Grêmio e Guaraní do Paraguai já se enfrentaram pela Libertadores. Foi há 20 anos, nas oitavas de final da edição de 1997.
Para o primeiro confronto, no Defensores Del Chaco, o tricolor tinha uma série de desfalques, e o treinador Evaristo de Macedo se viu obrigado a promover a estreia do centroavante Maurício Pantera.
Sem Carlos Miguel e Paulo Nunes, o Grêmio fez um primeiro tempo muito ruim, levando um gol (de Ovellar, em posição de impedimento) logo aos cinco minutos de jogo. O lateral André Silva, jogando improvisado no meio de campo, empatou a partida aos 17 minutos do segundo etapa. Mas a 10 minutos do fim, Ovellar marcou novamente para os mandantes. O detalhe é que mais uma vez o atleta do Guaraní estava impedido no lance do gol, o que acabou gerando revolta da equipe do Grêmio e a expulsão de Rivarola e Evaristo.
Não fosse isso bastante, Evaristo de Macedo, então com 63 anos de idade, foi agredido pelo policiamento ao ser retirado do gramado.
“Depois de retirado de campo e refeito dos golpes, Evaristo reapareceu nas arquibancadas, em meio à torcida do Grêmio. Admitiu, mais tarde, que o Grêmio não merecia ganhar e criticou a violência policial. “São uns covardes”, reclamou. “Se ficam sozinhos com a gente saem correndo, mas colocam a farda e viram valentes.” O Grêmio deixou o estádio sob escolta policial e ameaça de apedrejamento.” (Leonardo Oliveira, Zero Hora, 24 de abril de 1997)
Fotos: José Doval (Zero Hora)