos, a reclamação do local das cobranças da série de penalidades num jogo eliminatório de Gauchão ganhou amplo espaço nos microfones da imprensa gaúcha (muito embora a reclamação  aparentasse ser uma tentativa de criar uma cortina de fumaça para outros problemas). No Jaconi, o juiz encaminhou as cobranças para uma área onde se viam claras irregularidades no gramado, o que prejudicou os dois times, mas pouco se questionou a medida adotada po Fabricio Correa.

Mas o Grêmio não começou a perder esse campeonato no sábado, e sim muito antes disso, quando aceitou, pelo quinto ano seguido, esse formato esdrúxulo de disputa. Uma fórmula em que tudo se decide num único jogo, onde o mando de campo é definido através da comparação de campanhas absolutamente distintas. E jogar em casa é uma vantagem considerável, conforme se demonstra.
Desde 2009, quando iniciou-se esse modo de disputa, o Grêmio fez 18 jogos de mata (sem contar as finalíssimas de 2010 e 2011, que tinham ida e volta):
– No total foram 18 confrontos: O Grêmio venceu 9 (50%), empatou e ganhou nos pênaltis 3 vezes (16,66%), empatou e perdeu nos pênaltis 3 vezes (16,66%) e foi derrotado em 3 ocasiões (16,66%)
– O Grêmio foi mandante em 10 ocasiões: Foram 7 vitórias (70%), 2 empates com vitória nos pênaltis (20%) e uma derrota (10%)
– E em 8 partidas o Grêmio atuou como visitante:  Foram 2 vitórias (25%), 2 empates com vitória nos pênaltis (25%), 2 empates com derrota nos pênaltis  (25%) e 2 derrotas (25%).
De tal modo, se efetivamente tem alguma pretensão no Gauchão, o Grêmio não deveria abrir mão de atuar como mandante nos jogos de mata.

Fotos: Guilherme Testa (ACEG/Chute10), Gilmar Gomes (Terra) e Edu Andrade (Correio do Povo)

Juventude 1×1 Grêmio 
(Nos pênaltis: 5×4 Juventude)

JUVENTUDE: Fernando; Moisés, Rafael Pereira, Diogo e Robinho (Romano, 14’/2ºT); Fabrício, Jardel, Diogo Oliveira, Alan e Rogerinho (Adaílton, 26’/2ºT); Zulu
Técnico: Lisca.
GRÊMIO: Dida; Pará, Grolli, Bressan e André Santos; Fernando, Souza, Fábio Aurélio (Marco Antonio, 16’/2°T) e Zé Roberto; Vargas e Barcos
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Semifinal – 2º turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data: 27/4/2013, sábado, 18h30min
Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS)
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Rafael Alves (RS) e Maurício Penna (RS)
Cartões amarelos: Alan e Fabrício (JUV); Fernando e Bressan (GRE)
Gols: Barcos,  aos 18’/2°T e Diogo Oliveira, aos 20’/2ºT

30 anos da Libertadores de 1983 – Grêmio 2×0 Blooming

April 26, 2013

Como já vimos aqui, o Grêmio terminou o “1º turno” do Grupo 2 da Libertadores de 1983 na liderança isolada. Os resultados que vieram depois disso pouco alteraram a situação. O lanterna Blooming chegou a sonhar ao vencer o Bolívar no dia 15 de abril, mas logo voltou a dura realidade ao ser goleado por 7×1 pelo Flamengo no Maracanã.
Assim o time de Santa Cruz de La Sierra veio até Porto Alegre apenas para cumprir tabela no seu ultimo compromisso na Libertadores no dia 26 de abril de 1983. O Grêmio jogava para manter-se na primeira colocação e encaminhar a sua classificação precisar pontuar no Maracanã na rodada derradeira.
É válido lembrar que o calendário gremista estava bastante agitado naquele período. Além da Libertadores, o Grêmio também disputava a 3ª fase do Brasileirão daquele ano. A direção tratava o torneio sul-americano com carinho e a chamada para o jogo falava na “primeira escala para Tóquio. O anúncio desagradou Valdir Espinosa, que cobrava humildade do seu grupo. Mas os bolivianos aparentemente não se sentiram ofendidos, uma vez que tinham como objetivo declarado apenas evitar uma nova goleada.

E isso eles conseguiram. O Grêmio abriu 2×0 ainda no primeiro tempo e colocou o pé no freio. Segundo os relatos (abaixo seguem algumas matérias da Zero Hora, Folha da Tarde e do site do Grêmio) o jogo se tornou enfadonho. A curiosidade é que no segundo tempo Tarciso entrou no lugar de Tonho, e pela primeira vez na competição o time adotou a linha da ataque que viria a se sagrar campeã (Renato, Caio e Tarciso)



O PLACAR

CAIO para o Grêmio, 1 a 0 ao 22 minutos do primeiro tempo – Renato recuou e lançou o lateral Silmar como ponteiro. O cruzamento encontrou Tita no segundo pau, mas a cabeçada bateu no travessão. Na volta, Caio se passou da bola mas, mesmo de frente para o seu campo, puxou para o gol vazio.

OSVALDO para o Grêmio, 2 a 0 aos 37 minutos do primeiro tempo – A jogada começou na intermediária do Blooming e passou por De León, China, Tonho, Caio, Renato e finalmente Osvaldo. De pé em pé, toques curtos, até o meia-direita apenas desviar do goleiro adversário, na pequena área.” (Zero Hora – 27 de abril de 1983)

“No intervalo, a torcida passou toda para o lado esquerdo das sociais, certamente esperando a goleada no segundo tempo. E no vestiário Espinosa já combinara a entrada de Tarciso em lugar de Tonho na metade da fase final. Os jogadores gaúchos trocaram as camisetas tradicionais pelas brancas, argumentando que estavam errando alguns passes por confundirem com o azul do Blooming. Nada adiantou. O vice-campeão  boliviano continuou fazendo o possível para não deixar o jogo ter um andamento normal.” (Zero Hora – 27 de abril de 1983)

Valdir Espinosa: “Foi uma partida ´morrinha´, ´amorcegaram´ desde o início e então fica impossível praticar bom futebol”
Newmar: “Acontece que o Blooming fez uma proposta para a partida e nós acabamos aceitando. O que nos servia, porque estávamos ganhando, mas o jogo ficou ruim, principalmente no segundo tempo.”
Caio: “Se o time continuar jogando como desta vez, não consegue chegar a classificação, não conseguirá bons resultados. Estou avisando e assino embaixo. Temos que melhorar”
Os pontos é que contam
O Blooming, como se esperava, foi um adversário fraco. Exigiu pouco do Grêmio e, pouco exigido, o Grêmio acabou apreentando um trabalho frouxo. O futebol é uma competição, exige reciprocidade ou então, lembrando Oto Glória, exige réplica. Não houve isso. Houve uma situação unilateral. O Grêmio, e de outro lado, pouco. Por isto o time de Espinosa foi frouxo, centralizou muito o jogo, tentou aproximações, um drible a mais, um passe a menos e certamente um esforço também a menos. E isto é perfeitamente natura. O Grêmio, sentindo a fraqueza do adversário, não se importou em gastar energias para tornar público para todo quanto era frágil o adversário. Bastou-lhe fazer dois gols no primeiro tempo e depois ir levando.” (Ruy Carlos Ostermann – Zero Hora – 27 de abril de 1983)

O Grêmio só teve problemaas até o primeiro gol. Depois do segundo, perdeu vários” (Divino Fonseca – Placar)

Clube de Província
Será preciso conquistar os títuos da América e do Mundo, pra que a Rede Globo deixe de encarar o Grêmio como clube provinciano. Por enquanto, só os jogos do Flamengo na Bolívia é que mereceram transmissão para todo o Brasil; os do Grêmo, que conquistou quatro pontos em Santa Cruz e La Paz, não foram vistos além da fronteira do nosso Estado, porque a Globo decretou que o Grêmio não tem o porte nacional. Vocês não imaginam, agora, a indignação dos gaúchos residentes fora do Rio Grand do Sul, principalmente em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Rio, São Paulo e Brasília, pelo fato de Grêmio X Blooming, ontem, não ter sido transmitido pra parte alguma, A explicação da detentora do monopólio é que de que o jogo não tem maior interesse. Mas Flamengo x Blooming, claro que sim. A massa que julgue” (Lauro Quadros – Folha da Tarde – 27 de abril de 1983)

 “O placar foi pequeno mas o Grêmio, com o 2 a 0 sobre o Blooming, ficou apenas um jogo de sua classificação. E ganhando esse jogo não terá que se preocupar com o saldo. Além disso, está encerrando um período difícil de decisão na Libertadores e no Campeonato Nacional. No Nacional, sábado, pegará uma Ferroviária desfalcada e na Libertadores terá um bom intervalo até o próximo e decisivo jogo contra o Bolívar. Continua muito bem encaminhado.” (Edegar Schmidt – Folha da Tarde – 27 de abril de 1983)


“Fácil como se esperava, mas sem exageros. Melhor assim. Uma goleada sempre entusiama demais e, depois dela, o time só pode decair. O Grêmio ganhou do Blooming como precisa ganhar de todos os adversários, sejam eles modestos representantes do interior boliviano ou flamantes ex-campeões mundiais. O importante da vitória de ontem foi a manutençao da superioridade sem pedantismo. O time lutou todo o tempo sem menosprezar o adversário. E acabou sendo também um bom teste para Newmar, pouco exigido na defesa, mas perigoso no ataque” ( Nilson Souza –  Folha da Tarde – 27 de abril de 1983)

*Terça-feira, 26 de abril de 1983
Vitória tranqüila e liderança isolada

Depois de vencer os dois adversários bolivianos fora de casa, era unânime a expectativa de mais dois resultados positivos nos jogos em Porto Alegre. E sem maiores dificuldades.

Confirmando tais previsões, o Tricolor garantiria a classificação de forma antecipada para a fase semifinal sem ficar na dependência da última partida contra o Flamengo, no Maracanã. O Flamengo que, aliás, não obteve bons resultados nos dois jogos em território boliviano: um empate sem gols contra o Blooming e uma derrota de 3 a 1 contra o Bolívar na altitude de La Paz.

O primeiro adversário foi o Blooming, da cidade de Santa Cruz de La Sierra, vice-campeão do país, terça-feira à noite.

Já sem maiores perspectivas dentro da competição, a equipe boliviana tratou de aproveitar a vinda a Porto Alegre para fazer turismo. Quatro dias antes de enfrentar o Tricolor, a equipe já havia mostrado sua fragilidade ao ser derrotada pelo Flamengo, no Maracanã, pelo placar de 7 a 1.

Pensando na partida decisiva do sábado contra a Ferroviária, pela Taça Brasil, o técnico Valdir Espinosa tratou as duas partidas contra os bolivianos como um treino de luxo.

De modificação na equipe, Newmar entrou na zaga no lugar de Leandro.

Infinitamente superior ao adversário, o Grêmio demorou 22 minutos para abrir o marcador: Silmar recebeu de Renato na direita, fundo de campo. O cruzamento encontrou Tita, no segundo pau, que cabeceou no travessão. No rebote, Caio mandou para as redes.

O segundo gol nasceu aos 37 minutos: Osvaldo tabelou com Renato, invadiu a área pela esquerda e deu um leve toque, na saída do goleiro Terrazas.

Grêmio 2 a 0.

Para insatisfação da torcida, a goleada esperada acabou não acontecendo e o placar de 2 a 0 obtido no primeiro tempo acabou sendo o placar definitivo da partida.

Para os jogadores, o que mais importou foram os dois pontos e a manutenção da liderança isolada do Grupo 2. (Gremio.net)

Grêmio 2×0 Blooming

GRÊMIO: Remi; Silmar, Newmar, De León e Casemiro; China, Osvaldo (Bonamigo) e Tita; Renato, Caio e Tonho (Tarciso)
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Paulo Roberto, Jorge Leandro, Bonamigo e Tarciso.

BLOOMING: Terrazas; Herrera, Gallardo, Villalon e Vaca; Melgar, Castillos e Noro (Taborga); Reveliz, Sanchez e Rojas.
Técnico: Raul Pinto

Libertadores 1983 – Fase de grupos – 4ª rodada

Data: 26 de abril 1983, terça-feira,21h30min
Local: Estádio Olímpico
Público: 17.072 pagantes
Renda: CR$ 10.980.400,00

Juiz: Jorge Orellana (Equador)
Auxiliares: Elias Romero e  Adolfo Quiroga
Gols: Caio aos 22 e  Osvaldo aos 37 do 1º

Gauchão – Grêmio 0x0 São Luiz (Grêmio 5×3 nos pênaltis)

April 23, 2013
O Grêmio tinha desfalques. O grupo está com a cabeça na Libertadores. O São Luiz era franco atirador e se postou todo atrás, sem nenhum pretensão ofensiva. Todos estes elementos são verdadeiros e devem ser levados em conta ao analisar o desempenho do tricolor ontem, mas ainda assim não há como fugir da conclusão que o Grêmio jogou pouco. Muito pouco.
Se o baixo rendimento visto em campo contra o São Luiz fosse uma exceção no contexto das últimas atuações a situação não seria tão preocupante. O problema é que isso tem sido uma constante. O Grêmio não só se mostra pouco inspirado como também pouco organizado. O time não tem um padrão, uma mecânica de jogo clara,  tampouco alternativas para mudar uma partida. O time confia excessivamente na técnica do Zé Roberto. Espera sempre que Barcos venha buscar o jogo. Torce para que Kléber dê seguimento nos seus embates contra os defensores adversários. Em suma, depende demasiadamente das individualidades.
Ontem o Grêmio foi, mais uma vez, burocrático. Não aumentou o ritmo. Não colocou velocidade nas jogadas. Não forçou a bola aérea. Não fez jogadas de linha de fundo. Não tentou inverter um meia com um volante. Não teve ultrapassagem. Não usou o seu centroavante como pivô. Apenas tocou a bola, esperando por um erro do adversário, que só foi acontecer nas cobranças de pênaltis, quando Danilo Baía mandou a bola por cima do travessão.
Pelo que apresentou contra o São Luiz, o Grêmio talvez devesse ter sido eliminado do turno no Gauchão. Poderia inclusive ter ficado de fora mesmo, caso fosse marcado um pênalti em um lance que Juba arrancou em posição duvidosa e foi derrubado por Bressan. Mas Anderson Daronco segue mais preocupado em fazer cara de mau do que apitar corretamente as regras do jogo.
Todo mundo sabe que o Gauchão não é a prioridade. Não é meta do Grêmio para 2013. Mas ainda assim é um tanto assustador notar como o clube enfrenta mal a fórmula da competição (que é muito ruim, diga-se de passagem). Pode até ser algo que no resultado final não faça diferença, mas, a priori, perder a vantagem de jogar a semifinal em casa é um prejuízo considerável.
A Libertadores é outra história. O foco é outro, a motivação é outra. Mas fica a dúvida. O time vai começar a render da noite pro dia? Vai conseguir repetir desempenho semelhante ao mostrado contra Fluminese no Rio e Caracas em casa?
O mesmo questionamento vale para a torcida. Uma eventual liberação do setor da geral irá por si só melhorar o clima no estádio? A torcida irá pegar junto com o time? A simbiose entra gramado e arquibancada pode crescer rapidamente?

Fábio Aurélio não acrescentou muito jogando como meia. Parece não ter encontrado o posicionamento ideal, por vezes se perdendo na movimentação. Mas é um jogador de grande experiência. Tem amplas condições de fazer a diferença.
Mas a noite não foi só de notícias ruims. Bressan e Alex Telles mais uma vez se portaram bem em campo. E Guilherme Biteco foi a figurada mais iluminada do time do Grêmio. Não consigo ver ele fora da lista dos inscritos para próxima fase.
E um momento notável da partida aconteceu quando a torcida do Grêmio aplaudiu ironicamente o goleiro Oliveira na execução de um tiro de meta, depois de tantas cobranças tortas efetuadas pelo arqueiro adversário.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Jeferson Guareze e André Avila (Correio do povo)

Grêmio 0x0 São Luiz (Grêmio 5×3 nos pênaltis)

GRÊMIO: Dida; Pará (Tony – 27’/2ºT), Cris, Bressan e Alex Telles; Matheus Biteco (Guilherme Biteco – 19’/2ºT), Souza, Zé Roberto e Fábio Aurélio (Yuri Mamute – intervalo); Kleber e Barcos 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
SÃO LUIZ: Oliveira; Júnior Barbosa, Thiago Costa, Marcel e Adão; Chicão, Baiano, Washington e Marcos Paraná (Danilo Baía – 35’/1ºT); Eraldo (Ícaro – 24’/2ºT) e Juba
 Técnico: Leandro Machado.

Data: 22/04/2012, Segunda-feira,  21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre -RS
Público: 16.164 (14.080 pagantes)
Renda: R$ 506.356,00
Árbitro: Anderson Daronco
Auxiliares: José Javel Silveira e Alexandre Kleiniche
Cartões amarelos: Thiago Costa, Marcos Paraná, Oliveira e Júnior Barbosa (SLZ) Souza (GRE)
Cartão vermelho: Thiago Costa

“PENALIDADES: O Tricolor conseguiu 100% de aproveitamento nas cobranças e garantiu a classificação. Zé Roberto, Kleber, Barcos, Alex Telles e Guilherme Biteco marcaram os gols gremistas. No São Luiz, Danilo Baia chutou por sobre o travessão desperdiçando o único pênalti dos visitantes. Washington, Marcel e Juba fizeram suas cobranças. Chicão, que era o último da lista, nem precisou cobrar.“(Grêmio.net)

Programa Pátria Tricolor – 19 de abril de 2013

April 22, 2013
Na última sexta-feira estive no programa Pátria Tricolor, falando sobre as questões de segurança na Arena e sobre Huachipato X Grêmio. Segue abaixo o vídeo:

Libertadores 2013 – Oitavas de Final

April 20, 2013

Libertadores 2013 – Classificação da Fase de Grupos

April 19, 2013

Grupo 1

Times J V E D GP GC SG %
1 Nacional-URU Nacional-URU
10  6 3 1 2 10 6 4 55
2 Boca Juniors Boca Juniors
9 6 3 0 3 7 7 0 50
3 Toluca Toluca 8 6 2 2 2 8 11 -3 44
4 Barcelona de Guayaquil Barcelona de Guayaquil 6 6 1 3 2 5 6 -1 33
12/02/2013 – Terça-feira
Nacional  2×2  Barcelona
Local: Parque Central (Montevidéu-URU);
Gols: Diaz (BAR) 17′ e Ariel (BAR) 25′ do 1º; Loco Abreu (NAC) 24′ e Alonso (NAC) 47′ do 2º;
13/02/2013 – Quarta-feira
Boca Juniors  1×2  Toluca
Local: La Bombonera (Buenos Aires-ARG);
Gols: Santiago Silva (BJ-pên) 22′ do1º; Esquivel (TOL) 12′ e Benítez (TOL) 27′ do 2º;
19/02/2013 – Terça-feira
Toluca  2×3  Nacional
Local: Nemesio Díez (Toluca-MEX);
Gols: Tejada (TOL) 31′ do 1º; Sanchez (NAC) 3′,
Benítez (TOL) 6′, Sanchez (NAC) 9′ e Alonso (NAC) 11′ do 2º;
27/02/2013 – Quarta-feira
Barcelona  1×2  Boca Juniors
Local: Monumental Isidro Romero (Guayaquil-EQU);
Gols: Martínez (BJ) 13′, Perez (BJ) 17′ e Arroyo (BAR-pênalti) 47′ do 2º;
06/03/2013 – Quarta-feira
Toluca  1×1  Barcelona
Local: Nemesio Díez (Toluca-MEX);
Gols: Díaz (BAR) 35′ do 1º; Tejada (TOL) 37′ do 2º;
07/03/2013 – Quinta-feira
Boca Juniors  0x1  Nacional
Local: La Bombonera (Buenos Aires-ARG);
Gol: Scotti 19′ do 1º;
13/03/2013 – Quarta-feira
Barcelona  0x0  Toluca
Local: Monumental Isidro Romero (Guayaquil-EQU);
14/03/2013 – Quinta-feira
Nacional  0x1  Boca Juniors
Local: Centenário (Montevidéu-URU);
Gol: Riquelme (pênalti) 43′ do 1º;
03/04/2013 – Quarta-feira
Boca Juniors  1×0  Barcelona
Local: La Bombonera (Buenos Aires-ARG);
Gol: Blandi 8′ do 1º;
04/04/2013 – Quinta-feira
Nacional  4×0  Toluca
Local: Centenário (Montevidéu-URU);
Gols: Bueno 10′ e Damonte 34′ do 1º; Alonso (pênalti) 28′ e Bueno 43′ do 2º;
17/04/2013 – Quarta-feira
Barcelona  1×0  Nacional
Local: Monumental Isidro Romero (Guayaquil-EQU);
Gol: Castillejos 36′ do 1º;
Toluca  3×2  Boca Juniors
Local: Nemesio Díez (Toluca-MEX);
Gols: Benítez (TOL) 9′ e Somoza (BJ) 46′ do 1º;
Santos (TOL) 19′, Fernández (BJ) 31′ e Santos (TOL) 36′ do 2º;

Grupo 2

Times P J V E D GP GC SG %
1 Palmeiras Palmeiras 6 3 0 3 5 5 0 50
2 Tigre-ARG Tigre-ARG 9   6 3 0 3 9 10 -1 50
3 Libertad Libertad 8 6 2 2 2 10 9 1 44
4 Sporting Cristal Sporting Cristal 8 6 2 2 2 8 8 0 44

14/02/2013 – Quinta-feira
Palmeiras  2×1  Sporting Cristal
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gols: Henrique (PAL) 39′ do 1º; Lobatón (SC-pên) 6′ e Patrick Vieira (PAL) 23′ do 2º;
21/02/2013 – Quinta-feira
Tigre  0x2  Libertad
Local: Monumental Victoria (San Fernando-ARG);
Gols: Aquino (pênalti) 8′ e González 42′ do 2º;
28/02/2013 – Quinta-feira
Sporting Cristal  2×0  Tigre
Local: San Martín de Porres (Lima-PER);
Gols: Sheput 29′ do 1º; Lobatón 12′ do 2º;
Libertad  2×0  Palmeiras
Local: Nicolas Leoz (Assunção-PAR);
Gols: Velázquez 10′ do 1º; Benítez 9′ do 2º;
06/03/2013 – Quarta-feira
Libertad  2×2  Sporting Cristal
Local: Nicolas Leoz (Assunção-PAR);
Gols: Ávila (SC) 24′ do 1º; Ávila (SC) 19′, Benítez (LIB) 22′ e Nuñez (LIB) 42′ do 2º;
Tigre  1×0  Palmeiras
Local: Monumental Victoria (San Fernando-ARG);
Gol: Peñalba 49′ do 2º;
12/03/2013 – Terça-feira
Sporting Cristal  1×1  Libertad
Local: Nacional (Lima-PER);
Gols: Velásquez (LIB) 7′ e Ávila (SC) 28′ do 2º;
02/04/2013 – Terça-feira
Palmeiras  2×0  Tigre
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gols: Caio 18′ do 1º; Charles 7′ do 2º;
09/04/2013 – Terça-feira
Tigre  3×1  Sporting Cristal
Local: Monumental Victoria (San Fernando-ARG);
Gols: Leguizamon (TIG) 23′ do 1º; García (TIG) 3′, Botta (TIG) 8′ e Lobatón (SC) 25′ do 2º;
11/04/2013 – Quinta-feira
Palmeiras  1×0  Libertad
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gol: Charles 8′ do 2º;
18/04/2013 – Quinta-feira
Libertad  3×5  Tigre
Local: Nicolas Leoz (Assunção-PAR);
Gols: Botta (TIG) 11′, Samudio (LIB) 14′, García (TIG) 28′, Díaz (TIG-pênalti) 35′ e
Nuñez (LIB) 37′ do 1º; García (TIG) 9′, Botta (TIG) 33′ e Velásquez (LIB) 46′ do 2º;
Sporting Cristal  1×0  Palmeiras
Local: San Martín de Porres (Lima-PER);
Gol: Ávila 3′ do 2º;

Grupo 3

Times P J V E D GP GC SG %
1 Atlético-MG Atlético-MG
15   6 5 0 1 16 9 7 83
2 São Paulo São Paulo
7 6 2 1 3 8 8 0 38
3 Arsenal de Sarandí Arsenal de Sarandí 7 6 2 1 3 10 15 -5 38
4 The Strongest The Strongest     6 6 2 0 4 8 10 -2 33

13/02/2013 – Quarta-feira
Atlético Mineiro  2×1  São Paulo
Local: Independência (Belo Horizonte-BRA);
Gols: Jô (ATL) 13′ do 1º; Réver (ATL) 27′ e Aloísio (SP) 37′ do 2º;
14/02/2013 – Quinta-feira
The Strongest  2×1  Arsenal
Local: Hernando Siles (La Paz-BOL);
Gols: Chumacero (STR) 17′ do 1º; Benedetto (ARS) 3′ e Melgar (STR) 38′ do 2º;
26/02/2013 – Terça-feira
Arsenal  2×5  Atlético Mineiro
Local: El Viaducto (Sarandi-ARG);
Gols: Furch (ARS) 1′, Bernard (ATL) 7, Diego Tardelli (ATL) 28′, Jô (ATL) 35′ e
Aguirre (ARS) 40′ do 1º; Bernard (ATL) 8′ e Bernard (ATL) 13′ do 2º;
28/02/2013 – Quinta-feira
São Paulo  2×1  The Strongest
Local: Morumbi (São Paulo-BRA);
Gols: Barrera (STR) 20′ e Osvaldo (SP) 42′ do 1º; Luís Fabiano (SP) 34′ do 2º;
07/03/2013 – Quinta-feira
São Paulo  1×1  Arsenal
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gols: Jadson (SP) 47′ do 1º; Benedetto (ARS-pênalti) 3′ do 2º;
Atlético Mineiro  2×1  The Strongest
Local: Independência (Belo Horizonte-BRA);
Gols: Jô (ATL) 11′, Ronaldinho Gaúcho (ATL-pênalti) 27′ e Melgar (STR) 46′ do 2º;
13/03/2013 – Quarta-feira
The Strongest  1×2  Atlético Mineiro
Local: Hernando Siles (La Paz-BOL);
Gols: Diego Tardelli (ATL) 9′ e Reina (STR) 43′ do 1º; Mendez (STR-contra) 37′ do 2º;
14/03/2013 – Quinta-feira
Arsenal  2×1  São Paulo
Local: El Viaducto (Sarandi-ARG);
Gols: Ortiz (ARS) 21′, Aloísio (SP) 27′ e Braghieri (ARS) 40′ do 2º;
03/04/2013 – Quarta-feira
Atlético Mineiro  5×2  Arsenal
Local: Independência (Belo Horizonte-BRA);
Gols: Diego Tardelli (ATL) 10′, Ronaldinho Gaúcho (ATL-pênalti) 14′ e Braghieri (ARS) 39′ do 1º;
Luan (ATL) 1′, Ronaldinho Gaúcho (ATL) 23′, Benedetto (ARS) 39′ e Alecsandro (ATL) 47′ do 2º;
04/04/2013 – Quinta-feira
The Strongest  2×1  São Paulo
Local: Hernando Siles (La Paz-BOL);
Gols: Soliz (STR) 14′ e Rogério Ceni (SP-pênalti) 43′ do 1º; Cristaldo (STR) 20′ do 2º;
17/04/2013 – Quarta-feira
Arsenal  2×1  The Strongest
Local: El Viaducto (Sarandi-ARG);
Gols: Rolle (ARS) 29′ do 1º; Furch (ARS) 16′ e Reina (STR) 47′ do 2º;
São Paulo  2×0  Atlético Mineiro
Local: Morumbi (São Paulo-BRA);
Gols: Rogério Ceni (pênalti) 11′ e Ademilson 36′ do 2º;

Grupo 4

Times P J V E D GP GC SG %
1 Vélez Sarsfield Vélez Sarsfield 13   6 4 1 1 10 3 7 72
2 Emelec Emelec 10 6 3 1 2 5 4 1 55
3 Peñarol Peñarol 9 6 3 0 3 7 7 0 50
4 Iquique Iquique 3 6 1 0 5 5 13 -8 16

12/02/2013 – Terça-feira
Emelec  1×0  Vélez Sarsfield
Local: George Capwell (Guayaquil-EQU);
Gol: Ferreyra (contra) 4′ do 2º;
13/02/2013 – Quarta-feira
Deportes Iquique  1×2  Peñarol
Local: Tierra de Campeones (Iquique-CHI);
Gols: Estoyanoff (PEN) 5′ do 1º; Villalobos (IQU) 13′ e Oliveira (PEN) 26′ do 2º;
19/02/2013 – Terça-feira
Peñarol  1×0  Emelec
Local: Centenário (Montevidéu-URU);
Gol: Oliveira 23′ do 2º;
20/02/2013 – Quarta-feira
Vélez Sarsfield  3×0  Deportes Iquique
Local: José Amalfitani (Buenos Aires-ARG);
Gols: Insúa 24′ e Rescaldani 34′ do 1º; Fernando Gago 23′ do 2º;
26/02/2013 – Terça-feira
Peñarol  0x1  Vélez Sarsfield
Local: Centenário (Montevidéu-URU);
Gol: Pratto 41′ do 2º;
27/02/2013 – Quarta-feira
Deportes Iquique  2×0  Emelec
Local: Tierra de Campeones (Iquique-CHI);
Gols: Ereros 14′ e Villalobos 21′ do 1º;
05/03/2013 – Terça-feira
Emelec  2×1  Deportes Iquique
Local: George Capwell (Guayaquil-EQU);
Gols: De Jesus (EME) 11′, Angulo (EME) 29′ e Villalobos (IQU) 33′ do 2º;
12/03/2013 – Terça-feira
Vélez Sarsfield  3×1  Peñarol
Local: José Amalfitani (Buenos Aires-ARG);
Gols: Estoyanoff (PEN-pênalti) 23′ e Sebá Dominguez (VEL) 28′ do 1º;
Insúa (VEZ-pênalti) 29′ e Copete (VEL) 33′ do 2º;
02/04/2013 – Terça-feira
Deportes Iquique  1×3  Vélez Sarsfield
Local: Tierra de Campeones (Iquique-CHI);
Gols: Sebá Dominguez (VEL) 6′, Romero (VEL) 18′ e
Villalobos (IQU) 38′ do 1º; Copete (VEL) 5′ do 2º;
Emelec  2×0  Peñarol
Local: George Capwell (Guayaquil-EQU);
Gols: Nasuti 35′ e Gaibor 48′ do 2º;
09/04/2013 – Terça-feira
Vélez Sarsfield  0x0  Emelec
Local: José Amalfitani (Buenos Aires-ARG);
Peñarol  3×0  Deportes Iquique
Local: Centenário (Montevidéu-URU);
Gols: Gallegos 38′ do 1º; Zalayeta 29′ e Aguirregaray 31′ do 2º;

Grupo 5

Times P J V E D GP GC SG %
1 Corinthians Corinthians 13   6 4 1 1 10 2 8 72
2 Tijuana Tijuana 13 6 4 1 1 8 4 4 72
3 San José San José 5 6 1 2 3 5 11 -6 27
4 Millonarios Millonarios 3 6 1 0 5 2 8 -6 16

19/02/2013 – Terça-feira
Millonarios  0x1  Tijuana
Local: El Campín (Bogotá-COL);
Gol: Ruiz 19′ do 2º;
20/02/2013 – Quarta-feira
San José  1×1  Corinthians
Local: Jesus Bermúdez (Oruro-BOL);
Gols: Guerrero 7′ do 1º; Saucedo 16′ do 2º;
26/02/2013 – Terça-feira
Tijuana  4×0  San José
Local: Caliente (Tijuana-MEX);
Gols: Castillo 3′ do 1º; Aguilar 1′, Corona 3′ e Martínez 28′ do 2º;
27/02/2013 – Quarta-feira
Corinthians  2×0  Millonarios
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gols: Guerrero 9′ do 1º; Alexandre Pato 2′ do 2º;
05/03/2013 – Terça-feira
Millonarios  2×1  San José
Local: El Campín (Bogotá-COL);
Gols: Franco (MIL) 16′ e Saucedo (SJ) 45′ do 1º; Rentería (MIL) 35′ do 2º;
06/03/2013 – Quarta-feira
Tijuana  1×0  Corinthians
Local: Caliente (Tijuana-MEX);
Gol: Gandolfi 21′ do 2º;
13/03/2013 – Quarta-feira
Corinthians  3×0  Tijuana
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gols: Alexandre Pato 26′ e Guerrero 36′ do 1º; Paulinho 36′ do 2º;
14/03/2013 – Quinta-feira
San José  2×0  Millonarios
Local: Jesus Bermúdez (Oruro-BOL);
Gols: Gomes 13′ do 1º; Saucedo 3′ do 2º;
03/04/2013 – Quarta-feira
San José  1×1  Tijuana
Local: Jesus Bermúdez (Oruro-BOL);
Gols: Martínez (TIJ) 20′ e Gomes (SJ) 35′ do 2º;
Millonarios  0x1  Corinthians
Local: El Campín (Bogotá-COL);
Gol: Danilo 11′ do 2º;
10/04/2013 – Quarta-feira
Corinthians  3×0  San José
Local: Pacaembu (São Paulo-BRA);
Gols: Romarinho 25′ do 1º; Guerrero 14′ e Edenilson 47′ do 2º;
Tijuana  1×0  Millonarios
Local: Caliente (Tijuana-MEX);
Gol: Martínez 48′ do 2º;

Grupo 6

Times P J V E D GP GC SG %
1 Santa Fé Santa Fé 14   6 4 2 0 9 4 5 77
2 Real Garcilaso Real Garcilaso 10 6 3 1 2 8 7 1 55
3 Tolima Tolima 8 6 2 2 2 7 5 2 44
4 Cerro Porteño Cerro Porteño 1 6 0 1 5 3 11 -8 5

13/02/2013 – Quarta-feira
Real Garcilaso  1×1  Santa Fé
Local: Inca Garcilaso de La Vega (Cusco-PER);
Gols: Martínez Borja (SF) 15′ do 1º; Bogado (RG) 30′ do 2º;
14/02/2013 – Quinta-feira
Deportes Tolima  2×1  Cerro Porteño
Local: Manuel Toro (Ibagué-COL);
Gols: Cardozo (CP-contra) 31′ do 1º; Silva (TOL) 13′ e Martínez (CP) 31′ do 2º;
21/02/2013 – Quinta-feira
Cerro Porteño  0x1  Real Garcilaso
Local: General Pablo Rojas (Assunção-PAR);
Gol: Ramúa 42′ do 2º;
Santa Fé  1×1  Deportes Tolima
Local: El Campín (Bogotá-COL);
Gols: Andrade (TOL) 4′ e Valencia (SF) 14′ do 1º;
26/02/2013 – Terça-feira
Deportes Tolima  0x1  Real Garcilaso
Local: Manuel Toro (Ibagué-COL);
Gol: Salazar 45′ do 2º;
07/03/2013 – Quinta-feira
Cerro Porteño  1×2  Santa Fé
Local: General Pablo Rojas (Assunção-PAR);
Gols: Fabbro (CP) 44′ do 1º; Pérez (SF-pênalti) 13′ e Pérez (SF-pênalti) 31′ do 2º;
02/04/2013 – Terça-feira
Santa Fé  1×0  Cerro Porteño
Local: El Campín (Bogotá-COL);
Gol: Cuero 24′ do 1º;
Real Garcilaso  0x3  Deportes Tolima
Local: Inca Garcilaso de La Vega (Cusco-PER);
Gols: Leichtweis 9′, Leichtweis 20′ e Leichtweis 37′ do 2º;
09/04/2013 – Terça-feira
Deportes Tolima  1×2  Santa Fé
Local: Manuel Toro (Ibagué-COL);
Gols: Chará (TOL) 5′, Martínez Borja (SF) 15′ e Martínez Borja (SF) 33′ do 2º;
10/04/2013 – Quarta-feira
Real Garcilaso  5×1  Cerro Porteño
Local: Inca Garcilaso de La Vega (Cusco-PER);
Gols: Gamarra (RG) 8′, Nanni (CP) 12′ e Montes (RG) 36′ do 1º;
Ferreira (RG) 28′, Ramos (RG) 31′ e Gamarra (RG) 44′ do 2º;
16/04/2013 – Terça-feira
Cerro Porteño  0x0  Deportes Tolima
Local: General Pablo Rojas (Assunção-PAR);
Santa Fé  2×0  Real Garcilaso
Local: El Campín (Bogotá-COL);
Gols: Medina 1′ e Borja 25′ do 2º;

Grupo 7

Times P J V E D GP GC SG %
1 Olimpia Olimpia 13   6 4 1 1 16 7 9 72
2 Newell´s Old Boys Newell´s Old Boys 9 6 3 0 3 11 10 1 50
3 Universidad de Chile Universidad de Chile 9 6 3 0 3 7 9 -2 50
4 Deportivo Lara Deportivo Lara 4 6 1 1 4 8 16 -8 22

12/02/2013 – Terça-feira
Universidad de Chile  2×0  Deportivo Lara
Local: Estádio Nacional (Santiago-CHI);
Gols: Ubilla 33′ do 1º; Ubilla 30′ do 2º;
14/02/2013 – Quinta-feira
Newell’s Old Boys  3×1  Olimpia
Local: Marcelo Bielsa (Rosário-ARG);
Gols: Scocco (NOB) 24′, Orzán (NOB) 30′, Bareiro (OLI) 42′ e Maxi Rodríguez (NOB) 44′ do 2º;
19/02/2013 – Terça-feira
Olimpia  3×0  Universidad de Chile
Local: Defensores del Chaco (Assunção-PAR);
Gols: Salgueiro 2′ e Ortiz 9′ do 1º; Candia 4′ do 2º;
21/02/2013 – Quinta-feira
Deportivo Lara  2×1  Newell’s Old Boys
Local: Metropolitano (Barquisimeto-VEN);
Gols: Gomez (LAR) 5′ do 1º; Fernandez (LAR) 4′ e Cáceres (NOB) 46′ do 2º;
05/03/2013 – Terça-feira
Olimpia  2×2  Deportivo Lara
Local: Defensores del Chaco (Assunção-PAR);
Gols: Bareiro (OLI) 31′ do 1º; Bareiro (OLI) 2′, Fernandez (LAR) 25′ e Torrealba (LAR) 40′ do 2º;
Newell’s Old Boys  1×2  Universidad de Chile
Local: Marcelo Bielsa (Rosário-ARG);
Gols: Marino (UNC) 3′, Aranguiz (UNC-pênalti) 16′ e Scocco (NOB) 46′ do 1º;
12/03/2013 – Terça-feira
Universidad de Chile  0x2  Newell’s Old Boys
Local: Estádio Nacional (Santiago-CHI);
Gols: Maxi Rodriguez 19′ do 1º; Tonso 37′ do 2º;
13/03/2013 – Quarta-feira
Deportivo Lara  1×5  Olimpia
Local: Metropolitano (Barquisimeto-VEN);
Gols: Bareiro (OLI) 8′, Miranda (OLI) 31′ e Pittoni (OLI) 45′ do 1º;
Pittoni (OLI) 2′, Mosquera (DL) 7′ e Aranda (OLI) 35′ do 2º;
04/04/2013 – Quinta-feira
Universidad de Chile  0x1  Olimpia
Local: Estádio Nacional (Santiago-CHI);
Gol: Ortiz 4′ do 2º;
Newell’s Old Boys  3×1  Deportivo Lara
Local: Marcelo Bielsa (Rosário-ARG);
Gols: Pérez (NOB) 3′ e Scocco (NOB) 42′ do 1º; Pérez Greco (DL) 33′ e Scocco (NOB) 43′ do 2º;
11/04/2013 – Quinta-feira
Deportivo Lara  2×3  Universidad de Chile
Local: Metropolitano (Barquisimeto-VEN);
Gols: Civelli (UNC) 45′ e Torrealba (DL) 46′ do 1º;
Díaz (UNC) 1′, Cortes (UNC) 33′ e Valoyes (DL) 39′ do 2º;
Olimpia  4×1  Newell’s Old Boys
Local: Defensores del Chaco (Assunção-PAR);
Gols: Salgueiro (OLI-pênalti) 31′ do 1º; Casco (NOB) 1′,
Ferreyra (OLI) 9′, Salgueiro (OLI) 29′ e Ferreyra (OLI) 32′ do 2º;

Grupo 8

Times P J V E D GP GC SG %
1 Fluminense Fluminense 11   6 3 2 1 5 5 0 61
2 Grêmio Grêmio 8 6 2 2 2 10 6 4 44
3 Huachipato Huachipato 8 6 2 2 2 10 8 2 44
4 Caracas Caracas 6 6 2 0 4 6 12 -6 33

13/02/2013 – Quarta-feira
Caracas  0x1  Fluminense
Local: El Olímpico (Caracas-VEN);
Gol: Fred 31′ do 1º;
14/02/2013 – Quinta-feira
Grêmio  1×2  Huachipato
Local: Arena Grêmio (Porto Alegre-BRA);
Gols: Falcone (HUA) 16′ do 1º; Rodríguez (HUA) 5′ e Barcos (GRE-pên) 9′ do 2º;
20/02/2013 – Quarta-feira
Huachipato  1×3  Caracas
Local: Estádio CAP (Talcahuano-CHI);
Gols: Cure (CAR) 14′ e Peña (CAR) 44′ do 1º; Peña (CAR) 13′ e Aceval (HUA) 19′ do 2º;
Fluminense  0x3  Grêmio
Local: Engenhão (Rio de Janeiro-BRA);
Gols: Bruno (contra) 32′ do 1º; André Santos 9′ e Vargas 24′ do 2º;
27/02/2013 – Quarta-feira
Huachipato  1×2  Fluminense
Local: Estádio CAP (Talcahuano-CHI);
Gols: Rodriguez (HUA) 45′ do 1º; Wellington Nem (FLU) 21′ e Wagner (FLU) 30′ do 2º;
05/03/2013 – Terça-feira
Grêmio  4×1  Caracas
Local: Arena Grêmio (Porto Alegre-BRA);
Gols: Barcos (GRE) 16′ e Werley (GRE) 38′ do 1º;
Zé Roberto (GRE) 6′, Sanchez (CAR) 14′ e Zé Roberto (GRE) 26′ do 2º;
06/03/2013 – Quarta-feira
Fluminense  1×1  Huachipato
Local: Engenhão (Rio de Janeiro-BRA);
Gols: Fred (FLU-pênalti) 30′ do 1º; Nuñez (HUA) 25′ do 2º;
12/03/2013 – Terça-feira
Caracas  2×1  Grêmio
Local: El Olímpico (Caracas-VEN);
Gols: Elano (GRE) 17′ e Peña (CAR) 46′ do 1º; Farias (CAR) 21′ do 2º;
03/04/2013 – Quarta-feira
Caracas  0x4  Huachipato
Local: El Olímpico (Caracas-VEN);
Gols: Rodríguez 7′ e Rodríguez 35′ do 1º; Rodríguez 17′ e Falcone 41′ do 2º;
10/04/2013 – Quarta-feira
Grêmio  0x0  Fluminense
Local: Arena Grêmio (Porto Alegre-BRA);
18/04/2013 – Quinta-feira
Huachipato  1×1  Grêmio
Local: Estádio CAP (Talcahuano-CHI);
Gols: Zé Roberto (GRE) 33′ do 1º; Aceval (HUA) 43′ do 2º;
Fluminense  1×0  Caracas
Local: São Januário (Rio de Janeiro-BRA);
Gol: Rafael Sóbis 8′ do 2º;

Libertadores – Huachipato 1×1 Grêmio

April 19, 2013

E o Grêmio se classificou para as oitavas de final. Com “as calças na mão”, mas classificou. Mais uma vez teve uma atuação oscilante num jogo decisivo, mas dessa vez conseguiu o resultado necessário. Não houve “clima de guerra” no estádio nos minutos iniciais, o Huachipato não conseguiu promover uma abafa no começo do jogo. O Grêmio tinha três volantes e Zé Roberto e Vargas abertos nos flancos. Conseguia tocar  a bola assim e neutralizava o adversário. Os chilenos só conseguiram uma infiltração, em lance que Braian Rodriguez chutou com pouco ângulo e Dida, bem colocado, defendeu com tranquilidade. Aos 24 minutos Adriano se lesionou. Com apenas o jovem Misael de volante no banco, Luxa colocou Alex Telles em campo e adiantou André Santos pro meio. O time melhorou e passou a ter uma saída pela esqueda. E foi ali que nasceu o gol gremista. André Santos cruzou, Barcos cabeceou e Zé Roberto, num “rabo de arraia” completou para as redes. No restante do primeiro tempo o time da casa se limitou a fazer cruzamentos e chutes de fora da área. Na conclusão mais perigosa, Dida fez boa defesa na falta cobrada por Aceval.
No segundo tempo não houve grande mudança de postura do Huachipato. Mas o Grêmio parece ter relaxado. Mesmo sem sofrer grande pressão, permitiu que os mandantes concluíssem bastante nos primeiros 15 minutos da etapa final. O tricolor tinha oportunidade de contra-atacar, mas não dava seguimento as jogadas, tendo levado perigo em somente uma conclusão de Zé Roberto. Aos 33 minutos Luxemburgo decidiu mexer no ataque. Até aí tudo bem. O problema é que ele errou ao queimar as últimas duas substituições com as entradas de Kleber e Welliton. Naquele momento não havia a necessidade de trocar os dois avantes. Poucos minutos depois Werley se lesionou e não pode ser subsituído. O zagueiro mostrou heroísmo ao permanecer em campo sem condições, mas a bem da verdade ele mais atrapalhou do que ajudou. O Huachipato cresceu nos minutos finais. Aos 43 Aceval empatou, numa cobrança de falta em que Dida, que até ali passava segurança,  inexplicavalemnte não reagiu a uma bola chutada no seu canto, no lado oposto da barreira. Os acréscimos foram tensos, de sufoco, mas o Grêmio conseguiu segurar o empate que lhe classificou as oitavas.

Zé Roberto e Fernando mais uma vez foram destaques na esquadra gremista. Mas acho importante também ressaltar as atuações de Bressan e Alex Telles, que novamente entraram numa fogueira e corresponderam, jogando com seriedade e simplicidade.

E se fosse  Dida que tivesse se machucado e não houvesse mais substiuições a serem feitas?

Não sei se foi efeito das especulações sobre uma transferência, mas Braian Rodriguez pouco jogou, tendo preferido ficar se engalfinhando com os zagueiros. Bom para o Grêmio.
O lado ruim do resultado é que o Grêmio ficou numa posição baixa na classificação geral (15º). O lado bom é que o chaveamento não é dos piores.
O lado ruim das análise das atuações é que o Grêmio precisa melhorar. O lado bom é que o Grêmio tem como melhorar. Me parece que é mais fácil inserir um pouco de raça e competittivade num time técnico do que inserir técnica num time raçudo.
O Grêmio disputou 6 pontos com o Fluminense: Ganhou 4. Disputou 6 pontos com o Caracas. Ganhou 3. Disputou 6 pontos com o Huachipato. Conquistou apenas 1. Não era a campanha que se previa.
Aquela briga no final foi muito patética. Ainda que o Luxemburgo tenha de fato provocado o treinador adversário com a palavra “vacaciones” a reação foi completamente desproporcional. Mas talvez a agitação tenha feita bem ao plantel, fazendo entrar no clima da competição. Ademais, o Grêmio precisa abrir o olho para os fatores extra-campo. Muita confusão tem acontecido em matéria de segurança no futebol da América do Sul (ex: SPFC X Tigre, Atlético-MG x Arsenal) e a diretoria deveria aumentar o cuidado com essa questão. Não há motivo para promover beligerância, mas também não é preciso ter o adversário como compadre.

Fotos: Martin Bernetti (Lance), Felipe González  (El Mercurio), Lucas Uebel (Grêmio) e CD Huachipato

Huachipato Huachipato 1×1 Grêmio Grêmio
 

HUACHIPATO: Veloso; Contreras, Muñoz, Aceval e Crovetto; Reyes, Sandoval (Arrué – 17’/2ºT) , Núñez (Llanos – 39’/1ºT) e González; Rodríguez e Falcone (Reynero – 14’/2ºT).  
Técnico: Jorge Pellicer.
GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Bressan e André Santos; Adriano (Alex Telles – 24’/1ºT), Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas (Welliton – 33’/2ºT) e Barcos (Kleber – 32’/2ºT).  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 18/04/2013, Quinta-feira, às 22h00min
Local: Estádio CAP, em Talcahuano (CHI)
Público: 9.032 pessoas
Árbitro: Martin Vazquez (URU)
Auxiliares: Miguel A. Nievas (URU) e Nicolas Taran (URU)
Cartões Amarelos: Arrué e Núñez (HUA); Zé Roberto, Pará, Barcos e Fernando (GRE)
Gols: Zé Roberto, aos 32’/1ºT  e Aceval, aos 43’/2ºT

A fórmula do Gauchão – Alternativas

April 15, 2013
Muito tem se discutido sobre a existência dos campeonatos estaduais. Radicalismos a parte, considero o debate salutar. O problema é que com certa frequência as ideias ganham ares utópicos, com propostas sobre a não participação dos times grandes, ou de um estadual que dure o ano inteiro.
Por enquanto tais soluções se mostram inviavéis. Assim, me preocupo muito mais com mudanças pontuais na fórmula, mudanças que poderiam tornar mais racional a forma que o campeonato gaúcho ocupa o calendário.
Já disse aqui no blog que o atual formato, muito embora seja defendido com unhas e dentes pelo presidente da Federação, implica num número excessivo de datas (23 para “apenas” 16 times).
Também registrei que a fórmula exige um número muito grande de compromissos dos grandes da capital num período cedo do ano. E isso acaba prejudicando a dupla Grenal em relação aos seus rivais nacionais. Um dado interessante sobre 2013: Entre Libertadores e Estadual o Grêmio já entrou em campo 23 vezes no ano, contra apenas 15 do Atlético-MG. Já o Inter atuou em 19 partidas entre Copa do Brasil e estadual, contra apenas 10 jogos do Cruzeiro.
Mas a fórmula parece que também não agrada aos clubes do Interior. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o técnico Lisca, do Juventude, afirmou que o formato “É ruim, porque é curto e com muito formulismo. É difícil firmar um trabalho. Há muito imediatismo“.
O formulismo do Gauchão prevê uma surreal fase eliminatória no meio do campeonato. Fase essa que paralisa as atividades da metade dos clubes. E mesmo os clubes que eventualmente avançam para essa fase podem ficar distantes do seu torcedor. O São José ficou mais de um mês sem jogar no Passo d´areia, atuando como mandante em 09 de fevereiro, pela 7ª rodada do 1º turno e só tendo voltado a jogar em casa em 21 de março, pela 2ª rodada do 2º turno. Veranópolis e Juventude foram submetidos a mesma situação.
A melhora efetiva do Gauchão talvez passe por mudanças mais amplas, como a questão do número de times. Mas hoje, uma simples mudança na fórmula poderia amenizar a questão do excesso de datas e resolver a parada brusca que boa parte dos times é submetido durante o campeonato.
Se fosse adotada a fórmula do Campeonato Mineiro, com turno único e quatro equipes avançando as semifinais (disputadas em jogos de ida e volta) teríamos a necessidade de 19 datas, contra 23 da atual fórmula. Se fosse aplicada a classificação geral do Gauchão 2013 a essa fórmula teríamos os hipotéticos confrontos mostrados abaixo:

Outra possibilidade é seguir o modelo do campeonato paulista, onde 8 clubes avançam as quartas de final após um turno único. Com todos os confrontos eliminatórios sendo disputados em jogos de ida e volta teriamos 21 datas. Se apenas a final fosse disputada em 2 partidas a necessidade cairia para 19 datas. Adotando essa forma de disputa sobre a classificação geral do gauchão 2013 teríamos os hipotéticos enfrentamentos abaixo ilustrados:

Uma terceira alternativa seria seguir o modelo dos Playoffs da NFL, onde seis clubes se classificam após um turno único, e os dois primeiros colocados ganham um folga, esperando a definição das semifinais. Novamente as datas poderiam oscilar entre 18 e 21 datas, dependendo da necessidade de se ter confrontos de ida e volta. Com a atual classificação geral, seria esse o chaveamento do Gauchão 2013 de acordo com essa fórmula.

Torço muito para que ocorram mudanças nesse sentido. Os clubes precisam acordar para o fato de que o atual calendário do Campeonato Gaúcho não é nada racional.

Classificação Geral – Gauchão 2013

April 15, 2013

Posição            Equipe  PG    V   E   D   GP   GC   SG    %
Internacional Internacional  31    9   4   2    25     9   16   68%
Lajeadense Lajeadense  28    7   7   1    17     9    8   62%
São Luiz São Luiz  27    8   3   4    22   12   10   60%
Grêmio Grêmio  26    8   2   5    26   15   11   57%
Juventude Juventude  25    6   7   2    19   14     5   55%
Passo Fundo Passo Fundo  21    5   6   4    16   14     2   46%
Esportivo Esportivo  20    6   2  7    17   17     0   44%
Caxias Caxias  20    5   5  5    14   17    -3   44%
Veranópolis Veranópolis  18    5   3  7    13   15    -2   40%
10 Pelotas Pelotas  18    5   3  7    13   19    -6   40%
11 Cruzeiro-RS Cruzeiro-RS  17    4   5  6    11   13    -2   37%
12 Novo Hamburgo N. Hamburgo  17    4   5  6    14   17    -3   37%
13 São José-RS São José-Poa  17    4   5  6      7   16    -9   37%
14 Santa Cruz-RS Santa Cruz  16    5   1  9    20   27    -7   35%
15 Cerâmica-RS Cerâmica  15    4   3  8    10   14    -4   33%
16 Canoas Canoas  11    2   5  8    10   26   -16   24%