Nem Tudo é Gre-Nal – 4º Curta – "Além do Rio Grande"

No sábado passado a RBS TV passou o quarto e último capítulo da série “Nem tudo é Gre-Nal“. O tema dessa vez foi “Além do Rio Grande”, que aborda a relação do futebol gaúcho com a seleção brasileira e pode ser visto nos vídeos acima ou no seguinte link.
Achei muito acertada a escolha dos fatos históricos contados no programa. De fato o Pan-americano de 1956 e o jogo entre a seleção Gaúcha contra a seleção do Zagallo em 1972 são os exemplos mais extremos dessa relação atribulada, conflituosa que o futebol gaúcho tem com a CBF.
Mas eu acho importante acrescentar alguns fatos que ajudam a explicar o porque dessa relação difícil. O primeiro seria a não convocação de Falcão para a Copa de 1978, o que também oportunizou um jogo entre a seleção gaúcha e o time treinado por Coutinho naquele ano. Em 1986, houve o polêmico corte de Renato Portaluppi as vésperas da Copa do México por um suposto caso de indisciplina (matérias abaixo). E em 1997 houve a polêmica convocação de Paulo Nunes para o Torneio da França e Copa América daquele ano, que acabou prejudicando imensamente o Grêmio na Libertadores, uma vez que ficou sem o jogador para enfrentar o Cruzeiro nas quartas-de-final (o time mineiro, por sua vez, teve tratamento diferenciado do CBF nas convocações de Ricardinho e Dida).

“Renato comentou o fato de que em cinco jogadores afastados três são gaúchos afirmando que, infelizmente “a gente mora no cantinho do País”” (Zero Hora 3 de maio de 1986)

“Telegrama do prefeito Alceu Collares para o presidente da CBF, Otávio Pinto Guimarães: “Lamentamos profundamente o corte de Gilmar, Renato e Mauro Galvão. Caracteriza-se inaceitável discriminação contra o vitorioso futebol do Rio Grande”. (Zero Hora 3 de maio de 1986)

“o técnico Rubens Minelli também critica a dispensa de Renato: Ele foi um dos principais articuladores das jogadas que nos deram os gols contra a Bolívia e Paraguai nas eliminatórias.

[…]

Hans Hening, um dos principais colunistas espanhóis, escreveu: “agradeço a Telê, em nome dos espanhóis, o corte de Renato” (Zero Hora 3 de maio de 1986)

“O treinador Telê Santana deu ontem as primeiras justificativas para os cortes, mas sem entrar em detalhes individuais. Entretanto, deu a entender que a dispensa de Renato não se deve unicamente a motivos técnicos: “O afastamento de um jogador não se dá apenas por critérios técnicos” – afirmou, sem referir-se respectivamente a nenhum jogador. Esclareceu, apenas, que o corte de Gilmar foi determinado pela opinião do treinador de goleiro, Valdir Moraes.” (Zero Hora 3 de maio de 1986)

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