Libertadores – Huachipato 1×1 Grêmio

E o Grêmio se classificou para as oitavas de final. Com “as calças na mão”, mas classificou. Mais uma vez teve uma atuação oscilante num jogo decisivo, mas dessa vez conseguiu o resultado necessário. Não houve “clima de guerra” no estádio nos minutos iniciais, o Huachipato não conseguiu promover uma abafa no começo do jogo. O Grêmio tinha três volantes e Zé Roberto e Vargas abertos nos flancos. Conseguia tocar  a bola assim e neutralizava o adversário. Os chilenos só conseguiram uma infiltração, em lance que Braian Rodriguez chutou com pouco ângulo e Dida, bem colocado, defendeu com tranquilidade. Aos 24 minutos Adriano se lesionou. Com apenas o jovem Misael de volante no banco, Luxa colocou Alex Telles em campo e adiantou André Santos pro meio. O time melhorou e passou a ter uma saída pela esqueda. E foi ali que nasceu o gol gremista. André Santos cruzou, Barcos cabeceou e Zé Roberto, num “rabo de arraia” completou para as redes. No restante do primeiro tempo o time da casa se limitou a fazer cruzamentos e chutes de fora da área. Na conclusão mais perigosa, Dida fez boa defesa na falta cobrada por Aceval.
No segundo tempo não houve grande mudança de postura do Huachipato. Mas o Grêmio parece ter relaxado. Mesmo sem sofrer grande pressão, permitiu que os mandantes concluíssem bastante nos primeiros 15 minutos da etapa final. O tricolor tinha oportunidade de contra-atacar, mas não dava seguimento as jogadas, tendo levado perigo em somente uma conclusão de Zé Roberto. Aos 33 minutos Luxemburgo decidiu mexer no ataque. Até aí tudo bem. O problema é que ele errou ao queimar as últimas duas substituições com as entradas de Kleber e Welliton. Naquele momento não havia a necessidade de trocar os dois avantes. Poucos minutos depois Werley se lesionou e não pode ser subsituído. O zagueiro mostrou heroísmo ao permanecer em campo sem condições, mas a bem da verdade ele mais atrapalhou do que ajudou. O Huachipato cresceu nos minutos finais. Aos 43 Aceval empatou, numa cobrança de falta em que Dida, que até ali passava segurança,  inexplicavalemnte não reagiu a uma bola chutada no seu canto, no lado oposto da barreira. Os acréscimos foram tensos, de sufoco, mas o Grêmio conseguiu segurar o empate que lhe classificou as oitavas.

Zé Roberto e Fernando mais uma vez foram destaques na esquadra gremista. Mas acho importante também ressaltar as atuações de Bressan e Alex Telles, que novamente entraram numa fogueira e corresponderam, jogando com seriedade e simplicidade.

E se fosse  Dida que tivesse se machucado e não houvesse mais substiuições a serem feitas?

Não sei se foi efeito das especulações sobre uma transferência, mas Braian Rodriguez pouco jogou, tendo preferido ficar se engalfinhando com os zagueiros. Bom para o Grêmio.
O lado ruim do resultado é que o Grêmio ficou numa posição baixa na classificação geral (15º). O lado bom é que o chaveamento não é dos piores.
O lado ruim das análise das atuações é que o Grêmio precisa melhorar. O lado bom é que o Grêmio tem como melhorar. Me parece que é mais fácil inserir um pouco de raça e competittivade num time técnico do que inserir técnica num time raçudo.
O Grêmio disputou 6 pontos com o Fluminense: Ganhou 4. Disputou 6 pontos com o Caracas. Ganhou 3. Disputou 6 pontos com o Huachipato. Conquistou apenas 1. Não era a campanha que se previa.
Aquela briga no final foi muito patética. Ainda que o Luxemburgo tenha de fato provocado o treinador adversário com a palavra “vacaciones” a reação foi completamente desproporcional. Mas talvez a agitação tenha feita bem ao plantel, fazendo entrar no clima da competição. Ademais, o Grêmio precisa abrir o olho para os fatores extra-campo. Muita confusão tem acontecido em matéria de segurança no futebol da América do Sul (ex: SPFC X Tigre, Atlético-MG x Arsenal) e a diretoria deveria aumentar o cuidado com essa questão. Não há motivo para promover beligerância, mas também não é preciso ter o adversário como compadre.

Fotos: Martin Bernetti (Lance), Felipe González  (El Mercurio), Lucas Uebel (Grêmio) e CD Huachipato

Huachipato Huachipato 1×1 Grêmio Grêmio
 

HUACHIPATO: Veloso; Contreras, Muñoz, Aceval e Crovetto; Reyes, Sandoval (Arrué – 17’/2ºT) , Núñez (Llanos – 39’/1ºT) e González; Rodríguez e Falcone (Reynero – 14’/2ºT).  
Técnico: Jorge Pellicer.
GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Bressan e André Santos; Adriano (Alex Telles – 24’/1ºT), Fernando, Souza e Zé Roberto; Vargas (Welliton – 33’/2ºT) e Barcos (Kleber – 32’/2ºT).  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Data: 18/04/2013, Quinta-feira, às 22h00min
Local: Estádio CAP, em Talcahuano (CHI)
Público: 9.032 pessoas
Árbitro: Martin Vazquez (URU)
Auxiliares: Miguel A. Nievas (URU) e Nicolas Taran (URU)
Cartões Amarelos: Arrué e Núñez (HUA); Zé Roberto, Pará, Barcos e Fernando (GRE)
Gols: Zé Roberto, aos 32’/1ºT  e Aceval, aos 43’/2ºT

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One Response to “Libertadores – Huachipato 1×1 Grêmio”

  1. Comaru Says:

    Faltou o cartão amarelo do vargas, por cera na hora da substituição… Aliás, ele sabia melhor que o Luxa que era hora de fazer cera, Duas substituições ao mesmo tempo quando podia enrolar mais fazendo duas separadas.

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