Nem Tudo é Gre-Nal – 3º Curta – "Peleia Gaúcha"

No dia 25 de janeiro, sábado passado, a RBS TV exibiu o 3º curta da série “Nem tudo é Gre-Nal“. O tema desse episódio é “Peleia Gaúcha” e pode ser visto no vídeo acima (ou neste link). Eu sempre acho interessante observar como o time treinado por Foguinho foi paradigmático na história do Grêmio e do próprio futebol gaúcho.
Creio que é importante frisar que a idéia de time que Foguinho aplicou no Grêmio nos anos 50 não era a mera repetição do que ele fez na sua época de jogador. Houve uma nítido aprimoramento nos seus conceitos, com um importante intercâmbio. No final de 1953, início de 1954, Foguinho era o treinador do Cruzeiro de Porto Alegre que excursionou pela Europa. Lá ele conseguiu absorver importantes evoluções nas equipes europeias (algo que, segundo ele, os seus pares no Brasil não conseguiram ver nos atletas “cansados do pós-guerra” que se apresentaram na Copa de 1950).

 E a partir dessas observações é que ele acabou revolucionando o futebol local. Destaquei algumas declarações que sintetizam que ideias eram essas:
Frase de Foguinho, resumindo que características esperava ver nos seus jogadores:

“Precisamos de jogadores que resistam a todos os choques, que sejam velozes do primeiro ao último minuto.” (Revista Grandes Clubes Brasileiros – Grêmio – nº 7 – 1971)

Outra depoimento interessante é a de Milton Kuelle sobre o estranhamento inicial que o conceito de futebol do Foguinho teve no estado:

“Ninguém estava preparado no início para o novo tipo de futebol proposto pelo Foguinho, realmente, nem mesmo o próprio Grêmio. Mas aquele tipo de jogo – forte, de muita velocidade, movimentação constante e até o fim, marcação mais severa – era o único jeito de desmoronar com a técnica do Inter, que de fato era superior”
 “O fato é que o Foguinho fez um selecionamento de mão-de-obra a partir das suas ideias pessoais sobre futebol, escolhendo aqueles jogadores que pudessem assimiliar, aceitar e realizar seu esquema de jogo, sempre com muito sacrifício pessoal” (Depoimento de Milton Kuelle a Cláudio Dienstamann publicado na Zero Hora em julho de 1983)

Um outro elemento que eu acho muito curioso, é o fato de que o maior ícone desse time de força e velocidade Foguinho ter sido Airton Ferreira da Silva, um zagueiro que se destacava pela técnica e pelas jogadas de efeito. Um exemplo  típico dessa característica do Grêmio de ser singular e não se importar em ir contra a corrente.

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