Saída do Felipão

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Foi anunciada ontem a saída de Luis Felipe Scolari do comando do time do Grêmio.

O primeiro pensamento que me ocorreu ao ser confirmado a notícia foi o seguinte:
Pela terceira vez seguida se fez “terrorismo” sobre a manutenção do treinador durante a campanha para a Presidência do clube. E pela terceira vez seguida o treinador foi mantido pelo candidato vencedor, apenas para sair ainda no primeiro semestre da gestão.
Não parece existir convicção. Ou se existe, ela se esvai na primeira dificuldade.
No caso atual, a saída do treinador é ainda mais difícil de entender. Como pode ser visto nos tweets acima, não foram poucas vezes que a candidatura de Romildo Bolzan Junior falou em “garantia” e “continuidade” do trabalho de Felipão. E foi além, afirmando que “Começamos 2015 por ele” e garantindo um “projeto de longo prazo“. Acho difícil conseguir encaixar um trabalho interrompido no quinto mês dentro do conceito de longo prazo.
E não foi só isso. Felipão pediu, ainda que com alguma tergiversação, voto para o candidato de Fábio Koff.  O curioso é que o fato de de um profissional contratado pelo clube ter “a iniciativa de intervir numa eleição do Grêmio” foi alvo de críticas do próprio ex-presidente Koff em outro pleito. Contudo, poderíamos encarar isso apenas com uma preferência do referido profissional. Estranho é que toda essa suposta sinergia vista na campanha se desfez depois de transcorrido pouco mais de 1/5 do mandato.
Quanto a avaliação dessa última passagem de Felipão no Grêmio me parece inevitável dividir a análise das temporadas 2014 e 2015. No ano passado o trabalho foi bom. O time mostrou reação e evolução em meio a temporada, muito embora o aproveitamento isolado do Felipão não garantiria o time na Libertadores e considerando que a derrota em casa para o Santos na Copa do Brasil foi completamente ofuscada pelo Caso Aranha.  Em 2015, Felipão teve a oportunidade de iniciar um trabalho desde a pré-temporada, e o desempenho foi muito ruim, ainda que se considere todas as carências e dificuldades do Grêmio. É preciso se fazer a ressalva de que o técnico pode ter tido seu rendimento prejudicado pela falta de respaldo e estrutura do clube, que ficou, por exemplo, com o cargo de vice de futebol (atividade fim da instituição) vago durante boa parte desse período. Por último, acredito que os debates (internos e externos) sobre o trabalho desenvolvido  foi precarizado pelo fato do Felipão ser visto, pela maioria, como um ídolo infalível, e não como um treinador de futebol inserido dentro de uma hierarquia. 

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