Archive for November, 2014

Brasileirão 2014 – Corinthians 1×0 Grêmio

November 26, 2014

Eu só consegui assistir ao segundo tempo dessa partida. O Grêmio foi muito bem nos primeiros minutos da etapa final, apenas cometendo o pecado de ser pego muitas vezes em impedimento nesse período. A partir dos 20 minutos o Corinthians reagiu e passou a incomodar no ataque, especialmente com Guerrero. E nessa pressão acabou sendo bastante ajudado pela arbitragem, que passou a assinalar uma série de faltinhas em que o único critério parecia ser o de favorecer a equipe da casa. Aos 37 minutos Guerrero recebeu dentro da área, errou o chute mas mesmo assim superou Marcelo Grohe, fazendo o único gol da partida.

O lance do pênalti reclamado pelo Grêmio é duvidoso sim, mas convenhamos que fica muito mais fácil pro defensor cortar o cruzamento quando ele salta com os braços abertos, tal como fez o Fábio Santos. Mas o mais grave dessa jogada foi o fato do bandeirinha ter voltado atrás na sua marcação por supostamente ter dado um voto de confiança ao jogador do Corinthians.

Interessante notar como o Corinthians usou a sua conta oficial para influenciar o debate sobre o lance. Enquanto isso, os dirigentes do Grêmio costumam usar suas contas pessoais para reclamar da arbitragem, deixando a conta oficial do clube para fazer campanha para chapa da situação.

Duda Kroeff novamente foi muito bem ao direcionar sua crítica ao nível da arbitragem no Brasil. O problema é que o nível dificilmente melhorará se a análise sobre os erros dos juízes continuar sendo feita da como é hoje. O que se faz atualmente é empurrar o problema com a barriga, varrer a sujeira para debaixo do tapete, sem nenhuma proposta ou medida efetiva de correção e melhoria, apenas se torcendo para que os juízes tenham uma súbita crise consciência (ou que da próxima vez o beneficiado seja o “meu” time). Tem se visto um clubismo travestido de jornalismo (na sexta passada um ex-presidente do Internacional foi convidado para analisar a arbitragem de Cruzeiro e Grêmio, e ele a achou ótima. Ramiro disse que “não dá pra ter certeza do que foi” e Juca Kfouri afirmou que Ramiro disse “vi que não foi pênalti“), com o surrado expediente de tergiversar sobre determinados erros, escolhendo a repetição de lances corriqueiros em detrimento dos realmente polêmicos ( e isso aconteceu nos últimos dois jogos do Grêmio). E o pior ainda é dar a última palavra para juízes aposentados (ou jornalistas com formação em curso de arbitragem) que se revelam defensores incansáveis do corporativismo. Esse raciocínio de que “os erros estão na média, acontecem pra todos os lados” é a maior falácia do futebol brasileiro e favorece muito ao status quo.
Historicamente o Grêmio reclama bastante da arbitragem. Talvez até em demasia. Mas é estranho que jamais se reconheça que o clube possa ter alguma dose de razão.

Fotos: Ari Ferreira (Lance) e Daniel Augusto Jr (Ag. Corinthians)

Corinthians Corinthians 1×0 Grêmio  Grêmio

CORINTHIANS: Cássio, Fagner, Gil, Felipe e Fábio Santos; Ralf, Elias, Petros e Renato Augusto (Jadson – 34’/2ºT); Malcom (Luciano – 16’/2ºT) e Guerrero
Técnico: Mano Menezes
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Ramiro, Rhodolfo, Bressan e Zé Roberto; Walace, Fellipe Bastos, Riveros (Giuliano – Intervalo), Luan (Alan Ruiz – 26’/2ºT) e Dudu (Lucas Coelho – 40’/2ºT); Barcos
 Técnico: Luiz Felipe Scolari
36ª Rodada– Campeonato Brasileiro 2014
Data: 23 de novembro de 2014, domingo, 19h30min
Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)

Público: 36.511 (36.307 pagantes)
Renda: R$ 2.644.690,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)
Assistentes: Marcio Eustáquio Santiago-MG e Guilherme Camilo-MG
Cartões amarelos: Cássio, Dudu e Alan Ruiz
Gol: Paolo Guerrero, aos 37 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2014 – Grêmio 1×2 Cruzeiro

November 21, 2014

O Grêmio fez um primeiro tempo espetacular diante do Cruzeiro. Adiantou suas linhas, foi ao ataque e pressionou o adversário no seu campo de defesa. Saiu na frente logo aos 12 minutos, com Riveros apanhando um rebote e ingressando dentro da área para concluir de pé esquerdo (foto acima). E não seria nenhum exagero se o tricolor fizesse mais um ou dois gols antes da ida para intervalo. Chance pra isso o time teve, mas em alguns lances faltou um pouco mais de capricho na conclusão e outros faltou foi sorte mesmo (como na cabeçada de Barcos que parou na trave, foto abaixo).
O Cruzeiro reagiu no segundo tempo, mudando o posicionamento do seus meias e conseguindo marcar mais presença no campo de ataque. Já o Grêmio não conseguiu manter a mesma intensidade na marcação. O jogo ficou mais aberto, com oportunidades pros dois lados. Aos 20, Ricardo Goulart empatou ao pegar um rebote de um chute de William. Barcos teve grande chance de empatar aos 26, quando uma bola sobrou limpa pra ele dentro da área, mas o Pirata permitiu que Fábio fizesse uma grande defesa. E aos 30 Everton Ribeiro empatou, concluindo um fulminante contra-ataque, mostrando que o Cruzeiro é uma equipe superior, mais pronta e, sobretudo, mais madura, que sabe aproveitar melhor os momentos da partida e as situações que cria. O Grêmio não se pode dar o luxo de criar mais mas converter menos do que o melhor time do país.

Os resultados dos dois jogos contra o Cruzeiro nesse Brasileirão foram muito piores que as atuações. O Grêmio jogou, no mínimo, de igual pra igual no Mineirão e na Arena. Somar zero pontos em seis disputados contra o líder acaba sendo muito duro, mas faz parte do contexto. Inaceitável é somar apenas 1 ponto contra Coritiba, 1 contra Palmeiras e 2 contra o Goiás.

Duda Kroeff sintetizou bem ao afirmar que a derrota do Grêmio não passou pela arbitragem, mas que o juíz foi muito mal no aspecto disciplinar. Eu perdi as contas de quantas vezes ele deu um falso ultimato aos atletas do Cruzeiro. William e Everton Ribeiro faziam o que bem entendiam em campo e o fato de Nilton não ter levado cartão amarelo é quase cômico. E aos 25 minutos do segundo tempo, Geromel sofreu um empurrão dentro da área muito parecido com um que o mesmo Vinicius Furlan marcou pênalti para o Cruzeiro no Couto Pereira.

Tivemos a presença de 46 mil torcedores no Gre-Nal disputado no domingo retrasado. Levando isso em conta e que ontem o jogo era no meio de semana, os 43 mil  podem ser considerados um ótimo público. Ainda assim eu fico muito incomodado em ver notícias que todos ingressos do setor superior foram vendidos e me deparar com assentos vazios nos mesmo lugares de sempre. Uma pena que cada vez se de uma nova desculpa para a não implementação do sistema de check-in/check-out.
Por que tinha um helicóptero sobrevoando Arena nos minutos iniciais do jogo?

 Grêmio Grêmio 1×2 Cruzeiro Cruzeiro

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Geromel, Rhodolfo e Zé Roberto; Walace, Riveros (Alán Ruiz, 33’/2º), Ramiro, Luan (Giuliano, 36’/2º) e Dudu; Barcos (Lucas Coelho, 37’/2º)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
CRUZEIRO: Fábio; Ceará (Mayke, 22’/1º), Léo, Bruno Rodrigo e Samudio (Egídio, 20’/2º); Nilton, Willian Farias; Marquinhos (Willian, 31’/1º), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Júlio Baptista
Técnico: Marcelo Oliveira
35ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 20/11/2014, quinta-feira, às 21h50min

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 43.012 (40.497 pagantes)
Renda: R$ 1.441.00,00
Árbitro: Vinicius Furlan (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa/SP)
Cartões amarelos: Mayke, Samúdio, Willian Farias, Zé Roberto, Riveros e Geromel
Gols: Riveros, aos 12 minutos do primeiro tempo,  Ricardo Goulart, aos 20 e Everton Ribeiro, aos 30 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2014 – Criciúma 0x3 Grêmio

November 17, 2014

Eu não consegui esse jogo com a devida atenção. Acompanhei ao vivo até o gol do Dudu. O restante da partida eu só fui assistir no VT do dia seguinte, mas enquanto fazia outras coisas. De qualquer forma fiquei com a impressão que esse gol logo aos 12 minutos definiu a partida. Até ali, apesar do Grêmio já estar melhor, o Criciúma ainda estava empolgado e a sua torcida cantava junto. Mas tomou o tipo de gol que os times rebaixados costumam tomar (“been there...”). Depois disso o time da casa não conseguiu reagir devidamente e o tricolor administrou a vitória com alguma facilidade.
O Grêmio fez o deve ser feito diante de um adversário fragilizado. Não dá pra ter pena, por mais que eu entenda que a permanência do Criciúma na 1ª divisão fosse interessante para o tricolor por questões de logística e proximidade geográfica.

O vice de futebol Duda Kroeff  disse que “Grêmio agora ganha jogando bem”. Até entendo o entusiasmo com essas vitórias mais folgadas, mas não acho justo dizer que o Grêmio não havia jogado bem antes. Por exemplo, nas três partidas que fez no Maracanã o time teve uma postura tática muito interessante, talvez até superior a que foi vista nos últimos jogos (ao menos do ponto de vista da pressão na saída de bola e compactação defensiva)

Cobranças de escanteio já tinham resultado em gols contra a Chapecoense no primeiro turno e contra o Palmeiras no Pacaembu, mas esse do Barcos foi o primeiro no campeonato que saiu diretamente de uma cabeçada após a batida vinda da linha de fundo. Mas sejamos justoS, já era perceptível a melhora do time nesse quesito (o que registrei no blog). Era questão de tempo até o gol sair.
Segundo jogo seguido em que saiu gol com o incansável Ramiro aparecendo na frente do goleiro após boa combinação entre Dudu e Luan.
Eu costumo gostar da combinação da camisa tricolor com calção e meia brancos (A la Libertadores de 1983). Contudo, não achei o resultado tão legal com esse modelo de 2014 (imagino que se deva a ausência de branco na gola e nos punhos).

Fotos: Caio Marcelo (Zero Hora) e Fernando Ribeiro (Criciúma E.C.)

Criciúma Criciúma 0x3 Grêmio Grêmio

CRICIÚMA: Bruno; Luís Felipe (Maurinho – Intervalo), Joílson, Fábio Ferreira e Cortez; Rafael Pereira, Martinez (Paulo Baier – Intervalo), João Vitor e Cleber Santana; Lucca e Souza (Ricardinho 31’/2ºT)
Técnico: Toninho Cecílio

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Geromel, Rhodolfo e Zé Roberto; Walace, Fellipe Bastos, Ramiro, Luan (Alan Ruiz – 28’/2ºT) e Dudu (Éverton 45’/2ºT); Barcos (Lucas Coelho 35’/2ºT)  
Técnico: Luiz Felipe Scolari

34ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 15/11/2014, sábado, 19h30min
Local: Estádio Heribert Hulse, em Criciúma-SC
Público: 9.050 pagantes

Renda: R$ 215.895,00
Árbitro: Raphael Claus (Asp-FIFA/SP)
Auxiliares: Daniel Ziolli e Alex Ribeiro (SP)
Cartões Amarelos: Lucca, Martinez, C. Santana, Maurinho, Luan e F.Bastos

Gols: Dudu, aos 12 minutos do 1º tempo e Barcos, aos  39 minutos do 1º tempo; Ramiro, aos 20 minutos do 2ºT

Brasileirão 2014 – Grêmio 4×1 Internacional

November 10, 2014

Antes de entrar em campo, o Grêmio parecia estar bem consciente de qual era o setor mais virtuoso do Inter. E foi provavelmente aí que começou a ganhar o jogo. Povoando o meio de campo com volantes na hora de defender, e usando os flancos para atacar, o tricolor teve maior controle das ações e conseguiu tirar o protagonismo dos meias colorados. O time azul impunha rapidez ao fazer a transição ofensiva  pelos lados, numa ligação entre os laterais e os meias/atacantes/wingers, na combinação de Zé Roberto e Dudu pela esquerda e Pará ora com Ramiro, ora com Luan pela direita. O Grêmio tinha mais intensidade e conseguiu converter sua superioridade em gol aos 27 minutos, quando Dudu e Barcos fizeram uma tabela pela direita e o camisa 7 gremista avançou quase até a linha de fundo, onde deu um corte em Aránguiz e cruzou para Luan abrir o placar com um gol de carrinho. Apesar de estar melhor na partida, o tricolor ainda cometia alguns vacilos, como permitir que o Inter concluísse por duas vezes com perigo já nos acréscimos da primeira etapa.

Abel tentou alterar seu time para a etapa final, tirando D´alessandro do lado direito e o passando para um posição mais central. Não deu muito tempo de perceber qualquer melhora nos vermelhos, porque logos aos 3 minutos Luan deu um belo passe, achando Ramiro dentro da área, que marcou o 2×0 em um chute rasteiro. O Inter tentou reagir e passou a jogar com dois atacantes a partir da entrada de Rafael Moura. E foi dos pés do He-man que saiu o gol colorado, numa jogada em que a zaga do Grêmio deu muito tempo e espaço para o avante do Inter desferir um chute em curva que tomou  rumo do ângulo da goleira defendida por Marcelo Grohe. Felipão mexeu na sua equipe, e colocou Giuliano e Alan Ruiz em campo, e o time que não tinha nenhum meia passou a jogar com dois, e assim começou a trabalhar mais a bola no campo de ataque. Giuliano quase marcou o terceiro aos 28, mas Alisson fez boa defesa. Contudo, aos 31, o goleiro colorado nada pode fazer quando Zé Roberto cobrou falta para dentro da área e Alan Ruiz completou de cabeça para as redes. Aos 36, Giuliano puxou contra-ataque e serviu Alan Ruiz, que ainda deixou Aránguiz na saudade antes de soltar um canudo da entrada da área para decretar a goleada no placar. Depois disso, se viu muito bate-boca e empurra-empurra dentro de campo e muita festa nas arquibancadas da Arena.

Foi importantíssimo ganhar e passar de um concorrente direto na luta pelo G4. É quase desnecessário dizer o quanto é bom ganhar Gre-Nal (de goleada então nem se fala). O Grêmio não poderia ter ficado tanto tempo sem ganhar um clássico. Superar o adversário não pode ser o objetivo maior do clube na temporada, mas não se pode criar um bicho de sete cabeças com essa história de jejum no enfrentamento com o co-irmão.Uma vitória nos últimos 10 clássicos ainda é um retrospecto muito ruim e o tricolor não tem absolutamente nada garantido na temporada, mas o placar, a postura e a atuação de hoje foram de lavar a alma.
Tive que ouvir e ler durante a semana que Luan é um jogador comum. O legal é o que futebol sempre dá lições aqueles que querem aprender. Luan mostrou o quão diferenciado é ao aparecer dentro da pequena área para marcar o 1º gol e dar uma assistência primorosa no 2º gol. Só não vê quem não quer.
Futebol não deveria ser assim, mas o gol marcado certamente trará um pouco mais de reconhecimento ao Ramiro, que vem tendo desempenho importantíssimo nesse time do Grêmio, se alternando em vários papéis do meio de campo. No inicio do trabalho do Felipão ele jogou postado na frente da zaga. Ontem ele voltou a jogar aberto pelo lado direito, formando um 4-2-3-1 ao ficar quase na mesma linha de Luan e Dudu, e auxiliando bastante na pressão da saída de bola do adversário.

Esperava mais do “Edson Aránguiz do Nascimento“. Tomou dois cortes constrangedores no 1º e no 4º gol do Grêmio. E o Nilmar já decidiu muitos Gre-Nais, mas no de hoje ele estava totalmente sem ritmo e aparentava não ter nenhum entrosamento com seus companheiros.

O Luiz Flávio de Oliveira apitou bem a partida. Não errou nenhuma marcação importante. Apenas deixou de dar cartão amarelo para Alex, D´alessandro e, principalmente, de mostrar o segundo cartão para Willians em mais de uma ocasião (se bem que o primeiro possa ter sido exagerado no contexto da partida).  Talvez ele tenha agido bem ao não se valer do surrado expediente de “expulsar um de cada lado” na confusão, mas eu não consigo achar certo que praticamente não aconteça mais jogo depois do quarto gol do Grêmio (menos mal que não chegou ao ponto de repetir o último Gre-Nal do Olímpico, onde a bola simplesmente não rolou no segundo tempo)

Mais uma vez se noticiou que todos os ingressos foram vendidos e o público total final foi inferior a 50 mil pessoas. É um problema que se repete, e os assentos vazios se localizavam nos mesmo setores de partidas anteriores.

Média de público de todos os Gre-Nais de 2000 até agora é de 30.777. O  público desse domingo foi o terceiro maior dos 59 clássicos desse período (maior com o mando do Grêmio).

Grêmio Grêmio 4×1 Internacional Internacional

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Geromel e Zé Roberto; Walace, Fellipe Bastos, Ramiro (Giuliano, 23’/2ºT),  Luan (Alán Ruiz, 28’/2ºT) (Matheus Biteco, 40’/2ºT) e Dudu; Barcos
Técnico: Luiz Felipe Scolari
INTER: Alisson; Wellington Silva, Ernando, Alan Costa e Alan Ruschel; Willians, Aránguiz, Alex (Valdívia, 21’/2ºT), Alan Patrick (Rafael Moura, 12’/2ºT) e D’Alessandro; Nilmar (Taiberson, 34’/2ºT).
Técnico: Abel Braga
33ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 09/11/2014, domingo, 17h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 46.437 presentes (43.456 pagantes)
Renda: R$ 1.829.334,16
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcio Luiz Augusto (ambos de São Paulo)
Cartões amarelos: Pedro Geromel (GRE) e Alán Ruiz (GRE); Willians (INT) e Rafael Moura (INT)
Gols: Luan, aos 27 minutos do primeiro tempo; Ramiro, aos 3 minutos; Rafael Moura, aos 15 minutos; Alán Ruiz, aos 31 minutos e aos 36 minutos do segundo tempo;

Gre-Nal com juiz gaúcho ou com juiz de fora do RS? Qual a diferença?

November 6, 2014
A famigerada semana Gre-Nal sempre traz consigo alguns temas que se repetem todo ano. O pior deles pra mim é a absolutamente improducente discussão sobre quem é o favorito (e nessa semana foi ela quem mais ganhou destaque). Creio que a discussão sobre o tratamento das torcidas visitantes, do número de ingressos disponibilizados seja um assunto bem mais proveitoso (e já tratei dele aqui no blog).
A escalação do juiz é um outro tópico que por vezes é discutido, mas sempre de maneira pontual, quase casuística. Diante do velho dilema entre escalar um juiz gaúcho ou juiz de fora do Rio Grande do Sul para apitar o clássico eu tentei encontrar uma maneira mais objetiva de avaliar se o local de formação do árbitro faz alguma diferença no retrospecto dos times.

Fiz um levantamento sobre todos os clássicos disputados nos últimos 25 anos. Dos 107 Gre-Nais jogados nesse período, 83 foram apitados por juízes vinculados a Federação Gaúcha e 24 por juízes de fora do estado.

Abaixo segue o retrospecto de todos os Gre-Nais desse período:

Abaixo segue o retrospecto dos Gre-Nais apitados por juízes gaúchos nesse período:

Abaixo segue o retrospecto dos Gre-Nais apitados por juízes de fora do estado nesse período:

Como se vê existe uma certa variação. Mas ela me parece pequena demais pra dizer que existe uma diferença efetiva. Ademais, ainda que amostragem englobe um período bastante longo, o número de Gre-Nais apitados por juízes de fora do RS não é suficientemente grande para poder fazer uma tese sobre o tema.
Ademais, esses dados não levam em conta que um empate possa ter favorecido um dos times, ou mesmo que uma derrota por certa diferença de gols seja do interesse de alguma equipe. Ainda, o juiz pode ter prejudicado muito mais o lado que saiu vencedor. De modo que resolvi publicar estes números mais com uma curiosidade, e não com uma conclusão definitiva.

Brasileirão 2014 – Grêmio 1×0 Vitória

November 3, 2014

Para enfrentar o Vitória na Arena, Felipão mudou bastante o seu conceito de equipe e escalou o Grêmio quase num 4-2-4, com dois centroavantes (Barcos e Lucas Coelho), Dudu aberto pela direita e Luan ficando mais centralizado e responsável pela armação. Com essa formação ultra-ofensiva o time levou um susto logo no começo da partida, quando Edno cabeceou forte e Marcelo Grohe conseguiu desviar a bola em direção a trave. Depois disso o Grêmio tratou de propor o jogo, mas novamente sofreu pela falta de maior velocidade nas movimentações e pelo pouco toque de bola no setor de meio de campo. Ainda assim teve boas chances, como nos chutes de fora da área de Luan e Lucas Coelho que Wilson foi obrigado a espalmar para frente e na bola que um zagueiro salvou em cima da linha (ou já de dentro do gol?) quando Luan tocou por cima do goleiro após receber bom passe de Lucas Coelho. Mas para um time que jogava com dois centroavantes o Grêmio fazia poucas jogadas de linha de fundo. O “abafa” que se imaginou com o anúncio da escalação só foi acontecer no final do primeiro tempo, e foi nesse momento de entusiasmo e ocupação do campo de ataque que Fellipe Bastos deu bom lançamento para a ponta direita, onde estava Pará, que cruzou de primeira para Rycharlison marcar contra.
A constatação ruim do segundo tempo foi que o Grêmio pouco produziu. A constatação boa foi que o Vitória, tirando um par de escanteios bem batidos, igualmente careceu de volume de jogo na parte ofensiva. Assim o tricolor mais uma vez assegurou os três pontos com um magro, porém suficiente, 1×0.

Eu gosto muito do futebol do Luan, e acho que ele rendeu bastante no primeiro tempo. Mas ainda acredito que pelas características do jogo dele, de ter a capacidade de segurar a bola, de gostar de partir para cima do adversário e tentar o drible, ele deveria jogar mais próximo do gol.

A definição do Felipão sobre o desempenho do Pará dentro de campo foi ótima: Não é espetacular e não é ruim, faz seu trabalho“.

Thiago Duarte Peixoto apitou bem o jogo (que convenhamos não foi dos mais difíceis). Contudo, eu não consigo entender essa mania que alguns juízes tem de se preocupar excessivamente em fazer cara de mau e gestos histriônicos. Ele chegou ao cúmulo de derrubar um jogador ao se posicionar equivocadamente e ainda assim manter a cara fechada, sem sequer esboçar um pedido de desculpas.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 1×0 Vitória Vitória

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará (Matías Rodriguez 37’/2ºT), Pedro Geromel, Bressan e Breno; Ramiro, Fellipe Bastos, Luan (Fernandinho 31’/2ºT) e Dudu; Lucas Coelho (Matheus Biteco – 20’/2ºT) e Barcos Técnico: Luiz Felipe Scolari
VITÓRIA: Wilson; Nino, Roger Carvalho, Kadu e Juan; José Welison, Luiz Gustavo, Cáceres e Richarlyson (Beltrán 30’/2ºT); Edno e Vinícius (Nickson 41’/2ºT)

Técnico: Ney Franco

32ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2014
Data: 1º de Novembro de 2014, sábado, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 19.384 pessoas (17.447 pagantes)
Renda: R$ 481.932,00.
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA-SP)
Cartão amarelo: Richarlyson (38’/1ºT)
Gols: Richarlyson (contra), aos 44 minutos do primeiro tempo