Archive for June, 2013

30 anos da Libertadores de 1983 – América de Cali 1×0 Grêmio

June 24, 2013
 Logo após a vitória contra o Estudiantes no Olímpico, o Grêmio iniciou sua viagem rumo a Cali, onde enfrentaria o América no seu segundo jogo pela triangular semifinal da Libertadores de 1983. O deslocamento do tricolor até a Colômbia foi longo, e teve um fato inusitado na última escala em Bogotá: Uma ameaça de bomba no avião, que atrasou a chegada ao local do jogo e fez com que o roupeiro Hélio e massagista Banha ficassem retidos na capital colombiana para acompanhar o exame que  a polícia local faria na bagagem da delegação gremista.
Em campo o Grêmio também não encontrou facilidade e acabou sofrendo a sua única derrota na competição. Os jogadores reclamaram muito das chances desperdiçadas e de um pênalti não marcado em Renato. Uma semana depois o Estudiantes venceria o América em La Plata e Grupo B das semifinais chegou a metade dos seus jogos com igualdade na classificação.


O dia 24 de junho marcou a primeira e única derrota do Grêmio dentro da Copa Libertadores de 1983.
Depois de vencer o Estudiantes de La Plata, no Olímpico, na abertura da fase semifinal da competição, a equipe viajou para Cáli, na Colômbia, com o objetivo de trazer mais um resultado positivo no embate contra o América.
Apesar da superioridade dentro de campo, a equipe de Espinosa acabou sentindo o desgaste da viagem na etapa final.
O Tricolor teve duas boas chances de marcar nos primeiros 45 minutos, mas Tonho desperdiçou. O goleiro argentino Falcioni passou a ser o grande nome da partida.
Aos 35 minutos, Renato foi derrubado dentro da área quando se preparava para concluir. O árbitro peruano Carlos Montalban consultou o auxiliar e nada marcou.
A decisão revoltou dirigentes e jogadores do Grêmio que deixaram o gramado no intervalo reclamando bastante. O mais exaltado era o vice de futebol, Alberto Galia.
Empurrados pela torcida, os donos da casa voltaram melhor para o segundo tempo.
O Grêmio, por sua vez, sentiu a pressão e acabou cedendo espaço até o gol do América que abriu o marcador: Gonzáles Aquino pegou uma sobra na entrada da área e chutou forte para vencer Mazarópi.
América 1 a 0.
Tentando reverter o placar, Valdir Espinosa colocou Tarciso e César nos lugares de Tonho e Caio, respectivamente.
Infelizmente, as modificações não surtiram efeito e o Grêmio acabou retornando da Colômbia com seu primeiro resultado negativo.
As duas equipes voltariam a se enfrentar no dia 5 de julho, no Olímpico.
Antes disso, Estudiantes e América jogariam em La Plata, no dia 1º.
O resultado não foi desesperador, mas uma vitória sobre o América, em casa, passou a ser fundamental. (Site do Grêmio)

“NO FINAL, AS CRÍTICAS AO ÁRBITRO

Logo que iniciou a partida, o ponteiro Renato fez uma jogada dura com um zagueiro do América. Isto foi o bastante para que o time colombiano inteiro se voltasse contra ele e quase o agredisse. Por pouco o árbitro peruano Carlos Montalban não colocou o atacante gremista e outros jogadores do América para rua, já nos primeiros minutos. O pior de tudo é que o Grêmio deixou de ter um pênalti a seu favor, quando Renato foi derrubado dentro da grande área, aos 35 minutos de partida. Os dirigentes e o ponteiro saíram de campo indignados.” (Zero Hora – 25 de junho de 1983)

“A partida foi disputada no dia 24 de junho de 83, em Cáli. O América venceu com um gol de Gonzales Aquino, aos 23min do 2º tempo. Mas antes, o tricolor havia desperdiçado diversas chances – e houve até um erro de arbitragem.
– O Tita marcou um gol legítimo, mal anulado. E o erro não foi por pressão porque, ao contrário de La Plata, em Cáli o estádio era grande, e não havia muita influência da torcida – compara China”. (ClicRBS)


“GRÊMIO NÃO RESISTIU AO AMÉRICA

O empate servia, mas o Grêmio não conseguiu resistir ao América e acabou perdendo por 1 a 0, com gol de Gonzales Aquino, aos 24 minutos do segundo tempo. Os dois times tiveram muitas oportunidades para marcar. Mas o Grêmio criou mais situações de perigo. Porém, errou muito nas conclusões.

Foi um jogo emocionante, com os dois times jogando cautelosamente, mas procurando sempre o gol. O Grêmio começou agressivo, o que desnorteou o time colombiano, que esperava um adversário retrancado e pouco ousado. Aos 11 minutos, o primeiro susto na torcida: Falcione largou a bola na área, Tonho parou e chutou por cima, com a goleira vazia.

Esse lance despertou o América, que foi ao ataque, apoiado por sua entusiasmada torcida. Aos 24, Teglia perdeu boa oportunidade, cabeceado para fora. Aos 28, Mazaropi brilhou, segurando firme um chute forte de Caicedo. A partir daí, o Grêmio reequilibrou o jogo, chegando inclusive a empurrar o América para o seu campo.

No segundo tempo, o Grêmio foi dominado, não conseguindo manter o ritmo inicial. Teve ótima situação aos 6 minutos, mas Tita perdeu o gol. Aos 24 minutos, depois de muita pressão, o América marcou seu gol. A defesa do Grêmio parou, Teglia atrasou para Gonzales Aquino, que bateu forte fazendo 1 a 0. Aos 29, Tarciso substituiu a Tonho. O Grêmio foi todo ao ataque na busca do empate. Aos 37 minutos, De Léon chutou e Falcione, mais uma vez, salvou e garantiu o resultado.” (Folha da Tarde – 25 de junho de 1983)

DERROTA FOI CASTIGO AO GRÊMIO

CALI – Um gol de Gonzales Aquino, aos 24 minutos do segundo tempo, acabou dando a vitória ao América sobre o Grêmio, de 1 x 0, ontem à noite, em jogo que o time gaúcho teve de tudo para se impor no marcador, especialmente na fase inicial. Mas o Grêmio conseguiu levar ao placar sua superioridade. Desperdiçou gols, teve um grande goleiro pela frente e ainda um pênalti não marcado pelo árbitro. O resultado colocou América e Grêmio iguais na tabela das semifinais da Libertadores da América – Grupo B. ”  (Correio do Povo – 25 de junho de 1983)

“As taxas de televisionamento vão salvar o Grêmio nesta fase da Libertadores. Pelo menos, por dois jogos no Olímpico, vai receber 65 milhões de cruzeiros, dos quais 13 tocarão aos atletas como direito de arena, sobrando portanto 42 milhões. Não fosse isso o prejuízo seria devastador. Para vir a Cáli o Grêmio gastou 19 milhões em passagens para 25 pessoas e mais dois milhões e quatrocentos mil cruzeiros em diárias de hotel. No Olímpico, no próximo dia 5 de julho, a receita mínima para cobrir as despesas deverá ser da ordem de 30 milhões. Pior, porém, é a situação do América, em casa, pois nenhuma televisão quis comprar os jogos por serem caros” (Lasier Martins – Correio do Povo – 25 de junho de 1983)


“Melhor no Início, depois o Grêmio trocou o futebol pelos chutes sem direção e nos adversários
” (Placar)

“Poderia ter dito mais: no gol do América, o veterano atacante Ortiz levantou o pé no rosto de Baidek, numa falta visível que o juiz não deu. Resultado: o lance acabou nos pés de Gonzalez, que emendou no canto direito de Mazarópi, sem defesa” (Marcelo Rezende-Placar)

DE LEON: “Poderíamos ter ganho no primeiro tempo, mas não marcamos” ” Eu mesmo perdi um gol frente a frente com o goleiro e Tita também chutou em cima do próprio Falcioni de dentro da pequena área. E não podemos esquecer-nos do pênalti em Renato, calçado na área por Espinosa” (Placar)

VALDIR ESPINOSA: “Perdemos muitos gols no primeiro tempo, e, no segundo, começamos a dar chutões. O América se aproveitou e nos venceu por 1 x 0”

VALDIR ESPINOSA: “Numa Libertadores, só se pode jogar mal uma vez. Esta foi a nossa”

Fontes: Correio do Povo, Folha da Tarde, Grêmio.net, Placar e Zero Hora

América de Cali 1×0 Grêmio

AMERICA: Falcione; Porras, Espinoza, Reyes,  e Chaparro; Caicedo, Gonzales Aquino, Alfaro (Sierra 23 do 2º), De Ávila (Lugo aos 20 do 2º) Ortiz e Teglia
Técnico: Ochoa Uribe

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China (César 41 do 2º), Osvaldo e Tita; Renato, Caio e Tonho (Tarciso 34 do 2º)
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Leandro José, Róbson, Tarciso e Cesar

Triangular semifinal – 2ª rodada – Libertadores 1983

Data: 24 de junho de 1983, sexta-feira, 22h30min
Local: Estádio Pascual Guerrero em Cáli-Colômbia
Juiz: Carlos Montalbán (Peru)

Auxiliares: Edson Peres e Enrique Labo
Cartão Amarelo: Baidek, Renato e Falcioni

Gol: González Aquino, aos 24 minutos do 2º tempo

Brasileirão 2013 – Classificação na 5ª Rodada

June 22, 2013

Estamos apenas na 5ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2013, a parada para a Copa das Confederações interrompeu o campeonato muito cedo, mas será que já é possível fazer uma análise da campanha do Grêmio?

Acho que pra isso é preciso não prestar tanto atenção na posição na tabela e focar mais na questão do aproveitamento. Se considerarmos que o tricolor disputou 3 das 5 partidas em casa, a marca atual de 53,3% do time do Luxemburgo é apenas razoável. É válido lembrar que o menor aproveitamento de um time campeão foi de 59% do Flamengo em 2009.
O curioso é que historicamente o Grêmio não se notabiliza por grande arrancadas no início do campeonato brasileiro. Apenas em 2 ocasiões, desde 2006 (quando o Brasileirão por pontos corridos passou a contar com 20 participantes),  o tricolor superou a marca de 50% de aproveitamento após a 5ª rodada. Abaixo a tabela com a situação do Grêmio após a 5ª rodada nas edições anteriores do campeonato brasileiro:



ANO
POSIÇÃO
PONTUAÇÃO
APROVEITAMENTO
2013
07º
8 pontos
53,3%
2012
05º
9 pontos
60,0%
2011
09º
7 pontos
46,6%
2010
14º
5 pontos
33,3%
2009
08º
7 pontos
46,6%
2008
04º
10 pontos
66,6%
2007
14º
6 pontos
40,0%
2006
18º
4 pontos
26,66%


 

 
 
Fontes: Correio do Povo, Bola na área, Folha de São Paulo

30 anos da Libertadores de 1983 – Grêmio 2×1 Estudiantes

June 21, 2013

Já vimos aqui como o Grêmio passou pela primeira fase da Libertadores. No triangular semifinal o tricolor teria o Estudiantes de La Plata e o America de Cali como adversários. Apenas um time avançaria. Antes de regressar ao campo o clube tinha que enfrentar algumas disputas de bastidores. A direção gremista tinha dois pleitos na reunião da Conmebol: Disputar o primeiro e o  último jogos dessa etapa no Olímpico e abrir novas inscrições de atletas na competição.
O Grêmio teve parcial sucesso nas suas reivindicações. Conseguiu inscrever Mazaropi (que havia estreado com a camisa tricolor no dia 16 de junho, contra o Inter-SM pelo Gauchão) mas não conseguiu montar a tabela a seu gosto. O primeiro jogo previsto era Grêmio Vs. Estudiantes, dia 21 de junho, no Olímpico.
A Libertadores era prioridade total na Azenha. Espinosa escalou um time reserva no confronto com o Esportivo no sábado anterior. No domingo, Renato Portaluppi dormiu demais e perdeu o treino dos titulares, o que gerou polêmica. Polêmico também foi o pronunciamento do técnico do Estudiantes, Eduardo Manera, ao dizer que seu time não era violento, ao contrário da famigerada formação de Bilardo, Veron e cia.
E jogo foi duro, “guerreado”, mas se resolveu com dois golaços. O primeiro de Osvaldo, num chutaço logo aos cinco minutos de jogo. O Estudiantes empatou ainda no primeiro tempo e segurava bravamente o empate. Espinosa resolveu colocar Tarciso no lugar de Renato (e posteriomente confessou que temeu a reação da torcida). A mudança deu certo. Aos 40 do segundo tempo Caio fez uma jogada espetacular pela ponta esquerda e cruzou para o Flecha Negra marcar o gol da vitória tricolor.
Um dado para os supersticiosos é que nesse jogo o Grêmio vestiu pela primeira vez na competição o calção branco, o que viria a repetir na final contra o Peñarol e no mundial em Tóquio.

Vitória fundamental na abertura das semifinais
Com 11 pontos conquistados na fase classificatória, o Grêmio chegou à etapa de semifinal com o melhor retrospecto dentre os três participantes do Grupo A.
Invicto até então, o Tricolor fez seis jogos com cinco vitórias e um empate.
Como adversários, o campeão argentino do Estudiantes de La Plata e os colombianos do América de Cali.
Os argentinos sofreram duas derrotas na primeira fase e ainda assim conseguiram a classificação no último jogo contra o Ferro Carril.
A campanha do América já foi melhor: terminou o Grupo 3 invicto, com quatro vitórias e dois empates.
O calendário apresentou o Grêmio fazendo sua estréia na semifinal contra o Estudiantes, em Porto Alegre.

Após o afastamento de Remi do time titular, a direção gremista tratou de buscar uma alternativa para o gol. Fábio Koff anunciou a contratação do experiente Mazarópi, campeão carioca de 1982 pelo Vasco da Gama.
Restava ao Clube utilizar sua influência política para conseguir a inscrição do atleta junto à Sul-Americana. Naquela época, a inscrição de um novo jogador só era permitida em caso de lesão de um jogador previamente listado.
Aproveitando-se da reunião da entidade na cidade de Lima, no Peru, quando foram decididos os grupos e os jogos da fase semifinal, o presidente Fábio Koff acabou fazendo prevalecer seu pedido e Mazarópi foi inscrito com a camisa número 24 no lugar de Odair, lesionado.
No dia 16 de junho de 1983, Mazarópi entrava em campo no Estádio Olímpico para fazer sua estréia com a camisa do Grêmio.
Era a abertura do Gauchão 83 contra o Inter de Santa Maria: vitória gremista por 2 a 0.
Cinco dias depois, numa noite fria de terça-feira, o Tricolor voltava ao Olímpico para abrir a fase semifinal da Copa Libertadores contra o Estudiantes.

Pouco mais de 24 mil torcedores estiveram presentes no Monumental para empurrar o time à vitória sobre os campeões argentinos.
Apesar da superioridade gremista durante toda a partida, a vitória foi conquistada de forma dramática, no finalzinho.
Osvaldo abriu o marcador logo aos cinco minutos de partida: ele recebeu de Caio e arriscou da intermediária. A bola encobriu o goleiro Bartero e entrou no ângulo direito.
O início fulminante terminou por aí.
O Estudiantes abandonou seu esquema defensivo e partiu pra cima do Grêmio.
Aos sete minutos, Mazarópi fez grande defesa em cobrança de falta e, quatro minutos depois, Gurrieri marcou o gol de empate. 1 a 1.
Passado o susto, o time de Espinosa voltou a dominar as ações. O poder ofensivo da equipe na primeira etapa transformou o goleiro Bartero no principal nome da partida.
O ritmo diminuiu no segundo tempo, mas ainda assim o Grêmio seguiu dominando.
Aos 12 minutos, Espinosa surpreendeu tirando Renato e colocando Tarciso. A substituição dividiu a torcida. Ainda que não estivesse bem, Renato era a principal opção ofensiva da equipe.
Apesar da polêmica, Tarciso foi figura decisiva na vitória gremista.
Foi dele o segundo gol já no final do jogo.
Caio driblou dois marcadores e cruzou forte. Tarciso entrou feito um foguete e mandou a bola para o fundo das redes. Grêmio 2 a 1!
Festa e alívio da torcida gremista.
Uma vitória na abertura da semifinal era fundamental.
Agora o próximo adversário seria o América, em Cáli. (Grêmio.net)

Sangue Frio e autocontrole que o Grêmio mostrou no jogo contra o Estudiantes, em Porto Alegre, quando dominou o jogo, impôs se toque de bola e liquidou a forte equipe argentina, com gols de Osvaldo e Tarciso, este completando excelente jogada do centroavante Caio pela esquerda, para alegria dos 25544 torcedores que pagaram para ver o tricolor” (Marcelo Rezende – Revista Placar 1º de julho de 1983)

“A vitória do Grêmio surgiu muito mais do heroísmo e da vontade de seus jogadores do que uma clara superioridade sobre o adversário. No início, o Grêmio parecia um time extremamente nervoso, errando passes, se livrando da bola de qualquer maneira e inclusive marcando mal. Só que logo aos cinco minutos estavam em vantagem no marcador com um gol de Osvaldo.” (Zero Hora – 21 de junho de 1983)


“China – O único que respondeu bem à violência do adversário: batendo também e sem discutir. NOTA 6”

“Tarciso – Pode não ter sido o melhor jogador do Grêmio até porque atuou menos tempo – apenas 33 minutos. Mas sua velocidade foi fundamental para confundir a defesa bem organizada do adversário. E, para completar, marcou o gol que garantiu a vitória do Grêmio. NOTA 7” (Zero Hora – 21 de junho de 1983)

VALDIR ESPINOSA: “O jogo foi muito bom. Guerreado, corrido, mas acho que o nosso time foi melhor. Vencemos graças ao esforço do grupo e, mais uma vez, provamos que estamos no caminho certo para novas vitórias. O importante era a vitória e graças a Deus conseguimos. Agora vamos a Cali parra buscar mais dois pontos. E o time só será definido lá.”  (Zero Hora – 21 de junho de 1983)
EDUARDO MANERA sobre o Grêmio: “É um bom time. Além de ter conjunto, possuiu jogadores de técnina pessoal que podem desequilibrar uma partida. Com esta vitória a situação do Grêmio ficou excelente“. (Zero Hora – 21 de junho de 1983)

TARCISO: “Venho falando que o Grêmio é um grupo unido. Não quero levar todas as honras pela vitória, pelo amor de Deus! A torcida aplaudiu o Renato quando ele saiu de campo; é isto que deve ser feito. Nunca me sentiu humilhado por estar na reserva do Renato, ao contrário, tenho orgulho disto, pelo valor do seu futebol. Vejam só, estas vitórias aparecem quando se acredita no trabalho; seja jogando ou permanecendo no banco. Este jogo serviu de exemplo para todos que consideram o Grêmio desunido”  (Zero Hora – 21 de junho de 1983)

RENATO PORTALUPPI: “A substituição é um problema do técnico. Se ele achou que eu deveria sair e me retirou é problema dele. Eu acho que os jogadores que estão no Grêmio, hoje, todos têm condições de serem titulares. Não tenho culpa se não consegui jogar cem por cento. Quanto ao Tarciso, eu o considero um grande jogador. Se ele entrou e fez o gol, tudo bem. Nós faturamos o bicho da partida e ele provou que também pode jogar no time titular” (Zero Hora – 21 de junho de 1983)

“Nada mais justo. O Grêmio foi sempre superior ao campeão argentino e mereceu chegar ao final com a vitória de 2 a 1, iniciando sua participação na fase semifinal da Libertadores como líder do grupo. Mas foi um jogo difícil, sofrido. O Estudiantes resistiu bem e até ameaçou. 

Mas o Grêmio foi sempre melhor, apesar de força do adversário. Largou na frente, com um gol sensacional de Osvaldo aos quatro minutos e meio. Ele recebeu passe de Caio e arriscou da entrada da área. O chute foi forte e surpreendeu, alto, e surpreendeu ao excelente goleiro Bartero. A torcida vibrou e passou a incentivar seu time ainda mais” (Folha da Tarde – 22 de junho de 2013)

 CAIO: “Tarciso é muito experiente, sabe onde vai cair a bola. Acalma a gente em campo.”

OSVALDO sobre o primeiro gol: “O Caio preparou bem a jogada. Mas o mais importante foi termos começado bem esta fase e agora vamos pensar no América”

“Manera, treinador do Estudiantes, admitiu que o Grêmio foi melhor, mas que o empate seria  o mais justo. Ele criticou muito a arbitragem chilena: Os jogadores do Grêmio deram pontapés á frente do árbitro, que nada fez” (Folha da Tarde – 22 de junho de 2013)

” O Grêmio não chegou a fazer uma partida brilhante, porque não conta com recursos para tanto e também porque Tita, sentindo uma lesão, não esteve bem, e Renato, abusando do individualismo, pouco fez de prático e acabou sendo substituído. Mas foi uma equipe que demonstrou aplicação e jogo com objetividade. Caio, pela sua movimentação e pela participação nos dois gols, foi o destaque do jogo, sobrando para Tarciso, que saiu do banco de reservas, o privilégio do lance definitivo, o do gol da vitória e determinar um novo destino para a ponta-direita tricolor.” (Antônio Goulart – Folha da Tarde – 22 de junho de 2013)
“Em confronto de bom nível técnico, o time gaúcho acabou prevalecendo com justiça, impondo sua maior determinação em campo, embora o gol da vitória só acontecesse nos cinco minutos finais. E em lance de grande porte, já que Caio iludiu três adversários e serviu na conta Tarciso, que acabou como o herói do jogo.” (Correio do Povo – 22 de junho de 1983)


“TARCISO AGRADECEU

Uma grande partida. O Grêmio mereceu os 2 a 1. O Estudiantes é um time observador da cartilha segundo a qual o melhor ataque é uma boa defesa. É um time defensivo, sem ser retranqueiro. Usa do toque de bola para contra-ataques muito insinuantes. Ponce, tabela e Trebiani, suas grandes figuras de ontem à noite.

Mas o Grêmio foi melhor. Buscou o ataque permanentemente. Acabou ganhando aos 40 minutos num gol providencial de Tarciso, exigido pela torcida aos 12 do segundo tempo, porque Renato não correspondia. Acho que Tarciso não perderá o lugar por algum tempo. Com ele o time é mais coletivo e menos individualista. Caio foi o nome do jogo: armou dois gols, o de Osvaldo e o do Tarciso e foi o atacante mais batalhador. O Grêmio arrancou bem para a classificação” (Lasier Martins – Correio do Povo – 22 de junho de 1983)

 “ARGENTINOS DESTACAM CAIO
Somando e diminuindo, a imprensa argentina considerou justa a vitória do Grêmio sobre o Estudiantes. No sumo das apreciações dos enviados especiais de “Clarin” e “La Nacion” transborda a opinião de que “venceu a equipe mais arrojada, ofensiva, diante de uma que procurou mais o resguardo”.
Outra constatação visível na apreciação das individualidades, é a de que Caio mereceu as principais honras. Na apreciação de Hector Hugo Cardozo, do “Clarin”, cita que, em determinado tempo de partida mais precisamente no seu final “as ações se desenvolviam sem muito brilho, com o empate parecendo definitivo e que somente Caio, com seu futebol envolvente, decidido, conseguiu desequilibrar”

Carlos Ferraro, em artigo para “La Nacion”, foi mais longe a respeito da atuação do centroavante gremista. “Caio, um brilhante ariete. Chegou várias vezes até Bertero, que foi fundamental para que a equipe brasileira não conseguisse um placar mais avantajado” Mais adiante registra: “Mas para o Grêmio restava os recursos de Caio. Ele arrastou Brown por toda a defesa visitante, abrindo caminho para seus companheiros. E foi uma talentosa manobra do centroavante que originou o gol da vitória brasileira que, ao final, colocou justiça no escore. O Grêmio quis e conseguiu jogar ante um rival que somente veio para se defender” (Correio do Povo – 23 de junho de 1983)

  
Fontes: Correio do Povo, Folha da Tarde, Grêmio.net, Placar e Zero Hora

Grêmio 2×1 Estudiantes

GREMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato (Tarciso, aos 12/2ºtempo), Caio e Tonho.
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Newmar, Robson, Tarciso e Cesar
ESTUDIANTES: Bertero; Camino, Brown, Aguero, Gungali, Russo, Ponce, Sabela, Trama, Trobiani, Gurrieri.
Técnico: Eduardo Manera


Triangular semifinal – 1ª rodada – Libertadores 1983

Data: 21 de junho de 1983, Terça-feira,  21h15min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS
Público: 24.544 pagantes

Renda: Cr$ 17.106.500,00
Juiz: Juan Silvagno (Chile), 
Auxiliares: Gaston Castro e Sergio Vasquez
Cartões Amarelos: Tonho, Ponce e Brown
Gols: Osvaldo aos 4 e Gurieri aoos 11 do 1ºtempo; Tarciso aos 40 do 2ºtempo
 

Como foi o lançamento dos uniformes em 1983?

June 17, 2013

O Grêmio lançou na semana passada o seu fardamento para atual temporada inspirado nos uniformes usados em 1983. Dessa vez o clube lançou a nova coleção na metade da temporada e decidiu revelar o uniforme em diversos pontos da cidade. E fica a dúvida: Como  foi o lançamento dos uniformes em 1983?
O time iniciou aquele ano com o uniforme da temporada passada (da Olympikus). A camisa tricolor da Adidas foi estreada em 4 de março, no empate em 1×1 com o Flamengo, pela Libertadores no Olímpico. Já o uniforme reserva foi usado pela primeira vez contra o Botafogo, em novo empate por um gol no Olímpico, no dia 16 de março, em jogo válido pelo Brasileirão daquele ano.

Contudo, a coleção completa só foi oficialmente lançada em 29 de março de 1983, num evento no Hotel Plaza São Rafael.

(Zero Hora – 29 de março de 1983)
“GRÊMIO RECEBE O NOVO UNIFORME

Com um coquetel, ontem à noite no Hotel Plaza São Rafael, foi apresentado o novo uniforme do Grêmio, da coleção da Adidas. Estiveram presentes, além de toda a direção do Grêmio, vários jogadores, entre eles De León e Tita, representantes de federações esportivas e imprensa. O presidente Fábio Koff entregou a Renê Rezende, representante da Adidas para a Região Sul, uma bandeira do Grêmio. Primeiro foi mostrada toda a coleção da Adidas incluindo sacolas, abrigos, fardamentos, toalhas e roupas esportivas. Ao final, ao som do hino do Grêmio, foi apresentado o novo fardamento do time.” (Folha da Tarde – 29 de março de 1983)

Osvaldo, César e Tita com a camisa de treino no estádio Olímpico

Espinosa em um treinamento

 Valdir Espinosa na social do Olímpico

De León em uma viagem do Grêmio em 1983

Newmar, Paulo César Magalhães e Tarciso no Olímpico

César em um treino de 1983

Brasileirão – Grêmio 1×1 São Paulo

June 15, 2013

Está difícil entender o que acontece com o futebol gremista. Estamos na metade do ano e o time do Grêmio não encontra um padrão de jogo. Luxemburgo disse recentemente que iria estabelecer um rodízio entre os meio campistas, mas pra esse partida ele optou por colocar mais um atacante na equipe. Não dá pra saber ao certo qual era a intenção, mas o certo é que não funcionou (os próprios jogadores reconhecem isso).
Durante todo o primeiro tempo o Grêmio tinha dificuldade para sair jogando, se percebia um claro buraco entre a defesa e o ataque. Com desvantagem no meio campo, cabia aos zagueiros a criação, e aí só restava a ligação direta. Aos poucos o São Paulo, que jogava de forma compacta, foi adiantando a sua marcação e encurralou o Grêmio no seu campo. As melhores chances foram São Paulinas. Aos 13, Luis Fabiano fez grande jogada e obrigou Dida a fazer uma difícil defesa. Mas aos 41 o arqueiro gremista não pode evitar que a conclusão rápida do avante adversário encontrasse o caminho das redes

O Grêmio voltou ao 4-4-2 no intervalo, e cresceu na partida. Apesar de algum nervosismo o time passou a dominar as ações, se aproximando do gol defendido por Rogério Ceni. Elano era o principal fator de mudança no jogo gremista, e com ele o Grêmio criou várias oportunidades, colocando bola na trave, tendo um pênalti não marcado e chegando ao empate, num escanteio que Kleber completou para dentro do gol. Mas aí a partida se aproximava do fim e Grêmio acabou pagando um preço por ter esperado 45 minutos para entrar no jogo.

Grêmio chega a essa parada na 7ª posição, mas me parece que é muito cedo para prestar atenção na tabela. O time está a três pontos da liderança e a três pontos da zona de rebaixamento. Acho que o mais certo é prestar atenção no aproveitamento, e até aqui o do Grêmio não é muito bom (especialmente se levarmos em conta que o Grêmio fez três partidas em casa). Contudo já tivemos campeões com um aproveitamento inferior nessas 5 rodadas iniciais.

Como era de se imaginar, o novo uniforme ficou muito bonito no campo. Ainda quero ver o fardamento com a combinação usada contra o Hamburgo em Tóquio (calção branco e meia azul). Achei legal que tenha se usado a esplanada (que é subaproveitada) para mostrar a nova coleção, mas eu esperava que tudo já estaria a venda na loja.
A revista nas rampas segue sendo feita por segurança privada (havia um comentário de que o jogo anterior poderia ter sido um mero teste para a partida da seleção). Vi que começaram a instalar guarda-corpos em todas as fileiras do quarto anel. Espero que isso efetivamente aumente a segurança e não prejudique a circulação dos torcedores.
A Arena segue sendo uma novidade interessante para muitos. No dia 12 se viam várias situações onde um torcedor levou a sua namorada pela primeira vez no estádio. Acho legal isso, ajuda a desfazer algumas das lendas que são contadas sobre estádios de futebol.

Foto: Guilherme Testa (Trato) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1×1 São Paulo

GRÊMIO: Dida, Pará, Werley, Bressan e Alex Telles (Ramiro – 25’/2ºT); Adriano (Elano – intervalo), Souza e Zé Roberto; Welliton (Guilherme Biteco – intervalo), Kleber e Barcos 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Douglas, Lúcio, Paulo Miranda e Juan; Wellington, Denilson e Ganso; Aloísio (Maicon – 29’/2ºT), Luis Fabiano e Osvaldo
Técnico: Ney Franco

05ª Rodada (jogo atrasado) – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 12/6/2013, quarta-feira, 22h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre -RS
Público: 18.422 (15.926 pagantes)
Renda: R$ 580.550,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés-RJ e Luiz Antonio Muniz de Oliveira-RJ
Cartões amarelos: Wellington, Douglas, Aloísio, Juan, Luís Fabiano (SPO) Pará, Zé Roberto, Adriano, Guilherme Biteco (GRE)
Gols: Luís Fabiano, aos  41’/1ºT e  Kleber aos  41’/2ºT

Minhas impressões sobre a reunião do conselho de 11 de junho de 2013

June 12, 2013
Deixo aqui algumas das minhas impressões e considerações sobre a reunião do conselho deliberativo realizado ontem. Tentarei fazer um relato mais detalhado e objetivo sobre a sessão em outro post.
A condução dos negócios da Arena é um assunto que tem ocupado muito do noticiário gremista. Eu estava bastante chateado com a forma que a coisa vinha se encaminhando, por isso fui um dos conselheiros que assinou um requerimento exigindo um reunião do conselho para tratar do tema. Como já é sabido, a reunião chegou a ser marcada para o dia 15 abril, mas acabou sendo adiada a pedido da direção do clube. Passou-se certo tempo e por fim foi designada a data de 11 de junho para uma nova reunião, tendo a “Alteração nas relações contratuais” na ordem do dia. 
Muito se ouvia falar da renegociação entre Grêmio e OAS, mas eram raras as manifestações oficiais. Mais raras ainda eram as informações disponíveis para os conselheiros. Diante disso, eu (juntamente com outros colegas conselheiros) requeri acesso aos documentos referentes a nova negociação. Até agora não obtive resposta. Aos poucos alguns detalhes do novo contrato eram divulgados, e esses revelavam sérias mudanças nas bases do negócio. Ainda assim a matéria só foi apresentada as comissões do conselho na noite da segunda-feira, prejudicando a análise das mesmas.
Diante disso eu considerava que seria extremamente complicado tomar qualquer tipo de decisão na noite de ontem, mas achei por bem esperar para ver o que a atual administração tinha para apresentar. Pois bem, o presidente Fábio Koff e conselheiro Irany Santana Jr. introduziram a apresentação do trabalho realizado pela consultoria Quantitas, feita por Wagner Salaverry. A apresentação foi longa e visava demonstrar a necessidade de se renegociar o contrato firmado entre Grêmio e a OAS. Depois da apresentação eu consegui entender um pouco melhor quais eram as mudanças pretendidas pela atual diretoria do Grêmio, mas eu ainda estava longe de poder firmar convicção sobre o tema. Não duvido que o trabalho tenha sido fruto de um longo estudo, mas discordo de algumas premissas que vi ali e da forma que alguns números foram contabilizados/dimensionados/considerados. Não poderia, somente com base naquela apresentação, concordar (ou mesmo discordar) com as mudanças pretendidas.
Os debates que aconteceram durante a noite mostraram que eu não era o único a ter dúvidas em relação ao que foi apresentando. Decidiu-se portanto em adiar a reunião para a próxima segunda-feira, ficando o contrato a disposição dos conselheiros e das comissões do órgão deliberativo. Me parece que fica melhor assim, tal situação é mais condizente com a forma que vem sendo conduzido o projeto Arena e mais condizente com os princípios de transparência e governança que, creio eu, devem orientar o clube.
A reunião foi um tanto tensa. Por vezes as discussões se acaloraram e o tom foi elevado. Creio que tal situação é natural, tendo em vista o longo período de espera para discutir o tema. Acho melhor que os assuntos sejam discutidos no conselho, ainda que lá ocorram alguns excessos. Me parece que uma conversa franca, de peito aberto e olho no olho é mais salutar do que uma discussão feita por aspones, declarações anônimas e notícias plantadas. Acho que o encaminhamento dado, depois de ouvidas a grande maioria dos representantes políticos gremistas, foi acertado.
Por fim, deixo um exemplo de como as coisas as vezes fogem do controle quando o debate é disperso: Ontem, correligionários do presidente Koff se manifestavam em redes sociais ridicularizando e/ou considerando uma heresia um eventual pedido de mais prazo para apreciação da matéria. Na reunião, após feitas as apresentações a manifestações, conselheiros da situação (entre eles Renato Moreira, vice-presidente do clube) também se associaram aos pedidos de prorrogação da decisão, no que concordou o presidente.

Brasileirão – Atlético-MG 2×0 Grêmio

June 10, 2013

Na partida anterior, Luxemburgo tinha encontrado em Guilherme Biteco uma alternativa para dar mais movimentação e vitalidade para o meio campo. Mas para o jogo de Sete Lagoas o treinador decidiu deixar o guri no banco, optando por Zé Roberto e Elano. Talvez a escolha se explique pela experiência, para evitar de entrar na correria feita pelo Atlético. Mas, infelizmente, o Grêmio voltou a ser um time apático, que cede muito facilmente o controle da partida para o adversário.
No primeiro tempo o jogo foi movimentado. O Atlético tinha um leve domínio, ainda que não repetisse as atuações mais brilhantes/elétricas que já teve em 2013. O Grêmio tinha alguns vacilos (como no lance em que permitiu que Ronaldinho desse uma assistência de peito dentro da área, logo aos 2 minutos) mas mesmo assim conseguia ter saída pro jogo e alguma presença ofensiva (Souza carimbou a trave aos 30 minutos).
No segundo tempo o Grêmio, mais uma vez, se encolheu. E aqui não me refiro a um posicionamento mais ou menos recuado, me refiro a passividade do time que valorizava pouco a posse de bola, que não tinha ímpeto ofensivo, que perdia as disputas, os rebotes, e etc… Aos 12 minutos Alecsandro foi lançado em posição duvidosa e o juiz marcou pênalti na saída de Dida (O atacante cavou a falta? Houve toque? Foi suficiente para derrubar o jogador?). Ronaldinho cobrou e colocou o Galo em vantagem. Só aí é que o Grêmio voltou a atacar, mas as jogadas conscientes de ataque só foram ocorrer após a entrada de Guilherme Biteco. Na melhor delas Alex Telles dominou no peito e concluiu rente a trave defendida por Victor. Nos acréscimos, o Grêmio pressionava e Pará ergueu uma bola na área, Victor saiu do gol cortando o cruzamento e novamente o tricolor perdeu o rebote. Neto Berola arrancou em velocidade pela ponta direita e  acidentalmente (ao que tudo indica) serviu Ronaldinho, que marcou o 2×0.
Mais uma vez fica a sensação que o Grêmio perdeu uma oportunidade de somar preciosos pontos. Nem todos os times terão o privilégio de enfrentar um Atlético desfalcado de 3 de seus melhores jogadores e atuando longe de Belo Horizonte.

Não consigo concordar com o diagnóstico feito por Luxemburgo após o jogo. Não me parece que a partida tenha se decidido pelas virtudes do Atlético. Cito um exemplo: Alguém aqui acha que a dupla Pierre e Leandro Donizete tem mais qualidade que Souza e Adriano? Creio que o Zé Roberto foi muito mais feliz ao dizer que “Faltou aquele ‘algo mais'” e que o Grêmio não tentou jogar.
Muito se falou em “atitude” ao discutir a atuação do Grêmio em Minas. Acho que essa é uma palavra que define bem o jogo, ainda que tenha sido banalizada ultimamente. Fica a pergunta: A atitude do time é de inteira responsabilidade do treinador? Gosto de lembrar que o futebol é um esporte coletivo, e por isso creio que as responsabilidades devem também ser coletivas.

Segundo o Footstats, o Atlético cometeu 23 faltas, contra apenas 8 do Grêmio.  Acho que é esse um dado que demonstra bem a diferença de postura das duas equipes. 
Pierre fez inúmeras faltas, a imensa maioria delas parar interromper um possível contra-ataque. Posso estar enganado, mas não vi nenhum jogador do Grêmio reclamando disso para a arbitragem.
 
Guilherme Biteco criou bastante no pouco tempo que esteve no campo. Não é possível que falte espaço para ele no time. 

Nesse Brasileirão, Pará já tomou 2 cartões bobos em 4 jogos. Não é uma média legal. Especialmente para quem tem como principal característica a regularidade, a capacidade cumprir o seu papel sem maiores oscilações.
Bem estranha a transmissão do PFC. Em nenhum momento foi esclarecido se a falta que Kleber sofreu de Gilberto Silva, no final do primeiro tempo, foi dentro ou fora da área. Da mesma forma, não foi mostrado a “câmera do impedimento” na jogada em que Alecsandro sofreu pênalti, muito embora o comentarista tenha requisitado tal imagem.
Eu continuo não entendendo a política do Grêmio em relação aos seus fardamentos. O adversário usou seu uniforme alvinegro, logo a situação era ideal para o uso da camisa azul celeste. Mas o time gremista entrou em campo com a camisa branca lançada no início de 2012, sendo que desde então o clube já lançou outros dois kits predominantemente brancos.

Fotos: Gil Leonardi (Lance), Bruno Cantini (Atlético-MG) e Alexandre Guzanshe (Superesportes)

Atlético-MG 2×0 Grêmio

ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Gilberto Silva, Leonardo Silva e Richarlyson; Pierre e Leandro Donizete; Ronaldinho, Luan (Junior César, 43’/2ºT), Diego Tardelli (Neto Berola, 19’/2ºT) e Alecsandro (Josué, 35’/2ºT).
Técnico: Cuca
GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Adriano (Biteco, 26’/2ºT) , Souza, Elano e Zé Roberto; Kleber (Lucas Coelho, 34’/2ºT) e Barcos (Welliton, 34’/2ºT).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
2ª rodada (jogo atrasado) – Campeonato Brasileiro 2013
Data:  09/06/2013, Domingo, 18h30min
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas -MG
Público pagante: 5.753
Renda:
R$ 205.290,00
Árbitro: Andre Luiz de Freitas Castro (GO)

Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Cristhian Passos Sorence (GO)
Cartões amarelos: Diego Tardelli, Leonardo Silva e Ronaldinho (CAM); Pará, Dida e Bressan (GRE)
Gols: Ronaldinho, aos 14’/2ºT (pênalti) e aos 46’/2ºT

Camisas 2013 – Tricolor e Branca

June 9, 2013
 

Eu gostei bastante da nova camisa tricolor. Aliás, seria muito difícil não gostar de um modelo que busca repetir um uniforme clássico do Grêmio. Pelas imagens parece ter sido muito bem feito. A proporção e tamanho das listras, o tom de azul, a colocação dos patrocínios, o tamanho do distintivo, tudo acertado. O corte mais tradicional parece ter sido uma escolha correta para esse desenho (e o corte era um grande problema da camisa de 2011).

 As poucas novidades funcionaram muito bem com esse modelo. A listra preta  nos ombros/manga (muito usada nas camisas da Kappa/e na da Libertadores de 2009) ficou bem adequada. Eu acho interessante essa fonte mais “Reta/quadrada”. Na camisa 10 ficou legal, mas o número 8 ficou um tanto estranho.
A camisa realmente ficou muito bonita. Talvez tenha se perdido um pouco do apelo de um uniforme retrô uma vez que desde 2008 tem se lançado camisas comemorativas que remetem aos fardamentos da década de 1980 e a própria camisa titular de 2011 buscava esse mesmo conceito de um uniforme tradicional. Mas isso não diminuiu a beleza do uniforme.
Achei legal essa medida de fazer um lançamento por diversos pontos da cidade. A ideia de poder espiar a camisa antes é boa também. Uma pena que tenha sido mal executada. Nos buracos disponíveis era exibido um vídeo da camisa de dois anos atrás.
 

Justamente por ser a camisa titular tão clássica é que eu esperava um pouco mais de inovação na camisa branca. As listras em dois tons de branco é um elemento que me agrada, mas os detalhes na gola e punho parecem ser mera repetição das camisas comemorativas de 81 e 83. A ausência de listras nos ombros/mangas fazem com que a camisa remeta muito mais ao uniforme branco de 1981. Também esperava alguma variação nas cores dos patrocínios e da numeração. A parte de trás da camisa é praticamente igual as camisas reservas de 2011 e 2012.
Vi pouco das meias e calções, mas pareceram ser monocromáticos, sem nenhum detalhe significante. Espero que o clube não abandone a meia listrada. E, se o conceito era de lembrar 1983, o certo era ter uma meia azul também.
Eu sigo sem entender porque o Grêmio não lança seus uniformes no começo da temporada ou dos respectivos campeonatos em que os fardamento serão utilizados. Esse é um tema onde o clube poderia adotar uma política mais clara. Em pouco mais de um ano o Grêmio lançou três camisas brancas. Isso é correto como o consumidor? É justo?  Acho importante lembrar do exemplo dos clubes ingleses, que tem essa questão de data de lançamento, duração e quantidade de uniformes bem regulamentada. Por exemplo: O Arsenal garante a mesma camisa titular por duas temporadas.  Já o  Chelsea e Liverpool por uma temporada.

Brasileirão – Grêmio 1×0 Vitória

June 6, 2013

O empate frustrante na rodada anterior fez com que Luxemburgo fizesse alterações na equipe. Os jogadores previam que a entrada de Guilherme Biteco traria velocidade ao time. E de fato isso aconteceu. Mas com a bola rolando se viu que essa não foi a única mudança no time do Grêmio. Durante todo o primeiro tempo o tricolor tratou de pressionar o Vitória, mostrando maior movimentação e intensidade do que nos jogos anteriores. O time trocava passes com maior velocidade e objetividade, utilizando as laterais do campo para se aproximar do gol (bem) defendido por Wilson. Claro que o Vitória também ameaçou em alguns contra-ataques, mas as melhores chances eram gremistas, como em lance que a bola sobrou para Barcos dentro da área, em uma jogada que Werley pediu pênalti e num chute de Zé Roberto que parou no travessão.
Contudo gol gremista só foi sair no segundo tempo. O Grêmio seguia rondando a área do adversário. Mas faltava “PUNCH” ao ataque tricolor. Luxa tornou o time mais ofensivo com a entrada de Wellington. Mas o placar só foi movimentado aos 24 minutos. Depois de uma série de boas aparições de Pará pela ponta direita, Elano foi acionado e o juiz marcou falta na frente da área (falta essa que, na melhor das hipóteses, foi bem cavada). E foi justamente Elano (jogador que “perdeu” a posição na semana) que colocou a bola na gaveta e decidiu o jogo para o Grêmio.

O final de jogo foi bastante corrido e tenso, e alguns dos jogadores se atiraram no gramado após o apito final. Espero que este cansaço seja algo mais pontual, em razão das circunstâncias da partida.
Imagino que passaremos a ter uma série de debates sobre o revezamento dos meias. Acho que Elano foi muito feliz ao responder os questionamentos feitos pela imprensa sobre este tema no pós-jogo, enfatizando a necessidade de se contar com todo o grupo, e não só com 11 titulares.

Um novidade na Arena ontem foi  a revista nas rampas de acesso sendo feita por uma equipe de segurança privada. Acho salutar a medida, mesmo que seja cedo para medir os efeitos dessa mudança. Apenas como um dado curioso, digo que nunca havia sido “apertado” com tanta força numa revista antes.

Não entendi porque voltaram a usar uma câmera num posicionamento alto na transmissão do jogo.

Sou só eu que sinto falta de informações de outros jogos da rodada no telão?

Eu, sinceramente, esperava ver mais gente na Arena ontem (haja visto que fazia mais de um mês que não aconteciam jogos por lá). Mas ainda assim é preciso registrar que o clima no estádio é outro com o setor da geral liberado. Uma pena que não se tenha conseguido a liberação para os jogos da Libertadores. Luxemburgo oportunamente lembrou disso, mas endereçou sua crítica aos “engravatados”. Talvez fosse mais correto reclamar do pessoal “de farda”. Mas essa é uma discussão que vai muito além do figurino que utilizam os responsáveis por tal situação.

Fotos: Tiago Baldasso (tiagobaldasso.wordpress.com) e Lucas Uebel (Grêmio.net)


Grêmio 1×0 Vitória

GRÊMIO: Dida; Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Adriano (Welliton – 22’/2°T), Souza, Zé Roberto e Guilherme Biteco (Elano – 12’/2°T); Kleber (Ramiro – 26’/2°T) e Barcos.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

VITÓRIA: Wilson; Nino Paraíba, Victor Ramos, Gabriel Paulista e Danilo Tarracha; Michel, Neto Coruja, Cáceres (Marquinhos – 26’/2°T) e Escudero; Vander (Willie – 34’/2°T) e Dinei (Giancarlo – intervalo). Técnico: Caio Júnior

04ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data 5/6/2013, quarta-feira,  21h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 17.666 (15.655 pagantes)
Renda: R$ 434.699,00
Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)
Assistentes: Vanderson Antonio Zanotti (ES) e Leonardo Mendonça (ES)
Cartões amarelos: Kleber, Adriano, Welliton (GRE) Gabriel Paulista, Victor Ramos (VIT)
Gol: Elano aos  24 minutos do segundo tempo

 

30 anos da Libertadores de 1983 – Flamengo 1×3 Grêmio

June 5, 2013

 

Já vimos que o Grêmio conseguiu a classificação antecipada na 1ª fase da Libertadores no jogo contra o Bolívar no Olímpico. O confronto contra o Flamengo, no dia 5 de junho de 1983, virou um mero compromisso burocrático para o tricolor. É difícil dizer que foi uma amistoso de luxo, uma vez que  o oponente mostrou pouquíssimo interesse pela partida. Uma semana antes o Flamengo tinha vencido o Santos e conquistado o seu terceiro troféu de campeão brasileiro. E a semana posterior ao título foi e sentimento divididos para a torcida rubro-negra, que comemorava a conquista enquanto acompanhava o desenrolar da venda de Zico para a Udinese.
O time gremista não deu muita bola para a situação do adversário e aproveitou um Maracanã quase vazio para conquistar sua quinta vitória (em seis jogos) naquela Libertadores. Em menos de meia hora de bola rolando o Grêmio resolveu a partida. Tita, Caio e Osvaldo marcaram para o Grêmio e o Flamengo só foi conseguir marcar o seu gol de honra aos 25 minutos do segundo tempo. Tita, mais uma vez, foi o grande destaque do jogo. Tanto pelo desempenho dentro de campo, como também pelas notícias que especulavam sobre o seu retorno para Gávea para vestir a camisa 10 deixada por Zico.
O técnico do America de Cali seguia observando o tricolor e esteve no Maracanã para fazer  observações. Obviamente que o Grêmio também já pensava na fase seguinte. A direção projetava que a classificação obtida injetaria cerca de Cr$ 655 milhões nos cofres do clube. Pela venda dos direitos de televisionamento dos  dois jogos que faria em casa no triangular semifinal o Grêmio recebeu Cr$ 65 milhões (cerca de 130 mil dólares na época). Depois do jogo, Fábio Koff e Valdir Espinosa embarcaram rumo a Argentina, onde observariam  Ferro Carril Vs. Estudiantes, jogo que poderia definir o segundo adversário gremista nos jogos da segunda fase. Koff considerava o Estudiantes o adversário mais duro entre os times do grupo 1. 

*Domingo, 05 de junho de 1983

Fechando com chave de ouro 
Foi com uma grande vitória sobre o Flamengo, no Maracanã, que o Grêmio terminou sua participação na primeira fase da Copa Libertadores de 1983.
Já classificado por antecipação para a fase semifinal, o Tricolor chegou ao Rio de Janeiro apenas para cumprir tabela. Um jogo domingo à tarde, algo incomum em matéria de Libertadores. O adversário, completamente desmotivado, ainda não contava com as presenças de Zico, Júnior, Leandro e Mozer. E a torcida, sempre fator importante de desequilíbrio no maior estádio do mundo, não compareceu. Pouco mais de 6 mil pagantes, boa parte formada por gremistas. O interesse da imprensa era apenas voltado para o meia Tita, já que o Flamengo acertava a venda de Zico para o Udinese e o retorno de Tita à Gávea era dado como certo após o término do contrato com o Grêmio, dia 21 de dezembro. O técnico Valdir Espinosa decidiu manter Paulo Roberto e Baidek no setor defensivo. No gol, Beto seguiu como titular enquanto, fora de campo, o presidente Fábio Koff estruturava a inscrição do goleiro Mazaropi para a fase final da competição: concessão feita pela Conmebol apenas em caso de lesão. Remi estava mesmo descartado. Não demorou muito para o Grêmio abrir o marcador e fazer prevalecer sua superioridade: aos oito minutos, Tita recebeu na entrada da área e mandou por cobertura fazendo um golaço! O Grêmio tratou a partida com seriedade e, antes dos 30 minutos, o placar do Maracanã já apontava a vitória gremista por 3 a 0: Caio marcou o segundo aos 15 e Osvaldo ampliou aos 26. Uma verdadeira aula de futebol nos primeiros 45 minutos. O Flamengo retornou para a etapa final com duas modificações e com o objetivo de evitar uma goleada histórica. Já o Grêmio, por sua vez, diminuiu o ritmo e tratou de administrar a ampla vantagem. Tarciso entrou no lugar de Renato e criou duas boas chances pela direita. O Grêmio só não aumentou porque Cesar perdeu dois gols feitos. O Flamengo ainda descontou com Elder e a partida terminou no 3 a 1. Festa da torcida gremista no Maracanã e vaia dos poucos flamenguistas. Agora todas as atenções estavam voltadas para a cidade de Lima, no Peru, onde a Confederação Sul-Americana iria sortear os dois grupos semifinais que dariam seqüência à competição. (Gremio.net)

  

 “SANTOS VEIO BUSCAR RENATO. E NÃO LEVOU
Fábio Koff não quer nem ouvir falar no interesse do Santos e Flamengo pelo ponteio Renato. “É inegociável” diz o presidente, que na última sexta-feira recebeu um telefonema da Rádio Cultura, de Santos, consultando-o sobre o preço do jogador:
– Podem mandar emissário a Porto Alegre, tragam uma mala cheia de dinheiro que não vão levar. Ninguém tira o Renato do Grêmio. É um assunto que nasceu morto e não deve avançar. A menos que o tal representante santista tenha quatro milhões de dólares para oferecer – brincou o dirigente.
O vice-presidente de Futebol, Alberto Falia, foi outro que negou qualquer possível negociação em torno de Renato. Mas o ponteiro recebeu muito bem a notícia de interesse do Santos. E sabia mais ainda:
– O Santos? É uma grande equipe, fico honrado pela preferência. Soube também que o Flamengo deixou uma pessoa no Maracanã só para me ver jogar; tudo isto me faz feliz, porque é o time dos meus sonhos” (Zero Hora 06 de junho de 1983)

“O gol, logo no início do jogo aumentou o desespero dos flamenguistas que já anteviam uma goleada histórica, que acabou não acontecendo. Porém Tita se firmou como a esperança. Mesmo assim, ao comentar a partida, o principal jogador do Grêmio manteve a discreção:
– Eu me lembro que quando o Flamengo jogava desfalcado sempre mantinha o ritmo. Agora, porém, as circunstâncias da partida foram bem diferentes. Isto é, num jogo amistoso, apenas para cumprir tabela. Não havia muita motivação dos jogadores do Flamengo. Então, não dá para a gente fazer qualquer análise.
Sobre a vitória e também sobre o detalhe de que se o Grêmio continuasse forçando, poderia ter goleado o Flamengo, Tita ponderou que “para o Grêmio o jogo tinha outro aspecto. Nós queríamos nos manter invictos e conseguimos. Nós tivemos melhor campanha desta fase da Libertadores, empatamos apenas uma partida e vencemos todas as outras. Então, você pode ver que cada encarou esta partida de maneira diferente”. (Folha da Tarde – 06 de junho de 1983) 

 “O time teve um aproveitamento de quase 100 por cento no primeiro tempo. Teve um toque de bola muito bom, errou poucos passes e foi um time tranquilo – analisou o treinador Valdir Espinosa, explicando o que havia considerado de mais significativo na bela vitória de 3 a 1 sobre o Flamengo.” (Folha da Tarde – 06 de junho de 1983)
 

Fontes: Grêmio.net, Revista Placar, Zero Hora e Folha da Tarde

Flamengo 1 x 3 Grêmio

FLAMENGO: Raul, Cocada, Figueiredo, Marinho, Ademar,Vitor(Andrade), Elder, Adilio, Robertinho, Baltazar(Felipe) e Júlio Cesar. 
Técnico: Carlos Alberto Torres

GREMIO: Beto; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato (Tarciso), Caio e Tonho (Robson). 

Técnico: Valdir Espinosa
Reseravas: Remi, Newmar, Robson, Tarciso e Cesar.


Taça Libertadores da América 1983- Fase de grupos – 6ª rodada
Data:  5 de junho de 1983, domingo, 17h00min
Local: Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Público: 6.415 pagantes
Renda
:
CR$ 4.141.200,00 

Árbitro: José Assis Aragão,
Auxiliares: Romualdo Arpi Filho e Emidio Marques Mesquita
Cartões Amarelos:Vitor, Renato, China e Osvaldo
Gols: Tita (08 do 1ºT) Caio ( 15 do 1ºT) Osvaldo (26 do 1ºT) Elder (FLA – 25 do 2ºT)