Archive for September, 2013

Brasileirão – São Paulo 0x1 Grêmio

September 30, 2013

O Grêmio repetiu ontem no Morumbi mesmo esquema (4-3-3) e a mesma estratégia que adotou no Pacaembu na quarta-feira, quando se resguardou no campo de defesa a tratou de especular em contra-ataques. No começo de jogo o São Paulo até consegui empolgar a sua torcida, pois trocava passes curtos com velocidade, mostrando boa movimentação e aproximação dos seus atletas. Na comparação com a partida anterior o Grêmio estava um pouco mais vulneravel na defesa, mas em compensação tinha mais saída para o ataque. Aos 11 minutos Vargas arrancou pela esquerda, passou em velocidade por Paulo Mirando, mas não conseguiu concluir quando já se encontrava na frente do gol. E aos 42, Kleber chutou forte do bico da área,  mas a bola passou por cima do travessão. Apesar de ter sido ameaçado nessas duas ocasiões, o time da casa foi superior em todo o primeiro tempo, controlando a posse de bola e ficando perto de abrir o marcador. Aos 3 e aos 38 minutos Dida fez duas boas defesas em arremates de Luis Fabiano, e aos 43 Bressan deu um carrinho providencial, impedindo que a bela arrancada de Wellington terminasse com a bola dentro do gol.
No segundo tempo o ritmo diminuiu um pouco. Dida voltou a fazer boas intervenções (a melhor delas numa saída corajosa nos pés de Douglas), mas o São Paulo parecia ter mais posse de bola do que propriamente presença dentro da área. Aos 24 o Grêmio aproveitou uma das suas raras chances, numa jogada que passou por Kléber e Barcos, onde Alex Telles foi literalmente a linha de fundo e de lá deu um belo cruzamento para Vargas cabecear para baixo, sem chances ao arqueiro adversário.

Gostei muito da forma que o Grêmio atuou nessa partida, apesar de considerar que Dida foi o melhor jogador em campo. Gosto muito de ver um time baseando seu jogo num forte trabalho defensivo para depois explorar os possíveis contra-ataques. Creio que é característica histórica das grandes equipes gremistas.

Eu não marcaria o pênalti de Kléber (aos 23 minutos do 2ºt) protestado pelo São Paulo. Acho razoável interpretar que o avante gremista realmente estava se protegendo. Aquele posicionamento do braço não é tão inusual para jogadores que se posicionam na barreira. Mais o lance é bem discutível, só não gostei da argumentação tacanha de Rogério Ceni, ao afirmar que:A bola não mata ninguém, pode tirar de cabeça“. Pode até não matar, mas machuca bastante. Basta lembrar do exemplo do Dr. Tostão.
E ainda que tenha sido pênalti, eu acho bastante curioso como que alguns lances “repercutem” bem mais do que outros. Não vi tamanho espaço para as reclamações do pênalti sobre Zé Roberto no confronto do primeiro turno.

 É impressionante como Bressan cresce de rendimento quando o time joga numa linha de 4 na defesa.

Tem algum lateral esquerdo jogando mais do que o Alex Telles nesse Brasileirão?

Fotos: Tom Dib (Lance), Rubens Cavallari (Folha de São Paulo) Márcio Fernandes (Estadão) e Rodrigo Capote (UOL)

São Paulo São Paulo 0x1 Grêmio Grêmio

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi (Douglas 30’/1ºT), Antônio Carlos e Reinaldo; Rodrigo Caio, Wellington, Jadson (Aloisio 29’/2ºT) e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano.  
Técnico: Muricy Ramalho
GRÊMIO: Dida, Pará, Saimon, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro e Riveros; Vargas (Paulinho 46’/2ºT), Barcos (Wendell 39’/2ºT) e Kleber.  
Técnico: Renato Portaluppi
24ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 29/09/2013, domingo, 16h00min
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo-SP
Público: 41.201 pagantes
Renda: R$ 502.961,00
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Alessandro A. Rocha de Matos (Fifa-BA) e João Patrício de Araújo (GO)
Cartões amarelos: Antônio Carlos, Luis Fabiano e Rogério Ceni (SP); Kleber, Saimon e Bressan (G)
Gol: Vargas aos 24 minutos do 2º tempo

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Eleição para o Conselho Deliberativo 2013

September 30, 2013

Neste sábado, se encerrou a eleição para a renovação da metade das cadeiras do Conselho Deliberativo do Grêmio. Segundo o site do clube, os números finais do pleito foram os seguintes:

 4.670  sócios votaram por correspondência e 3.854 sócios compareceram na Arena no dia 28 para votar, totalizando assim 8.524 votos, distribuídos da seguinte forma:

Chapa 01 – Grêmio do Prata – 804 votos (9,5%)
Chapa 02 – Faixa no Peito – Unido e Vencedor – 2509 votos (29,5%) 
Chapa 03 – Nação Tricolor – 462 votos (5,4%)
Chapa 04 – Juntos pelo Sócio – 1.122 votos (13,2%)
Chapa 05 – Grêmio Maior – 1.354 votos (15,9%)
Chapa 06 – Somos Grêmio – 454 votos (5,3%)
Chapa 07 – #VemproGrêmio – 1.790 votos (21,1%) 

Apenas as chapas 2 e 7 superaram a a cláusula de barreira, que é de 20%. A chapa 2 elegeu 88 conselheiros titulares e 18 suplentes, enquanto a chapa 7 elegeu 62 conselheiros titulares e 12 suplentes.
Como já disse aqui, fiz campanha para a chapa 7. Estive durante todo o sábado na Arena, e o clima que vi lá era muito bom. Talvez o mesmo não se possa dizer em relação a outros debates feitos, especialmente na internet (em focos bem localizados), mas com certeza houve uma significativa melhora em relação a eleições anteriores.
Era imaginado que com o grande número de chapas poucas delas conseguiram superar a cláusula de barreira. O que é uma pena. E não digo isso por casuísmo, mas sim por sempre defendi a inexistência desse tipo de norma. Entendo que até possam existir mecanismos para impedir as chamadas “candidaturas aventureiras”, mas não parece que seja correto e justo descartar votos dos sócios nesse processo. Na prática é isso que acontece. Contudo é preciso reconhecer que já houve uma evolução, o percentual que foi reduzido de 30% para 20% em 2011. A marca anterior não foi ultrapassada por nenhuma das chapas que concorreram nessa ocasião. Acho salutar que sejam feito debates nesse sentido, mas sem casuísmos, populismo e oportunismo.
Outro dado que me chama a atenção é o comparecimento dos sócios na eleição. Num total de mais de 37 mil sócios aptos a votar, cerca de 8.500 exerceram o seu direito, o que dá um comparecimento de 22, 7%. Não é um número de todo o ruim na comparação com o histórico de comparecimento de sócios. Contudo é preciso considerar que, assim como em 2012, havia a facilidade da votação pelo correio. Eu entendo algumas dificuldades, mas não posso deixar de considerar que há algum descaso de grande parcela do quadro social do clube com o processo democrático. E creio que a abstenção consciente, como forma de protesto, não funciona e não colabora com o futuro do Grêmio. Mas vou continuar com essa e outros considerações sobre as eleições em um outro post.

Copa do Brasil – Corinthians 0x0 Grêmio

September 26, 2013

Assim que a bola rolou no Pacaembu deu pra notar a atmosfera diferente de um jogo de Copa, de um confronto de mata-mata. Esses primeiros 90 minutos foram bastante tensos, numa partida disputada e, acima de tudo, truncada. Escalado com 3 atacantes de ofício, na prática o Grêmio atuava num 4-5-1, povoando o meio campo e fechando as passagens do Corinthians. Assim, as poucas situações criadas surgiram de chutes de longa distância e cruzamentos (num deles, Rhodolfo salvou em cima da linha, em outro Guerrero marcou, mas juiz marcou impedimento, que eu achei que existiu). De resto a primeira etapa se resumiu a faltas, simulações e discussões.
O jogo fluiu um pouco mais no segundo tempo, mas seguiu sendo muito duro. O Corinthians conseguiu se aproximar da área gremista, mas pouco incomodou Dida. O Grêmio passou a contar com maior possibilidade de contra-ataque, mas não conseguiu encaixar o penúltimo toque. As oportunidades continuaram a ser ocasionadas em arremates de fora da área, como no falta que Vargas bateu e Cássio fez boa defesa. De tal modo, o placar em branco acabou sendo justo pelo que os dois times fizeram em campo.

Eu considero o 0x0 fora de casa um bom resultado. Com saldo qualificado ele se torna “o pior dos melhores resultados”, mas ainda assim é um resultado positivo.

Na minha opinião Rhodolfo ignorou a bola e  fez pênalti no Sheik no segundo tempo. Mas nada foi mais ridículo do que o cartão que o Souza levou em um lance em que na verdade foi ele que sofreu a falta. 
Eu costumo gostar mais quando o Grêmio usa a camisa tricolor com calção branco e meia azul. Remete ao mundial de 1983 e a Copa do Brasil de 2001.
É curioso como os esquema escolhidos por Renato ajudam a quebrar alguns preconceitos. O seu 3-5-2 com 3 volantes nunca foi uma tática excessivamente defensiva e o ontem o time jogava com 3 atacantes, mas não ficou demasiadamente exposto. Vargas e Kléber voltaram bastante na marcação, o que complicou bastante os avanços do Corinthians. Um prova disso é que Emerson Sheik, que foi a figura mais ligada do adversário, sempre recebia um combate longe do área gremista, e raramente bateu de frente com o lateral direito e teve pouquíssimas situações de mano-a-mano com os zagueiros. O time neutralizou bem o adversário, ainda que tenha perdido bastante na ligação, criatividade e transição rápida na hora de sair pro jogo.

Fotos: Ari Ferreira (Lance) Ricardo Matsukawa (Terra), Danilo Verpa (Folha de São Paulo)

Corinthians Corinthians 0x0 Grêmio Grêmio

CORINTHIANS: Cássio, Edenilson, Gil, Paulo André e Igor; Ralf e Maldonado (Ibson – intervalo); Danilo, Douglas (Romarinho – 31’/2°T) e Emerson Sheik; Guerrero (Alexandre Pato – 15’/2°T).
Técnico: Tite
GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro, Riveros e Vargas (Paulinho – 32’/2°T); Kleber e Barcos (Elano – 36’/2°T).
Técnico: Renato Portaluppi
Quartas de Final – Jogo de Ida – Copa do Brasil 2013
Data: 25/9/2013, quarta-feira, 21h50min
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Público:  29.341 (28.355 pagantes)
Renda: R$ 921.633,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Márcio Eustáquio S. Santiago e Kleber Lúcio Gil
Cartões amarelos: Danilo, Guerrero, Gil, Emerson Sheik, Danilo Fernandes (COR) Barcos, Souza, Paulinho e Elano (GRE)

Excesso de jogos e o desempenho das equipes

September 24, 2013
Na manhã desta terça-feira, 75 jogadores dos grandes clubes brasileiros assinaram um manifesto demonstrando ” preocupação com relação ao calendário de jogos divulgado na última sexta-feira (20/09) pela Confederação Brasileira de Futebol para o ano de 2014.” Não lembro de qualquer movimento semelhante na história do futebol nacional. Destaco um trecho em especial, que parece sintetizar bem a reivindicação dos atletas:

“Devido ao curto período de preparação proposto e ao elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores”.(o grifo é meu)

Considero um tanto triste que a iniciativa de preservar a qualidade do espetáculo (ou do jogo, como queiram) tenha sido dos jogadores, e não dos clubes. De toda a forma, creio que o questionamento é válido: Até que ponto o excesso de jogos afeta o desempenho das equipes?
Segundo Alex, do Coritiba, o elevado número de partidas tem afetado o nível técnico do futebol jogado no Brasil: 
“Cada rodada os times estão sofrendo com isso. Muito se fala de preparação, departamento médico, mas não falamos de calendário. E isso não é bom para ninguém. Quem está perdendo qualidade é o futebol brasileiro. Todos os jogos, no segundo tempo o nível cai muito. Os jogadores têm falado a respeito, comentando.”

No mesmo sentido, um dos destaques do líder do campeonato, Everton Ribeiro afirmou que tem sentido que seus adversários estão mais “desgastados”. Mas será que essa vantagem física decorre somente da condição atlética desse jogador? Será que é fruto do trabalho da preparação física e da fisiologia do Cruzeiro? Será que não poderíamos atribuir também ao menor número de jogos que o time mineiro fez nessa temporada?
O Cruzeiro disputou, até aqui, 47 jogos na temporada (sendo que 2 desses foram amistosos durante a parada da Copa das Confederações). Dos times da Séria A, somente Vasco e Bahia tiveram menos compromissos em 2013.
O Grêmio, que não disputou nenhuma final de turno no Gauchão e foi eliminado nas oitavas de final da Libertadores já soma 53 partidas em 2013. Mesmo número de partidas que fez o Atlético Mineiro, campeão da Libertadores e do seu estado. Nessa comparação fica claro que o maior número de jogos do tricolor se deve ao excesso de datas do campeonato estadual (23 do Gauchão contra 15 do Mineiro, problema que já referi em mais de um post aqui no blog)
O surreal da história é que o primeiro dirigente a se manifestar sobre o pedido dos atletas foi Francisco Novelletto, da federação gaúcha. E mais uma vez perdeu uma oportunidade de ficar quieto, pois tratou de defender de maneira intransigível a fórmula do campeonato gaúcho, de acordo com uma interpretação estapafúrdia do  artigo 9º do Estatuto do Torcedor.

Brasileirão – Vitória 0x0 Grêmio

September 23, 2013

Renato voltou a escalar o time que conseguiu uma sequência de 5 vitórias no campeonato. Com Souza, Riveros e Ramiro no meio de campo o Grêmio voltou a ter uma linha adiantada de marcação, o que lhe deu vantagem durante todo o primeiro tempo. O time pressionava o Vitória no seu campo e criou várias chances. Aos 29 Riveros chutou e Wilson fez grande defesa. Aos 37, Kléber recebeu sozinho dentro da área e rolou para Alex Telles completar para o gol vazio, mas a arbitragem marcou um impedimento inexistente do Gladiador. E, nos minutos finais da primeira etapa , Riveros foi deslocado quando saltou para cabecear uma bola na área, mas Sandro Meira Ricci não marcou o pênalti.
O desempenho gremista caiu no segundo tempo, especialmente depois da saída de Saimon, quando o time passou a jogar no 4-4-2 com Elano no meio. O Vitória passou a avançar mais, todavia sem importunar Dida. Assim é possível dizer que houve alguma injustiça nesse 0x0, uma vez que o Grêmio foi superior na maior parte da partida.


Um aspecto importante foi a melhora no desempenho da equipe. Foi a melhor atuação do time nesse segundo turno. O aspecto negativo é o resultado, que mais uma vez ficou abaixo do que o time poderia conquistar em vista do que produziu. São apenas 2 pontos ganhos nos últimos 9 disputados.
No jogo de ontem ficou mais uma vez aparente um problema recorrente do Grêmio em 2013: A falta de “punch” do seu ataque. O time poderia ser um pouco mais incisivo quando se aproxima da meta adversária.
É inexplicável o erro do bandeirinha no gol mal anulado do Grêmio. A linha de área deixa absolutamente claro que a posição do Kléber era legal na jogada. O mais preocupante é que o auxiliar responsável pela marcação é aspirante a Fifa. Será que haverá alguma punição/orientação?

Fotos: Romildo de Jesus (Lance), Felipe Oliveira (UOL) e Lúcio Távora (A Tarde)


Vitória Vitória 0x0 Grêmio Grêmio

VITÓRIA: Wilson; Ayrton, Kadu, Victor Ramos e Juan; Luis Alberto (Edson Magal, 23’/2ºT), Elizeu (Arthur Maia, 12’/2ºT), Renato Cajá (Alemão, 26’/2ºT) e Escudero; Marquinhos e Dinei. Técnico: Ney Franco
GRÊMIO: Dida; Saimon (Elano, 15’/2ºT), Rhodolfo, Bressan, Pará; Souza, Riveros, Ramiro (Jean Deretti, 40’/2ºT), Alex Telles; Kléber e Barcos.
Técnico: Renato Portaluppi
23ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data:  21/09/2103, Sábado, 21h00min
Local: Barradão, em Salvador (BA)
Público: 13. 378 pagantes
Renda: R$ 147.712,00  
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa/PE)
Auxiliares: Thiago Gomes Brigido (Asp-Fifa/CE) e Anderson José de Moraes Coelho (SP)
Cartões amerelos: Ramiro (29’/2ºT), Alemão (40’/2ºT)

Brasileirão – Grêmio 1×1 Santos

September 19, 2013


O Grêmio esteve disperso (“passeando no shopping” segundo Kleber) na partida de ontem contra o Santos na Arena. Uma prova disso foi a desatenção nos lances de bola parada (que é umas principais armas da equipe). Num escanteio no início da partida, Rhodolfo (atleta de linha mais e um dos melhores cabeceadores) teve que permanecer no campo de defesa porque nenhum outro companheiro lembrou de aguardar na marcação). E esse tipo de situação foi se repetindo durante toda a partida, e o Grêmio foi tendo dificuldades para jogar, ainda que o Santos não apresentasse grande ameaça no setor ofensivo. 
Nos 30 minutos finais de jogo Renato mexeu no time, desmanchando o 3-5-2 para os ingressos de Vargas e Elano. Deu resultado, pois aos 27 minutos o chileno fez um jogada espetacular e acionou o camisa 7, que marcou o 1×0 num forte chute. O jogo parecia resolvido. Mas o Grêmio passou a aceitar passivamente os ataques santistas. Aos 39, no que parecia ser uma jogada despretensiosa, Willian José teve liberdade para dominar e chutar no canto de Dida. O empate desnorteou o time gremista, que por pouco não levou uma virada nos últimos minutos da partida.

O Grêmio somou apenas 2 pontos nos 6 possíveis contra o Santos. Levou 2 gols do Willian José. Aí fica bem complicado disputar a 1ª colocação. Agora é o momento “de fazer do limão uma limonada”. Não se pode deixar a tristeza pela impossibilidade do título se transformar numa depressão que afaste o time do G4.
Foi impressionante a diferença de público e movimentação na Arena ontem na comparação com o jogo do domingo passado. Claro que o resultado negativo na rodada anterior tem grande influência, mas ainda acho que o dia da semana e horário do jogo acabam afetando o número de torcedores presentes no estádio. 

 Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Jefferson Bernardes (UOL)
 
Grêmio Grêmio 1×1 Santos Santos

GRÊMIO: Dida; Gabriel, Rhodolfo e Bressan (Elano – 18’/2°T); Pará, Souza, Riveros, Zé Roberto (Vargas – 26’/2°T) e Alex Telles; Kleber e Barcos (Yuri Mamute – 43’/2°T) 
Técnico: Renato Portaluppi

SANTOS: Aranha; Galhardo (Bruno Peres – 33’/2°T), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Pedro Castro – 36’/2°T), Arouca, Cícero e Montillo (Willian José – 32’/2°T); Gabriel e Thiago Ribeiro Técnico: Claudinei Oliveira

22ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 18/9/2013, quarta-feira, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público total: 13.641 (12.447 pagantes)
Renda: R$ 341.829,00
Árbitro: Péricles Bassols (Fifa-RJ)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: Cícero, Alison (SAN)
Gols: Elano, aos  27’/2°T  e Willian José, aos  39’/2°T

Brasileirão – Grêmio 0x1 Atlético-MG

September 16, 2013

Foi um jogo bastante complicado para o Grêmio. O time não jogou muito acima ou muito abaixo do que vinha jogando nas últimas partidas, mas teve como grande complcador a qualidade do time do Atlético e sua maneira heterodoxa de jogar. O Galo joga com dois volantes (Pierre e Josué) estacionados na frente da zaga, interrompendo avanços do adversário a qualquer custo. Além disso, seu avantes de lado de campo (Tardelli e Fernandinho) recuam o quanto for necessário na hora que o time perde a bola. Assim o jogo foi bastante truncado no primeiro tempo. Com o campo pesado implicava numa movimentação mais lenta, faltava velocidade para troca de passes do Grêmio e faltava velocidade para contra-ataques do Atlético. As oportunidades nos 45 minutos iniciais não foram tão claras, na melhor delas Barcos acionou Riveros dentro da área, mas o paraguaio furou no momento da conclusão.
O Grêmio voltou melhor para o segundo tempo, se posicionando mais próximo a área atleticana. Em 15 minutos o tricolor teve três boas chances para marcar, mas nas três parou em Victor (Chutes de Zé Roberto, Vargas – cara a cara com o goleiro – e Alex Telles). Mas foi justamente quando o Grêmio vivia o seu melhor momento que o Atlético marcou o gol. Jô e Diego Tardelli fizeram boa jogada pela ponta direita e Fernandinho apareceu desacompanhado para anotar o 1×0. Por óbvio que todo o estádio sentiu o golpe, o Grêmio tentou reagir, voltou a ter boa chance em novo chute de Zé Roberto, mas novamente Victor impediu o gol gremista. No restante da partida o time tricolor se limitou a alçar bolas na área sem muita eficiência.

Achei muito salutar a postura de Renato de defender o seu grupo e não pedir (ao menos publicamente) reforços para o seu plantel. É uma medida que protege não só os atletas, como também o clube em si. Só não consigo concordar com ele quando afirma que o Botafogo tem um grupo mais qualificado que o do Grêmio.
Não entendi porque boa parte da torcida presente na Arena vaiou e xingou o Victor antes do jogo começar. No decorrer da partida até pode ter sido merecido, em função da cera que o atual arqueiro atleticano fazia. Nesse mesmo tema, achei legal que a torcida aplaudiu o anúncio do nome do Cuca no sistema de som. Quem construiu algo no Grêmio e mostra respeito pelo clube merece sempre ser lembrado com carinho.
Não existem motivos especiais para reclamar da arbitragem desse jogo em particular. Marcelo de Lima Henrique foi ontem tudo o que sempre foi na carreira: Um juiz horrível, invertendo marcações, fazendo confusão onde não era necessário, se omitindo em momentos importantes (Josué atrasou um contra-ataque do Grêmio ao 35 minutos e não levou cartão amarelo. Dois minutos depois ele parou um avanço gremista com a mão e novamente não foi advertido). O problema está justamente no fato de um juiz do nível desse Marcelo de Lima Henrique estar apitando na competição mais importante do futebol nacional há tanto tempo.
O que é bom para o campeonato é o fato de que o Atlético Mineiro, que está tranquilo como campeão da Libertadores,  jamais pensou em facilitar o jogo para o Grêmio para prejudicar o seu rival que disputa a liderança da competição.
Não me parecem ser pertinentes os questionamentos a drenagem da Arena. Como bem apontou o Alexandre Aguiar, ontem choveu muito num curto espaço de tempo. Aliás, é importante lembrar que a forte chuva evidenciou todo o descaso dos governos federal, estadual e municipal com o entorno da Arena.

Foram 21 jogos na Arena em 2013. Em nenhum deles houve noticia de que qualquer objeto tenha sido arremessado ao gramado. E ontem era um jogo limite, com o Dentuço Pilantra indo bater escanteios. Um belo sinal de civilidade.

 
Fotos: Ricardo Rimoli (Lance), Vinicius Costa (UOL), Mauro Schaefer (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 0x1 Atlético Mineiro Atlético-MG

GRÊMIO: Dida, Bressan (Jean Deretti – 28’2ºT), Rodholfo e Gabriel; Pará, Riveros, Ramiro (Wendell – 34’2ºT), Zé Roberto e Alex Telles (Paulinho – 40’2ºT); Vargas e Barcos.  
Técnico: Renato Portaluppi
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Júnior César (Emerson – 35’2ºT); Pierre, Josué; Ronaldinho (Luan – 46’2ºT), Diego Tardelli (Dátolo – 17’2ºT), Fernandinho e Jô.  
Técnico: Cuca

21ª Rodada – Brasileirão 2013
Data: 15/09/2013, domingo, 18h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 35.633 (33.304 pagantes)
Renda: R$ 1.555.957,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Emerson de Carvalho (Fifa-SP) e Rodrigo Henrique Correa (RJ)
Cartões amarelos: Jô (CAM), Riveros e Alex Telles (GRE)
Gol: Fernandinho, aos 16 minutos do 2º tempo

Brasileirão – Náutico 0x2 Grêmio

September 13, 2013

 
 
 
 
 
 

Fotos: W.Correia Neto (Terra), Simone Vilar (Nautico.net) e André Kruse

Náutico 0x2 Grêmio

NÁUTICO: Gideão; Auremir (Diego Morales, 23’/2º), Jean Rolt, Leandro Amaro e Dadá; Elicarlos, Derley, Helder (Martinez, 11’/2º) e Tiago Real (Maycon Leite, 26’/2º); Hugo e Olivera.
Técnico: Levi Gomes

GRÊMIO : Dida; Gabriel, Rhodolfo e Bressan; Pará, Souza (Saimon, 43’/2º),Ramiro, Zé Roberto e Wendell (Paulinho 32’/2º); Kleber (Maxi Rodríguez, 29’/2º) e Barcos.
Técnico: Renato Portaluppi

20ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 11 de setembro de 2013, quarta-feira, 21h50min
Local: Arena Pernambuco, em Recife (PE)
Público: 6.826
Renda: R$ 159.010,00
Arbitragem: Francisco de Assis Almeida Filho (CE),
Auxiliares: Marcelo Van Gasse (SP) e Arnaldo Rodrigues de Souza (CE). 
Cartões amarelos: Leandro Amaro, Jean Rolt (N), Ramiro, Kleber (G)
Gols: Barcos (pênalti), aos 25 minutos do primeiro tempo, e Paulinho  aos 36 do segundo.

Classificação – 1º turno Brasileirão 2013 – 19ª rodada

September 11, 2013

O Grêmio terminou esse primeiro turno com 34 pontos (59,6% de aproveitamento) ocupando o 3º lugar. Na história do Campeonato Brasileiro por pontos corridos o clube só teve campanha melhor nas edições de 2008 e 2012. Abaixo seguem os números:

201237 pontos (64,91% de aproveitamento) – 3º Lugar
201124 pontos (42,10% de aproveitamento) – 14º Lugar*
201020 pontos (35,08% de aproveitamento) – 16º Lugar
200928 pontos (49,12% de aproveitamento) – 7º Lugar
200841 pontos (71,93% de aproveitamento) – 1º Lugar
200728 pontos (49,12% de aproveitamento) – 7º Lugar
200629 pontos (50,88% de aproveitamento) – 5º Lugar
2005 – Série B
200426 pontos (37,68% de aproveitamento) – 19º Lugar
200322 pontos (31,88% de aproveitamento) – 23º Lugar

E como o Grêmio vai no segundo turno? Costuma melhorar ou piorar o seu desempenho?

2012 – 34 pontos (59,64% de aproveitamento) Piorou
2011 24 pontos (42,10% de aproveitamento) – Igual
2010 43 pontos (75,44% de aproveitamento)Melhorou
2009 27 pontos (47,36% de aproveitamento)Piorou
200831 pontos (54,38% de aproveitamento)Piorou
200730 pontos (52,63% de aproveitamento)Melhorou
200638 pontos (66,66% de aproveitamento)Melhorou
2005 – Série B
200413 pontos (18,84% de aproveitamento) Piorou
200328 pontos (40,58% de aproveitamento)Melhorou

Em quatros ocasiões o aproveitamento do Grêmio melhorou, em outras quatro piorou e e em uma seguiu o mesmo.
Um levantamento da Zero Hora da conta que os campeões costumam ter aproveitamento pior no segundo turno. Diante disso, a pergunta que resta é: O Grêmio costuma melhorar ou piorar a sua colocação no final do campeonato em relação ao que ocupava no final do primeiro turno?

2012 – Primeiro Turno: 03º Lugar – Segundo Turno: 03º Lugar – Igual
2011 – Primeiro Turno: 14º Lugar – Segundo Turno: 12º Lugar – Melhorou
2010 – Primeiro Turno: 16º Lugar –  Segundo Turno: 04º Lugar – Melhorou
2009 – Primeiro Turno: 07º Lugar – Segundo Turno: 08º LugarPiorou
2008 – Primeiro Turno: 01º Lugar – Segundo Turno: 02º LugarPiorou
2007 – Primeiro Turno: 07º Lugar – Segundo Turno: 06º Lugar – Melhorou
2006 – Primeiro Turno: 05º Lugar – Segundo Turno: 03º Lugar – Melhorou
2005 – Série B
2004 – Primeiro Turno: 19º Lugar – Segundo Turno: 24º Lugar Piorou
2003 – Primeiro Turno: 23º Lugar – Segundo Turno: 20º Lugar – Melhorou

Ou seja, em cinco ocasiões o Grêmio melhorou a sua colocação, em três piorou a sua posição em relação ao primeiro turno. Em uma a posição seguiu a mesma.

*Jogo contra o Santos havia sido adiado para 5 de outubro

Fontes: Correio do Povo e Bola na Área

Grêmio como mandante no 1º Turno do Brasileirão 2013 =  9 jogos no Arena e 1 no Alfredo Jaconi.
Média de público total: 23.040 Média de público pagante: 21.009

Pay-Per-View e TV Aberta

September 10, 2013
Um recente levantamento do UOL constatou o óbvio: Que  o Corinthians domina as transmissões de futebol em TV aberta. Mas isso não é exatamente uma novidade desse ano. Há algum tempo a detentora dos direitos de televisionamento tem dado preferência a poucos times do centro do país. A questão que fica é: Por que os demais clubes não reclamam disso? Faltam pronunciamento oficiais sobre o assunto, mas o que se costuma ser dito é que os times entendem que a ausência de partidas em canais aberto pode resultar em uma maior receita do Pay-Per-View (que varia de acordo com as compras de cada torcida). Tal situação foi explicada pelo site Olhar Crônico Esportivo:

O mercado brasileiro de TVs por assinatura tem crescido em ritmo acelerado, acompanhando as migrações de classes sócio-econômicas que têm ocorrido no Brasil – de E para D para C para B para A – e o grande crescimento da classe C, importante por significar a entrada de novos consumidores no mercado, ou melhor, em vários mercados.
Esse crescimento reflete-se no futebol pago, tanto que levou-o a ser a menina dos olhos de dez em cada dez presidentes de clubes brasileiros, a ponto de, nas negociações pelos novos contratos de cessão de direitos de transmissão, os clubes exigirem que os seus jogos não fossem mais transmitidos em sinal aberto até mesmo para o estado em que têm sede, e não somente para a cidade onde os jogos são disputados. Claramente, a intenção é forçar o torcedor a comprar o PPV e engordar a receita do clube.Ninguém dá ponto sem nó.
O mesmo raciocínio é repetido por colunistas da imprensa local. Mas será que procede? O presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, divulgou o ranking de vendas do Brasileirão 2013. O primeiro dado que salta aos olhos é que mesmo tendo um grande número de partidas na TV aberta, Flamengo e Corinthians lideram as vendas do PFC.

Fonte: Teoria dos Jogos
Será que um menor número de jogos exibidos em canais abertos realmente implica numa maior venda de pay-per-view? Será que a relação é  assim tão direta?
Pegamos o caso do Grêmio. Na comparação entre o primeiro turno de 2012 e 2013 (tabela abaixo) podemos perceber claramente que o clube teve menos partidas exibidas somente no PFC na atual temporada (e mais partidas exibidas em TV Aberta), e ainda assim cresceu no ranking de vendas do pay-per-view

Além dessa questão financeira imediata, acho importante lembrar que um maior números de jogos em canais aberto podem ajudar a captar potenciais novos consumidores, que nem sempre tem acesso a TV Cabo.

Por último, assim como fiz no campeonato passado, estou fazendo um pequeno comparativo das transmissões dos jogos de cada clube, mas nessa temporada eu acrescentei Atlético Mineiro, Corinthians, Cruzeiro e Flamengo na comparação. Abaixo o quadro: