Archive for January, 2014

Gauchão 2014 – Brasil de Pelotas 1×1 Grêmio

January 30, 2014
E o time B do Grêmio voltou a campo pelo Gauchão do 2014. Usando uma terceira escalação diferente em três jogos, dessa vez com uma formação mais defensiva, com três volantes. Nem deu tempo pra ver se a estratégia foi bem pensada, porque logo aos 5 minutos o time sofreu o gol, novamente numa bola mal cortada pela defesa, que Gustavo Papa aproveitou para chutar e, com auxilío do desvio em Cleylton, superar o goleiro Follmann. O tricolor sentiu o golpe, o Xavante se animou, mas o jogo em si foi muito ruim. Os atletas gremistas tinham grande dificuldades em articular jogadas, raramente encaixavam uma sequência superior a dois passes. Já o Brasil tentava o contra-ataque, mas muito na base do “vamo que vamo”. Assim o restante da partida foi um festival de chutões, com muitas disputas pela bola no alto e rebotes, com incontáveis faltas cometidas nesse tipo de lances.
O Brasil até esteve mais perto de ampliar (especialmente nas cabeçadas de Gustavo Papa) do que de levar o empate, mas aos 25 minutos do segundo tempo, numa das raras jogadas conscientes do Grêmio, Felipe Ferreira deu bela assistência e Luan tocou com categoria, por cima do goleiro Luiz Muller, para empatar o jogo. O Brasil pressionou nos minutos finais. Follmann fez grande defesa na cabeçada de Cirilo e Forster teve duas boas chances de desempatar nos acréscimos. Mas tanto na primeira (falta na entrada da área) como na segunda (pênalti duvidoso marcado em Márcio Hahn)  o lateral esquerdo acabou isolando a bola por cima do gol.

 

O juiz da partida era desconhecido para mim. Devemos saudar a renovação e reconhecer que ele foi bem no único critério relevante para a comissão de arbitragem da FGF: Saber fazer cara de brabo.
Me pareceram um tanto exagerados os elogios que os jornalistas da RBS TV fizeram ao gramado do Bento Freitas. O curioso é que nesse processo deu até para dar uma crítica injusta a Arena do Grêmio (o que já é de praxe)
Everton entrou bem no jogo. Conseguiu reter a bola na enfrente, enfrentar a zaga e concluir a gol. Poderia até ter começado a partida.
A explicação talvez passe pela desconfiança na sua zaga, mas Follmann poderia maneirar nas saídas tresloucadas do gol.

Fotos: Italo Santos (G.E.Brasil) e Fernando Gomes (Agência RBS)

Brasil-RS Brasil de Pelotas 1×1 Grêmio Grêmio

GRÊMIO: Follmann; Spessato, Rafael Thyere, Cleylton e Breno; Guilherme Amorim, Matheus Barbosa (Everton, intervalo),  Moisés (Jeferson, 28’/2°T) e Leandro Canhoto (Felipe Ferreira, 17’/2°T); Luan e Everaldo
Técnico: Mabília
BRASIL DE PELOTAS: Luiz Müller; Wender, Fernando Cardozo, Cirilo e Rafael Forster; Leandro Leite, Washington, Túlio Souza (Márcio Hahn, 27’/2°T) e Cleiton; Alex Amado e Gustavo Papa (Nena, 31’/2°T)
Técnico: Rogério Zimmermann

04ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2014
Data: 28/01/2014, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS)
Árbitro: Eleno Gonzalez Todeschini
Auxiliares: Lúcio Beiersdorf Flor e Edemar Lacerda Palmeira
Cartões amarelos: Wender, Túlio Souza, Alex Amado e Washington (BRA); Spessato e Guilherme Amorim (GRE)
Cartão vermelho: Guilherme Amorim (GRE)
Gols: Gustavo Papa, aos  5 do 1° tempo e  Luan, aos -25 minutos do 2° tempo

Camisa Branca 1956

January 29, 2014

Acho que é uma boa hora de retomar os posts que falam sobre camisas históricas do Grêmio. A camisa branca retratada na ilustração acima foi usada como fardamento reserva na década de cinquenta. No Memorial do Grêmio é atribuída a temporada de 1958, contudo encontrei alguns registros do time usando ela no ano de 1956 (Imagens abaixo).
A primeira é de um jogo disputado no Olímpico, em 20 de setembro de 1956 contra um time que dependendo da fonte, ora é creditada como Seleção Argentina, ora como “Seleção de agremiados da A.F.A.”

 Grêmio 0x0 Seleção da A.F.A – 20 de setembro de 1956

GRÊMIO: Sérgio; Figueiró, Airton e Nelcí; Calvet e Ênio Rodrigues, Hercílio; Gessi, Juarez, Milton e Vieira

SELEÇÃO DA AFA: Roma; Daponte, Colman e Vairo; Pederzolli e Gutiereez; De Borgoing, Ceconatto (Pentrelli), Angelillo (Narvascki), Lugo e Garábal

 Juarez tenta o cabeceio no jogo contra o selecionado argentino (fonte: Grêmio História)

 Juarez marca uma dos gols da vitória de 2×0 sobre o Floriano em agosto de 1956 (fonte: Grêmio História)
Renner Vs. Grêmio  na década de 1950 – Valdir de Moraes defende a meta Rennista  no estádio Tiradentes-“Waterloo”.

Mas o motivo que me levou a falar dessa fardamento foi me deparar com a foto abaixo, do Ronaldo enfrentando o Spartak em Moscou pela Champions League de 1998/1999 e perceber que a Internazionale de Milão usou um modelo bem parecido para seu uniforme reserva, apenas alternado a ordem em que o azul e o preto são estampados na camisa.

Gauchão 2014 – Grêmio 4×0 Aimoré

January 27, 2014
 
 

 E o time principal do Grêmio fez sua estreia na temporada 2014. E fez uma boa estreia, feitas todas as ressalvas. É óbvio que podemos questionar se o campeonato gaúcho é parâmetro ou mesma a fragilidade do Aimoré (que é a única equipe que ainda não somou pontos na competição), mas ainda assim acredito que o tricolor mostrou algumas características interessantes. Enderson Moreira escalou o time com 3 volantes, formando uma espécie de losango no meio de campo, que ficava um pouco torto uma vez que Maxi Rodriguez jogava mais aberto pela direita e Riveros avançava mais do que Ramiro.
O jogo em si foi resolvido rapidamente, na primeira meia hora. Aos 13, Barcos recebeu uma bola pelo lado direito, cortou para dentro e chutou de pé esquerdo , acertando o ângulo para marcar o 1×0. O Aimoré sentiu demais o golpe e não reagiu (sequência de fotos acima). Aos 22, Riveros recebeu em posição duvidosa e cruzou, Barcos cabeceou e Bressan completou pras redes. Cinco minutos depois, foi o estreante Edinho que marcou o seu, desviando a falta batida por Maxi Rodriguez (sequência de fotos abaixo). O Grêmio chegou a marcar o quarto ainda no primeiro tempo, mas o bandeirinha Paulo Conceição assinalou equivocadamente impedimento na jogada. Nos 45 minutos finais o tricolor, como era de se esperar, reduziu um pouco o ritmo, mas ainda assim chegou nos 4×0, em um pênalti sofrido por Bressan e convertido por Kleber.

 O lado ruim de um jogo como ontem é a possível empolgação excessiva com uma amostragem mínima. O lado bom é que ajuda a diminuir certos questionamentos. Barcos fez belo gol e foi importantíssimo na partida. Kleber voltou a marcar e Marcelo Grohe, mesmo num jogo disparelho, teve oportunidade de mostrar serviço.
Um aspecto que eu gostei muito no time do Grêmio era de que os atletas não mostraram pudor em cometer faltas para evitar um contra-ataque, o que pode fazer toda diferença num jogo decisivo (lembram da semifinal da Copa do Brasil de 2012?). Pode ser pouco, mas é indicativo de uma equipe bem treinada. 
Aos poucos se entende porque tem gente que ama e porque tem gente que odeia o futebol do Edinho. Por sinal, gostei da forma que ele se posicionou. Como era de se esperar ele se por diversas vezes se junta a linha dos zagueiros, mas sempre fechando pelo lado, e não se enfiando entre Bressan e Rhodolfo, e isto me parece ser bem mais producente.
Maxi Rodriguez jogou mais aberto pela direita (imagino que para balancear o posicionamento de Kleber, que costuma cair mais pela esquerda). Além disso, o uruguaio, ainda que com dificuldades, marcou mais do que costumava marcar em 2013, ficando responsável por acompanhar o lateral adversário.
Eu sigo achando que essas promoções de “acompanhante entra de graça” deveriam ser melhor pensadas. O público total de ontem ficou na casa dos 15 mil (que foi a média dos 5 jogos que o Grêmio fez na Arena pelo Gauchão 2012). Contudo, no ano passado, a média de pagantes na Arena no Gauchão do ano passado foi de 12.900, contra quase 11 mil ontem.

 
 

Fotos: André Kruse e Guilherme Testa (@GuimmyTesta)

 Grêmio Grêmio 4×0 Aimoré Aimoré

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Bressan e Wendell; Edinho, Riveros, Ramiro, Maxi Rodríguez (Jean Deretti, 36’/2º) e Kleber (Lucas Coelho, 38’/2º); Barcos (Paulinho, 29’/2º).

Técnico: Enderson Moreira

AIMORÉ: Rafael; Danilo Baia, Marcelo Ramos, Rogério e Juca; Luanderson, Cristian Lucca, Toto (João Paulo, 29’/1º) e Diego Torres; Paulinho Macaíba (Cleiton, intervalo) e Lucas Silva (Moacir, 19’/2º).
Técnico: Ben-Hur Pereira

03ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2014
Data: 26 de janeiro de 2014, domingo, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 15.911 (10.824 pagantes)
Renda: R$ 303.675,00
Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves Lima
Auxiliares:  Paulo Ricardo Conceição e Charles Lorenzetti.
Cartões amarelos: Danilo Baia, Cristian Lucca, Rogério (A)
Gols: Barcos, aos 13, Bressan  aos 22 e Edinho aos 27 minutos do primeiro tempo; Kleber (pênalti), aos 33 minutos do segundo. 

Nem tudo é Grenal – 2º curta – "As cores da Rivalidade"

January 25, 2014
No último sábado, dia 18 de janeiro, a RBS TV exibiu o 2º curta da série “Nem tudo é Gre-Nal“. O tema desse episódio é “As cores da rivalidade” e pode ser visto no vídeo acima (ou neste link). Falei um pouco sobre primeiro Gre-Nal da história. Acho interessante acrescentar dois pequenos trechos que ajudam a ilustrar como se desenrolou o jogo dos 10×0.


Relato do Correio do Povo de 20 de julho de 1909 sobre o jogo:
“Às 3.25 pelo respectivo referee, sr. Waldermar Bromberg, foi dado signal de kick-off, cabendo este ao center forward Booth, do team azul. Nos primeiros minutos, o jogo esteve indeciso, pois o team azul, que era constituído de excelentes elementos, pretendia conhecer a força do seu rival. Pelo primeiro lance, verificou-se que a linha de forward do Grêmio F.B. era bem combinada e com bizarria atacava seus adversários, sendo rechaçados, por várias vezes, pelo half-backs do team incarnado…” 
Depoimento dado em 1971, por Álvaro Brochado, atleta do Grêmio, sobre aquele primeiro clássico:
“Feito o sorteio, coube ao Internacional a escolha do goal que ocupou fronteiro à sociedade Atiradores. O jôgo ficou logo para os jogadores do Grêmio, que mantiveram a bola sempre no campo adversário, sendo notório que duas únicas vêzes os atacantes do Internacional chutassem contra o goal do Grêmio”(Revista Grandes Clubes Brasileiros – Grêmio – nº 7 – 1971)

Gauchão 2014 – Grêmio 2×1 Lajeadense

January 24, 2014

Depois da bizarrice que enfrentou no gramado sintético do Zequinha na partida de estréia, os guris do time B do Grêmio tiveram uma oportunidade de atuar em condições mais condizentes com a prática do futebol. Seguia fazendo muito calor, mas as 19h30, com sombra na grama natural da arena, era possível se realizar um jogo. E foi o que aconteceu. É verdade que não com muita velocidade, o estádio muito vazio fez com que os primeiros minutos de jogo fossem mais tranquilos. Aos poucos o Grêmio conseguiu se soltar, avançando em “jogadas pelos flancos” (OSTERMANN, Ruy) onde se destacavam Spessatto, Breno e, especialmente, Everton. O Lajeadense conseguia ameaçar através da maior presença física dos seus atletas, levando perigo principalmente na bola aérea. Aos 38 minutos Breno apareceu bem pela ponta esquerda e cruzou forte e rasteiro para Everton empurrar para as redes. 1×0 foi o placar do primeiro tempo.
No segundo tempo o Grêmio tratou de administrar o resultado e o seu cansaço. Notei uma movimentação curiosa: Everaldo, que é centroavante de área, retornava como meio-campista enquanto Luan permanecia como o atleta mais avançado. Aos poucos o tricolor foi perdendo o controle do meio de campo (as mudanças feitas não surtiram efeito) e o Lajeadense teve uma série de oportunidades para levanta a bola na área do Grêmio. Em um escanteio aos 32 minutos, Gabriel Atz subiu sozinho e empatou o jogo. Por sorte o Grêmio ainda teve tempo de reagir. Aos 43, Luan recebeu pelo passe e foi derrubado dentro da área. Leandro Canhoto converteu o pênalti que estabeleceu o 2×1 final.

 
Tivemos o menor público pagante da história da Arena ontem (até em Juventude x Botafogo-PB foram vendido mais ingressos). Era possível prever isso? O desinteresse é evidente, vários torcedores que estavam na Arena ignoram o jogo no segundo tempo para pedir autografo para Barcos. Em dias assim, não seria melhor abrir apenas o anel inferior? Seria mais econômico e diminuiria a sensação de vazio no estádio.
Outra questão que aumentou esse sentimento de o estádio estava deserto foi o fato, de mais uma vez, não termos bandeiras, faixas e instrumentos musicais na Arena. Os primeiros minutos de jogo, sem nenhum grito de torcida, foram deprimentes. Espero muito para que se resolvam todos os entraves dessa questão (sejam eles de fato burocráticos ou apenas de “espírito”) antes da estreia na Libertadores.

Por que o Eduardo Martini estava usando o camisa “01” do Lajeadense? Quando o Rogério Ceni faz isso já excessivamente ridículo.

Tomei um susto quando ouvi na coletiva que o Everton tem apenas 17 anos. Mostrou bastante confiança e personalidade na partida. Promissor.
Breno foi um dos poucos que se destacou no primeiro jogo. Ontem novamente foi bem. Uma boa notícia, especialmente se considerarmos o fato o Grêmio não tem opções assim na lateral esquerda.

 

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e André Kruse

Grêmio Grêmio 2×1 Lajeadense Lajeadense

GRÊMIO: Follmann; Spessatto, Rafael Thyere, Cleylton e Breno; Moisés (Angelo, 26’/2ºT), Guilherme Amorim e Jeferson (Matheus Barbosa, 20’/2ºT); Everton, Luan e Everaldo (Leandro Canhoto, 13’/2ºT).
Técnico: Marcelo Mabília

LAJEADENSE: Eduardo Martini; Márcio Gabriel, Bruno Oliveira, Gabriel Atz e Marcio Goiano; Rudiero, Mateus (João Felipe, 21’/2ºT), Everton e Rennan (Mikael, 28’/2ºT); Cléverson e Japa (Eber, 37’/2ºT).
Técnico: Fabiano Daitx

2ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2014
Data: 24 de janeiro de 2014, quinta-feira, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 5.029 (3.360 pagantes)
Renda: R$ 82.347,00
Árbitro: Diego Almeida Real,
Auxiliares :João Lúcio Junior e Elio Nepomuceno Jr.
Cartões amarelos: Rennan, Everton, Bruno Oliveira (L); Jeferson, Guilherme Amorin, Matheus Barbosa, Angelo (G)
Cartão vermelho: Bruno Oliveira (L)
Gols: Everton (G), a 38 min do primeiro tempo. Gabriel Atz (L), a 32 min, e Leandro Canhoto (G), a 42 min do segundo tempo.

Divisão de público em 2013 e 2012

January 22, 2014
Eu tenho observado com alguma atenção os borderôs dos últimos jogos do Grêmio. Existem informações bem interessantes ali. É possível verificar a divisão de público na estádio, quantos são os sócios patrimoniais/contribuintes em cada partida, quantos dos presentes são da modalidade sócio/torcedor, quantos são não-sócios que compram ingresso e quantos são os não pagantes. 
Fiz um levantamento de como se dividiu o público, na média, nos 31 jogos que o Grêmio disputou na Arena em 2013. O resultado está nas três primeiras colunas da tabela acima. Para efeito de comparação, fiz o mesmo com os borderôs dos jogos do Olímpico em 2012 (as duas últimas colunas). Contudo, é preciso fazer a ressalva que não consegui os boletins financeiros das três partidas da Sul-americana de 2012. Se alguém puder me disponibilizar esses documentos eu ficaria extremamente agradecido.
A primeira questão que chama atenção na comparação dos dois últimos anos é a considerável redução no número de não-pagantes (tema já tratado aqui no blog antes). Outro dado a ser considerado é pequena redução na percentagem de sócios-torcedores presentes nos jogos (o que infelizmente pode ser reflexo numa redução do quadro social, ou do aumento do preço dos ingressos, ou do pouco desconto dado nas entradas do anel inferior). Além disso é interessante salientar que houve um aumento significativo (tanto em termos percentuais como absolutos) no número de não sócios que compraram ingressos, o que, com alguma boa vontade, pode ser visto com um potencial para novos sócios. 
Resta saber como o Grêmio pode estudar esses números para aumentar a taxa de ocupação do seu novo estádio e com isso aumentar suas receitas.
Nos primeiros dias do ano, os departamentos de marketing do clube e da Arena anunciaram que irão repetir as promoções praticadas no final de 2013, onde era possível levar um acompanhante gratuitamente no jogo. De fato isso já se verifica no primeiro jogo desse ano. Não me parece ser a medida mais adequada. Se isolarmos os 3 jogos do ano passado onde ocorreram essas promoções (Vasco, Flamengo e Goiás) veremos que a média de público total permaneceu na casa dos 24 mil. Contudo, essa marca foi atingida com o aumento de não pagantes (28,5% nessas três partidas contra 9,7% do ano todo). As demais categorias (Sócio patrimonial, sócio-torcedor e não sócios) tiveram uma redução no comparecimento quando da ocorrência dessas promoções.
Assim, me parece claro que esse tipo de promoção não é a que melhor cumpre com os objetivos do ISO9001 do quadro social do clube (“aumentar a satisfação dos associados; Ampliar o número de associados: Aumentar receita oriunda do Quadro Social; Aumentar participação dos associados nos eventos e promoções do Grêmio”). É claro que a equação não é tão simples, mas para efetivamente encher o estádio e  atingir esses objetivos talvez seja necessário diminuir preço de ingressos, aumentar a oferta de descontos e o percentual dos descontos oferecidos ao sócio-torcedor, reajustar o valor das mensalidades, implementar o check-in, e não simplesmente permitir a entrada gratuita de acompanhantes.
Por fim, como curiosidade, deixo algumas mínimas e máximas dos públicos da Arena em 2014:
PÚBLICO TOTAL
– O jogo com maior público total foi do Atlético-PR na Copa do Brasil: 43.899 espectadores
– O jogo com menor público total foi do Cerâmica no Gauchão: 11.496 espectadores
PÚBLICO PAGANTE
– Em termos absolutos o jogo com maior público pagante foi do Atlético-PR na Copa do Brasil: 41.244
– Em termos percentuais o jogo com maior público pagante foi do Santa-Fé na Libertadores: 96,6%
– Em termos absolutos o jogo com menor público pagante foi do Cerâmica no Gauchão: 10.162
– Em termos percentuais o jogo com menor público pagante foi do Goiás no Brasileirão: 69,5%
NÃO-PAGANTES
– Em termos absolutos o jogo com maior público não-pagante foi do Goiás no Brasileirão: 10.471
– Em termos percentuais o jogo com maior público não-pagante foi do Goiás no Brasileirão: 30,5%
– Em termos absolutos o jogo com menor público não-pagante foi do Cruzeiro no Brasileirão: 801
– Em termos percentuais o jogo com menor público não-pagante foi do Santa-Fé na Libertadores: 3,40%
SÓCIOS PATRIMONIAIS
– Em termos absolutos o jogo com maior nº de sócios patrimoniais foi do Fluminense na Libertadores:  20.711
– Em termos percentuais o jogo com maior nº de sócios patrimoniais foi do Santos no Brasileirão: 62,01%
– Em termos absolutos o jogo com menor nº de sócios patrimoniais foi do Cerâmica no Gauchão: 5.882
– Em termos percentuais o jogo com menor nº de sócios patrimoniais foi  do Goiás no Brasileirão: 34,8%

SÓCIO TORCEDOR
– Em termos absolutos o jogo com maior nº de sócio torcedor  foi do LDU na Libertadores:  8.036
– Em termos percentuais o jogo com maior nº de sócio torcedor foi do LDU na Libertadores: 19,4%
– Em termos absolutos o jogo com menor nº de sócio torcedor foi do Cerâmica no Gauchão: 570
– Em termos percentuais o jogo com menor nº de sócio torcedor  foi  do São Luiz no Gauchão: 4,5%

NÃO-SÓCIOS
– Em termos absolutos o jogo com maior nº de não-sócios  foi do Atlético-PR na Copa do Brasil:  15.871
– Em termos percentuais o jogo com maior nº de não-sócios  foi do Corinthians na Copa do Brasil: 43,6%
– Em termos absolutos o jogo com menor nº de não-sócios  foi do Vasco no Brasileirão: 2.634
– Em termos percentuais o jogo com menor nº de não-sócios  foi  do Caracas na Libertadores: 17,4%

Gauchão 2014 – São José 1×0 Grêmio

January 20, 2014

 O time B do Grêmio não começou bem o Campeonato Gaúcho 2014. A equipe formada pelo time sub-20 tricolor teve uma atuação muita fraca, sendo derrotada no gramado sintético do Passo D´areia. É pouco prudente fazer qualquer análise mais profunda sobre o que foi visto ontem em campo, uma vez que além da habitual dificuldade da grama artificial, havia ainda a questão do forte calor que fazia em Porto Alegre na tarde de ontem. O próprio São José, habituado ao campo, não fez uma grande partida, apesar de ter sido superior no confronto. Aos 34 minutos do primeiro tempo, Jean aproveitou uma das poucas oportunidades surgidas no jogo e chutou uma bola com efeito (ou talvez com desvio na zaga) que Follmann não conseguiu cortar:1×0 que o Zequinha administrou até o final.
Eu acho muito triste que se permita, sem maiores debates, que um time de futebol profissional da 1º divisão do futebol gaúcho utilize grama sintética no seu estádio. Não temos aqui no estado uma condição climática/geográfica/financeira que inviabilize o uso de grama natural. Mas se é assim poderiam se mitigar as dificuldades. Ou se joga no gramado sintético, ou se joga com calor acima de 40º c. As duas coisas juntas não dá. O curioso é que um outro time da capital só teve que atuar nesse novo terreno do Passo D´areia no frescor da noite.
Imagino que a causa tenha sido o calor, mas achei o Grêmio muito frouxo na marcação. Um detalhe interessante é que foi o São José a equipe que mais cometeu faltas na partida (27 a 17, segundo o FootStats).
Não acho certo a mudança de planejamento tão cedo na temporada. Quero muito acreditar que a antecipação da estréia do time principal de fato não tenha nada a ver com o insucesso do time B. Aliás, não se pode fazer terra arrasada com os garotos que atuaram ontem. Um bom exemplo disso está no ano passado: Ramiro era um dos atletas que atuou nas vexatórias derrotas para o Canoas e São Luiz no início de 2013 e depois se firmou como titular, e um dos destaques, no Brasileirão.

Qual partida recebeu mais público: O jogo-treino do time A ou a estreia oficial do Grêmio no ano com o time B? O simples fato de poder se questionar isso revela a desvalorização do “produto” que é feita através desse excesso de jogos sem sentido.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e Marcelo Campos (MCDEZ Comunicação)

São José-RS São José 1×0 Grêmio Grêmio

SÃO JOSÉ: Luiz Carlos; Bindé, Fernando, Júlio Santos e Brida; Jonas, Ramos, Felipe Guedes (Sander, 39’/2ºT) e Rafinha (Chiquinho Resende, 40/2T); Jean e Eraldo (Franciel, 14’/2ºT).
Técnico: Beto Campos
GRÊMIO: Follmann; Tinga, Rafael Thyere, Canavesio e Breno; Moisés, Matheus Biteco (Guilherme Amorin, 24’/2ºT) e Jeferson; Luan, Yuri Mamute (Everton, 15’/2ºT) e Everaldo (Angelo, 10’/2ºT).
Técnico: Marcelo Mabília

1ª Rodada – Campeonato Gaúcho 2014
Data: 19/01/2014, domingo, 17h00min
Local: Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre-RS  
Público: 823 pagantes
Renda: R$ 26.120,00
Árbitro: Luís Teixeira Rocha
Auxiliares: Marcelo Barison e Júlio César dos Santos
Cartões amarelos:
Jonas, Rafinha e Guedes (SJO) e Guilherme (GRE)
Gols: Jean, aos 34 minutos do primeiro tempo

Fórmula do Gauchão 2014

January 16, 2014

E depois de 5 temporadas, mudou a fórmula do Gauchão. Talvez não tenha mudado o suficiente, contudo ocorreram mudanças interessantes. Mas antes de analisar essa mudanças acho interessante fazer um breve histórico desse processo de troca no formato do campeonato:

– Em setembro de 2013, foi noticiado que os “clubes do interior” gostariam de mudar a fórmula do Gauchão para um turno único com oito classificados para a etapa eliminatória a resposta do presidente da FGF, Francisco Novelletto foi a seguinte: “Isso é uma loucura. Metade dos times não terá nada a fazer quando chegar a oitava rodada. Não há a menor possibilidade de que isso vá adiante

– Ainda em setembro, Novelletto, disse, em resposta ao manifesto do Bom Senso FC, que “Não tem como enxugar o calendário porque ele já foi enxugado” 
8 dias depois, a Federação Gaúcha de Futebol anunciou  uma redução de quatro datas no Gauchão 2015. Em 10 de outubro Novelleto afirmou que fórmula teria “um turno único, que classificará os quatro melhores times às semifinais com dois jogos de mata-mata”.
Parecia tudo muito bom. Novelletto, apesar de negar, abandonou a sua interpretação estapafúrdia do Estatuto do Torcedor, e, no seu costumaz exercício de voltar atrás naquilo que havia afirmado, realizou mudanças no sentido de uma racionalização do calendário. Contudo, a fórmula final não foi exatamente essa anunciada em outubro
De fato haverá um turno único. Só que para efeitos de classificação os times estão, inexplicavelmente, divididos em dois grupos. Os quatro primeiros colocados do Grupo A e os quatro primeiro colocados do Grupo B avançam as quartas de final, que será  disputada em jogo único, assim como as semifinais. Apenas a finalíssima é disputada em duas partidas.  Pois bem, colocada a fórmula, vamos tratar dos avanços que ocorreram e dos problemas que persistem ou que poderão existir
AVANÇOS
– Diminuição de datas. Agora são 19, contra 23 da formato usado entre 2009/2013.
– O campeonato passa a ter data certa para acabar. Anteriormente o vencedor de dois turnos era campeão antecipadamente e as duas datas reservadas para as finais eram desperdiçadas.
– Classificação em turno único. Permite maior flexibilidade na hora de possíveis adiamento ou antecipação de jogos.
– Uma única fase eliminatória. O formato anterior implicava em jogos decisivos muito cedo na temporada.
– Não existe mais a possibilidade do campeão ser rebaixado.


PROBLEMAS QUE PODERÃO EXISTIR

– A classificação se dá por grupos, o que poderá acarretar sérias distorções. Por exemplo: O chaveamento das quartas de final será o seguinte: 1º Grupo “A” x 4º Grupo “B” ;” – 2º Grupo “B” x 3º Grupo “A e vice- versa. Ocorre que o mando do jogo único das quartas de final é do 1º e 2º colocado de cada grupo. Contudo pode acontecer que o terceiro e o quarto colocados de um grupo tenham uma campanha melhor do que a do primeiro e segundo colocados do outro, e ainda assim terão que decidir fora de casa.
– Ainda pior poderá ser uma eventual situação do 5º colocado de um grupo ter mais ponto que o 4º do outro e mesmo assim ficar de fora das semifinais. Não há como entender porque a classificação não é feita num único grupo de todos os participantes.
PROBLEMAS QUE PERSISTEM
– Os confrontos se repetem na fase classificatória. Pelo 5º ano seguido o Grêmio enfrenta o Juventude fora. Pela 4ª temporada seguida o Grêmio recebe o Lajeadense.
– Quartas de final e semifinal em um jogo único. A sistemática dos jogos de ida e volta é consagrada no futebol de clubes. O jogo único dá muito vantagem para o time que decide em casa, e como vimos acima, o time mandante pode até ter uma campanha inferior a do visitante. E no caso do gauchão, o jogo único nessas fases pode implicar na ausência de um tradicional atrativo da competição, que é o time grande tendo que visitar um pequeno no mata-mata.
– A troca de critérios. Para definição do mando de campo nas quartas de final o que vale é a posição final dos times no seu grupo. Nas semifinais e finais esse critério não vale mais, sendo adotada a melhor campanha do geral. Não era melhor usar um único critério em toda fase eliminatória? Da mesma forma, as quartas de final e semifinais são disputadas em um jogo único, para depois a final ser jogada em dois jogos.
– Os jogos do mata também são considerados na contagem para estabelecer a melhor campanha, o que pode causar desequilíbrio. Na fase classificatória todos jogam contra todos, e depois disso passa-se a somar um novo confronto, ficando prejudicada a equiparação dos desempenhos, (uma vez que as equipes semifinalistas ou finalistas, enfrentaram equipes diversas em mais de uma ocasião).
– Ao final da fase classificatória os times terão jogados um números de partidas ímpar, o que significa que alguns jogaram mais em casa do que os outros. E isso pode ter efeito depois, na hora de estabelecer a melhor campanha. Este é um problema que persiste desde 2009. Abaixo pode se ver como foram distribuídos os jogos em casa da dupla Gre-Nal desde então. Nota-se um favorecimento do Internacional, especialmente pelo fato de que em 2012 a FGF não honrou o compromisso de “espelhar” a tabela de 2011.

Nem tudo é Grenal – 1º curta

January 13, 2014
Por convite do diretor Guilherme Petry, dei um depoimento para o projeto “Nem Tudo é Grenal“, do Curtas Gaúchos da RBS TV. O primeiro curta foi ao ar no último sábado e pode ser visto acima ou neste link. Minha participação começa aos 8 minutos e 8 segundos.
Falei bastante dessa questão da fundação de Grêmio e Inter em um post de 2009, que penso seguir sendo bastante válido. Nunca vi nenhum elemento que pudesse comprovar essa afirmativa de que o Grêmio era clube “fechado dentro de uma comunidade étnica” ou mesmo uma “uma entidade fechada, voltada para a comunidade alemã.”
 

Transmissões no Brasileirão 2013 – Final

January 6, 2014
Repetindo o que publiquei no ano passado, fiz um levantamento de como foram transmitidos todos os jogos do Grêmio no Brasileirão 2013. Os números estão na tabela acima. Na comparação com 2012 fica claro que o tricolor teve mais jogos exibidos em televisão aberta (o que é sempre bom), teve um aumento nos jogos transmitidos pelo Sportv (que, tirando a satisfação do assinante, pouco acrescente para o clube) e uma considerável diminuição dos jogos exclusivos do PFC (o que poderia significar uma menor participação do clube na divisão da verba do pay-per-view, contudo vimos que até a metade da competição a participação do Grêmio aumentou em relação ao ano passado. Resta saber como ficou essa questão no final do campeonato)

Ano passado eu fiz a comparação direta das transmissões do Grêmio com o Co-irmão. Dessa vez achei melhor ampliar a levantamento, incluindo os grande de BH (times de grandeza similar a dupla Gre-Nal e também fora do eixo RJ/SP) e os favoritos da mídia paulista (Corinthians) e carioca (Flamengo).  Podemos ver na tabela abaixo que os Corinthianos encontram-se no “melhor” dos mundos, tendo muitos jogos em  TV Aberta e muitos jogos exclusivos do pay-per-view.

Eu sigo achando muito curioso que esse tema do contrato de televisionamento e transmissão dos jogos, que recebeu tamanha atenção e espaço em 2011 tenha tão saído tão rapidamente da pauta das discussões entre os gremistas nos últimos anos.