Uniformes da Umbro 2015

Não fui no evento do lançamento e confesso que o absurdo aumento de preço da camisa de jogo e (a falta de questionamento e explicação sobre isso) me fez perder o entusiasmo para analisar os novos fardamentos da Umbro. Antes de deixar minhas impressões acho importante registrar que finalmente o clube vai começar a temporada com o fardamento novo. Espero que daqui pra frente a estreia da camisa titular seja sempre no primeiro jogo da temporada. 
Afirmei na quinta passada no Twitter que a camisa está bem tradicional  mas que, pela modelagem, é o tipo de peça que tem que ver ao vivo e no campo para avaliar bem melhor. Pois experimentei os dois modelos da camisa tricolor (de jogo e de torcedor) e o de torcedor da branca. E ainda não encontrei a explicação para a diferença nos preços. É certo que a camisa de jogo é mais justa, com outra modelagem e que isso provavelmente se deve ao elastano, mas não vi nenhuma diferença tão significativa no corte, nas costuras, nos acabamentos e demais detalhes que justifiquem esse salto de 60 reais entre um modelo e outro. Até me pareceu que a camisa de torcedor “veste melhor” do que a camisa de jogo. E na minha lembrança, esses modelos mais justos não costumam ficar bem em todos os atletas e não caem tanto no agrado dos compradores.
Acho que a torcida ainda guarda certo trauma das bizarrices da Puma, de maneira que parece importante que a camisa seja tradicional. Eu gosto das listras mais largas tanto quanto das listras mais finas (e da variação entre as temporadas) e me parece que a proporção entre as faixas azuis, pretas e brancas estão dentro do padrão dos uniformes mais importantes da história. Nesse aspecto não há o que se queixar do nova camisa titular. Contudo, eu não gostei muito de alguns detalhes na peça e tentarei explicar isso logo abaixo.

Sou um pouco implicante com o uso excessivo de dourado nos últimos uniformes do Grêmio. Não entendi porque o logo da Umbro foi bordado nessa cor no fardamento. Me parece que o conjunto ficaria melhor com o diamante e a palavra Umbro em branco e preto, tal como vem sendo usado nos demais clubes que tem contrato com a marca inglesa e como já foi “simulado” na internet.

Acho que o Banrisul está muito extenso e foi colocado muito embaixo. E acho mais a legal a fonte que a Umbro vem usando nos outros times do Brasil (resta saber como ficará no campo na questão de visibilidade). Não entendi porque o Banrisul faz parte do transfer nas costas e é “adesivado” na parte da frente. E igualmente não entendi porque o número é “adesivado” na camisa de torcedor.

E em geral eu esperava mais capricho e atenção aos detalhes. Sei que nunca se falou e prometeu nada da linha “Tailored by Umbro” mas ainda assim eu esperava algo mais sofisticado nesse lançamento. Não vejo na camisa do Grêmio o mesmo grau de refinamento que aparenta ter os últimos fardamentos que a Umbro fez para o Nacional de Montevideo.

Na Zero Hora, a colunista Fernanda Pandolfi escreveu que: “Uma turma de especialistas se reuniu para misturar o estilo de diferentes camisas “responsáveis” por trazer títulos ao time. O resultado foi a valorização do tradicional manto tricolor, na estética clássica, que trouxe como novidade a gola em “v”. Até um tanto retrô.”.  Eu tenho muita curiosidade em saber que são esses especialistas e como foi esse processo de mistura.

Acredito que para maioria dos torcedores essa camisa remete muito ao fardamento da Kappa que o Grêmio usou na conquista da Copa do Brasil 2001 (e na época a marca italiana também era gerenciada no Brasil pelo Grupo Dass)

Na comparação com o modelo de 2001 com o Banrisul podemos ver como ficou baixa a marca do patrocinador (muito embora muita coisa tenha mudado na questão de diagramação de patrocínio)

Por não ter gola polo, esse modelo de 2015 me lembrou o usado no fatídico ano do centenário tricolor.

Mas desde a primeira vez que vi essa nova camisa tricolor a achei muito parecida com a da Libertadores de 2014(muito embora o azul seja um pouco mais escuro). O desenho, a disposição das listras é tão semelhante que eu, que comprei o modelo da Topper em desconto alguns meses atrás, não vejo motivo para comprar o modelo tricolor da Umbro.

Gostei bem mais da camisa branca. Mas também não vi sentido no logo da Umbro em dourado. O Banrisul, embora também adesivado, parece estar mais bem posicionado e camisa parece vestir melhor. Achei bem legal a gola com botões escondidos (igual a do Everton). Gostaria de ver essa gola na tricolor. Mas com exceção desses botões, também não vejo muitos detalhes que poderiam acrescentar algo a camiseta. 
E com essa gola e punhos/barra da manga em azul, banrisul em preto e logo do fornecedor em dourado essa camisa me lembrou a que a Puma fez para o Grêmio na Libertadores de 2007 (foto abaixo)
Gostei dos detalhes da bandeira nos calções, mas não entendi muito a colocação daquela faixa azul no lado no calção preto. As duas listras a meia altura nas meia ficaram legais, embora seja bem parecidas com as de 2005 e com a camisa preta de 2012.

Não gostei muito dessa camisa do Marcelo Grohe. Essa combinação de listras pretas com cinzas me faz lembrar do Peter Shilton.
E por último eu achei bem legal essa estampa com triângulos das camisas de treino. A toda azul poderia tranquilamente ser uma camisa de jogo.

 

 

2 Responses to “Uniformes da Umbro 2015”

  1. Dado Doria Says:

    Não sei até que ponto lançar camiseta para libertadores ajuda ou atrapalha a venda de camisetas tricolores. A curto prazo deve ajudar, mas depois acaba ocorrendo isso de modelos ficarem meio repetitivos e por serem muitas o torcedor acaba desistindo de colecionar. Mas é puro achismo meu. No mais, gostei da camiseta, embora ela tenha 2 coisas que eu não gosto e tomaria por base se eu fosse desenhar uma camiseta do Gremio. Centralizar a faixa branca e não juntar preto e azul sem a separacao branca (tal qual ocorre na lateral desse modelo 2015). Uma coisa que noto a cada lançamento de camiseta do Gremio é o velho “é sempre a mesma coisa” por parte de outros torcedores. Gremio deve ser o time brasileiro que mais varia a camiseta de ano pra ano, embora o ciclo acabe sendo – listras finas, listras grossas com azul centralizado, listras grossas com preto centralizado.

  2. André Kruse Says:

    Eu já fui mais simpático a ideia de uma camisa pra Libertadores (ou pra outro torneio). Ainda acho que é possível fazer, desde que não seja a tricolor. Não dá pra ficar variando tanto, dentro de uma mesma temporada, o uniforme titular do clube. Em 2014 o Grêmio chegou a usar 3 camisas tricolores diferentes durante o ano.

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