Archive for April, 2013

Gauchão – Classificação do 2º turno

April 15, 2013

 Grupo A

Times P J V E D GP GC SG %
1 Grêmio Grêmio 14 7 4 2 1 10 4 6 66
2 Passo Fundo Passo Fundo 13 7 3 4 0 9 5 4 61
3 Novo Hamburgo Novo Hamburgo 12 7 3 3 1 7 4 3 57
4 Lajeadense Lajeadense 10 7 2 4 1 6 6 0 47
5 Pelotas Pelotas 9 7 2 3 2 8 9 -1 42
6 Cruzeiro-RS Cruzeiro-RS 7 7 2 1 4 6 7 -1 33
7 Caxias Caxias 7 7 2 1 4 5 10 -5 33
8 Cerâmica-RS Cerâmica-RS 3 7 1 0 6 4 10 -6 14

Grupo B

Times P J V E D GP GC SG %
1 Internacional Internacional  16 7 5 1 1 14 4 10 76
2 Juventude Juventude 14 7 4 2 1 13 8 5 66
3 Veranópolis Veranópolis 14 7 4 2 1 7 4 3 66
4 São Luiz São Luiz   10 7 3 1 3 12 9 3 47
5 Santa Cruz-RS Santa Cruz-RS 9 7 3 0 4 10 11 -1 42
6 Esportivo Esportivo 7 7 2 1 4 8 9 -1 33
7 Canoas Canoas 5 7 1 2 4 6 15 -9 23
8 São José-RS São José-POA 3 7 0 3 4 0 10 -10 14
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Gauchão – Novo Hamburgo 0x0 Grêmio

April 15, 2013

E mais uma vez o Grêmio entrou em campo pelo Gauchão. E mais uma vez estava com a cabeça na Libertadores. Não que o tricolor tenha sido um time disperso ou desconcentrado, isso ele não foi. Mas foi um time pouco criativo, excessivamente burocrático e teve pela frente um adversário que buscava apenas um empate para fugir do rebaixamento.
Como teste para quinta-feira, Luxemburgo usou uma formação com três volantes, que funcionou bem no segundo tempo contra o Fluminense. Mas dessa vez o Grêmio não tinha desvantagem numérica e teve muita dificuldade para propor o jogo. Havia uma clara separação entre meio campo e ataque. A jogada com o avanço dos laterais não fluía e a bola permanecia demasiadamente nos pés dos volantes do tricolor. Kléber era bem vigiado e se limitava a brigar com os seus marcadores, enquanto Vargas sequer foi acionado.
Assim o 0x0 foi um resultado natural e justo, muito embora o Novo Hamburgo tenha tido mais oportunidades concretas de marcar (como num impedimento mal assinalado pela arbitragem).

É compreensível que a má atuação seja justificada pelo foco na Libertadores. A dúvida é saber se o time irá conseguir dar uma resposta mais satisfatória no Chile. Será que o simples fato de se tratar de um compromisso mais importante fará com o que os jogadores rendam mais?

Gosto muito do futebol do Guilherme Biteco. Aparenta ter enorme potencial. Mas, com 17 anos, ainda não pode ser o principal responsavel pelo setor de criação do meio campo do time do Grêmio.
Fiquei decepcionado com Fabricio Correa por não ter abraçado nenhum jogador do Grêmio na partida. Dessa vez ele preferiu fazer uso do bom e velho cartão amarelo.
O Grêmio terminou em primeiro do seu grupo (OK) e em quarto na classificação geral (Razoável). O bom é que o Campeonato Gaúcho se encaminha para o seu final, seja ele qual for.

Fotos: Guilherme Testa (ACEG/Chute10) e Lucas Uebel (Grêmio.net)


Novo Hamburgo 0x0 Grêmio

NOVO HAMBURGO: Max; Carlinhos (William, 36’/2ºT), Sosa, Zé Carlos e Peixoto; Roberto Lopes, Fábio Gomes, Márcio Hahn e Geovani; Lucas Santos (Thiago Furlan, 15’2ºT) e Leo Cipriano (Mateus, 28’/2ºT)  
Técnico: Itamar Schülle.
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Cris, Bressan e André Santos; Adriano, Fernando, Souza (Fábio Aurélio, 15’2ºT) e Guilherme Biteco (Welliton, 27’/2ºT); Kleber e Vargas (Matheus Biteco, 33’/2ºT) Técnico: Vanderlei Luxemburgo
07ª Rodada – 2º Turno – Gauchão 2013
Data: 14/4/2013, domingo, 16h00min
Local: Estádio do Vale, em Novo Hamburgo – RS
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Júlio César dos Santos (RS) e Carlos Henrique Selbach (RS)
Cartões amarelos: Zé Carlos e Márcio Hahn (NH); Vargas e Welliton

Expulsões na ótica da imprensa

April 12, 2013

 

Uma história pode ser contada das mais diversas formas. Mas histórias parecidas podem ser contadas de maneiras parecidas. É interessante observar isso, perceber que fatores são enfatizados e quais são relegadas. Quais são as semelhanças que são observadas e quais são ignoradas.
Pensei nisso quando da expulsão do Cris no jogo contra o Fluminense. Alguns a acharam correta, outros (nos quais eu me incluo) consideraram que um cartão amarelo era a medida mais adequada. Qual versão prevaleceria? Qual o tratamento que o jogador expulso receberia?
Imediatamente pensei que seria interessante observar isso e fazer uma comparação com algum outro lance análogo. Inicialmente considerei confrontar com a reação a expulsão de Kléber, em Banfield 3×1 Inter, onde houve praticamente um consenso em absolver o atleta e questionar a arbtiragem. Mas o referido jogo aconteceu em 2010, e talvez as linhas editoriais, visões de mundo e modo de atuação dos jornais e jornalistas tenham mudado desde então.
Achei por bem comparar com um lance mais recente. A expulsão de D´alessandro no jogo contra o Rio Branco do Acre me pareceu ser um bom exemplo equivalente. Em última análise nenhuma jogada vai ser exatamente igual, mas nas duas partidas os atletas recebem o cartão vermelho após acertar um chute no adversário (um por revide; outro numa insistência grosseira de buscar a bola). 
É curioso notar como a imprensa local por trata a situação. Nos exemplos que coletei (abaixo) se verifica que nem sempre houve equidade nas avaliações  

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Diogo Olivier

03/04/2013 – Rio Branco-AC 0x2 Inter “O exagero da expulsão de D’Alessandro e Testinha a 24 minutos do primeiro tempo, após troca de gentilezas corriqueira, não surpreende.
O árbitro é de Rondônia. Fledes Rodrigues dos Santos, 33 anos, não está acostumado a trabalhar em futebol de competição. É assim nesta primeira etapa da Copa do Brasil, de matizes varzeanos.”
10/04/2013 – Grêmio 0x0 Fluminense – “O outro personagem negativo foi Cris, que chutou Sobis até ser expulso quase na linha lateral do meio-campo, atitude compreensível apenas por um apagão mental .”

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Hiltor Mombach

03/04/2013 – Rio Branco-AC 0x2 Inter -“Tudo ia bem com D’Alessandro sob nova direção, a de Dunga. Até ontem. Numa entrada maldosa de Testinha, o meio-campista do Inter revidou.Os dois foram expulsos. Depois, D’Alessandro fez teatro no chão, simulando uma agressão que não aconteceu. Que feio!”



22/05/2010 – Grêmio 0x0 Fluminense –  “Eram 45 minutos do primeiro tempo quando Cris fez falta dura, e completamente desnecessária, sobre Rafael Sobis e foi expulso. O zagueiro, de outras atuações comprometedoras, deixou o gramado vaiado pelo torcedor. Sobrecarregou seus companheiros no segundo tempo.”


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Maurício Saraiva



03/04/2013 – Rio BrancoAC 0x2 Inter Longe de ter boa atuação, o Inter fez o essencial no Acre ao vencer por dois gols de diferença e eliminar o jogo da volta. Jogo, aliás, que só teria a finalidade de confirmar a classificação e limpar a ficha de Damião e D’Alessandro. O meia foi expulso com excesso de rigor ontem. Um cartão amarelo para ele e Testinha seria de bom tamanho e alertaria aos demais que o árbitro não estava para indisciplinas. Porém, o seu Fledes preferiu ir direto para o vermelho, não precisava.”

11/04/2013 – Grêmio 0x0 FluminenseUm dos raros acertos da arbitragem. O zagueiro deu um empurrão, depois tentou dar com o joelho na coxa de Rafael Sóbis e, não contente, chutou o tornozelo do atacante que estava de costas para ele na linha lateral no meio do campo. Uma agressão, esta foi a leitura do árbitro, estava autorizado a fazê-lo.  Impensável atitude do experiente zagueiro. Luxemburgo, na coletiva pós-jogo, defendeu seu jogador dizendo que a expulsão era uma covardia. Não era, não. Já deve ter visto na tv que seu defensor perdeu o controle sem causa aparente

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Diori Vasconcelos

03/04/2013 – Rio BrancoAC 0x2 Inter– “há um conflito entre D´alessandro e Testinha, e na minha avaliação o árbitro age corretamente em expulsar os dois jogadores
10/04/2013 – Grêmio 0x0 FluminenseJogo brusco grave por parte do Cris. Expulsão justa do zagueiro do Grêmio. Não precisava fazer o que fez.



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Mário Marcos de Souza

03/04/2013 – Rio BrancoAC 0x2 Inter– “Abusou dos erros de passes, da falta de força no ataque e, para complicar, ficou sem D’Alessandro a partir dos 22 minutos do primeiro tempo. Ele foi atingido por Testinha, reagiu com um empurrão, recebeu o revide e acabou punido com o cartão vermelho. Ele e Testinha, que desde o início do jogo parecia decidido a marcar o argentino de cima.

10/04/2013 – Grêmio 0x0 Fluminense – “Um lance de absoluto descontrole do experiente zagueiro Cris – um chute em Rafael Sobis aos 45 minutos do primeiro tempo – mudou toda a estratégia do Grêmio para o jogo contra o Fluminense e forçou o time a lutar como nunca para manter o empate em 0 a 0 com o Fluminense, na noite desta quarta-feira, na Arena.”
 
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Wianey Carlet

03/04/2013 – Rio Branco-AC 0x2 Inter – “O time acreano bateu como não se imagina que uma equipe possa bater. A arbitragem foi de uma passividade bovina. Teve um cara chamado Ismael que cometeu uma dezena de faltas, algumas violentas, e ficou em campo até o fim do jogo. Mesmo assim, o Inter não poderia perder a cabeça como aconteceu com D’Alessandro” e Provocações – D’Alessandro queixou-se a um amigo que, frequentemente, o adversário passa por ele e cospe-lhe no rosto. No próximo encontro, ofende a sua esposa. Foi aconselhado a rebater a ofensa com outra mais contundente. D’Ale deveria retrucar dizendo: a minha vai cobrar mais porque tem grife. A tua, entretanto, receberá uma mixaria por ser esposa de um desconhecido. Eu não recomendaria esta reação embora saiba que dentro do campo é exatamente o que acontece. O argentino tem pavio curto, não leva desaforo para casa. Sendo assim, seus adversários fazem de tudo para irritá-lo e levá-lo a reações vetadas pelas regras do futebol. O ideal seria D’Ale enfrentar estas ofensas com um sorriso maroto. Mas quem consegue?


11/04/2013 – Grêmio 0x0 Fluminense – “Talvez não precisasse gastar tantas energias se Cris não tivesse cometido a bobagem da noite, aos 45 minutos da etapa inicial, quando agrediu um adversário com duas joelhadas e um pontapé, insanidade que lhe rendeu cartão vermelho”

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Nando Gross


03/04/2013 – Rio BrancoAC 0x2 Inter–  A expulsão de D’Alessandro deixou tudo mais difícil, especialmente pela modesta atuação de Dátolo” e “O prejuízo das expulsões é do público, especialmente por D’Alessandro
10/04/2013 – Grêmio 0x0 Fluminense – “No final do primeiro tempo, Cris foi expulso e desmanchou com a estratégia de jogo de Luxemburgo.”

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Chico Garcia

03/04/2013 – Rio BrancoAC 0x2 Inter–  Expulsões corretas. Os dois se agrediram. D’alessandro se estranhou com jogadores do Rio Branco desde o início do jogo. Perdeu a cabeça.
10/04/2013 – Grêmio 0x0 Fluminense“eu não posso condenar o juiz pela expulsão do Cris” e “o jogo não estava violento, foi no meio do campo, não precisava ter expulsado

Libertadores – Grêmio 0x0 Fluminense

April 11, 2013

Eu não sei quem esperava facilidade. O Fluminense desfalcado poderia apresentar menores dificuldades, mas facilidade não. Essa palavra não pode existir numa Libertadores da América. Sem Fred, Deco e Wellington Nem, o Tricolor das Laranjeiras se postou atrás, recolhido no seu campo e esperou o Grêmio. O time de Luxemburgo tinha a bola, rodava ela no meio campo, mas não conseguia acionar os seus atacantes. Invertendo o jogo, o Grêmio conseguia fazer com que os seus laterias chegassem até a intermediária ofensiva, mas ali a jogada parava, o Fluminense marcava forte e sempre apresentava um homem a mais junto ao jogador que detinha bola. Ainda assim surgiram oportunidades, mas nenhuma tão clara, tirando as jogadas de bola parada.
Todo o panorama do jogo mudou aos 45 minutos do 1º tempo, quando Cris fez falta em Rafael Sóbis e foi expulso, no que ao meu ver foi um exagero da arbitragem (que no geral não foi bem). Luxemburgo precisava recompor a sua defesa. Imaginei que ele poderia sacar um dos avantes para colocar um zagueiro, e que Vargas permaneceria na partida em função da sua velocidade. Mas o treinador colocou Bressan no lugar de Marco Antônio e Kléber no lugar do chileno. Naquele momento a substituição fez sentido, uma vez que a intenção parecia ser a de reter a posse de bola no ataque com Kléber e Barcos. 
O problema é que o argentino estava visivelmente descontado e com isso o Fluminense passou a controlar as ações, avançando ao ataque e tendo superioridade numérica em vários setores do gramado. Curiosamente os visitantes não souberam  aproveitar isso e foram ter as melhores chances em erros individuais gremistas, como a bola que Dida soltou e a rebatida mal sucedida  de Bressan. Luxemburgo viu que o adversário rondava a sua área com perigo e colocou Adriano em campo. O Grêmio se restabeleceu e e passou a ter presença ofensiva, especialmente nos avanços de Kléber, Zé Roberto e Fernando, mas o placar permaneceu intacto até o apito final.

O Cris, que até que ele momento estava bem na partida, fez um falta muito pouco inteligente aos 45 minutos do primeiro tempo. Sóbis estava de costas pro gol, e recuava pro seu campo de defesa. Pela burrice o nosso zagueiro merecia um cartão amarelo. O cartão vermelho foi um exagero, especialmente pelo modo que o juiz vinha apitando o jogo. A falta de Cris foi grosseira, mas comum. Jogador tentou pegar a bola e acertou a perna do adversário.
Um dado interessante: O Fluminense fez 21 faltas e recebeu 2 cartões. O Grêmio fez 10 faltas e recebeu três cartões (2 amarelos e 1 vermelho).
Fernando fez um partidaço. Se multiplicou em campo no segundo tempo e mostrou que Felipão fez bem ao convocá-lo para seleção brasileira. Presumo que o guri não leia ou não se abale com a crítica da imprensa local. Ontem um jornalista do estado escreveu que Fernando é o “jogador mais violento e desleal” do futebol gaúcho. Um outro jornalista achou por bem publicar essa frase na sua coluna na Zero Hora
A Brigada Militar divulgou um duvidosa e confusa lista de exigências, orientações e  materiais que seriam  permitidos aos torcedores (inclusive os visitantes) que comparecessem na Arena ontem. Nas rampas de acesso os brigadianos impediam o ingresso de faixas da torcida gremista, pelos mais variados critérios, que mudavam de rampa para rampa. O curioso é que a torcida do Fluminense ingressou com um grande número de trapos e bandeiras. Tenho sérias dificuldades em entender por que a Brigada Militar é mais liberal/permissiva/compreensiva com as torcidas visitantes.

Foi divulgado que todos os ingressos para a partida haviam sido vendidos. Porém, mais uma vez se viu espaços vazios em todos os setores (especialmente no quarto anel). Parece claro que o clube está perdendo a oportunidade de atender uma demanda existente (em outras palavras, está rasgando dinheiro).

Fotos: Correio do Povo (Mauro Schaefer), Ricardo Rimoli (Lance),  Lucas Uebel (Grêmio.net), Guilherme Testa (ACEG/Chute10) e Grêmio1983

Grêmio Grêmio 0x0 Fluminense Fluminense

GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Cris e André Santos; Fernando, Souza, Marco Antonio (Kleber, intervalo) e Zé Roberto; Vargas (Bressan, intervalo) e Barcos (Adriano, 22’/2ºT).  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wágner; Rhayner (Monzón, 44’/2ºT), Rafael Sobis (Felipe, 38’/2ºT) e Michael (Samuel, 24’/2ºT).  
Técnico: Abel Braga.


Data: 10/4/2013, quarta-feira, 22h00min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Público: 38.553 (35.067 pagantes)
Renda: R$ 2.046.957,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Fábio Pereira (Fifa-TO)
Cartões amarelos: André Santos, Zé Roberto (Grêmio); Bruno, Rhayner (Fluminense)
Cartões vermelhos: Cris, 45’/1ºT (Grêmio)

30 anos da Libertadores de 1983 – Flamengo na Bolívia

April 8, 2013

Como já vimos, na Libertadores de 1983 apenas um clube de cada grupo avançava a fase seguinte. O Grêmio começou bem na primeira fase, com um empate em casa e duas vitórias na Bolívia. Ocupava assim a liderança, mas poderia ser alcançado pelo Flamengo, que viajaria até Santa Cruz de La Sierra e La Paz, onde enfrentaria Blooming e Bolívar, respectivamente.
O Grêmio acompanhava os confrontos a distância. Nos jogos “de volta” pegaria as duas equipes bolivianas no Olímpico, mas teria que ir até o Rio para enfrentar o Flamengo no Maracanã. Assim seria interessante um tropeço rubro-negro nessas partidas. E foi o que aconteceu.
O Flamengo passava por um momento de turbulência. Carpegianni havia sido demitido e era substituído pelo interino Carlinhos. Em Santa Cruz de La Sierra, no dia 05 de abril,  Zico & Cia não saíram do 0x0 com o Blooming e não altitude de La Paz, em 08 de abril , o Bolívar superou a equipe carioca por 3×1.
Esses resultados deixaram o Grêmio na liderança isolada do Grupo 2 (Tabela abaixo), após terem sido disputadas a metade das partidas prevista.

“O jogo foi mais um prova da péssima fase que o time do Flamengo atravessa, física e tecnicamente. Jogando contra o Blooming – uma equipe de futebol primário – o Flamengo ficou num empate de 0 a 0, dando um verdadeiro show de incompetência, desorganização e falta de objetividade.

O Flamengo chegou a criar algumas oportunidades, tal a fragilidade do adversário, mas desperdiçou-as infaltimente, expondo mais uma vez esse defeito crônico de sua equipe, que nenhum técnico ou preparador consegue corrigir: a péssima finalização em gol. Agora, a vaga na Taça Libertadores está bastante ameraçada(Jornal do Brasil – 06 de abril de 1983)

Blooming 0x0 Flamengo

BLOOMING: Terraza; Herrera, Gallardo, Vilallon (Noro) e Vaca; Castillo, Milton Melgar e Taborda; Revelis (Wilton Pereira), Sanchez e Rojas
Técnico: Raul Pino

FLAMENGO: Raul; Leandro, Figueiredo, Marinho (Mozer) e Junior; Vitor, Adilio e Zico; Robertinho (Felipe), Baltazar e Édson
Técnico: Carlinhos

Data: 05 de abril de 1983, terça-feira, 22h30min
Local: Estadio Ramón Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra na Bolivia
Juiz: Abel Gnecco (ARG)
Cartões Amarelos: Leandro, Gallardo, Herrera e Sanchez

“O resultado de ontem deixou o Flamengo em péssima situação na Taça Libertadores da América, pois se o Grêmio derrotar os times bolivianos em Porto Alegre – e já venceu os dois até na Bolívia – o Flamengo estará eliminado. Mesmo que o Grêmio empate um dos jogos – o que já é difícil – o Flamengo fica em má situação.

sem condição física


Até que o Flamengo começou jogando bem, muito melhor que no primeiro jogo. Vitor dominava o meio-campo, fez duas excelentes jogadas, chutou bem em gol, mas logo depois cansou (já havia passado mal antes por causa da altitude) mas bastou que o Bolívar fizesse o primeiro gol, num corner em que toda a defesa do Flamengo falhou e o zagueiro Navarro, de 38 anos, cabeceou para marcar, para que o time se complicasse.
O pior foi que houve um segundo gol logo depois, este de Salinas, também de cabeça na cobrança de um corner, em nova falha da defesa. O Flamengo se desorganizou completamente, mas ainda criou algumas oportunidades com Zico, Felipe e Vitor.
No segundo tempo, porém, quando se esperava pelo menos um esboço de reação, o time não tinha mais a menor condição física, se arrastava em campo, inteiramente entregue ao adversário, que aumentou aos 6 minutos, num chute de Borja, em que até Raul falhou. Não havia mais força nem ânimo para reagir. Zico estava sumudo. Adílio, como sempre, entrava de perna mole nas bolas divididas. O gol de Edson, quase no fim, foi apenas uma melancólica despedida.” (Jornal do Brasil – 9 de abril de 1983)

Bolívar 3×1 Flamengo

BOLÍVAR: Elso; Angulo, Navarro, Urizar e Vargas; Gallo, Salinas e Romero; Borja, Silva (Arías) e Quiroga (Merlo)
Técnico: Ramiro Blacut

FLAMENGO: Raul; Leandro, Figueiredo, Mozer e Junior; Vitor (Élder), Adilio e Zico; Felipe, Baltazar (Ronaldo) e Édson
Técnico: Carlinhos
Data: 08 de abril de 1983, sexta-feira, 21h30min
Local: Estádio Hernando Siles, em La Paz – Bolívia
Juiz: Juan Carlos Lusto (Argentina)
Gols: Navarro aos 10 e Salinas aos 16 minutos do primeiro tempo. Borja aos 6 e Edson aos 35 minutos do 2º tempo.

“Isso o Flamengo não fez na Bolívia. Mas houve outros erros, que Raul faz questão de apontar: “Faltou seriedade e raça na partida contra o Blooming. O time esteve muito apático, perdeu chances de gol incríveis”. (Revista Placar – edição Nº 673 – 15 abril de 1983

Gauchão – Grêmio 1×0 Cerâmica

April 8, 2013
O Grêmio jogou pro gasto. Fez o suficiente para vencer o Cerâmica pela escore mínimo. Mas a questão é que o tricolor entrou em campo pelo campeonato gaúcho com a cabeça na Libertadores. O que plenamente compreensível e até certo ponto aceitável. A formação usada já levava em conta  a provável escalação que será utilizada contra o Fluminense (o tradicional 4-4-2 com Marco Antônio no lugar de Elano).
A partida foi muito parecida com as últimas disputadas na Arena pelo Gauchão. O adversário esperava em seu campo enquanto o Grêmio rodava a bola buscando espaço para criar chances. Aos 24 minutos saiu o gol. Fernando cobrou falta da intermediária e o zagueiro Alexandre desviou de cabeça para dentro da própria meta. E foi isso. No restante do jogo o Grêmio administrou o resultado com alguma competência, evitou riscos, ainda que tenha cedido alguns escanteios no final da partida.

É surreal que o “Chico Colorado” ainda esteja apitando neste Gauchão. Apitando um jogo do Grêmio então, nem se fala.

Kléber entrou no jogo no lugar de Barcos. Mais uma vez atuou como o homem mais avançado do time. Ao que tudo indica, hoje, ele é o reserva imediato das duas funções do ataque.

A estreía do Fabio Aurélio na lateral esquerda e na arena foi discreta e eficiente. Deu mostras de qualidade, inclusive em jogadas de linha de fundo. Além disso, deu um belo exemplo ao entrar em campo com a chuteira pintada de preto.

E vários problemas reais da Arena foram/estão sendo resolvidos. Uma prova disso é que ontem foi preciso inventar um factóide para criar polêmica. Factoide este que foi devidamente desmentido. Mas fica a pergunta: O que leva alguém a criar/alimentar/divulgar um boato mentiroso como este? Eu não tenho a resposta, mas o fato é que a Arena segue machucando.

Mas outros problemas do nosso novo estádio seguem aguardando uma solução. Um dos mais evidentes é a questão da torcida/geral. É preciso encontrar uma maneira para que se possa dar mais vida ao estádio com o retorno dos trapos, bandeiras e instrumentos musicais. E me parece ser inaceitável que todo o setor atrás de uma das goleiras siga fechado.

Fotos: Guilherme Testa (ACEG/Chute10.net) e Lucas Uebel (Grêmio.net)
Grêmio 1×0 Cerâmica

GRÊMIO: Dida, Pará, Cris, Werley e Fábio Aurélio; Fernando, Souza, Marco Antônio (Guilherme Biteco 33’/2ºT) e Zé Roberto; Vargas (Welliton 34’/2ºT) e Barcos (Kleber 20’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
CERÂMICA: Villa, Saraiva, Rodrigo, Alexandre e Pedro; Zaquel, Robson, Serginho Catarinense (Cristian 22’/2ºT) e Danilo; Cidinho (Murilo 13’/2ºT) e Soares (Paraíba 38’/2ºT)
Técnico: Luís Eduardo Lima.
06ª Rodada – 2º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Data: 6/4/2013, sábado, 21h00min
Público: 11.496 (10.162 pagantes)
Renda: R$ 290.739,00
Árbitro: Francisco Silva Netto (RS)
Auxiliares: Vilmar Burini (RS) e Antônio Cesar Padilha (RS)
Cartões amarelos: Souza e Welliton (GRE); Rodrigo (CAC)
Gols: Fernando, aos 24 minutos do 1º tempo.

Tabela "madrasta" do Brasileirão 2013

April 2, 2013
Já tratei desse tema no blog, mas não custa relembrar. Há um senso comum que os jogos marcados para o final de semana levam mais público aos estádios do que os jogos de meio de semana. E os números ratificam essa observação empírica.

Em 2007, o Datafolha fez um estudo que chegava à conclusão que “as rodadas de meio de semana levam em média 26% a menos que as dos finais de semana, 11.789 pagantes contra 15.927, respectivamente“.

Especificamente sobre o Grêmio, eu atualizei o meu levantamento sobre o público de todos os jogos que o time fez no Olímpico pelo Brasileirão entre 2006-2012 (total de 130 partidas), e o resultado foi o seguinte:

Em 22 de março, a CBF divulgou a tabela do Campeonato Brasileiro 2013. Tendo em mente os dados acima citados, a primeira coisa que fiz foi observar a distribuição das rodadas entre final meio de semana. Este ano, 26 das 38 rodadas serão disputadas em sábados/domingos, enquanto 12 rodadas estão marcados para quarta/quinta-feira. Até aí tudo bem, é isso o que costuma acontecer em anos em que o campeonato é paralizado por um torneio de seleções da FIFA.
O problema está na distribuição dos mandantes do jogos de meio e final de semana. A tabela não foi, nem de longe, equânime. E mais uma vez o calendário é cruel com o Grêmio. Das 12 rodadas marcadas para meio de semana, em 8 o Grêmio aparece como mandante. Abaixo segue um levantamento dessa distribuição em relação a todos os 20 participantes da Série A em 2013:

É válido lembrar que em 2012, a tabela inicialmente divulgada era muito ruim para o tricolor (19 partidas que o Grêmio faria em casa, 9 estavam marcadas para o meio da semana. 9 das 10 rodadas marcadas para o meio de semana). Contudo, a direção gremista reclamou e, coincidência ou não, a CBF anunciou mudanças que amenizaram o problema (dos jogos 19 jogos como mandante, “apenas” 6 foram disputados no meio da semana).

Abaixo segue um breve levantamento que fiz sobre como a CBF distribuiu a questão dos jogos da dupla Gre-Nal em finais de semana e meio de semana nas últimas 8 edições do campeonato brasileiro:

2013
Nº de rodadas em finais de semana – 26
Nº de rodadas em meio de semana – 12

Grêmio como mandante: 11 em final de semana e 8 em meio de semana
Inter como mandante: 15 em final de semana e 4 em meio de semana
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2012
Nº de rodadas em finais de semana – 28
Nº de rodadas em meio de semana – 10

Grêmio como mandante: 13 em final de semana e 6 em meio de semana
Inter como mandante: 15 em final de semana e 4 em meio de semana
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2011 –
Nº de rodadas em finais de semana – 28
Nº de rodadas em meio de semana – 10

Grêmio como mandante: 14 em final de semana e 5 em meio de semana*
Inter como mandante: 14 em final de semana e 5 em meio de semana

*Jogo contra o Santos foi adiado de 24/07/2012 (um domingo) para 5/10/2011 (uma quarta-feira), então  na realidade o Grêmio acabou jogando apenas 13 vezes em finais de semana no Olímpico.
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2010 –
Nº de rodadas em finais de semana – 26
Nº de rodadas em meio de semana – 12

Grêmio como mandante: 8 em final de semana e 11 em meio de semana
Inter como mandante: 18 em final de semana e 1 em meio de semana
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2009 –
Nº de rodadas em finais de semana – 30
Nº de rodadas em meio de semana – 08

Grêmio como mandante: 16 em final de semana e 3 em meio de semana
Inter como mandante: 12 em final de semana e 7 em meio de semana
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2008 –
Nº de rodadas em finais de semana – 30
Nº de rodadas em meio de semana – 08

Grêmio como mandante: 16 em final de semana e 3 em meio de semana

Inter como mandante: 13 em final de semana e 6 em meio de semana
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2007 –
Nº de rodadas em finais de semana – 29
Nº de rodadas em meio de semana – 09

Grêmio como mandante: 15 em final de semana e 4 em meio de semana
Inter como mandante: 14 em final de semana e 5 em meio de semana
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2006
Nº de rodadas em finais de semana – 27
Nº de rodadas em meio de semana – 11
Grêmio como mandante: 12 em final de semana e 7 em meio de semana
Inter como mandante: 15 em final de semana e 4 em meio de semana
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Gauchão – Passo Fundo 1×1 Grêmio

April 1, 2013

 Eu não consegui assistir ao jogo de hoje a tarde em Passo Fundo. Em parte eu lamento tal fato. Essas “fumaceiras” no interior do estado podem ser bem interessantes. Também tinha curiosidade para ver Kléber jogando com o atacante mais avançado (tal como ele jogou no Cruzeiro em 2010), Guilherme Biteco na meia e a estreia de Fábio Aurélio.
Por outro lado, fico feliz por ter um motivo para me afastar um pouco do Campeonato Gaúcho, que tem sido uma competição pouco séria. Os problemas são evidentes e ninguém faz nada para corrigi-los. Anderson Daronco segue mais preocupado com o aspecto disciplinar do jogo do que apitar corretamente os lances (hoje deixou de dar um pênalti em Kléber). Marcelo Barison segue errando impedimentos. E por aí a coisa vai.
E um Grenal com mando tricolor no segundo turno se torna cada vez mais improvável. Talvez seja para o melhor. A Arena segue machucando muito.


Foto: André Avila (Correio do Povo)  e O Nacional

Passo Fundo 1×1 Grêmio

PASSO FUNDO: Bruno Grassi, Jeferson, Mario, Júlio Santos e Xaro; Everton Garroni, Janderson, Chiquinho e Diego Miranda (Marcelão, 41’/2ºT); Branquinho (Léo Mineiro, 13’/2ºT) e João Paulo (Guto, 13’/2ºT)
Técnico: Beto Campos
 
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Tony, Werley, Bressan e André Santos; Adriano, Souza (Matheus Biteco, 21’/2º), Marco Antônio e Guilherme Biteco (Fábio Aurélio, 20’/2ºT); Vargas e Kleber (Welliton, 24’/2ºT)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
5ª Rodada – 2º Turno – Campeonato Gaúcho 2013
Data:31/3/2013, domingo, 16h00min
Local: Estádio Vermelhão da Serra, Passo Fundo (RS)
Público: 9.813 pagantes ou  12.225
Renda:  R$ 335.570,00
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e Julio C. Espinosa de Freitas
Cartões amarelos: Mario, Júlio Santos e Xaro (PFU); Vargas (GRE)
Gols: Vargas, 42’/1ºT(pênalti) e Diego Miranda, 30’/2ºT