Archive for November, 2013

Comparação de público de 1999, 2010, 2012 e 2013

November 27, 2013

Numa pesquisa recente, me deparei com a matéria acima, onde consta o borderô do Gre-Nal 337, um empate em 1×1 no Olímpico pela Copa Sul. Era o primeiro clássico daquela temporada, o que levou um bom público até a Azenha e muitos torcedores acabaram ficando de fora do estádio.
Quando vi os números acima imediatamente pensei em comparar com o Gre-Nais mais recentes. Encontrei os borderôs dos clássicos disputados no Olímpico pelo Brasileirão de 2010, 2012 e 2013. Abaixo um comparativo com os números absolutos e os percentuais em relação ao público total. 

 Em números
Em percentuais

É interessante notar que em 1999 mais de 70% do público presente era de não-sócios, enquanto em 2010 esse percentual ficou pouco acima dos 10. É claro que temos que levar em conta a questão da evolução do quadro social do Grêmio no período e da própria mudança de estádio em 2013, mas ainda assim me parece ser bem interessante observar como vem mudando a distribuição do público nos borderôs.

P.S. A matéria de 1999 menciona que o ingresso mais barato da época de R$ 15,00 e o valor calculado por sócio era de R$ 5,00.  O ingresso mais barato custou 40 reais em 2010 e 2013 e R$ 90,00 em 2012.  O valor calculado para os sócios foi de 10 reais em 2010 e 2012 e de 20 reais em 2013.

Brasileirão – Ponte Preta 1×1 Grêmio

November 25, 2013
O jogo foi horrível, a atuação do Grêmio foi lamentável. Não há como fugir dessas constatações. O adversário era uma Ponte Preta que, apesar de ainda ter chances matemáticas de escapar do rebaixamento, poupava jogadores pensando na semifinal da Copa Sul-Americana.  Ou seja, o cenário não era dos mais complicados, e ainda assim a equipe gremista se complicou. O time mostrou um misto de cansaço, apatia, desinteresse e jornadas técnicas individuais sofríveis. Apesar disso, pelo que se viu em campo, seria possível vencer o jogo. Mas a realidade é que o Grêmio jogou muito pouco. Levou um gol numa das raras ações ofensivas da Ponte, logo aos 15 minutos, quando Adrianinho aproveitou um contra-ataque de 3 contra 2 para servir Adaílton, que chutou cruzado, sem que Dida conseguisse defender. A partir daí o Grêmio teve muita posse de bola no campo de ataque, mas com pouquíssima criatividade e com quase nenhuma vitória pessoal dos seus avantes contra os defensores do time de Campinas. Aos 12 minutos do segundo tempo, Vargas empatou de cabeça, mas a reação tricolor parou aí.

Me parece adequado associar a arrancada do Grêmio nesse Brasileirão a adoção do 3-5-2 com 3 volantes. Eu gostei da alternativa pensada por Renato, de um 4-3-3 que manteve os três volantes. Hoje o treinador optou por mais uma escalação diferente, com 2 volantes (Souza e Ramiro) e um meia (Zé Roberto). Não sei até que ponto tantas mudanças são benéficas ao desempenho do time. Será que esse grupo tem entrosamento e treinamento suficiente para tantas variações?
Muito se fala sobre a comparação do rendimento do Vargas no Grêmio e na seleção chilena. Será que o posicionamento dele é o mesmo nos dois times? Hoje me pareceu que ele atuou um tanto longe do gol, por diversas vezes ele se encontrava mais recuado que o Zé Roberto.

Fotos: Guilherme Dorigatti (PontePress), Carlos Sousa Ramos (AAN), FuturaPress (Lance),  AGIF (Correio do Povo)
Ponte Preta Ponte Preta 1×1 Grêmio Grêmio
PONTE PRETA: Edson Bastos; Artur, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Alef (Raphael, 16’/2º), Fellipe Bastos, Adrianinho (Elias, 16’/2º) e Adailton; Willian (Chiquinho, 28’/2º).
Técnico: Jorginho
GRÊMIODida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro e Zé Roberto (Elano, 32’/2º); Vargas, Kleber (Maxi Rodríguez, 23’/2º) e Barcos (Yuri Mamute, 35’/2º).
Técnico: Renato Portaluppi

Data: 24/11/2013, domingo, 170h00min
Local: Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Público: 4.111 torcedores
Renda: R$ 37.002,00
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Auxiliares: Lúcio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos (PA) e Hélcio Araújo Neves (PA)
Cartões amarelos: Baraka e Adaílton (PPO); Alex Telles e Elano (GRE)
Gols: Adaílton, 15’/1ºT e Vargas, 9’/2ºT

Brasileirão – Grêmio 2×1 Flamengo

November 18, 2013

Maxi Rodriguez resolveu o jogo para o Grêmio. Nem sempre é possível resumir o jogo em uma frase, mas creio que dessa vez não há nenhum exagero na afirmativa que inicia esse texto. Pois foi exatamente o que aconteceu. O uruguaio saiu do banco e marcou dois belo gols em jogadas individuais, numa partida que se mostrava complicada para a equipe gremista. 
Enfrentando um Flamengo escalado para não perder (ou talvez até não perder de muito) o Grêmio deu sinais de fadiga, tendo dificuldade de se movimentar e ser criativo, apesar do claro empenho ofensivo do time. No primeiro tempo o tricolor chegou perto de abrir o marcador em bolas lançadas na área e em duas ocasiões os defensores flamenguistas salvaram o gol em cima da linha. Contudo, o placar só foi ser movimentado aos 15 do segundo tempo, após a entrada de Maxi Rodriguez, que acrescentou iniciativa pessoal a um time que driblava pouco, e assim ele fez o 1×0, trazendo uma bola da ponta direita, para o centro, concluindo no canto esquerdo da meta adversária. Mas, perto do final do jogo,  Flamengo viu que não tinha mais nada a perder e procurou o campo de ataque e empatou aos 40 minutos, quando João Paulo chutou e a bola desviou em Rhodolfo, tirando Dida do lance. Contudo, praticamente no lance seguinte, Maxi Rodriguez voltou a fazer a diferença, abrindo espaço na defesa a dribles para dessa vez chutar no alto para superar o arqueiro:. 2×1 providencial na classificação.

Eu sempre defendo que o treinador deva ser avaliado pelo que FAZ, e não pelo que FALA. Mas é preciso reconhecer que as vezes a fala do treinador ajuda a entender o trabalho que ele faz. Assim sendo, eu continuo acreditando que seria proveitoso que Renato mencionasse mais alguns temas nas suas coletivas. Ontem ele poderia falar sobre tática, sobre como ele recuou Zé Roberto e “criou” um espaço para Maxi Rodriguez avançar. Poderia também falar um pouco mais sobre seus critérios para utilização de jogadores, e não só se limitar a dizer que vai “esfriar a cabeça e pensar no assunto”.

 
 

Fotos: Mauro Schaefer (Correio do Povo), Vinicius Costa (UOL), Lucas Uebel (Grêmio.net) e Leonardo Osmarin (GrêmioFotos)

Grêmio Grêmio 2×1 Flamengo Flamengo

GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro, Riveros (Maxi Rodríguez, 10’/2ºT), Zé Roberto; (Yuri Mamute, 41’/2ºT), Kleber (Elano, 26’/2ºT) e Barcos
Técnico: Renato Portaluppi
FLAMENGO: Paulo Victor; Welinton, Frauches, Samir; Digão, Diego Silva, Val (Luiz Antônio, 20’/2ºT), Gabriel (Adryan, 38’/2ºT), João Paulo; Bruninho (Rafinha, 29’2ºT) e Nixon
Técnico: Jayme de Almeida
35ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2013
Data: 17/11/2013, domingo, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
Público: 23.372 (17.097 pagantes)
Renda: R$ 648.812,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)
Auxiliares: Nadine Schramm Camara Bastos-SC e Jose Roberto Larroyd-SC)
Cartões amarelos: Kleber, M. Rodríguez;  e Frauches, L. Antonio
Gols: Maxi Rodríguez 15’/2ºT, João Paulo 40’/2ºT  e Maxi Rodríguez 42’/2ºT .

As transmissões de Grêmio e Flamengo no Brasileirão 2013

November 17, 2013
Grêmio e Flamengo se enfrentam hoje na Arena. O jogo será transmitido pelo Sportv para todo o Brasil, menos para para o estado do Rio Grande do Sul. A mesma coisa aconteceu no primeiro turno. Contudo, o tratamento que os dois clubes recebem na distribuição de televisionamento está muito longe de ser equilibrado. Na tabela abaixo é possível ver em que canais foram exibidos os jogos dos dois times até essa 35ª rodada:

Como se vê, o Flamengo, na comparação com o Grêmio, tem o melhor dois dois mundos: Mais jogos exibidos em TV aberta e mais jogos exclusivos do pay-per-view. Além disso, é preciso salientar algumas peculiaridades. Na primeira rodada os dois times eram mandantes. Mas o Grêmio jogou em Caxias contra o Náutico e o Flamengo enfrentou o Santos em Brasília. Nenhuma das partidas foi exibida para a cidade sede dos clubes, mas o jogo do Rubro-Negro foi transmitido para o Distrito Federal, enquanto a região da serra gaúcha não pode assistir ao jogo do tricolor.

Brasileirão – Grêmio 1×0 Vasco

November 14, 2013

E depois de algum tempo o Grêmio voltou a marcar gols e voltou a vencer. Foi pouco, mas o suficiente para superar um desesperado Vasco da Gama. Curiosamente a equipe tricolor parecia mais nervosa que os visitantes, e assim errava mais. Logo no começo da partida Barcos teve boa oportunidade, mas preferiu tentar o passe quando a jogada mais correta parecia ser o chute. O cruz-maltinos tiveram chances em jogadas criadas pelo lado direito de ataque, contando com a indecisão de Alex Telles (que era desproporcionalmente criticado pela torcida), mas Dida fez intervenções seguras nos chutes de Marlone e Pedro Ken. Ainda no primeiro tempo o Grêmio voltou a ameaçar numa cobrança de falta de Alex Telles, mas a bola passou raspando a trave.
O gol mesmo só saiu aos 5 minutos da etapa final. Zé Roberto bateu escanteio da esquerda e Rhodolfo subiu alto, cabeceando sem chances para o arqueiro adversário.  Como era de se imaginar, a vantagem deu certo alívio para o Grêmio, que passou a contar com espaço para contra-atacar e esteve sempre mais perto de ampliar do que de sofrer um empate (especialmente após as entradas de Maxi Rodriguez e Elano). Contudo, o placar final acabou sendo o de 1×0.

 


Mais uma grande partida do Rhodolfo. O gol foi uma justa recompensa. E pensar que quando ele desembarcou foi classificado como “seguro, mas nem tanto“.

Zé Roberto tem direito de estar insatisfeito (de 3 em 3 dias ele passa de titular para sequer ser opção no segundo tempo). Mas seria interessante se essa insatisfação fosse acompanhada por uma autocrítica. Uma ano atrás, ele foi decisivo na partida contra o São Paulo, ao receber, no segundo tempo, uma bola no campo de defesa, passar na velocidade por dois adversários e dar uma assistência para André Lima. Ontem, numa jogada ocorrida ainda no primeiro tempo, ele recebeu uma bola no mano a mano com o zagueiro Cris, mas preferiu não encarar o zagueiro vascaíno, optando por levar a bola para perto da linha lateral. Este é só um exemplo da sua queda de rendimento de 2012 para 2013.


E o público na Arena foi baixo, apesar da promoção de ingressos. Será que essa foi a medida mais adequada. Será que essa promoção se encaixa nos objetivos do ISO9001 do quadro social do Grêmio?

Não seria interessante também dedicar alguma atenção a detalhes como dia e horário dos jogos? Mais uma vez o Grêmio jogou numa quarta-feira as 19h30 (sabidamente um dos piores horários para o torcedor). Será que a direção gremista pleiteou alguma alteração?

E por falar em detalhes, não seria prudente que alguém orientasse o Kléber a não utilizar uma chuteira de cada cor. Penso que quando a fase não é boa o atleta deve procurar não chamar a atenção por futilidades.


Fotos: Ricardo Rimoli (Lance), Ricardo Giusti (Correio do Povo) e Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 1×0 Vasco Vasco


GRÊMIO: 
Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Riveros, Ramiro e Zé Roberto (Maxi Rodríguez – 15’/2ºT); Kleber (Elano – 29’/2ºT) e Barcos (Werley – 42’/2ºT)
Técnico:
Renato Portaluppi

VASCO: Alessandro, Jomar (Willie – 11’/2ºT), Cris e Renato Silva; Fagner, Guiñazú (Sandro Silva – 15’/2ºT), Abuda, Pedro Ken e Wendel; Marlone e Edmilson (André – 32’/2ºT)  
Técnico:
Adilson Batista

34ª RodadaCampeonato Brasileiro 2013
Data:
13/11/2013, quarta-feira, 19h30min
Local:
Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público:
14.840 (10.863 pagantes)
Renda:
R$ 304.016,00
Árbitro:
Francisco Carlos do Nascimento (FIFA-AL)
Auxiliares:
Pedro Jorge Santos de Araújo (AL) e Esdras Mariano de Lima Albuquerque (AL)
Cartões amarelos:
Barcos (GRE); Pedro Ken (VAS)
Gols:
Rhodolfo  aos 5 minutos do 2º tempo

Não Pagantes 2012 x Não Pagantes 2013

November 13, 2013
Já abordei essa questão dos não pagantes em março desse ano e ao final do primeiro semestre, mas esse é um tema que merece atenção contínua. Para efeitos de comparação, acho importante lembrar dos números de 2012.

Nos 36 jogos disputados no Olímpico no ano passado a média de não pagantes foi de 5.123 (correspondente a 20,77% do público total). Se desconsiderarmos as seis partidas jogos onde ocorreram promoções que franqueavam entrada de torcedores (confrontos contra Novo Hamburgo, Avenida, Figueirense, Atlético-GO, Náutico e Ponte Preta) a média de não pagantes cai para 3.637 (correspondente a 15,24% do público total).
Até aqui em 2013 foram disputadas 28 partidas do Grêmio na Arena. A média de não pagantes é de 1.950 (correspondente a 7,77% do público total). É de se supor que essa diminuição ocorreu em virtude da mudança na política de ingresso de menores. No Olímpico, menores de 12 anos não pagavam para assistir os jogos no anel inferior. Na Arena, apenas as crianças de colo (menores de 2 anos) ficam isentadas de ingresso. Ainda assim, seria interessante saber quem exatamente são esses torcedores que não pagam ingressos para frequentar o novo estádio gremista.
Curiosamente o clube faz hoje a primeira promoção do tipo de liberar acompanhantes de sócios na Arena. Eu sou totalmente favorável a medidas que visem aumentar o público presente no campo, mas entendo que as promoções devam sempre prestigiar os sócios e/ou visar potenciais novos sócios. Dessa maneira, acho que a medida de liberar ingressos para mulheres é bem questionável, especialmente se considerarmos que elas representam um percentual significativo do quadro social do clube.

Brasileirão – Cruzeiro 3×0 Grêmio

November 11, 2013
 
É certo que o Grêmio não pode ficar tanto tempo sem marcar gols e, especialmente, ficar tanto tempo sem vencer. O torcedor gremista tem todo o direito de estar indignado, mas não me parece ser o momento mais adequado para se fazer terra arrasada. É sempre ruim perder, mas uma derrota para o líder do campeonato, no Mineirão, é plenamente compreensível. A distância dos dois times na tabela não passa pelo confronto direto.
A atuação tricolor esteve muito longe de poder ser enquadrada como uma das piores do ano. O Cruzeiro, empurrado pelo estádio lotado e pela possibilidade do título, teve mais iniciativa, mais movimentação e foi superior, mas não atropelou o Grêmio como pode sugerir o 3×0 final. O time de Renato, apesar de estar claramente mais preocupado em defender, também conseguiu atacar e levou perigo a defesa cruzeirense. Fábio fez quatro grandes defesas e Barcos colocou uma bola na trave. 
Agora a questão é manter o foco para classificar para a Libertadores do ano que vem (e mais uma vez fazer do limão um limonada). O Grêmio segue no G3 (acredito fortemente que o São Paulo será campeão da Sulamericana) e faz 3 dos 5 jogos restantes em casa. Só depende de si.
Alguns dos critérios do Renato são difíceis de entender. Zé Roberto foi titular na quarta-feira e sequer entrou em campo no jogo de ontem. Não é questão de fazer campanha contra ou a favor do jogador, mas o conceito do treinador sobre seu time e seus atletas não pode mudar tanto em apenas 4 dias.
O time voltou a apresentar um problema recorrente que tem nesse esquema com 3 zagueiros e 3 volantes. A jogada começa numa lateral e ali termina (normalmente em triangulações entre Ramiro, Pará e Barcos pela direita, Alex Telles, Riveros e Kléber pela esquerda. A equipe não consegue fazer uma inversão de jogo ou acionar um jogador na faixa central do gramado, ficando um tanto previsivel na sua movimentação ofensiva.
Quem viu falta do Barcos em Luiz Alberto no gol anulado contra o Atlético Paranaense deve também ter visto falta de Borges em Werley na origem do primeiro gol do Cruzeiro. Questão de coerência.
 

Fotos: Superesportes e Wander Faria (Terra)

Cruzeiro Cruzeiro 3×0 Grêmio Grêmio

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Leo e Egídio; Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro (Luan, aos 30 do 2ºT) e Ricardo Goulart; Dagoberto (Willian, aos 30 do 2ºT) e Borges (Júlio Baptista, aos 15 do 2ºT)
Técnico: Marcelo Oliveira
GRÊMIO: Dida; Bressan, Werley e Rhodolfo; Pará, Ramiro, Souza, Riveros (Maxi Rodriguez, aos 36 do 2ºT) e Alex Telles; Kleber (Yuri Mamute, aos 35 do 2ºT) e Barcos
Técnico: Renato Portaluppi

33ª rodada –  Campeonato Brasileiro 2013
Data: 10 de novembro de 2013, domingo, 17h00min
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Público: 58.113 (56.854 pagantes)
Renda: R$ 5.231.711,00 
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Carlos Berkenbrock (SC)
Cartões amarelos: Ramiro, aos 17, Kleber, aos 27, Everton Ribeiro, aos 40 do 1ºT; Ceará, aos 17, Leo, aos 20, Alex Telles, aos 39 do 2ºT
Gols: Borges, aos 33 do 1ºT; Willian, aos 33 do 2ºT, e Ricardo Goulart, aos 40 do 2ºT

Camisa Preta 2013

November 10, 2013

Já disse que não o maior fã da camisa preta do Grêmio, mas sei bem que ela faz grande sucesso com grande parte da torcida gremista.

Não entendi porque o Grêmio, mais uma vez, fez a chamada venda no escuro. Mais incompreensível era o fato de que a foto que estampava a notícia no site do clube deixava bem claro como seria a camisa.

Eu achei a camisa bonita. Contudo sempre acho que o terceiro fardamento é propício a inovações e alterações, e esse modelo é apenas uma variação de cores da camisa reserva (que é uma homenagem ao uniforme de 83, e naquela ano não havia camiseta preta). 
Um  detalhe que eu esperava que fosse modificado é a disposição dos patrocinadores e do número. Todas as camisas pretas de jogo que o Grêmio teve usaram o Banrisul em branco, seguido do número em azul e Tramontina em branco logo abaixo (ver imagem abaixo). Creio que uma certa variação seria bem vinda.

 
 

Copa do Brasil – Grêmio 0x0 Atlético Paranaense

November 7, 2013

Uma pena que eu ainda não tenha encontrado esse vídeo na internet, mas lembro claramente de um depoimento de Rinus Michels sobre a final da Eurocopa de 1988. Ele reconheceu os méritos da União Soviética naquela partida, mas disse que a vitória da Holanda foi justa pois sua equipe foi melhor num elemento importantíssimo no futebol: Converter as chances em gol.

E o Grêmio não soube converter as oportunidades que teve nessa semifinal. E não foram poucas as situações nessa partida de volta. Como era de se imaginar, o jogo começou truncado. O Atlético ficava todo atrás da linha da bola. No seu posicionamento defensivo, Paulo Baier era o jogador mais avançado (e ficava na altura do círculo central), enquanto Marcelo e Ederson recuavam para bloquear a passagem dos laterais gremistas. Mesmo com essas dificuldade, o Grêmio ia no embalo da torcida e se aproximava da meta adversária, mas só ameaçava em cobranças de escanteios. Susto mesmo o Grêmio só foi dar ao final do primeiro tempo, em dois chutes de fora da área que Weverton espalmou para escanteio (conclusões de Barcos e Alex Telles, respectivamente).
O Grêmio aumentou a carga no segundo tempo, que virou definitivamente um jogo disputado em uma única metade do campo, e assim o tricolor esteve sempre muito perto de marcar. Colocou bola na trave, teve gol anulado, mas pro meu gosto faltou, além de um pouco de sorte, mais velocidade nas ações e mais movimentação (inversões, overlapping e etc). O tempo foi passando e o gol que levaria a decisão para os pênaltis não aconteceu.
É preciso registrar que os homens de frente do Grêmio, embora tenham mostrado empenho, estiveram numa jornada tecnicamente infeliz. Não é justo creditar a desclassificação a um único fator, mas essa pode sim ser uma das razões. Por outro lado, é justo que se reconheça que atletas como Ramiro, Riveros, Souza e Rhodolfo tiveram atuações dignas de jogo decisivo.

O Atlético tem mais qualidade que o Grêmio? Tem mais organização? As duas coisas? Nenhumas das duas, só teve mais sorte?
Será que o fato do Atlético ter alongado a sua pré-temporada, ao não usar seu time principal no campeonato regional (enquanto o Grêmio enfrentava uma maratona de datas) lhe deu alguma vantagem nesse momento da competição?

É bem questionável a marcação do juiz ao apitar falta de Barcos em Luiz Alberto no que seria o gol do Ramiro. Eu considero que aquele tipo de contato (mão nas costas) é faltoso, mas ocorreram lances parecidos com esse na partida em que nada foi marcado.
Mais um jogo decisivo que a torcida do Grêmio é impedida de levar faixas, trapos e bandeiras. Será que é tão difícil resolver essa questão?
É curioso o comportamento de parte torcida. O anúncio do nome do Zé Roberto na escalação foi comemorado como se fosse um gol. Mas na primeira bola que ele segurou um pouco mais (justamente uma das suas características) vários torcedores se impacientaram.
Renato tem grandes méritos na retomada desse grupo do Grêmio. Mas algumas das suas decisões são difíceis de entender. Zé Roberto, que sequer entrou na partida de ida (quando o time estava seriamente desfalcado), acabou virando titular no jogo de volta quando todos os atletas estavam a disposição do treinador. O que mudou nesses 6 dias entre os dois jogos?

O Grêmio jogou seis partidas na Copa do Brasil e marcou apenas 2 gols. Aí fica muito difícil ir adiante, ainda que o time também tenha sofrido poucos (2 em seis jogos).


 Fotos: André Ávila e Mauro Schaefer (Correio do Povo), Daniel Castellano (Gazeta do Povo)

 
Grêmio Grêmio 0x0 Atlético Paranaense Atlético-PR

GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro (Yuri, 35/2T), Riveros (Elano, 20/2T) e Zé Roberto (Vargas, 24/2T); Kleber e Barcos.
Técnico: Renato Portaluppi
ATLÉTCO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Zezinho, Everton (Renato, 38/2T) e Paulo Baier (João Paulo, 31/2); Marcelo e Ederson (Dellatorre, 31/2T).
Técnico: Vagner Mancini

Copa do Brasil 2013 – Semifinal – jogo de volta
Data: 07 de novembro de 2013, quarta-feira, 21h50min
Local:
Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público total: 43.899 (41.234 pagantes)
Renda: R$ 2.061.192,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares:
Emerson Carvalho (SP) e Guilherme Camilo (MG).
Cartões amarelos: Juninho, Léo, Manoel, Luiz Alberto, Zé Roberto, Kleber
Cartões vermelhos: Léo (APR) e Kleber (GRE), depois do jogo.

1996 – Copa do Brasil – Grêmio 3×0 Atlético Paranaense

November 5, 2013

A partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 1996, entre Grêmio e Atlético Paranaense, foi disputada no dia 19 de abril, uma sexta-feira. A razão do dia da semana tão peculiar era de que a equipe principal do tricolor recém havia voltado do Japão, onde vencera o Independiente pela Recopa. A direção anunciava que não haveria transmissão do jogo pela televisão e um bom público se deslocou até a Azenha.
Em razão do resultado obtido em Curitiba, o Grêmio jogava pelo 0x0 no Olímpico, e assim o primeiro tempo acabou sendo bastante truncado. Na segunda etapa o Atlético foi obrigado a se abrir e acabou concedendo três pênaltis. Os três convertidos por Adílson. Curiosamente o mesmo fato voltou a acontecer (um jogador convertendo três pênaltis no mesmo jogo) contra o mesmo Atlético no Brasileirão de 2008.
Outro dado interessante da partida foi a estreia de Rodrigo Mendes com a camiseta do clube, na primeira das suas inúmeras passagens pelo clube.

 

 


 

LanceO que você lembra daquele jogo em que fizeste três gols?
Adílson BatistaFiz quatro gols, não três. O árbitro pernambucano, o Wilson de Souza Mendoça, mandou voltar, bati quatro vezes no Ricardo Pinto. Sempre tive o carinho pelo Atlético, estávamos vivendo um bom momento do Grêmio. Para mim foi uma satisfação ter feito os gols, contribuído para a vitória, foi um jogo legal. Era à noite, o técnico do Atlético era o Leão. Tenho respeito pelos dois, gosto dos dois clubes. (Lance – 30 de outubro de 2013)

“O resultado encobre as dificuldades enfrentadas pelo Grêmio. No primeiro tempo, o time de Émerson Leão impôs uma marcação severa, tirando espaço. O Grêmio teve uma chance de gol com Paulo Nunes e o Atlético ameaçou num arremate de Jorginho” (Correio do Povo – 20 de abril de 1996)

“Isso é treinamento”, resumiu o zagueiro Adílson após a partida.” (Correio do Povo – 20 de abril de 1996)

 
 Fontes: Correio do Povo, Globo Esporte, Lance e Zero Hora

 Grêmio 3×0 Atlético Paranaense

GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; João Antônio, Goiano, Aílton (Rodrigo Mendes) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Emerson) e Jardel (Zé Alcino)
Técnico: Luis Felipe Scolari

ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto; Reginaldo (Pavão), Luiz Eduardo, Andrei e Elias; Sidiclei, Alex, Matosas,  e Jorginho; Marcão e Oséias
Técnico: Emerson  Leão

Copa do Brasil 1996 – Oitavas de Final – Jogo de volta
Data: 19 de abril de 1996, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público:  31.674 (27.338 pagantes)
Renda: R$ 184.441,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Auxiliares: Kleber Guimarães e Erik Bandeira
Cartões Amarelos: Goiano, Rivarola, Adilson, João Antônio, Roger, Luiz Eduardo, Reginaldo e Elias
Cartão Vermelho: Andrei
Gols: Adílson, aos 15, 22 e 50 minutos do 2º tempo (Todos de pênalti)