Brasileirão – Grêmio 2×0 Fluminense

Penso que o Grêmio teve uma atuação bem interessante contra o Fluminense ontem. Uma atuação inteligente, de entender os momentos da partida. No primeiro tempo o time de Renato adotou um posicionamento um pouco mais recuado, mas marcava com alguma distância. O Fluminense tinha maior posse de bola, mas rondava a área sem muita criatividade, por vezes ameaçou em cruzamentos em que seus avantes não conseguiram concluir devidamente. Ainda que tivesse dificuldades defensivas, o Grêmio conseguia atacar. Mesmo carecendo de maior velocidade nas jogadas de frente o time esteve perto de abrir o marcador, como na bola que Barcos colocou na trave, ou na conclusão de Elano no final do primeiro tempo.
O Grêmio melhorou no segundo tempo, conseguindo adiantar todo seu posicionamento. Logo aos 5 minutos, Alex Telles fez bela jogada e cruzou da ponta esquerda, o estreante Riveros apareceu dentro da pequena área para completar de cabeça. Depois disso o tricolor gaúcho marcou firme o tricolor carioca. Dida até teve seu gol ameaçado algumas vezes, mas o Grêmio se defendia bem e conseguiu ampliar o placar, com Kleber, que aproveitou bom passe de Barcos aos 39 minutos do segundo tempo. 

Alex Telles foi o melhor nome do Grêmio em campo. Tem como comparar o custo/beneficio dele com o o custo/beneficio do André Santos? É um belo exemplo de que nem sempre a solução é gastar mais.

Eu esperava mais nas comemorações dos 30 anos da Libertadores de 1983. Acho que algumas ideias foram bem interessantes, como por exemplo fazer o time jogar com calção branco. Mas esperava ver mais daqueles painéis no lado de fora do estádio. E, talvez isso possa parecer preconceituoso, mas acredito que aquela “coreografia” apresentada no intervalo não tenha absolutamente nada a ver com as agruras que foram as partidas de 1983.


Ainda que tenha muito a ser feito, os indícios são de que as coisas vão se ajeitando dentro de campo. Mas e fora das 4 linhas? Por que a Arena não recebe um público maior, mesmo com promoções e um domingo de sol?

Algumas falhas na operação são difíceis de aceitar e certamente acabam afastando alguns torcedores. Quem compra o ingresso pela internet, não só precisa imprimir um voucher como também precisa retirar um ingresso mediante apresentação do voucher. Por que não fazer uma só etapa? Não seria possível imprimir um código de barras no próprio voucher, eliminando a necessidade da retirada de um ingresso? 
O pior é que ontem a fila para retirada de ingressos na Arena era a mesma fila da compra de ingressos. E pouco antes do jogo começar a metade das bilheterias do setor oeste estava fechada, o que fez com que muita gente perdesse o início do jogo.

Mas um outro fato que possivelmente tem afastado parte da torcida do novo estádio é o clima de insegurança. Mas quem provoca essa insegurança?
Ontem, um sócio do Grêmio foi retirado da arquibancada pela Brigada Militar porque estaria “usando uma muleta como mastro de bandeira“. Os brigadianos agiram com desmedida violência na operação. Inicialmente o sub-comandante do BOE tentou justificar a atitude numa entrevista belicosa, descolada da realidade, atribuindo culpa a terceiros. Depois, desmentido pelos vídeos feitos no local, o mesmo major, disse, entre outras coisas, que “O Gaúcho (da geral) sempre aparece nos jogos pulando”.

Ora, podemos até não gostar da atitude de um sujeito que deliberadamente tenta aparecer em todos os jogos, mas tal conduta NÃO É CRIME. As ações da Brigada Militar deveriam ser técnicas (dentro de um padrão de legalidade e razoabilidade), e não puramente temperamentais. 
Eu sei que há mais coisa por trás disso. Em qualquer ramo é muito difícil lidar com quem trabalha de má-vontade (ou contra a sua vontade). Faz muito tempo que a Brigada que cobrar pelo policiamento em jogos de futebol.  Mas uma reivindicação razoável não pode ser pleiteada através de atos revanchistas, arbitrários e truculentos. E mesmo com tudo isso em mente, sigo sem entender por que se gasta tanto tempo/dinheiro/energia para proibir faixas e bandeiras num estádio de futebol.
 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net), Guilherme Testa (Guilherme Testa), Tiago Baldasso (tiagobaldasso.wordpress.com) e Nelson Perez (Fluminense F.C.) e Marcelo Matusiak (PlayPress)

Gremio 2×0 Fluminense

GRÊMIO: Dida, Pará, Werley, Bressan e Alex Telles; Adriano (Ramiro, 29’/ 2ºT), Riveros,  Zé Roberto (Gabriel, 43’/2ºT) e  Elano (Maxi Rodriguez, 33’/ 2ºT); Kleber e Barcos
Técnico: Renato Portaluppi
FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Wellington Silva (Diguinho – intervalo), Gum, Digão e Carlinhos; Edinho (Rhayner, 27’/ 2ºT) , Jean, Wágner (Kenedy, 35’/2ºT) e Deco; Rafael Sobis e Samuel 
Técnico: Abel Braga

09ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 28 de julho de 2013, domingo, 16h00min
Local: Arena Grêmio, Porto Alegre (RS)
Público: 31.098 (28.793 pagantes)
Renda:  R$ 1.234.670,00
Árbitro: Raphael Claus (SP) 
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)
Cartões Amarelos: Gum (FLU)
Gols: Riveros, aos 5 minutos e Kleber,  aos 39 minutos do segundo tempo.

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One Response to “Brasileirão – Grêmio 2×0 Fluminense”

  1. Marcio Silveira Borba Says:

    Porque a única torcida que não pode ter bandeiras e faixas é a do Gremio???? O clube não toma uma atitude? A Brigada tem tanto poder assim, em um local particular?

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