2002 – Libertadores – Grêmio 1×0 Nacional

O último confronto entre Grêmio e Nacional em Porto Alegre ocorreu em maio de 2002, pela partida de ida das quartas de final da Libertadores 2002. Aquela edição do torneio foi um tanto peculiar, uma vez que só houve televisionamento das partidas para o Brasil a partir das semifinais. Antes disso o torcedor tinha a opção de ir no estádio ou de ficar ouvindo o rádio. 
O Grêmio fazia grande campanha na competição. Terminou a primeira fase em primeiro do grupo 2 e nas oitavas de final trucidou o River Plate com duas vitórias (2×1 no Monumental de Nuñez e 4×0 no Olímpico). Já o Nacional classificou em segundo do grupo 2 e passou pelo América de Cali na fase seguinte.
O jogo no Olímpico foi realizado no dia 8 de maio, uma quarta-feira, as 21h40min e como era de se imaginar, foi bastante truncado. O Nacional se fechou na defesa e só tenta especular na bola área com Chengue Morales. O time treinado por Tite só foi conseguir sair desse ferrolho no segundo tempo, quando colocou velocidade no seu ataque com Luis Mário. Aos 33 minutos Rodrigo Fabri (que recém havia ingressado como ala-esquerda) marcou o único gol da partida.

 
Foi um jogo tenso, nervoso, contra um adversário fechado. Mas a estrela do técnico Tite prevaleceu. Colocou Rodrigo Fabri, um atacante, no lugar do ala Gilberto, aos 33 minutos do segundo tempo. Trinta segundos depois da modificação, Fabri marcou o gol salvador da vitória por 1 a 0.

(…)
 O Nacional, ao contrário do River Plate, mostrou limitações técnicas. Enfrentou dificuldades para trocar passes. Em compensação, sobraram força física e disciplina tática. Na hora de se defender, até o grandalhão Morales voltou para ajudar.” (Zero Hora – 9 de maio de 2002)

“O Nacional promete mais ousadia para o segundo jogo, quando precisa vencer por dois gols de diferença.
– Lá, jogaremos com três atacantes na frente. Nosso esquema vai ser diferente – garantiu o zagueiro Damian Rodriguez, nascido em Porto Alegre e torcedor confesso do Grêmio.” (Zero Hora – 9 de maio de 2002)

O zagueiro Claudiomiro comemorou a vitória apertada, mas principalmente o fato de que a defesa conseguiu neutralizar a jogada mais forte do adversário: “O time deles jogou atrás e buscou o jogo pelo alto, mas nós marcamos bem essa jogada”, afirmou. 
O autor do gol, Rodrigo Fabri, disse que foi o segundo que marcou na função de ala e que este é muito  importante: “É um gol que dá a vantagem de jogar pelo empate lá no Centenário”.(Correio do Povo – 09 de maio de 2002)

“Luis Mário foi a diferença nos 45 minutos finais. Entrou no lugar do deprimido Rodrigo Mendes e funcionou como um abridor de latas na defesa do Nacional. Equipado da velocidade do atacante, o Grêmio pressionou terrivelmente o time uruguaio. Este, cauteloso, fechou mais a defesa e usou a estratégia do espanto. Os zagueiros chutavam para todos os lados” (O Sul – 9 de maio de 2002)

“Tite estava muito satisfeito pelo espírito de luta e determinação empregado pelo Grêmio para superar o Nacional. O treinador gremista mexeu certo na equipe, colocando Luís ário, Fábio Baiano e Fabri, no segundo tempo, liquidando o adversário na base da velocidade. “Foi um jogo duríssimo, mas garantimos a vantagem para a revanche”, disse o técnico” (O Sul – 9 de maio de 2002)
 
 
 
 
 

 

Fontes: campeoesdofutebol.com.br, Correio do Povo, Grêmio.net, O Sul e Zero Hora

Grêmio 1×0 Nacional 

GRÊMIO Eduardo Martini;  Anderson Polga, Claudiomiro e  Roger;  Anderson Lima ,  Emerson Leal, Tinga (76 Fábio Baiano 31/2ºT) Zinho e Gilberto (Rodrigo Fabri 31/2ºT); Rodrigo Mendes (Luis Mario 9/2ºT) e  Luizão
Técnico: Tite
NACIONAL: Gustavo Múnua;  Andrés Scotti, Alejandro Lembo, Damián Rodriguez, Daniel Leites, Óscar Morales, Marco Vanzini, Richard Pellejero, Fabián Coelho (Horácio Peralta 34/2ºT),  Gustavo Varela ( Gustavo Méndez 27/2ºT), Richard Morales (Flávio Barros 34/2ºT),
Técnico: Daniel Carreño
Jogo de ida – Quartas de Final –  Copa Libertadores 2002 
Data: 08 de maio de 2002, quarta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico Monumental, em Porto Alegre-RS
Público: 40.235 (36.374 pagantes)
Renda: R$ 461.108,00
Árbitro: Carlos Chandia (Chile)
Auxiliares: Guido Aros (Chile) e Jorge Diaz (Chile)
Cartões Amarelos: Gilberto, R.Fabri, Zinho, Pellejero, Damian R. e Varela
Gol: Rodrigo Fabri, aos 33 minutos do segundo tempo 

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