Archive for May, 2015

Anúncio de Roger como novo treinador do Grêmio

May 31, 2015

Diante do cenário que se apresentava, dos diversos nomes tentados pelo Grêmio, considero a opção pelo Roger como novo treinador uma boa saída. Espero que essa escolha tenha passado muito mais pelo potencial que se enxerga nele como técnico, e não só pelo seu passado vitorioso como atleta do clube (por mais que possa ter tenha importância).

O que eu sigo preocupado é com a indefinição do nome do Vice de Futebol. Me parece uma inversão definir o cargo de treinador antes de se definir o nome do comandante do principal departamento do clube. Nenhum treinador pode trabalhar sozinho ou desamparado. E na atual situação, Roger precisará de uma certa supervisão e de muito respaldo (por mais que conheça o clube na suas passagens como jogador e auxiliar).

Brasileirão 2015 – Grêmio 1×0 Figueirense

May 25, 2015

O Grêmio fez o que deveria fazer para começar a superar a crise: Venceu. Ainda que essa vitória tenha saído com um placar magro num jogo bastante tedioso.

No primeiro tempo o tricolor criou pouquíssimas chances, apesar de ter controlado as ações e raramente ter sido ameaçado pelo Figueirense. No segundo tempo, já com Braian Rodriguez no ataque, o volume de conclusões do Grêmio aumentou um pouco. Aos 20 minutos Giuliano recebeu de frente para o gol mas chutou fraco nas mãos do goleiro. Aos 27 Marcelo Oliveira cruzou e Giuliano furou, mas cinco minutos depois Braian Rodriguez aproveitou novo cruzamento de Marcelo Oliveira e, de cabeça, marcou o único gol do jogo.

A vitória traz algum alívio nesse momento turbulento, mas fico preocupado com o fato de que em nenhum pronunciamento a diretoria do Grêmio deixou claro o que vai definir primeiro: O  seu vice de futebol ou o seu treinador.

Preciso reconhecer que esse uniforme ficou mais bonito no jogo do que nas imagens do lançamento. Contudo ainda acho que não é uma boa alternativa para enfrentar um adversário de uniforme preto e branco. Pelas minhas contas só Braian Rodriguez e Giuliano usaram a gola virada. E a listra preta na lateral, interrompendo o degradê, me incomodou um pouco.

Braian Rodriguez entrou bem no jogo. Deu um bom passe pro Giuliano antes  e a cabeçada do gol não foi de tão simples execução, mesmo com o ótimo cruzamento de Marcelo Oliveira.
Erazo ganhou pontos ao ter optado por colocar FRICKSON na camisa. Aliás, poderiam aproveitar para tocar um  “Super Freak” quando anunciam o nome dele na escalação.
Baixíssimo público na Arena (segundo pior do ano. A renda igualmente foi a segunda pior da temporada até aqui). Desde 2013, o Grêmio fez 37 jogos na Arena pelo Brasileirão. Média de público nesses jogos é de 23.230 (20.639 pagantes). Foi a primeira vez que o público total ficou abaixo dos dez mil. Boa parte do desinteresse do sábado de certo se deve ao mau momento do time, mas não seria errado pensar que o horário também faz com que a ida ao estádio seja pouco atrativa. Uma pena que o clube, sabedor dessa dificuldade, não fez nada para tentar levar mais gente e igualmente nada fez para tornar mais agradável a experiência de quem foi.

 Fotos:  Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio Grêmio 1×0 Figueirense Figueirense
 

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Galhardo (Fellipe Bastos – 27’/2ºT), Rhodolfo, Erazo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano, Douglas (Yuri Mamute – 19’/2ºT) e Luan; Pedro Rocha (Brian Rodríguez – intervalo)
Técnico: James Freitas
FIGUEIRENSE: Alex; Leandro Silva, Marquinhos, Bruno Alves e Roberto Cereceda (Jefferson – 20/2ºT); Paulo Roberto, Fabinho e Marquinhos Pedroso e Yago (Mazola – 27’/2ºT); Clayton e Everaldo (Marcão – intervalo)

Técnico: Argel Fucks

03ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 23/5/2015, sábado, 21h00min
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre-RS
Público  9.743 (8.336 pagantes)
Renda: R$ 243.718,00
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (FIFA-SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA-SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP)
Cartões Amarelos: Galhardo, Tiago, Douglas, Brian Rodríguez, Marcelo Grohe e Walace; Yago, Bruno Alves, Roberto Cereceda e Fabinho
Gols: Braian Rodríguez, aos 33 minutos do segundo tempo

Camisa azul Umbro 2015

May 22, 2015

O Grêmio lançou oficialmente ontem a sua terceira camisa para temporada 2015.  Quando vazaram as primeiras imagens ainda na semana passada, disse que não tinha gostado tanto desse gradiente/degradê na camisa. E mantenho isso.
Pelo que vinha sendo informado, eu imaginava uma camisa celeste mais clássica. Prefiro uma camisa com o número e a marca dos patrocinadores em preto e a gola e punhos em branco (tal como era a camisa celeste de 1994/1996 e tal como é a camisa da seleção uruguaia). É apenas uma questão de preferência, mas não sei se o excesso de preto nas laterais e no gradiente não ajudaria a confundir quando o Grêmio enfrentar uma adversário com camisa preta e branca (que é a principal oportunidade para usar a camisa azul).
O curioso é que nas imagens vazadas parecia existir a possibilidade de se usar a gola virada, o que seria algo diferente, mas não vi nada disso na divulgação do lançamento. E achei essa gola azul bem parecida com da camisa lançada no final de 2012, que foi a última azul lançada pelo clube.

Não deve ser tão simples acertar o tom para a campanha de lançamento de um uniforme sem soar muito piegas ou ufanista. Contudo, as frases “The shirt with soul” e “Raça e paixão. Uma camisa. Valores eternos” beiram o nonsense.
E não entendi por que o Presidente Romildo Bolzan repetiu essa história de camisa “revolucionária”. Não há nada de revolucionário no uso de gradiente/degradê, que o diga o Cruzeiro em 2009, a Puma em 2010, A camisa de goleiro usada por Victor em 2011o Barcelona em 2012, o Bahia em 2013 e etc…

 Me parece que a parte das costas foi prejudicada pelo excesso de informações (São seis elementos: Umbro, Banrisul, nome do jogador, número do jogador, Tramontina e Unimed). Talvez fosse o caso de colocar apenas o número em branco e o resto em preto (ou vice-versa)

E não gostei muito da combinação com o atual calção preto. Aquela listra azul no lateral do calção, que já não faz muito sentido quando usado com a camisa tricolor, ficou ainda mais perdida com esse degradê.

Fotos: Grêmio.net e Minhas Camisas

Saída do Felipão

May 20, 2015

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Foi anunciada ontem a saída de Luis Felipe Scolari do comando do time do Grêmio.

O primeiro pensamento que me ocorreu ao ser confirmado a notícia foi o seguinte:
Pela terceira vez seguida se fez “terrorismo” sobre a manutenção do treinador durante a campanha para a Presidência do clube. E pela terceira vez seguida o treinador foi mantido pelo candidato vencedor, apenas para sair ainda no primeiro semestre da gestão.
Não parece existir convicção. Ou se existe, ela se esvai na primeira dificuldade.
No caso atual, a saída do treinador é ainda mais difícil de entender. Como pode ser visto nos tweets acima, não foram poucas vezes que a candidatura de Romildo Bolzan Junior falou em “garantia” e “continuidade” do trabalho de Felipão. E foi além, afirmando que “Começamos 2015 por ele” e garantindo um “projeto de longo prazo“. Acho difícil conseguir encaixar um trabalho interrompido no quinto mês dentro do conceito de longo prazo.
E não foi só isso. Felipão pediu, ainda que com alguma tergiversação, voto para o candidato de Fábio Koff.  O curioso é que o fato de de um profissional contratado pelo clube ter “a iniciativa de intervir numa eleição do Grêmio” foi alvo de críticas do próprio ex-presidente Koff em outro pleito. Contudo, poderíamos encarar isso apenas com uma preferência do referido profissional. Estranho é que toda essa suposta sinergia vista na campanha se desfez depois de transcorrido pouco mais de 1/5 do mandato.
Quanto a avaliação dessa última passagem de Felipão no Grêmio me parece inevitável dividir a análise das temporadas 2014 e 2015. No ano passado o trabalho foi bom. O time mostrou reação e evolução em meio a temporada, muito embora o aproveitamento isolado do Felipão não garantiria o time na Libertadores e considerando que a derrota em casa para o Santos na Copa do Brasil foi completamente ofuscada pelo Caso Aranha.  Em 2015, Felipão teve a oportunidade de iniciar um trabalho desde a pré-temporada, e o desempenho foi muito ruim, ainda que se considere todas as carências e dificuldades do Grêmio. É preciso se fazer a ressalva de que o técnico pode ter tido seu rendimento prejudicado pela falta de respaldo e estrutura do clube, que ficou, por exemplo, com o cargo de vice de futebol (atividade fim da instituição) vago durante boa parte desse período. Por último, acredito que os debates (internos e externos) sobre o trabalho desenvolvido  foi precarizado pelo fato do Felipão ser visto, pela maioria, como um ídolo infalível, e não como um treinador de futebol inserido dentro de uma hierarquia. 

Brasileirão 2015 – Coritiba 2×0 Grêmio

May 17, 2015

O Grêmio fez mais uma atuação inexplicável na temporada 2015 e foi derrotado para o Coritiba no Couto Pereira pela segunda rodada do Brasileirão pelo placar de 2×0. O primeiro gol, sofrido aos 27 minutos do primeiro tempo, já foi bastante preocupante, uma vez que o lateral direito e os volantes não bloquearam o lado do campo e o a defesa tricolor permitiu a conclusão após um cruzamento rasteiro mesmo tendo três defensores na linha da pequena área.  O segundo gol foi cômico. Não contente em somente entregar gols, o Grêmio passou a marcar eles para o seu adversário. Aos 33 minutos,  Marcelo Grohe deu rebote para frente e Matias Rodriguez chutou em cima de Erazo e a bola foi pro fundo da rede. O triste é que, com o mínimo de organização, o tricolor poderia ter conseguido um resultado melhor. O time deve duas chances claríssimas para marcar (com Junior aos 28 e com Giuliano/Mamute aos 44 minutos) e teve o mesmo número de conclusões do Coritiba.
O gol perdido no final do primeiro tempo é um belo exemplo de como as coisas acontecem no Grêmio. Giuliano, que é o jogador de maior investimento do atual plantel, prefere não concluir apesar de estar de frente para o goleiro, transferindo a responsabilidade para um guri. Transferência de responsabilidade é uma tendência forte no clube.

Todos nós sabemos das carências do time do Grêmio, mas será que o atual plantel do Coritiba é mais qualificado do que o nosso
Um ponto conquistado em seis disputados. Um começo preocupante, especialmente se levarmos em conta que os adversários não foram aqueles cotados para levar a taça.
Estamos no quinto mês do ano, no segundo jogo da principal competição da temporada e o clube ainda não adotou a numeração fixa, que é algo corriqueiro nos principais campeonatos dos principais esportes profissionais.
O torcedor que tem o mínimo de discernimento sabe em muitas vezes há uma diferença entre o discurso interno e discurso externo dos dirigentes. Ainda assim é muito ruim ouvir o Presidente falar em “reforma do Olímpico” em meio a esse momento de dificuldade e é igualmente ruim ouvir diretor de futebol falar em “poção mágica” após uma derrota vergonhosa.

Fotos: Coritiba.com.br

 Coritiba Coritiba 2×0 Grêmio Grêmio

CORITIBA: Bruno; Norberto, Leandro Almeida, Welinton e Ivan; João Paulo, Hélder, Rosinei (Fabrício, 44’/2ºT), Ruy e Thiago Galhardo; Rafhael Lucas (Negueba, 34’/2ºT).
Técnico: Marquinhos Santos
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Matias Rodríguez, Erazo, Geromel e Júnior (Yuri Mamute 33’/2º T); Walace (Felipe Bastos, 30’/2ºT), Marcelo Oliveira e Maicon; Giuliano, Luan e Pedro Rocha (Everton 18’/2º T).  
Técnico: Luiz Felipe Scolari

02ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 16/05/2015, sábado, 18h30min
Local: Estádio Couto Pereira, em Curitiba-PR
Público:  13.715 (11.785 pagantes)
Renda: R$ 262.550,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa/MG) e Marcio Eustáquio Santiago (MG)
Cartão amarelo: Ruy , Marcelo Oliveira e Norberto
Gols: Thiago Galhardo, aos 27 minutos do primeiro tempo e Erazo (contra) aos 33 minutos do segundo tempo

Copa do Brasil 2015 – CRB 1×3 Grêmio

May 14, 2015

As novidades do Grêmio para esse confronto contra o CRB foram a mudança do esquema, com o time passando a contar com 3 volantes (Marcelo Oliveira foi para o meio de campo e Junior entrando na lateral esquerda) e a volta de Pedro Rocha (que não jogava desde o final de Março) ao ataque.
As mudanças deram bom resultado, o Grêmio controlou bem o adversário, marcou três gols e praticamente garantiu a classificação nos primeiro 45 minutos. Aos 11, Luan recebeu bom passe pelo alto de Giuliano e tocou por baixo do goleiro. Aos 35, Pedro Rocha girou em cima da zaga e chutou rasteiro da meia lua. E aos 42, Luan entrou driblando pelo lado direito da área do CRB e deu o passe para Pedro Rocha empurrar para dentro do gol.
No segundo tempo o Grêmio foi um pouco disperso. As substituições não melhoraram a equipe. O CRB passou a incomodar, especialmente pelo lado direito com o veterano Paulo Sérgio. O time da casa chegou a descontar, com Maxwell aos 25 minutos, mas não conseguiu evitar a sua eliminação.

O Grêmio parece estar aparentando alguma dificuldade em administrar um resultado positivo. Felipão tem toda razão em constatar a queda de rendimento no segundo tempo (talvez deva olhar com mais carinho para a preparação física). Ontem isso não trouxe maiores consequências, mas no domingo, infelizmente,  a história foi bem diferente.

Pedro Rocha tinha ido bem nas partidas do Gauchão que atuou. Não entendi porque tinha sido deixado de lado (Não parece ser uma questão de contrato). Tá certo que é preciso ter calma na hora de lançar os jogadores da base, mas essas idas e vindas repentinas também não devem ter um efeito muito legal na cabeça dos guris.
Fotos: Ailton Cruz (Gazeta de Alagoas/GloboEsporte) e Itawi Albuquerque (Futura Press/Correio do Povo)
CRB CRB 1×3 Grêmio Grêmio

CRB: Julio Cesar; Gleidson, Audálio, Daniel Marques e Gleison Souza; Glaydson, Olívio, Leandro Brasília (Gérson Magrão, 28’/2ºT) e Fernando; Maxwell (Bruno Nascimento, 39’/2ºT) e Zé Carlos (Daniel Cruz, Intervalo)
Técnico: Alexandre Barroso

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Matías Rodriguez, Pedro Geromel e Rhodolfo e Júnior; Marcelo Oliveira, Walace, Maicon (Douglas, 24’/2ºT) e Giulano; Luan (Everton, 43’/2ºT) e Pedro Rocha (Fellipe Bastos, 21’/2ºT)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Copa do Brasil 2015 – 2ª Fase – Jogo de Ida
Data: 13/10/2015, quarta-feira, 19h30min
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió-AL
Público: 8.074 (6.551 pagantes)
Renda: R$ 107.232,00
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Marcos Welb Rocha de Amorim (BA)
Cartões amarelos: Zé Carlos, Daniel Marques e Maxwell (CRB); Pedro Rocha e Matías Rodriguez
Gols: Luan, aos 11 minutos e Pedro Rocha, aos 35 minutos e aos 42 minutos do primeiro tempo. Maxwell, aos 25 minutos do segundo tempo.

Brasileirão 1972 – CRB 0x2 Grêmio

May 13, 2015
“Lairton perdeu este lance embora acompanhado de perto por Catarina. Telefoto CJCJ
Folha da Tarde – 26 de Outubro de 1972″
O primeiro confronto da história entre CRB e Grêmio aconteceu em Maceió pelo Brasileirão de 1972. O tricolor conseguiu um vitória por 2×0, mas segundo reportagem da Folha da Tarde, a partida foi uma “pelada” e o “Grêmio perdeu uma chance de golear”.
A curiosidade é que Ivo Wortmann,  atual auxiliar técnico do Grêmio, atuou naquela partida, ingressando no lugar de Negreiros no intervalo.

 CRB CRB 0x2 Grêmio Grêmio

CRB: Vermelho; Galo Preto, Djalma Sales, Dodó (Edevaldo) e Ademir; Roberto Menezes e Zequinha (Canavieira); Mano, Edson Trombada, Alves e Silva
Técnico: Danilo Alvim
GRÊMIO: Jair; Everaldo, Ancheta, Beto e Jorge Tabajara; Jadir e Negreiros (Ivo Wortmann); Catarina, Oberti (Helenilton), Lairton e Loivo
Técnico: Daltro Menezes
Brasileirão 1972 – 1ª Fase – 14ª Rodada

Data: 25 de Outubro de 1972, quarta-feira
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió-AL
Público: 8.475
Renda: Cr$ 43.594,00
Árbitro: Joaquim Gonçalves
Auxiliares: Claudionor Tenório e Luís Digerson
Gols: Lairton, aos 34 minutos do primeiro tempo e Lairton aos 45 minutos do segundo tempo

Brasileirão 2015 – Grêmio 3×3 Ponte Preta

May 11, 2015

O aproveitamento do Grêmio nas rodadas de estreia do Brasileirão na era de pontos corridos é de 36,11% (50% nas partidas em casa e 22,22% fora de casa). Não deve ser por acaso que as melhores campanhas do tricolor neste últimos anos começaram por uma vitória na primeira rodada. Mas diante da Ponte Preta, na manhã de domingo, o Grêmio não conseguiu arrancar o campeonato com três pontos.

Vitória tranquila → Entrega do empate → Vitória com sustos → Empate desastroso
Por um bom tempo parecia que o Grêmio encaminharia uma vitória tranquila (Com dois gols de Mamute, o primeiro na cabeçada após cruzamento de Luan, e o segundo com drible no goleiro após roubada de bola do mesmo Luan). Mas em 2 minutos, essa vitória tranquila se transformou numa senhora entregada do empate quando a Ponte marcou 2 vezes (primeiro num golaço de Renato Cajá, depois numa bola que a zaga permitiu a antecipação de Rildo). Aos 30 minutos do segundo tempo o jogo poderia então ter se transformado numa vitória com sustos, quando Matias Rodriguez saiu do banco para pegar o rebote e marcar o terceiro gol. Contudo, no último lance da partida, Diego Oliveira aproveitou o rebote dado por Marcelo Grohe e a Ponte Preta marcou o seu terceiro gol quando já tinha um jogador a menos, impondo ao Grêmio um desastroso empate.

Um dos poucos fatos positivo desse jogo foi o fato de o Grêmio ter feito dois gols cruzamentos oriundos de bola parada (três se considerarmos o gol anulado), algo que não é tão comum desde o retorno de Felipão.

Outra boa notícia reside nos gols marcados por Yuri Mamute, que apesar de ser jogador profissional desde 2011, vai desfalcar seu clube para participar de um período de testes na seleção de base.

Acho válido que o Felipão fale das carências do grupo do Grêmio nas coletivas. O problema é que por vezes o tom adotado por ele para fazer isso beira o coitadismo.
E acho um pouco estranho que o treinador se manifeste sobre o quanto o clube pode avançar em valores de contratações. Mas Felipão deve estar fazendo isso porque percebe um vazio nas outras esferas e porque isso lhe é permitido.

Quanto ao que acontece dentro das quatro linhas, achei interessante o diagnóstico do treinador sobre o espaço demasiado que os marcadores do Grêmio dão aos seus adversários.  Contudo, esse problema já era visível nos jogos anteriores, ainda que o time não tivesse sofrido tanto com chutes de fora da área.

Creio que o horário das 11:00 é uma alternativa interessante para um jogo de futebol no domingo. Mas muito provavelmente o fato de tal iniciativa ter se iniciado num dia das mães deve ter tido um efeito negativo no público (que ficou abaixo da média do Gauchão). E o tipo de detalhe que pode fazer muita diferença. Tipo de detalhe que o Grêmio parece fazer questão de não prestar atenção.

Grêmio Grêmio 3×3 Ponte Preta Ponte Preta

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Galhardo (Matías Rodríguez, 30’/2ºT), Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Giuliano (Douglas, 32’/2ºT), Lincoln (Everton, 26’/2ºT) e Luan; Yuri Mamute
TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari.
PONTE PRETA: Marcelo Lomba, Rodnei, Tiago Alves, Pablo, Gilson, Fernando Bob, Josimar (Juninho, 24’/2ºT) , Paulinho (Diego Oliveira, intervalo), Renato Cajá, Rildo (Felipe Azevedo, 32’/2ºT) e Biro Biro
TÉCNICO: Guto Ferreira
01ª Rodada – Campeonato Brasileiro 2015
Data: 10/5/2015, domingo, 11h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 13.164 (11.920 pagantes)
Renda: R$ 378.586,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (FIFA/PR)
Auxiliares: Nadine Bastos (FIFA/PR) e Carlos Berkenbrock (PR)
Cartões amarelos: Galhardo, Yuri Mamute, Walace; Biro Biro, Rildo, Tiago Alves, Josimar, Renato Cajá
Cartão vermelho: Tiago Alves (aos 44 minutos do 2º tempo)
Gols: Yuri Mamute aos 24 minutos do primeiro tempo e aos 9 minutos do segundo tempo; Renato Cajá aos 17 minutos; Rildo, aos 19 minutos; Matías Rodríguez, aos 30 minutos e  Diego Oliveira aos 48 minutos do segundo tempo

Discrepância no número de ingressos para a torcida gremista no Beira-Rio no último Grenal

May 7, 2015
Conforme o site do Internacional, no último Gre-Nal no Beira-Rio foi “disponibilizado um total de 3.500 ingressos para a torcida gremista“.
Infelizmente, o site do Ministério Público só divulgou a divisão por setores desses 3.500 ingressos para visitantes em relação ao primeiro jogo da final do Gauchão, disputado na Arena. Entretanto, em 29 de abril,  o site do Grêmio, ao anunciar que estavam “esgotados os ingressos de arquibancada para o clássico Gre-Nal” afirmou que os “2.500 ingressos destinados ao torcedor gremista foram reservados em poucos minutos após serem disponibilizados no site do Clube. Restam apenas camarotes” (grifei)

Contudo,  no borderô da partida, o total de ingressos vendidos para a torcida visitante (excluindo a torcida mista e skybox) é de 1768, conforme pode ser visto na figura abaixo:
De tal modo, há uma discrepância de 732 ingressos entre o número que o Grêmio afirma ter “reservado” para a sua torcida e o número de ingressos que  foram vendidos para a torcida visitante conforme o Boletim Financeiro publicado no site da Federação. 
Não é a primeira vez que os números divulgados nos borderôs não fecham com as informações divulgadas por Grêmio, Inter e Ministério Público. Dessa vez, a diferença corresponde a mais de 20% da suposta carga destinada a torcida visitante, o que não me parece ser um percentual insignificante.

Gauchão 2015 – Inter 2×1 Grêmio

May 6, 2015

Times que entregam gols para o adversário não costumam ser campeões.
Equipes que demoram 20 minutos pra perceber que o jogo começou costumam ser goleadas.
A maneira que o Grêmio se portou no começo desse Gre-Nal foi tão absurda que acaba praticamente desautorizando qualquer outro tipo de discussão (sobre arbitragem, pênaltis e outros favorecimentos). Com 4 minutos de bola rolando o Grêmio já tinha cedido o primeiro contra-ataque. Com 5 minutos levou uma bola na trave. Com 6 minutos sofreu um gol onde o ataque adversário entrou com a bola no chão pelo meio de sua zaga. Com 10 minutos, mesmo jogando como visitante, deixou o time da casa criar seu terceiro contra-ataque perigoso. Não há como resistir a uma sequência tão desastrosa como essa. Pra piorar, quando o Grêmio esboçou uma reação, Fellipe Bastos pegou o rebote da falta que ele mesmo cobrou na trave e deu um passe demasiadamente curto para Matias Rodriguez, justo na frente de Nilmar, que desde 2004 aproveita esse tipo de vacilo para criar gols para o co-irmão.

Tem um dado que ilustra bem a apatia do Grêmio nesse primeiro tempo. O time, mesmo com esse 2×0 contra, só fez duas faltas durante todo a primeira etapa. No mesmo período, mesmo tendo tudo a favor, o Inter cometeu 9 faltas. Menos mal que o tricolor aproveitou a 9ª falta recebida, quando Douglas levantou na área, Rhodolfo cabeceou, Alisson soltou e Giuliano empurrou para dentro.

Durante todo o segundo tempo o Grêmio teve bastante posse de bola, muitos escanteios, mas pouquíssimas chances concretas de fazer o gol que lhe daria o título.

Não é exatamente a falta de títulos estaduais o que mais me incomoda nesses últimos anos do Grêmio. Imagino que a maior parte da torcida só vai considerar o jejum como encerrado com um título de maior expressão. Mas sempre fica a dúvida: Como é que um clube que não consegue se organizar para vencer uma disputa local vai conseguir alcançar objetivos maiores? Esse ano o Grêmio teve algumas vantagens consideráveis (fez mais jogos em casa na primeira fase, adversário pensando na Libertadores) e não aproveitou.
Impressionante como time repetiu o que já tinha feito no primeiro jogo e seguiu atacando praticamente só pelo lado esquerdo. 
Eu não vi tanta diferença nas faltas que explicasse o fato de o Valdivia ter tomado cartão amarelo pelo carrinho que acertou no Luan enquanto o Rhodolfo levou vermelho por entrada parecida em Sasha. Talvez tenha sido só pela aquela velha tradição de expulsar um atleta do Grêmio no final dos Grenais. Mas a derrota do domingo não passa, de forma alguma pela arbitragem. Passa, isso sim, pelos terríveis 20 minutos iniciais, onde o time praticamente entregou a taça para o co-irmão.
Não sei se o Walace tem problemas disciplinares. Não se se ele tem alguma questão contratual pra resolver com o clube. Mas pela bola que joga ele não pode ser reserva desse time do Grêmio.

Fotos: Alexandre Lops (S.C.Internacional), Diego Guichard  e Tomás Hammes (GloboEsporte) e Marcelo Campos (MCDEZ Comunicação)

Internacional Inter 2×1 Grêmio Grêmio

INTERNACIONAL: Alisson; William, Ernando, Alan Costa e Geferson (Alan Ruschel, 35’/2ºT); Rodrigo Dourado, Aránguiz, Valdívia e D’Alessandro (Alex, 24’/2ºT); Eduardo Sasha e Nilmar (Lisandro López, Intervalo)
 TÉCNICO: Diego Aguirre
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Matias Rodríguez, Erazo, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Felipe Bastos (Wallace, 28’/1ºT), Maicon, Giuliano, Douglas (Éverton, 24’/2ºT) e Luan; Braian Rodríguez (Yuri Mamute, Intervalo)
TÉCNICO: Luiz Felipe Scolari

Gauchão 2015 – Final – Jogo de volta
Data: 03/05/2015, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Público:  41.791 (37.227 pagantes)
Renda: R$ 1.993.870,00
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa/RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)
Cartões amarelos:  Felipe Bastos, Aránguiz, Ernando, Valdívia, Marcelo Oliveira e Wallace
Cartão vermelho:  Rhodolfo (aos 43 do segundo tempo).
Gols:  Nilmar, aos sete minutos; Valdívia, aos 18 minutos e Giuliano aos 47 minutos do primeiro tempo