Amistoso em 1972 – Grêmio 1×1 Newell’s Old Boys

O primeiro confronto entre Grêmio e Newell´s Old Boys em Porto Alegre aconteceu em fevereiro de 1972. Foi primeiro de uma série de dois amistosos de início de temporada, e a grande atração da primeira noite era a estreia do argentino Oberti (que se tornaria o estrangeiro com maior número de gols com a camisa tricolor) vindo justamente da clube rosarino.
O placar foi de 1×1. Caio, convertendo um pênalti “que não existiu” (conforme relata a reportagem da Folha da Tarde), colocou o Grêmio em vantagem e já no final da partida o lateral direito Rebotaro empatou para os visitantes (num gol que teria sido inclusive aplaudido pela torcida presente no Olímpico naquela noite)

OTTO GLÓRIA: “Gostei bastante do time no primeiro tempo, mas no segundo o pessoal cansou com o toque de bola do Newell´s. Os argentinos estão treinando há mais tempo do que nós e correram mais é claro. Se houvesse vencedor nesta partida teria que ser o Grêmio, porque atacou muito mais. Só faltou um pouco mais de acerto nos chutes, o que é preciso melhorar nas próximas partidas. Desta noite, só não gostei da renda muito fraca, num dia de semana em que o pessoal está cansado ou de féria na praia.” (Folha da Tarde 9 de fevereiro de 1972)
MIGUEL ANTONIO JUÁREZ: “Pelo pouco tempo que estamos treinando estou satisfeito com o Newell´s. Ainda mais que enfrentamos este grande time, Grêmio, de muita categoria.”
 
“Oberti estreou gordo e fora de forma. Mas foi bem

Alfredo Oberti provou que poderá ser um novo ídolo do Grêmio. Toca bem  a bola, sabe chutar e quase marcou dois gols. Foi excesso de preocupação, confessou.” (Folha da Tarde 9 de fevereiro de 1972)
 “O grande medo secreto dos gremistas acabou ontem à noite. Oberti não é um novo Oyarbide. O Aparício já tinha falado das qualidades do rapaz, mas vá convencer gremista, vá.

Em duas jogadas Oberti mostrou que é um homem de gol, com muita habilidade, que não teme as jogadas violentas e que também tem visão dos acontecimentos da área. Deu um passe para o Flecha na Zona da Agrião que valeu a pena.” (José Antônio Pinheiro Machado – Folha da Tarde 9 de fevereiro de 1972)
“Para um time (segundo seu treinador) que reiniciou há oito dias, o Newell´s Olde Boys foi bem, ontem, no Olímpico. Possui um excelente arqueiro, Vargas, uma zaga de primeiríssima, Jara e Salorsano e dois avantes muito movediços e hábeis, Silva no miolo e Mendonza na esquerda. A meia cancha é que trabalhou sem destaque, porque seus homens jamais se somam ao ataque: Agem numa pequena faixa no centro do campo e ficam por ali…
Esse time enfrentou bem ao Grêmio, dentro de um estilo sóbrio, mas seguro. O tricolor foi sempre mais insistente mas não soube criar jogadas finalizadoras nem explorar bem a Flecha, que teve em Garrido um marcador que sempre o deixou só no início dos lances.” (Cid Pinheiro Cabral – Folha da Tarde 9 de fevereiro de 1972)

Fotos: Folha da Tarde

Grêmio 1×1 Newell’s Old Boys

GRÊMIO: Jair; Valdir Espinosa, Ancheta, Beto e Domingos; Torino e Gaspar (Jadir); Flecha, Oberti (Caio), Bira e Loivo
Técnico: Otto Glória

NEWELL´S: Vargas; Rebotaro, Jara, Solorzano e Garrido; Montes e Zanabria (Volpi); Santamaria, Silva, Caceres (Berta) e Mendoza
Técnico: Miguel Antonio Juárez

Amistoso
Data: 8 de fevereiro de 1972
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Renda: Cr$ 50.027,00
Juiz: Agomar Martins
Auxiliares: Justiniano Goulart e João Mendes
Gols: Caio (de pênalti) para o Grêmio e Rebotaro para o N.O.B

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