Archive for September, 2013

Brasileirão 2013 – Grêmio 3×2 Portuguesa

September 9, 2013

http://www.gremio.net/news/view.aspx?id=16550&language=0
http://youtu.be/6iklVLuk-W0?t=2m5s
https://twitter.com/ArnaldoESPN/status/376521996600745985
https://twitter.com/ArnaldoESPN/status/376522574726852609

 

Fotos: Ricardo Rimoli (Lance), Tiago Baldasso e Lucas Uebel (Grêmio.net e UOL)

Grêmio 3×2 Portuguesa

GRÊMIO: Dida; Werley (Gabriel, 13’/1ºT), Rhodolfo e Bressan; Pará, Souza, Ramiro, Zé Roberto e Alex Telles; Kleber e Barcos.
Técnico: Renato Portaluppi

PORTUGUESA: Lauro, Luís Ricardo, Moisés Moura, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Bruno Henrique (Bruninho, 17’/2ºT), Moisés e Souza (Correa, 16’/2ºT); Diogo e Gilberto.
Técnico: Guto Ferreira

19ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data:  7/setembro/2013, sábado, 21h00min
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 21.219 (19.565 pagantes)
Renda: R$ 783.260,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Fabio Pereira (TO) e Edilson Frasao Pereira (TO)
Cartões amarelos: Diogo (11’/1ºT), Bruno Henrique (36’/1ºT), Barcos (10’/2ºT), Rogério (35’/2ºT)
Cartões vermelhos: Valdomiro (37’/2ºT), Bruninho (37’/2ºT),
Gols: Barcos aos 7’/2ºT, Zé Roberto aos 12’/2ºT, Rhodolfo (contra) aos 24’/2ºT, Luís Ricardo aos 32’/2ºT e Kléber (pênalti) aos 41’/2ºT

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Taxa de ocupação e assentos vazios

September 5, 2013
Um estudo da Pluri Consultoria analisou a venda de ingressos em partidas de 30 competições disputadas no Brasil em 2012 (Copa do Brasil, Séries A,B,C e D + 25 estaduais) e chegou a conclusão de que a “taxa de ocupação dos estádios Brasileiros é de 21,8%“.
O economista Fernando Ferreira, responsável pelo levantamento, afirma queEm uma temporada completa (estaduais+nacionais) vendem-se 15 milhões de ingressos e encalham 55 milhões” e questiona: “Em qualquer setor da economia, quando você tem um produto com tal nível de encalhe, é de se esperar que se tomem medidas visando a redução de seu preço e/ou a melhora da qualidade do mesmo, de forma a resolver tal problema. Por que no futebol tem que ser diferente?” Ainda que se considere as peculiaridades do esporte/futebol me parece que o questionamento é bastante válido.
Esse é um ponto que tem me incomodado na Arena em 2013, o espaço ocioso (e os ingressos que deixam de ser vendidos). O economista Ricardo Araújo, autor do blog sobre Novas Arenas na revista exame, fez um raio-x sobre a Arena tricolor e abordou o tema:
A Arena, como projeto arquitetônico e execução, é muito boa. Funcional, possui ótimos espaços que podem ser aproveitados comercialmente (o número de lojas poderia ser maior), bem setorizada, bom acabamento geral, confortável para todos os públicos (público, atletas, e imprensa), visibilidade excelente de todos os setores (além de boa acessibilidade para cadeirantes), vagas internas de estacionamento em número razoável, boa quantidade de banheiros e pontos de alimentação, espaços de circulação amplos, áreas de hospitalidade muito confortáveis (bem decoradas e com metragem adaptável) e com bom espaço para ações corporativas.
Em relação à operação do estádio, ainda existem alguns desafios a vencer. Em termos de ocupação do mesmo, é preciso estabelecer rapidamente uma política de revenda dos ingressos não utilizados/confirmados pelos sócios do Grêmio. Lugar demandado e não ocupado, é prejuízo. Em termos comerciais, ainda existe dificuldade na venda dos camarotes, de estabelecer uma agenda mais profícua de eventos, na locação das lojas, e na venda dos direitos de nomeação. Além disso, ainda não foi encontrada uma solução tecnológica viável, em termos de custo x benefício, para permitir transmissão de dados suficiente para tornar a arena uma plataforma de negócios relevante
. “

E afinal, qual é a taxa de ocupação da Arena em 2013*? Abaixo segue uma tabela com os números da nova casa gremista, onde se vê que na média a ocupação nesses primeiros 19 jogos foi de 45,35%.

A maior ocupação ocorreu no Grenal (69,65%), a menor foi no jogo contra o Cerâmica (22,10%). Nunca é demais lembrar que a ocupação é um conceito relativo a capacidade do estádio. E capacidade da Arena oscilou no primeiro semestre de 2013. A capacidade máxima da Arena na partida contra a LDU era de 60.500 espectadores. Com o fechamento do setor da geral essa capacidade caiu para 52.000 torcedores (o que foi utilizada em todos os jogos do Gauchão e nas demais partidas da Libertadores). Com a readequação e liberação do setor da geral a capacidade máxima usada nas partidas do Brasileirão e Copa do Brasil foi de 57.500 pessoas. Mas para não ficarmos apenas em termos percentuais, podemos citar o dado de que  a média de público nesses primeiros 19 jogos foi de 25.102 espectadores (média de 23.134 pagantes por jogo).
E será que isso significa um acréscimo em relação a 2012? A média de público nos 36 jogos disputados no Olímpico no ano passado** foi de 24.55 (19.532 pagantes por jogo). Se considerarmos que a capacidade máxima do Olímpico em 2012 era de 47.000 lugares ***, a taxa de ocupação foi de 52,45%.
Ou seja, houve um ligeiro aumento na presença de público, mas o número de assentos vazios também aumentou. E o que fazer com essa capacidade ociosa? Será que esses lugares vagos não poderiam ser aproveitados para aumentar as possibilidades ofertadas hoje ao sócio-torcedor? É válido repetir que o já citado Ricardo Araújo afirmou recentemente no evento “IV Futebol em Debate”: A principal motivação do sócio é o acesso aos ingressos de forma fácil e com descontos“.

* Importante lembrar que o Grêmio jogou 4 partidas no Olímpico em 2013 (Todas pelo gauchão). A média de público desses jogos foi de 7.644 (6.545 pagantes por jogo), constituindo assim uma taxa de ocupação de 16,26% 

**Ao contrário do que se possa imaginar, o ano de despedida do Olímpico não teve um público acima da média recente. Um estudo da INDG apresentado no Conselho Deliberativo no ano passado fez uma análise do público no Estádio Olímpico Monumental entre 2007 a 2011 e chegou a conclusão de que média de público no período fica na casa dos 26 mil espectadores por jogo. 

*** Segundo a CBF, a atual capacidade do Estádio Olímpico é de 45.000 lugares. Contudo, tivemos registros de públicos superiores a 46 mil no ano passado. Assim achei por bem arbitrar em 47.000 a capacidade do Olímpico em 2012 para fins do cálculo da taxa de ocupação. 
 

Brasileirão – Goiás 2×0 Grêmio

September 4, 2013

Talvez tenha sido a atuação mais apática do Grêmio em todo o Brasileirão. É sabido que é sempre muito difícil jogar no Serra Dourada, onde as dimensões exageradas do gramado alteram a dinâmica usual de um jogo de futebol, mas a derrota tricolor passa mais por fatores internos do que externos. O time não conseguiu exercer o grande trunfo desse esquema, que é dominar a marcação no meio campo com o adiantamento/recuo das suas linhas. O tricolor tinha dificuldade de combater os avanços esmeraldinos e raramente recuperava  bola longe da sua área.
Claro que essa situação teve um grande catalisador que foi a falha que resultou no primeiro gol de Walter, logo aos 14 minutos do primeiro tempo. Matheus Biteco fez um recuo perigoso para Dida, mas a situação até ali ainda era plenamente contornável. Mas aí o nosso goleiro cometeu um erro de avaliação e de execução da jogada. Escolheu erroneamente tentar sair jogando, quando o mais prudente era dar um chutão. E ao tentar sair jogando, errou o passe. Walter aproveitou e o Grêmio sentiu muito o golpe e não conseguiu reagir. Teve até chance para empatar, num chute de Barcos após uma casquinha de Bressan, mas foi uma situação isolada, visto que o time era demasiadamente lento na ida para o ataque e na troca de passes, o que permitia que o Goiás sempre conseguisse se recompor e ter um jogador na sobra em todas as jogadas. Pra piorar, aos 25 minutos do segundo tempo, Walter aproveitou de uma hesitação de Bressan e marcou um golaço, decretando o 2×0 final.

Para alguns o grande vencedor da noite foi o folclore do futebol. Pipocaram teses do tipo “Walter é gordo, mas….” e “o Dida é velho e…..“. E por aí em diante.
Mas para fugir do folclore, vamos aos números, que nesse caso ajudam a explicar bem o que aconteceu na partida. Segundo o Footstats: “Grêmio de imponentes 24 desarmes por jogo hoje roubou 9 bolas somente” e teve 48 passes errados, bem acima da sua média que é de 37 por jogo. O time tem uma média de 17,5 faltas por jogo, e ontem, apesar do baile que a defesa levou do Walter, fez apenas 15 (menos que as 17 que o Goiás fez na partida. E não que eu defenda que a falta ou a violência por si só resolva, mas é estranho que nenhum jogador gremista tenha sido advertido na partida (sendo que na média o Grêmio recebe 2,2 cartões amarelos por jogo)
A ausência do Rhodolfo foi sentida ontem, uma vez que evidenciou a dificuldade que os zagueiros gremistas tem pra sair jogando (e com 3-5-2 eles são mais exigidos neste quesito).
Não sei quais são as atuais condições físicas de Zé Roberto. Talvez ele ainda não recuperado todo o ritmo de jogo ainda e isso tenha pesado na decisão de Renato de não coloca-lo desde o início. Mas creio que o time escalado ficou demasiadamente jovem. Zé Roberto poderia ter acrescentado experiência nesse jogo complicado.
Pela segunda vez no campeonato o Grêmio chegou com atraso ao campo da partida (A primeira vez foi em Criciúma). Pode ter sido apenas um infortúnio, mas não custa nada a direção redobrar os cuidados com a questão da logística.

Foto: Carlos Costa (Lance)

Goiás 2×0 Grêmio

GOIÁS: Renan; Yuri, Ernando, Rodrigo (Valmir Lucas, 33’/2º) e William Matheus; Amaral, Dudu Cearense (Thiago Mendes, 21’/2ºT), David, Ramon e Renan Oliveira (38’/2ºT); Walter
Técnico: Enderon Moreira

GRÊMIO: Dida; Werley, Gabriel (Maxi Rodríguez, 24’/2ºT) e Bressan; Pará, Souza (Yuri Mamute, 33’/2ºT), Ramiro, Matheus Biteco (Zé Roberto, 17’/2ºT) e Alex Telles; Kleber e Barcos
Técnico: Renato Portaluppi

18ª rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 3/9/2013, terça-feira, 19h30min 
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Público: 7.898 pagantes
Renda: R$ 161.245,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Marcus Vinícius Gomes (MG)
Cartão amarelo: Rodrigo (GOI)
Gols: Walter, aos 14 minutos do 1º tempo e aos 25 minutos do 2º tempo

Protótipo das Camisas de 1998

September 3, 2013

Em 18 de fevereiro de 1998, Grêmio e Inter anunciaram o seu novo patrocinador, a Chevrolet, em uma cerimônia no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Depois de três anos, a dupla voltava a ter o mesmo patrocínio. O então diretor de Assuntos Corporativos e Exportação da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse que: “Patrocinar apenas um clube seria um equívoco indesculpável”. Desde então os clubes sempre tiveram o mesmo patrocinador master.
Cada clube recebeu cerca de 7 milhões de Reais por um contrato de três anos. O lançamento em si teve uma curiosidade. O Inter estampou o símbolo da Chevrolet em seu uniforme modelo 1997, enquanto o Grêmio apresentou a marca no que parece ser um protótipo do uniforme de 1998.
O curioso é que essas camisas nunca foram usadas em jogo, e o fardamento gremista de 1998 só foi ser oficialmente lançado em 3 de março, véspera da estreia do clube na Libertadores daquele ano. Alguns detalhes foram alterados na versão final. Na camisa tricolor entrou o patrocínio do Corsa junto com o logo de Chevrolet (que passou a ser estampado num retângulo metade azul, metade preto). Já na camisa azul entrou apenas a inscrição Banco GM.

Brasileirão – Grêmio 1×0 Ponte Preta

September 2, 2013

Foi a quinta vitória seguida no Brasileirão 2013. Uma marca interessante, ainda que o Grêmio tenha conseguido os três pontos ontem com uma atuação que não repetiu a movimentação e intensidade dos últimos jogos. O time teve dificuldades para fazer o seu jogo fluir contra uma Ponte Preta bem fechada, mas teve um grande mérito no primeiro tempo, que foi o de forçar a jogada aérea. Em cobranças de faltas e escanteios o Grêmio se aproximou do gol, como nas cabeçadas de Bressan e Souza, mas o placar só foi ser movimentado no segundo tempo, graças a um erro de Betão, que recuou mal uma bola e Kleber aproveitou para fazer o 1×0. Foi pouco, mas o suficiente.
Interessante notar que Kleber já estava correndo para pressionar a defesa antes mesmo de Betão tentar acionar o seu companheiro.

Estamos a 3 pontos da liderança, mas alguns insistem em não colocar o Grêmio como uma ameaça ao Cruzeiro. Estranho.

Achei exagerada a expulsão do atleta do Ponte Preta. Também acharia um exagero a expulsão do Bressan, pedida por Jorginho. A arbitragem foi patética, e acabou diminuindo um jogo bem disputado.

Em toda coletiva algum repórter faz a  injusta pergunta sobre Renato ser “apenas um motivador“. Não sei se Renato efetivamente  incomoda-se com isso. Mas se ele tem algum interesse em mudar esse “pré-conceito” poderia tentar abordar mais aspectos táticos nas suas entrevistas. Ontem ele fez uma mudança interessante, tirou um zagueiro e colocou mais um atacante quando o time já vencia por 1×0, mas pouco tentou explicar essa alteração no pós-jogo.

O interessante é que Zé Roberto volta o time justamente no período que Riveros vai se ausentar. Parece que teremos uma pequena variação no esquema. Resta saber se o desempenho e, ainda mais importante, o resultado continuará sendo positivo.

As 17:55 a fila para a compra/retirada dos ingressos era grande e novamente a metade das bilheterias do lado oeste estava fechada. Não consigo entender o por que disso.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net e UOL) e Grêmio1983

Grêmio Grêmio 1×0 Ponte Preta Ponte Preta

GRÊMIO: Dida; Werley (Vargas, 39’/2ºT), Rhodolfo e Bressan; Souza, Pará,  Ramiro, Riveros (Zé Roberto 26’/2ºT) e Alex Telles; Kleber e Barcos (Matheus Biteco, 45’/2ºT)
Técnico: Renato Portaluppi
PONTE PRETA: Roberto, Régis, Betão, Diego Sacoman e Uendel (César, 39’/2ºT); Baraka, Fernando Bob (Magal, 23’/2ºT) e Ramírez (Fernando, 23’2ºT); Chiquinho, William e Giovanni
Técnico: Jorginho

17ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 31/8/2013, sábado, 18h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre – RS
Público: 25.537 (23.745 pagantes)
Renda: R$ 942.703,00
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Auxiliares: Katiuscia Berger Mendonça -ES e Eduardo de Souza Couto-RJ
Cartões amarelos: Riveros, Bressan e Rhodolfo (G) Giovanni e Magal (P)
Cartões vermelhos: Giovanni (PON), aos 8’/2ºT
Gol: Kleber, aos 14 minutos do 2º tempo